TCE determina que o ex-prefeito de Barra do Corda, Nezim Mariano devolva R$ 3.380.696,00 aos cofres públicos

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Nezim Teles, ex-prefeito de Barra do Corda

  O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) desaprovou, em Sessão Plenária realizada na manhã de hoje, 28/10,  a prestação de contas do ex-prefeito de Barra do Corda, Manoel Mariano de Sousa, referente ao exercício financeiro de 2011.

Na decisão, os conselheiros e procuradores do TCE/MA determinaram que Manoel Sousa devolva aos cofres públicos a quantia de R$ 3.380.696,00 e ao pagamento de multas que totalizam R$ 427.468,00.

Entre as irregularidades identificadas pelos auditores do TCE na prestação de contas de Manoel Sousa destacam-se: irregularidades em processos licitatórios; ausência de Lei para regular a concessão de subvenção, auxílio ou contribuição; ausência de notas fiscais referentes à execução de serviços; ausência de documentos de autenticação de notas fiscais (Danfop); não encaminhamento ao TCE/MA dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO) e do Relatório de Gestão Fiscal (RGF). Ainda cabe recurso da decisão.

Na mesma sessão  foram desaprovadas também as contas de Antonio Diniz Braga Neto (Bequimão/2010), com multas no total de R$ 77.600,00; Arnaldo Gomes de Sousa (Altamira do Maranhão/2012); Raimundo Nonato Abraão Baquil (Tutóia/2010), com multas no total de R$ 44.800,00 e Raimundo Nonato Leal (Governador Archer/2009), com multas no total de R$ 46.032,00.

Entre as câmaras municipais, foram julgadas irregulares as prestações de contas de Jacira Maria de Albuquerque Pires (Araioses/2009), com débito de R$ 2.732,00 e multas no total de R$ 13.593,00.

 

Fonte – Ascom TCE

 

Desvio de R$ 3,13 milhões na prefeitura de São Francisco do Brejão motivam Ação Civil Pública e denúncia do Ministério Público

mapaValor refere-se à prestação de contas de 2010 e Fundos Municipais de Assistência Social, Saúde e Fundeb

A 1ª Promotoria de Justiça de Açailândia ajuizou, em 27 de outubro, Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa (ACP), contra o ex-prefeito de São Francisco do Brejão (Termo Judiciário da Comarca), Alexandre Araújo dos Santos, e dois réus, requerendo o ressarcimento de R$ 3,13 milhões aos cofres do Município.

O valor refere-se a irregularidades, verificadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE), na prestação de contas de 2010 e nos Fundos Municipais de Assistência Social (FMAS), Saúde (FMS) e Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais do Magistério da Educação Básica (Fundeb).

De autoria da promotora de justiça Glauce Mara Lima Malheiros, a ACP também cita como réus a ex-secretária municipal de Finanças, Francisca Sônia Araújo dos Santos, e o ex-diretor do Departamento de Contabilidade do Município, Abiail Souza Caldas.

Além da ação, a representante do Ministério Público do Maranhão (MPMA) também ofereceu Denúncia contra os três acusados, na mesma data e pela mesma motivação.

Outra solicitação é que o Poder Judiciário decrete, liminarmente, a indisponibilidade e o sequestro dos bens dos réus até o limite de R$ 3.135.870,79, para garantir o ressarcimento ao patrimônio público do valor referente às irregularidades.

IRREGULARIDADES

O TCE constatou a realização de despesas sem procedimentos licitatórios, no valor de R$1.394.773,68. Despesas não comprovadas causaram prejuízo de R$ 1.741.057,11.

As irregularidades envolvem compra de material de expediente, combustíveis, lubrificantes, gêneros alimentícios e peças de veículos.

As ilegalidades incluem, ainda, locação de veículos, contratação duplicada de servidores, recuperação de estradas vicinais, execução de obras e contratação de serviços de assessoria.

PEDIDOS

O MPMA requer que o Poder Judiciário condene os réus à suspensão de direitos políticos pelo período de três a cinco anos e ao pagamento de multa de até 100 vezes o valor da remuneração recebida à época dos fatos.

Outra sanção solicitada é a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios e/ou incentivos fiscais pelo prazo de três anos.

Na Denúncia, Glauce Malheiros solicita a condenação dos acusados à detenção pelo período de três a cinco anos e ao pagamento de multa.

O município de São Francisco do Brejão fica localizado a 617 km de São Luís.

Fonte – CCOM-MPMA

CNJ concede liminar que prevê rigor de segurança comum a todos em fórum

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Liminar derruba dispensa de procedimentos de segurança a magistrados e procuradores no Fórum da Justiça Federal de São Gonçalo, no Rio de Janeiro

Decisão partiu de ato na Subseção Judiciária do Fórum da Justiça Federal de São Gonçalo, no Rio de Janeiro

São Paulo – O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) suspendeu dispensa de procedimentos de segurança concedida para magistrados e procuradores na Subseção Judiciária do Fórum da Justiça Federal de São Gonçalo, no Rio de Janeiro. De acordo com decisão do CNJ, todos que queiram ter acesso às varas criminais, exceto em caso de escolta de presos, devem passar pelo mesmo rigor de segurança.

A liminar foi expedida pelo conselheiro Norberto Campello. Diante de seu entendimento, a portaria de 12 de maio de 2010, que isentava magistrados e procuradores dos procedimentos de controle, contraria os atos normativos da CNJ.

De acordo com os autos da liminar, o caso veio a conhecimento do CNJ após um advogado ser orientado a retirar dos bolsos, no procedimento de revista, todos os objetos para poder acessar as varas especializadas em direito criminal. Após acatar a solicitação, o advogado questionou se todos eram submetidos ao mesmo procedimento. A resposta foi negativa.

O segurança informou o advogado que de acordo com o ato administrativo, Portaria RJ-PGD-2010/00047, juízes, promotores e funcionários não eram submetidos ao mesmo controle. Diante desta situação, o conselheiro disse que “não pode haver discriminação, como de fato há na edição do ato impugnado, entre lidadores do direito que ali atuam”.

Com informações do Consultor Jurídico

 

A Pátria Educadora está formando analfabetos; 75% dos brasileiros não sabem ler adequadamente

         “Para existir com qualidade, a Universidade precisa receber, não os aprovados em vestibulares montados de forma convencional e primária, mas os que durante três anos tenham aprendido a pensar criticamente para serem indivíduos e cidadãos maduros. Mas o desafio do vestibular faz com que a grande maioria dos pais procurem as escolas que se ajustaram para ser ‘cursinhos'”, escreve Maria Fernanda Arruda, escritora, midiativista e colunista do Correio do Brasil, em artigo publicado por Viomundo

Eis o artigo.

No seu nível inferior, a alfabetização rudimentar permite a leitura e compreensão de títulos de textos e frases curtas, bem como a compreensão de números menores e capacidade para operações aritméticas básicas. Em seguida, a alfabetização básica, que permite a leitura de textos curtos, extrair deles informações esparsas, mas não uma conclusão sobre o que se leu.

A soma dos dois estágios ganha o nome de analfabetismo funcional. No Brasil, em 2005, os dados disponíveis, indicam que ele chega a 68% da população. Como 7% dela é composta por analfabetos, tem-se que 75% dos brasileiros não sabe ler e escrever adequadamente.

Em 2012, o Instituto Paulo Montenegro e a ONG Ação Educativa informaram o Indicador de Alfabetismo Funcional (INAF), mostrando 38% dos estudantes universitários são analfabetos funcionais. Esses são números que não surpreendem. Como assim?

É sabido, por exemplo, que menos de 10% dos advogados formados são aprovados em provas de habilitação promovidas pela OAB; e a leitura de uma mostra das provas escritas pelos candidatos deixa claro que em torno de 40% deles é formada por analfabetos funcionais.

De acordo com a Constituição, a União é responsável por elaborar o Plano Nacional de Educação, com a colaboração dos Estados e Municípios. A União deverá organizar e manter órgãos de ensino, compondo um sistema federal (basicamente, as Universidades Federais).

Os Estados, da mesma forma, irão organizar e manter órgãos de ensino, concentrando sua ação direta no Ensino Médio.

Os municípios atuarão nos níveis de ensino fundamental (especialmente), médio e educação infantil.

E assim coloca-se o primeiro problema: a descentralização constitucional é totalmente irreal. As prefeituras mal mantém uma rede insuficiente de creches e os prefeitos, em regra negociantes-políticos, associam-se às empresas privadas que mercadejam ensino. Não são muitos os Estados que contam com competências para organizar e manter escolas.

Com olhos para enxergar a realidade, não se pode negar que a grande autoridade e responsabilidade pelo ensino devem ser de competência da União, cabendo aos Estados e Municípios a execução de tarefas definidas detalhadamente pelo Ministério da Educação (MEC).

O mal-feito constitucional tem permitido uma interpretação nebulosa quanto às responsabilidades, inclusive no que diz respeito à rede privada de ensino. As interpretações nebulosas são como regra mal intencionadas e de conotação política.

Um caso gritante: o governo do Estado de São Paulo negou-se a cumprir a determinação do MEC que torna obrigatórias as matérias de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio.

É que as escolas privadas orientam-se em primeiro lugar pelas preferências ditadas pelo mercado (que é imediatista e consumista; no caso, os pais), o que permitiu, por exemplo, a transformação do Ensino Médio em “pré-vestibular”, uma vez que as famílias não estão preocupadas na formação dos filhos, mas nas informações que os levem à faculdade.

A criação de monstros, os universitários analfabetos funcionais, tem a sua origem na desnaturação do Ensino Médio. A própria Constituição reconhece a importância imensa desse nível de ensino, dando a ele a responsabilidade pelo aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico.

Para existir com qualidade, a Universidade precisa receber, não os aprovados em vestibulares montados de forma convencional e primária, mas os que tenham durante três anos aprendido a pensar criticamente, para serem indivíduos e cidadãos maduros. Mas o desafio do vestibular faz com que a grande maioria dos pais procurem as escolas que se ajustaram para ser “cursinhos”.

Durante o governo FHC, o MEC, sob orientação de Paulo Renato Souza preparou o cometimento do crime da privatização do ensino. Mas deixou um legado positivo, na forma dos Parâmetros Curriculares que elaborou e divulgou.

Esses parâmetros criaram a possibilidade de avanços muito expressivos na orientação pedagógica e didática das escolas brasileiras, ensinando a ênfase a ser dada aos chamados temas transversais, à interdisciplinaridade, à contextualização, e valorizando a visão ética e a pluralidade cultural.

Foi a partir daí que a História abandonou a versão anacronicamente oficial, para abrir espaços para o papel desempenhado pelo povo brasileiro, oferecendo aos alunos a possibilidade de aprender e valorizar culturas, tanto as indígenas, como as africanas.

Os parâmetros propostos pelo MEC teriam colhido resultados muito melhores, não fossem: aquela distribuição de atribuições definidas na Constituição, já comentadas, e que obriga a ser dado a esses parâmetros o caráter de propostas flexíveis; o irrealismo dos que imaginam fazer o Brasil em Brasília; a aceitação do pressuposto neoliberal, segundo ele não cabendo numa sociedade democrática a intervenção do Estado,

Cabe sim, e mesmo os governos do PT não se deram conta disso. O Estado, eleito pelo povo democraticamente, traz consigo a proposta de uma organização social e de Nação. E a escola precisa ser orientada para a formação de indivíduos e cidadãos que possam conviver harmoniosamente nessa sociedade nacional.

Toda a “paidéia” grega é orientada nesse sentido, levando à formação do cidadão. O MEC nasceu em 1930 com esse objetivo e teve competência para levar às escolas os valores culturais do povo brasileiro.

Sejamos coerentes. O Estado não pode aceitar a escola que transmita valores culturais de outros povos, produzindo etnocentrismos equivocados, que menosprezam a cultura nacional. O Estado não pode aceitar escolas confessionais que reneguem a cultura nacional, que transformem o Saci, o Curupira, a Iara … em símbolos demoníacos, divulgando a intolerância religiosa.

A existência e convivência da escola pública e escola privada é histórica no Brasil. Mas havia no MEC a competência para harmonização, definição de currículos, aprovação de material didático a ser utilizado, cargas horárias, qualificação dos professores. Não só eram emitidos normas e procedimentos, como o MEC inspecionava as escolas e avaliava os alunos.

Com a renúncia a essa autoridade, criou-se a liberdade de improvisação comercial do ensino. Ainda durante grande parte do século XX, o Brasil teve uma rede de escolas públicas de alta qualidade, juntando-se a ela o conjunto de escolas privadas, mais frequentemente confessionais, católicas, voltadas para educação das elites e por isso mesmo oferecendo qualidade, somando-se a elas as que nasciam da vocação pedagógica de professores competentes. O processo de aviltamento é recente.

A escola pública foi propositadamente empobrecida, colocando professores, pagos miseravelmente e despreparados ao máximo do absurdo, a lecionar em prédios impróprios, sujos, desequipados.

Objetivo alcançado: a escola pública é hoje sinônimo de falta completa de qualidade. E enquanto isso, as facilidades e atrações criadas fizeram proliferarem as escolas privadas, negócios montados por comerciantes que querem ganhar dinheiro e fazer fortuna, tendo preterido o açougue ou a quitanda para instalarem uma aparência de “escola”.

Os donos de escolas não precisam demonstrar competência para coisa alguma, além das qualificações que os fazem argentários.

Nas escolas privadas, um professor, explorado ao máximo inaceitável, deve ter três empregos, lecionar em três escolas, fazer 40 aulas semanais, para ter padrão de vida de quase mendigo.

Essas escolas têm adotado cada vez mais a assessoria dos chamados “sistemas de ensino”, conjunto de matérias pré-elaboradas, cadernos para os alunos (material não submetido a exame pelo MEC) e mais manuais dos professores, que são assim transformados em pequenos “repetidores de aula”.

Restaram e muito poucas e caríssimas as escolas privadas de alto padrão, destinadas com exclusividade às elites, formando elitistas, agrupando-os em estamentos, preparando-os para gerir a Nação.

Pouco, quase nada, nada mesmo, para um Brasil que se apresentou como Pátria Educadora.

Se pretendem enxergar e entender o Brasil, o MEC e o Governo devem entender uma realidade que não chega até Brasília. Há o óbvio ululante: a falta de recursos materiais e humanos, o que todos reconhecem. Mas é o começo de um drama muito mais extenso.

O neoliberalismo de oito anos de governo fortaleceu uma rede de escolas lastimável. Então, o que significa tornar obrigatórios o ensino de Filosofia e Sociologia no Ensino Médio? Onde estarão os professores preparados para assumir isso? Como fazer, se a escola privada não abre mão de 22 aulas semanais, contra aquelas 30, que existiram até recentemente? Como adotar procedimentos e padrões competentes, se a escola está preocupada em agradar à clientela, formada por pais criados à sobra das ditaduras, primeiro a política, em seguida a mercadológica?

Pai de aluno quer vê-lo entrando na Faculdade, sem influências deletérias de professores de esquerda; e já existem deputados bem orientados e que estão empenhados em impedir isso, pleiteando o professor que seja o antípoda do Professor.

Caso a Pátria Educadora possa oferecer creches em número suficiente para mal abrigar todos os filhos de pais que vão para o trabalho; caso adote sistemas de avaliação que levem a um rápido diploma; caso dispense a participação dos pais e aceite a indisciplina e banditismos de pequenos heróis-predadores; caso assegure a universidade para todos, e então ela será reconhecida e elogiada por todos.

Reconheça-se: grande parte dos problemas educacionais no Brasil não são mais do que problemas de má ou falta total de educação familiar.

Sociedade ainda estruturada nos moldes da casa grande & senzala, a brasilidade armazena o ideal da ‘doutoragem’: o que não é doutor de nada e por nada, mas que saiu de uma faculdade.

No mundo da República Velha, do mandonismo dos coronéis, os filhos desnecessários ao zelo do patrimônio, ao menos doutores precisavam ser. E o que mudou na modernidade dos nossos tempos?

Inevitável, a visão de mundo da casa-grande é hegemônica. Só o trabalho do doutor advogado, ou médico, ou engenheiro é capaz de enobrecer.

Muito abaixo disso ficam as pequenas profissões das classes médias que precisam de ordenado a receber no fim do mês: bancários, balconistas, enfermeiros e taxistas.

No final: a classe operária, segregada, posta nos bairros operários de periferia.

Vetados a ela, sejamos claros e bem honestos: os bairros melhores, os clubes, as livrarias (elas, também e sim senhor). Até o surgimento do Bradesco do Amador Aguiar, operário não devia entrar em banco (anos de 1960) e a lei mandava que ele fosse pago em moeda nacional corrente.

Em meados dos anos de 1970, apenas entre os operários qualificados (já experimentando nível salarial bem superior ao de gerente de banco) havia uma porcentagem mais expressiva (algo como 40%) que aceitava ter filho operário e sindicalizado.

Entre os semi-qualificados, a grande maioria do proletariado, não admitia simplesmente essa hipótese: “trabalho para por o meu filho na faculdade”.

Lula, torneiro mecânico, foi um operário qualificado. Lula, Presidente da República quer a universidade para todos. E para isso criou o PROUNI, o FIES.

Faltou quem lhe dissesse: “Lula, isso é utópico e uma utopia equivocada. Primeiro, vamos lutar por uma sociedade democrática, botar abaixo os valores da casa grande. É preciso antes ter uma democracia, para que ela construa a universidade do povo e para o povo. A que está aí foi criada pelas elites, para as elites e mais recentemente vulgarizada como mais um produto de consumo, comprável a prestação”.

Na busca desse objetivo, o da “Universidade para Todos”, foram criadas 18 novas universidades, rompendo-se com a política neoliberal do período FHC. Isso não foi entendido como suficiente, adotando-se então o uso alternativo de universidades privadas.

Há nisso uma renúncia à qualidade? Fora de dúvida: mesmo as universidades públicas enfrentam muitas carências, mas mantém sempre padrões de seriedade e compostura. Mas, entre as 50 melhores, conforme critérios do próprio MEC, apenas as Universidades Católicas e a do Vale dos Sinos têm presença constante.

Ao prestigiar as universidades privadas, na sua grande maioria empresas que fazem negócios de ensino, com a concessão de bolsas e financiamentos, o MEC assume um triste papel de agente ativo em contos do vigário: não estão dando nada de valor ao estudante brasileiro, mas vendendo-lhe o sonho vão de ascensão social.

Na verdade, o MEC acaba instituindo um PROER dessas empresas, que se dimensionaram para uma demanda inflada pelas facilidades criadas por ele. Como resultado final é termos a formação em linha-de-montagem dos analfabetos funcionais.

O excesso absurdo de facilidades embutidas no FIES foram recentemente podadas e o sistema foi moralizado. Mas o grande problema permanece: não é pelo caminho da “universidade para todos” que estarão sendo abertos caminhos para integração social plena do povo.

A Universidade nasceu da iniciativa das elites e para as elites. É preciso que se lute por uma estrutura social humana e justa, para que então o povo construa a Universidade do Povo. Uma vez estivemos próximos disso, com o modelo de Darcy Ribeiro para a Universidade de Brasília; a gana com que a Ditadura a destruiu confirma isso.

Sempre existirá numa sociedade nova espaço para a atividade acadêmica, que poderá ser exercitada então em moldes democráticos. Mas não se confundirá com a formação técnica competente que efetivamente qualifique o cidadão para ocupar e desempenhar com eficiência funções no processo de produção de bens e serviços.

O modelo de Darcy Ribeiro contemplava isso e libertava o ensino técnico da marca de inferioridade que a sociedade elitista impõe a ele.

Os governos do PT foram os primeiros a ter preocupação real com o ensino a ser oferecido ao povo. Mas tiveram que se empenhar em oferecer quantidade, que antes estava sendo quase nenhuma.

Quando a primavera voltar, deseja-se que se criem condições para oferecer qualidade. Então, será necessário ser menos reformista e mais revolucionário; não é a Universidade que construirá uma nova sociedade, ela é que criará a nova Universidade.

Fonte – IHUSINOS

Com a Lei Anticorrupção Estadual o governo vai dar celeridade à responsabilização dos gestores que desviaram recursos públicos

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Com a regulamentação da Lei Anticorrupção Estadual, que estabelece o regime de responsabilização administrativa e civil de pessoas jurídicas pela prática de atos contra a administração pública que configurem com corrupção, o Governo do Estado poderá dar celeridade aos procedimentos legais para apuração dos fatos a responsabilização de todos os gestores do governo passado, que desviaram recursos públicos criminosamente, inclusive já constatados através de auditorias determinadas pela Secretaria de Estado da Transparência e Controle.

Como já é de domínio público, órgãos com as Secretarias de Estado da Saúde, da Administração Penitenciária, da Indústria e Comércio, da Segurança Pública, o Detran e inúmeras outras instituições desviaram bilhões de reais dos cofres públicos e até o momento o governo Flavio Dino, ainda não honrou o compromisso assumido em praça pública com a população maranhense, não só da responsabilização criminal dos bandidos envolvidos, mas de tratar de recuperar os valores desviados da saúde, da educação, da merenda e do transporte escolar, da produção de alimentos, de combate a fome e a miséria, da água, da energia elétrica e do saneamento básico, dentre outros.

Diante da regulamentação da Lei Anticorrupção, o governo deve dar celeridade para apuração com maior intensidade dos fatos e da instauração dos procedimentos legais junto as autoridades policiais, Ministério Público e a Justiça. A verdade é que foi muito dinheiro desviado e grande parte utilizada na ultima campanha eleitoral. No Detran o rombo teria sido superior a 50 milhões de reais e o gestor responsável foi nomeado pela presidente Dilma Roussseff  para a direção da Superintendência da Funasa, como premiação pela eficiência corrupta, o que bem se identifica com o PT, O interessante em tudo isso é que os arrombadores de cofres públicos mostram-se certos de que ficarão na impunidade, daí a devida seriedade para todos os envolvidos, uma vez que se houver qualquer tipo de postergação com vistas a proteger alguém, o governo perderá legitimidade para agir contra os demais. Afinal de contas, corrupto e bandido são iguais e não existe um maior ou menor, a diferença está apenas na periculosidade e na audácia.

Tortura generalizada nas prisões brasileiras

Após inspecionar prisões no Brasil, relator da ONU constata que tortura é recorrente e diz que o País não investiga a prática.

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“O ciclo de vingança, tortura e violência coloca em xeque o Estado de Direito e a democracia”, afirmou Juan Méndez

 Elza Fiúza/Agência Brasil

Em entrevista coletiva realizada em Brasília, o relator da ONU sobre tortura, Juan Méndez, afirmou que a prática está enraizada no Estado e é generalizada nos presídios brasileiros. Afirmou, também, que a tortura ocorre com especial frequência nas primeiras horas da detenção e que o País tem falhado na investigação e no julgamento desses casos.

Durante 12 dias em que esteve no Brasil, o especialista visitou presídios, delegacias, instituições socioeducativas e de saúde mental em São Paulo, Distrito Federal e em estados do Nordeste (Sergipe, Alagoas, Maranhão) – “uma área pouco coberta nas missões anteriores”, disse o relator.

A última visita da relatoria ao País aconteceu há 15 anos. A nova missão foi motivada por denúncia feita pela Conectas, Justiça Global e Sociedade Maranhense de Direitos Humanos em março de 2014 no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra. O Brasil vivia então uma das mais graves crises de seu sistema prisional, com pelo menos 63 mortes no período de um ano no complexo prisional de Pedrinhas, no Maranhão.

“As conclusões do relator, uma das maiores autoridades neste tema no mundo, evidenciam mais uma vez que temos um sistema carcerário falido e que apenas contribui para violações cotidianas dos mais básicos direitos. É dever do governo brasileiro dar seguimento às recomendações que serão apontadas no relatório”, ressaltou Juana Kweitel, diretora de Programas da Conectas.

Sobre a desconfiança que parte da população brasileira tem sobre a necessidade de se respeitar direitos dos presos e presas, Méndez afirmou que “a pior maneira de combater o crime é permitir violações de direitos humanos porque isso gera mais violência, além de suscitar na população uma sensação de desconfiança em relação às instituições de aplicação da lei. A prevenção do crime deve se basear numa relação de confiança. O ciclo de vingança, tortura e violência coloca em xeque o Estado de Direito e a democracia”.

O relator condenou as práticas da revista vexatória de familiares e afirmou que “há modos de inspecionar e garantir a segurança sem humilhar”.

Juan Méndez também saudou iniciativas como o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura e as audiências de custódia, que vêm sendo implantadas de maneira experimental, com o apoio do Conselho Nacional de Justiça, em dez estados. Afirmou, no entanto, que essas medidas não têm sido suficientes para reduzir a superlotação dos locais de privação de liberdade. “Nós definitivamente encorajamos o Brasil a prosseguir com as audiências de custódia, mas muito minimamente conseguem impactar na taxa de encarceramento.” Por outro lado, o relator afirmou estar “um pouco decepcionado com a investigação da tortura” nessas audiências.

O relator apontou que a redução da maioridade penal seria um erro, porque agravaria a situação nas unidades socioeducativas, e também violaria convenções internacionais: “a detenção de adolescentes não é usada como último recurso e as condições desses locais não servem a seu propósito original de educar e ressocializar”, afirmou.

Com relação à privatização de presídios, proposta apontada recentemente pelos deputados federais como saída para a crise no sistema carcerário, Méndez expressou grande preocupação de que essa tendência dificulte ainda mais a investigação e responsabilização de responsáveis por maus-tratos nas prisões.

Sem mencionar o iminente julgamento do Supremo Tribunal Federal sobre a descriminalização do uso de drogas ilícitas, o relator também falou sobre o impacto da atual Lei de Drogas no sistema carcerário. Enfatizou que a aplicação desta norma permite uma avaliação subjetiva por parte de delegados e juízes, resultando em detenções que não configurariam flagrante delito, mas sim “detenções arbitrárias”, segundo parâmetros internacionais.

As recomendações do especialista serão sistematizadas em um relatório que será apresentado ao governo brasileiro e no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em março de 2016, e na Assembleia Geral das Nações Unidas.

O relator concluiu a entrevista afirmando que, no Brasil, há um ciclo de impunidade ao redor da tortura, que deve ser quebrado. “Estou convencido que a impunidade para esse crime foi herdada da ditadura militar.”

Julgamentos de tortura

Conforme levantamento da pesquisa “Julgando a tortura”, publicada em janeiro deste ano, agentes públicos acusados de tortura têm mais chances de serem absolvidos do que atores privados (familiares, cônjuges e seguranças particulares, por exemplo). O estudo, produzido pela Conectas, IBCCrim, NEV-USP, Pastoral Carcerária e Acat, analisou 455 casos julgados em segunda instância por tribunais de todo o País e concluiu os funcionários do Estado condenados em primeira instância foram absolvidos, no segundo grau, em 19% dos casos, praticamente o dobro de vezes dos agentes privados (10%).

Fonte – Conectas – Direitos Humanos

“O Sínodo sobre a Família ganharia se ouvisse a voz das mulheres”

A Irmã Carmen Sammut fala sobre o lugar concedido às mulheres no Sínodo sobre a Família. Ela é a presidenta da União Internacional das Superioras Gerais.

A reportagem é de CélineHoyeau e publicada por La Croix

“Para mim, o Sínodo foi uma oportunidade e uma prova. Uma oportunidade de estar em um espaço de universalidade tão grande. Uma prova também porque havia tão poucas mulheres, e, portanto, a universalidade estava limitada… Necessariamente, neste encontro, a voz de três religiosas não tinha muito peso. Como as nossas intervenções ocorreram apenas no final da segunda semana, algumas delas já estavam defasadas. Isso foi muito frustrante.

Eu penso que o Sínodo ganharia verdadeiramente se ouvisse a voz das mulheres, especialistas em diversas áreas, muito próximas da vida daqueles e daquelas que sofrem, marginalizados, e ouvi-las antes para levar em conta o seu ponto de vista nas discussões. Eu tive momentos de desolação, quando pensei que estava bloqueado e que nada de novo surgiria no resultado final.

“Eu pensei que estava tudo bloqueado”

Mas, no sábado à noite, eu tive a alegria de ver, mais uma vez, que o Espírito Santo teve a última palavra. Estou feliz pelo fato de que o texto final fala sobre a necessidade de defender e de promover a dignidade das mulheres, sobre a discriminação e as violências de que muitas vezes são objeto. E o documento reconhece que sua participação na Igreja – nos processos de decisão, no governo de algumas instituições e na formação do clero – pode contribuir para um melhor reconhecimento social das mulheres. Esperemos, agora, que essas declarações sejam colocadas em prática.”

Fonte – IHUSINOS

Vereador Francisco Chaguinhas reúne com lideranças para debater questões comunitárias de interesses coletivos

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O vereador Francisco Chaguinhas é sem dúvidas um politico que tem uma interação constante com segmentos comunitários. A sua iniciativa que está dentro de um contexto que visa nortear a sua ação dentro do legislativo municipal, tem sido a grande responsável pelo reconhecimento público de estar entre os vereadores mais atuantes.  Recentemente estive na Vila Brasile os moradores me fizeram apelo para solicitar ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o Programa Mais Asfalto para as ruas Epitácio Cafeteira, Gonçalves Dias e Raimundo Cutrim, o já fiz através da minha atuação parlamentar.

Chaguinhas registra que, o seu mandato tem sido construído dentro de entendimentos comunitários, em que temos o dever e até mesmo a obrigação de ouvir as reivindicações comunitárias e trabalhar junto ao executivo municipal para fazer as coisas acontecerem. A partir da afinidade do politico com as comunidades da sua base de sustentação eleitoral é que ele se consolida como líder respeitado e valorizado, como lutador e comprometido com os interesses coletivos. Tenho uma missão constante e faço de tudo para honrá-la, que reside nas reuniões com as comunidades. É o fermento e o animador da minha consciência de que lutar é preciso e construir também é necessário, daí o grande respeito que tenho por todos e a recíproca é verdadeira, nos mais longínquos recantos da Ilha de São Luís, destaca o vereador Chaguinhas.

Diretores do Sindspem participaram de reunião nacional da Fenaspen e debateram a PEC 308/2004

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César Bombeiro e Antonio Portela com o consultor da ONU, Juan Méndez,quando de uma reunião na sede do Sindspem

Antonio Benigno Portela e César Bombeiro, presidente e vice do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Maranhão participaram de assembleia geral da Federação Nacional dos Agentes Penitenciários, que tratou de reforma estatutária da entidade, com vistas dar a ela uma maior mobilidade de ação.

Durante o encontro, os participantes participaram de amplos debates sobre a Proposta de Emenda Constitucional 308/2004, que trata do reconhecimento constitucional da categoria de agentes penitenciários com inserção dela no Artigo 144 da Constituição Federal, que trata das questões relacionadas a Policia Penal.

Várias comissões foram formadas para visitas a lideranças partidárias na Câmara dos Deputados em busca da votação da PEC 308, que inclusive já tem parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça. Estiveram com o deputado Eduardo Cunha, presidente do Legislativo Federal, quando receberam dele a garantia, de que quando qualquer liderança coloque a emenda na pauta, ela será votada, o que poderá ocorrer antes do final do mês de novembro e caso seja aprovada seguirá para o Senado Federal.  Portelae César informaram que lideranças dos grandes e pequenos partidos foram visitados e todos mostraram-se bem receptivos a PEC 308/2004.

Roberto Rocha Jr. solicita a construção de mais creches para bairros carente

Uma creche para as crianças é um alívio aos pais que trabalham e não têm com quem deixar os filhos, durante suas ausências. Esse é um problema que os moradores do bairro João de Deus estão enfrentando, mas o vereador Roberto Rocha Júnior (PSB) teve requerimento para a construção de uma creche aprovado na sessão da Câmara de São Luís de segunda-feira.

A Mesa Diretora do Legislativo agora irá encaminhar o pleito para que o prefeito Edivaldo Holanda determine à Secretaria Municipal de Educação a construção do prédio. “As creches municipais são equipamentos imprescindíveis às famílias de baixa renda, que não têm condições financeiras para contratar alguém para cuidar de seus filhos enquanto trabalham para proverem o sustento da família”, justifica Roberto Rocha Júnior.

O parlamentar destacou ainda que o artigo Art. 7º da Constituição Federal garante aos trabalhadores urbanos e rurais a assistência gratuita aos filhos e dependentes, desde o nascimento até cinco anos de idade, em creches e pré-escolas. “A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente prevêem que o Estado tem a obrigação de criar as condições adequadas de políticas públicas para fornecer a educação básica e de qualidade a todas as crianças. Esse é um direito de todos, e nós estamos lutando para que a Prefeitura inclua essas demandas como prioridades”, ressaltou.