É como se à revelia de tudo e todos e como os moradores de uma tradicional artéria do Centro Histórico de São Luís, não merecessem um mínimo de respeito e até mesmo uma imposição do poder que tudo pode, que a Universidade Federal do Maranhão e a Prefeitura de São Luís, decidiram fazer com a interdição de um trecho da rua Cândido Ribeiro, a tradicional rua das Crioulas.
Ao apagar das luzes da administração passada da Universidade Federal do Maranhão foi feita a inauguração do prédio da antiga fábrica de tecidos Santa Amélia, que interditou a sua por mais de seis anos. Ao inaugurar o prédio em condições precárias e com grande parte das obras ainda a serem concluídas, o autoritarismo da UFMA, não se sabe se contou com a conivência da Prefeitura de São Luís, decidiu manter a interdição do trecho do centro da cidade, de maneira acintosamente e agressiva não só aos moradores da artéria, mas a população ludovicense.
Moradores da rua Cândido Ribeiro se organizam para tomar as providências que seriam através de denúncias junto ao Ministério Público Estadual com pedidos de mandar fazer. O primeiro será contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior para justificar se a interdição tem resolução do Executivo Municipal ou da Câmara Municipal ou simplesmente se foi fruto do autoritarismo do poder. O segundo reside em informações idênticas por parte da Universidade Federal do Maranhão.
A indignação das famílias da Cândido Ribeiro é que a Prefeitura de São Luís e a UFMA, repetem em nossa capital, o que foi feito há alguns anos, na administração da então governadora Roseana Sarney, um elemento de nome Fernando Bicudo, importado para dirigir o Teatro Artur Azevedo e simplesmente meteu correntes em dois trechos no Beco do Teatro a exemplo do que fez a UFMA e decidiu que a rua era mais publica, mas propriedade institucional. Houve inúmeras manifestações públicas e ações judiciais e o local voltou a ser público.
Para o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, a questão é bem desgastante, levando-se em conta o total abandono de várias ruas do trecho da Cândido Ribeiro, com destaque para as tradicionais Mocambo, da Inveja e da Palha, que estão praticamente intransitáveis e que com o chegada do inverno deverão ser interditadas por força do descaso da gestão pública.
