Pagamentos milionários a esposa de Alexandre de Moraes era prioridade de Vorcaro: ‘Pagar sempre, sem nota’

Segundo a PF, ex-banqueiro do Master Daniel Vorcaro, orientou que o contrato com a esposa do ministro era sua prioridade. Relatório da Polícia Federal revelado nesta terça-feira (1º) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça expôs que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso pela fraude bilionária do Banco Master, determinou que não poderia haver atrasos de pagamentos à esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci, pelo contrato de R$ 131 milhões firmado com o escritório jurídico da advogada com o aval do magistrado. “Pqp. Não pagaram Barci de Moraes. Não tô entendendo isso. Contrato mais importante que temos te pedi pra não falhar. Surreal. Vamos ter problemas”, disse Vorcaro, em mensagem obtidas pela investigação, cujo sigilo foi retirado por ordem de Mendonça. A mensagem foi resultado do alerta de atraso feito ao ex-banqueiro por Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações no governo de Jair Bolsonaro (PL), entre 2020 e 2022. As conversas ainda mostraram que Vorcaro elegeu o contrato com o escritório jurídico da como “o principal”. E determinou a uma funcionária do Banco Master que poderia “pagar sempre, sem nota”.

“Esse Barci de Moraes por favor não deixe atrasar um dia, coloca no seu controle. É o pagamento mais importante que temos”, orientou o banqueiro. Além disso, em uma próxima parcela, do contrato, Vorcaro alertou ao superintendente-executivo de tesouraria do Master, Alberto Felix de Oliveira Neto, que não deveriam ser feitos pagamentos via Pix para a esposa de Moraes. “Mas não faz barci pix ne? Fez?”, perguntou o ex-banqueiro.

Diário do Poder enviou pedido por posicionamento de Moraes à assessoria de imprensa do STF. E também fica à disposição para publicar esclarecimentos de Viviane Barci.

 

Alfredo Gaspar: O STF ao descondenar Lula já sinalizava ‘safadeza generalizada’

Vice de Flávio Bolsonaro disse estar impressionado com novas suspeitas sobre ministro Moraes e Daniel Vorcaro.As novas suspeitas de articulações de integrantes da cúpula do Judiciário do Brasil para favorecer o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro levaram o candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL) a lembrar, nesta terça-feira (1º), que o Supremo Tribunal Federal (STF) foi quem anulou as condenações por corrupção que já levaram o presidente Lula (PT) a ser preso. Alfredo disse ao Diário do Poder que tal fato já teria sinalizado ao Brasil que haveria “safadeza generalizada” na nação. “Estou impressionado. A que ponto da República chegamos. A anulação das condenações por corrupção de Lula foi o sinal para o Brasil que as portas da nação estavam abertas para a safadeza generalizada”, respondeu o deputado federal Alfredo Gaspar.

O vice da candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ainda considerou que o ministro André Mendonça deve avançar o caso do Banco Master a um “caminho sem volta”, a partir das novas suspeitas de que Moraes teria recebido pedidos de Vorcaro para articular proteção do ex-banqueiro no processo de investigação do maior crime financeiro da história do Brasil.

Nesta terça-feira, a CNN Brasil revelou que Mendonça mandou investigar graves suspeitas de que o ministro Alexandre de Moraes teria pedido a proteção de Vorcaro ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. E as investigações indicaram que Moraes editou o contrato de R$ 131 milhões entre o ex-banqueiro do Master e o escritório jurídico de sua esposa, Viviane Barci de Moraes. Além disso, houve a revelação de que Vorcaro perguntou ao ministro se deveria fugir do Brasil, em 15 de novembro de 2025, dois dias antes de ser preso: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”, perguntou o ex-banqueiro preso na Operação Compliance Zero. A fala de Alfredo sobre o presidente lembra que Lula ficou preso por 580 dias, entre 2018 e 2019, ao cumprir penas por condenações, que foram anuladas em 2021, pelo Supremo, ao concluir que houve conluio entre Justiça e acusação, nos processos da Operação Lava Jato.

Diário do Poder enviou pedidos por posicionamentos à assessoria de imprensa do STF e à Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

 

Jantar de Lula no Alvorada a bilionários alvos da Lava Jato na campanha, suscita desconfianças

Joesley Batista, André Esteves, Henrique Constantino foram alguns dos estiveram entre os presentes. O presidente Lula (PT) ofereceu, na noite desta segunda-feira (31), um jantar a um seleto grupo de empresários, a fim de ouvir as demandas e sugestões do mercado financeiro e como ter apoio à sua reeleição ao Palácio do Planalto. O evento chamou a atenção por ser em plena campanha política e contar com nomes conhecidos da política e aliado de Lula (PT), Joesley Batista, do grupo J&F, alvo das operações da Lava Jato. Os outros citados nas operações da Lava Jato e que estavam presentes com Lula (PT) são:

André Esteves (BTG Pactual): Foi preso em novembro de 2015 sob a acusação de tentar obstruir as investigações da Lava Jato, chegando a passar dias detido antes de obter medidas cautelares e liberdade. Posteriormente, teve as investigações arquivadas ou absolvições em instâncias judiciais.

José Seripieri Filho (Amil / ex-Qualicorp): Foi alvo de prisão temporária em novembro de 2020 em uma fase da Lava Jato que investigava repasses e doações eleitorais não declaradas (caixa dois). Na ocasião, ele firmou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República.

Henrique Constantino (Gol Linhas Aéreas): Foi alvo de investigações e firmou acordo de delação premiada homologado pela Justiça Federal no âmbito de desdobramentos da Lava Jato, após confessar o pagamento de propinas a agentes políticos.

Os convidados do petista participaram de um jantar de três horas e depois seguiram para o Aeroporto de Brasília, deixando a capital de jatinhos. Como mostrou o Metrópoles, ao menos cinco jatinhos chegaram a Brasília por volta das 19h50 desta segunda. As aeronaves foram usadas por convidados que participaram do encontro com Lula no Alvorada. Segundo o próprio presidente da República, o jantar serviu para declarar que ele não tem atritos com o diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, sinalizando medidas ao mercado para adquirir equilíbrio fiscal das contas públicas.

Veja a lista completa dos convidados presentes conta com os seguintes nomes:

  • Geraldo Alckmin – vice-presidente da República;
  • Dario Durigan – ministro da Fazenda;
  • Márcio Elias Rosa – ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  • Bruno Moretti – ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Aloizio Mercadante – presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social);
  • Tarciana Medeiros – presidente do Banco do Brasil;
  • Carlos Vieira – presidente da Caixa Econômica Federal;
  • Edinho Silva – presidente do Partido dos Trabalhadores;
  • Josué Gomes – Coteminas;
  • André Esteves – BTG;
  • Luiz Carlos Trabuco Cappi – Bradesco;
  • Rubens Ometto Silveira Mello – Cosan;
  • Joesley Batista – JBS;
  • José Seripieri Filho – Amil;
  • Henrique Constantino – Gol Linhas Aéreas;
  • André Gerdau Johannpeter – Gerdau;
  • Rubens Menin – MRV Engenharia;
  • Eraí Maggi – Grupo Bom Futuro;
  • Fábio Ermírio de Moraes – Votorantim Cimentos;
  • José Luís Cutrale Júnior – Cutrale;
  • Chain Zaher – Grupo SEB;
  • Roberto Setúbal – Itaú Unibanco;
  • João Alves de Queiroz Filho – Hypera Pharma;
  • Ricardo Lacerda – BR Partners.

Diário do Poder

“Bomba” de André Mendonça atinge o STF em plena madrugada

Poucos esperavam, mas André Mendonça finalmente agiu contra Alexandre de Moraes. Uma “bomba” em plena madrugada. O ministro André Mendonça pediu à PGR informações sobre uma mensagem de Daniel Vorcaro. Segundo o Metrópoles, a PF concluiu em caráter preliminar que o destinatário era Alexandre de Moraes.

No texto, Vorcaro fala em “proteção” de Andrei e de Paulo — nomes que o relatório atribui ao diretor-geral da PF e ao procurador-geral da República. Essa investigação precisa ir até o fim, levando-se em conta de que o ministro André Mendonça tem mostrado ser uma diferencial na Corte de Justiça, pelos princípios éticos, seriedade, transparência e compromisso com as aspirações do povo brasileiro.

Afinal de contas, há a necessidade da restauração da seriedade do Poder Judiciário no Brasil.

Jornal da Cidade Online

 

A cultura da falência

                                                                                                                                                                                    * Lenny Leone

“O processo de Destruição Criativa é o fato essencial do capitalismo.” — Joseph Schumpeter (em ‘Capitalismo, Socialismo e Democracia’). A recuperação judicial, extrajudicial e a falência não são apenas fenômenos jurídicos, mas uma pauta central na economia do Brasil deste meio de década. Afinal, são 6.341 empresas em recuperação judicial em 2026, de acordo com o Monitor RGF-BizDoc. Em um ano eleitoral, essa dimensão ganha ainda mais peso, à medida que os componentes político e fiscal se somam a esse cenário.

A Lei nº 11.101/2005 trata objetivamente do tema. A recuperação judicial tem uma finalidade expressamente econômica: superar a crise para preservar a fonte produtora, os empregos, os interesses dos credores, a função social da empresa e a atividade econômica. A falência, por sua vez, é o mecanismo de saída ordenada da empresa economicamente inviável, permitindo que seus ativos, como máquinas, imóveis, contratos, marcas, tecnologia, mão de obra e capital, sejam destinados a usos mais produtivos. A falência de uma empresa não é, necessariamente, a destruição do valor econômico que ela acumulou, pois seus ativos terão novos usos por novos empreendedores. Um exemplo: a icônica Loja Mappin no centro histórico de São Paulo, outrora desativada, é hoje um importante centro cultural do SESC.

Essa distinção é importante. Afinal, recuperar o que é viável e liquidar rapidamente o que é inviável são duas faces do mesmo sistema de insolvência. Uma empresa inviável que permanece artificialmente funcionando pode bloquear capital, crédito, fornecedores, trabalhadores e espaço de mercado que poderiam ser utilizados por empresas mais produtivas. Há, portanto, um custo econômico em manter indefinidamente empresas sem capacidade de geração de valor. Ludwig von Mises colocou com grande lucidez: “Os prejuízos são os instrumentos por meio dos quais os consumidores passam o controle das atividades produtivas para as mãos daqueles mais capacitados para servi-los.”

As empresas seguem sofrendo com os juros altos, endividamento, erros de gestão e crises setoriais. Como observa o jurista Thomas Felsberg, em artigo publicado no Valor Econômico: “Processos falimentares frequentemente se prolongam por anos – às vezes por décadas – consumindo patrimônio, reduzindo o valor dos ativos e comprometendo empregos. Em vez de favorecer a reorganização da economia, muitas falências acabam administrando a destruição de valor. Quando a falência deixa de ser rápida, previsível e eficiente, todo o sistema perde disciplina. Recuperações tendem a se prolongar artificialmente, planos inviáveis encontram espaço para prosperar e aumenta a insegurança para investidores e financiadores.”

O problema não é apenas jurídico ou empresarial, mas institucional e reflexo das escolhas equivocadas de políticas públicas. O resultado é preocupante: empresas e investidores deixam o Brasil, levando consigo capital, empregos e oportunidades.

Também é importante observar o componente cultural e seu impacto econômico. Enquanto nos Estados Unidos, o Chapter 11 busca reorganizar empresas viáveis e, ao mesmo tempo, realocar recursos de negócios que perderam a capacidade de gerar valor para atividades mais produtivas, no Brasil a falência ainda é frequentemente vista como fracasso, punição e perda. Essa percepção dificulta a circulação do capital e a retomada de ativos, empregos e investimentos, quando, sob a perspectiva econômica, a falência pode justamente permitir que recursos sejam transferidos para empreendedores e empresas capazes de utilizá-los de forma mais eficiente. Não se trata, portanto, de defender uma cultura da falência, mas de compreender a insolvência como parte de uma economia dinâmica, capaz de encerrar o que não funciona e direcionar recursos para onde possam gerar mais valor.

Por trás de cada processo de recuperação ou falência existe uma cadeia de impacto que pode determinar não apenas a sobrevivência de uma empresa, mas também os efeitos de sua crise sobre todo o ambiente econômico. Adiar a solução de uma insolvência não elimina seu custo, apenas o transfere para o futuro, que sempre chega.

Estamos em um ano eleitoral e é natural que governos enfrentem incentivos para reduzir a exposição a notícias negativas, fracassos e escândalos. O problema é que o calendário político não altera a realidade econômica. A crise das empresas está posta, é revelada por números de pesquisas e, sobretudo, pela realidade do dia a dia.

A questão, portanto, não deveria ser quantas empresas conseguiremos evitar que quebrem até a eleição, mas quantas empresas economicamente viáveis conseguirão sobreviver até que o país volte a discutir, com seriedade, políticas econômicas capazes de enfrentar as causas e não apenas os efeitos dessa crise.

*Lenny Leone é jornalista.

 

Ministro Bruno Dantas oficializa renúncia do TCU e favorece negociata de Lula com Alcolumbre

O ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, anunciou, em nota, que entregou o pedido de renúncia ao cargo que ocupa na Corte desde 2014.

O ministro decidiu aceitar um novo projeto na iniciativa privada, atuando como executivo da Avibras, companhia da área de defesa que está em fase de aquisição pelos conturbados empresários e irmãos Joesley e Wesley Batista.

Leia a íntegra da nota em que Bruno Dantas anuncia sua renúncia:

“Hoje protocolei meu pedido de renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União para me dedicar a novos projetos na próxima etapa da minha vida profissional.

São quase três décadas devotadas integralmente ao serviço público, iniciadas em 1998. Foi nesse tempo que aprendi quase tudo o que sei sobre o Brasil, suas instituições e o que significa, na prática, servir.

Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir.

Aos 48 anos, depois de presidir o tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios.

Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto — sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público — agora a partir de outro ponto de observação.

É a essa agenda plural que dedicarei minhas melhores energias na próxima etapa profissional de minha trajetória.

Mas antes de seguir, quero registrar alguns agradecimentos, a parte mais importante deste anúncio.

Aos colegas ministros e, de modo muito especial, aos auditores do Tribunal de Contas da União: convivi com vocês nos anos mais intensos da minha vida pública, e foi com vocês que aprendi o que é o serviço público em sua expressão mais nobre. Devo a vocês — e ao Tribunal — parte essencial do que carrego comigo para o resto da vida.

À minha equipe de colaboradores, dentro e fora do gabinete: vocês souberam, dia após dia, transformar ideias em resultado concreto. O que foi feito é obra de vocês.

Ao Senado Federal — Casa que me acolheu aos 25 anos como consultor legislativo aprovado em concurso público, formou o profissional e acadêmico que sou, e abriu, nos anos seguintes, todas as portas que percorri na vida pública. Foi ali que tudo começou.

E à minha família: vocês são, sempre foram, a base sobre a qual tomei cada decisão importante da minha vida. Esta também é, antes de tudo, uma decisão amadurecida com vocês.

Brasília, 31 de agosto de 2026.”

Jornal da Cidade Online

Golpe digital com dado pessoal atinge 27,5 milhões de brasileiros, diz pesquisa

Golpes digitais usando os dados pessoais das vítimas já atingiram quase 27,5 milhões de brasileiros, o equivalente a 20% dos usuários de internet do país acima de 16 anos, aponta estudo do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), vinculado ao CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil). Parte da pesquisa “Privacidade e proteção de dados pessoais: perspectivas de indivíduos, empresas e organizações públicas no Brasil”, os dados retratam a parte da epidemia de fraudes online no país que explora informações relativas à identidade de seus alvos para tornar as propostas mais críveis. Não significa, porém, uma personalização em escala industrial dos golpes. Por um SMS com telefone falso de central telefônica, na avaliação do usuário, pode ser percebido uso inadequado de dado pessoal, já que envolve um possível banco da pessoa e o seu telefone, diz Winston Oyadomari, um dos coordenadores da pesquisa do Cetic.br. “Não necessariamente é customizado, dado que pode ser um disparo em massa.”

O estudo também a dimensão potencial dessas iniciativas criminosas. As tentativas de golpe atingiram 45 milhões de pessoas, quase um terço (32%) de quem navega na internet no Brasil e tem mais de 16 anos. Os principais canais usados por golpistas para captar vítimas são os seguintes:

  • aplicativos de mensagem: 84%,
  • ligações telefônicas: 79%
  • sites ou aplicativos falsos: 71%
  • SMS: 71%
  • e-mail: 69%
  • redes sociais: 67%

Em sua terceira edição, a pesquisa do Cetic.br levantou pela primeira vez o nível da preocupação com privacidade dos brasileiros na hora de interagir com ferramentas de inteligência artificial. Apesar de 88% dos brasileiros com acesso a internet estarem preocupados com a forma como empresas usam os dados fornecidos às plataformas de IA, é disseminada a prática de ceder informação sensível e pessoal a essas ferramentas. Mais de um terço (37%) informa como nome, endereço, data de nascimento ou CPF a chatbots de IA, mas não para aí:

  • 41%: informam finanças pessoais, como orçamentos e investimentos
  • 50%: enviam fotos suas ou de pessoas conhecidas
  • 52%: mostram dados de saúde, como sintomas e exames
  • 54%: expõem sentimentos e emoções
  • 58%: compartilham preferências e gostos pessoais como filmes ou músicas
  • 73%: tratam de temas de trabalho ou de estudo

Talvez isso reflita uma queda da preocupação do brasileiro em preservar sua privacidade online. Caiu a participação da população em praticamente todas as práticas de gerenciamento de acesso a dados entre 2021 e 2025:

Ler políticas de privacidade de uma página ou aplicativo: de 68% para 65%

Verificar a segurança de uma página ou aplicativo (se a página tinha cadeado de segurança): de 70% para 63%

Recusar permitir uso dos seus dados pessoais para publicidade personalizada: 69% para 67%

Configurar ou limitar o uso de cookies em uma página que visitou: de 58% para 59%

Restringir acesso à sua localização geográfica (GPS etc): 62% para 57%

Limitar o acesso a perfil de redes sociais: 64% para 60%

Solicitar a páginas, apps ou buscadores que apagassem informações que tinham sobre você: 42% para 40%

UOL NOTÍCIAS

 

Torcedor mirim foi escoltado pela polícia para não ser agredido por Corinthianos por receber camisa de Neymar

Neymar emocionou um torcedor mirim do Corinthians na tarde deste domingo (31), após o Santos vencer o clássico entre as equipes, na Neoquímica Arena. O atacante do Santos entregou a camisa utilizada no jogo para o garoto que é seu fã. O menino não conteve o choro após receber o presente. O fã de Neymar, porém, não imaginava o que o aguardava. O garoto precisou deixar o estádio escoltado por policiais, pois os torcedores do Corinthians estavam revoltados. Depois da partida, sem se dar conta da confusão, Neymar elogiou a torcida do Corinthians.

” Foi um menino que é corintiano, uma criança, independente do time que torce, rival ou não, quando gosta de um atleta, pode me admirar em vários momentos, faz parte. A faixa dizia: “Sou muito corintiano, mas seu fã”. Eu prometi e acabei dando. É um respeito não só pelo torcedor mirim, pelo corintiano – disse.”

E disse ainda:

“ Nunca tive nada contra o Corinthians, pelo contrário. Eu respeito muito o Corinthians pelo time que é, pela torcida que tem, incentivaram até o fim, mesmo perdendo o jogo, isso eu nunca vi em nenhum lugar, tiro chapéu para todos eles. É um time que respeito muito.”

Jornal da Cidade Online

 

Rede Globo não perdoa Lula e expõe “rastro de calotes” de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha no Fantástico

Depois de ter sido chamada de “pilantra” por Lula, em rede nacional, a lobista Roberta Luchsinger foi exposta pelo programa Fantástico da Rede Globo. Reportagem que foi ao ar neste domingo (30) apresentou a lobista como uma mulher de ‘vida de luxo e rastro de calotes’.

Rede Globo revela Roberta Luchsinger, sócia de Lulinha, como mulher de vida de luxo e rastro de calotes

“Nas redes sociais, ela se apresenta como uma empresária de sucesso, compartilhando viagens internacionais, jantares em restaurantes caros e rotina de alto padrão. Nas páginas da Justiça, no entanto, a realidade é oposta: Roberta Luchsinger acumula derrotas em processos de dívidas não pagas que atingem diferentes perfis de credores em São Paulo e Minas Gerais.

A apuração sobre os processos revela um padrão nas ações judiciais. Em diversas ocasiões, oficiais de justiça não conseguiram localizar a empresária nos endereços informados para intimá-la. Também não foram encontrados bens ou valores em contas bancárias para penhora.

Em duas ações, Roberta alegou que não tem capacidade financeira para arcar com os custos do processo.”

Jornal da Cidade Online

 

Amigo de Lulinha que faturou R$ 58 milhões no governo Lula, fez acordo e não foi preso, diz a Veja

Revista Veja destaca mensagens, contratos e acordo penal firmado pelo empresário. A Polícia Federal investiga as relações do empresário Cléber Ribas, dono da empresa de informática 3Structure, com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT). A 3Structure recebeu R$58 milhões em contratos federais desde o início do atual governo. Reportagem da revista Veja, publicada neste domingo (30 de agosto de 2026), dos jornalistas Hugo Marques, Ricardo Chapola e Laryssa Borges, detalha mensagens, contratos e um acordo penal firmado pelo empresário.

Um dos três inquéritos da PF contra Lulinha envolve a Dataprev e Ribas. Mensagens em poder da polícia mostram que o empresário contratou a lobista Roberta Luchsinger, descrita pelos investigadores como sócia oculta de Lulinha e com trânsito em Brasília, para obter mais contratos na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Também foram obtidas mensagens de Lulinha orientando a lobista a “emitir NF” (nota fiscal) para ser paga por Cleber, o que tem sido interpretado como provável pagamento pelos “serviços prestados” por Lulinha, investigado por tráfico de influência.

Em março de 2023, Luchsinger perguntou a Ribas se ele queria falar com alguém de outro ministério. Ele respondeu que havia “uma questão da Dataprev”. Ela prometeu verificar “quem está no comando”. Em abril, a lobista organizou um jantar com a presença de Lulinha e de Fernando Bittar, sócio do filho do presidente. “A ideia é aquela: vc contratar eles”, escreveu ela. No mesmo mês, mencionou um encontro com Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência. Em maio, Ribas pediu reunião com Fábio e comentou a posse do novo presidente da Dataprev.

Enquanto negociava com o governo, Ribas enfrentava outro problema. Em setembro de 2024, assinou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público para não ser preso por corrupção. O MP concluiu que, entre 2006 e 2010, o então presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), Adriano Niehues, recebeu R$ 218 mil em vantagens indevidas da Consist Software Solutions Inc por intermédio de Ribas. O empresário classifica o episódio como “mal-entendido”.

Pelo acordo, Ribas se comprometeu a devolver valores a uma entidade social, informar qualquer mudança de endereço ao juízo e se abster de frequentar casas de prostituição e bares. Mesmo assim, ele visitou o Palácio do Planalto em maio de 2024 e fechou dois contratos com o MDS comandado pelo ministro Wellington Dias. Ribas afirma que tudo ocorreu “dentro da legalidade”.

O empresário atribui o estreitamento da amizade com Lulinha a um episódio pessoal. “Eu descobri um câncer em junho de 2024. Até então eu conhecia o Fábio, mas convivia pouco com ele”, disse à Veja. “Não sei se por conta do problema do pai e da mãe, ele resolveu se aproximar. Quando fiquei careca e raspei a cabeça, ele raspou também. Minha relação com o Fábio é de amizade, não é financeira.”

A reportagem da Veja se insere em uma série de apurações da PF sobre um suposto núcleo de atuação envolvendo Lulinha, Luchsinger e Bittar para interlocução de interesses privados junto a órgãos federais.

Lulinha é alvo de três inquéritos. Sua defesa tem sustentado que ele colabora com as investigações e que não cometeu ilícitos. Lula tem declarado que não interferirá nas apurações sobre o filho. A PF segue analisando as mensagens e os contratos.

Diário do Poder