A cultura da falência

                                                                                                                                                                                    * Lenny Leone

“O processo de Destruição Criativa é o fato essencial do capitalismo.” — Joseph Schumpeter (em ‘Capitalismo, Socialismo e Democracia’). A recuperação judicial, extrajudicial e a falência não são apenas fenômenos jurídicos, mas uma pauta central na economia do Brasil deste meio de década. Afinal, são 6.341 empresas em recuperação judicial em 2026, de acordo com o Monitor RGF-BizDoc. Em um ano eleitoral, essa dimensão ganha ainda mais peso, à medida que os componentes político e fiscal se somam a esse cenário.

A Lei nº 11.101/2005 trata objetivamente do tema. A recuperação judicial tem uma finalidade expressamente econômica: superar a crise para preservar a fonte produtora, os empregos, os interesses dos credores, a função social da empresa e a atividade econômica. A falência, por sua vez, é o mecanismo de saída ordenada da empresa economicamente inviável, permitindo que seus ativos, como máquinas, imóveis, contratos, marcas, tecnologia, mão de obra e capital, sejam destinados a usos mais produtivos. A falência de uma empresa não é, necessariamente, a destruição do valor econômico que ela acumulou, pois seus ativos terão novos usos por novos empreendedores. Um exemplo: a icônica Loja Mappin no centro histórico de São Paulo, outrora desativada, é hoje um importante centro cultural do SESC.

Essa distinção é importante. Afinal, recuperar o que é viável e liquidar rapidamente o que é inviável são duas faces do mesmo sistema de insolvência. Uma empresa inviável que permanece artificialmente funcionando pode bloquear capital, crédito, fornecedores, trabalhadores e espaço de mercado que poderiam ser utilizados por empresas mais produtivas. Há, portanto, um custo econômico em manter indefinidamente empresas sem capacidade de geração de valor. Ludwig von Mises colocou com grande lucidez: “Os prejuízos são os instrumentos por meio dos quais os consumidores passam o controle das atividades produtivas para as mãos daqueles mais capacitados para servi-los.”

As empresas seguem sofrendo com os juros altos, endividamento, erros de gestão e crises setoriais. Como observa o jurista Thomas Felsberg, em artigo publicado no Valor Econômico: “Processos falimentares frequentemente se prolongam por anos – às vezes por décadas – consumindo patrimônio, reduzindo o valor dos ativos e comprometendo empregos. Em vez de favorecer a reorganização da economia, muitas falências acabam administrando a destruição de valor. Quando a falência deixa de ser rápida, previsível e eficiente, todo o sistema perde disciplina. Recuperações tendem a se prolongar artificialmente, planos inviáveis encontram espaço para prosperar e aumenta a insegurança para investidores e financiadores.”

O problema não é apenas jurídico ou empresarial, mas institucional e reflexo das escolhas equivocadas de políticas públicas. O resultado é preocupante: empresas e investidores deixam o Brasil, levando consigo capital, empregos e oportunidades.

Também é importante observar o componente cultural e seu impacto econômico. Enquanto nos Estados Unidos, o Chapter 11 busca reorganizar empresas viáveis e, ao mesmo tempo, realocar recursos de negócios que perderam a capacidade de gerar valor para atividades mais produtivas, no Brasil a falência ainda é frequentemente vista como fracasso, punição e perda. Essa percepção dificulta a circulação do capital e a retomada de ativos, empregos e investimentos, quando, sob a perspectiva econômica, a falência pode justamente permitir que recursos sejam transferidos para empreendedores e empresas capazes de utilizá-los de forma mais eficiente. Não se trata, portanto, de defender uma cultura da falência, mas de compreender a insolvência como parte de uma economia dinâmica, capaz de encerrar o que não funciona e direcionar recursos para onde possam gerar mais valor.

Por trás de cada processo de recuperação ou falência existe uma cadeia de impacto que pode determinar não apenas a sobrevivência de uma empresa, mas também os efeitos de sua crise sobre todo o ambiente econômico. Adiar a solução de uma insolvência não elimina seu custo, apenas o transfere para o futuro, que sempre chega.

Estamos em um ano eleitoral e é natural que governos enfrentem incentivos para reduzir a exposição a notícias negativas, fracassos e escândalos. O problema é que o calendário político não altera a realidade econômica. A crise das empresas está posta, é revelada por números de pesquisas e, sobretudo, pela realidade do dia a dia.

A questão, portanto, não deveria ser quantas empresas conseguiremos evitar que quebrem até a eleição, mas quantas empresas economicamente viáveis conseguirão sobreviver até que o país volte a discutir, com seriedade, políticas econômicas capazes de enfrentar as causas e não apenas os efeitos dessa crise.

*Lenny Leone é jornalista.

 

Ministro Bruno Dantas oficializa renúncia do TCU e favorece negociata de Lula com Alcolumbre

O ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, anunciou, em nota, que entregou o pedido de renúncia ao cargo que ocupa na Corte desde 2014.

O ministro decidiu aceitar um novo projeto na iniciativa privada, atuando como executivo da Avibras, companhia da área de defesa que está em fase de aquisição pelos conturbados empresários e irmãos Joesley e Wesley Batista.

Leia a íntegra da nota em que Bruno Dantas anuncia sua renúncia:

“Hoje protocolei meu pedido de renúncia ao cargo de ministro do Tribunal de Contas da União para me dedicar a novos projetos na próxima etapa da minha vida profissional.

São quase três décadas devotadas integralmente ao serviço público, iniciadas em 1998. Foi nesse tempo que aprendi quase tudo o que sei sobre o Brasil, suas instituições e o que significa, na prática, servir.

Encerro este ciclo com a serenidade de quem cumpriu, com lealdade e dedicação, todos os mandatos que me foram confiados. E com a convicção republicana de que a rotatividade nos altos cargos do país é uma virtude. As instituições se fortalecem quando seus quadros sabem chegar e sabem partir.

Aos 48 anos, depois de presidir o tribunal em anos de grande projeção institucional, sentia que estava na hora de novos desafios.

Sou, por temperamento, intelectualmente inquieto — sempre fui. E encontrei, nos projetos que pretendo abraçar, o feixe de motivação de que precisava: iniciativas de interesse nacional em áreas estratégicas, a continuidade da minha dedicação à vida acadêmica e a participação no debate público — agora a partir de outro ponto de observação.

É a essa agenda plural que dedicarei minhas melhores energias na próxima etapa profissional de minha trajetória.

Mas antes de seguir, quero registrar alguns agradecimentos, a parte mais importante deste anúncio.

Aos colegas ministros e, de modo muito especial, aos auditores do Tribunal de Contas da União: convivi com vocês nos anos mais intensos da minha vida pública, e foi com vocês que aprendi o que é o serviço público em sua expressão mais nobre. Devo a vocês — e ao Tribunal — parte essencial do que carrego comigo para o resto da vida.

À minha equipe de colaboradores, dentro e fora do gabinete: vocês souberam, dia após dia, transformar ideias em resultado concreto. O que foi feito é obra de vocês.

Ao Senado Federal — Casa que me acolheu aos 25 anos como consultor legislativo aprovado em concurso público, formou o profissional e acadêmico que sou, e abriu, nos anos seguintes, todas as portas que percorri na vida pública. Foi ali que tudo começou.

E à minha família: vocês são, sempre foram, a base sobre a qual tomei cada decisão importante da minha vida. Esta também é, antes de tudo, uma decisão amadurecida com vocês.

Brasília, 31 de agosto de 2026.”

Jornal da Cidade Online

Golpe digital com dado pessoal atinge 27,5 milhões de brasileiros, diz pesquisa

Golpes digitais usando os dados pessoais das vítimas já atingiram quase 27,5 milhões de brasileiros, o equivalente a 20% dos usuários de internet do país acima de 16 anos, aponta estudo do Cetic.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), vinculado ao CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil). Parte da pesquisa “Privacidade e proteção de dados pessoais: perspectivas de indivíduos, empresas e organizações públicas no Brasil”, os dados retratam a parte da epidemia de fraudes online no país que explora informações relativas à identidade de seus alvos para tornar as propostas mais críveis. Não significa, porém, uma personalização em escala industrial dos golpes. Por um SMS com telefone falso de central telefônica, na avaliação do usuário, pode ser percebido uso inadequado de dado pessoal, já que envolve um possível banco da pessoa e o seu telefone, diz Winston Oyadomari, um dos coordenadores da pesquisa do Cetic.br. “Não necessariamente é customizado, dado que pode ser um disparo em massa.”

O estudo também a dimensão potencial dessas iniciativas criminosas. As tentativas de golpe atingiram 45 milhões de pessoas, quase um terço (32%) de quem navega na internet no Brasil e tem mais de 16 anos. Os principais canais usados por golpistas para captar vítimas são os seguintes:

  • aplicativos de mensagem: 84%,
  • ligações telefônicas: 79%
  • sites ou aplicativos falsos: 71%
  • SMS: 71%
  • e-mail: 69%
  • redes sociais: 67%

Em sua terceira edição, a pesquisa do Cetic.br levantou pela primeira vez o nível da preocupação com privacidade dos brasileiros na hora de interagir com ferramentas de inteligência artificial. Apesar de 88% dos brasileiros com acesso a internet estarem preocupados com a forma como empresas usam os dados fornecidos às plataformas de IA, é disseminada a prática de ceder informação sensível e pessoal a essas ferramentas. Mais de um terço (37%) informa como nome, endereço, data de nascimento ou CPF a chatbots de IA, mas não para aí:

  • 41%: informam finanças pessoais, como orçamentos e investimentos
  • 50%: enviam fotos suas ou de pessoas conhecidas
  • 52%: mostram dados de saúde, como sintomas e exames
  • 54%: expõem sentimentos e emoções
  • 58%: compartilham preferências e gostos pessoais como filmes ou músicas
  • 73%: tratam de temas de trabalho ou de estudo

Talvez isso reflita uma queda da preocupação do brasileiro em preservar sua privacidade online. Caiu a participação da população em praticamente todas as práticas de gerenciamento de acesso a dados entre 2021 e 2025:

Ler políticas de privacidade de uma página ou aplicativo: de 68% para 65%

Verificar a segurança de uma página ou aplicativo (se a página tinha cadeado de segurança): de 70% para 63%

Recusar permitir uso dos seus dados pessoais para publicidade personalizada: 69% para 67%

Configurar ou limitar o uso de cookies em uma página que visitou: de 58% para 59%

Restringir acesso à sua localização geográfica (GPS etc): 62% para 57%

Limitar o acesso a perfil de redes sociais: 64% para 60%

Solicitar a páginas, apps ou buscadores que apagassem informações que tinham sobre você: 42% para 40%

UOL NOTÍCIAS

 

Torcedor mirim foi escoltado pela polícia para não ser agredido por Corinthianos por receber camisa de Neymar

Neymar emocionou um torcedor mirim do Corinthians na tarde deste domingo (31), após o Santos vencer o clássico entre as equipes, na Neoquímica Arena. O atacante do Santos entregou a camisa utilizada no jogo para o garoto que é seu fã. O menino não conteve o choro após receber o presente. O fã de Neymar, porém, não imaginava o que o aguardava. O garoto precisou deixar o estádio escoltado por policiais, pois os torcedores do Corinthians estavam revoltados. Depois da partida, sem se dar conta da confusão, Neymar elogiou a torcida do Corinthians.

” Foi um menino que é corintiano, uma criança, independente do time que torce, rival ou não, quando gosta de um atleta, pode me admirar em vários momentos, faz parte. A faixa dizia: “Sou muito corintiano, mas seu fã”. Eu prometi e acabei dando. É um respeito não só pelo torcedor mirim, pelo corintiano – disse.”

E disse ainda:

“ Nunca tive nada contra o Corinthians, pelo contrário. Eu respeito muito o Corinthians pelo time que é, pela torcida que tem, incentivaram até o fim, mesmo perdendo o jogo, isso eu nunca vi em nenhum lugar, tiro chapéu para todos eles. É um time que respeito muito.”

Jornal da Cidade Online

 

Rede Globo não perdoa Lula e expõe “rastro de calotes” de Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha no Fantástico

Depois de ter sido chamada de “pilantra” por Lula, em rede nacional, a lobista Roberta Luchsinger foi exposta pelo programa Fantástico da Rede Globo. Reportagem que foi ao ar neste domingo (30) apresentou a lobista como uma mulher de ‘vida de luxo e rastro de calotes’.

Rede Globo revela Roberta Luchsinger, sócia de Lulinha, como mulher de vida de luxo e rastro de calotes

“Nas redes sociais, ela se apresenta como uma empresária de sucesso, compartilhando viagens internacionais, jantares em restaurantes caros e rotina de alto padrão. Nas páginas da Justiça, no entanto, a realidade é oposta: Roberta Luchsinger acumula derrotas em processos de dívidas não pagas que atingem diferentes perfis de credores em São Paulo e Minas Gerais.

A apuração sobre os processos revela um padrão nas ações judiciais. Em diversas ocasiões, oficiais de justiça não conseguiram localizar a empresária nos endereços informados para intimá-la. Também não foram encontrados bens ou valores em contas bancárias para penhora.

Em duas ações, Roberta alegou que não tem capacidade financeira para arcar com os custos do processo.”

Jornal da Cidade Online

 

Amigo de Lulinha que faturou R$ 58 milhões no governo Lula, fez acordo e não foi preso, diz a Veja

Revista Veja destaca mensagens, contratos e acordo penal firmado pelo empresário. A Polícia Federal investiga as relações do empresário Cléber Ribas, dono da empresa de informática 3Structure, com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT). A 3Structure recebeu R$58 milhões em contratos federais desde o início do atual governo. Reportagem da revista Veja, publicada neste domingo (30 de agosto de 2026), dos jornalistas Hugo Marques, Ricardo Chapola e Laryssa Borges, detalha mensagens, contratos e um acordo penal firmado pelo empresário.

Um dos três inquéritos da PF contra Lulinha envolve a Dataprev e Ribas. Mensagens em poder da polícia mostram que o empresário contratou a lobista Roberta Luchsinger, descrita pelos investigadores como sócia oculta de Lulinha e com trânsito em Brasília, para obter mais contratos na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Também foram obtidas mensagens de Lulinha orientando a lobista a “emitir NF” (nota fiscal) para ser paga por Cleber, o que tem sido interpretado como provável pagamento pelos “serviços prestados” por Lulinha, investigado por tráfico de influência.

Em março de 2023, Luchsinger perguntou a Ribas se ele queria falar com alguém de outro ministério. Ele respondeu que havia “uma questão da Dataprev”. Ela prometeu verificar “quem está no comando”. Em abril, a lobista organizou um jantar com a presença de Lulinha e de Fernando Bittar, sócio do filho do presidente. “A ideia é aquela: vc contratar eles”, escreveu ela. No mesmo mês, mencionou um encontro com Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência. Em maio, Ribas pediu reunião com Fábio e comentou a posse do novo presidente da Dataprev.

Enquanto negociava com o governo, Ribas enfrentava outro problema. Em setembro de 2024, assinou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público para não ser preso por corrupção. O MP concluiu que, entre 2006 e 2010, o então presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), Adriano Niehues, recebeu R$ 218 mil em vantagens indevidas da Consist Software Solutions Inc por intermédio de Ribas. O empresário classifica o episódio como “mal-entendido”.

Pelo acordo, Ribas se comprometeu a devolver valores a uma entidade social, informar qualquer mudança de endereço ao juízo e se abster de frequentar casas de prostituição e bares. Mesmo assim, ele visitou o Palácio do Planalto em maio de 2024 e fechou dois contratos com o MDS comandado pelo ministro Wellington Dias. Ribas afirma que tudo ocorreu “dentro da legalidade”.

O empresário atribui o estreitamento da amizade com Lulinha a um episódio pessoal. “Eu descobri um câncer em junho de 2024. Até então eu conhecia o Fábio, mas convivia pouco com ele”, disse à Veja. “Não sei se por conta do problema do pai e da mãe, ele resolveu se aproximar. Quando fiquei careca e raspei a cabeça, ele raspou também. Minha relação com o Fábio é de amizade, não é financeira.”

A reportagem da Veja se insere em uma série de apurações da PF sobre um suposto núcleo de atuação envolvendo Lulinha, Luchsinger e Bittar para interlocução de interesses privados junto a órgãos federais.

Lulinha é alvo de três inquéritos. Sua defesa tem sustentado que ele colabora com as investigações e que não cometeu ilícitos. Lula tem declarado que não interferirá nas apurações sobre o filho. A PF segue analisando as mensagens e os contratos.

Diário do Poder

 

Lula: Que culpa tenho eu, se meu filho Lulinha é o Ronaldinho Gaucho dos negócios

Alvo da CPMI do INSS, Fabio Luiz Lula da Silva deixou o país logo após o início das investigações, em 2025, fixando residência na Espanha. O advogado Fabio Pagnozzi e o jornalista Oswaldo Eustáquio descobriram o paradeiro do herdeiro de Lula, em um condomínio de luxo em Madri e fizeram um vídeo direto do local.

“O aluguel é de R$ 30 mil por mês e o lugar é de luxo, tem até piscina panorâmica. Os apartamentos têm cerca de 250 metros quadrados, de 3 a 5 quartos, na área de La Moraleja, a mais cara de Madrid”, afirmou o jornalista. 

Como Lulinha banca todo esse luxo? Ninguém sabe.

Entre os moradores ilustres do bairro estão Vini Júnior e Rodrygo Goes, estrelas do Real Madrid. O ator Richard Gere também tem uma casa em La Moraleja.Vale lembrar que Quaquá, vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, no Rio de Janeiro, chegou a afirmar que Lulinha vivia em ‘condições precárias’ na Espanha.

“Imagina, um presidente que está há três mandatos, se os filhos tivessem cometido ilicitudes, hoje era para esse cara estar rico”, disse Quaquá em entrevista ao site Poder360.

Em 2002, um ano antes do petista ganhar a eleição, Lulinha ganhava R$ 600 como monitor do Zoológico de São Paulo. Em 2006, Lula foi questionado sobre o aporte milionário de cerca de R$ 5 milhões feito pela empresa de telefonia Telemar (depois incorporada pela Oi) na Gamecorp, empresa de jogos e conteúdo digital da qual Lulinha era sócio. E foi aí que ele soltou a frase célebre:

“Que culpa tenho eu se meu filho é o Ronaldinho Gaûcho dos negócios?”, comparando o talento do filho ao do jogador de futebol.

Pelo visto, Lulinha, de acordo com a expressão e naturalmente pelo juízo de valor de Lula, o filho continua prosperando.

Jornal da Cidade Online

 

Lula pede a aliados para conter lobista de Lulinha tratada como “pilantra” por ele, antes dela destruir sua campanha

Informações da jornalista Bela Megale, do O Globo, dão conta de que “aliados de Lula entraram em campo como bombeiros para pacificar os ânimos da lobista Roberta Luchsinger, investigada nos inquéritos que apuram desvios no INSS e suposto tráfico de influência envolvendo Lulinha”.

Diz a jornalista:

Pessoas próximas a Roberta relataram que ela ficou “possessa” ao ver o presidente chamá-la de “pilantra” durante a entrevista no “JN”, na noite de quinta-feira (27). A lobista se sentiu como o único nome rifado por Lula, que defendeu o filho Fábio Luís, o ex-líder do governo Jaques Wagner e também fez gestos em direção ao seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

Por ora, os aliados de Lula tentam evitar que a lobista dê uma entrevista para falar das acusações que pesam sobre ela, de sua relação com o governo federal e com o filho do presidente. Roberta admite que nunca teve relação direta com Lula, mas alega que não vendeu Fábio Luís e que tudo o que fez foi com o consentimento e participação do filho do presidente.

Esses interlocutores afirmam que será preciso um gesto de aproximação junto lobista, sob pena de as consequências serem muito ruins para a campanha de Lula. A leitura feita por um interlocutor de Roberta é que Lula não tem conhecimento profundo dos negócios feitos pela lobista e da relação dela com seu filho para ter lançado esse petardo contra ela.

Jornal da Cidade Online

 

Band foi ao Maranhão, checar o caso envolvendo Flavio Dino e jornalista e o resultado é estarrecedor

A Band foi a São Luís (MA), refez os passos do jornalista Luís Pablo e colocou de novo na mesa o que o aparato judicial tentou enterrar: Um veículo blindado do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA), comprado com recursos do Fundo Especial de Segurança dos Magistrados (Funseg), usado por familiares do ministro Flávio Dino em deslocamentos particulares. Nove meses depois da denúncia original, o foco da investigação não é o possível uso irregular de bem público. É quem ousou revelar.  

Em novembro de 2025, o Blog do Luís Pablo publicou que a Toyota SW4 preta blindada do TJ-MA circulava com a mulher e o filho de Dino, inclusive quando o ministro não estava no estado. Imagens em locais como a AABB reforçavam o uso privado. O carro faz parte de uma frota restrita adquirida com dinheiro público destinado à segurança institucional de magistrados, não a passeios familiares. Ofício do STF de agosto de 2024 pedia apenas agentes de segurança quando a família estivesse no Maranhão — sem menção a cessão de veículo. O documento detalhando o automóvel só teria sido emitido depois das reportagens.

A resposta do sistema não foi apurar se houve desvio de finalidade. Foi transformar o denunciante em alvo. Em março de 2026, Alexandre de Moraes autorizou busca e apreensão de celular e notebook de Luís Pablo no âmbito do eterno inquérito das fake news. Classificou as publicações como divulgação de informações sensíveis de segurança e “perseguição”.

Depois veio a operação contra o ex-secretário Raimundo Cutrim, apontado como fonte.

Entidades de imprensa criticaram a medida como afronta ao sigilo da fonte e à liberdade de imprensa. O jornalista prestou depoimento em silêncio, como manda a Constituição. O padrão é conhecido. Quando a reportagem incomoda, o problema deixa de ser o fato e passa a ser o jornalista e a fonte. Moraes puxa para o inquérito das fake news, criminaliza a apuração e protege o colega.

 Jornal da Cidade Online

Correios no governo Lula fecham o primeiro semestre de 2026 com prejuízo de R$ 5,5 bilhões

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, alta de 30,36% ante o resultado negativo de R$ 4,26 bilhões de igual período de 2025. No segundo trimestre, o prejuízo líquido foi de R$ 2,39 bilhões, queda de 5,5% em relação ao prejuízo de R$ 2,53 bilhões registrado no mesmo período de 2025. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, quando o prejuízo foi de R$ 3,16 bilhões, houve redução de 24,4%. A receita líquida de vendas e serviços somou R$ 4,01 bilhões no segundo trimestre, queda de 5,41% ante os R$ 4,24 bilhões registrados um ano antes. Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, porém, a receita cresceu 3,8%, segundo o balanço de resultados publicado neste sábado, 29. Em nota, a empresa aponta que os resultados ocorrem em meio à implementação de um plano de reestruturação, que inclui revisão de despesas e contratos, reorganização da companhia, aumento da eficiência operacional e medidas para ampliar a geração de receitas.

“O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade das medidas de reestruturação, com foco na recuperação sustentável das receitas, o aumento da eficiência operacional, a revisão de despesas e contratos e a modernização do modelo de negócios”, afirma a administração dos Correios em nota que acompanha os resultados. O governo já assumiu compromisso de realizar um aporte de capital no montante de R$ 6 bilhões até o final de 2027 nos Correios. O compromisso de injetar recursos está previsto no contrato do empréstimo de R$ 12 bilhões obtido pela estatal no ano passado com cinco bancos e garantia do Tesouro Nacional. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, informou que o aporte estará incluído na proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.

Fonte: UOL NOTÍCIAS