TSE manda Lula e Janja apagarem fake news contra Flávio em mais um jogo sujo do PT

Decisões dos ministros Nunes Marques e André Mendonça atingem publicações que associam a vitória do senador a reduções em programas sociais. São práticas bem inerentes ao jogo sujo do PT. Ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), Nunes Marques e André Mendonça determinaram a retirada de vídeos publicados nas redes sociais que associam uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República a cortes em programas sociais. As decisões atingem conteúdos divulgados pela primeira-dama Janja Lula da Silva e pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Nunes Marques, presidente do TSE, estabeleceu prazo de 24 horas para a remoção de um vídeo compartilhado em perfis de Janja. A publicação atribui a Flávio a intenção de impor uma jornada de trabalho de sete dias por semana e extinguir benefícios sociais, entre eles o Farmácia Popular.

Já o vice-presidente da Corte, André Mendonça, determinou a retirada, em até três horas, de uma peça publicitária publicada nos perfis de Lula. Com o slogan “Se o Flávio vence, você perde”, o material prevê uma redução drástica de recursos destinados a políticas públicas caso o senador vença a disputa presidencial. A propaganda menciona a intenção declarada por Flávio de cortar R$ 200 bilhões do orçamento e afirma que a medida atingiria programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo. Em outro trecho, o vídeo também afirma que um eventual governo de Flávio não concederia reajustes do salário mínimo acima da inflação, tanto para trabalhadores quanto para aposentados.

Diário do Poder

 

“Não precisa matar o juiz”, diz o ministro Flavio Dino ao relatar milhares de ameaças

Relatório da Segurança do STF reúne menções a fuzilamento, explosão e enforcamento; ministro diz que não mudará atuação. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira, 9, que recebeu trechos de um relatório da Segurança da Corte que reúne “milhares de mensagens” com ameaças de assassinato e agressões. Ao divulgar exemplos no Instagram, Dino disse que as intimidações não alterarão sua atuação e atribuiu o ódio exposto nas mensagens à “repetição de mentiras”.

“Recebi hoje trechos de um relatório de Segurança do STF mostrando milhares de mensagens no mesmo sentido: ameaças de assassinato e agressões diversas. Em 37 anos como servidor público nunca respondi a um único processo criminal. O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência,” escreveu o ministro.

“Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões. Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou”.

Ele prosseguiu: “Mas fica uma reflexão essencial: se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”. O relatório citado por Dino reúne menções a fuzilamento, explosão e enforcamento.

“Força da democracia”

Dino votou no primeiro turno das eleições por volta das 16h30 no último domingo, 04, em São Luís. Ele foi recebido por alguns eleitores na entrada da escola estadual Dr. Clarindo Santiago e estava acompanhado por um aparato de segurança. Dino evitou comentar a crise institucional no Supremo Tribunal Federal e as disputas políticas no Maranhão.

“Deixa eu explicar para vocês. Eu fui candidato em todas as eleições desde 2006. Nessa eu não sou. E na condição de juiz eu não posso falar sobre assuntos políticos”, disse. O ministro classificou a eleição como um momento de manifestação da sociedade. “Sem dúvida, é a força da democracia. É o momento da sociedade se manifestar livremente, como tá acontecendo agora”, declarou.

O Antagonista

 

Vorcaro financiou filme sobre Lula em troca de negócios no governo, e propina de R$1 bilhão, diz a Veja

Mensagens e diálogos revelam o caso, mas a PGR recusou acordo de delação para o ex-banqueiro que iria contar detalhes do acordo de corrupção com o governo Lula. O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, preso sob acusação de protagonizar uma das maiores fraudes bancárias da História, afirma em áudios e documentos obtidos pela revista Veja ter liberado milhões de reais para um documentário sobre Lula (PT) em troca de um acerto para fazer negócios com  fundos de pensão de servidores federais. O objetivo era pagar propinas de R$1 bilhão para a meta de negócios de R$9 bilhões com os fundos de pensão. Os detalhes constam de um anexo levado à Procuradoria-Geral da República em junho, na segunda proposta de delação que foi descartada. A PGR recusou a proposta que envolvia o próprio Lula alegando “falta de provas”, já que os pagamentos teriam sido feitos em espécie. A defesa de Vorcaro informou então que as provas eram concretas: mensagens de WhatsApp, registros de quem retirou o dinheiro e informações sobre locais e rotas das entregas.

Segundo o relato de Vorcaro, a aproximação com o PT foi articulada por seu então sócio e CEO do Master, Augusto Lima, com intermediação do então líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). Em encontro com o ex-tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, compadre e homem de confiança de Lula, o ex-banqueiro teve de combinar pagamento de cerca de R$ 30 milhões em dinheiro vivo ao Instituto Lula, dirigido por Paulo Okamotto, para “cobrir despesas” de documentário sobre Lula produzido no exterior — o filme Lula, de Oliver Stone, que reúne depoimentos de aliados do presidente, como o advogado Walfrido Warde. Haveria ainda outro valor, não detalhado, pago diretamente à instituição.

A reportagem, de Robson Bonin, é destaque de capa na revista Veja sob o título “Primeiras confissões”.Segundo os relatos atribuídos ao banqueiro, os pagamentos fariam parte de uma articulação para facilitar o acesso do Banco Master a investimentos de fundos de pensão federais, como Previ, Petros e Postalis. Entre os nomes mencionados estão o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ministro Alexandre Padilha, o ex-secretário-executivo da Presidência Olavo Noleto e Paulo Okamotto, ligado ao Instituto Lula.

Além desse adiantamento, o amigo e compadre de Lula, João Vaccari, exigiu uma taxa de 10% sobre tudo o que o banco captasse junto a fundos de previdência de servidores da Caixa (Funcef), do Banco do Brasil (Previ), da Petrobras (Petros) e dos Correios (Postalis). Se a operação se concretizasse, o esquema embolsaria R$1 bilhão e Vorcaro, R$ 9 bilhões. Em áudio, o banqueiro descreve o acerto e contrasta o pagamento com o patrocínio ao filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro: o recurso para o documentário de Lula foi feito “por fora”, enquanto o outro seria um patrocínio regular.

Vorcaro também aponta a participação do então ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, do então secretário-executivo Olavo Noleto e de operadores ligados a eles. Ele diz ter formado, no fim de 2023 e início de 2024, uma equipe no Master para captar recursos nos fundos de pensão federais e, a partir daí, ter recebido propostas de “mordidas”. Mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro indicam contatos com o entorno de Padilha; Vorcaro afirma ainda ter ido ao Planalto e participado de jantares com o ministro.

Em abril de 2024, Lula participou da inauguração de um Biomm, laboratório de produção de insulina em Nova Lima (MG) cujo controle foi adquirido por Daniel Vorcaro junto a Walfrido ds Mares Guia, ex-ministro e amigo pessoal de Lula. Dessa inauguração participaram ministros como o próprio Padilha. O ex-banqueiro não estava presente porque no mesmo dia, 24 de abril, ele se encontrava em Londres em evento com a participação de autoridades brasileiras, as quais seriam recebidas por ele no George Club, à noite, para uma degustação de uísque Macallan e charutos que custou a Vorcaro o equivalente a R$3,4 milhões. entre as autoridades presentes estavam ministros do STF como Alexandre de Moraes, o PGR Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Desde a eclosão do escândalo do Banco Master, Lula tem usado o caso para atacar adversários ligados ao banqueiro, entre eles o senador Flávio Bolsonaro.

Diário do Poder

 

Luiz Fux pede acesso a processos sigilosos contra Bolsonaro no STF por Alexandre de Moraes

A medida inclui os inquéritos das fake news e das milícias digitais. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Secretaria Judiciária da Corte encaminhe ao seu gabinete os processos sigilosos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A medida inclui os inquéritos das fake news e das milícias digitais, além da investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado. A decisão foi tomada em uma ação apresentada pelo partido Progressistas (PP), que pede a anulação da Operação Tempus Veritatis, deflagrada pela Polícia Federal em 2024 por determinação do ministro Alexandre de Moraes. As investigações decorrentes da operação levaram à condenação de Bolsonaro e de aliados.

A ação sustenta que Moraes autorizou buscas e apreensões com base em pedidos da Polícia Federal, sem manifestação prévia da Procuradoria-Geral da República. O partido questiona, assim, a legalidade dos procedimentos adotados durante as investigações. O pedido do PP chegou ao STF em abril de 2024, mas permanecia sem andamento. Fux afirmou que precisa analisar o conteúdo integral dos processos antes de decidir sobre a solicitação de anulação. A iniciativa não significa que o ministro já tenha reconhecido irregularidades ou decidido pela revisão das condenações.

Diário do Poder

 

Rogério Marinho registra PT em corrupção pela Veja, com recursos de Vorcaro para o filme de Lula

O senador e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro afirmou que o PT será derrotado nas urnas em 25 de outubro. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), reagiu à divulgação de um áudio em que o banqueiro Daniel Vorcaro fala sobre supostos pagamentos para um documentário relacionado ao presidente Lula (PT). Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, 9 de outubro, Marinho acusou o partido de envolvimento em corrupção e convocou eleitores a votar no número 22 no segundo turno.

“Sério!!! O PT do Lula envolvido com corrupção??? Quem poderia imaginar… como diria o atual vice: ‘querem voltar para a cena do crime’, voltaram. Dia 25 vão ser varridos com o voto 22 para o Brasil voltar a vencer!!”, escreveu o senador.

A manifestação ocorreu após a revista Veja divulgar um áudio e documentos nos quais Vorcaro afirma ter destinado recursos a um documentário sobre Lula e ao Instituto Lula. Segundo a publicação, o banqueiro mencionou pagamentos de 30 milhões de reais em dinheiro vivo e relatou supostas negociações envolvendo o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ministro Alexandre Padilha. As alegações ainda precisam ser apuradas.Parte inferior do formulário No áudio divulgado pela revista, Vorcaro afirma que o dinheiro destinado à produção sobre Lula teria sido repassado “por fora”. Ao comparar a operação com o financiamento de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ele sustenta que, no caso da produção ligada a Flávio, os recursos foram pagos como patrocínio.

A publicação de Marinho se soma à reação de outros integrantes da família Bolsonaro. Eduardo Bolsonaro, irmão do senador, também comentou o caso nas redes sociais e afirmou que, com Flávio, tudo ocorreu “por dentro da lei”.O episódio acrescenta um novo elemento à disputa entre Lula e Flávio no segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro.

O Antagonista

 

Os segredos do celular de Xandão e Vorcaro que ele não entregou para perícia da PF

Alexandre de Moraes construiu sua imagem de “juiz implacável” sobre a premissa de que ninguém está acima da lei. Quebrou sigilos, determinou prisões arbitrárias, apreendeu celulares e mandou periciar dispositivos de jornalistas, empresários e adversários políticos. Agora, quando as mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro o colocam no centro do escândalo do Banco Master, o ministro se beneficia da blindagem que nunca concedeu a ninguém. O relatório da PF aponta 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASÍLIA”, com respostas em textos e imagens de visualização única. Há registros de encontros presenciais, inclusive em residências privadas.

A PF recuperou prints apagados e reconstruiu diálogos a partir do aparelho do banqueiro. O celular de Moraes, porém, nunca foi periciado — e ele mesmo trocou de aparelho e chip em fevereiro de 2026, no meio das investigações. Além disso, há menções a contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. O próprio Mendonça determinou ações de investigação contra Moraes “sem autorização específica”, segundo a PF. Enquanto isso, o STF adia a discussão sobre a abertura de inquérito contra seu colega, preservando-o por prazos que nenhum réu comum jamais teria.

A sociedade não aceita mais essa justiça de exceção. Se Moraes quer ser tratado como magistrado íntegro, que entregue seu celular, preste depoimento e responda como qualquer cidadão. Se há algo a esconder, que o impeachment, o processo e a lei se encarreguem do resto. Ninguém — absolutamente ninguém — pode estar acima da lei que ele mesmo jurou defender.

Jornal da Cidade Online

Michelle Bolsonaro diz que a eleição é pelos “injustiçados” do 8 de janeiro

Senadora eleita pelo DF afirma que disputa também envolve Jair Bolsonaro, condenados do 8 de janeiro e outras pautas do grupo. A senadora eleita pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) afirmou que a eleição presidencial de 2026 envolve, além da disputa pelo Palácio do Planalto, a situação de Jair Bolsonaro e das pessoas que considera injustiçadas pelos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita na quarta-feira (7), durante uma reunião ao lado de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Durante o encontro, Michelle defendeu a continuidade da mobilização dos apoiadores do partido nas semanas que antecedem a segunda etapa da eleição. Ao falar sobre as prioridades do grupo político, mencionou diretamente o marido, a situação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro, as chamadas mães atípicas e o que classificou como “retrocesso” no país.

“Precisamos continuar para resgatar o nosso Brasil. É sobre o meu marido, o líder de vocês, é sobre os injustiçados do 8 de janeiro, é sobre as mães atípicas, é sobre todo o retrocesso que nós estamos vivendo”, afirmou Michelle durante a reunião.

A ex-primeira-dama também pediu unidade entre os integrantes do PL para a campanha de Flávio. Segundo ela, o desempenho obtido pela legenda no primeiro turno, especialmente no Distrito Federal, demonstraria a força da atuação conjunta entre os candidatos e apoiadores do partido. Michelle declarou ainda que pretende participar diretamente da campanha presidencial e colocou a estrutura do PL Mulher à disposição de Flávio. A senadora eleita afirmou que o candidato poderá contar com a mobilização das mulheres da legenda e com a articulação dos diretórios municipais. Na mesma manifestação, Michelle destacou o resultado eleitoral obtido pelo grupo político no Distrito Federal e citou a eleição de nomes mais jovens para o Congresso.

Ela mencionou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e afirmou que a nova geração terá papel importante na política brasileira nos próximos anos. A fala ocorre poucos dias depois do primeiro turno das eleições de 2026, no qual Michelle foi eleita senadora pelo Distrito Federal. Agora, a atuação dela passa a integrar a estratégia do PL para o segundo turno presidencial, com foco na mobilização dos apoiadores e na candidatura de Flávio Bolsonaro. Ao colocar Jair Bolsonaro e os condenados pelos atos de 8 de janeiro entre os principais temas da disputa, Michelle reforçou uma das pautas que vêm sendo defendidas pelo grupo político ligado ao ex-presidente. A questão também permanece no centro do debate jurídico e político nacional, inclusive com medidas relacionadas às condenações e pedidos de revisão criminal apresentados pela defesa de Bolsonaro.

Diário do Poder

PF arquiva suspeita vexatória do governo Lula sobre ‘interferência’ dos EUA nas eleições

Investigação foi anunciada pelo diretor da PF no dia da eleição do 1º turno. A Polícia Federal arquivou a apuração preliminar sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. A decisão, tomada pela Diretoria de Inteligência da corporação, ocorreu por falta de elementos mínimos que justificassem a abertura de um inquérito formal. O procedimento havia sido anunciado no domingo (4), dia do primeiro turno, pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Ele informou que a corporação havia recebido uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) e a encaminhado para análise, mas esclareceu que ainda não havia portaria de inquérito — apenas um exame prévio, rotina em casos do tipo.

A representação da AGU, segundo fontes palacianas ordenada por Lula (PT), de motivação meramente eleitoreira, foi protocolada na quinta-feira (1º) junto à PF e ao Ministério Público Federal. O pretexto do foi uma reportagem do jornal britânico The Guardian, de 30 de setembro, sob o título que descreve o redirecionamento de recursos de direitos humanos do governo Trump para supostamente promover “uma agenda de extrema-direita no exterior”.

Segundo a matéria, o Departamento de Estado dos EUA teria destinado cerca de US$1 milhão do Fundo de Direitos Humanos e Democracia a um programa chamado “Combate ao Lawfare e à Censura no Brasil”, voltado a organizações que contestam a atuação do Supremo Tribunal Federal. A AGU argumentou que, se confirmado o repasse, o fato poderia configurar ingerência externa em assuntos internos, em violação aos princípios de soberania, e pediu a identificação de responsáveis e destinatários dos recursos no país para eventual responsabilização penal. Após a análise preliminar, a PF concluiu que não havia indícios suficientes para caracterizar crime ou justificar a continuidade da apuração. A AGU foi informada do arquivamento. O inquérito policial, portanto, não chegou a ser instaurado.

Diário do Poder

 

TSE anula votos de Garotinho e Douglas Ruas é o governador do RJ derrotando Eduardo Paes

       O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira, 8, rejeitar o pedido de Anthony Garotinho (Republicanos) para desistir do recurso sobre seu registro de candidatura ao governo do Rio de Janeiro e manteve o indeferimento da candidatura. Por maioria, a Corte declarou nulos os votos atribuídos ao ex-governador e determinou que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) faça a retotalização do primeiro turno com a exclusão desses votos.

Divergência

        O ministro Ricardo Villas Bôas Cueva abriu divergência no julgamento ao entender que o recurso de Garotinho havia perdido o objeto e que, por isso, o TSE não deveria avançar para uma decisão de mérito capaz de alterar os efeitos da totalização já realizada no primeiro turno. Na avaliação dele, a posterior invalidação dos votos de um candidato que disputou a eleição “sub judice” não poderia retroagir para modificar a aferição da maioria absoluta nem, por consequência, suprimir a realização do segundo turno.

        O ministro Sebastião Reis Júnior acompanhou a maioria ao rejeitar o pedido de desistência e ao manter o indeferimento do registro de candidatura, mas aderiu à conclusão de Cueva quanto à preservação dos votos para fins da totalização do primeiro turno. Ambos ficaram vencidos nesse ponto, porque a maioria decidiu declarar nulos os votos de Garotinho e determinar ao TRE-RJ a retotalização do resultado com a exclusão desses votos.

Relembre o caso

          Anthony Garotinho apresentou na última segunda-feira, 5, um pedido de desistência de um recurso que havia apresentado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nome do ex-governador constava como candidato ao governo do Rio de Janeiro, “sub judice”, o que fez com que seus votos fossem contabilizados. Garotinho teve 3,18% no domingo, o equivalente a 274.411 votos. Com a desistência, Garotinho aceita a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que indeferiu sua candidatura por entender que seus direitos políticos estão suspensos em razão de uma condenação por improbidade administrativa.

             O movimento pode garantir a vitória do presidente da Assemleia Legislativa do RJ (Alerj), Douglas Ruas (PL), ainda no primeiro turno, já que, com a exclusão dos votos de Garotinho, o candidato ultrapassaria os 50% dos votos válidos. Entretanto, cabe ao TSE decidir se homologa ou não o pedido de desistência do recurso. Ruas terminou o primeiro turno com 49,2% dos votos, ante 42,72% do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (PSD). O julgamento do pedido de desistência no TSE prossegue.

O Antagonista

Poder Data: Flávio Bolsonaro abre seis pontos contra Lula em ‘votos válidos’ para o 2º turno

Senador do PL tem 53% contra 47% do presidente petista em intenções de voto para a etapa final da corrida presidencial. O senador Flávio Bolsonaro (PL) tem seis pontos percentuais à frente do presidente Lula (PT), na simulação de votos válidos para a disputa de 2º turno para a Presidência da República. É o que registram os números da pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (8), com Flávio alcançando 53% e Lula 47%, no cenário de intenções de voto que simula a apuração oficial da Justiça Eleitoral, que dispensa votos brancos e nulos.

O desempenho do candidato do PL mais que triplica sua vantagem registrada na apuração de votos do 1º turno, quando ficou 1,87 ponto percentual à frente de Lula. No último domingo, Flávio Bolsonaro teve 47,03% dos votos válidos, enquanto o atual presidente teve 45,16%. No cenário da pesquisa que inclui indicações de votos branco e nulos (5%) e não sabe (2%), Flávio tem 49% e Lula 44%, com vantagem de cinco pontos para o candidato de oposição.

A pesquisa PoderData/Aya está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08134/2026. E os dados de intenções de voto foram obtidos junto a 3.000 eleitores, entre os dias 5 a 7 de outubro de 2026, por meio de entrevistas por telefone. O levantamento tem margem de erro de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

Diário do Poder