O Estado de São Paulo apela ao ministro Fachin, mostrar que o STF “não é casa de mãe Joana”

“O Supremo está uma bagunça”, diz o editorial, que critica também a hipertrofia política do tribunal. Editorial do jornal O Estado de São Paulo desta quarta-feira (09) critica o agravamento da crise interna do Supremo Tribunal Federal e a utilização de atalhos processuais servindo a interesses particulares de ministros, afirma que o Estado Democrático de Direito não admite polícia a serviço de agendas particulares. Sob o título “O Supremo está uma bagunça”, o jornal cobra do presidente do STF, Edson Fachin, que “restabeleça a ordem” e mostre que o tribunal “não é a casa da mãe Joana”.

O texto comenta a decisão da Segunda Turma de referendar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada, determinado pelo ministro André Mendonça. Segundo o jornal, a medida foi uma resposta à utilização, por Alexandre de Moraes, de um “relatório de inteligência” atribuído à PF — descrito como apócrifo e sem valor probatório — para acusar Mendonça de crimes e desvios no caso Master.

O editorial reconhece que a instrumentalização de uma ala da PF exigia reação, mas questiona a correção jurídica da resposta de Mendonça. Cita juristas ouvidos pelo próprio jornal, entre eles Rubens Glezer (FGV-SP), Wálter Maierovitch, Marcelo Crespo e Ana Laura Barbosa, que apontam descompasso entre a gravidade do afastamento e a incerteza sobre o vínculo dos policiais com o relatório, possível impedimento de Mendonça por interesse pessoal, provocação inadequada (pedido do Partido Novo, e não de autoridade policial ou do Ministério Público) e ausência de paralelo com precedentes citados, como os afastamentos de Eduardo Cunha e Ibaneis Rocha.

Para o Estadão, a Corte criou uma “jurisprudência de crise” e agora aplica a mesma heterodoxia à preservação de interesses de Moraes e Mendonça. O jornal afirma que não endossa atalhos processuais, “qualquer que seja o ministro que deles se valha”. Ao mesmo tempo, não isenta a origem da crise: considera gravíssima a produção do relatório contra Mendonça e lembra a ironia de Moraes ter, em 2020, suspenso a posse de Alexandre Ramagem na PF sob o argumento de risco de desvio de finalidade.

A publicação ocorre em meio à escalada da disputa entre os dois ministros, com decisões monocráticas sucessivas, pressão de colegas sobre Fachin e repercussão política às vésperas do ciclo eleitoral. Outros veículos registraram nesta quarta-feira novos telefonemas a Fachin e a reintegração de Rodrigues por liminar de Flávio Dino, o que ampliou a percepção de perda de controle institucional.

O posicionamento do Estadão se insere numa linha recente do jornal, que já vinha criticando o inquérito das fake news, o uso de decisões isoladas e a hipertrofia política do STF, sem deixar de condenar o que considera abuso na origem do conflito atual.

Diário do Poder

 

Ministro Fachin retira relatoria das fake news de Alexandre de Moraes e impõe a ele vexatória derrota

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acaba de tirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do famigerado Inquérito das Fake News. Com isso extermina os poderes do magistrado, que usava o inquérito para promover inúmeras atrocidades. Em decisão com efeito a partir desta quarta-feira (9), Fachin no entanto decidiu preservar todos os atos do ministro na condução da investigação, aberta em 2019.

Lamentavelmente, o Supremo vive a maior crise da sua história recente desde a revelação das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, nas quais o ex-dono do Master pede informações sobre o andamento do processo contra o banco, além de encontros e, inclusive, questiona se deveria fugir do país.

Jornal da Cidade Online

Flavio Dino tramou com o Palácio do Planalto a decisão contra André Mendonça e atingiu Fachin

Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi surpreendido na manhã desta quarta-feira (09) pela decisão de Flávio Dino que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. Ontem, Fachin havia dedicado o dia a buscar uma saída para a crise instalada no STF, que ganhou força após André Mendonça afastar Rodrigues da chefia da corporação.

Segundo o portal Poder360, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já mantinham, na noite da ontem, uma articulação paralela com Flavio Dino, indicado ao STF pelo petista. O objetivo era revisar a decisão de Mendonça antes que Fachin apresentasse uma solução para o impasse. Andrei comunicou ao Planalto que recorreria ao Supremo para tentar obter uma decisão diretamente de Dino. Fachin, porém, não tinha conhecimento dessa movimentação.

Eis o que diz o artigo do Portal Poder 360:

Na manhã desta 4ª feira (9.set), pelo menos 4 dos 10 ministros da Corte já questionaram Fachin se ele vai barrar a decisão de Dino, que, em tese, atropelou o procedimento instaurado pelo próprio presidente da Corte. Na opinião desses ministros que procuraram Fachin, houve uma ilegalidade na decisão de Dino, que deveria ter remetido o caso para o comando do Tribunal (pois ali está o recurso da AGU).

A avaliação de ministros ouvidos pelo Poder360 é que, caso Fachin não faça nada, Mendonça ficará fragilizado diante da pressão capitaneada pelos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Esses 3 magistrados desejam retirar a relatoria do caso do Banco Master de Mendonça.

Fachin em público demonstra estar tentando uma solução consensual entre os ministros para encaminhar o caso Vorcaro-Moraes para ser decidido em uma sessão do plenário do Supremo. Na prática, entretanto, o presidente do Supremo tem cedido ao que deseja o Palácio do Planalto e o grupo de Gilmar, Dino e Moraes: não fazer nada até depois do período eleitoral, de outubro de 2026. O Poder360 revelou isso na reportagem “Planalto e Supremo negociam preservar Moraes até depois da eleição”, publicada em 6 de setembro de 2026.

Fachin ainda não respondeu aos ministros que o procuraram na manhã desta 4ª feira sobre como pretende agir ou se simplesmente não fará nada a respeito da decisão e Dino de reintegrar Andrei ao comando da PF.

Na avaliação do grupo mais próximo a Mendonça, como os ministros Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, o presidente do STF ficará igualmente fragilizado se não reagir à decisão de Dino. 

Na realidade, ao não tomar nenhuma decisão sobre o despacho de Dino, o presidente do Supremo estará, na prática, assumindo uma posição mais simpática a um dos lados da disputa. Só que estará igualmente reduzindo o seu poder de presidente de um dos Poderes da República: na 3ª feira (8.set) ficou ao largo do que estava sendo esquematizado porque o grupo pró-Alexandre de Moraes e pró-Andrei Rodrigues considerou que Fachin iria acatar o despacho de Dino, ficando inerte como está até o final da manhã desta 4ª feira (9.set).

Jornal da Cidade Online

Ministro André Mendonça desabafa: “A corrupção é um problema de todos nós”

O ministro André Mendonça tem demostrado coragem e valores. Durante participação em um podcast, ele foi questionado sobre se a corrupção tem jeito no país, e a resposta veio com a tranquilidade de quem cumpre a lei e honra a toga:

“Depende de cada um de nós. Depende dos agentes públicos? Sim. Depende dos cidadãos também, de nós sermos honestos em tudo. 

Às vezes é no troco na padaria, é na relação entre cliente e usuário de determinado serviço, na relação entre colegas de trabalho. A corrupção é um problema de todos nós”, ressaltou. 

Jornal da Cidade Online

Lula fala mal das emendas, mas liberou R$25,7 bilhões este ano, marcados por sorrisos do Congresso

O governo Lula (PT) faz críticas às emendas parlamentares, mas é conversa mole: torrou quase R$25 bilhões para bancar emendas nos primeiros seis meses deste ano. Mas o dinheiro acabou e desde o início de julho, quando se intensificou o período eleitoral, foram liberados “apenas” R$908 milhões, mas os políticos já estavam “abastecidos”. Mas o ano não acabou e o Orçamento prevê desembolso de outros R$14 bilhões ainda este ano, que devem ficar para depois da eleição.

Tem muito mais

O governo Lula (PT) admite ter pagado outros R$9,4 bilhões este ano em emendas de anos anteriores, que não entram na conta oficial de 2026.

‘Economizou’

Segundo a transparência do Tesouro Nacional, foram pagos R$45 milhões em agosto; R$20 milhões para emendas individuais.

Esconder não é necessário

As emendas “sem autor”, que viraram notícia e até ação no STF, representam pouco mais de 5% do total pago este ano.

Nunca antes na História

O governo Lula já é recordista nos gastos com emendas: R$32,5 bilhões em 2025 e R$31,4 bilhões em 2024, maiores valores da História.

Diário do Poder

Ministro Flávio Dino ordena retorno de Andrei Rodrigues à direção da PF

O chefe-geral havia sido afastado do cargo ontem após decisão do ministro André Mendonça. O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretou nesta terça-feira (9) o retorno de Andrei Rodrigues ao cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF). O chefe-geral havia sido afastado do cargo ontem após decisão do ministro André Mendonça. A decisão foi publicada logo pela manhã, indo contra a decisão do magistrado e solicitando a sua volta de imediato ao cargo. Segundo investigadores e delegados, o afastamento de Andrei Rodrigues atrapalharia a condução dos casos do Banco Master e INSS. Na decisão, Dino afirma que a decisão anterior de André Mendonça “impede o andamento de – quiçá – centenas de investigações, inclusive trabalhos e diligências em feitos da minha relatoria, que envolvem diretamente a função constitucional de prestação jurisdicional”.

Ao defender o afastamento, Mendonça afirma que o ministro Alexandre de Moraes teria utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal, entregues por Andrei, para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a ele na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS. Segundo Mendonça, os relatórios revelam um “monitoramento sistemático e ilegal”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como o advogado geral da União, Jorge Messias.

Diário do Poder

TSE proíbe propaganda eleitoral em carros de aplicativo e táxi

Motoristas de Uber, 99 e taxistas não podem levar adesivos de candidatos nem fazer campanha durante as corridas; descumprimento pode gerar multa. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) proibiu motoristas de aplicativos de transporte, como Uber e 99, e também taxistas, de usar os veículos para propaganda eleitoral nas eleições de 2026. A vedação vale tanto para adesivos e cartazes fixados no carro quanto para pedidos de voto feitos durante as corridas.

Carro como “bem de uso comum”

Segundo o TSE, embora os veículos pertençam aos próprios motoristas, a legislação eleitoral os enquadra como bens de uso comum quando usados para transportar passageiros por aplicativo — mesma lógica aplicada a espaços privados abertos ao público, como cinemas, shoppings, templos e hospitais. Por isso, não podem virar espaço de divulgação política.

O que fica proibido

A restrição alcança adesivos, cartazes e qualquer material de campanha colocado nos vidros, portas ou outras partes do automóvel. Também é vedado fazer campanha durante o trajeto, como pedir votos aos passageiros ou promover algum candidato.

Como denunciar

Denúncias podem ser feitas pelo aplicativo Pardal, disponível desde 16 de agosto, com foto do veículo e print da tela do aplicativo de transporte que permita identificá-lo. Confirmada a irregularidade, o responsável tem 48 horas para retirar o material após ser notificado pela Justiça Eleitoral — caso contrário, pode ser multado.

Diário do Poder

 

OAB-DF abre processo ético disciplinar contra escritório de Viviane Barci esposa de Moraes

             É o primeiro passo formal para examinar possíveis infrações éticas, apontadas em relatórios da PF de relações envolvendo o ex-banqueiro e fraudador Daniel Vorcaro, com contratos superiores a R$ 200 milhões de interesses e negócios entre as partes. A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) determinou a abertura de processo ético-disciplinar contra o escritório de advocacia Barci de Moraes, da esposa do ministro do STF Alexandre de Moraes, incluído seis sócios, com base em fatos apontados em relatório da Polícia Federal sobre as relações da família com o ex-banqueiro fraudador Daniel Vorcaro. A medida tem como objetivo zelar pela regularidade, ética e respeitabilidade da advocacia, com apuração rigorosa junto aos órgãos competentes.”
Os profissionais citados são Juliana Barcellos, Alexandre Barcellos de Moraes, Viviane Barcellos de Moraes, Ana Clara Constante de Moraes e Fernando Augusto Valentini Fritoli. A decisão da presidência da OAB-DF ocorre em meio a questionamentos públicos sobre contratos milionários firmados pelo escritório Barci de Moraes — ligado a
familiares do ministro Alexandre de Moraes — com o Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, alvo da Operação Compliance Zero.

        A abertura do processo pela OAB-DF representa o primeiro passo formal da entidade de classe no Distrito Federal para examinar possíveis infrações éticas. O procedimento ainda está em fase inicial; não há, neste momento, conclusão sobre responsabilidade ou aplicação de sanção. O caso segue sob acompanhamento da opinião pública e de outras instâncias, em um contexto de crise institucional que envolve o STF e o período eleitoral.
         Relatórios da PF descrevem um contrato de prestação de serviços advocatícios estimado em cerca de R$129 milhões a R$131 milhões, com parcelas mensais da ordem de R$3,6 milhões, além de tratativas sobre um segundo acordo e possíveis pagamentos envolvendo cotas de um jato executivo Legacy e um helicóptero fabricado pela Airbus. Documentos e mensagens extraídos de aparelhos de Vorcaro indicam encontros, cobranças de pagamento e até alterações em minutas de contrato atribuídas a um usuário identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.

          O escritório afirma que prestou consultoria jurídica (reuniões, pareceres sobre compliance e regulação), que consultou o ministro sobre eventuais impedimentos e que nunca atuou em causas do banco no STF. A OAB nacional já havia se manifestado pedindo apuração “rigorosa e isenta” dos fatos, com respeito ao devido processo legal e à presunção de inocência.

Diário do Poder

 

Ministro André Mendonça se tornou precavido ao ter informação de que estava sendo espionado pela PF

Informações que acabam de surgir dão conta de que o ministro do STF, André Mendonça, mudou hábitos depois de saber que era monitorado por agentes da Polícia Federal. A corporação produziu ao menos 6 relatórios de inteligência sobre o ministro.

Eis o que diz o portal Poder 360:

Os documentos vieram a público em 3 de setembro, quando o ministro Alexandre de Moraes os usou para pedir que Mendonça fosse investigado no inquérito das Fake News.

Desde então, Mendonça passou a pedir que visitantes coloquem os celulares em uma caixa blindada, capaz de bloquear os sinais dos aparelhos, antes de conversas reservadas. Também liga um sistema de som e mantém música erudita tocando ao fundo para dificultar eventuais escutas no local.

Os relatórios teriam sido produzidos por uma unidade de inteligência ligada à Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores da PF e recebidos pela direção-geral da corporação entre 3 e 31 de agosto de 2026. O material não tem timbre, assinatura, data de elaboração nem identificação dos analistas responsáveis. Também se apresenta como “documento de trabalho” sem valor probatório.

O material analisa decisões de Mendonça nas operações Sem Desconto —que investiga fraudes do INSS— e Compliance Zero, que apura irregularidades relacionadas ao escândalo do Banco Master.

Os documentos foram encaminhados formalmente a Moraes pelo então diretor da PF, Andrei Rodrigues, às 18h45 de 1º de setembro. Naquele dia, Mendonça havia retirado o sigilo de peças da investigação do Banco Master que mostravam a relação do banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes. O relator do inquérito das Fake News afirmou ter recebido “notícias da existência” dos relatórios e determinou que a PF enviasse o material ao seu gabinete. Dois dias depois, usou o conteúdo para pedir a investigação do colega.

O plano caiu por terra…

Jornal da Cidade Online

 

Com 87 anos Corina Serra Martins, viúva aos 57 luta vendendo pirulitos para unir e sustentar a família

Matéria publicada em 22 de setembro de 2015    

        Hoje, finalmente consegui conversar com a senhora Corina Serra Martins, 87 anos, residente no Maiobão, que ao ficar viúva aos 57 anos, decidiu buscar uma alternativa para ganhar o pão de cada dia com trabalho e dignidade. Fazendo pirulitos e vendendo em diversos pontos da cidade, conseguiu manter viva uma tradição antiga e ao mesmo tempo seguir a sua vida educando os filhos.

       Muito arredia, dona Corina Martins, não me respondeu aos inúmeros questionamentos sobre filhos, netos e outros aspectos inerentes ao seu trabalho, principalmente a disposição física para a batalha cotidiana, mas deixou bem claro que nada tem, a se queixar. Ela distribui cartões com os seus telefones e me entregou um, dizendo: “Quando você estiver interessado em pirulitos para festinhas de crianças, procure-nos que temos como atender, colocamos inclusive várias opções de sabores. A alegria das crianças faz parte da minha felicidade”.

Ao preço de um real cada pirulito, dona Corina registra que consegue vender bastante nas ruas da cidade, principalmente nos centros comerciais no centro Histórico de São Luís para turistas. A sua maior clientela, são as pessoas idosas que lembram das suas infâncias, quando o pirulito era vendido de porta em porta e também havia o pirulito açucarado para diferenciar os dois produtos idênticos.

       Quem estiver interessado em comprar pirulitos para fazer a festa da criançada poderá solicitar através dos 98226-0239 e 99933-7788. Dona Corina Martins, que hoje vendia pirulitos com sabores de gengibre e morango, diz que tem preferência pelos sabores naturais, evitando as essências artificiais.

        Matéria publicada originalmente pelo editor Aldir Dantas, no dia 22 de setembro de 2015. Foram inúmeras tentativas para uma conversa com dona Corina Martins, mas valeu a pena, no sentido de levar ao conhecimento público, como valores e dignidade humana advêm de princípios familiares. Depois desta publicação ele passou a ser vista de forma diferente e ganhou até homenagem do poder público com uma estátua no Reviver.