Fica cada vez mais claro que no Brasil a lei se aplica ao gosto do freguês., de acordo com o apito que toca.
Vejamos esses dois personagens:
O primeiro responde pelo nome de Lulinha, e é o filho problema do mais problemático dos pais, o presidente do país Luís Inácio. Desde sempre esteve envolto em toda a série de maracutaias, sempre tratados como irrelevantes pela mídia brasileira que age como exército ativo na defesa da ideologia que manda no país. Formado em Biologia, tornou-se monitor do Zoológico de São Paulo, mas em pouco tempo, num passe de mágica, tornou-se um grande empreendedor e lobista dentro do governo do próprio pai, com seu nome envolvido mais uma vez, e através do celular da sócia Roberta Luchsinger, uma socialite brasileira herdeira de um banqueiro suíço e ex-mulher do delegado da PF Protógenes Queiroz, descobriu-se que atuava no tráfico de influência e ligações com esquemas de descontos indevidos em benefícios dos aposentados do INSS.
Ou seja, o filho do pai dos pobres, o homem preocupadíssimo com a população mais pobre do país, tem um filho que vive nas altas esferas, envolvido em negócios escusos que lhe rendem milhões de reais através de transações que acontecem em mansão em Brasília alugada pelo valor de 28 mil reais mensais, e que está em nome do terceiro sócio, Fernando Bittar, aquele que tinha o nome ligado ao Sitio de Atibaia, de propriedade de Lula, mas em nome do amigo. Em junho desse ano, Lulinha foi retirado às pressas do país e está no momento residindo na Espanha, fazendo sabe-se lá o que, aguardando a poeira abaixar.
André Mendonça, juiz do Supremo, resolveu não dar tréguas ao moço e está trazendo à tona toda a sujeira envolvida em seu nome, com as três denúncias envolvendo seu nome sendo julgadas pelo STF. O que fez o Sistema, em reuniões estranhas, realizadas na calada da noite, entre seu “papi”, Moraes e demais donos do país? Arrumaram um meio de livrar a cara do filho com “”modus operandis” semelhante ao realizado com o pai, e na sequência, obediente como ele só, o PGR pediu o envio das três ações que correm contra Lulinha no STF para a primeira instância para livrá-lo de qualquer condenação em tempo recorde, alegando ausência de Foro privilegiado.
André Mendonça bateu o pé e disse que as ações continuam no STF.
O Sistema é bruto, e o brasileiro Lulinha, apesar dos seus crimes, está sendo amparado de todas as maneiras para que escape das acusações que pairam sobre ele. Já o outro brasileiro é Filipe Martins, de 38 anos, formado em Relações Internacionais e que trabalhou como Assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência do governo Bolsonaro. Essa foi a sua desgraça, que é a de estar do lado errado, como um perigo para o Sistema que tenta destruir, com tiro certeiro na nuca, cada um daqueles que de alguma maneira lutaram para evitar o retorno do meliante ao poder. Condenado rápida e sumariamente por Alexandre de Moraes, o imperador Supremo do STF, ainda que não possua foro privilegiado para lá ser julgado, recebeu a absurda pena de 21 anos e está jogado há dois anos em cela úmida de prisão no Paraná, onde é também acusado de viajar para os Estados Unidos em companhia de Bolsonaro, ainda que jamais tenha saído do país. Ontem, um juiz americano confirmou que houve fraude nessa entrada de Filipe Martins no país, ou seja, alguém, a mando de sabemos muito bem quem, forjou uma mentira para acusá-lo pelo que não fez, para pagar pelo que não deve.
E é assim que temos em um mesmo país dois tipos de cidadãos:
Um, que faça o que fizer, estará sempre amparado pelos amigos do Sistema, que tudo farão para livrar a cara de um sujeito que jamais trabalhou de forma honesta, mas sempre se aproveitando da posição política de destaque do pai, enquanto ocupante da cadeira de presidente do país.
O outro, perseguido implacavelmente por trabalhar como assessor daquele jurado de morte e destruição física e moral, e que no momento continua preso e incomunicável, sequestrado e mantido em cativeiro pelo enlouquecido da Suprema Corte.
Enquanto existir esse ataque frontal à Democracia, e cidadãos brasileiros forem tratados e julgados de maneira diversa, dispensando-se toda a legalidade imposta por uma Constituição que já de mais nada vale, sapateada e rasgada, e substituída pela vontade monocrática daqueles que se consideram hoje os donos das vidas de brasileiros que se encontram totalmente desamparados, e diante do silêncio omisso de juristas e imprensa, que preferem manter-se calados diante de tamanho arbítrio, não poderemos mais afirmar que residimos em país justo, igualitário e democrático.
O Irã é aqui, e aqueles a quem interessa o massacre da Direita e os privilégios para a esquerda, batem palmas indecendentes e nomeiam todo esse descalabro como defesa da democracia. Não são meus semelhantes.
Silvia Gabas. @silgabas