Petrobras prepara alta da gasolina para alinhar preços ao mercado

Medida visa reduzir a defasagem financeira da estatal e garantir a saúde da companhia diante da valorização do dólar e do petróleo.

A Petrobras iniciou os preparativos internos para um novo reajuste nos preços da gasolina, sinalizando uma mudança na estratégia de represamento de valores praticada nos últimos meses. A movimentação ocorre em um momento de crescente pressão sobre os custos operacionais da estatal, que enfrenta o desafio de equilibrar sua política comercial com a realidade do mercado global de energia. A decisão de elevar os preços nas refinarias é pautada, fundamentalmente, pela necessidade de reduzir a defasagem entre o preço praticado no Brasil e a cotação internacional do petróleo, medida pelo barril Brent, além da valorização constante do dólar frente ao real. A manutenção de preços artificialmente baixos tem gerado preocupação quanto à saúde financeira da companhia e sua capacidade de gerar dividendos, que são essenciais para o fluxo de caixa da União e para a atratividade da empresa perante investidores privados.

Historicamente, o setor produtivo e defensores de uma economia de mercado apontam que o descolamento prolongado do Preço de Paridade de Importação (PPI) prejudica a livre concorrência, uma vez que desencoraja importadores privados de trazerem combustível para o país, o que poderia levar a riscos de desabastecimento no médio prazo caso a produção nacional não supra a demanda. Dessa forma, o reajuste é visto como uma medida técnica necessária para garantir a governança e a rentabilidade da Petrobras, evitando que a estatal absorva prejuízos que comprometam seu plano de investimentos em exploração e produção.

Embora o aumento gere um impacto direto na inflação e no bolso do cidadão, a adequação aos preços de mercado é o mecanismo que assegura a independência da empresa e impede o retorno de políticas de subsídios que, em períodos anteriores, resultaram em endividamentos bilionários para a petroleira. O movimento reforça a importância de uma gestão pautada pela eficiência e pela realidade econômica global, em detrimento de intervenções que distorcem os sinais de mercado.

Diário do Poder

 

Anvisa detecta bactéria em mais de 100 lotes de produtos suspensos da Ypê

A bactéria Pseudomonas aeruginosa foi identificada em mais de 100 lotes de produtos da marca Ypê suspensos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no último dia 7. É a primeira vez que a Anvisa confirma a identificação da bactéria em lotes de produtos da marca. Em novembro do ano passado, a própria Ypê tinha identificado bactérias na produção. Fiscalização em fábrica no interior de SP identificou 76 irregularidades. A operação reuniu agentes da Anvisa, CVS-SP (Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo) e GVS-Campinas (Vigilância Sanitária Municipal de Amparo). Inspetores detectaram falhas graves de qualidade microbiológica e no controle de materiais de embalagens na fábrica de Amparo.

Diretoria Colegiada da Anvisa julgará recurso da empresa nesta sexta-feira.

análise ocorrerá em reunião extraordinária que discutirá o pedido da Ypê para suspender as sanções aplicadas. Fabricante apresentará novo plano de ações corretivas e investimentos. A empresa detalhará o cronograma de adequações, diz a Anvisa. Segundo a agência, esse é um passo essencial para tentar retomar a comercialização integral dos produtos afetados. Lotes de produtos irregulares têm numeração com final 1. A agência orienta que consumidores suspendam uso e contatem SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor) da fabricante. Confira os produtos afetados:

Lava-louças (Detergentes)

  • Lava-louças Ypê Clear Care
  • Lava-louças com Enzimas Ativas Ypê
  • Lava-louças Ypê
  • Lava-louças Ypê Toque Suave
  • Lava-louças Concentrado Ypê Green
  • Lava-louças Ypê Clear
  • Lava-louças Ypê Green

Lava-roupas Líquidos / Sabão Líquido

  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Combate Mau Odor
  • Lava-roupas Líquido
  • Tixan Ypê Cuida das Roupas
  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Antibac
  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Coco e Baunilha
  • Lava-roupas Líquido Tixan Ypê Green
  • Lava-roupas Líquido Ypê Express
  • Lava-roupas Líquido Ypê Power Act
  • Lava-roupas Líquido Ypê Premium
  • Lava-roupas Tixan Maciez
  • Lava-roupas Tixan Primavera
  • Lava-roupas Tixan Power Act

Desinfetantes

  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante de Uso Geral Atol
  • Desinfetante Perfumado Atol
  • Desinfetante Pinho Ypê

Entenda o caso

Produtos tiveram comercialização suspensa pela Anvisa. O relatório final da inspeção realizada em abril destacou indícios de irregularidades no tanque de manipulação de produtos para lava-louças. Os servidores da Anvisa também identificaram que restos de produtos eram armazenados e devolvidos às linhas de envase.

Ypê tentou reverter suspensão de produtos. A marca de produtos de limpeza Ypê apresentou 239 medidas corretivas para tentar derrubar o recolhimento e a suspensão de fabricação de alguns de seus produtos, informou a Anvisa.

Parte inferior do formulário

Desinformação sobre caso Ypê distorce alerta sanitário, alerta Anvisa. A agência se manifestou segunda-feira para alertar que episódios de desinformação nas redes sociais distorceram o alerta sanitário que levou à suspensão da produção e da comercialização de produtos de limpeza da marca Ypê.

Decisão da Anvisa virou motivo de debates nas redes sociais. Políticos e artistas apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acusaram a agência de saúde de agir politicamente em nome dos interesses eleitorais de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As mensagens incentivam o uso de produtos da marca, independentemente de estarem ou não no lote vetado pela agência de saúde.

Ypê rebateu inicialmente afirmando que produtos suspensos pela Anvisa são seguros. A fabricante de produtos de higiene e limpeza afirmou ter fundamentação científica robusta, baseada em testes e laudos técnicos independentes, para atestar que seus produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetante são seguros e não representam risco ao consumidor.

Histórico da Ypê foi considerado, afirmou a Anvisa. A companhia já tinha sido alvo de medidas há cinco meses. Em novembro do ano passado, Ypê tinha identificado bactérias na produção. No dia 27 de novembro, a Anvisa determinou o recolhimento de produtos da marca Ypê e Tixan Ypê, usados para lavagem de roupas, produzidos na mesma unidade industrial. Em ambos os casos, a Anvisa apontou risco de contaminação biológica por bactéria.

Venda de produtos Ypê foi liberada, mas Anvisa mantém recomendação para consumidor evitar produtos. A fabricante de produtos de limpeza afirmou na sexta-feira passada que a fabricação e a venda de produtos foram liberadas pela Anvisa após a empresa apresentar um recurso contra a punição da agência. A Anvisa confirmou o efeito suspensivo, mas manteve recomendação de “não utilizar produtos da Ypê”. Ypê disse hoje em nota que mantém suspensas as linhas de produção de sua fábrica de líquidos. Decisão vale mesmo após a liberação da fabricação e venda dos produtos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), comunicada ontem.

Fonte: UOL

 

Tribunal dos Povos do Maranhão denunciou ecogenocídios e pistolagem nos territórios do MATOPIBA

              Tecendo caminhos para uma justiça que brota da terra, movimentos sociais, comunidades e academia se encontraram na quarta-feira, 6 de maio, para o segundo dia de programação do “Tribunal dos Povos do Maranhão Contra o Ecogenocídio do MATOPIBA”, em São Luís (MA). O espaço de escuta acolheu testemunhos de quatro territórios, dentre eles de povos tradicionais e quilombolas, que retrataram múltiplas dimensões da violência do agro-hidro-mineronegócio. O início do evento, ocorrido no dia anterior (5), foi marcado pelo toque dos tambores e pela socialização de informações entre universidade e movimentos de luta por terra e território, acerca da região. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o MATOPIBA, composto pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, abriga 35 terras indígenas, 781 assentamentos e áreas quilombolas e 46 unidades de conservação, e vem sendo tratada pelo capital como a última fronteira agropecuária. Os casos apresentados ao corpo de juradas e jurados reforçaram um cenário alarmante de “duplo ecogenocídio”, unindo espoliação territorial e devastação ambiental extrema à violência direta contra a vida de povos e comunidades. Em uma das denúncias, envolvendo território tradicional em Unidade de Conservação (UC) estadual ocupado há mais de um século, foram apresentados relatos sobre as chamadas grilagem digital e grilagem verde. 

                As denúncias discutidas durante a programação apontam para a urgência do Tribunal como espaço de escuta ativa, e para a desarticulação da falsa narrativa do agronegócio sobre o MATOPIBA. Para justificar desmatamentos, uso intensivo de agrotóxicos e exaustão de fontes de água, o agro-hidro-minérios-negócios define a região como um território vazio, pronto a ser ocupado por monos-cultivos de soja, milho e eucalipto. Essa narrativa garantiu, nos últimos 25 anos, o expressivo avanço do desmatamento e ecocídio do Cerrado em relação aos 500 anos anteriores de história, conforme dados apresentados durante a abertura do Tribunal. De acordo com o Caderno de Conflitos de 2025 da Comissão Pastoral da Terra, o Maranhão foi o  estado mais violento do MATOPIBA em 2025, com mais de 200 casos de conflitos no campo, impactando mais de 59 mil famílias.  Os dados, levantados pelo Centro de Documentação Dom Tomás Balduíno, mostram ainda que o Maranhão teve 55 ocorrências de violência contra a pessoa, entre ameaças de morte, intimidação e contaminações por agrotóxicos. 

             Na análise ambiental da região, os municípios maranhenses estão no topo do ranking nacional de desmatamento, com Balsas ocupando o alarmante 2º lugar e o Alto Parnaíba o 4º lugar no país. A Baixada Maranhense entrou na mira da expansão da rota de exportação da soja, o que pode agravar ainda mais a disputa por terra e recursos hídricos. Fraudes nos sistemas fundiários oficiais vêm garantindo, de acordo com a assessoria jurídica dos casos, registros de terras públicas em nome de empresas privadas. Além disso, um projeto de lei estadual tenta reduzir a área protegida do parque para beneficiar a monocultura. As famílias ainda denunciam o uso de “pulverização de agrotóxicos como arma”, prática que tem envenenado o solo da região e afetado o ciclo hidrológico das nascentes de um dos rios mais importantes do estado, cujas águas já recuaram centenas de metros.

             A perversidade das táticas de expulsão também foi destaque no relato de comunidades quilombolas da região leste do estado, que hoje sofrem com uma “nova forma de pistolagem:” o uso de drones. O equipamento tem servido como arma na primeira etapa de invasões, pulverizando veneno deliberadamente próximo às moradias, roças e fontes de água das comunidades e se estabelecendo como prática contínua contra a saúde dos povos.

                     Os aspectos da violência letal e a conivência institucional foram expostas também no terceiro caso julgado, focado na realidade de outro território quilombola do Maranhão. A denúncia escancarou a impunidade em torno do assassinato de uma importante liderança comunitária, executada em abril de 2022 em um crime diretamente ligado ao conflito fundiário na região. Até a data do Tribunal, o mandante do crime sequer havia sido identificado pelo Estado, e o executor encontrava-se foragido. Esse mesmo território ainda enfrenta as táticas do agronegócio, que tentam fraudar o direito à Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI). Aproveitando-se da proteção institucional, fazendeiros e prepostos de empresas tentam forçar o “consentimento” para licenciamentos ambientais por meio de abordagens em aplicativos de mensagens.

                     Também foi denunciada a força policial ambiental do Estado, que tem sido utilizada para intimidar os povos e impor restrições severas aos seus modos de vida, como a proibição da colocação de roças. “Agora, somos escravizados por não poder trabalhar”, desabafou uma das lideranças. Conforme destacou a assessoria jurídica que acompanha os casos, a ausência de investigação é a própria continuidade do crime pelo Estado. “Violências extremas como essa não ocorreriam se o poder público cumprisse o seu papel”, disse um dos advogados. Diante da omissão estatal e da força bruta do capital, o Tribunal se consolida como território onde a resistência ancestral ecoa. O julgamento dessas violações reafirma a urgência de visibilizar e responsabilizar aqueles que tratam os corpos e a socio-biodiversidade do Cerrado como obstáculos a serem eliminados. “Os fazendeiros têm o dinheiro para forçar, mas nós temos a força para lutar”, ressaltou uma liderança quilombola.

                      Apesar de não integrar o sistema de justiça oficial, o “Tribunal dos Povos do Maranhão Contra o Ecogenocídio do MATOPIBA” constrói um território de ancestralidade e justiça com peso político enquanto tribunal de opinião, com apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT) Maranhão e do Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM). O evento vai até a tarde desta quinta-feira, 7 de maio, onde os casos apresentados receberão a sentença do corpo de juradas e jurados da academia, de territórios tradicionais e de movimentos sociais. Como sementes teimosas, as lideranças reafirmaram a disposição de não retroceder. “Que a gente possa fazer justiça aqui e servir de referência para aqueles que se dizem os donos da lei”, expressou uma das lideranças que compõem o corpo de jurados.

 Fonte: Comunicação do Tribunal dos Povos do Maranhão e Carlos Henrique Silva (Comunicação CPT Nacional)

 

Escândalo do Banco Master prejudica mais governo Lula do que o STF

Para 46% dos eleitores, efeitos negativos da fraude bilionária atingem igualmente gestões de Lula e Bolsonaro, Supremo, BC e Congresso.

Uma semana após a 5ª fase da Operação Compliance Zero expor suspeitas de corrupção no Banco Master envolvendo um dos principais opositores do governo do presidente Lula (PT), a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (13) registra que a gestão do petista assumiu o posto de mais afetada individualmente pela maior fraude financeira da história do Brasil. Em abril, este posto era do Supremo Tribunal Federal (STF) que teve ministros citados como suspeitos de se beneficiar da relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso pelo esquema.

Para 46% dos eleitores, os efeitos negativos da fraude bilionária do Master atingem igualmente as gestões de Lula, do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o Supremo, o Banco Central e o Congresso Nacional. Mas o governo de Lula avançou ao posto de mais prejudicado, citato por 11% dos entrevistados; seguido pelo STF (10%); pela gestão de Bolsonaro (9%), pelo Banco Central (7%), e pelo Congresso (2%). E somente 1% responderam que o caso Master não prejudica nenhum deles.

Na última quinta-feira (7), o ex-ministro da Casa Civil de Bolsonaro, senador Ciro Nogueira (PP-PI), foi alvo de busca e apreensão e medidas cautelares determinadas pelo ministro do STF, André Mendonça, por suspeitas do recebimento de propina mensal de até R$ 500 mil do banqueiro Daniel Vorcaro.

Mas a maioria dos eleitores (54%), entrevistados pela Quaest entre sexta (8) e segunda (11), responderam desconhcer a investigação que tem como base diálogos entre Daniel Vorcaro e seu primo, preso na semana passada, Felipe Vorcaro, sobre os repasses supostamente ligados à apresentação de uma emenda parlamentar, a pedido do Master, para ampliar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para ressarcimento por pessoa.

A pesquisa Genial Quaest foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo nº BR-03598/2026. E realizou 2.004 entrevistas face a face, realizadas entre os dias 8 e 11 deste mês de maio, em 120 municípios do Brasil. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Diário do Poder

Lula a Felipe Camarão: “Arruma a menor quantidade de inimigos possíveis”

Em momento descontraído ao lado de Lula, nesta terça-feira (12), Felipe Camarão (PT) ouviu do petista um pedido: para que arrume “a menor quantidade de inimigos possíveis” em sua pré-candidatura e eventual candidatura ao Palácio dos Leões.

“Eu sei que você tem condições de ganhar essas eleições. É importante que você consiga unir todas as forças. Procure arrumar a menor quantidade de inimigos possíveis e a maior quantidade de amigos possíveis”, aconselhou Lula. Ciente das divisões do próprio PT e do campo lulista no estado, o presidente mantém a postura conciliadora para que as cizânias locais não reflitam negativamente em sua votação no Maranhão.

Fonte: Marrapá

Veja a relação dos corruptos de prefeitura no Maranhão que desviaram R$ 56 milhões

Curió deixa a gaiola para cantar impunidade

Prefeito acusado do envolvimento num esquema de corrupção que desviou R$ 56 milhões dos cofres públicos de Turilândia (MA) teve revogada sua prisão preventiva pela de Tribunal de Justiça do Maranhão. José Paulo Dantas Silva Neto, o Paulo Curió, e de outros 14 denunciados foram beneficiados por uma decisão da desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, relatora do processo na Terceira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA). Segundo a magistrada, a intervenção estadual no município e o encerramento da fase de investigação reduziram os riscos que justificavam a manutenção das prisões preventivas. Com a decisão, nenhum dos 18 investigados citados nos autos permanece preso em estabelecimento prisional. Todos eles já foram denunciados pelo Ministério Público do Maranhão (MP-MA) à Justiça.

Dos envolvidos, 15 tiveram a prisão preventiva revogada e substituída por medidas cautelares, como recolhimento domiciliar com monitoração eletrônica.

Os beneficiados pela revogação da prisão preventiva são: 

José Paulo Dantas Silva Neto (prefeito afastado);

Wandson Jonath Barros;

Hyan Alfredo Araújo Mendonça Silva;

Janaína Soares Lima;

Marlon de Jesus Arouche Serrão;

Gerusa de Fátima Nogueira Lopes;

Eustáquio Diego Fabiano Campos;

Mizael Brito Soares (vereador);

José Ribamar Sampaio (vereador);

Nadianne Judith Vieira Reis (vereadora);

Sávio Araújo e Araújo (vereador);

Gilmar Carlos Gomes Araújo (vereador);

Josias Fróes (vereador);

Carla Regina Pereira Chagas (vereadora);

Inailce Nogueira Lopes (vereadora).

Fonte: Jornal da Cidade Online

 

Rejeição alta faz Lula revogar ‘taxa das blusinhas’ que ele criou

Em ano eleitoral, Lula decidiu revogar a medida que quebrou os Correios.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar nesta terça-feira o fim da chamada “taxa das blusinhas”, imposto aplicado sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas em sites estrangeiros. A medida vinha sendo alvo de críticas dentro e fora do governo, principalmente por causa da repercussão negativa entre consumidores e nas redes sociais. A cobrança foi criada no contexto do programa Remessa Conforme, que ele próprio criou, e taxava em 20% sobre encomendas de pequeno valor que faziam alegria dos consumidores mais pobres. Integrantes da equipe econômica defendiam a manutenção do imposto por causa da arrecadação e da proteção à indústria nacional, enquanto aliados políticos pressionavam pela revogação diante do desgaste popular.

A taxa das blusinhas acabou significou inócua porque não produziu a receita imaginava por sua inexperiente equipe econômica. na época chefada pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, e ainda provocou perda de receita e prejuízo bilionário aos Correios, que ganhava dinheiro fazendo a entrega das compras, levando a estatal à ruína.

Nos bastidores, o governo avalia que a medida se transformou em um dos temas de maior desgaste para Luiz Inácio Lula da Silva junto ao público jovem e consumidores de comércio eletrônico. A discussão também expôs divergências entre alas política e econômica do Planalto.

Diário do Poder

 

Governo Lula já conseguiu torrar mais de R$ 2 trilhões em menos de um semestre

O governo brasileiro já conseguiu torrar mais de R$2 trilhões, este ano, segundo a plataforma Ga$to Brasil, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), que contabiliza os gastos das esferas dos governos municipais, estaduais e federal. A administração federal de Lula (PT) é, de longe, o maior gastão: torrou mais de R$912 bilhões, até o momento. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Só o Poder Executivo federal, sob responsabilidade direta do governo petista, gastou R$117 bilhões com pessoal e encargos, este ano. O Legislativo federal, que inclui o Congresso Nacional e Tribunal de Contas da União, gastou pouco mais de R$2 bilhões no mesmo período. As 27 administrações estaduais gastaram somadas R$531 bilhões e os mais de 5,5 mil governos municipais, R$542 bilhões.

Diário do Poder

Pesquisa nacional: 57% dos brasileiros apoiam impeachment de ministros do STF

Levantamento reforça pressão para o Senado exercer sua prerrogativa.

Os dados mais recentes do instituto Apex Futura, coletados entre os dias 4 e 8 de maio de 2026, revelam que 57% dos brasileiros são favoráveis ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. O levantamento demonstra uma tendência de alta no sentimento de desaprovação em comparação ao mês anterior, quando o apoio à medida era de 55,4%.

Em contrapartida, o percentual de cidadãos que se declaram contrários ao afastamento de magistrados recuou de 32,1% para 27,2%, enquanto o grupo dos que não souberam ou não responderam oscilou para 15,9%. A pesquisa, que ouviu 2.000 eleitores em todo o território nacional, expõe um cenário de profunda rejeição institucional, com a desaprovação ao STF atingindo o patamar de 54,3%. 

Esse descontentamento reflete a percepção de uma parcela expressiva da sociedade que enxerga a necessidade de um sistema de freios e contrapesos mais rígidos. Para esses eleitores, o Senado Federal deve exercer sua prerrogativa constitucional de processar e julgar condutas que consideram extrapolar os limites da Corte, garantindo que nenhum poder atue sem a devida prestação de contas.

Com uma margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, o levantamento registrado no TSE sob o protocolo BR-03678/2026 valida estatisticamente o clamor por responsabilidade no Judiciário. A evolução dos números sugere que a pauta do impeachment se consolidou como uma exigência de maioria absoluta, evidenciando um distanciamento entre as decisões da cúpula da Justiça e os anseios populares por transparência e respeito à hierarquia das leis. O resultado final reforça a cobrança sobre os parlamentares para que deem voz a essa demanda prioritária da população.

Diário do Poder

Quando a ‘toga’ tenta calar o Parlamento

                                        *Ney Lopes

A democracia brasileira atravessa período de sombras institucionais. A decisão do ministro Alexandre de Moraes de vetar discussões legislativas sobre a dosimetria das penas aplicadas aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro não representa episódio isolado, mas o ápice de um processo contínuo de asfixia do debate público. Ao avançar sobre o coração do processo legislativo, o Judiciário envia recado político constrangedor, de que os representantes do povo podem falar, desde que não questionem o establishment togado.

Não houve golpe de Estado

Na visão pessoal de quem durante anos lecionou Direito Constitucional em universidades, a análise jurídica parte de um ponto essencial: os acontecimentos de 8 de janeiro não preencheram os requisitos de golpe de Estado. A configuração desse crime pressupõe capacidade operacional, apoio militar organizado e projeto concreto de tomada e manutenção do poder — elementos ausentes naquele episódio. O que ocorreu foi grave desordem pública. Tais condutas exigem punição firme e proporcional, mas não autorizam a construção de uma narrativa jurídica artificial. Sem a caracterização efetiva do crime de golpe, penas de 14 ou 17 são desproporcionais e incompatíveis com os fundamentos do Estado de Direito.

Metáfora da navalha

Nesse ambiente de distorção, a mordaça imposta ao debate legislativo revela sua face mais perigosa. Surge a metáfora da navalha. Diferentemente do martelo, que constrói, ou da balança, que equilibra, a navalha apenas corta. E quando esse corte alcança decisões legitimadas pelo voto popular, ele fere o tecido institucional da República, aprofunda polarizações e corrói a confiança coletiva na harmonia entre os Poderes.

A hipertrofia do Judiciário

Diante dessa hipertrofia jurídica, o Congresso Nacional possui não apenas o direito, mas o dever constitucional de reagir em defesa de suas prerrogativas. Em última análise, quando uma decisão impede até mesmo a discussão sobre proporcionalidade penal, a mensagem transmitida ao país é devastadora: certos temas não podem sequer ser debatidos, porque já foram sacralizados pelo poder togado. Isso não fortalece a democracia. Isso a intimida. E toda democracia intimidada começa perdendo a voz antes de perder a liberdade. Afinal, já se disse que “quando o Parlamento perde a coragem de falar, a democracia começa a aprender o idioma do “medo” — sobretudo quando já não encontra forças sequer para dizer, em voz alta, que o rei está nu.

*Ney Lopes – jornalista, advogado, ex-deputado federal, ex-presidente do Parlamento Latino Americano e procurador federal.