UEFA decide boicotar FIFA e retira seleções da Europa da próxima Copa do Mundo

Uma verdadeira bomba no futebol mundial. A Fifa e seu presidente Giani Infantino anunciaram, na terça-feira (28), planos para criar uma subsidiária — envolvendo investimento de capital privado — que deteria o controle dos direitos comerciais e operacionais de um dos maiores eventos esportivos do mundo. A proposta tem sido alvo de intensas críticas em todo o mundo, com a Uefa afirmando que a “alma e a governança” do esporte estão sob ameaça. Por outro lado, a Fifa declarou que os recursos gerados pelo que chama de Fifa Forward Enterprise (FFE) serão reinvestidos no esporte.

Diante disso, a Uefa, órgão dirigente do futebol europeu, votou pelo boicote às futuras Copas do Mundo masculinas e femininas como protesto ao plano da Fifa de injetar capital privado em suas competições. A votação da Uefa foi unânime, com todos as 55 associações nacionais a favor, colocando o membro mais rico e importante da Fifa em conflito com seu presidente, Gianni Infantino.

“A posição da Europa é clara. Jamais conferiremos legitimidade a esse modelo. Ninguém tem autoridade moral para vender algo que apenas custodia para a próxima geração”, afirmou a Uefa.

E disse ainda:

“Como resultado da discussão de hoje, nenhuma seleção nacional vinculada à Uefa participará de qualquer competição da Fifa enquanto essas propostas estiverem em pauta, a menos que a proposta seja totalmente abandonada e sejam dadas garantias vinculativas de que a Fifa nunca mais abrirá sua governança ou competições à propriedade privada. Que não restem dúvidas: a Uefa e suas associações nacionais se oporão a esses planos com absoluta determinação.”

Jornal da Cidade Online

 

PF pede “socorro” após André Mendonça tomar fortes medidas sobre a investigação do INSS

A Polícia Federal procurou, na última semana, a Advocacia Geral da União (AGU) para contestar medidas determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça no inquérito que apura fraudes envolvendo descontos indevidos no Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). A investigação ganhou maior sensibilidade por também envolver Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT). A iniciativa da PF busca fazer com que a AGU avalie a possibilidade de adotar alguma medida judicial contra a ordem de Mendonça para que todos os atos relacionados à apuração sejam imediatamente encaminhados ao processo que tramita em seu gabinete. Além disso, o ministro determinou que qualquer eventual afastamento de integrantes da equipe responsável pelas investigações seja informado previamente ao seu gabinete.

Nos bastidores da corporação, integrantes com acesso à cúpula da Polícia Federal consideram que as determinações representam uma interferência na administração das equipes responsáveis pelo caso e podem atingir atribuições que, segundo essa avaliação, pertencem à própria instituição. A exigência de encaminhamento direto das informações ao gabinete também foi interpretada por integrantes da PF como um possível indício de desconfiança do ministro quanto à condução da investigação e à imparcialidade dos policiais envolvidos.

Um investigador que acompanha o caso afirmou que, se Mendonça entende que existe perseguição, proteção a algum investigado ou qualquer outra irregularidade, essas suspeitas deveriam ser apresentadas formalmente no processo, em vez de resultarem em medidas contra a instituição com base em uma desconfiança considerada genérica. As apurações fazem parte da Operação Sem Desconto e são tratadas como particularmente delicadas devido à presença de Lulinha entre os alvos da investigação. Em fevereiro, Mendonça autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do filho do presidente.

Entre as hipóteses analisadas pelos investigadores está a possibilidade de Lulinha ser sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS e apontado como um dos principais operadores do esquema investigado. A defesa de Lulinha, por sua vez, nega que ele tenha praticado qualquer ilegalidade. O recurso da PF à AGU ocorre em meio ao aumento das divergências entre o ministro e a corporação. Antes disso, diante da insatisfação com o ritmo das apurações, Mendonça havia estabelecido prazo de até 60 dias para que a Polícia Federal concluísse a análise dos materiais apreendidos durante a operação, incluindo celulares, HDs e pen drives recolhidos com os presos.

A corporação informou ao ministro que não conseguiria cumprir o prazo inicialmente estabelecido e apontou a falta de pessoal como uma das razões. Segundo a PF, apenas 11 pessoas estão trabalhando diretamente na investigação, embora mais de 40 fossem necessárias para atender ao cronograma pretendido pelo ministro. A polícia também informou que a análise dos aproximadamente 1.700 itens apreendidos ainda estava em fase inicial e que cerca de 40% do material já havia sido examinado. Outra determinação de Mendonça havia sido encaminhada à PF por meio de ofício, no qual o ministro solicitou que a equipe responsável pela investigação fosse mantida. Caso houvesse necessidade de mudanças, a corporação deveria apresentar as respectivas justificativas no processo.

A cobrança ocorreu após alterações promovidas pela Polícia Federal na coordenação das investigações. Mendonça demonstrou insatisfação com essas mudanças e avaliou que as substituições poderiam estar contribuindo para o atraso na conclusão da operação. Entre autoridades que acompanham o caso, também existe a avaliação de que a Operação Sem Desconto, apesar de ter sido iniciada anteriormente, avança em ritmo inferior ao da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes relacionadas ao Banco Master e teve sua primeira fase deflagrada em 18 de novembro.

A Polícia Federal já havia retirado a investigação da Divisão de Repressão a Crimes Previdenciários e transferido a apuração para a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores, setor responsável por investigações envolvendo pessoas com foro privilegiado. A mudança surpreendeu o então chefe da divisão responsável pela apuração, o delegado Guilherme Figueiredo Silva, que não teria sido previamente informado sobre a decisão tomada pela cúpula da Polícia Federal.

A justificativa apresentada pela corporação foi a necessidade de ampliar a eficiência da investigação. De acordo com a PF, a Coordenação de Inquéritos em Tribunais Superiores possui estrutura adequada para conduzir operações consideradas sensíveis e que tramitam no STF. As alterações provocaram reações políticas e deram margem a acusações da oposição de que a Polícia Federal estaria protegendo o filho do presidente. Internamente, as mudanças também contribuíram para divergências entre investigadores que participam da apuração.

Sob reserva, alguns integrantes da equipe afirmam que direcionar as investigações para Lulinha representaria uma alteração no foco originalmente adotado. Segundo esses investigadores, até o momento não existem provas suficientes de que ele tenha praticado irregularidades. A defesa de Lulinha mantém a negativa de qualquer ilegalidade. Também existem críticas internas à atuação de Mendonça, em linha semelhante às reclamações feitas por investigadores no caso da Operação Compliance Zero. Segundo relatos, solicitações da PF para quebra de sigilos ou bloqueio de bens encaminhadas ao gabinete do ministro não apresentariam o mesmo ritmo de análise em todos os casos, especialmente quando considerados os diferentes alvos das medidas.

Jornal da Cidade Online

Tirar o PT do poder não é opção… É questão de sobrevivência

*Por Lucia Sweet

Um anúncio postado hoje nos classificados de uma cidade do interior perguntava onde se poderia comprar uma cesta básica para pagar em 30 dias. As pessoas estão sem dinheiro para comprar comida. E o Brasil no cenário internacional? Desce ladeira abaixo, como um caminhão sem freio. Nossa posição nos principais rankings globais de renda, competitividade, inovação, liberdade econômica e desenvolvimento humano despencou. No atual governo, em PIB per capita nominal segundo projeções do FMI, ocupamos o 82º lugar entre aproximadamente 192 países, com cerca de US$ 12.313. Enquanto isso, a renda per capita dos top 5 vai de cerca de US$ 227 mil em Liechtenstein, US$ 159 mil em Luxemburgo, US$ 140 mil na Irlanda, US$ 126 mil na Suíça a US$ 110 mil na Islândia.

O Brasil, que já foi a 6ª economia do mundo, recuou agora para a 11ª posição. No Ranking Mundial de Competitividade do IMD divulgado em 2026, o Brasil caiu sete posições em relação a 2025 e ficou em 65º lugar entre as 70 economias avaliadas — à frente apenas de México, Botsuana, Mongólia, Nigéria, Namíbia e Venezuela. O ranking avalia a capacidade de criar ambiente favorável às empresas em desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura. No indicador de poder de compra as perspectivas também são ruins. O PIB per capita projetado pelo FMI em PPP (paridade do poder de compra), que ajusta o valor pelo custo de vida local, coloca o Brasil em torno do 85º lugar mundial. As contas públicas refletem o mesmo quadro. No primeiro semestre de 2026 o governo federal acumulou déficit primário de R$ 92,9 bilhões. 81,6% das famílias brasileiras estão endividadas e 29,9% têm contas em atraso.

Desde que o atual governo tomou posse, a dívida bruta subiu de 73,5% do PIB no fim de 2022 para 81,1% do PIB em maio de 2026, um avanço de 7,6 pontos percentuais. Em valores absolutos, o endividamento já ultrapassa R$ 10 trilhões. Vale lembrar que ao final do governo Bolsonaro, mesmo com a pandemia que fechou o mundo, as principais estatais federais registravam lucros e a dívida pública estava em cerca de R$ 7,2 trilhões. Foram concluídas mais de 22 mil obras.

Creio que não há quem não perceba o momento crucial que estamos vivendo. Só finge que não vê quem está se beneficiando do redemoinho de corrupção que prendeu o Brasil no olho do furacão. Nossa única chance de NÃO virarmos Cuba ou Venezuela, antes do Maduro ser preso, é concentrarmos nossos votos em Flávio Bolsonaro e em seus aliados para o Congresso. Precisamos tirar o PT do poder. Tirar o PT não é opção. Trata-se de sobrevivência.

*Lucia Sweet

Jornalista

 

Senado começa análise da PEC que endurece regras para a Segurança Pública

Proposta aprovada pela Câmara amplia a integração entre forças de segurança, cria novas regras de financiamento e segue para votação no Senado. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública entrou na pauta do Senado após ser aprovada pela Câmara dos Deputados com alterações em relação ao texto originalmente encaminhado pelo governo federal. A proposta busca reorganizar a estrutura da segurança pública no país, ampliar a integração entre os entes federativos e estabelecer novas regras de financiamento para o setor. Entre as principais mudanças promovidas durante a tramitação na Câmara está a criação de novas fontes de recursos para a segurança pública.

O texto prevê que parte da arrecadação das apostas esportivas seja destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e ao Fundo Penitenciário Nacional (Funpen). Em 2026, o percentual será de 10%, com aumento gradual até atingir 30% em 2028, percentual que passa a ser permanente. Antes da divisão, serão descontados os valores pagos em prêmios, o Imposto de Renda incidente sobre eles e o lucro bruto das empresas do setor. A proposta também amplia o escopo constitucional do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), reforçando a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios.

Além disso, estabelece regras voltadas ao enfrentamento das organizações criminosas, incluindo a previsão de um regime jurídico mais rigoroso para líderes de facções, milícias e grupos paramilitares. Durante a análise na Câmara, o relator, deputado Mendonça Filho (União-PE), promoveu alterações relevantes no texto. Entre elas, retirou dispositivos que tratavam da redução da maioridade penal e modificou a distribuição dos recursos previstos para a segurança pública, além de revisar pontos relacionados à tributação das empresas de apostas.

Com a chegada ao Senado, a PEC será submetida à análise dos senadores, podendo receber novas alterações antes da votação em dois turnos, como determina o rito das propostas de emenda à Constituição. Caso o texto seja modificado, retornará à Câmara para nova apreciação. Se aprovado sem mudanças, seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional.

Diário do Poder

 

Lembrando o ministro Barroso: “Eleição não se ganha. Se toma.” Lula convida Alexandre de Moraes para “café amigo”

A perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro está explicita, escancarada, vergonhosa. Isso começou na época de seu governo, impedindo que administrasse o país de acordo com os seus princípios e diretrizes. No Supremo Tribunal Federal (STF), ministros se revezavam para impor barreiras ao governo, com intensas ordens de explicações e absurdas proibições. Um tribunal político e militante, sem qualquer preocupação com a Constituição. Na campanha para a reeleição, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atuou com mãos de ferro para implodir a candidatura do PL. Seriamente prejudicado, Bolsonaro foi derrotado. E nesse momento, começou a parte mais cruel do plano.

Hoje, Bolsonaro está proibido de existir. No ‘cativeiro’ está impedido de falar com quem quer que seja, até mesmo com os filhos. Nisso, aparece Lula todo eufórico convidando Xandão para tomar um ‘café amigo’. Na frente das câmeras, sem nenhuma cerimônia. O cenário é assustador e não é difícil saber qual foi o teor da conversa.

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

 

Para não denunciar magistrados e políticos corruptos, Vorcaro do Master desiste de delação

Entre os principais pontos que serão levantados está a alegação de ilegalidades na cadeia de custódia dos aparelhos celulares apreendidos. A defesa de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, afirma que não deve mais insistir em uma delação premiada e migra para uma nova estratégia de defesa para o ex-banqueiro. Segundo a CNN Brasil, o foco agora é entrar no mérito das ações penais para contestar provas colhidas no caso Master. Entre os principais pontos que serão levantados está a alegação de ilegalidades na cadeia de custódia dos aparelhos celulares apreendidos. Segundo seus advogados, houve falhas na apreensão e preservação de dispositivos que pertencem a Vorcaro. Com isso, haverá margem para o questionamento da validade dessas provas no processo e, depois, um pedido de prisão domiciliar para o ex-banqueiro.

A decisão acontece após a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Polícia Federal (PF) rejeitarem duas propostas de delação premiada seletiva, durante o período de prisão de Vorcaro. Atualmente, ele está preso no 19º Batalhão de Polícia Militar do DF, a Papudinha. Em junho, o entorno do ex-banqueiro chegou a preparar uma terceira proposta, prometendo um material mais robusto, mas a iniciativa não avançou.

Diário do Poder

 

Justiça da Bolívia decreta prisão do ex-presidente Evo Morales, acusado de cocaleiro e terrorista

O Cocaleiro, que se esconde da Justiça é com Lula, liderança da esquerda defensora de ditaduras e corrupção. Como a ordem de prisão é uma aspiração popular, ela deve ser cumprida. O ministério público da Bolívia ordenou a prisão de Evo Morales, cocaleiro que presidente daquele país, amigo e aliadohistórico do brasileiro Lula (PT). Ele foi responsabilizado na investigação sobre os protestos e bloqueios de estradas que paralisaram diferentes regiões durante cerca de 50 dias, entre maio e junho, provocando grandes prejuízos à população. Morales e Lula são expoentes da esquerda latino-americana, considerada a mais atrasada do planeta. A ordem de apreensão foi emitida nesta quarta-feira (29) pela Fiscalia Departamental de Santa Cruz, no âmbito de investigações por crimes de terrorismo, levante armado, atentado contra a segurança dos meios de transporte e serviços públicos, instigação pública a delinquir e associação delituosa. A medida responde a uma denúncia formal apresentada conjuntamente pelo Comitê pró-Santa Cruz e pelo Ministério do Governo boliviano.

Segundo o documento oficial, assinado por um fiscal da Unidade Especializada em Perseguição de Delitos de Corrupção, a presença de Morales é considerada indispensável para o andamento das investigações sobre a autoria intelectual, a convocação e a logística das manifestações. Os bloqueios criminosos provocaram perdas milionárias, desabastecimento de alimentos e insumos básicos, além de quase total paralisação do transporte de cargas e passageiros.

Evo Morales, que governou a Bolívia entre 2006 e 2019, não é o único investigado. O inquérito também envolve dirigentes sociais e sindicais, alguns já sob prisão preventiva, como Vicente Salazar, líder da Federação de Camponeses Túpac Katari. As protestos foram articulados pela Central Operária Boliviana (COB), pela Federação Túpac Katari e por facções leais ao ex-presidente, que exigiam a renúncia do atual mandatário, Rodrigo Paz.

O governo boliviano classifica as ações não como protesto social legítimo, mas como parte de um plano sistemático de desestabilização destinado a interromper o mandato de Paz. O porta-voz presidencial, José Luis Gálvez, e o ministro do Governo, Marco Oviedo, reforçaram essa avaliação. Morales reagiu à ordem de prisão por meio de uma mensagem na rede social X. “Não vão nos intimidar”, disse.

Diário do Poder

‘Se Alexandre de Moraes e ativistas tomarem a eleição, os EUA vão retomá-la e o Brasil de troco’, afirma jornalista

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas o ex-presidente Jair Bolsonaro explicar se autorizou o uso de imagem e voz do ex-presidente em vídeo gerado por Inteligência Artificial (IA), exibido na convenção nacional do PL neste sábado (25). Na prática, segundo o renomado jornalista Cláudio Dantas, Alexandre de Moraes deu 2 alternativas: prender Jair Bolsonaro em regime fechado ou cassar a candidatura de Flávio. 

“Corajoso. Se Moraes tomar a eleição, os EUA vão tomá-la de Moraes e levar o Brasil de troco. Idiotas”, afirmou Cláudio Dantas.

Paulo Cunha Bueno, advogado de Jair Bolsonaro, Já respondeu ao ministro:

“Recebemos nesta data a intimação encaminhada pelo Ministro Alexandre de Moraes à defesa do Presidente Bolsonaro, determinando a apresentação de explicações sobre o uso de video contendo suas imagens, gerado por IA, e apresentado durante a convenção do Partido Liberal, havida em São Paulo no último sábado, 

Inicialmente, cumpre consignar que o Presidente Bolsonaro não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial referido na decisão.

Aliás, sequer poderia fazê-lo. Conforme expressamente determinado pelo Ministro Alexandre de Moraes, na decisão de 17.07.2026, o Presidente Bolsonaro encontra-se com o direito de visitas suspenso pelo prazo de 30 (trinta) dias, enquanto seu primogênito, Senador Flávio Nantes Bolsonaro permanece impedido de visitá-lo pelo prazo de 90 (noventa) dias, circunstância que, por si só, evidencia a inexistência de qualquer contato destinado à obtenção de autorização específica para a elaboração do referido material.

Muito antes das restrições atualmente impostas, ao menos desde o período em que exercia a Presidência da República, seus filhos sempre utilizaram sua imagem pública no âmbito da atividade político-partidária, reproduzindo fotografias, gravações, pronunciamentos, discursos, entrevistas e demais manifestações públicas, prática notória, contínua e jamais objeto de qualquer oposição por parte do titular desse direito.

O Presidente Bolsonaro teve, força de injusta condenação, seus direitos políticos cassados — que se limitam a restringir sua capacidade votar e ser votado; na semana passada, por decisão monocrática do Ministro, viu expandidos os limites do que legalmente se tem como direitos políticos, sendo proibido de qualquer tipo de manifestação, mesmo que por carta, até o final da eleição deste ano, assim como de ter qualquer atividade de cariz político, situação a que podemos chamar de “silenciamento político”, modalidade inédita de efeito da condenação e que, à evidência, não verbaliza o idioma constitucional.”

Jornal da Cidade Online

 

STF dá prazo e cobra explicações sobre responsabilidades nas emendas parlamentares

Flávio Dino determina que Executivo e Congresso expliquem, em dez dias, como será definida a responsabilização das emendas parlamentares. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, determinou que o presidente da República, o presidente da Câmara dos Deputados e o presidente do Senado Federal apresentem, no prazo de dez dias, esclarecimentos sobre o modelo de responsabilização na execução das emendas parlamentares. A medida foi tomada no âmbito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 7.995, que trata das regras para a destinação e fiscalização desses recursos.

Na decisão, Dino solicitou que os chefes dos Poderes Executivo e Legislativo apresentem uma proposta de matriz de responsabilidades capaz de identificar todos os agentes envolvidos nas diferentes etapas da execução das despesas financiadas por emendas parlamentares. O objetivo é estabelecer de forma clara as atribuições de cada participante do processo, incluindo a eventual responsabilidade do parlamentar que indica os recursos. O despacho também determina que sejam detalhadas as funções exercidas em cada fase da execução orçamentária, desde a indicação da emenda até a aplicação dos recursos. A intenção é definir quais autoridades respondem por cada etapa e como deve   ocorrer a prestação de contas sobre a utilização do dinheiro público.

A ação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade, que questiona mudanças promovidas pelas Emendas Constitucionais nº 86/2015, nº 100/2019 e nº 105/2019. Segundo a argumentação levada ao STF, a ampliação das emendas parlamentares impositivas aumentou significativamente o poder de influência dos parlamentares sobre a destinação de verbas públicas, tornando necessária uma definição mais precisa das responsabilidades administrativas e legais. Na decisão, o ministro afirmou que o crescimento da participação do Congresso na alocação de recursos públicos alterou o funcionamento do processo orçamentário brasileiro.

Ele destacou que, entre 2014 e 2025, as despesas empenhadas por meio de emendas parlamentares registraram aumento de 318%, fator que, segundo o despacho, reforça a necessidade de mecanismos de transparência, rastreabilidade e responsabilização. O magistrado também ressaltou que a discussão integra um conjunto mais amplo de processos sobre o regime jurídico das emendas parlamentares, que tramitam no Supremo Tribunal Federal. Conforme a decisão, a ADI 7.995 será analisada em conjunto com outras ações que discutem o mesmo tema, permitindo uma instrução processual unificada sobre as regras de execução, fiscalização e controle das emendas destinadas ao Orçamento da União.

Diário do Poder

 

Três ministros do STF entram num absurdo vale tudo para pressionar o TSE contra Bolsonaro

Uma reportagem da jornalista Bela Megale publicada nesta terça-feira em O Globo, afirma que 3 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já sinalizaram a interlocutores que devem entrar em cena caso o vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial, exibido na convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, não seja punido pela Justiça Eleitoral. Isso é algo absurdo, bisonho e inédito. Além da imprensa militante, agora temos ministros militantes. Sim, magistrados que escolheram um lado do espectro político e que, pelo visto, estão disposto a interferir no canário eleitoral. De fato, recentemente, o ministro afirmou que estaria “vigiando o TSE”.

Confira a matéria de Bela Megale:

“Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já sinalizaram a interlocutores que devem entrar em cena caso o vídeo de Jair Bolsonaro produzido com inteligência artificial, exibido na convenção de lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, não seja punido pela Justiça Eleitoral.

A avaliação de três magistrados, em conversa com a coluna, é que a manifestação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, de que o uso da inteligência artificial é lícito desde que não prejudique alguém, pode abrir precedentes perigosos.

Segundo os magistrados, se não houver punição aplicada pelo TSE, Kassio fará um ‘libera geral’ para o uso da ferramenta, que precisará ser limitado pelo Supremo. Eles consideram certo que o tema chegará à corte por meio de alguma reclamação.

Ministros do STF e também do TSE, ouvidos pela coluna, apontam que o uso sistemático de materiais produzidos com inteligência artificial envolvendo a figura de Jair Bolsonaro pode, inclusive, configurar abuso de poder, com possibilidade de cassação da chapa. Avaliam, porém, que o vídeo isolado da convenção que oficializou Flávio Bolsonaro como candidato não tem esse potencial.

Esses membros do STF ponderam, no entanto, que o ideal seria o próprio TSE aplicar as punições cabíveis, com a resolução já estabelecida, inclusive na presidência de Kassio Nunes Marques. Para eles, está claro que o material é ‘deep fake’, técnica que permite alterar vídeos ou fotos com auxílio da inteligência artificial e que é proibida pela Justiça Eleitoral durante o pleito.

Integrantes da campanha de Flávio, entretanto, acreditam que existe a possibilidade de Nunes Marques não enquadrar o material como ‘deep fake’ e manter a legalidade do seu uso. Eles apostam que, nesse cenário, o STF será provocado e terá a palavra final sobre o tema.”

Jornal da Cidade Online