Buracos na rua da Inveja no centro histórico da cidade, são indiferentes a administração municipal

Se antes das chuvas os buracos na cidade já se constituíam em sinais de inoperância do poder público, agora o problema toma proporção mais séria, se constituindo em verdadeiro desafio dirigir na cidade, em que as verdadeiras armadilhas causam muitos prejuízos aos condutores de veículos, sem falarmos na mobilidade das pessoas e os constantes acidentes.

A foto acima é de apenas um dos inúmeros buracos existentes na rua da Inveja, localizada em pleno centro histórico de São Luís. Comerciantes da rua São Pantaleão, que trabalham com consertos de eletro domésticos e transitam pelo local colocaram no enorme buraco alguns restos de fogões para servir como advertência para motoristas mesmo com as chuvas.

A verdade é que em vários locais do centro histórico os buracos proliferam e lamentavelmente a prefeitura de São Luís não está atenta e quando faz paliativos, a maioria das vezes não duram muito, e como é bom para empreiteiros, as operações tapa buracos acabam se transformando em operações enxuga gelo.

Vou mostrar mais buracos existentes no centro histórico e outros locais, em que a ausência do poder público é uma verdadeira falta de um mínimo de compromisso com a população.

Fonte: AFD

Conceitos, definições e ordenamento jurídico

                                                                                                                               * Carlos Nina
Antes de o País chegar à situação que atravessa, já havia manifestado minha opinião afirmando que ideologias são instrumentos de dominação. Cada um que as usa quer conquistar mais adeptos. Os bem-intencionados, acreditando que estão fazendo o bem. Os mal-intencionados, para beneficiar-se. Locupletar-se, à custa da ignorância e da exploração da pobreza.

Para cooptar seguidores usam um fenômeno cada vez mais aperfeiçoado e uma das maiores conquistas da humanidade: a comunicação. Com esta, a linguagem. A primeira depende da segunda. E a segunda depende de conceitos, definições. E do idioma, mesmos signos, significantes e significados. Do contrário não haverá comunicação.

Alguns autores têm o cuidado de incluir em seus livros glossários esclarecendo o significado de determinadas palavras. Outros, como Anthony Burgess, criam palavras e listam-nas com os respectivos significados, como fez em sua obra Laranja Mecânica.

Até algum tempo, mesmo em culturas diferentes, havia algum consenso sobre determinados termos, na versão dos respectivos idiomas, tais como família, moral, ética, democracia, legalidade, legitimidade, justiça e, mesmo com divergências teóricas, também sobre direito, direitos humanos, igualdade, liberdade.

Agora, mais do que nunca, as conversas têm resvalado para o desentendimento porque as pessoas, usando as mesmas palavras, têm destas, cada uma, um conceito ou uma definição próprios, distintos. Logo, aquelas conversas não terão nenhum resultado útil, se os interlocutores não cuidarem, antes, de chegar a um acordo sobre os conceitos e definições dos termos usados no diálogo. Sem isso, chegarão a conclusões equivocadas.

Atualmente há um novo ingrediente: a intolerância. Opiniões divergentes não são mais respeitadas. Os argumentos desviam-se para a agressão, a ofensa e o desrespeito.
Como se isso já não fosse suficiente para o conflito, o que está acontecendo no mundo hoje é algo mais grave, assustador. Já não há mais disfarces, nem discursos mirabolantes para demonstrar as vantagens sociais de uma ideologia.

Essa etapa falaciosa foi ultrapassada. Ninguém precisa mais esconder-se sob nenhuma fachada. Não há por que se submeter a conceitos e definições. Estes são mudados de acordo com a conveniência. Isso reflete na segurança jurídica, assim flexibilizada, ensejando a angústia que paira no ar, pela incerteza, que gera o medo e assegura a insegurança.

Terão sido flexibilizados os compromissos das carreiras jurídicas ou os termos de seus textos ganharam novos conceitos e definições?

Parecem-me, assim, de absoluta inutilidade as questões recentemente levantadas para discutir quais advogados podem fazer sustentação oral nos tribunais ou se devem ter assento no mesmo nível de magistrados e membros do parquet, se não há subordinação entre eles.
Não fazendo o advogado sustentação oral ou sentando-se no mais humilde lugar das salas, o que deveria interessar é a garantia das corretas decisões sobre os casos em julgamento. A justiça.

 *Carlos Nina é advogado e jornalista

 

Ministros do STF desistem presencialmente de evento em Portugal semelhante ao de Nova York

Após a experiência desastrosa em Nova York, quando foram xingados por brasileiros indignados e por onde andaram, os ministros do STF Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso desistiram de participar presencialmente, em Lisboa, de evento também organizado pela empresa do político paulista João Doria, para discutir problemas brasileiros em um dos destinos turísticos mais apreciados por suas excelências. Os ministros avaliaram ser prudente participar por vídeo.

Risco descartado

O temor é que Barroso e Moraes fossem alvo de protestos em Lisboa, onde vivem milhares de brasileiros, grande parte deles bolsonaristas.

Medo do repeteco

O evento em Nova York, criticado por não contratar seguranças suficientes para os convidados, foi também organizado por João Doria.

Tão perto, tão longe

A ministra Simone Tebet (Planejamento) também declinou. Barroso e Moraes e vão participar da distante Brasília nesta sexta (3) e sábado (4).

Dantas presente

Conhecido pelo apego a viagens internacionais, o presidente do TCU, Bruno Dantas, nem sequer cogitou cancelar sua participação presencial.

Coluna do Claudio Humberto

 

Morre Glória Maria, uma das maiores repórteres do jornalismo brasileiro

A jornalista Glória Maria faleceu nesta quarta-feira (2). Ela estava internada desde o começo de janeiro para o tratamento de um câncer de pulmão, em metástase e acabou se espalhando pelo cérebro.

Glória Maria foi a primeira repórter a entrar ao vivo e, em cores, no Jornal Nacional. De 1998 a 2007, apresentou o Fantástico e, desde 2010, integrava a equipe do Globo Repórter.

Ela deixa duas filhas: Laura e Maria.

Em nota, a Globo divulgou a triste notícia da partida deste ícone da TV e do jornalismo.

“É com muita tristeza que anunciamos a morte de nossa colega, a jornalista Glória Maria. Em 2019, Glória foi diagnosticada com um câncer de pulmão, tratado com sucesso com imunoterapia. Sofreu metástase no cérebro, tratada em cirurgia, também com êxito inicialmente”, prossegue o texto.

Em meados do ano passado, Glória Maria começou uma nova fase do tratamento para combater novas metástases cerebrais que, infelizmente, deixou de fazer efeito nos últimos dias, e Glória morreu esta manhã, no Hospital Copa Star, na Zona Sul do Rio.”

Jornal da Cidade Online

Mulher do ‘juiz da Lava Jato’, Rosangela Moro tomou posse na Câmara

‘Vou lutar contra a impunidade, a injustiça e combate a corrupção, bandeira que não abro mão’ disse a deputada

Eleita deputada federal por São Paulo com 217.170 votos, Rosangela Moro tomou posse na manhã desta quarta-feira (1º), na Câmara dos Deputados, em Brasília. Junto com a advogada, outros 512 deputados federais, eleitos em outubro do ano passado, assumiram oficialmente suas vagas em sessão que teve início às 10h, no Plenário Ulysses Guimarães.

Esposa do senador e ex-juiz da Lava Jato Sergio Moro, Rosangela também defende o empoderamento da mulher e há anos luta por causas em prol de PCDs e raros. Na Câmara, já declarou que vai trabalhar para melhorar a vida das pessoas e colocar freios, vetando modificações que enfraqueçam o combate à corrupção ou que não colaborem com as necessidades das pessoas.

“Hoje é um dia especial e que, oficialmente, dou início a um projeto para ajudar a melhorar a vida da população de São Paulo. Sou advogada, atuei desde 2009 no terceiro setor e isso foi uma escola para entender as feridas da área da saúde, educação e assistência social. Essa experiência, somada a situação atual do país, me aproximou da política pública e vou lutar também contra a impunidade, a injustiça e o combate a corrupção, bandeira que não abro mão”, afirmou Rosangela.

Os 513 deputados federais seguem agenda nesta quarta-feira e às 14h acontece a reunião de líderes para a escolha dos cargos da Mesa. Na sequência, às 15h30, encerra-se o prazo para o registro das candidaturas e acontece o sorteio da ordem dos candidatos na urna eletrônica. Por fim, às 16h30, inicia-se a sessão destinada à eleição da Mesa. E amanhã (02), às 15h, acontece a sessão solene para inaugurar os trabalhos legislativos.

Diário do Poder

 

Governador Eduardo Leite compara Lula a Dilma e questiona perfil de Haddad

Presidente do PSDB e governador do RS, Eduardo Leite diz que governo Lula traz incertezas e o compara à gestão de Dilma Rousseff

O governador do Rio Grande do Sul e presidente do PSDB, Eduardo Leite, afirmou na tarde desta quarta-feira (1/2) que o começo de governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem trazendo incertezas que geram apreensões de que os rumos da economia podem adotar o caminho da recessão observada no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), que registrou recessão em 2015 e 2016.

Leite também questionou o histórico do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com relação à atuação econômica, o que reforçaria, na opinião dele, essas incertezas.

“As incertezas sobre quais serão os rumos da política fiscal desse governo geram apreensão e retraem investimentos no país”, disse o governador. “Lula será Lula 1, Lula 2 ou será Dilma? Há sinais de que o novo governo se assemelhe mais ao que foi o governo Dilma, no qual o Brasil encolheu, um governo que levou o país à maior recessão de sua história”, afirmou.

Mais sobre o assunto

O governador do Rio Grande do Sul também defendeu que Lula tome a dianteira das articulações para aprovação da reforma tributária e disse que, se essas negociações forem feitas pelo segundo escalão do governo, ele acredita que haverá dificuldades na aprovação.

As falas ocorreram para um grupo de convidados do banco de investimentos Credit Suisse, que realizou um evento em um hotel da zona sul de São Paulo.

Sobre Haddad, o governador gaúcho disse que o respeitava e que via “boas intenções” no ex-prefeito da capital, mas que lhe faltava experiência para passar confiança ao mercado.

“Eu respeito o ministro Haddad, acho um acadêmico e um político com boas intenções. Mas não há um retrospecto que nos permita analisar, que a gente saiba como ele pensa”, afirmou.

Fonte: R7

Do mesmo grupo, Ambev pode estar com rombo bilionário superior ao das Lojas Americanas

Segundo associação do ramo de cervejarias, dívidas chegam a R$ 30 bilhões

A cervejeira Ambev, que pertence ao mesmo trio de empresários donos da Americanas, pode estar com dívidas bilionárias parecidas com as da varejista. O rombo estimado é de R$ 30 bilhões.

A informação é da Associação Brasileira da Indústria da Cerveja (CervBrasil) e foi divulgada nesta quarta-feira (1º) pela Veja. Segundo o órgão, que representa cervejarias menores, a Ambev tem dívidas com impostos federais, estaduais e municipais.

O diretor-geral da CervBrasil, Paulo Petroni, diz que:

  • Relatórios de fiscalização da Receita Federal mostram “bilhões e bilhões de ilícitos tributários cometidos pelos fabricantes de concentrados de refrigerantes na Zona Franca de Manaus”;
  • Esses documentos são desde, pelo menos, 2017;

Conforme apurado pela Veja, no entanto, os balanços da Ambev não registram essa quantia cobrada pela Receita Federal.

Descoberta. A suposta dívida da empresa foi descoberta por meio de um estudo da consultoria AC Lacerda, contratada pela CervBrasil. A Associação acusa a Ambev de inflacionar os preços dos componentes usados na produção de refrigerantes, passíveis de isenção e geração de créditos fiscais na Zona Franca de Manaus. Dessa forma, a empresa estaria acumulando mais créditos tributários do que teria direito, lucrando mais.

Rombo na Americanas. A Ambev pertence à AB-INBev, cujos acionistas – Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira – são sócios da 3G Capital, controladora das Americanas. Recentemente, a varejista se viu em meio a uma crise que fez com que suas ações despencassem na Bolsa e tivesse que recorrer à ajuda da Justiça. Isso porque, em 11 de janeiro, informou ter encontrado “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões nos balanços de 2022 e de anos anteriores. O problema ocorreu com uma operação comum no varejo, chamada de “risco sacado”.

Nesse tipo de operação:

  • A companhia pega financiamento com um banco para compra de material de fornecedores;
  • O banco antecipa os recursos para o fornecedor;
  • Em seguida, a varejista quita a dívida com a instituição financeira e paga juros pelo prazo do empréstimo.

O problema é que isso não foi devidamente reportado no balanço. O erro pode aumentar o grau de endividamento da companhia e dá margem, de acordo com cláusulas

contratuais, à cobrança antecipada de dívidas.

Yahoo Notícias

 

A ultrajante vitória da política do “toma lá, dá cá” no senado

O embate entre Rogério Marinho e Rodrigo Pacheco parecia que seria disputado voto a voto. No entanto, o governo Lula entrou em campo com o “toma lá, dá cá” e a velha política venceu a batalha com negociatas de votos por cargos e outros interesses, numa demonstração vergonhosa de que a corrupção continua bem acesa.

Ao final, o placar ficou em 49 a 32 votos favoráveis a Pacheco, contra Marinho. A boa notícia do dia, é que a nova direita formou uma bancada renovada e este é o principal legado de Bolsonaro.

Os parlamentares conservadores não deixarão este governo ter vida fácil, com a observância quanto as questões, em que o senado tem o dever e a responsabilidade de posicionar diante dos vergonhosos engavetamentos de pedidos de impeachment de ministros do STF e mais recente do presidente da república.

Emílio Kerber Filho

Escritor. Jornalista. Autor dos livros “O Mito – Os bastidores do Alvorada”, “O Mito II – O inimigo agora é outro” e “O Mito III – Temos um presidente motoqueiro”.

 

Com o forte apoio do Palácio do Planalto, Rodrigo Pacheco é reeleito presidente do Senado

O placar final foi de 49 votos contra 32 para Marinho, o que chegou a causar uma certa frustração aos apoiadores que apostam em uma diferença bem maior, principalmente que na véspera foram oferecidos cargos do segundo escalão no governo em troca de votos.

Confirmando a lógica do favoritismo diante do apoio do Palácio do Planalto e até de muitos outros interessados e influentes que se desenhava de véspera, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) foi reeleito como presidente do Senado Federal, derrotando Rogério Marinho (PL). O placar final foi de 49 votos contra 32 para Marinho, chegando a causar uma certa frustração entre os apoiadores que apostavam em uma diferença bem superior. O resultado mostrou que a oposição ganhou força no senado.

O resultado representa uma vitória para o governo de Lula (PT) e, ao mesmo tempo, dá um freio na polarização com a base aliada do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso. Pacheco permanecerá no cargo pelos próximos 2 anos.

A eleição para definir começou por volta das 16h desta quarta-feira (1º) e terminou cerca de 2 horas depois, com a leitura do resultado. O senador Eduardo Girão (Podemos) chegou a lançar sua candidatura, mas a retirou minutos antes da votação e decidiu apoiar o nome de Marinho.

Embora Pacheco, que contava com o apoio da base de Lula e dos partidos de centro, acumulasse mais sinalizações de votos, Marinho viu seu apoio crescer por conta das infidelidades dentro dos partidos. Além do PSD, Pacheco recebeu o apoio formal do MDB, do PT, do PSB, do PDT e da Rede. Já o bolsonarista Rogério Marinho formou um bloco com PL, PP e Republicanos. Conquistou ainda o voto de integrantes do PSDB.

Yahoo Notícias

 

83,5% dos jovens não ingressam no mercado de trabalho por mau português

Segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) de 2018, no Brasil, três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos são considerados analfabetos funcionais, o que representa 38 milhões de pessoas que não conseguem interpretar textos simples, como bilhetes, notícias, gráficos, mapas, anúncios.

O sistema de ciclos, ou progressão continuada, tem sido tema constante de discussões desde o início dos anos 1980 e, na década seguinte, foi implantado em diversos estados e municípios brasileiros, e divide opiniões até hoje. Apesar de não ser exatamente um mecanismo de “aprovação automática”, os alunos, de fato, não repetem de ano como no sistema de séries e podem ser reprovados apenas depois de um ciclo completo de aprendizado, que pode levar de três a cinco anos.

Ou seja, a maior diferença está no tempo de avaliação do aprendizado, pois, enquanto o sistema de séries promovia ou reprovava os estudantes no fim de cada ano, o sistema de ciclos só pode reprovar ao fim de um ciclo. No caso do ensino fundamental, os ciclos vão do 1º ao 3º ano, do 4º ao 6º e do 7º ao 9º. Teoricamente, o aluno que passa para o ano seguinte sem ter assimilado o conteúdo do ano anterior deve ter aulas de reforço para não atrasar o processo de aprendizado. Mas, infelizmente, muitas vezes a medida só fica na teoria.

Dados do Censo Escolar mostram que mais de 92% dos alunos não são reprovados entre o 1º e o 5º ano, o que significa que uma criança entre 10 e 11 anos pode não saber nem sequer ler e escrever. Para muitos, a ideia dos ciclos não é piorar a qualidade do ensino; porém, na prática, é o que temos visto tanto nos resultados de exames como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) quanto na dificuldade de entrada no mercado de trabalho.

De acordo com um levantamento feito em 2022 pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube), 83,5% dos jovens não conseguem ingressar no mercado de trabalho por apresentar “conhecimento gramatical insuficiente”. O estudo considerou o desempenho de 59.776 concorrentes, dos quais apenas 16,5%, cerca de 9.845, passaram adiante nos processos de recrutamento e seleção. Praticamente 50 mil candidatos foram desqualificados nas primeiras fases de avaliação por não apresentar um nível de português adequado.

Mas, independentemente das discussões acadêmicas, os resultados práticos não parecem nada promissores e, no meio do fogo cruzado, são os próprios jovens, principalmente os oriundos de escolas públicas, que acabam sentindo na pele os prejuízos que a falta de conhecimento traz.

Patrícia Lages – R7