Petista histórico do Maranhão critica candidatura do PT movida pelo ódio

Luiz Eduardo Braga expõe a crise política e estratégica no PT-MA.

O petista histórico Luiz Eduardo Braga, presidente do PT de Chapadinha (MA), fez duras críticas à insistência de setores do partido na pré-candidatura de Felipe Camarão ao governo do Maranhão. “Não é lançar candidatura própria. É lançar uma candidatura cuja única pauta é odiar Brandão”, referindo-se ao atual governador do Estado, que comanda uma das gestões mais bem avaliadas dos últimos tempos. Luiz Eduardo Braga disse que a candidatura petista teria como principal eixo político o sentimento de raiva contra o governador Carlos Brandão – “até de gente que não está mais na política”, o que foi interpretado nos meios políticos como uma referência ao distanciamento político entre o governador e o ministro do STF Flávio Dino.

Um rompimento que, segundo aliados do próprio grupo governista, foi impulsionado por um pequeno núcleo formado por cinco pessoas que se autodenominam “dinistas”, grupo que buscavam manter os mesmos espaços institucionais e estruturas de poder ocupados durante o período em que Flávio Dino governou o Maranhão.

A declaração de Luiz Eduardo Braga expõe uma crise política e estratégica dentro do PT maranhense. Ele classifica a candidatura própria como uma “aventura” e afirma que o partido corre o risco de abrir mão de eleger deputados estaduais e federais competitivos por causa de um projeto que hoje aparece sem densidade eleitoral consolidada. Mais que isso, ele acusa setores do partido de apostarem numa “terra arrasada” para reorganizar o PT após as eleições.

O dirigente também rebate diretamente o argumento levantado pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, sobre “oligarquias” como impeditivo para apoio a Orleans Brandão. E faz uma pergunta que ecoa nos bastidores: “Só no Maranhão existe esse debate?” Ao citar alianças do próprio PT com grupos políticos tradicionais no Pará, Alagoas, Pernambuco e Paraíba, Luiz Eduardo Braga aponta contradição no discurso adotado no Maranhão.

Diário do Poder

 

Além de Neymar, Ancelotti surpreende com outras convocações à seleção brasileira

O técnico Carlo Ancelotti divulgou no início da noite desta segunda-feira a lista oficial dos 26 jogadores convocados para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. A principal novidade foi a confirmação do retorno de Neymar, que disputará seu quarto Mundial com a camisa do Brasil após voltar a ser chamado pela equipe nacional sob o comando do treinador italiano. Porém, a convocação trouxe outro nome inesperado na lista: o goleiro Weverton, do Grêmio – que recebeu sua primeira oportunidade com Ancelotti justamente na lista final para o Mundial.

Confira a lista completa dos convocados da Seleção Brasileira:

Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio).

Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma).

Meio-campistas: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo).

Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr. (Real Madrid).

Jornal da Cidade Online

 

Flávio Dino diz que funcionária de companhia aérea quis “matá-lo”: Sem mais revelações

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou ter sido alvo de uma manifestação considerada grave por parte de uma funcionária de companhia aérea após ela visualizar seu nome em um cartão de embarque. O relato foi publicado nas redes sociais do magistrado. Segundo Dino, a funcionária inicialmente teria comentado com um agente da polícia judicial que gostaria de xingá-lo. Em seguida, porém, teria alterado a fala e afirmado que seria “melhor MATAR do que xingar”.

“Uma funcionária de uma empresa aérea, ao olhar um cartão de embarque com meu nome, manifestou a um agente de polícia judicial a vontade de me xingar. Em seguida se ‘corrigiu’: disse que seria melhor MATAR do que xingar. 

Como não a conheço, nem ela me conhece, é claro que tais manifestações derivam de minha atuação no STF”, escreveu o ministro.

Flávio Dino afirmou que não pretende expor a identidade da funcionária nem da empresa envolvida.

“Imaginemos que outros funcionários, da mesma ou outra empresa aérea, sejam contaminados com idêntico ódio. Isso pode significar até riscos para segurança de aeroportos e de voos e, por conseguinte, de outros passageiros”, afirmou.

“Um cliente corre o risco de, por exemplo, ser envenenado?”, questionou o ministro em sua publicação.

“O pedido que faço às empresas em geral, mas especialmente àquelas que lidam com o público, é que façam campanhas internas de EDUCAÇÃO CÍVICA para que todos possam conviver em PAZ, especialmente neste ano eleitoral, em que muitos sentimentos se acirram”, declarou.

“Pode ter sido um ‘caso isolado’. Porém, com o andar do calendário eleitoral, pode não ser. Então, é melhor prevenir”, concluiu Dino.

Jornal da Cidade Online

O melancólico fim dos desnecessários

*Por Carlos Sampaio

“Duas   coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, em relação ao universo, ainda não tenho certeza absoluta”. (Albert Einstein).

Lula se recusa a ir embora. Ele acredita que é um enviado dos céus. Não passa de um comedor de ratos oriundo de Garanhuns ao qual os “companheiros” comunas do sindicato e os “intelectuais gramscianos” que fundaram o PT   gravaram em sua cabeça quadrada que ele veio salvar o Brasil; que ele é o novo messias nascido na favela; que é o “Redentor” dos operários. Não possuía e nem possui formação intelectual para tal empreitada. Mas, como todo semianalfabeto, sua capacidade de análise é rasa, e ele, convenientemente, se deixou acreditar por essa mentira. Assim ele se convenceu de que pode tudo. Manipulado pelos intelectuais de esquerda, ele sempre acredita que está por cima da carne-seca. Imagina ser o homem mais inteligente do mundo e discursa todos os dias vomitando besteiras que fazem corar de vergonha até aqueles que não possuem vergonha nenhuma. Acusado de crimes e mais crimes pelos quais nunca respondeu, a única vez em que foi condenado, foi logo descondenado.

Seus malfeitos sãos sempre para defender a soberania nacional contra os que querem entregar o Brasil, não se sabe para quem. Seus asseclas criaram o medo para melhor governar. Dessa forma fez conluio com o judiciário, com Deputados e Senadores. Os três poderes ao invés de governarem para tirar o país da miséria, trataram de criar medidas que os beneficiassem. Assim nasceu a ditadura do judiciário.

Toda ditadura termina com seus autores afirmando que estão sendo injustiçados. Seus vários tipos, sejam as militares, partidárias, revolucionárias, monárquicas ou teocrática, como a iraniana que também está se esfarelando, seus responsáveis se camuflam e ficam miando atrás das portas quando tudo está desmoronando. É o que acontece hoje na Terra dos Papagaios.

Parece que os tolos brasileiros se cansaram. Vinte e dois anos depois de serem emprenhados pelos ouvidos, de andarem com a barriga cheia de vento, grávidos, imaginando que estavam repletos de picanha e cerveja, que agora suas vidas mudariam, cheios de uma felicidade inexistente, diagnosticaram que o balão murchou. Os votantes alienados conseguiram se libertar, se desfizeram das amarras que os prendiam e os chefões petistas estão com medo de perder a mamata. Perder o controle dos governadores. Perder o controle dos estados, dos senadores, dos deputados federais e estaduais. É uma situação que beira ao desespero.

E o “Império” criado por Lula associado ao STF faz água por todos os lados. O barco dos corruptos naufraga vertiginosamente. Desesperados eles partem para o ataque: adversários são mais uma vez perseguidos, escândalos são requentados, medos imaginários são divulgados dia e noite e os feitos inexistentes do governo beneficiando a nação são repetidos interminavelmente no rádio, na internet, na televisão. A propaganda é contínua. O país está quebrado, mas os gastos não param. A Lula e seus comandados petistas não interessa se o país quebrar, interessa apenas manter o poder.

O caos está instalado na Terra dos Papagaios, mas os intelectuais petistas, Lula e o STF, divulgam que a nação precisa deles. Eles são necessários. A ditadura atual é a única salvação, de tal maneira que Toffoli tonitruou durante a abertura da XVI Conferência Ibero-Americana de Justiça Constitucional, evento que ocorreu em Brasília, nesta quarta, na sede do STF:

– “As Cortes constitucionais estão dando efetividade à manutenção dos direitos das pessoas e especialmente dos direitos dos mais pobres”.

Ele também afirmou que a lei existe para defender as pessoas de baixa renda. Que a legislação atua para garantir a liberdade, a igualdade e a solidariedade dos cidadãos que mais precisam. É isso mesmo que você leu: os milionários ministros do STF agora estão defendendo os mais pobres. São os “protetores sociais”. E disse mais o nosso super-herói de meia-tigela, que voou graciosamente rumo ao Tayayá Aqua Resort, onde tinha ligações societárias junto com seus irmãos. O local abriga um cassino clandestino (com máquinas de videoloteria e mesas de pôquer). Além disso, registros indicam que Toffoli passou cerca de 168 dias hospedado no complexo desde o final de 2022. Certamente o ministro estava trabalhando pelos mais pobres.

O “recatado” Tayayá Aqua Resort fica às margens da represa de Chavantes (região de Angra Doce), no norte do Paraná. É um complexo focado em esportes náuticos, contando com marina, mais de 5.000 metros quadrados de piscinas climatizadas, toboágua, praia artificial e restaurantes. O local funciona também como um condomínio de casas de alto padrão (com cotas avaliadas em até 750 mil e apartamentos. As diárias no resort variam de R$ 1.300 a mais de R$ 2.700 reais, dependendo da época do ano e do pacote. É neste humilde lugar que Toffoli cuida dos setores mais miseráveis do país. E ele continuou:

– “O nosso compromisso é dar efetividade ao texto da Constituição para que ele não seja aquilo que Lassalle dizia: que não passava de uma folha de papel”.

Até onde vai o limite do cinismo? Toffoli, Moraes, Gilmar e seus coleguinhas não se cansam de rasgar a Constituição da Terra dos Papagaios e criar leis e mais leis convenientes àquilo que lhes interessam. Indignados alguns senadores que ainda possuem um pouco de discernimento entre o certo e o errado protocolaram 104 pedidos de impeachment contra os ministros-deuses. Alcolumbre, o chefão do senado, está sentado sobre eles.  É a prova mais clara da união executivo, judiciário, legislativo, isto é, eu te protejo e tu me proteges.

Alexandre de Moraes – 51 pedidos de impeachment.

Gilmar Mendes – 14 pedidos de impeachment.

Cármen Lúcia – 07 pedidos de impeachment.

Dias Toffoli – 12 pedidos de impeachment.

Luiz Fux – 02 pedidos de impeachment.

Luiz Edson Fachin – 05 pedidos de impeachment.

Kassio Nunes Marques – 01 pedidos de impeachment.

André Luiz de Almeida Mendonça – 01 pedidos de impeachment.

Cristiano Zanin – 03 pedidos de impeachment.

Flávio Dino – 08 pedidos de impeachment.

As informações são do site Poder360. E eu pergunto, junto com você que me lê neste momento: – Por que nunca são julgados os processos dos Ministros? Se existem processos é porque existem supostos crimes. Mas qualquer processo contra os que criticam os ministros é imediatamente julgado e as penas são máximas!

Lula, senadores e deputados, bem como os ministros-deuses, que criaram a ditadura do judiciário foram descobertos pelo povo como farsantes. Tentam, de todas as maneiras, convencer as massas de que tudo o que fizeram foi para o bem da Terra dos Papagaios. O que ou quem pode salvá-los? A covardia dos que vão escolher os novos dirigentes. Apenas isso pode salvá-los.

Eles gritam, esperneiam, ameaçam, punem, desafiam, mas tudo isso soa apenas como bravata. Se não houver temor por parte dos votantes nas eleições que se aproximam, o fim melancólico da ditadura do judiciário estará consumado.

Se ao contrário desse fim melancólico, o povo do Brasil se acovardar e escolher continuar com toda esta vergonha, louvará aos que lhes oprime, aos que lhes põem laços no pescoço, ou melhor dizendo, o povo envernizará asa de barata e continuará tão perdido quanto filho de prostituta no Dia dos Pais. Traçará um destino inglório ao país, envergonhará os descendentes e mostrará ao mundo uma visão míope de democracia.

Carlos Sampaio

Professor. Pós-graduação em “Língua Portuguesa com Ênfase em Produção Textual”. Universidade Federal do Amazonas (UFAM)

 

Deputado do PT lidera gastança da cota de gabinete da Câmara

É do deputado Carlos Veras (PT-PE) o título de gabinete que mais torrou dinheiro do pagador de impostos este ano, até agora. Levantamento feito pela coluna, considerando dados da Câmara dos Deputados com registro de gastos com a cota parlamentar, aponta que o petista já queimou R$260.130,54. Em ano eleitoral, a maior despesa do parlamentar foi com “Divulgação da atividade parlamentar”, lá se foram R$78.912,80. Com aluguel de carrões, outra pequena fortuna, R$$60 mil por nossa conta.

A banca do distinto

O irmão de Veras controla a Contag, entidade acusada na CPMI do INSS de haver subtraído R$3,4 bilhões de aposentados sem autorização.

Bico desregulado

A “manutenção do escritório” do deputado, que custou R$42.753,40, beirou o que foi gasto com combustíveis por Veras, R$40.454,87.

Segue a lista

Uns trocados atrás, o ranking segue com Zé Adriano (PP-AC), que gastou R$260.119,08. Só com propaganda do mandato, R$126,7 mil.

Gastam sem dó

Entre as lideranças partidárias, o PT também aparece esbanjando. É a que mais gastou, mais de R$112 mil entre janeiro e meados de maio.

Diário

Luto no futebol brasileiro: Parada cardíaca mata Geovani, ídolo do Vasco e da Seleção Brasileira

O futebol brasileiro amanheceu de luto nesta segunda-feira (18), com a morte de Geovani Silva, um dos nomes mais talentosos da história do Vasco da Gama. Ex-meia de técnica refinada e personalidade marcante dentro de campo, ele morreu aos 62 anos após enfrentar uma série de complicações de saúde nos últimos meses.

Conhecido carinhosamente como “Pequeno Príncipe”, Geovani teve a morte confirmada pelo filho nas primeiras horas do dia. Desde o ano passado, o ex-jogador enfrentava um quadro clínico delicado, que logo se agravou após uma internação em Vitória. Em junho de 2025, ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias dentro do apartamento onde morava, em Vila Velha, no Espírito Santo, e então precisou ser levado para a Unidade de Terapia Intensiva.

A notícia logo mobilizou torcedores, ex-companheiros e clubes ligados à trajetória do ídolo capixaba. Afinal, Geovani não apenas marcou época no Vasco, como também ajudou a escrever capítulos importantes do futebol nacional.

Natural do Espírito Santo, Geovani iniciou a carreira profissional ainda muito jovem. Aos 16 anos, já integrava o elenco principal da Desportiva Ferroviária. Em seguida, pouco depois, participou da conquista do Campeonato Capixaba de 1980, desempenho que chamou atenção do Vasco.

A transferência para o Rio de Janeiro aconteceu quando ele tinha apenas 18 anos. A partir dali, começou uma das trajetórias mais respeitadas da história cruzmaltina. Com habilidade acima da média, visão de jogo diferenciada e enorme capacidade de decisão, o meia virou referência em São Januário e ganhou o apelido de “Príncipe da Colina”.

Durante as décadas de 1980 e 1990, Geovani participou de campanhas memoráveis e conquistou cinco títulos estaduais pelo clube carioca. Até hoje, muitos torcedores o colocam entre os maiores jogadores que já vestiram a camisa vascaína.

Além da história construída no Brasil, Geovani também levou seu futebol para o exterior. O ex-meia atuou pelo Bologna, da Itália, pelo Karlsruher, da Alemanha, e ainda defendeu o Tigres, do México. Mesmo longe do país, manteve o estilo técnico que sempre o destacou nos gramados.

Na Seleção Brasileira, o talento apareceu cedo. Em 1983, conquistou o Mundial Sub-20 e o Sul-Americano Sub-19, torneios que consolidaram sua projeção internacional. Mais tarde, participou da campanha vitoriosa da Copa América de 1989, título importante da geração brasileira naquele período. Com a morte de Geovani, o futebol perde um jogador histórico, enquanto o Vasco se despede de um de seus símbolos mais queridos.

Jornal da Cidade Online

Viagens de autoridades em jatinhos da FAB chegam a 400, em 2026

Apenas entre janeiro e abril, autoridades do governo Lula (PT) realizaram 400 viagens nos jatinhos administrados pelo Grupo de Transporte Especial da Força Aérea Brasileira. Somente no mês passado, os folgados voaram 117 vezes nos jatinhos da FAB, recorde no ano até agora. Mesmo sem um único voo em abril, o ministro da Educação de Lula, Camilo Santana, é o recordista de voos em jatinhos em 2026: 52 viagens. E nem por isso consegue firmar reputação de competência.

Empate na prata

Este ano, Hugo Motta, presidente da Câmara, voou 43 vezes, mesmo número de viagens dos ministros do STF por conta dos impostos.

Abril nos ares

Quem mais viajou em abril foi Alexandre Padilha (Saúde), com 18 voos nos jatinhos da FAB. Mauro Vieira (Itamaraty), dez.

Por nossa conta

Cerca de 60 autoridades do governo têm autorização para pedir jatinhos; presidentes de Poderes, ministros de Estado e do STF e chefes militares.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula recebeu Daniel Vorcaro fora da agenda e o aconselhou a não vender banco Master ao BTG

Banqueiro foi levado a Lula por Mantega, a quem pagava R$1 milhão por mês “a pedido do Planalto”. Além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), alvo de ataques petistas após vazamento de seus áudios cobrando patrocínio de um filme sobre seu pai, também Lula (PT) tem muito a explicar sobre suas relações com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, a quem recebeu sigilosamente, fora da agenda, para uma longa reunião em 4 de dezembro de 2024, na qual aconselhou o banqueiro a não vender o Banco Master ao BTG Pactual, de André Esteves.

Depois do conselho que Vorcaro considerou animador, após haver exposto as dificuldades do seu banco, Lula ainda o tranquilizou sobre o futuro, garantindo que tudo mudaria para melhor com a posse de Gabriel Galípolo na presidência do Banco Central, dali a algumas semanas. Galípolo também participou ao menos, de parte dessa reunião, que foi agendada pelo petista Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda de Dilma Rousseff (PT) contratado pelo banqueiro “a pedido do Palácio do Planalto”, como já se divulgou. Esses detalhes da reunião secreta de Lula com Vorcaro foram mencionados neste domingo (17) em reportagem do Poder360. De acordo com o site, Lula aconselhou Vorcaro “a não vender o Banco Master por um valor simbólico para o BTG Pactual, de André Esteves”. E confirmou que o conselho foi dado pessoalmente por Lula a Vorcaro na reunião no Palácio do Planalto, em 4 de dezembro de 2024.

Também os jornalistas Fabio Serapião e Natália Portinari, do UOL, divulgaram neste domingo informações sobre o plano inicial cogitado por Vorcaro, com base em documento obtido pela Polícia Federal. De acordo com a publicação, o banqueiro pediu um conselho a Lula desta maneira: “O BTG, de André Esteves, quer comprar meu banco por R$ 1. Eu não quero confusão. Devo vender ou seguir no mercado? Nós queremos reduzir a concentração bancária do Brasil, presidente”.

Segundo o relato, Lula ouviu e respondeu “usando alguns palavrões para se referir ao então presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, cujo mandato terminaria alguns dias depois”. E que “houve críticas também direcionadas a André Esteves, chairman, sócio sênior e acionista controlador do BTG Pactual.” Esteves sempre foi próximo a Lula, o que custou caro ao banqueiro, que até chegou a ser preso na Operação Lava Jato. Na sequência, Lula aconselhou a Vorcaro para que seguir com seu banco, sem aceitar a proposta do BTG.

Vorcaro fez “gentilezas” ao governo Lula

Além da contratação de Guido Mantega como “consultor” (como em Brasília denminam os lobistas) por R$1 milhão mensais, Daniel Vorcaro fez outras gentilezas a Lula e a seus amigos e aliados, como contratar o escritório de advocacia do ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Outra “gentileza” de Vorcaro foi comprar participação majoritária da Biomm, fabricante de insulina de propriedade da família de Walfrido dos Mares Guia, ex-ministro e amigo pessoal de Lula. As dívidas milionárias do laboratório atormentavam Mares Guia e familiares até Vorcaro entrar no negócio.

Na nova composição acionária da Biomm, também já objeto de reportagem do Poder360, o fundo Cartago, de Vorcaro, é o maior acionista do laboratório, com 25,86%, enquanto a empresa Samos, de Mares Guia, tem apenas 8,24%. Todos os demais sócios são minoritários com participações de até 9,71% (Lab Fia). Ou seja, Vorcaro controla a empresa. A reinauguração da Biomm ocorreu em abril de 2024, quase oito meses antes da reunião secreta de Lula com Vorcaro, com a presença de Lula e comitiva de peso, como a então ministra da Saúde, Nísia Trindade, e Alexandre Padilha, que a substituiria no cargo. Na época, Padilha era ministro de Relações Institucionais. Na sequência, o laboratório ganharia um contrato lotérico com o Ministério da Saúde de mais de R$300 milhões.

A presença da comitiva presidencial deu peso significativo à inauguração, mas, curiosamente, Vorcaro não apareceu: ele preferiu estar em Londres para outro evento patrocinado pelo Banco Master. Naqueles dias, ocorreria também a degustação de uísque Macallan e charutos em um exclusivo clube londrino, com a presença de três ministros do Supremo Tribunal Federal, três ministros do Superior Tribunal de Justiça, ministros de Lula como Ricardo Lewandowsky, o procurador Geral da República e o diretor da Polícia Federal. Vorcaro também pagou a conta da degustação, equivalente a R$6,3 milhões.

Diário do Poder

A ideologia do medo

 

                                                                                                         *Percival Puggina

Há poucos dias, numa entrevista, indagado sobre o encerramento do inquérito dito “do fim do mundo” ou das “fake news”, o ministro Gilmar Mendes afirmou que esse inquérito “vai acabar quando terminar”. Salientou que a investigação segue necessária e “não deve ser encerrada antes do período eleitoral”, pois “o STF tem sido vilipendiado”.

A propósito, há que sublinhar, mais uma vez, que os membros de um poder não são a instituição a que pertencem. As pessoas dos ministros não são o Supremo, como as pessoas dos senadores não são o Senado. Não surpreende que tantos cidadãos não façam essa distinção se os próprios ministros, reiteradamente, incorrem no mesmo erro. E há que reconhecer, também, os dois fatores que dão causa às reações da sociedade. Refiro-me aos excessos que, para salvar a democracia, a tornaram irreconhecível e o silêncio que envolve seriíssimas ocorrências nas entranhas do poder.

Esquece-se, o ministro, de que o inquérito em questão é um concentrado de anomalias: foi instaurado de ofício; viola o sistema acusatório; desrespeita o juiz natural (o relator foi designado e não sorteado); seu objeto é indeterminado e tem servido para uma devassa genérica; não há como incluir a quase totalidade dos investigados num foro (o do STF) cuja natureza é especial por prerrogativa de função.

O leitor destas linhas, que não é bobo, deve ter percebido uma falácia lógica (um non sequitur) na afirmação reproduzida no primeiro parágrafo. O que têm a ver o encerramento de um inquérito e o período eleitoral com o fato de estar, o Supremo, sendo vilipendiado? Nada! A menos que a intenção seja usar o inquérito como instrumento no período eleitoral. Toda essa história é uma narrativa de tragédias pessoais, de pressões psicológicas, de críticas amordaçadas, de interdições, de mandados de busca e apreensão que, recolhendo telefones e computadores, equivalem, em tempos modernos, a mutilação dos investigados. O produto eficaz desse instrumento é a difusão do medo para obter, dos cidadãos, um silêncio de cemitério.

De fato, a violência sofrida por uns intimida os demais. Os danos sofridos por uns estendem seus efeitos para além das vítimas diretas, afetando a população civil e produzindo submissão. Muitos cientistas políticos, sem hesitar, classificariam como terrorismo de Estado a relação entre o instrumento – inquérito – e a finalidade descrita.

*Percival Puggina é arquiteto, escritor, titular do site Liberais e Conservadores (www.puggina.org),

 

Zema nega recuar contra ‘intocáveis’ do STF, após denúncia da PGR ao STJ

Ex-governador mineiro foi acusado de calúnia em vídeo que sugeriu corrupção de ministros no caso Master. O ex-governador mineiro, Romeu Zema (Novo), afirmou na noite desta sexta-feira (15) que não vai recuar um milímetro de suas paródias em vídeo contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao ser denunciado ao Superior Tribunal de  Justiça (STJ) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes.

O político de direita que pretende disputar a Presidência da República tem divulgado vídeos, desde março, com paródias sugerindo crimes de corrupção de ministros, tratados como “intocáveis” e ligados ao Banco Master, liquidado pela maior fraude financeira da história do Brasil.

“Os intocáveis não aceitam críticas. Os intocáveis não aceitam o humor. Os intocáveis não querem prestar contas de seus atos. Os intocáveis se julgam acima dos demais brasileiros. Não vou recuar um milímetro. Segue o jogo”, reagiu Zema, ao comentar a denúncia.

A denúncia é resultado da iniciativa do ministro Gilmar de pedir ao seu colega de Supremo, Alexandre de Moraes, para investigar Zema no interminável Inquérito das Fake News (Inq 4.781), que tramita há mais de sete anos. E o procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu pela denúncia com o argumento de que o ex-governador mineiro excedeu o limite da crítica, ao usar humor para atribuir ao ministro conduta criminosa, de corrupção passiva, e sugerir pedido de propina em razão da função jurisdicional.

“O denunciado não se limitou a formular crítica institucional, paródia política ou inconformismo com decisão judicial. Ao atribuir falsamente ao Ministro Gilmar Mendes a prática de corrupção passiva, fez incidir o tipo de calúnia, previsto no art. 138 do Código Penal, que pune a imputação falsa de fato definido como crime”, diz um trecho da denúncia.

 Diário do Poder