Proibição das bets por Lula empurrou R$ 28 bilhões para o mercado do crime organizado

Depois de 30 dias da medida de Lula, balanço aponta mais de 60 mil endereços suspeitos e favorece plenamente o crime organizado. A proibição das bets pelo governo Lula pode acabar movimentando outros R$ 28,1 bilhões por ano no mercado clandestino de apostas, de acordo com a projeção do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que calcula um possível crescimento de 101% na atividade ilegal após a Medida Provisória 1.394/2026, que inclusive atingiu em cheio os clubes do futebol brasileiro. A estimativa considera que 70% das apostas antes realizadas em plataformas autorizadas migrem para operadores clandestinos do crime organizado. Nesse cenário, a receita bruta anual do mercado ilegal, calculada em R$ 27,9 bilhões antes da proibição, chegaria a R$ 56 bilhões. Os números são uma simulação econômica do setor, não valores efetivamente movimentados desde setembro.

O monitoramento apresentado pelo instituto traz outro dado: 60.477 endereços suspeitos de oferecer apostas foram identificados até 27 de outubro. Em 34.134 deles, a ferramenta encontrou elementos como bônus, cadastro de usuários e pagamentos por Pix. Entre as páginas encontradas estão endereços que imitam nomes de operadoras conhecidas, com promessas de bônus de até R$ 5 mil.

O governo também tenta conter a oferta clandestina. Em outubro, o Ministério da Justiça informou ter identificado e encaminhado para bloqueio mais de 20 mil sites de apostas e publicidade irregulares. A disputa sobre os efeitos da proibição chega ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (3). O ministro Luiz Fux vai ouvir representantes do governo, das empresas de apostas, de clubes de futebol e de entidades ligadas à saúde e à defesa do consumidor.

Diário do Poder

 

Lula amplia cortes orçamentários nas Forças Armadas e Segurança Pública. O PCC e o CV agradecem

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) promoveu cortes de dotações orçamentárias que atingiram o Ministério da Defesa, as Forças Armadas e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). As medidas incluem a retirada de R$ 226,51 milhões destinados à área de Defesa e às Forças Armadas, além do bloqueio de outros R$ 119,26 milhões previstos para despesas com pessoal da corporação rodoviária. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última quarta-feira (28), dois dias após o segundo turno das eleições. Entre os setores afetados, a reserva de contingência do Ministério da Defesa teve a maior redução, com R$ 112,72 milhões  a menos. O Exército Brasileiro perdeu R$ 51,42 milhões em autorizações orçamentárias, enquanto a Força Aérea Brasileira (FAB) sofreu uma redução de R$ 32,56 milhões. Já a Marinha teve R$ 29,82 milhões retirados de sua previsão de despesas.

De acordo com o documento oficial, aproximadamente R$ 107,75 milhões do total cancelado estavam inicialmente destinados ao pagamento da remuneração de militares em atividade. O restante seria utilizado para cobrir despesas com servidores civis, além de compromissos relacionados a aposentadorias e pensões. Governo diz, que salários dos militares não serão afetados, mas não se pode acreditar com a proliferação das mentiras do Lula.

O cancelamento das dotações não representa, necessariamente, uma redução nos salários ou a retirada de benefícios financeiros dos integrantes das Forças Armadas. Segundo o governo federal, a medida atingiu as autorizações orçamentárias para determinadas despesas, sem estabelecer a suspensão de pagamentos que já estavam previstos. Na prática, a alteração reduz os recursos disponíveis no orçamento para determinadas finalidades, mas não significa que os militares deixarão automaticamente de receber suas remunerações ou vantagens.

Cortes também atingem subsídios de energia

Além das mudanças nos recursos destinados à Defesa e à segurança pública, o governo federal retirou R$ 621,1 milhões da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), mecanismo utilizado para financiar subsídios e políticas de apoio ao setor elétrico. A norma também determinou o bloqueio de R$ 119,26 milhões que estavam previstos para despesas com pessoal da Polícia Rodoviária Federal. Somadas as reduções relacionadas à Defesa, às Forças Armadas e à PRF, as medidas alcançam aproximadamente R$ 345,77 milhões em dotações orçamentárias. A decisão integra as alterações promovidas pelo Executivo na distribuição dos recursos federais.

Jornal da Cidade Online

O acordo que selará a derrota de Davi Alcolumbre, candidato à presidência do Senado, do Planalto e do STF

Senadores de oposição a Davi Alcolumbre (União-AP) na disputa pela Presidência do Senado começam a discutir um acordo para viabilizar uma candidatura única contra o atual presidente da Casa, reunindo Tereza Cristina (PP-MS) e Rogério Marinho (PL-RN) em um mesmo bloco. As informações são do site O Antagonista.

Os dois são pré-candidatos ao cargo, mas, por enquanto, nenhum pretende abrir mão da disputa. A divisão pode favorecer Alcolumbre, que busca a reeleição. Na semana passada, Tereza e Marinho se reuniram para tentar chegar a um acordo, mas não houve consenso. A expectativa é que os dois voltem a conversar na próxima semana. Uma das propostas em discussão prevê que, se Marinho disputar a Presidência do Senado, ele apoiará Tereza para o comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Caso Tereza seja a candidata ao comando da Casa, Marinho ficaria com o apoio dela para presidir o colegiado.

O arranjo tem precedente. Quando Rodrigo Pacheco (PSD-MG) disputou e venceu a eleição para a Presidência do Senado, em 2021, Alcolumbre foi escolhido para comandar a CCJ. A comissão é considerada a mais importante do Senado. Entre suas atribuições está a análise das indicações para o Supremo Tribunal Federal. Sem a aprovação da CCJ, as indicações de ministros do STF não avançam para votação no plenário.

Jornal da Cidade Online

 

A geração que envelheceu esperando um Brasil diferente e revoltada com a corrupção e roubalheira

Por Carlos Arouck

Existe um momento na vida em que a política deixa de provocar indignação e passa a provocar cansaço. Não porque as convicções tenham desaparecido, nem porque tenhamos desistido de defender aquilo em que acreditamos, mas porque chega a hora em que percebemos que o tempo corre muito mais depressa do que as mudanças pelas quais tanto lutamos.

Pertencemos a uma geração que acreditou no Brasil. Acreditamos que o país poderia encontrar seu caminho, superar suas contradições, fortalecer suas instituições e oferecer aos brasileiros um futuro diferente daquele que tantas vezes nos foi apresentado como inevitável.

Acompanhamos governos, crises, escândalos, promessas e sucessivas tentativas de reconstrução nacional. Votamos, protestamos, denunciamos, escrevemos e debatemos. Em cada eleição, renovamos a esperança de que as escolhas feitas nas urnas pudessem abrir um novo capítulo da nossa história.

Passamos praticamente todo o século XXI combatendo o que consideramos a degradação política e moral do Brasil. Vimos estruturas de poder se consolidarem para além da disputa eleitoral, alcançando a própria consciência de parte da sociedade. Mas o tempo passou e para muitos de nós, passou depressa demais.

Envelhecemos à espera de um país que nunca chegou. Essa talvez seja uma das constatações mais dolorosas de quem atravessou décadas acreditando que a próxima eleição, o próximo governo ou a próxima mudança política finalmente colocaria o Brasil no caminho desejado.

O problema já não é apenas o resultado de uma disputa eleitoral. É compreender que muitos brasileiros que votaram nestas eleições, defenderam suas convicções e depositaram suas esperanças nas urnas talvez não tenham tempo de vida suficiente para assistir ao país que desejavam construir. São homens e mulheres que chegaram à velhice sem ver realizadas as mudanças pelas quais lutaram durante boa parte da existência. Para eles, o futuro deixou de ser uma promessa distante. Tornou-se uma questão de tempo, e o tempo não espera.

Não foram apenas anos de espera. Foram anos que deixamos de viver plenamente, consumidos pela expectativa de uma transformação que parecia sempre próxima e que, a cada amanhecer, se afastava um pouco mais. Assistimos à consolidação de estruturas de poder, à repetição de práticas que julgávamos superadas e à sucessão de conflitos que alimentaram a descrença. Acreditamos que a verdade prevaleceria sobre a conveniência, que as instituições resistiriam às tentações do poder e que a democracia seria capaz de corrigir seus próprios desvios.

O tempo, juiz silencioso e implacável, não devolve os anos sacrificados. Há uma crueldade particular em perceber que dedicamos a melhor parte da existência a uma batalha sem o desfecho esperado.

Envelhecemos lutando. Enquanto lutávamos, a vida passou.

Nossos filhos cresceram, constituíram suas famílias e começaram a enfrentar os mesmos problemas que atravessaram nossa juventude. Queríamos entregar-lhes uma nação mais livre, mais justa, mais segura e com oportunidades.

Não imaginávamos que tantas das nossas preocupações continuariam presentes quando chegássemos à velhice. Hoje olhamos para os filhos e netos com a inquietação de quem teme deixar como herança aquilo que passou a vida tentando mudar.

Existe uma diferença entre perder uma eleição e sentir que uma geração inteira perdeu a oportunidade de ver concretizado o país pelo qual lutou. A alternância de poder faz parte da democracia. O que angustia é a sensação de que os problemas permanecem, as estruturas se reorganizam e as esperanças são novamente adiadas, enquanto os anos de quem espera não podem ser recuperados.

A reconstrução de uma nação exige décadas; a existência humana não admite prorrogações. Essa é a dimensão mais dolorosa da frustração: não apenas a possibilidade de não vermos o Brasil que sonhamos, mas a consciência de que talvez já não tenhamos a juventude, a disposição ou o tempo necessários para acompanhar sua reconstrução.

Ao longo dessa caminhada, aprendemos que nem sempre a razão vence, que nem sempre a verdade prevalece e que nem sempre as instituições correspondem à confiança que a sociedade deposita nelas. O mais preocupante é perceber que a disputa deixou de ser apenas entre projetos de governo. Passou a envolver a própria compreensão de democracia, liberdade, justiça e limites do poder. Quando uma sociedade começa a tratar como normal aquilo que antes considerava inaceitável, alguma coisa muito séria está acontecendo.

Há uma tragédia silenciosa em chegar ao entardecer da vida e descobrir que a pátria pela qual se lutou continua sendo uma promessa adiada. É uma espécie de exílio dentro da própria terra. Nós ainda tivemos o direito de sonhar com outro Brasil. Receio que nossos filhos e netos recebam um país no qual até o sonho tenha se tornado um luxo.

Talvez não tenhamos cometido outro erro senão acreditar que a história caminharia necessariamente em direção ao progresso. Mas a história não tem compromisso com nossas esperanças. Não sabemos se veremos a recuperação das instituições, o reencontro do país com seus valores ou a transformação que tantas vezes esperamos. Essa incerteza precisa ser encarada sem ilusões.

Ainda assim, não podemos confundir o esgotamento com a ausência de responsabilidade. Não temos o direito de exigir que nossos filhos pensem exatamente como nós, mas temos o dever de transmitir-lhes valores que não podem ser negociados: liberdade, honestidade, responsabilidade, respeito à lei e amor à pátria. O silêncio dos que conhecem os erros do passado pode se tornar a oportunidade daqueles que desejam repeti-los.

O Brasil não pertence a um partido, a um presidente, a um tribunal ou a qualquer grupo que se considere dono do poder. Pertence a todos os brasileiros, inclusive àqueles que ainda nem nasceram. Essa consciência precisa sobreviver às nossas derrotas, às nossas decepções e ao cansaço de uma geração.

Talvez o destino de muitos que votaram nestas eleições seja não conhecer o resultado das mudanças que sonharam. Talvez não estejam vivos quando o país finalmente encontrar o caminho que desejavam. É uma constatação difícil, mas real para quem já chegou à terceira idade e percebe que a vida não oferece o mesmo horizonte de possibilidades de décadas atrás.

O maior fracasso de uma geração não seria perder uma batalha política. Seria desistir de transmitir às próximas gerações as razões pelas quais vale a pena continuar lutando. Envelhecemos esperando um Brasil diferente. Talvez não sejamos nós a colher os frutos dessa espera. Mas que nossos filhos não precisem passar a vida inteira esperando aquilo que nós não conseguimos construir. Porque o Brasil não pode ser apenas o país das esperanças adiadas.

Carlos Arouck

Policial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas

 

Deltan Dallagnol acusa Lula de dar “calote” nos eleitores sobre maioridade penal

Senador eleito denuncia contradição entre promessa eleitoral de Lula e articulação do governo no Senado. O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo-PR), eleito senador pelo Paraná, acusou o presidente Lula (PT) de dar um “calote” nos eleitores ao defender a redução da maioridade penal durante a campanha e, agora, trabalhar para deixar a mudança fora da PEC da Segurança Pública. A proposta está prevista para votação no Senado nesta terça-feira (3).

“Lula dá mais um calote, um baita calote nos eleitores”, disparou Deltan, em vídeo publicado nas redes sociais.

A cobrança vem menos de três semanas depois de Lula declarar que era favorável à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, como homicídio e estupro. Agora, a prioridade do governo é aprovar a PEC da Segurança sem incluir a mudança, deixando a discussão para outra proposta.

“Se o Lula é a favor, por que o governo dele vai trabalhar contra o que os brasileiros querem?”, questionou Deltan.

O impasse envolve duas emendas. A do senador Rogério Marinho (PL-RN) propõe reduzir a maioridade penal para 16 anos em todos os crimes e para 14 anos nos hediondos. Já Camilo Santana (PT-CE) apresentou uma alternativa mais restrita, de 16 anos apenas para crimes hediondos, seguindo a posição defendida por Lula na campanha.

Mesmo com a iniciativa de Camilo, o governo quer deixar o tema fora da PEC. O argumento é que qualquer alteração obrigaria o texto a voltar para a Câmara dos Deputados, atrasando a conclusão da reforma da segurança pública.

Para Deltan, a estratégia dificulta a aprovação da redução. Isso porque uma nova PEC precisaria reunir pelo menos 308 votos na Câmara e 49 no Senado, em dois turnos em cada Casa.

“É assim que se derruba no painel o que se defende lá na televisão?”, criticou.

Deltan ainda contestou a justificativa apresentada pelo senador eleito Rui Costa (PT-BA), ex-ministro da Casa Civil, de que a prioridade seria aprovar a PEC para permitir a criação do Ministério da Segurança Pública. Segundo ele, Lula não precisaria esperar a mudança constitucional para propor a nova pasta.

Com a votação prevista para esta terça, o governo tenta garantir os votos necessários para aprovar a PEC sem alterar a maioridade penal. Já a oposição quer levar a mudança ao plenário. Para Deltan Dallagnol, deixar a proposta de fora significa adiar uma medida que o próprio presidente defendeu diante dos eleitores.

Diário do Poder

 

Justiça Italiana da nova lição de direito a Alexandre de Moraes e ao STF e nega extradição de Tagliaferro

A Terceira Seção Penal da Corte de Apelo de Catanzaro, na Itália, decidiu julgar improcedente o pedido de extradição formulado pelo Brasil contra o ex-assessor do TSE, Eduardo de Oliveira Tagliaferro. A sentença foi registrada em acórdão no último dia 22 de outubro pelos magistrados Antonio Giglio (presidente relator), Carlo Fontanazza e Maria Rosaria Di Girolamo.

Com a decisão, a Corte revogou a proibição de saída do país e determinou a devolução dos passaportes de Tagliaferro. O pedido de extradição era amparado no mandado de prisão preventiva expedido em 31 de julho de 2025 pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. Nas redes sociais, Tagliaferro comemorou e exaltou a justiça italiana

“Livre, aqui a justiça não é falha. Obrigado a todos os brasileiros e brasileiras que lutaram comigo nessa batalha, vocês são vitoriosos junto comigo!” A decisão representa mais uma vergonhosa derrota internacional ao ministro Alexandre de Moraes e muito mais para o STF.

Jornal da Cidade Online

 

Terminada a eleição, Ministério da Justiça de Lula censura “desenhos bíblicos” da Record

Quatro dias após o segundo turno, o Ministério da Justiça de “Lula” mudou a classificação do Record Kids – Desenhos Bíblicos: de livre para não recomendado para menores de 12 anos. Também recomendou que o programa seja exibido após as 20h na TV aberta. A decisão cita violência, atos criminosos, drogas lícitas e estigma ou preconceito. A medida provocou críticas, pois considera desproporcional aplicar essa classificação a desenhos bíblicos voltados às famílias.

A mudança consta de portaria publicada em 28 de outubro pela Coordenação-Geral de Políticas de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça – três dias após a reeleição do Lula, em segundo turno. Antes da alteração, a produção tinha classificação pretendida como livre. A classificação indicativa é atribuída pelo Ministério da Justiça com base em normas do próprio governo.

A decisão foi assinada pelo coordenador-geral de Políticas de Classificação Indicativa, com fundamento em dispositivos da Constituição, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na Portaria MJSP nº 1.048, de 15 de outubro de 2025. Os desenhos bíblicos eram normalmente exibidos pela TV Record no domingo pela manhã e faziam parte da grade religiosa do canal, sendo uma espécie de porta de entrada de evangelização para crianças e adolescentes. A atração narra os principais trechos da bíblia, principalmente os do novo testamento, como as parábolas abordadas por Jesus Cristo em suas principais pregações. O desenho também aborda a crucifixão de Cristo e sua ressureição.

Jornal da  Cidade Online

 

O povo as reprovou nas urnas ao Senado. Lula quer colocar duas no STF e TCU para ter mais controle das Cortes

Há coisas que só acontecem no Brasil Varonil, uma delas é a extraordinária capacidade que determinadas figuras públicas possuem de transformar derrotas eleitorais em oportunidades para ascender na hierarquia do poder, desde quando ao perder uma eleição, ganha uma indicação, não interessando se consegue convencer o eleitor, mas o PRESIDENTE da República.

A INDICAÇÃO de SIMONE TEBET para a SUPREMA CORTE BRASILEIRA abre espaço no tabuleiro eleitoral para FERNANDO HADDAD, que também enfrenta suas próprias dificuldades eleitorais, GLEISI HOFFMANN, outra figura de destaque do universo petista que também já foi lembrada para o cargo do STF e MARINA SILVA, que igualmente desembarcou na disputa paulista.

A propósito, será que Marina Silva também merece o cargo? Depois de tantos anos de protagonismo na defesa do MEIO AMBIENTE, com passagens pelo Ministério do mesmo nome e uma trajetória política construída em torno da preservação ambiental, será que talvez não esteja na hora de experimentar outros horizontes no MEIO JURÍDICO? Quem sabe, depois de tantas preocupações com a Amazônia, venha a se dedicar à preservação de outro ecossistema ameaçado, o da JUSTIÇA BRASILEIRA! O importante é não deixar o currículo esfriar e aqui chegamos ao ponto mais delicado da discussão.

O Supremo Tribunal Federal não é uma repartição destinada a acomodar políticos que perderam eleições, tampouco uma espécie de agência de recolocação profissional para integrantes de governos que precisam encontrar um novo destino.

A Constituição estabelece requisitos objetivos para a investidura no cargo: idade entre 35 e 70 anos, notável saber jurídico e reputação ilibada, a indicação é presidencial, depende de aprovação do Senado, portanto, Simone Tebet pode, em tese, preencher os requisitos constitucionais, sua formação jurídica e sua experiência na Comissão de Constituição e Justiça são elementos legítimos para discussão. Há, porém, uma diferença monumental entre preencher os requisitos legais e possuir o perfil institucional desejável para integrar a mais alta Corte do País tendo em vista que o STF não precisa de representantes de partidos, de aliados agradecidos, de companheiros de governo ou de personagens que necessitem de uma nova estação depois de uma viagem eleitoral malsucedida.

Precisa de magistrados com independência, equilíbrio, conhecimento jurídico profundo, coragem para contrariar até mesmo aqueles que os indicaram e essa última qualidade, convenhamos, deveria ser examinada com uma lupa bastante potente.

Jornal da Cidade Online

A imprensa golpista de todo Santo Dia: É assim que se constroem as ditaduras

*Por Marco Angeli Full

De manhã bem cedinho, o escriba oficial do Lulismo esta a postos, redigindo os releases que serão distribuídos para a imprensa amiga e comprada, contendo as ordens do dia. Pauta já decidida e confirmada anteriormente entre Luladasilva, sua equipe de micos amestrados no marketing da mentira, e o imperador supremo da justiça, Alexandre de Moraes. Os termos decididos, que serão repetidos e repetidos pelas globo, 247 e satélites, nestes dias, são:

‘Carta golpista’, que visa transformar um candidato óbvia e verdadeiramente perseguido – que tem o pai preso e mais um milhar de outros, como exemplo, que tiveram suas vidas alteradas ou destruída exatamente por uma falsa acusação de ‘golpismo’, destinada a eliminar de forma radical seus adversários – num criminoso fascista e antidemocrático.

‘Sem apresentar provas’ é outro termo importante, que repetido transforma exílio político – visto pelo mundo como tal – em ‘fuga covarde’. Quando afirma um – são só delírios da ‘extrema direita’, e que perseguição política da ditadura lulista é apenas uma invenção no país com o ‘estado de direito democrático’ garantido por indivíduos como Moraes, Zanin ou Gilmar, também ‘elimina’ as razões para os que – e são muitos, que tiveram que sair do Brasil para não serem neutralizados ou presos.

Todos os dias, o escriba cumpre sua função com dedicação. É pago para isso. A imprensa estatal, produtora vil de fatos ‘sob encomenda’, também realiza com afinco seu papel, recebidos os releases do dia. Transformar a mentira em verdade, o preto no branco, é sua função. E assim segue o país, patinando todo santo dia na gosma repulsiva da desinformação ou ficção patética produzida por essa imprensalha.

Que também é paga para isso. É assim – coisa antiga – que se constroem as ditaduras

Marco Angeli Full

Artista plástico, publicitário e diretor de criação

 

Situação piora: 84,2 milhões de brasileiros acumulam dívidas de quase R$600 bilhões

                -Bancos e cartões de crédito lideram o endividamento: 27,16% do total. O número de pessoas com o nome negativado no Brasil chegou a 84,2 milhões em setembro, o maior nível já registrado na série histórica da Serasa, segundo o Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas divulgado nesta segunda-feira (2). Em agosto, o contingente era de 83,9 milhões.
-Desde 2020, a inadimplência avançou 34,17%. Na comparação anual (setembro de 2025 a setembro de 2026), o crescimento foi de 6%. O volume total das dívidas com o sistema financeiro nacional somou R$ 597,4 bilhões, alta de 0,90% em relação ao mês anterior. A dívida média por pessoa ficou em R$ 7.093,83 — o equivalente a cerca de 4,4 salários mínimos (R$ 1.621).
-Bancos e cartões de crédito continuam liderando a composição das dívidas, com 27,16% do total. Uma mudança inédita no ranking foi a ascensão das financeiras ao segundo lugar (20,66%), ultrapassando pela primeira vez as contas básicas de luz, água e gás, que agora ocupam a terceira posição (20,32%). No perfil dos endividados, as mulheres representam 50,5% do total e os homens, 49,5%. Por faixa etária, o maior grupo está entre 41 e 60 anos (35,7%), seguido de 26 a 40 anos (33,2%), acima de 60 anos (20,1%) e jovens de 18 a 25 anos (11%).
-Diante do cenário, a Serasa inicia nesta terça-feira (3) o Feirão Limpa Nome, que vai até 6 de dezembro. A ação conta com 3,3 mil empresas parceiras e mais de 750 milhões de ofertas de renegociação — volume 14% superior ao do mesmo período do ano passado. Há descontos de até 99% e, em dívidas elegíveis, a possibilidade de limpar o nome na hora após o pagamento via Pix. A negociação online funciona todos os dias, inclusive fins de semana e feriados.
-Os canais oficiais são o site e o aplicativo da Serasa, o WhatsApp (11) 99575-2096 e mais de 7 mil agências dos Correios (sem cobrança de taxa até o fim do feirão). Basta apresentar documento oficial com foto para atendimento presencial. Na última edição, foram fechados mais de 10,2 milhões de acordos no país.
– ‘Os mutirões de renegociação de dívidas são cada vez mais importantes: ajudam a conter esse avanço e, junto com ações de educação financeira, a evitar que as pessoas voltem a ficar inadimplentes’ , afirmou Aline Maciel, do Serasa.

Diário do Poder