Fúria de Lula em SC: “Eu quero ganhar para manter Bolsonaro na cadeia.” Confissão e ‘tapetão’ contra Deltan

Sábado, 19 de setembro, Florianópolis. Ônibus chegaram para encher a praça do comício de Lula, mas, segundo Giovani Cherini, quem roubou a cena foi uma faixa com a palavra “Ladrão” numa passarela. Foi na passagem por Santa Catarina que o presidente disse a frase que Jorge Seif Junior transcreveu em caixa alta no domingo (20/9): “EU QUERO GANHAR PARA MANTER ELE NA CADEIA.” Ele, no caso, é Jair Bolsonaro. No mesmo sábado (19/9), o estado recebia Flávio Bolsonaro em Joinville e em Chapecó. Dois palanques, um estado, e um presidente pedindo votos para manter um homem preso.

Lula comentava, segundo Seif, a intenção declarada de Flávio de buscar anistia para os condenados do 8 de janeiro. Flávio respondeu no mesmo sábado (19/9) chamando a fala de confissão de que o pai é um preso político: “O próprio futuro ex-presidente do Brasil afirmando que interfere no Judiciário. O governo da vingança, do rancor e do ódio tá acabando.” Prender e soltar é tarefa de juiz, diz a Constituição. Lula acabou de dizer que é dele.

Não bastou. Ainda em Santa Catarina, o presidente cobrou o agro que recebe recursos do governo e vota na oposição; segundo Seif, “quem recebe deveria até ‘se ajoelhar’”. Tereza Cristina respondeu no domingo (20/9): “Os brasileiros de fé se ajoelham sim, mas diante de Deus.” Carol De Toni: “Produtor não tem que se ajoelhar para político nenhum.” Janja completou a visita classificando Santa Catarina de “ambiente hostil”. Seif foi ao IBGE: entre 2017 e 2022, o estado recebeu 503.580 pessoas de outros estados. Ambiente tão hostil que o Brasil inteiro quer morar lá.

Há um detalhe que escancara o jogo, e ele veio de noite. No sábado (19/9), pouco depois das 22h, Romeu Zema avisou: “Ministro indicado por Lula acabou de travar a campanha de Deltan Dallagnol. Não por corrupção, nem por ligação com Vorcaro, jatinho para Londres, contrato de R$ 129 milhões ou por ter sido delatado na PF.” Sergio Moro chamou a decisão de “inaceitável e contrária à jurisprudência da Justiça eleitoral”. O próprio Deltan, no domingo (20/9): “Amigo de Moraes no TSE suspende a minha campanha numa decisão sigilosa, a pedido do PT da Gleisi e do Lula.” Marcel van Hattem esclareceu o alcance: “a CAMPANHA do Deltan está suspensa. A CANDIDATURA segue valendo.”

A caneta eleitoral já vinha trabalhando. Na quinta (17/9), Claudio Dantas noticiou: “TSE: Indicada por Lula proíbe imagem de Bolsonaro em santinhos”. Marco Feliciano respondeu na sexta (18/9): “Podem recolher santinhos, mas não podem apagar aquilo que está no coração de milhões de brasileiros.” Zema já reclamava na quarta (16/9) que o TSE estava barrando os conteúdos dele. Flávio, na noite de sábado (19/9), com o pai censurado, silenciado e preso: “Nada pode parar uma ideia. O legado está mais forte do que nunca!”

Repare no calendário e entenda a pressa. Na sexta (18/9), Alexandre Ramagem somou: “Flávio Bolsonaro está à frente de Lula em seis institutos: Atlas/Intel, Poder Data, Gerp, Futura, Nexus/BTG e Quaest. Na Nexus, pela primeira vez na série.” No domingo (20/9), a Polymarket registrou a maior chance da série para Flávio: “58% chance”. Adolfo Sachsida fechou a conta do fim de semana: Deltan suspenso a pedido do PT, Moraes num jatinho de Vorcaro, dívida a caminho de 90% do PIB. “A degradação do país não é apenas econômica, é moral”.

E a balança, como sempre, pende para o mesmo lado. Eduardo Bolsonaro recordou na quarta (16/9) que, em 2022, um ministro do TSE proibiu Bolsonaro de usar o Alvorada na campanha; na terça (15/9), Lula deu entrevista no mesmo Alvorada apresentado como “candidato do PT à reeleição”. Na segunda (14/9), o TCU aceitou a representação de Sanderson contra a live de Lula no palácio. Rosangela Moro resumiu o motivo do tapetão no Paraná: “Sabem que perdem nas urnas.” Lula pediu quatro anos para manter um homem na cadeia. Deltan não pediu nada; mandaram calar. O agro, que não se ajoelha, e o catarinense, que não se sente hostil, prometem responder em breve, no domingo, 4 de outubro, nas urnas.

Jornal da Cidade Online

TSE determina a Lula retirar vídeo em que associa Flávio Bolsonaro ao caso Master

O conteúdo foi publicado no YouTube, Instagram, Facebook e X, em canais oficiais da campanha de Lula. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou que o presidente Lula (PT) remova um vídeo publicado em suas redes sociais, associando o candidato da direita ao escândalo do caso Master. O vídeo foi gravado no Palácio da Alvorada. No vídeo, gravado em 3 de setembro, Lula pede uma reforma do Judiciário. O conteúdo foi publicado no YouTube, Instagram, Facebook e X, em canais oficiais da campanha de Lula.

Segundo Nunes Marques, o cenário da gravação não era neutro, porque incluía a bandeira nacional e outros elementos associados ao exercício do cargo presidencial. O ministro entendeu que a utilização desse ambiente poderia caracterizar o uso da estrutura pública em benefício eleitoral, em desacordo com o artigo 19 da Resolução TSE n.º 23.735/2024.

Diante da decisão, o TSE decretou:

  • remoção do vídeo no prazo de 24 horas;
  • proibição de utilização do material na propaganda eleitoral gratuita;
  • envio de ofícios ao YouTube, Instagram, Facebook e X para retirada direta das publicações;
  • apresentação, pela Presidência da República, pela Secretaria de Comunicação Social e pelo Gabinete de Segurança Institucional, de informações sobre a origem dos recursos e da equipe usados na produção.

Os citados terão um prazo de cinco dias para prestarem esclarecimentos.

O ministro também defendeu a preservação cautelar integral do material publicado nas plataformas. Segundo a decisão, já existe um relatório técnico da empresa Verifact que preservou o material questionado. Por isso, não haveria necessidade de im

por a mesma obrigação às redes sociais. A decisão é provisória e cabe recurso do petista. O mérito da denúncia, se houve ou não irregularidade eleitoral, será analisado no colegiado do TSE.

Diário do Poder

 

Lobista Roberta Luchsinger sócia do Lulinha pagou servidores do MDS, diz O Estadão

          Mensagens analisadas pela Polícia Federal indicam que a lobista Roberta Luchsinger fez pagamentos a servidores do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), segundo reportagem do jornal O Estado de São Paulo. Roberta é investigada por suspeita de corrupção e tráfico de influência, junto com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT). Conversas encontradas no celular de Roberta apontam que ela orientou o operador financeiro Ulisses Barbosa a fazer pagamentos em 2 de junho de 2023. Os comprovantes de depósito, segundo a PF, foram anexados aos diálogos recuperados no aparelho.

       Entre as contas citadas pela PF está a de Ranniêr Costa Ciríaco, secretário executivo adjunto do MDS, e a de José Martinho Ferreira de Araújo, coordenador do cerimonial do ministro Wellington Dias. A terceira conta, segundo a investigação, pertence à mãe da filha de Martinho. Até agora, investigações haviam encontrado pagamento ao ex-chefe de gabinete de Lula. Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, recebeu R$ 217 mil de Roberta.

        Parte do dinheiro para os servidores do MDS teria saído de R$ 60 mil em espécie guardados na casa da lobista, de acordo com as mensagens. “Esse montante de 60k tem que ser diluído para depositar. pq o banco faz uma série de questionamentos”, escreveu Barbosa. Roberta respondeu que o dinheiro seria enviado para três contas bancárias diferentes. Operador relatou preocupação com alertas bancários em repasses altos. “Já estou no banco. Acima de 50 mil por dia por CPF a moça disse que o Banco Central já fica de olho… já aciona tipo um alerta lá. Só avisando”, disse ele, conforme a reportagem.

        Procurado pelo jornal, o MDS não se manifestou sobre as informações relatadas na investigação. A PF ainda analisa a quebra de sigilos de Roberta e deve apurar se houve outros pagamentos a funcionários da pasta. Advogado de Roberta disse desconhecer as mensagens e criticou vazamentos do inquérito. “A defesa desconhece tais conversas, insiste que os autos estão sob sigilo e lamenta esses vazamentos ilegais com puro interesse político eleitoreiro. Estamos seguros de que as autoridades não ficarão passivas diante de tais vazamentos”, afirmou Roberto Podval.

       A defesa de Lulinha afirmou que ele não tem relação com os fatos investigados e questionou a autenticidade das conversas. “Não é possível confirmar a autenticidade das mensagens e não nos cabe comentar sobre depósitos que não foram feitos pelo Fábio”, disse o advogado Marco Aurélio de Carvalho.

       Seis meses após os depósitos, o MDS firmou contrato com a empresa 3Structure, do empresário Cléber Ribas, representado por Roberta, segundo a reportagem. A contratação foi de R$ 31,2 milhões em dezembro de 2023, com aditivo de R$ 2,7 milhões em novembro de 2025 e novo contrato de R$ 19,2 milhões em abril deste ano.

         Em conversa de 20 de junho de 2023, Roberta disse a Ribas que estava com um dirigente do ministério. “To resolvendo seu problema”, escreveu ela, em mensagem citada pela PF. Registros do ministério mostram que a lobista fez ao menos 17 visitas entre janeiro de 2023 e maio de 2024. De acordo com a pasta, Ranniêr foi responsável por recebê-la em ao menos seis entradas.

        Ribas negou irregularidades e disse que a empresa desconhece pagamentos a servidores. “A 3Structure não tem conhecimento sobre tais pagamentos. Todos os contratos firmados pela empresa com o governo federal foram assinados em estrito cumprimento das normas aplicáveis às contratações públicas e submetidos a inúmeras instâncias decisórias, análises técnicas dos órgãos contratantes e auditorias do TCU”, afirmou.

         A PF abriu três inquéritos sobre suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo Roberta e Lulinha no governo federal. As apurações incluem uma tentativa de obter contrato de canabidiol no Ministério da Saúde e suspeitas na intermediação de negócios de Ribas com a Dataprev e outros órgãos, além de um terceiro inquérito sobre a atuação da lobista e do filho do presidente.

          Mensagens também citam dinheiro em espécie guardado em malas e suposta entrega de valores a terceiros. “Trouxe a mala, um lado tá os 500k, do outro lado tá o que sobrou da mala + ou -“, escreveu Ulisses Barbosa, segundo a PF.

          Diálogos analisados pela PF mencionam a entrega de R$ 193 mil ao empresário Fernando Bittar, ex-sócio de Lulinha. A defesa dele negou o recebimento: “O Fernando não reconhece como sendo ele o destinatário dos recursos, assim como desconhece a origem deles e as razões pelas quais a sra. Roberta Luchsinger citou seu nome neste contexto”, afirmou.

UOL NOTÍCIAS

Lula em 48 horas em Nova York torrou R$3,2 milhões do pagador de impostos em hotéis de luxo

Lula (PT) nunca desaponta aqueles que apostaram que o presidente manteria o padrão de gastança do nosso dinheiro na rápida passagem por Nova York (EUA) para alugar ouvidos na Assembleia Geral da ONU. O petista ficou menos de 48 horas em solo norte-americano, mas a fatura somente em hospedagem já ultrapassa os R$3,2 milhões. A sempre numerosa comitiva de aspones, que rendeu até reportagens na imprensa internacional, continua constrangendo os diplomatas brasileiros.

Pode esbanjar

Com o exército de aspones, a comitiva se dividiu em duas. Todos se refestelaram em dois dos mais exclusivos hotéis de Nova York, claro.

Como magnata

Lula se isolou no Grand Hyatt New York, altíssimo padrão, conta paga por antecipação: R$2.217.655,99 por dois pernoites.

Coisa de magnata

A maior parte da comitiva aboletou-se no Hotel Park Lane e a farra custou ao pagador de impostos R$1.014.867,56, afora os “extras”.

Mania de grandeza

O staff de Lula ainda incomodou a cidade alugando cavaletes para bloquear o trânsito na porta do hotel: foram mais R$8,7 mil gastos.

Coluna do Claudio Humberto

 

Um presidente sem força no comando do STF

*Por Luiz Holanda

Pode ser prudente, discreto, probo ou fidalgo. Pode ser tudo isso e mais alguma coisa, mas, como presidente do STF, é fraco.  Realmente, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, não possui a força necessária para comandar a Corte. E quem provou isso foi justamente o grupo que comanda e domina o tribunal: ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. Este último acusado de envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de questionamentos e de procedimentos internos após menções ao seu nome associadas a Vorcaro. Preso no âmbito das investigações de corrupção e suborno, o banqueiro tinha entre seus advogados a esposa do ministro, dona Viviane Barci de Moraes.

Um relatório da Polícia Federal gerou atritos entre os ministros, com acusações cruzadas. Moraes protocolou uma manifestação refutando qualquer prática de crime e classificando os procedimentos contra ele como investidas sem base legal e sem o apoio da Procuradoria-Geral da República (PGR) ou da própria Polícia Federal (PF). Durante a sessão que demonstrou a fraqueza de Fachin, Moraes acusou o colega André Mendonça de pressionar investigados a incluírem seu nome em delações premiadas. Por sua vez, Mendonça negou as acusações, e o caso gerou uma crise institucional sobre como a Corte devia processar apurações envolvendo seus próprios membros.

O desgaste político e institucional de Fachin ganhou enorme repercussão na mídia. As críticas sobre sua fraca atuação concentram-se em três pontos principais: falta de pulso e debilidade de liderança para gerenciar os bate-bocas e o confronto direto ocorridos em plenário entre diferentes alas de ministros; inércia diante de decisões monocráticas conflitantes tomadas por seus pares resultando no esvaziamento do seu poder decisório em momentos em que a Corte necessitava de uma resposta institucional unificada e firme e, finalmente, sua eterna lentidão para decidir, além da hesitação em ditar o ritmo dos trabalhos e os ritos regimentais necessários para evitar  manobras protelatórias como pedidos de vista  paralisando os trabalhos de alta relevância. Fachin sempre teve uma militância política voltada para os movimentos sociais. Possui um histórico de proximidade com o campo político esquerdista, embora isso não se resuma numa pecha partidária fixa.  Atuou como advogado e professor universitário no Paraná e, em 2010, participou de um ato público discursando em defesa da campanha de Dilma Rousseff à Presidência da República, o que gerou questionamentos de críticos e opositores durante sua sabatina no Senado em 2015. Sempre mantendo diálogo aberto com pautas de direitos humanos e movimentos agrários como o MST, recebeu o apoio desses setores por ocasião de sua indicação ao STF.

Após assumir a cadeira, tornou-se relator dos processos da Operação Lava Jato na Corte, adotando um perfil que em diversos momentos impôs derrotas judiciais ao PT e contrariou a militância petista, mas, em 2021, depois de cinco anos como relator, anulou as condenações do ex-presidente Lula no âmbito da Lava Jato de Curitiba, sob o argumento de incompetência da Vara Federal do Paraná, devolvendo a elegibilidade a Lula e gerando forte polarização e críticas que o rotularam como aliado partidário.

Diante da violência e das grosserias do ministro Gilmar Mendes para com os colegas Luís Fux e André Mendonça, Fachin recuou e cancelou a sessão do plenário, além de retirar de pauta o julgamento que analisaria a atuação do ministro André Mendonça no caso Banco Master. A decisão ocorreu após uma escalada na crise institucional da Corte, marcada por ataques verbais públicos e forte pressão de Gilmar Mendes, que, inclusive, utilizou as redes sociais para desferir duras ofensas ao seu colega André Mendonça, chamando-o de “boneco de campanha” e “pixuleco eleitoral”, o que levou Mendonça a dizer que o decano transformou o STF em um “picadeiro”. Para evitar novos embates diretos e agressivos no plenário, Fachin suspendeu os trabalhos e o julgamento contra Mendonça, inicialmente previsto para o dia 23 de setembro. O adiamento ficou sem nova data definida. Fachin justificou juridicamente que o caso possui “direta relação” com a questão de ordem levantada sobre Alexandre de Moraes, processo que está travado após um pedido de vista do ministro Flávio Dino.

A avaliação sobre a “força moral”, a conduta ou a atuação de qualquer ministro do STF é um tema de constante debate público na sociedade brasileira, envolvendo diferentes visões políticas, jurídicas e sociais. O medo de decidir é uma das características do ministro Fachin, e isso o registrará -na história e em sua biografia-, como um presidente sem força para comandar o STF.

Luiz Holanda

Advogado e professor universitário

 

“Escudo das Américas” com 14 países anuncia ação conjunta contra o Narcotráfico e Lula deixa o Brasil de fora

Sob o comando de Donald Trump, 14 países latino-americanos e caribenhos que integram o Escudo das Américas anunciaram, nesta terça-feira (22), uma ação conjunta contra 24 organizações classificadas pelos Estados Unidos como grupos terroristas. A lista inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).

Fizeram o anúncio os seguintes países: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. O documento prevê medidas como congelamento de bens, restrições de imigração e vistos e responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material às organizações. O texto também registra a intenção dos países de atuar de forma individual e coletiva contra as organizações listadas.

O PCC e o CV aparecem, respectivamente, nos itens 16 e 17 da lista de 24 organizações incluídas na primeira ação conjunta anunciada pelos integrantes do Escudo das Américas. A relação também inclui grupos como Mara Salvatrucha (MS-13), Trem de Aragua, Cartel de Sinaloa, Cartel de Jalisco Nueva Generación (CJNG), Clã do Golfo, Exército de Libertação Nacional (ELN) e Sendero Luminoso. Os Estados Unidos darão apoio às nações que atuarem contra os grupos.

“Durante anos, os cartéis travaram uma guerra contra os povos deste hemisfério. Agora, nós estamos travando uma guerra contra eles”, declarou Trump.

Jornal da Cidade Online

Ministro Cristiano Zanin rejeita pedido para instalar CPI do Master no Senado

Ministro afirmou que não foram apresentados elementos suficientes para comprovar uma omissão ilegal na condução dos requerimentos. A tentativa de levar o Banco Master ao centro de uma investigação formal no Senado sofreu um revés no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Cristiano Zanin rejeitou o pedido apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) para que a Corte determinasse a instalação de uma CPI sobre o caso. A decisão é liminar portanto provisória. Para Zanin, não havia elementos suficientes para concluir que o presidente do Senado tenha cometido uma omissão capaz de justificar uma ordem judicial para a criação da comissão.

Na avaliação do ministro, a ação apresentada por Alessandro Vieira não detalhou de forma suficiente o caminho percorrido pelos requerimentos de CPI nem informou qual foi a atuação da Presidência do Senado diante das diferentes solicitações relacionadas ao Banco Master.Parte inferior do formulário

Outro ponto considerado por Zanin foi o reconhecimento, pelo próprio senador, de que já havia um requerimento anterior para a criação da comissão. Por isso, segundo o ministro, seria necessário esclarecer a tramitação dessas iniciativas antes de concluir pela existência de uma omissão ilegal.

A decisão ocorre em meio à disputa política em torno das investigações sobre o banco de Daniel Vorcaro. A criação de uma CPI ou de uma CPMI se tornou um dos instrumentos utilizados por governistas e oposicionistas para pressionar o Congresso a tratar do caso. O assunto ganhou ainda mais repercussão após a crise envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça no STF. O conflito entre os ministros veio à tona depois da divulgação de pelo menos 52 mensagens enviadas por Vorcaro a Moraes.

Enquanto os desdobramentos no Supremo permanecem suspensos, parlamentares passaram a disputar espaço político em torno do caso. A cúpula do Congresso liderada pelo senador Davi Alcolumbre é contrária à instalação de uma comissão para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master. Ao todo, existem sete iniciativas no Congresso com o objetivo de criar comissões para investigar o banco. Para a instalação de uma CPI na Câmara, são necessárias pelo menos 171 assinaturas de deputados. No Senado, o requerimento precisa ter o apoio de 27 senadores. No caso de uma CPMI, é necessário atingir os dois quóruns simultaneamente: 171 deputados e 27 senadores.

O Antagonista

 

Pesquisa do Estadão, diz que a confiança da população no STF, que não era boa, agora atingiu 27,8%

Um levantamento realizado pela AtlasIntel/Estadão divulgado nesta terça (22), aponta uma queda brusca na confiança dos brasileiros no Supremo Tribunal Federal (STF). O índice, que era de 48,5% em agosto do ano passado, caiu para 27,8%. Já a desconfiança passou de 51,3% para 61%.

Noutras palavras, a sociedade não confia em sua Suprema Corte. A pesquisa mostra ainda que os ministros Dias Toffoli, Nunes Marques, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes têm os maiores índices de rejeição entre os integrantes da Corte. Os percentuais são de 79%, 63%, 54%, 59% e 59%, respectivamente.

Isso é preocupante e inimaginável em uma verdadeira democracia. Parece que realmente estamos mesmo vivenciando a ‘ditadura da toga’.

Jornal da Cidade Online

Lobista sócia de Lulinha investigada fez a FAB de Uber, cita ‘avião do Lula’ e acesso ao Planalto

Roberta Luchsinger mencionou viagens com Lulinha e afirmou estar em uma sala do Palácio. Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) mostram a lobista Roberta Luchsinger relatando viagens em aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) ao lado de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT), além de acesso a dependências do Palácio do Planalto. Em áudio enviado em novembro de 2023 a uma assessora do governo da Bahia, Roberta afirmou que estaria com “o filho do presidente” e que os dois viajariam pela FAB. Segundo ela, a utilização da aeronave dificultaria a definição dos horários de embarque.

“Paula. Então, eu acho que se a gente conseguir falar durante o evento, talvez em algum intervalo, é mais fácil, porque eu vou estar com o filho do presidente. Então a gente vai estar… vai ser um pouco diferente, porque nós vamos de FAB. E aí eu não consigo administrar esses horários de voo, porque a gente embarca pela base aérea”, afirmou.

Meses antes, em março de 2023, Roberta havia escrito à própria mãe: “Fomos de aero lula pra Brasília rsrs”. Questionada se seria o avião do presidente, respondeu: “Avião do Lula kkkkk”.

Acesso ao Planalto

Outro registro chama atenção pela referência ao Palácio do Planalto. Em 11 de junho de 2025, Roberta escreveu a uma advogada que estava no local e afirmou estar “na sala do pai do Fábio”, em referência a Lula. “Tô no palácio não consigo escrever mto pq to na sala do pai do Fábio”, escreveu. As mensagens integram o material obtido pela PF e foram revelados pelo Metrópoles.

Investigação

Roberta é investigada na Operação Sem Desconto, que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a PF, a consultoria da empresária prestou serviços para uma empresa associada a Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Ela teria recebido R$ 1,5 milhão pelo serviço, de acordo com a investigação. Os investigadores também apuram se Roberta atuou como intermediária em possíveis pagamentos ou negócios envolvendo Lulinha.

O filho de Lula é alvo de três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), que investigam suspeitas de tráfico de influência e corrupção relacionadas a empresas que buscavam acesso e negócios junto ao governo federal. Lulinha nega irregularidades.

O Antagonista

Ministro Zanin será relator de pedido para instalar CPI sobre Moraes e Toffoli, diz o senador Alessandro Vieira

Mandado de segurança pede que STF determine a instalação da comissão no Senado para apurar relação dos ministros com Vorcaro. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta terça-feira, 22, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin foi sorteado como relator do mandado de segurança que pede a instalação de uma CPI no Senado para apurar as relações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Vieira disse ter a expectativa de que Zanin conceda a liminar.

“O mandado de segurança que exige a instalação de CPI no Senado para apurar a relação entre Vorcaro/Master e os ministros Moraes e Toffoli foi finalmente distribuído e terá como relator o ministro Zanin. A jurisprudência do STF é pacífica no sentido da instalação como direito da minoria, então a expectativa é de concessão da liminar e criação imediata da CPI. São fatos graves que precisam ser apurados com total transparência e o Senado é o espaço adequado para isso.”

CPI

O pedido de instalação da CPI foi apresentado após senadores reunirem assinaturas suficientes. Segundo Vieira, o requerimento já conta com 41 assinaturas, mas está há meses aguardando o Senado. Em março, o parlamentar havia recorrido ao STF para tentar destravar a CPI. Na ocasião, o pedido tinha 53 assinaturas e dependia da leitura pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O novo mandado de segurança, porém, tem objeto de obrigar o Senado a instalar a comissão.

O Antagonista