O lulismo definitivamente acabou, diz a Revista Crusoé

O futuro de Lula é viajar por países da Europa e por ditaduras amigas, dando palestras sobre combate à fome e ao feminicídio. O lulismo é o movimento político dependente do carisma de Lula (foto) e que vê na distribuição de benesses sociais uma maneira de ganhar fôlego eleitoral e se perpetuar no poder. Esse movimento acabou no último domingo, 4 de outubro de 2026. DefinitivamenteParte inferior do formulário Em seu discurso na noite de domingo, Lula disse que “a partir de amanhã a gente começa uma nova campanha”.

Mas não se começa uma nova campanha com um candidato velho, não apenas na idade, mas principalmente com um discurso velho surrado e sem uma mínima perspectiva. E nunca, desde a redemocratização, um candidato que perdeu no primeiro turno virou o jogo no segundo. O problema não é de comunicação, como imaginam os petistas. A questão é que o brasileiro cansou do Lula. Sucessivamente, pesquisas demonstraram que a maioria dos eleitores não acha que o petista mereça um quarto mandato. É uma questão pessoal. Ouvir a voz rouca de Lula já dá azia em muita gente.

Bolsa Família

O aumento de 15% do Bolsa Família às vésperas da eleição não surtiu efeito. Nem a promessa de distribuir canetas emagrecedoras no Sistema Único de Saúde, o SUS. O impacto foi nulo porque o eleitor mudou. Se antes Lula conseguia ganhar votos distribuindo benesses para a população mais pobre, agora o brasileiro pede menos impostos e um ambiente mais seguro para empreender. E o PT não tem a menor ideia de…

O Antagonista

 

Zé Dirceu, o mais perigoso corrupto petista, conhecido pelo Mensalão do PT foi derrotado

Há diversos ângulos sob os quais podemos analisar essas eleições, surpreendentes em muitos aspectos. Vou escolher um que, para mim, é simbólico: a não eleição de José Dirceu como deputado federal por São Paulo. Dirceu conseguiu convencer 78.450 eleitores a sufragarem seu nome. Não fosse o quociente eleitoral, estaria eleito. A eleita com menor votação foi Sônia Guajajara, do PSOL, com pouco mais de 54 mil votos. No entanto, outros candidatos do PT tiveram votação maior do que a de Dirceu, e o partido completou o seu número de vagas antes de chegar no nome do ex-todo-poderoso da República.

A não eleição de Dirceu não tem nada a ver com pudores anticorrupção. Seu companheiro de mensalão, João Paulo Cunha, se elegeu, com quase 110 mil votos. Nem tampouco tem a ver com um sentimento anti-PT ou anti-esquerda. Lula venceu Flávio na cidade de São Paulo, e o PSOL teve 3 dos 10 deputados mais votados no Estado, incluindo a recordista Érika Hilton, com quase 1,6 milhão de votos.

Minha tese: fadiga de material. Um cansaço com pessoas que representam outros tempos, o que, em minha opinião, foi um dos fatores que fez com que Lula ficasse atrás de Flávio na votação nacional. Na eleição presidencial de 1989, Lula tomou a frente de Brizola e conquistou o direito de disputar o 2º turno com Collor. Brizola já era governador antes da ditadura, Lula era o ex-sindicalista que havia surgido há pouco mais de 10 anos para a política. Brizola representava o passado, Lula, o futuro. O eleitor deu seu voto ao futuro, enterrando o passado.

José Dirceu, assim como Lula, representam um passado que o PT tem imensa dificuldade de superar. Tanto que os deputados mais votados da esquerda, pelo menos em São Paulo, não foram do PT. O PT envelheceu junto com o seu líder máximo. Já disse aqui e repito: essa era a eleição da renovação, Lula deveria ter preparado seu sucessor desde o início, como fez com Dilma. Não o fez, e agora paga o preço. Não que uma renovação tivesse evitado a derrocada. A força da direita está aí, e não seria diferente com outro candidato do PT. Mas, ao menos, o partido estaria apontando para o futuro. Agora, com Lula se preparando para uma derrota humilhante e um ocaso sem glória, o PT vê-se como um partido sem quadros nacionais à altura.

O futuro da esquerda é… Erika Hilton.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper

 

STF já é apontado com o grande derrotado na eleição

Vandalizado pelos próprios ministros, o STF precisará ser reconstruído depois desta eleição para voltar a ter alguma serventia para o Brasil. Independente, de quem será eleito presidente da República, na eleição deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) deixará o pleito como o grande derrotado. Sob a alegação de evitar interferência de colegas no processo, o decano do tribunal, Gilmar Mendes à esquerda na foto), e Flávio Dino foram muito além da rígida e controversa atuação de Alexandre de Moraes em 2022 e direcionaram decisões claramente em benefício de Lula, para liberar o reajuste eleitoreiro do Bolsa Família e liberar mentiras evidentes, além de melar o debate da TV Globo em benefício do petista.

Esses mesmos ministros evitaram a abertura de investigação sobre as relações entre Moraes e Daniel Vorcaro, também sob a alegação de que a comprovação da relação entre o ministro do STF e o ex-banqueiro do Master foi trazida a público por motivos eleitorais. Dino tentou justificar as intervenções eleitorais, feitas a partir de petições teleguiadas direto para suas mãos, mas usou exemplos ruins, até porque é injustificável o que ele e Gilmar fizeram.

Filtro desrespeitado

O presidente do STF, Luiz Edson Fachin (à direita na foto), anunciou a criação de um filtro para evitar a escolha de juízes por meio de processos antigos. Mas o decano do STF, que não é exemplo para ninguém, seguiu despachando sobre questões eleitorais no fim de semana. Gilmar cassou uma decisão que dava direito de resposta ao senador Sergio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná, passando por cima do filtro de Fachin. Esses ministros do STF perderam qualquer pudor numa tentativa de autopreservação que vem desde a derrubada da Operação Lava Jato e desembocou no escândalo do Banco Master.

Auxílio

No cenário de reeleição de Lula, caberá a esses juízes tentar levar o governo do petista até o final, como ocorreu neste terceiro mandato, aliás. Diante de um Congresso Nacional hostil, Lula buscou auxílio do Supremo diversas vezes para reverter suas derrotas no parlamento. No cenário de eleição de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), projeta-se a realização do primeiro processo de impeachment de um ministro do STF, mas o risco é que a correção do tribunal fique por aí, com a entrega da cabeça de apenas um ministro, em nome de uma acomodação.

O STF precisará ser reconstruído depois desta eleição, pois foi submetido por seus próprios membros a uma sessão de vandalismo judicial que dificilmente será superada no futuro.

O Antagonista

Garotinho desiste de recurso no RJ e deve dar vitória a Douglas Ruas no primeiro turno

Ex-governador aceita decisão do TRE-RJ que barrou sua candidatura e retira recurso apresentado ao TSE. O ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) desistiu nesta segunda-feira, 5, de um recurso que havia apresentado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O nome do ex-governador constava como candidato ao governo do Rio de Janeiro, “sub judice”, o que fez com que seus votos fossem contabilizados. Garotinho teve 3,18%, o equivalente a 3.061.725 votos. Com a desistência, Garotinho aceita a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que indeferiu sua candidatura por entender que seus direitos políticos estão suspensos em razão de uma condenação por improbidade administrativa.

O movimento pode garantir a vitória de Douglas Ruas ainda no primeiro turno, já que, com a exclusão dos votos de Garotinho, o candidato ultrapassaria os 50% dos votos válidos. Ruas terminou o primeiro turno com 49,2% dos votos, ante 42,72% de Eduardo Paes (PSD). Na nova petição enviada ao TSE, a defesa de Garotinho argumenta que a manifestação é “voluntária, consciente e desprovida de qualquer vício de vontade”. Os advogados afirmam que o “recorrente pode desistir do recurso a qualquer tempo, independentemente da anuência da parte recorrida”.

O Antagonista

 

Lula o mais votado na penitenciária da Papuda, onde estão Daniel Vorcaro e Careca do INSS

Flávio fiou em segundo lugar; Michelle foi a mais votada para o Senado. Lula (PT) foi o candidato mais votado para presidente na seção eleitoral instalada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, no primeiro turno das eleições deste domingo (4). Na seção 0420 da 18ª Zona Eleitoral do Distrito Federal, o petista recebeu 74 votos, contra 70 do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Na sequência ficaram Ronaldo Caiado (PSD), com 6 votos; Renan Santos (Missão), com 4; e Augusto Cury (Avante), com 2. A seção registrou ainda 3 votos em branco e 3 nulos.

Dos 185 eleitores aptos, 162 compareceram — cerca de 87,6% — e 23 não votaram. A urna atende presos provisórios, que mantêm os direitos políticos por não terem condenação criminal transitada em julgado. Presos com condenação definitiva não votam.

Entre os aptos a votar no complexo estavam Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso preventivamente, o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, e o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto.

Para o Senado, a mais votada na mesma seção foi Michelle Bolsonaro (PL), com 68 votos, seguida de Érika Kokay (PT), com 62, Leila do Vôlei (PDT), com 58, e Bia Kicis (PL), com 54, segundo registros divulgados por veículos que acompanharam a apuração.

O resultado local contrasta com o cenário nacional do primeiro turno, em que Flávio Bolsonaro liderava a disputa presidencial com a quase totalidade das urnas apuradas. Os números da Papuda constam do boletim de urna do Tribunal Superior Eleitoral.

Diário do Poder

 

STF vai reavaliar indicação de Moraes para suceder Fachin na presidência do STF

São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente

Tempo ao tempo

Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros.

Queima o filme

A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

Disputa no Olimpo

A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.

Possibilidade

Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleitor seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.

Coluna do Claudio Humberto

 

Presidente do TSE recoloca Deltan Dallagnol na disputa pelo Senado no Paraná

Decisão mantém o registro como “deferido com recurso” e condiciona a validade dos votos ao julgamento do plenário do TSE.O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, suspendeu na manhã deste domingo, 4, a decisão do ministro Floriano de Azevedo Marques que havia indeferido o registro de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná e anulado os votos dados à chapa. A decisão beneficiária a candidata Gleice Hoffmann, do PT.

Com a liminar, Deltan volta a ter o registro classificado como “deferido com recurso”, e seus votos serão computados até que o plenário da Corte decida definitivamente o caso. Precavendo-se ao ativismo político dos ministros Flavio Dino e Gilmar Mendes, Deltan Dallagnol também recorreu ao presidente do STF.

O Antagonista

Lula e Flavio são coadjuvantes na campanha do STF, que roubou a cena política

Os eleitores chegam às urnas, neste domingo (4), com Lula (PT) e Flávio (PL) tecnicamente empatados, mas todos perplexos com o protagonismo de ministros do STF, que roubaram a cena, criando um “TSE paralelo” e ofuscando candidatos em benefício de um deles. A disputa entre projetos de governo virou sequência de decisões monocráticas, ataques, decano reclamando de “ética de máfia” para acudir colegas enrolados. Ao final, a lisura do pleito fica sob suspeita não por fraude nas urnas, mas pela percepção, até dos jornais tradicionais, de que o STF escolheu lado.

Fim da neutralidade

Ministros abandonaram seus afazeres regulares para tomar decisões eleitorais, estabelecendo o desequilíbrio e o prejuízo à neutralidade.

Lula, o beneficiado

O caso mais visível foi o debate da Globo. Até regras previamente pactuadas foram desfeitas por intromissão judicial que beneficiou Lula.

Vale-tudo, até fake news

Gilmar validou reajuste no Bolsa Família, que havia negado a Bolsonaro, e Flávio Dino até deu força a fake news que prejudicava o adversário.

Vexame supremo

Ministros neutralizaram decisões do TSE e anularam os limites entre a judicatura e atuação política, ditaram o ritmo da reta final. Um vexame.

Coluna do Claudio Humberto

 

República do arbítrio

                                                                                                                             * Márcio Coimbra

           Judicialização ameaça resultado das urnas.

          O Brasil caminha para mais um pleito eleitoral sob a atmosfera sufocante de uma nação fraturada, conflagrada e sem consensos. Contudo, a maior ameaça à integridade da disputa não reside unicamente no acirramento da polarização nas ruas, mas na consolidação de uma engenharia institucional orientada a transferir a decisão das urnas para os gabinetes dos tribunais. O fantasma da judicialização da eleição tornou-se um risco iminente, alimentado por sinais inequívocos de que setores do Supremo Tribunal Federal (STF) estão dispostos a levar o resultado do pleito para o “tapetão”. 
           Trata-se de uma estratégia que subverte a democracia. Sob o pretexto de combater a desinformação, observa-se a atuação articulada de uma ala da Corte historicamente alinhada ao grupo lulista. Esse estamento vem utilizando o poder jurisdicional de forma heterodoxa para intervir no processo político. A proliferação de inquéritos de ofício — sem provocação do Ministério Público ou da Polícia Federal —, o atropelo ao juiz natural, censuras e o sobrepujamento da Justiça Eleitoral compõem um roteiro deliberado de ingerência. O que está em curso é a consolidação de uma estrutura autocrática em que o critério de legalidade é moldado pela conveniência do candidato de estimação do estamento togado.
Essa dinâmica evidencia-se no fustigamento ostensivo ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sempre que a Justiça Eleitoral tenta impor freios ao arbítrio, a ala governista do STF reage com pressão e desconfiança, passando a intimidação por meio de vazamentos e chantagens explícitas. O inconformismo em não exercer o controle absoluto do processo revela a intenção de fabricar uma narrativa de nulidade do pleito. Prepara-se o terreno para contestar a legitimidade do resultado caso as urnas revelem uma escolha desfavorável ao grupo encastelado no poder.

            Caso o resultado eleitoral seja arrastado para o tapetão e revirado por manobras pouco ortodoxas em favor do candidato lulista, o Brasil enfrentará uma imediata denúncia internacional. Governos estrangeiros e organismos multilaterais dificilmente chancelarão um governo cuja legitimidade decorra de atos arbitrários de magistrados partidarizados. Sanções diplomáticas, isolamento econômico e perda de credibilidade externa seriam inevitáveis, rebaixando a República à condição de pária internacional.
A soberania popular é o único alicerce capaz de sustentar a paz social e a estabilidade democrática. Quando o Judiciário abandona a sua função constitucional de guardião imparcial das leis para atuar como linha de defesa de uma candidatura, o pacto republicano é rompido. É urgente que os tribunais retomem a prudência, o respeito às normas processuais e a contenção institucional, um desafio especial para Fachin, um Presidente fraco, que não consegue liderar a corte. A insistência em manipular o resultado eleitoral levará o Brasil a um colapso sem volta, submergindo o país em um estado permanente de caos, ruína diplomática e ingovernabilidade.

*Márcio Coimbra é CEO da Casa Política e Presidente-Executivo do Instituto Monitor da Democracia.

 

Ministro Alexandre de Moraes reage a ordem que teria sido contrariada por desembargador do Maranhão

O ministro Alexandre de Moraes concedeu liminar determinando o retorno imediato de José Paulo Dantas Silva Neto (conhecido como Paulo Curió) ao cargo de prefeito de Turilândia (MA). Curió estava afastado sob suspeita de integrar uma organização criminosa envolvida em desvios de mais de R$ 56 milhões dos cofres públicos. Moraes encerrou o afastamento penal, mantendo apenas medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica.

O desembargador Gervásio Protásio decidiu que a ordem de Moraes não autorizava o retorno automático do prefeito. Ele sustentou que o afastamento do gestor possuía dois pilares independentes: o processo criminal (derrubado por Moraes) e a intervenção estadual decretada pelo próprio tribunal do Maranhão por problemas administrativos graves. Com isso, o magistrado maranhense manteve o interventor Thiago Josino no comando do município. Na sequência, o ministro Alexandre de Moraes reafirmou sua autoridade e determinou formalmente a cessação da intervenção estadual, sob o argumento de que a medida do tribunal local estava diretamente atrelada às restrições criminais que ele já havia suspendido, forçando o cumprimento do retorno do prefeito.

Assim, Moraes derrubou a decisão do desembargador que mantinha Paulo Curió afastado da prefeitura, e mandou os autos ao Corregedor Nacional de Justiça para providências em relação ao magistrado. A decisão do desembargador foi vista como uma afronta à ordem do ministro. Moraes afirmou que o desembargador contrariou diretamente sua determinação.

Jornal da Cidade Online