EUA fazem primeira prisão de terrorista brasileiro ligado às facções PCC e CV

Captura ocorreu após perseguição na cidade de Mooresville, Carolina do Norte. A polícia de imigração dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (15) a prisão de homem apontado como ex-chefe das facções criminosas brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), após uma perseguição ma Carolina do Norte. É a primeira prisão de criminoso integrante de facção criminosa agora classificada de organização terrorista pelo governo dos Estados Unidos.

O bandido preso foi identificado como Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, vulgo “Don”, alvo de mandado de busca e captura internacional emitido pela Interpol a pedido do Brasil, pelos crimes de associação criminosa e extorsão, informou o órgão em comunicado. A captura ocorreu após uma perseguição na cidade de Mooresville, quando Don tentou fugir em direção ao México e mantinha a própria esposa sequestrada no veículo. Ele foi afastado da Interpol por acusações de associação criminosa e extorsão no Brasil.

Diário do Poder

 

O capitão cueca, o crime e a memória curta

*Por José H.C. Abreu.

Nas antigas marchinhas de carnaval, tão populares na velha “Repúblicas de Bananas”, havia uma que dizia em tom de brincadeira: “Eu brigo, eu mato, quem roubou minha cueca pra fazer pano de prato…”   humor popular, daqueles que arrancavam risadas sem maiores consequências. O Brasil assistiu, estarrecido, ao episódio envolvendo dólares escondidos na cueca, de um preposto preso no aeroporto quando pretendia embarcar para o Ceará, terra do atual líder e representante do Governo Federal, que tem batido todos os recordes de postagens nas redes sociais em cenas que se transformam em símbolo internacional da degradação ética na política. Para que se possa ter uma dimensão da valorização do deputado federal Antonio Guimarães pelo PT, ele é atualmente líder do Governo Lula na Câmara e constante é identificado como Capitão Cueca.

Causa mais estranheza ainda ver o vice-presidente da república, ligado ao episódio que marcou negativamente a memória nacional ao dizer que queria voltar à cena do crime, divulgar foto ao lado dele – O CAPITÃO CUECA – ambos exibindo um sorrisinho amarelo a debochar dos pobres incautos eleitores. A democracia depende da memória e quando ela desaparece, a vergonha perde a utilidade pedagógica e o escândalo transforma-se apenas em detalhe histórico, o cidadão deixando de avaliar trajetórias e passando a aceitar narrativas cuidadosamente construídas para substituir fatos.

A velha marchinha falava de uma cueca desaparecida. O Brasil de hoje parece mais preocupado em descobrir para onde foi a capacidade de indignação de parte da sociedade, porque, no final das contas, não é a cueca que importa, mas saber se a ética pública continuará sendo tratada como peça descartável de um figurino político que muda de cor a cada eleição, insistindo em manter os mesmos costumes de bastidores. E enquanto alguns tentam reescrever a história, a memória popular continua lembrando que certas marchinhas envelheceram melhor do que certos discursos.

*José H.C. Abreu.

Articulista

 

“Samir Xaud é testa de ferro na CBF”. Ele tem preço, e a conta chegou! Alguma surpresa? Diz o corrupto Garotinho

Por Alexandre Siqueira

Estou vendo meio mundo surpreso com as estrepolias financeiras do atual presidente da CBF, Samir Xaud, que vieram à tona na Copa do Mundo dos EUA/México/Canadá, com direito a amante, etc., e tal. E custa caro! Um dia antes do Samir Xaud ser “eleito” presidente da CBF, publiquei nesta mesma coluna, em 24 de maio de 2025, matéria a respeito dos pontos traçados pelo Antony Garotinho que sucumbiram com a eleição do Xaud e quem é quem na trama – CBF, um antro dentro do antro. O presidente será “eleito” amanhã (veja o vídeo). Bom, isso me poupou de escrever tudo de novo, até porque, neste pouco mais de um ano, vários destes pontos estão aí para quem quiser ver, inclusive, o preço cobrado pelo mandatário máximo do nosso futebol.

Pelo link, a matéria publicada naquele dia, que contém o vídeo com o relato do próprio Garotinho, e as ligações que unem o “quem é quem” na sórdida política que campeia o futebol brasileiro. Aliás, um detalhe: muitos dos citados estão até hoje mamando nas tetas do governo Lula, o que também não surpreende ninguém, afinal, tal pai, tal filhos.

Alexandre Siqueira – Vice-presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Independente e Afiliados – AJOIA Brasil – Colunista Jornal da Cidade Online – Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo

 

Justiça manda Governo do Maranhão instalar câmeras de segurança em policiais civis e militares

Antes de cumprir a medida, Estado deve apresentar um plano para instalação dos aparelhos. Por decisão da Justiça, o Estado do Maranhão deve apresentar um plano para instalação de câmeras corporais com acionamento automático a serem utilizadas pelos agentes da Polícia Civil e Polícia Militar, durante os turnos de serviço. Após a entrega do plano, o Estado deve instalar e operar as câmeras, no prazo máximo de 180 dias, e priorizar as unidades com maiores registros de mortes e ocorrências nas comunidades mais carentes. A decisão judicial, de autoria do juiz Douglas de Melo Martins, atendeu a pedido da Defensoria Pública em Ação Civil Pública, diante do grave quadro de letalidade policial, deficiência nos mecanismos de controle da atividade policial e ausência de registros objetivos das abordagens. 

COMPRA DE EQUIPAMENTOS

O plano deve apresentar cronograma da compra dos equipamentos, especificações técnicas que garantam a gravação sem interrupções, estratégia de armazenamento seguro dos dados na internet ou servidores dedicados. As ações devem prever, ainda, protocolos de preservação da cadeia de custódia e programa de capacitação técnica e ética de todo o quadro policial. O juiz Douglas Martins determinou, na sentença, a imediata intimação da promotoria especializada no controle externo da atividade policial, para que atue na fiscalização rigorosa de cada etapa do cronograma de implementação ora determinado.

VIOLAÇÃO AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Na ação, a Defensoria Pública alegou violação aos direitos fundamentais à vida, à integridade física e à segurança pública. Informações do processo demonstram elevado índice de mortes e baixa taxa de apuração das denúncias contra agentes de segurança pública. Segundo dados estatísticos do Anuário Brasileiro de Segurança Pública e do relatório “Pele Alvo”, o Maranhão registrou 157 mortes em ações policiais em 2022 e 2023. A Defensoria destaca que os números revelam uma seletividade pautada pelo racismo estrutural, atingindo jovens negros entre 12 e 29 anos, que representam 82,7% das vítimas fatais. A ação informa, ainda, que a taxa de apuração de denúncias seria extremamente baixa: em 2021, de 202 denúncias, apenas 18 resultaram na abertura de procedimentos; em 2022, de 146 denúncias, somente três processos de investigação foram instaurados pela segurança pública.

TRANSPARÊNCIA

As câmeras seriam utilizadas para garantir transparência às operações policiais, prevenir abusos de poder e proteção dos direitos fundamentais à vida e à integridade física da população, conferindo segurança jurídica à atuação legítima e facilitando a identificação de desvios. De acordo com a sentença, a determinação constitui uma medida civilizatória indispensável para concretizar os princípios da publicidade e da eficiência administrativa, previstos na Constituição Federal. 

“O dever de transparência ativa impõe que as ações praticadas por agentes públicos em nome do Estado sejam passíveis de fiscalização e controle social. A publicidade é o preceito geral, e o sigilo deve ser a exceção, conforme estabelece a Lei de Acesso à Informação”, declarou o juiz na decisão. 

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

 

O Que o Espelho Não Mostra

David Gertner

Uma reflexão sobre o perigo de medir o progresso olhando apenas para o próprio reflexo. Conta-se que uma ostra vivia no fundo de uma baía tranquila e tinha o hábito de admirar seu reflexo na superfície da água. Todas as manhãs observava a própria imagem e constatava, com satisfação, que estava maior do que antes. Sua concha crescera, algumas rachaduras haviam sido reparadas e as tempestades que um dia a ameaçaram pertenciam ao passado. Ano após ano, a conclusão era sempre a mesma: as coisas estavam melhorando.

E, de fato, estavam. O problema não era o crescimento da ostra. O problema era que ela passara a acreditar que o espelho era suficiente para compreender sua realidade.

Durante muito tempo, comparou-se apenas consigo mesma. Se hoje estava melhor do que ontem, celebrava. Se enfrentava menos dificuldades do que anos atrás, comemorava. Se algum problema antigo havia sido superado, tomava aquilo como prova de progresso. Até que um dia uma velha tartaruga cruzou a baía e lhe fez uma pergunta simples:

— Além do espelho, o que você vê? A ostra não soube responder. Nunca havia pensado na questão, pois o espelho sempre lhe parecera suficiente. Mas a pergunta continha uma sabedoria incômoda. O espelho é uma excelente ferramenta para mostrar quem fomos. É uma ferramenta muito limitada para mostrar onde estamos.

Talvez por isso tantas pessoas, instituições e sociedades acabem desenvolvendo uma percepção distorcida da própria trajetória. É natural comparar o presente com o passado. Todos nós fazemos isso. Um indivíduo avalia a própria vida olhando para os desafios que superou. Uma empresa compara seus resultados atuais com os de anos anteriores. Uma instituição examina sua evolução ao longo do tempo. O mesmo acontece com cidades, regiões e países.

O problema surge quando essa passa a ser a única comparação. Porque o mundo não permanece imóvel enquanto observamos nosso reflexo. Enquanto celebramos nossas conquistas, outros também estão avançando. Enquanto corrigimos problemas antigos, outros estão resolvendo problemas novos. Enquanto nos orgulhamos do caminho percorrido, outros estão abrindo caminhos que sequer imaginávamos existir. Melhorar não é o mesmo que acompanhar o mundo.

Melhorar é olhar para trás e perceber que não somos mais os mesmos. Acompanhar o mundo exige olhar para os lados e compreender que os outros também mudaram. Exige reconhecer que o progresso não acontece no vazio e que o valor de muitas conquistas depende também do contexto em que elas ocorrem.

Uma escola pode ensinar mais do que ensinava décadas atrás e, ainda assim, preparar seus alunos pior para o futuro. Uma empresa pode crescer, contratar mais funcionários e aumentar seu faturamento, mas perder relevância. Uma instituição pode ampliar sua estrutura enquanto reduz sua capacidade de responder aos desafios do presente. E uma sociedade pode conquistar avanços reais e legítimos sem perceber que outras avançaram muito mais. A ilusão nasce quando confundimos melhora com excelência, crescimento com liderança, movimento com progresso suficiente.

A tentação do espelho não pertence apenas às sociedades. Ela acompanha indivíduos, famílias, empresas, universidades, governos e organizações de todos os tipos. Todos gostamos de contar a história do caminho que percorremos. Todos encontramos conforto ao comparar o presente com as dificuldades que já superamos. O problema é que o mundo continua escrevendo a sua própria história enquanto contamos a nossa.

Novas tecnologias surgem. Novos conhecimentos são produzidos. Novas formas de organizar a vida coletiva aparecem. O que parecia avanço ontem pode representar apenas normalidade hoje. O que parecia suficiente há uma geração pode tornar-se insuficiente na geração seguinte. Talvez a pergunta da tartaruga fosse, no fundo, um convite para trocar o espelho pela janela.

Não para negar conquistas genuínas nem para transformar avanços em fracassos, mas para evitar uma armadilha comum: a de acreditar que o próprio reflexo revela toda a paisagem. Porque o mundo não para enquanto admiramos nossa imagem.

E há momentos em que alguém melhora sinceramente, trabalha honestamente e avança de verdade, mas ainda assim descobre que o mundo mudou mais depressa. O problema nunca foi olhar para o espelho. O problema foi acreditar que ele mostrava o horizonte.

*David Gertner, Ph.D. é escritor e ensaísta. Doutor pela Northwestern University e professor universitário aposentado, escreve sobre identidade, memória, ética, democracia e a condição humana.

 

Presidente da CBF, Samir Xaud levou esposa e amante para a Copa, afirma jornalista

Uma reportagem publicada pelo Portal Leo Dias afirma que o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, teria viajado para a Copa do Mundo acompanhado tanto da esposa quanto de uma suposta amante. As informações divulgadas pelo veículo são baseadas em registros e imagens obtidos pela equipe do jornalista. De acordo com a publicação, o dirigente também teria o hábito de utilizar recursos da entidade para custear viagens de mulheres que o acompanhariam em compromissos internacionais. Até o momento, as alegações divulgadas pelo portal não vieram acompanhadas de manifestação pública da CBF ou do próprio Samir Xaud.

Segundo a reportagem, fotografias registrariam um suposto jantar romântico realizado em Nova York no início deste mês. A mulher identificada pelo veículo como acompanhante do dirigente seria a empresária Camila Cristina Andrade, natural de Roraima. Ainda conforme a publicação, ela teria ficado hospedada em um hotel por meio de uma reserva vinculada ao presidente da CBF. As informações divulgadas pelo jornalista indicam ainda que Camila teria deixado o hotel no dia 10 de junho, um dia antes da chegada da esposa de Samir Xaud ao México para acompanhar a Copa do Mundo ao lado do marido. A matéria também sustenta que esse não teria sido um episódio isolado. Conforme a apuração do Portal Leo Dias, outra mulher próxima ao dirigente, a influenciadora Tamires Fernandes Barcellos, teria viajado ao Catar em dezembro do ano passado para acompanhar a final da Copa Intercontinental. Segundo a reportagem, os custos de hospedagem dessa viagem teriam sido direcionados à CBF.

Jornal da Cidade Online

 

Vereador Beto Castro foi preso por posse ilegal de arma, em operação contra desvio de verbas no MA

Investigação apura desvio de emendas parlamentares com suspeita de ligação com facções criminosas; vereador Beto Castro (Avante) e o ex-vereador Umbelino Júnior estão entre os alvos.

  • A operação Benedict, deflagrada nesta segunda-feira (15), investiga esquema de desvio de emendas parlamentares no Maranhão, com suspeita de atuação de organização criminosa ligada a facções.
  • A Justiça autorizou 17 mandados na operação, sendo 7 de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão, expedidos por vara especializada.
  • Segundo o Ministério Público, a ação busca desmontar organização criminosa responsável por desviar verbas públicas destinadas a projetos financiados.
  • O vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), foi preso por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de prisão

O vereador de São Luís, Beto Castro (Avante), foi preso nesta segunda-feira (15) por posse ilegal de arma de fogo durante o cumprimento de um mandado de prisão na operação Benedict, que investiga um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares com participação de facções criminosas. Além dele, o ex-vereador Umbelino Júnior e outras 15 pessoas são alvo da operação.

A ação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic), com apoio da Polícia Militar do Maranhão (PMMA). Ao todo, a Justiça autorizou 17 mandados, sendo sete de prisão preventiva e dez de busca e apreensão, expedidos pela Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados.

Os mandados de prisão foram expedidos contra:

  • Lucivânia Silva Alves Siqueira
  • Robson de Oliveira Siqueira
  • José Roberto Santos Cunha
  • Cristiana Serra Duarte Cunha
  • Evânia Maria Sousa Nicácio
  • Evano Hícaro dos Santos Soares
  • Josué Santos da Silva, conhecido como “Gaspar”

 Além das prisões, as ações também atingem três empresas: o Instituto Sê Tu Uma Bênção, a Comercial Alves e Serviços Eireli e o escritório Elmo Contabilidade Ltda. Segundo o Ministério Público do Maranhão (MPMA), a operação busca desmontar uma organização criminosa suspeita de desviar dinheiro público destinado a projetos financiados por emendas parlamentares. Inicialmente, a Justiça havia autorizado mandados contra outras três empresas. No entanto, as diligências foram canceladas após a constatação de que os estabelecimentos já estavam fechados. A operação segue em andamento.

Fonte: G1 MARANHÃO

 

17º Encontrão da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão acontece em julho

17º Encontrão da Teia do Maranhão acontecerá de 02 a 06 de julho no Quilombo Tanque da Rodagem e São João, em Matões, Leste Maranhense.

O 17º Encontrão da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão se aproxima e o chão sagrado que irá receber esse momento será o Quilombo Tanque da Rodagem e São João, em Matões, Leste Maranhense. O encontro ocorrerá nos dias 02 a 06 de julho de 2026, tendo como tema central: “Com a força dos troncos velhos, brota a nossa resistência”. Este ano, a Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão celebra o seu 17º Encontrão e os seus 15 anos de tecimento de lutas e alianças, que desde o seu momento germinal percorre territórios, fortalecendo as alianças entre os povos e comunidades tradicionais.

No mês de janeiro, a articulação da Teia realizou um momento de avaliação do Encontrão anterior, realizado na Terra Indígena Taquaritiua, incluindo também o planejamento do próximo Encontrão.

Território do 17º Encontrão da Teia do Maranhão é marcado por luta e resistência

Ê, meu pai quilombo, eu também sou quilombola.
Nossa luta é todo dia, toda hora”

O Quilombo Tanque da Rodagem e São João é um território constituído pelas comunidades de Tanque da Rodagem, Macaúba e São João, localizadas no leste do Maranhão. Essas comunidades resistem historicamente na defesa de seus territórios tradicionais, principalmente contra o avanço do agronegócio, intensificado principalmente pelos estímulos do MATOPIBA. Esta história de resistência também foi mostrada no V Congresso da CPT, realizado em 2025, e registrada no Caderno de Experiências – “Romper Cercas”, junto com o Quilombo Onça. Confira neste link: ROMPENDO CERCAS E TECENDO TEIAS EM TERRITÓRIOS MARANHENSES

 “Já prepara tua rede ou barraca, teu repelente, teu copo, talher, e teu maracá ou tambor! E compartilhe os conteúdos de divulgação do Encontrão”, afirma a articulação da Teia.

 Comunicação da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão. Edição: Carlos Henrique Silva (Comunicação CPT Nacional)

 

Trump e Irã confirmam cessar-fogo com reabertura do estreito de Ormuz

“Navios do mundo, liguem os motores”, exortou Trump, “que o petróleo flua.” O presidente norte-americano Donald Trump anunciou neste domingo (14) acordo de cessar-fogo com o Irã e a reabertura “sem pedágio” do Estreito de Ormuz, incluindo a retirada do bloqueio naval americano. O Irã também confirmou o acordo por meio do vice-ministro das Relações Exteriores, Gharibabadi, na rede estatal da ditadura. A assinatura do acordo está prevista para o próximo dia 19, na Suíça. Trump saudou o acordo em sua rede Truth Social: “Parabéns a todos! Autorizo formalmente a abertura gratuita do Estreito de Ormuz e, simultaneamente, autorizo a remoção imediata do bloqueio naval dos Estados Unidos. Navios do mundo, liguem os motores. Que o petróleo flua”,

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, foi o primeiro a anunciar o acordo, em post na rede social no X, informando que “ambos os lados declararam o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”. O acordo foi celebrado apesar de novos ataques aéreos israelenses em Beirute, neste domingo, contra alvos do grupo terrorista Hezbollah, que, como sempre, divulga informações sobre vítimas nunca confirmadas por fontes isentas. Hoje, os números divulgados por fontes terroristas indicariam supostas 3 mortes e 15 feridos.

Diário do Poder

 

A humilhação internacional do STF e a patética nota do ministro Edson Fachin

A Suprema Corte italiana publicou o fundamento de sua decisão de não extraditar Carla Zambelli. Não podia ser pior para a Corte tupiniquim: os juízes italianos apontaram parcialidade do milionário ministro Alexandre de Moraes no caso. Vítima e juiz não poderiam ser a mesma pessoa.

Que algo elementar no direito tenha que ser lembrado por uma corte estrangeira já é humilhante em si. Mas mais patética ainda foi a nota que Edson Fachin, presidente do STF, foi obrigado a soltar, para defender a “instituição”. Segundo Fachin, estaria tudo em ordem porque a decisão monocrática de Moraes foi referendada pela primeira turma do Tribunal! Essa nota consegue ser ainda pior que a condenação, por parte do tribunal italiano, das práticas do nosso STF. Primeiro, porque se Moraes foi parcial, a árvore toda está envenenada, o que tornam podres todos os seus frutos. Sobre isso, a nota é silente. Dá ênfase às decisões da primeira turma e nada fala sobre a parcialidade de Moraes apontada pela justiça italiana. Segundo a nota é patética ao lembrar que a Suprema Corte brasileira sempre colaborou com a justiça italiana em casos de extradição. Como se a nossa Corte tivesse se deparado com um caso escancarado de parcialidade de juiz italiano e tivesse feito vistas grossas. Essa falsa simetria levantada pela nota de Fachin só piora algo já muito ruim.

Em terceiro lugar, a decisão dos juízes italianos está condenando justamente a atuação da primeira turma do STF, que não foi capaz de deliberar pelo óbvio, a suspeição de Moraes. Fachin brande o argumento do acolhimento da denúncia pela Turma como se fosse um detergente capaz de desinfetar uma sentença viciada pela parcialidade. Por fim, afirmar que a concordância da Turma com o milionário ministro é sinal de devido processo legal é um acinte à inteligência do respeitável público. Depois daquela reunião vazada, em que Toffoli, sendo muito mais do que um “juiz com dupla veste”, foi “absolvido” por seus pares, ficou claro que os ministros estão mais interessados em varrer para debaixo do tapete os vícios de seus membros do que realmente defender a instituição. Não seria outra, portanto, a decisão da tchurma de Moraes.

Édson Fachin vem sendo incensado pela imprensa como um juiz que quer colocar alguma ordem na casa. Essa nota demonstra que o “Código de Ética” do ministro é só um hipogloss para tratar uma fratura exposta. A decisão da Corte italiana e essa patética nota institucional demonstram que o buraco é bem mais embaixo.

Marcelo Guterman. Engenheiro de Produção pela Escola Politécnica da USP e mestre em Economia e Finanças pelo Insper.