Além de Lula, lobista Roberta Luchsinger se exibe ‘íntima’ de Janja, Alckmin, ministros do STF.

Redes sociais de Roberta Luchsinger ostenta rede de relacionamentos da amiga de Lulinha no centro do poder do Brasil. A ostentação da proximidade, ao menos física, do presidente Lula (PT) nas suas fotos das redes sociais com a lobista Roberta Luchsinger é apenas parte de sua ampla rede de relacionamentos com a cúpula dos Poderes da República. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do governo petista também ilustram a linha do tempo das postagens com a suspeita de intermediar negócios sob suposto tráfico de influência atribuído o filho de Lula, Fábio Luís, o “Lulinha”. As imagens com Lula desmentiram a lorota do candidato petista à reeleição sobre nunca ter estado próximo da lobista investigada que ostenta tatuagem de “best friend” da esposa de Lulinha, Renata Moreira. Personagens relevantes da República nas outras fotos com a lobista ampliam a dimensão dos contatos da amiga de Lulinha. Maior parte das imagens que Luchsinger ostenta com autoridades mostram encontros amigáveis em eventos sociais.

Colada no Supremo

Aparecem com a lobista os ministros do STF Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin, e os integrantes já aposentados do Supremo, Luís Roberto Barroso e Carlos Ayres Britto. Porém, é necessário ponderar que a ostentação mostra a lobista integrada ao círculo de poder que decide o destino do Brasil, mas não indicam qualquer ato ilegal ou relativo às investigações e suspeitas que ligam a amiga da família do presidente a escândalos como o roubo bilionário a aposentados e pensionistas do INSS e o caso de Lulinha.

A assessoria de imprensa do STF ressaltou para o Diário do Poder que seus ministros cumprem agenda institucional e participam regularmente de solenidades, cerimônias sociais e eventos públicos abertos a diversos convidados do meio jurídico, político e da sociedade civil.

“Os registros fotográficos foram na posse do ministro Zanin no STF, evento público no qual é costumeiro que os ministros atendam a solicitações de fotos. No caso do ministro Flávio Dino, a foto é de 2022, quando o ministro não exercia função pública. Ele atendeu a um pedido de foto em um aeroporto, como acontece cotidianamente”, esclareceu a assessoria do Supremo.

Ministério da Saúde

No feed de Luchsinger é possível encontrar a lobista com a ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade (demitida em contexto de desgaste político) e seu então secretário-executivo da pasta, Swedenberger Barbosa, que é o atual chefe de gabinete adjunto de Lula.

Conhecido como Berger, ele é citado na investigação como alvo de uma suposta articulação conjunta da lobista com Lulinha, com objetivo de fechar contrato de R$ 626 milhões com uma empresa de Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso pelo roubo bilionário a aposentador e pensionistas.

Nesta semana, o senador Carlos Viana, que presidiu a CPMI do INSS pediu que o Plenário do Senado convoque o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha, para explicar se o lobby de Luchsinger junto ao Ministério resultou em contratos.

O ministro aparece em fotos com a lobista. E sua pasta não respondeu ao Diário do Poder sobre eventuais reuniões, seus participantes, articuladores, além de empresas, projetos e possíveis processos e recursos envolvidos no lobby atribuído à lobista amiga de LulinhaA reportagem também pediu posicionamento de Luchsinger. E está à disposição para manifestações de qualquer pessoa mostrada na matéria nas postagens da lobista.

Diário do Poder

Mais mentiras de Lula no ‘JN’: PIB, déficit fiscal, INSS, fome…

Ele chegou a dizer até que haverá superávit de 01,1%, mas o rombo já passa dos R$140 bilhões. Lula (PT) não mentiu apenas sobre a lobista Roberta Luchsnger, sócia do seu filho Lulinha em negócios milionários que estão sob investigação da Polícia Federal, realizados ou articulados em seu governo. Ele mentiu também ao citar números e dados da economia.

Lula afirmou que o PIB só voltou a crescer 3% ou mais depois que ele retornou à Presidência, em 2023. É falso. O IBGE registra crescimento de 3,9% em 2011 e 3% em 2013 (governo Dilma) e de 4,8% em 2021 e 3% em 2022 (governo Bolsonaro).

Outra mentira de Lula foi afirmar que “herdou” um “déficit fiscal de 2 ,8%” e que “o orçamento desse ano” terá “superávit primário de 0,1%”. Na verdade, o governo anterior, de Jair Bolsonaro PL), entregou um superávit, com dinheiro em caixa. E, este ao, o rombo ou “déficit fiscal” já passou dos R$140 bilhões em doze meses, segundo dados do próprio Tesouro Nacional.

Diário do Poder

 

No Brasil de hoje estudar direito não é suficiente: Conhecer a lei não significa saber como ela será aplicada

No passado, ser advogado era motivo de respeito. No passado, o jovem estudava as leis, conhecia a jurisprudência, concluía a faculdade, pagava a sempre presente taxa do Exame da OAB e, depois de aprovado, conseguia prever com alguma segurança o provável resultado de uma ação. Hoje, essa previsibilidade está desaparecendo.

Desde os primeiros anos da faculdade, o estudante de Direito aprende a consultar o Vade Mecum, obra que reúne a Constituição Federal, os códigos e as principais leis brasileiras. O problema é que ainda não inventaram um Vade Mecum capaz de antecipar qual interpretação os tribunais superiores darão a essas leis — nem por quanto tempo ela permanecerá válida.

A jurisprudência deveria orientar a aplicação do Direito, permitindo que situações semelhantes recebessem soluções igualmente semelhantes. Isso proporcionaria segurança jurídica ao cidadão e ofereceria ao advogado uma base confiável para fundamentar ações e defesas. Entretanto, entendimentos antes considerados consolidados podem ser modificados, superados ou reinterpretados. Com isso, aquilo que ontem parecia certo amanhã poderá deixar de ser.

Há, porém, uma preocupação ainda mais grave. A insegurança jurídica não surge apenas das mudanças naturais de interpretação da lei. Ela se torna muito mais perigosa quando decisões aparentam receber influência de conveniências políticas, preferências ideológicas ou da identidade das pessoas envolvidas.

A Justiça deveria analisar os fatos, as provas, a legislação e o desenrolar do processo. Entretanto, cresce na sociedade a percepção de que, em determinados casos, alguns tribunais parecem observar primeiro quem são as partes para somente depois escolher qual interpretação será aplicada.

É evidente que processos diferentes podem exigir soluções diferentes. O que não pode existir é uma lei rigorosa para adversários, tolerante para aliados e ajustável conforme a importância política, econômica ou institucional dos envolvidos. Quando a mesma norma produz resultados opostos, não pelas diferenças existentes nos autos mas pela aparente conveniência em torno das partes, deixa de haver apenas divergência jurídica. Surge a suspeita de uma Justiça seletiva.

Essa crítica, evidentemente, não se dirige aos magistrados que cumprem a lei com independência, equilíbrio e respeito ao devido processo legal. Esses profissionais ainda sustentam a credibilidade do Judiciário. A crítica se volta aos julgamentos nos quais a interpretação parece ultrapassar os limites da lei, permitindo que convicções políticas ou ideológicas ocupem o lugar que deveria pertencer exclusivamente aos fatos, às provas e ao texto legal.

Um exemplo marcante da crescente instabilidade jurídica ocorreu com a chamada “REVISÃO DA VIDA TODA”. Em 2022, o Supremo Tribunal Federal reconheceu a possibilidade dessa revisão para determinados aposentados. Milhares de segurados recorreram à Justiça confiando na decisão da mais alta Corte do país. Posteriormente, ao julgar outras ações, o próprio STF adotou entendimento diferente e superou a tese anteriormente aprovada. Processos foram afetados, expectativas foram frustradas e até decisões definitivas passaram a ser questionadas por meio de ações rescisórias.

O trânsito em julgado continua existindo e permanece fundamental. Contudo, quando até uma decisão considerada definitiva pode ser desconstituída em razão de uma interpretação posterior, é inevitável que o cidadão passe a desconfiar da estabilidade do sistema. Estudar Direito continua sendo indispensável. O problema é que conhecer a lei já não basta.

O advogado precisa acompanhar diariamente novas decisões, mudanças de entendimento e interpretações capazes de alterar completamente o rumo de um processo. Em determinadas situações, precisa conhecer não apenas os fatos e as leis, mas também tentar prever como o tribunal enxergará as pessoas envolvidas. Quando a interpretação se torna mais importante do que o texto da lei — e a identidade das partes parece mais relevante do que aquilo que está nos autos —, o advogado deixa de trabalhar apenas com o Direito. Passa a trabalhar também com a imprevisibilidade.

E uma Justiça considerada seletiva perde justamente aquilo que deveria proteger acima de tudo: A confiança do cidadão em sua imparcialidade.

Jayme Rizolli

Jornalista

 

Os ministros de Lula que frequentavam a mansão de Roberta Luchsinger, companheira de crimes de Lulinha

Uma reportagem publicada nesta sexta-feira (28) pela Revista Veja apresenta alguns dos ministros de Lula que eram habituais frequentadores da mansão da lobista Roberta Luchsinger, a mulher que Lula teve ontem a cara de pau de dizer no JN, que não a conhecia.

A revista mostra também como era a estratégia utilizada pela lobista:

“Segundo a PF, a lobista Roberta Luchsinger, famosa pelas relações de amizade com petistas, era a parte visível da engrenagem. Ela captava clientes interessados em fazer negócios com o governo, usava sua extensa rede de contatos para se aproximar de certas autoridades e, quando algo dava errado ou surgia algum tipo de obstáculo, lançava mão de seu principal trunfo: o filho do presidente.”

Na sequência, a reportagem cita alguns petistas que frequentavam mansão:

“Entre outros, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira, o ex-chefe de gabinete do presidente da República Marco Aurélio Santana, o Marcola, e o atual chefe adjunto do gabinete presidencial Swedenberger Barbosa, o Berger, além de Lulinha, dos irmão Kalil e Fernando Bittar, sócios do primogênito.”

Jornal da Cidade Online

Lula: Que culpa tenho eu, se meu filho Lulinha é o Ronaldinho dos negócios

Alvo da CPMI do INSS, Fabio Luiz Lula da Silva deixou o país logo após o início das investigações, em 2025, fixando residência na Espanha. O advogado Fabio Pagnozzi e o jornalista Oswaldo Eustáquio descobriram o paradeiro do herdeiro de Lula, em um condomínio de luxo em Madri e fizeram um vídeo direto do local.

“O aluguel é de R$ 30 mil por mês e o lugar é de luxo, tem até piscina panorâmica. Os apartamentos têm cerca de 250 metros quadrados, de 3 a 5 quartos, na área de La Moraleja, a mais cara de Madrid”, afirmou o jornalista. 

Como Lulinha banca todo esse luxo? Ninguém sabe.

Entre os moradores ilustres do bairro estão Vini Júnior e Rodrygo Goes, estrelas do Real Madrid. O ator Richard Gere também tem uma casa em La Moraleja. Vale lembrar que Quaquá, vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá, no Rio de Janeiro, chegou a afirmar que Lulinha vivia em ‘condições precárias’ na Espanha.

“Imagina, um presidente que está há três mandatos, se os filhos tivessem cometido ilicitudes, hoje era para esse cara estar rico”, disse Quaquá em entrevista ao site Poder360.

Em 2002, um ano antes do petista ganhar a eleição, Lulinha ganhava R$ 600 como monitor do Zoológico de São Paulo. Em 2006, Lula foi questionado sobre o aporte milionário de cerca de R$ 5 milhões feito pela empresa de telefonia Telemar (depois incorporada pela Oi) na Gamecorp, empresa de jogos e conteúdo digital da qual Lulinha era sócio. E foi aí que ele soltou a frase célebre:

“Que culpa tenho eu se meu filho é o Ronaldinho dos negócios?”, comparando o talento do filho ao do jogador de futebol.

Pelo visto, Lulinha, de acordo com a expressão e naturalmente pelo acompanhamento de Lula, o filho continua prosperando.

Jornal da Cidade Online

 

Lula mente ao ‘JN’ negando conhecer lobista sócia de Lulinha; e ainda a chamou de ‘pilantra’

Logo após Lula mentir, apareceram nas redes sociais fotos mostrando sua relação com Roberta Luchsinger. Lula (PT) protagonizou momento de grande constrangimento ao ser pego mentindo durante entrevista ao vivo no Jornal Nacional, da TV Globo. Quando o assunto chegou à lobista Roberta Luchsinger — sócia do seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e alvo de três inquéritos da Polícia Federal por tráfico de influência e corrupção —, a resposta foi peremptória: nunca a viu, nunca conversou com ela, ela nunca esteve próxima dele. “Não conheço essa moça”, afirmou. Chamou-a de “pilantra” e ironizou a mensagem em que ela dizia ter sido convidada por ele a escolher um cargo no governo.

Logo em seguida, voltaram a circular as muitas fotos que documentam o relacionamento entre Lula e Roberta Luchsinger, em diversos momentos diferentes. Não são imagens obscuras ou de origem duvidosa. Estavam no Instagram da própria Roberta: ao lado de Lula e Janja em 2022; na comemoração da nomeação de Daniela Teixeira ao STJ, em 2023, com o presidente no meio das duas; e em post de aniversário do petista, em outubro daquele ano, elogiando-o como “o melhor presidente que esse país já teve”. Outros registros a mostram em eventos da família e da militância petista.

Roberta Luchsinger não é uma figura distante. É apontada pela PF como integrante de um núcleo, com Lulinha e o empresário Fernando Bittar, voltado a intermediar negócios milionários no governo Lula. Mensagens apreendidas mostram a lobista falando em nome do filho do presidente (“eu sou o Fábio”), projetando ganhos de dezenas de milhões, cobrando “somos governo” e relatando que Lula a teria chamado para escolher “onde queria ficar”. Ela recusou, segundo o próprio relato, para permanecer na “sociedade” com Fábio e Fernando. Lulinha é alvo de inquéritos no STF por tráfico de influência. Roberta fez dezenas de visitas a ministérios e ao Planalto fora da agenda oficial.

Lula passou vergonha ao ser desmentido em minutos, logo após a entrevista. Ao escolher a negação absoluta — “nunca vi essa moça na minha vida” — Lula comprometeu a credibilidade de tudo o mais que disse na entrevista e em outras ocasiões. Afinal, quem mente sobre o que está documentado em fotos públicas enfraquece o resto do que diz na mesma conversa: sobre o filho, sobre as investigações, sobre o governo.

A política brasileira está saturada do “não sabia” de Lula no escândalo de corrupção do mensalão em seu primeiro governo, há mais de duas décadas. Desta vez o arquivo visual estava à mão de qualquer um com acesso ao Instagram. O efeito é imediato: a denegação não protegeu Lulinha nem desfez as suspeitas da PF. Apenas deixou a impressão de que, diante da câmera, o presidente preferiu o risco da mentira óbvia ao ônus de admitir proximidade com quem hoje está no centro de três inquéritos. Em campanha, isso não é detalhe. É o tipo de momento que os eleitores guardam.

Diário do Poder

 

O legado de Lula: Corrupção e impunidade

                        *Por Luiz Holanda

                    A avaliação e a preocupação com o legado histórico do presidente Lula dividem opiniões no cenário político e social brasileiro, embora se saiba, desde já, que ele não será positivo. O que prevalecerá dos feitos sociais do seu governo, das crises econômicas e institucionais e da sua postura pessoal diante dos acontecimentos está aquém do que pretende. Segundo seus defensores e analistas, sua trajetória, desde o sindicalismo até a presidência da República o registrará como um líder focado na inclusão das classes populares no desenvolvimento econômico do país. Já seus opositores, analistas liberais e críticos em geral apontam fragilidades estruturais do seu governo, escândalos de corrupção e erros de gestão que caracterizam sua gestão de forma negativa.

                         Matrizes econômicas adotadas geraram descontrole inflacionário, recessão e graves crises fiscais. Críticas a arranjos de governabilidade com base em coalizões congressuais de alto custo político e as escolhas feitas durante seus mandatos culminaram em graves crises de governabilidade. Mas o que vai permanecer na memória histórica de sua vida e do seu governo serão as contradições de sua trajetória como sindicalista e político, além dos escândalos de corrupção ocorridos durante seus quatro mandatos.

                         Entre estes, o maior deles ficará com a Petrobrás, amplamente documentado em investigações como a Operação Lava Jato, envolvendo indivíduos específicos — incluindo ex-diretores indicados politicamente e executivos de empreiteiras.  O corpo funcional (os empregados) da companhia permanecerá intacto, mas o administrativo, não. Lula sempre usou a Petrobrás como trampolim político. Na década de 2000, fez um pronunciamento exaltando a descoberta de petróleo no pré-sal, classificando a novidade como um “passaporte para o futuro” e uma “quase segunda independência do Brasil”. Agora, de forma idêntica, utilizou a mesma expressão para exaltar a descoberta do óleo na Margem Equatorial da Foz do Amazonas. O argumento é o mesmo: os recursos gerados pela exploração fóssil servirão para financiar a transição energética e investimentos em combustíveis renováveis. Em ambos os momentos o discurso enfatiza o papel indutor da Petrobras e a importância de manter o controle estratégico sobre os recursos energéticos nacionais.

                        Até aí tudo bem. O problema é saber se a nova política para a empresa impedirá que a criminalidade retorne quando o petróleo jorrar.   O paralelismo das promessas parece indicar que a crise moral da estatal no seu governo deve ser esquecida, principalmente a corrupção. A descoberta do óleo na foz do Amazonas não impedirá que o país se recorde da época em que a Petrobras se tornou o principal foco dos esquemas de desvio de dinheiro investigados pela Operação Lava Jato. Lula chegou a provocar o governo dos Estados Unidos ao afirmar que, caso ocorram conflitos com o fechamento do Estreito de Ormuz no Oriente Médio, o Brasil poderá abastecer o mercado internacional com a nova produção.

                      Lula esquece que a Lava Jato descobriu o maior esquema de corrupção já existente no Brasil, maior até dos que ocorridos no Banco Master e nas fraudes no INSS. Todos geraram fortes impactos políticos e investigações complexas — atingindo, inclusive, figuras ligadas à base governista, sendo que, o do Banco Master, atingiu todos os poderes da República, gerando uma intensa guerra de narrativas entre o governo e a oposição. Os escândalos do Master e do INSS não são os maiores ocorridos durante o governo Lula em termos de volume financeiro ou condenações históricas.

                     Em termos históricos e de envergadura jurídica já julgada, os maiores esquemas de corrupção associados aos governos do PT continuam sendo o Mensalão e o Petrolão. A Petrobrás perdeu muito dinheiro com a corrupção. O esquema de compra de apoio parlamentar envolveu cifras bilionárias e dezenas de condenações de ex-dirigentes partidários, parlamentares e grandes empreiteiros.  A liquidação do Banco Master e os desdobramentos das investigações conduzidas pelo STF sob a relatoria do ministro André Mendonça e pela Polícia Federal na Operação Compliance Zero apontam para fraudes financeiras e relações suspeitas envolvendo um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões (Operação Sem Desconto) e os processos conexos que investigam irregularidades financeiras e operações ligadas ao Banco Master.

                    A oposição busca associar a gênese e as conexões dos casos a lideranças petistas, enquanto os aliados do governo argumentam que, no caso do Master, o banco teve ascensão e autorizações regulatórias consolidadas em administrações federais anteriores, e que o atual governo atuou para estancar e apurar as irregularidades. Tal fato não corresponde à realidade. O legado de Lula será, com toda certeza, negativo, manchado pela corrupção e pela impunidade.

*Luiz Holanda

Advogado e professor universitário

 

Pasmem! Disputa “sangrenta” no STF: Ministro André Mendonça luta sozinho por Justiça

Um artigo da jornalista Malu Gaspar em O Globo revela a guerra institucional nos bastidores do Supremo que pode decidir a eleição entre Lula e Flávio Bolsonaro. Mais do que isso: mostra um ministro isolado, André Mendonça, enfrentando pressões enormes para fazer o que é certo. A “guerra mais sangrenta e decisiva” não está no horário eleitoral, nem nas redes sociais ou debates. Está dentro do STF, onde tramitam os casos Dark Horse e Lulinha. O ritmo e as revelações desses inquéritos vão definir:

–  Quem tem mais chance de vitória numa eleição pautada pela rejeição.

– Quem vai dominar o tribunal nos próximos anos com as aposentadorias de ministros.

Os dois cenários possíveis. Se Lula vencer:

– A ala de Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes tende a emplacar aliados nas 3 vagas que se abrirem e mais a de Barroso (ainda indefinida).

Se Flávio Bolsonaro vencer:

– O STF pende à direita.

– O centro de gravidade vai para André Mendonça, relator dos casos Banco Master e INSS.

Sob essa “guerra de tronos”, há um embate que revela a coragem de um ministro que está sozinho. André Mendonça está isolado no STF, mas não se curvou às pressões.

– Desconfia que o diretor-geral da PF usa o cargo para atrapalhar as investigações.

– Está lutando contra um sistema que tenta blindar poderosos.

Andrei Rodrigues (Diretor-Geral da PF)

– Acusa Mendonça de tentar “dirigir politicamente” as investigações

– Mas o artigo mostra que não houve reação semelhante em casos anteriores com outros ministros.

O ministro tomou decisões que mostram independência e coragem, mesmo estando isolado:

– Ordenou que delegados deixassem dados brutos (quebras de sigilo telemático e fiscal) sob custódia em seu gabinete, para garantir que nada seja manipulado.

– Mandou que não compartilhassem informações com superiores hierárquicos, para evitar vazamentos seletivos.

– Exigiu que eventuais trocas de equipes fossem submetidas a ele, para garantir a lisura das investigações.

No caso do INSS, só após Mendonça cobrar relatórios parados há meses é que as suspeitas contra Lulinha viraram 3 inquéritos que hoje assombram a candidatura de Lula. Isso mostra que, sem a pressão de Mendonça, nada aconteceria. Ele está certo em exigir transparência.

Andrei recorreu à *Advocacia-Geral da União (AGU):

– Pediu que tentasse revogar as medidas de Mendonça.

– Classificou as ordens como “inconstitucionais”, mas isso é pressão para blindar investigados.

– Colocou Jorge Messias numa posição delicada.

Mendonça está sendo pressionado de todos os lados, mas não recua. Isso é integridade.

Jornal da Cidade Online

 

Dívida de empresas em recuperação é de R$180 bilhões, sob governo Lula, hostil ao setor privado

Custo elevado do crédito, juros nas alturas etc, fragilizam quem empreende e emprega no Brasil. O volume de dívidas de grandes empresas brasileiras em recuperação judicial ou extrajudicial chegou a cerca de R$180 bilhões, levando as reestruturações corporativas ao maior nível já registrado no país. A entrada da Braskem nesse grupo reforça um movimento que ganhou força em 2026. Empresas de diferentes setores vêm recorrendo à renegociação de passivos para reorganizar o caixa, alongar vencimentos e reduzir a pressão financeira sobre suas operações.

Como informa a plataforma Faria Lima News, o cenário vai além de casos isolados. O custo elevado do crédito, o peso dos juros sobre dívidas acumuladas e a dificuldade de refinanciamento aumentaram a pressão sobre companhias com estruturas financeiras mais fragilizadas. Com isso, as recuperações passaram a refletir uma deterioração mais ampla do crédito corporativo brasileiro, atingindo grupos de grande porte e ampliando o volume de dívidas submetidas a processos de reestruturação.

Esse fenômeno ganhou dimensões recordes no atual governo Lula (PT), acusado de criar e ampliar um ambiente hostil para quem empreende e investe no Brasil.

Diário do Poder

 

Maurício Camisotti delatou Careca do INSS e admitiu roubalheira de R$ 400 milhões

Delator está preso em São Paulo e já prestou mais de dez depoimentos sobre roubo bilionário a aposentados e pensionistas. O maior operador do esquema de roubo bilionário a aposentados e pensionistas, Maurício Camisotti, já prestou mais de dez depoimentos de sua delação premiada proposta à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República (PGR), e apontou Antônio Camillo Antunes, o “Careca do INSS”, como grande orquestrador do roubo a quase 10 milhões de vítimas de descontos fraudados e não autorizados em contracheques. Segundo a CNN Brasil divulgou nesta quinta-feira (27), Camisotti admitiu ter movimentado ao menos R$ 400 milhões do esquema criminoso em empresas ligadas a ele mesmo.

De acordo com o jornalista Elijonas Maia, a PF está satisfeita com as delações de Camisotti e, junto com a PGR, já estão na fase final de preparação do acordo de colaboração premiada que será submetida ao crivo do Supremo Tribunal Federal (STF), que tem como relator do caso o ministro André Mendonça.

Preso na carceragem da Superintendência da PF em São Paulo, Camisotti não foi indiciado no inquérito sobre operadores do roubo aos beneficiários do INSS, por ter colaborado com novas informações que contribuíram com o indiciamento de 54 investigados, em dois relatórios concluídos no início deste mês de agosto. Entre eles estão Careca do INSS e o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto.

Em março de 2026, o ministro André Mendonça determinou a transferência de Camisotti da Penitenciária II de Guarulhos para a carceragem da PF. E está sendo mantido lá por seguir colaborando com as equipes de investigadores que atuam na superintendência paulista da corporação.

Preso em setembro de 2025, Maurício Camisotti largou na frente dos demais investigados, ao assinar o primeiro acordo de delação sobre o roubo bilionário do INSS, em abril deste ano, quase um ano após a deflagração da Operação Sem desconto. E sua primeira versão da delação, conduzida pela PF, já havia sido enviada ao STF, mas a Mendonça devolveu o acordo de colaboração para ser refeito com participação conjunta da PGR e da PF.

A CPMI do INSS estimou que o esquema rendeu entre R$ 7 bilhões e R$ 10,5 bilhões, entre 2015 a 2025, envolvendo 47 entidades associativas e sindicatos acusados de lesar 10 milhões de aposentados e pensionistas. E os órgãos de controle estimaram R$ 6,3 bilhões roubados de cerca de 4,1 milhões a 6 milhões de aposentados e pensionistas, entre 2014 e 2024.

Em abril, o relator da CPMI do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), expôs sua expectativa de que Camisotti tiraria o sono de integrantes da cúpula do poder da República, em Brasília, com sua delação. O vice da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) cobrou que Camisotti delatasse políticos e autoridades envolvidos nos crimes monstruosos.

Diário do Poder