Revista inglesa afirma que ministros do STF viram as costas para a democracia no Brasil

Publicação analisa os efeitos de um “escândalo de corrupção feio e em constante expansão.” A revista britânica The Economist publicou nesta quinta-feira (10) um artigo duro sobre o Supremo Tribunal Federal. Sob o título “When the defenders of democracy turn their backs on it instead” (“Quando os defensores da democracia viram as costas para ela”), a publicação afirma que o tribunal que impediu um golpe após as eleições de 2022 agora está no centro de um escândalo de corrupção em expansão e pode minar a confiança dos brasileiros na própria democracia.
O texto lembra que, diante da tentativa de Jair Bolsonaro de reverter a derrota de 2022, o STF atuou com firmeza. Em setembro de 2025, o ex-presidente foi condenado a 27 anos de prisão. A corte enfrentou ameaças, inclusive de Donald Trump, e grande parte da sociedade comemorou a preservação da jovem democracia brasileira.

O tom muda no presente. Segundo a revista, os ministros que antes eram vistos como guardiões das instituições agora representam um risco às eleições presidenciais de 2026. O motivo é um “escândalo de corrupção feio e em constante expansão” ligado ao caso do Banco Master e a supostas relações próximas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, descrito como o maior fraudador do país.

A Economist aponta que Moraes já havia tomado decisões questionáveis no inquérito das fake news e no processo contra Bolsonaro, mas que a sociedade as tolerou diante da ameaça maior. Agora o ministro volta ao centro das críticas. Quando as conexões com Vorcaro vieram à tona, o presidente do STF, Edson Fachin, sugeriu um código de ética com declaração de rendimentos externos. Moraes ridicularizou a proposta.

A crise interna se agravou em 3 de setembro, quando Moraes pediu a investigação do ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master, por abuso de autoridade e motivação política, depois que Mendonça autorizou a divulgação de mensagens entre Vorcaro e Moraes. A revista reconhece que Mendonça também tem um histórico problemático — em 2020, como ministro da Justiça de Bolsonaro, supervisionou um dossiê contra adversários —, mas considera as manobras de Moraes para se proteger ainda mais graves.

O diagnóstico da publicação é pessimista. A disfunção no Judiciário fortalece aliados de Bolsonaro no Congresso, que prometem impeachment de ministros após as eleições e anistia ao ex-presidente. Equívocos processuais e tentativas de autoproteção podem até justificar o encerramento da investigação do Banco Master, beneficiando dezenas de políticos com vínculos com Vorcaro — entre eles Flávio Bolsonaro, principal nome da direita para 2026. Mensagens de áudio vazadas em maio desmentiram a afirmação do senador de que nunca havia conhecido o banqueiro.

“A maior perdedora seria a democracia brasileira”, escreve a revista. Os brasileiros já estão cansados dos ciclos de corrupção que atingem a classe política. Costumavam confiar no STF, que mandou dezenas de políticos para a prisão. Essa confiança agora se desgasta. A tragédia do Brasil, conclui o texto, é que a corrupção no coração das instituições pode minar a fé na democracia mais do que Jair Bolsonaro jamais conseguiu.

O artigo, publicado na seção “The Americas” e datado de 10 de setembro de 2026, com dateline no Rio de Janeiro, reforça uma mudança de narrativa da própria Economist. Há um ano, a revista havia destacado o Brasil como exemplo de maturidade democrática em contraste com os Estados Unidos. Agora, o foco recai sobre o risco de as instituições que salvaram o sistema se tornarem elas próprias a maior ameaça a ele.

Diário do Poder

 

STJ libera ANTT para autuar empresas de fretamento por aplicativo

Uma decisão monocrática do ministro Marco Aurélio Bellizze, do Superior Tribunal de Justiça, liberou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para autuar as empresas que prestam serviço de fretamento coletivo de transporte de passageiros intermediado por aplicativo.

O magistrado deu provimento a um recurso especial da ANTT, reformando acórdão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região que havia restringido as autuações contra essas empresas por abuso do poder regulatório. O caso concreto é o de um mandado de segurança ajuizado pela Associação Brasileira dos Fretadores Colaborativos (Abrafrec) para suspender processos administrativos da ANTT contra empresas que exploram esse modelo de negócio, como a Buser. Segundo a entidade, são dezenas de ações de cassação contra empresas sem que nenhum tipo de processo disciplinar prévio tenha sido apresentado, com a alegação de inobservância da atual regra de fretamento em circuito fechado. No circuito fechado, a viagem precisa ser feita com o mesmo grupo de passageiros, no mesmo veículo, na ida e na volta. Quando a operação ocorre em circuito aberto, é tida como prestação de serviço irregular, segundo o próprio STJ. Esse modelo está em debate no Supremo Tribunal Federal. A corte vai discutir, no RE 1.506.410, a constitucionalidade de uma lei estadual de Minas Gerais que exige o circuito fechado no fretamento intermunicipal e veda a intermediação por plataformas digitais.

Modelo Buser

Ao analisar o pedido da Abrafrec, o TRF-3 concluiu que a ANTT restringe substancialmente as liberdades fundamentais de iniciativa e de exercício profissional, sem qualquer justificativa técnica, ao impor o circuito fechado para o fretamento coletivo de passageiros. Relator do recurso especial, Bellizze aplicou o precedente da 2ª Turma do STJ que concluiu que esse tipo de serviço configura transporte rodoviário de passageiros irregular. Ele destacou que são disponibilizados de maneira frequente diversos trajetos diários, com preço individual e horários fixos, em circuito aberto, muitas vezes sem informação sobre a empresa responsável pelo transporte.

“Configurada, portanto, atuação em situação de concorrência desleal com as empresas que prestam regular serviço de transporte interestadual de passageiros”, destacou ele ao restabelecer a sentença de primeiro grau que denegou a segurança.

Como mostrou a revista eletrônica Consultor Jurídico, o tema está candente no Judiciário e tem gerado posições díspares por todo o país.

 

Diplomata punido por assédio a funcionária de embaixada foi condecorado como comendador por Lula

Esse governo petista é uma verdadeira piada de péssimo gosto. Além de praticar atos que causam revolta e indignação ao povo brasileiro, sempre surpreende com atos vexatórios e atentados aos bons princípios e valores morais. A toda hora somos surpreendidos com algum absurdo. A coluna do jornalista Tácio Lorran, no site Metrópoles, acaba de revelar que Lula concedeu honraria da Ordem de Rio Branco ao diplomata Rubem Mendes de Oliveira, que foi punido administrativamente pelo Itamaraty após beijar a boca, sem consentimento, de uma funcionária da Embaixada do Brasil no Cairo, no Egito.

A condecoração foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) em abril deste ano. O ato é assinado por Lula e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A Ordem de Rio Branco é uma honraria concedida pelo governo brasileiro para reconhecer “serviços meritórios e virtudes cívicas, estimular a prática de ações e feitos dignos de menção”.

A homenagem ocorre quatro anos depois do episódio envolvendo o diplomata. Em 28 de fevereiro de 2022, Rubem Mendes de Oliveira, então número 2 da embaixada brasileira no Cairo, beijou na boca uma funcionária egípcia de 23 anos sem que ela tivesse consentido.

Jornal da Cidade Online

A Suprema várzea: A esbórnia em que se transformou o STF

                                  *Silvia Gabas

Os brasileiros seguem perplexos pelos dias diante da esbórnia em que se transformou a maior corte de Justiça do país, o STF. O grande responsável por tudo isso responde pelo nome de Alexandre de Moraes. Todos os desdobramentos que estamos assistindo, diariamente, tem uma só origem: Moraes.

Desde o início, Moraes.

“Foi agora desmascarado, mas permanece no poder, parecendo nada preocupado em explicar-se perante a sociedade brasileira, mas apenas nas estratégias para manter-se, de maneira perpétua, no exato lugar em que ora se encontra. A única certeza é a de que isso não irá terminar bem, muito pelo contrário, irá terminar, ou prosseguir, da pior forma possível, e podemos muito bem imaginar que essa pior forma possível é o cala boca geral imposto por Moraes, o grande líder da gangue incrustrada nos altos poderes da República, do qual fazem parte Lula, Alcolumbre, Hugo Mota, Andrei Rodrigues e o próprio PGR, na figura de Gonet, que se corrompeu e segue apoiando o grupo criminoso que comanda no momento a carcomida República brasileira. Lula e Moraes estão ligados, umbilicalmente por acordos suspeitos em que um conduziu o outro ao poder.

Alcolumbre, Hugo Mota e Gonet aderiram ao esquema

Andrei Rodrigues acata e cumpre todas as decisões emitidas por seu chefe Moraes, esse chefe também do Vorcaro, o banqueiro que cooptou a República toda com verbas polpudas e luxos inacreditáveis que todos aceitaram, seduzidos por privilégios criminosos que deixam todos indignados.

Moraes, repito, é a cereja desse bolo que começou a ser assado lá atrás, em 2018, quando foi incumbido pelo Sistema a “derrotar o bolsonarismo” e olhem, fez o trabalho de casa de maneira efetiva, caçando bolsonaristas pelos dias como se animais fossem, censurando, exilando, prendendo, com o apoio total e irrestrito das instituições e da grande imprensa, que viam nele a pessoa ideal para varrer da face da Terra aquelas figuras estranhas que surgiram e cresceram em número e força política, exponencialmente.

Aproveitou-se do respaldo oportunista que recebeu para destruir a oposição e tornou-se essa figura monstruosa que ninguém consegue se contrapor, tornando-se uma espécie de Senhor do Olimpo, que tomou para si a decisão de decretar o que é bom ou mau, não sem antes colocar fogo na CF, a quem não mais segue, ainda que sua função como membro do STF seja justamente a de guardião das leis do país.

Guardião é tudo o que não é.

Ao contrário, não bastasse a odiosa e ilegal perseguição à oposição política brasileira, veio à tona um segundo lado obscuro desse personagem único da contemporaneidade, unindo seu nome à ligação umbilical com Vorcaro, o banqueiro responsável pelo maior escândalo financeiro da República, mostrando que quem o conduzia em sua sanha predatória – e ganhando muito dinheiro com isso – era justamente Moraes, idolatrado pela esquerda brasileira como o grande defensor da democracia e da soberania do país.

Mas, estando o rei nu, denunciados seus crimes por toda a nação, eis que essa figura problemática não arredou o pé, não veio à público para maiores explicações, não foi afastado das suas funções e, pior, continua sendo respaldado por toda a esquerda brasileira, que tenta, desesperadamente, justificar todas as suas sandices, sua permanência indevida no poder, e a necessidade urgente, imperiosa de retirá-lo do cargo que ocupa, de investigá-lo judicialmente, e prendê-lo, se necessário for.

O Sistema continua a respaldar sua psicopatia evidente

Fachin, o togado presidente da várzea Suprema, é um fraco de quem nada pode se esperar. O psicopata está blindado pelos seus iguais, Lula à frente, seguido por todas as figuras deploráveis que deveriam, se caráter possuíssem, pedir a imediata saída de Moraes, mas nada acontece. Surgiu, como uma espécie de Davi se confrontando com o gigante Golias, a figura do Ministro do STF André Mendonça, que decidiu, com coragem, confrontar Moraes e todo o Sistema corrupto que o sustenta.

Está só nessa batalha e a corja que circunda Moraes já começa a tentar minar sua autoridade e sua ação ilibada de se contrapor aos crimes perpetrados por Moraes. Os demônios que habitam o Planalto estão unidos, formando uma barreira que pretendem intransponíveis nesse objetivo de se perpetuarem no corrupto poder em que estão inseridos.

Se as instituições estão corrompidas, se a imprensa é apoio cúmplice dos corruptos e ela mesma corrupta nessa identificação com aqueles que não merecem estar no comando do país, é de se perguntar, se ainda existem homens com testosterona suficiente para o enfrentamento necessário dessa crise sem precedentes que poderá nos levar, tranquilamente, a uma nova espécie de ditadura: a judicial. Ou Alexandre cai, e junto com ele todas as maçãs podres que lhe dão guarida, ou caímos nós, rendidos para todo o sempre, calados para todo o sempre, envergonhados para todo o sempre.

André Mendonça deu o primeiro passo. Quem se habilita a segui-lo no necessário enfrentamento?

*Silvia Gabas. @silgabas

 

Jornalista Claudio Dantas sente “cheiro de sangue” em Brasília e faz surpreendente previsão

Um texto publicado pelo jornalista Claudio Dantas esclarece detalhadamente a atual situação que impera na Capital Federal, o alcance das mais recentes decisões do ministro Edson Fachin e o que possivelmente está reservado para o outrora poderoso Xandão. Vale a leitura.

 Confira:

“Lula largou a mão do Alexandre de Moraes e Edson Fachin tenta equilibrar os pratos dentro do Supremo. Há vários aspectos a serem considerados aqui, mas já posso adiantar que André Mendonça vê saldo positivo na crise e agora vai se preparar para o dia 15, quando o plenário julgará a abertura de uma investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação promíscua com Daniel Vorcaro.

A declaração de Lula sobre abrir “os sigilos do caso Master” serve como senha para seus aliados no STF seguirem em frente na fritura do colega. A explicação para esse movimento está nas pesquisas de intenção de voto, que mostram o petista sendo arrastado para a vala do Master junto ao ministro, enquanto Flávio Bolsonaro se descola do Dark Horse.

Vendo Lula desidratando e editoriais de jornais e empresários pedindo providências para estancar a crise no STF, Fachin também se sentiu autorizado a fazer o gesto mais importante de sua gestão: revogou a designação de Moraes como relator do ignóbil inquérito das Fake News, assumindo a tarefa de encerrá-lo após 7 anos.

Não é um mero ato administrativo, mas um soco no estômago do atual vice-presidente da Corte. Quando arquivar definitivamente o AI-5 do STF, Fachin encerrará também milhares de PETs que foram brotando de sua matriz — alguns calculam em 10 mil mini-inquéritos. Não é pouca coisa.

É o início do fim das injustiças contra milhares de cidadãos, incluindo parlamentares, ativistas, jornalistas e empresários. É a antessala da dosimetria. O início do fim do tirano de toga e do capítulo mais sombrio da histórica recente da República.

Sobre o Andrei Rodrigues, é preciso também cautela. Fachin deu 48h para ele explicar o dossiê sobre Mendonça e nada impede que decida, por fim, afastá-lo do cargo. Trata-se de uma necessidade imperiosa, considerando as seguidas tentativas de obstrução das investigações do Master pela PF Paralela e também de ações de fishing expedition contra Flávio.

Ao anular a reintegração decidida por Flávio Dino e seu endosso às práticas ilícitas de Andrei, Fachin indicou que pretende fechar a fábrica de dossiês – da qual provavelmente foi alvo. Não é possível, afinal, permitir investigações clandestinas sobre ministros do Supremo ou qualquer outro cidadão, autoridade ou não.

É o caminho para impedir novas operações de fishing expedition contra Flávio Bolsonaro, garantindo assim um mínimo de equilíbrio na disputa eleitoral. Talvez, Fachin compreenda que uma eventual vitória de Lula, maculada pela interferência judicial, não será reconhecida pelos EUA e pela maioria dos vizinhos latino-americanos.

Naturalmente, em meio a tantas notícias boas, tem quem enxergue na anulação da decisão de Mendonça sobre Andrei um desrespeito ao ministro e à Segunda Turma, mas vale frisar que o resultado não chegou a ser formalizado, pois o julgamento já estava paralisado por um pedido de vista de Gilmar Mendes quando Luiz Fux e Nunes Marques anteciparam seus votos. Enquanto muitos sentem cheiro de pizza, eu sinto cheiro de sangue em Brasília.”

Claudio Dantas

O Antagonista

 

O Estado de São Paulo apela ao ministro Fachin, mostrar que o STF “não é casa de mãe Joana”

“O Supremo está uma bagunça”, diz o editorial, que critica também a hipertrofia política do tribunal. Editorial do jornal O Estado de São Paulo desta quarta-feira (09) critica o agravamento da crise interna do Supremo Tribunal Federal e a utilização de atalhos processuais servindo a interesses particulares de ministros, afirma que o Estado Democrático de Direito não admite polícia a serviço de agendas particulares. Sob o título “O Supremo está uma bagunça”, o jornal cobra do presidente do STF, Edson Fachin, que “restabeleça a ordem” e mostre que o tribunal “não é a casa da mãe Joana”.

O texto comenta a decisão da Segunda Turma de referendar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada, determinado pelo ministro André Mendonça. Segundo o jornal, a medida foi uma resposta à utilização, por Alexandre de Moraes, de um “relatório de inteligência” atribuído à PF — descrito como apócrifo e sem valor probatório — para acusar Mendonça de crimes e desvios no caso Master.

O editorial reconhece que a instrumentalização de uma ala da PF exigia reação, mas questiona a correção jurídica da resposta de Mendonça. Cita juristas ouvidos pelo próprio jornal, entre eles Rubens Glezer (FGV-SP), Wálter Maierovitch, Marcelo Crespo e Ana Laura Barbosa, que apontam descompasso entre a gravidade do afastamento e a incerteza sobre o vínculo dos policiais com o relatório, possível impedimento de Mendonça por interesse pessoal, provocação inadequada (pedido do Partido Novo, e não de autoridade policial ou do Ministério Público) e ausência de paralelo com precedentes citados, como os afastamentos de Eduardo Cunha e Ibaneis Rocha.

Para o Estadão, a Corte criou uma “jurisprudência de crise” e agora aplica a mesma heterodoxia à preservação de interesses de Moraes e Mendonça. O jornal afirma que não endossa atalhos processuais, “qualquer que seja o ministro que deles se valha”. Ao mesmo tempo, não isenta a origem da crise: considera gravíssima a produção do relatório contra Mendonça e lembra a ironia de Moraes ter, em 2020, suspenso a posse de Alexandre Ramagem na PF sob o argumento de risco de desvio de finalidade.

A publicação ocorre em meio à escalada da disputa entre os dois ministros, com decisões monocráticas sucessivas, pressão de colegas sobre Fachin e repercussão política às vésperas do ciclo eleitoral. Outros veículos registraram nesta quarta-feira novos telefonemas a Fachin e a reintegração de Rodrigues por liminar de Flávio Dino, o que ampliou a percepção de perda de controle institucional.

O posicionamento do Estadão se insere numa linha recente do jornal, que já vinha criticando o inquérito das fake news, o uso de decisões isoladas e a hipertrofia política do STF, sem deixar de condenar o que considera abuso na origem do conflito atual.

Diário do Poder

 

Ministro Fachin retira relatoria das fake news de Alexandre de Moraes e impõe a ele vexatória derrota

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acaba de tirar o ministro Alexandre de Moraes da relatoria do famigerado Inquérito das Fake News. Com isso extermina os poderes do magistrado, que usava o inquérito para promover inúmeras atrocidades. Em decisão com efeito a partir desta quarta-feira (9), Fachin no entanto decidiu preservar todos os atos do ministro na condução da investigação, aberta em 2019.

Lamentavelmente, o Supremo vive a maior crise da sua história recente desde a revelação das mensagens trocadas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Moraes, nas quais o ex-dono do Master pede informações sobre o andamento do processo contra o banco, além de encontros e, inclusive, questiona se deveria fugir do país.

Jornal da Cidade Online

Flavio Dino tramou com o Palácio do Planalto a decisão contra André Mendonça e atingiu Fachin

Luiz Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), foi surpreendido na manhã desta quarta-feira (09) pela decisão de Flávio Dino que determinou a reintegração de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal. Ontem, Fachin havia dedicado o dia a buscar uma saída para a crise instalada no STF, que ganhou força após André Mendonça afastar Rodrigues da chefia da corporação.

Segundo o portal Poder360, integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já mantinham, na noite da ontem, uma articulação paralela com Flavio Dino, indicado ao STF pelo petista. O objetivo era revisar a decisão de Mendonça antes que Fachin apresentasse uma solução para o impasse. Andrei comunicou ao Planalto que recorreria ao Supremo para tentar obter uma decisão diretamente de Dino. Fachin, porém, não tinha conhecimento dessa movimentação.

Eis o que diz o artigo do Portal Poder 360:

Na manhã desta 4ª feira (9.set), pelo menos 4 dos 10 ministros da Corte já questionaram Fachin se ele vai barrar a decisão de Dino, que, em tese, atropelou o procedimento instaurado pelo próprio presidente da Corte. Na opinião desses ministros que procuraram Fachin, houve uma ilegalidade na decisão de Dino, que deveria ter remetido o caso para o comando do Tribunal (pois ali está o recurso da AGU).

A avaliação de ministros ouvidos pelo Poder360 é que, caso Fachin não faça nada, Mendonça ficará fragilizado diante da pressão capitaneada pelos ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Esses 3 magistrados desejam retirar a relatoria do caso do Banco Master de Mendonça.

Fachin em público demonstra estar tentando uma solução consensual entre os ministros para encaminhar o caso Vorcaro-Moraes para ser decidido em uma sessão do plenário do Supremo. Na prática, entretanto, o presidente do Supremo tem cedido ao que deseja o Palácio do Planalto e o grupo de Gilmar, Dino e Moraes: não fazer nada até depois do período eleitoral, de outubro de 2026. O Poder360 revelou isso na reportagem “Planalto e Supremo negociam preservar Moraes até depois da eleição”, publicada em 6 de setembro de 2026.

Fachin ainda não respondeu aos ministros que o procuraram na manhã desta 4ª feira sobre como pretende agir ou se simplesmente não fará nada a respeito da decisão e Dino de reintegrar Andrei ao comando da PF.

Na avaliação do grupo mais próximo a Mendonça, como os ministros Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, o presidente do STF ficará igualmente fragilizado se não reagir à decisão de Dino. 

Na realidade, ao não tomar nenhuma decisão sobre o despacho de Dino, o presidente do Supremo estará, na prática, assumindo uma posição mais simpática a um dos lados da disputa. Só que estará igualmente reduzindo o seu poder de presidente de um dos Poderes da República: na 3ª feira (8.set) ficou ao largo do que estava sendo esquematizado porque o grupo pró-Alexandre de Moraes e pró-Andrei Rodrigues considerou que Fachin iria acatar o despacho de Dino, ficando inerte como está até o final da manhã desta 4ª feira (9.set).

Jornal da Cidade Online

Ministro André Mendonça desabafa: “A corrupção é um problema de todos nós”

O ministro André Mendonça tem demostrado coragem e valores. Durante participação em um podcast, ele foi questionado sobre se a corrupção tem jeito no país, e a resposta veio com a tranquilidade de quem cumpre a lei e honra a toga:

“Depende de cada um de nós. Depende dos agentes públicos? Sim. Depende dos cidadãos também, de nós sermos honestos em tudo. 

Às vezes é no troco na padaria, é na relação entre cliente e usuário de determinado serviço, na relação entre colegas de trabalho. A corrupção é um problema de todos nós”, ressaltou. 

Jornal da Cidade Online

Lula fala mal das emendas, mas liberou R$25,7 bilhões este ano, marcados por sorrisos do Congresso

O governo Lula (PT) faz críticas às emendas parlamentares, mas é conversa mole: torrou quase R$25 bilhões para bancar emendas nos primeiros seis meses deste ano. Mas o dinheiro acabou e desde o início de julho, quando se intensificou o período eleitoral, foram liberados “apenas” R$908 milhões, mas os políticos já estavam “abastecidos”. Mas o ano não acabou e o Orçamento prevê desembolso de outros R$14 bilhões ainda este ano, que devem ficar para depois da eleição.

Tem muito mais

O governo Lula (PT) admite ter pagado outros R$9,4 bilhões este ano em emendas de anos anteriores, que não entram na conta oficial de 2026.

‘Economizou’

Segundo a transparência do Tesouro Nacional, foram pagos R$45 milhões em agosto; R$20 milhões para emendas individuais.

Esconder não é necessário

As emendas “sem autor”, que viraram notícia e até ação no STF, representam pouco mais de 5% do total pago este ano.

Nunca antes na História

O governo Lula já é recordista nos gastos com emendas: R$32,5 bilhões em 2025 e R$31,4 bilhões em 2024, maiores valores da História.

Diário do Poder