Lula pode desistir do debate da Globo após o fiasco do confronto com Flávio na Band?

Possibilidade de ausência do presidente no próximo debate presidencial provoca questionamentos sobre sua disposição para um novo confronto direto com o adversário. O desempenho de Lula no debate da Band, diante de Flávio Bolsonaro, continua repercutindo no cenário político. Agora, uma nova possibilidade ganha espaço nas discussões: o presidente poderá desistir de participar do próximo debate, previsto para acontecer na TV Globo? Para o jornalista Emílio Kerber, o confronto na Band foi especialmente desfavorável ao petista, que teria motivos políticos para evitar um novo embate diante de milhões de brasileiros com maiores prejuízos eleitorais.

“A surra que Lula tomou no debate da Band foi tão grande que ele já estaria preparando o terreno para desistir do debate da Globo”, afirmou Kerber, em tom crítico. A eventual ausência de Lula levantaria questionamentos sobre sua estratégia nesta reta final da disputa presidencial. Afinal, depois de enfrentar Flávio Bolsonaro na Band, o presidente estaria disposto a repetir o confronto na principal emissora de televisão do país? Até o momento, porém, a hipótese de desistência não deve ser tratada como decisão confirmada sem manifestação oficial da campanha. A verdade é que o presidente Lula apresenta sinais bem acentuados de desgastes físicos, além de lhe faltar jogo de cintura para enfrentar o adversário, que inclusive já sabe como desestabilizá-lo, observando-se que o caso da lobista Roberta Luchsinger, que ele não tem mais como negar as negociatas feitas por ela e Lulinha em diversos segmentos do governo, que remetem a corrupção em vários ministérios e estatais.

Jornal da Cidade Online

Os relógios de pulso diferenciam os candidatos: O pai dos pobres ostenta de ouro e Flavio um simples

No debate da Band, no domingo (18), Lula exibia no pulso um Omega Constellation de ouro e aço. Modelo semelhante é anunciado pela própria fabricante por 7.400 euros, cerca de R$ 42 mil. Ao lado, Flávio Bolsonaro usava um Casio G-Shock de aproximadamente R$ 449, que, segundo sua assessoria, pertenceu ao pai. O relógio do petista vale quase cem vezes o do adversário.

Ninguém exige que um presidente use relógio barato. O problema é a coerência. Lula construiu a carreira sobre a imagem do operário que nunca deixou de ser povo. No mesmo debate, disse que Flávio conhece ônibus e trabalho “por literatura”. Fez a acusação com ouro suíço no pulso. O contraste expõe o método petista. A força de Lula nunca esteve na gestão, como mostram a inflação projetada acima da meta e a Selic a 13,25%, mas no personagem. E personagem depende de figurino. Quando o figurino desmente o discurso, sobra apenas a máquina de propaganda.

O pai dos pobres usa Omega. O filho de Bolsonaro usa o Casio do pai. A seis dias da eleição, os pulsos dos dois candidatos dizem mais do que o debate inteiro.

Jornal da Cidade Online

Advogado do delegado Raimundo Cutrim, acusa Alexandre de Moraes de “erro grotesco” e “aberração jurídica”

O advogado José Berilo de Freitas Leite Filho acusou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de cometer um “erro grotesco” ao quebrar o sigilo da fonte de um jornalista. Ele defende o delegado aposentado Raimundo Cutrim, apontado como informante do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida e alvo de busca autorizada pelo ministro. Para o advogado, a decisão é uma “aberração jurídica, que contraria entendimento do próprio STF”.

Segundo documentos revelados no sábado (17), um delegado da Polícia Federal (PF) avisou Moraes, em 8 de abril, que tinha deixado fora do inquérito conversas que poderiam revelar as fontes do jornalista, protegidas pela Constituição. No mesmo dia, Moraes mandou a PF anexar o material em 48 horas. Em agosto, autorizou buscas contra Cutrim e o advogado Diogo Diniz Lima, também apontado como informante. O inquérito apura suposta perseguição ao ministro Flávio Dino. O blogueiro publicou reportagens sobre o uso de carros oficiais do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares de Dino.

A própria PF, porém, informou a Moraes que não é possível afirmar que o jornalista recebeu dinheiro para fazer reportagens contra Dino. Moraes já disse que o sigilo da fonte “nunca se confundiu” com “escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas”. A assessoria dele afirmou que o ministro já havia tratado do tema. Luís Pablo nega ter monitorado Dino e a família. A assessoria de Dino nega irregularidade no uso dos carros e diz que ele e parentes foram monitorados.

Jornal da Cidade Online

 

“Questão de direito das pessoas de conviverem em família”, diz Lula sobre ‘saidinha’ de criminosos

                  Petista disse que não se deve punir centenas de presos pela conduta de poucos, desconhecendo totalmente as vítimas de assassinos, estupradores e assaltantes. As famílias dos que perderam entes queridos são totalmente ignoradas por Lula. O presidente Lula (PT) comentou nesta segunda-feira, 19, seu veto, em abril de 2024, à restrição das saídas temporárias dos presos, as saidinhas. O tema foi alvo de críticas do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da Band, realizado no domingo, 18.

“É uma questão de direito das pessoas de conviverem em família. É normal que, dependendo do comportamento dessa pessoa, ela tenha o indulto para ver seus parentes. Afinal das contas, o sistema prisional deve ter como objetivo a tentativa de recuperar as pessoas,” sem qualquer referência às vítimas de bandidos, mas defendeu a criminalidade durante sabatina do SBT News, como vem fazendo em favor dos narcostraficantes do PCC e CV.

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“Quem for soltar tem que analisar se a pessoa cometeu um crime grave. Crime hediondo não pode ser solto, se cometeu estupro não pode ser solto”.

Na sabatina, Lula também afirmou que não se deve punir centenas de pessoas por causa da conduta de poucos.

“Não podemos, por causa de 2 ou 3, punir centenas de pessoas. Nós acreditamos na possibilidade de recuperar”, disse.

Maioridade penal

Lula defendeu ainda a redução da maioridade penal para 16 anos, que antes se manifestava totalmente contrário. O petista mudou para criticar a proposta da “extrema-direita” de desejar reduzir para 14 anos.

“A extrema-direita queria colocar 14 anos. Eu pedi para que o meu líder colocasse a questão dos 16 anos para crimes hediondos. Da mesma forma que nós achamos que um jovem de 16 anos pode votar, pode escolher seu presidente da República, pode dirigir, nós temos que dar a ele a responsabilidade de ter um comportamento adequado. Se ele cometeu um crime hediondo, ele tem que ser punido rigorosamente”, disse.

O Antagonista

 

PGR discorda de Alexandre de Moraes e se manifesta contra investigar André Mendonça

          PGR argumentou que os relatórios da PF não possuem valor probatório. A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contra o pedido do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para investigar o também ministro André Mendonça por suposto abuso de autoridade. Em parecer encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, o órgão avaliou que a representação não apresenta elementos suficientes para justificar a abertura de uma investigação criminal.

         O pedido de Moraes foi apresentado em setembro e teve como base relatórios de inteligência da Polícia Federal que levantavam suspeitas sobre a atuação de Mendonça na condução das investigações relacionadas ao Banco Master e às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Moraes alegou que o colega poderia ter direcionado apurações e favorecido determinados grupos políticos, além de levantar suspeitas de interferência nas investigações envolvendo o próprio ministro e sua mulher, a advogada Viviane Barci de Moraes, cujo escritório manteve contrato com o Banco Master.

            No parecer, a PGR argumentou que os relatórios da PF não possuem valor probatório e não são suficientes para comprovar a prática de abuso de autoridade. O órgão também destacou que eventuais crimes de responsabilidade atribuídos a ministros do Supremo devem ser analisados pelo Senado Federal. A manifestação foi assinada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, e por outros integrantes da instituição.

           A decisão final sobre a autorização para investigar Mendonça cabe ao plenário do STF. O parecer da PGR, portanto, representa uma posição contrária ao pedido de Moraes, mas não encerra o procedimento. O caso se desenrola em meio à crise interna no Supremo, agravada pelas apurações envolvendo o Banco Master e pela divulgação de informações sobre as relações entre Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Diário do Poder

 

Campanha vira ringue: Radicalização derrotou as propostas

                                                                                                                                                      *Ney Lopes

                 A eleição presidencial neste segundo turno está, segundo as pesquisas, rigorosamente empatada. A euforia de Lula do “já ganhou” no primeiro turno resultou em derrota. Agora, cabe a Flávio Bolsonaro não agir da mesma forma. Nenhum dos dois candidatos usou uma “bala de prata” com chances de alterar o panorama do eleitorado. Serviu para manter na reta final a ignominiosa radicalização política, que toma o lugar das propostas. Lula enfrentou dificuldades, porém o seu melhor momento foi o desafio para que os candidatos abrissem os sigilos bancários e telefônicos, inclusive dos familiares. Flávio desconversou.
A diretora do Datafolha, Luciana Chong, prevê que apenas 7% de eleitores indecisos decidirão o vencedor. O debate não atingiu essa parcela do eleitorado, pelo clima de confronto. Deixou interrogações incômodas para o eleitor independente.
Ministério da Prosperidade, um ponto delicado da discussão econômica girou em torno da proposta apresentada por Flávio de criação do chamado Ministério da Prosperidade, destinado a reunir programas sociais. A iniciativa gerou questionamentos inevitáveis, porque a visão neoliberal do bolsonarismo sempre criticou o crescimento dos gastos públicos, o inchaço da máquina estatal e o desequilíbrio crônico das contas governamentais.
O nome é sedutor. O problema é que, até aqui, há mais marketing político, do que como implantá-lo. O projeto pode acabar funcionando como uma espécie de “Bolsa Família da classe média”. Também permaneceu no ar uma dúvida relevante: qual seria exatamente o papel da CEF nesse novo arranjo? Será privatizada?
Regra de transição do bolsa família
Nesta segunda-feira, 19, a coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, afirmou à CBN Bahia, que um eventual governo Flávio Bolsonaro criaria uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família, que ingressassem no mercado formal, ou abrissem um negócio próprio. Segundo ela, o beneficiário teria retorno automático ao programa caso a iniciativa fracassasse. O candidato não comentou o tema, aliás, totalmente inoportuno.
Aguardar próximo debate
Agora, só resta aguardar o debate da Globo, na sexta-feira, 23. Será a última vitrine. A disputa continuará empatada, enquanto os candidatos insistirem em falar para suas torcidas organizadas. A eleição só encontrará um rumo mais claro, quando algum candidato tiver coragem de abandonar o espetáculo do confronto, abrir a porta da casa do eleitor e sentar-se, de mangas arregaçadas, à mesa da cozinha brasileira. É ali, entre o prato de comida simples, o barulho dos talheres, os filhos por perto, que o Brasil real acontece. Quem continuar falando apenas para derrotar o adversário corre o risco de descobrir, tarde demais, que deixou de conversar com o eleitor.

*Ney Lopes é escritor e jornalista

 

‘Quebra de sigilo’ é apenas mais uma jogada eleitoral de Lula. Não produz qualquer efeito

        Sigilo fiscal de candidato já está exposto e Lula não tem nem celular para oferecer seu “sigilo telefônico.” Lula (PT) anunciou ontem (19) em Porto Alegre que entregará ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorização para a quebra de seus sigilos bancário e telefônico e até fiscal — e dos de sua família, incluindo os cinco filhos. Ele inventou isso para insinuar que o adversário teme fazer o mesmo gesto, mas sabe que isso não produz qualquer efeito prático, é totalmente inútil ou inócuo, apenas uma jogada eleitoral. O TSE não possui competência para, de ofício ou por mera autorização particular, devassar sigilos de candidatos e familiares e torná-los públicos. E a Justiça não quebra sigilos a pedido de quem deseja “provar honestidade”.

          A lorota vira piada pronta porque todos os candidatos são obrigados a entregar à Justiça Eleitoral sua declaração de bens e de rendimentos. Por essa razão é possível para qualquer cidadão ver os detalhes do patrimônio milionário de Lula, de quase R$5 milhões, ou de Flavio Bolsonaro (PL), de R$6,2 milhões.  Quebra de sigilo é medida determinada por autoridade judicial em caso de investigação (inquérito ou processo), a pedido do Ministério Público ou da polícia. Não há investigação no TSE que permita essa coisa. Se Fabio Luiz, o Lulinha, filho de Lula enrolado com a lobista Roberta Luchsinger, é investigado pra valer, por exemplo, seu sigilo fiscal também já está quebrado.

Lula não tem celular: que sigilo?

          Autorizações como essa que Lula não geram nada, nem criam poderes para o TSE que a Constituição e a legislação não preveem, mas nada impede que Lua qualquer cidadão imprima cartazes com sua declaração de Imposto de Renda, por exemplo, ou a publique na imprensa ou nas redes sociais. O TSE é que não pode fazer isso.⁠ O caso entra no campo do deboche quando se sabe que Lula não tem nem celular para justificar seu pedido de quebra do próprio sigilo telefônico. Ele próprio já contou isso publicamente. Não há sigilo telefônico a ser exposto.

            Lula não tem celular pelo medo de ser gravado outra vez, como no caso que revelou a existência de Bessias, o atual ministro-chefe da Advocacia Geral da União (AGU), Jorge Messias. Lula só fala em celular se for de pessoas ou funcionários próximos, como ajudantes de ordem, assessores ou a primeira-dama. Oferecer o próprio sigilo telefônico, portanto, é outra enganação.

                                   Lula não pode dispor dos direitos dos filhos

               Quanto à família, a autorização é ainda pior: os filhos são adultos e titulares independentes do direito ao sigilo. Lula não tem poder de dispor desses direitos; cada um deve autorizar individualmente, sob pena de nulidade. Sem contar que a iniciativa seria igualmente inútil, inócua. Também sob esse aspecto, é só bravata eleitoral. Isso gera manchete, aposta na ignorância geral sobre a inutilidade do gesto, mas tenta colocar o adversário na defensiva, além de tentar criar imagem de transparência, sem qualquer efeito concreto de divulgação de dados antes do segundo turno. É só a continuidade da provocação feita no debate, não um instrumento real de apuração.

                 Candidatos costumam subestimar a inteligência do eleitor, que percebe a distância entre o teatro e a realidade.

Diário do Poder

Ministros do governo de Lula ampliam voos da FAB em plena campanha eleitoral

Viagens oficiais incluem inaugurações, visitas e obras e entrevistas em diferentes regiões do país.O uso de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por ministros do governo Lula ganhou destaque durante a campanha presidencial, com viagens para inaugurações, visitas técnicas, anúncios de investimentos e entrevistas à imprensa. Os deslocamentos ocorreram entre agosto e outubro de 2026, conforme levantamento divulgado pela imprensa.

Na área de infraestrutura, o ministro dos Transportes, George Santoro, participou da liberação de trechos duplicados da BR-116, na Bahia, e da BR-304, em Mossoró, no Rio Grande do Norte. A agenda também incluiu atividades relacionadas à pavimentação da BR-030 e a obras de travessia urbana da BR-407, na Bahia.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, esteve em Ribeirão Preto, em São Paulo, para reuniões com representantes do setor calçadista. O encontro abordou os efeitos das tarifas comerciais sobre o segmento e medidas voltadas à preservação de empregos.

Já a ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda de Oliveira, visitou comunidades tradicionais no Maranhão e o território quilombola Conceição das Crioulas, em Pernambuco.

Na área da Saúde, Alexandre Padilha cumpriu agendas em São José dos Campos, onde visitou um Centro Especializado em Reabilitação, além de participar de atividades relacionadas à destinação de veículos de saúde e visitar uma unidade hospitalar em Minas Gerais.

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, também viajou para compromissos no Piauí, incluindo atividades em unidades do Instituto Federal do Piauí, e participou de agendas educacionais em outros Estados.

Outros integrantes do governo também utilizaram aeronaves oficiais.

A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, esteve em São Paulo para participar de um anúncio de medidas econômicas.

O ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, viajou a Macapá para conceder entrevistas, enquanto o titular de Portos e Aeroportos, Tomé Monteiro da Franca, participou de visitas técnicas ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e a aeroportos da Bahia.

As aeronaves da FAB são mantidas com recursos públicos, o que torna relevante a transparência sobre as viagens realizadas por autoridades, especialmente durante o período eleitoral.

O uso de aviões oficiais para compromissos administrativos não configura, por si só, irregularidade. A avaliação depende da finalidade de cada deslocamento e do cumprimento das regras que disciplinam o transporte de autoridades e a separação entre atividades governamentais e eleitorais.

Diário do Poder

 

Site confirma declarações explosivas de Roberta Luchsinger a CNN contra o governo Lula

Ela mencionou relação de Lulinha que rendeu contratos bilionários a empreiteira no governo Lula. Apuração do jornalista investigativo David Ágape seguiu pistas deixadas nas entrelinhas da entrevista da lobista Roberta Luchsinger à CNN, que foi aoar no sábado (17), e confirmou elementos sobre Amauri Rodrigues Pinha, apresentado por ela como vizinho e próximo de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho de Lula (PT) e investigado em três inquéritos da Polícia Federal por corrupção e tráfico de influência. Os inquéritos foram instaurados por determinação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na conversa com os jornalistas Débora Bergamasco e Iuri Pitta, Luchsinger — investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência e ligada a inquéritos que também envolvem Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS” — mencionou a relação de Lulinha com o grupo português Mota-Engil e sua controlada no Brasil, a Empresa Construtora Brasil (ECB). Ela afirmou que Pinha, então presidente do conselho da ECB, era vizinho de Lulinha e que a proximidade teria facilitado o acesso a contratos públicos bilionários, incluindo negócios com a Petrobras e a concessão do túnel Santos-Guarujá. Luchsinger disse desconhecer os detalhes das conversas, mas questionou os contratos e anunciou intenção de firmar acordo de delação premiada, embora negue irregularidades próprias. Ela relatou ainda que ministros buscavam sua ajuda e a de Lulinha para obter agendas com o presidente.

A apuração, publicada no portal A Investigação, verificou a vizinhança no mesmo condomínio da zona sul de São Paulo e mapeou a atuação de Pinha. Agendas oficiais mostram que ele foi recebido pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Fabrício de Oliveira Galvão, em pelo menos seis encontros entre julho de 2024 e fevereiro de 2025. Em parte das reuniões, atuou como “consultor” da Construtora Brasil (ligada ao consórcio Brasil-Mota-Engesur), tratando de obras da BR-381 e de uma ação judicial sobre obrigações contratuais. A esses contratos o DNIT vinculou multas de cerca de R$5 milhões e impedimentos de contratar por 36 meses, cujos efeitos foram suspensos administrativamente até o fim de tentativas de conciliação.

Em setembro de 2024, Pinha representou também a EDP Infraestrutura e Pavimentação — empresa ligada a Eduardo José Barros Costa (Eduardo DP), alvo de investigações da PF por desvios relacionados a emendas — em reunião no DNIT. Cerca de 50 dias depois, a EDP transferiu R$ 2,2 milhões à consultoria RL Consultoria e Intermediações, de Roberta Luchsinger, segundo comprovantes e reportagens de veículos como Metrópoles e Estadão (que apontaram total de R$ 4,1 milhões de empresas associadas a Eduardo DP). Agendas posteriores registram acesso de Pinha a autoridades da Casa Civil e do Ministério dos Transportes.

A defesa de Lulinha reconhece a amizade com Pinha e nega sociedade ou negócio conjunto. A Secom da Presidência afirmou que Lula nunca recebeu demandas da lobista. Os registros documentam a atuação de Pinha e os pagamentos, mas não comprovam que Lulinha tenha intermediado os encontros ou contratos. Luchsinger é alvo de medidas cautelares (incluindo tornozeleira) e responde a inquéritos sob sigilo no STF no âmbito da Operação Sem Desconto e outras apurações. O relatório completo, com detalhes de agendas, contratos e cruzamentos, está disponível na bio do perfil de David Ágape no Instagram.

Diário do Poder

 

A teia das conexões que envolvem o passado de Roberta Luchsinger, lobista de Lulinha e conflito com Lula

Por Lucia Sweet

A estratégia dos petistas clonados e comandados por André Janones para vestirem-se de verde e amarelo e ocuparem as redes sociais naufragou como o Titanic. O iceberg foi a sócia do Lulinha, Roberta Luchsinger. Só se fala nisso (André Janones é aquele deputado aliado do Lula que confessou ter feito rachadinha, pagou multa e ficou por isso mesmo).

Roberta Luchsinger, a lobista, foi casada com Protógenes Queiroz, ex-delegado da PF e ex-deputado federal, que ficou nacionalmente conhecido por comandar a Operação Satyagraha. Na época, Lula era o presidente da República, em seu segundo mandato (2003-2010). O casamento durou quatro anos e marcou a aproximação de Roberta com o meio político.

A Operação Satyagraha foi uma operação da Polícia Federal brasileira deflagrada em 8 de julho de 2008, com autorização do juiz federal Fausto Martin De Sanctis (6ª Vara Criminal Federal de São Paulo).

A operação investigava suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, gestão fraudulenta, formação de quadrilha e outros crimes financeiros, em desdobramento de investigações ligadas ao mensalão.

Resultou na prisão temporária do banqueiro Daniel Dantas (Grupo Opportunity), do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, do investidor Naji Nahas e mais 14 pessoas, com um total de 17 prisões contra executivos, sócios, familiares e intermediários ligados aos dois grupos investigados (Opportunity e o esquema associado a Nahas).

A maioria rapidamente posta em liberdade por decisões do STF sob Gilmar Mendes. Hoje estão todos livres e Protógenes foi expulso da PF e vive na Suíça como asilado político por perseguição e risco de vida. Em 2024 a Justiça Federal em São Paulo decretou sua prisão preventiva e pediu a inclusão de seu nome na lista vermelha da Interpol, em desdobramento de acusações ligadas à operação.

Protógenes também denunciou que houve fraude eleitoral nas eleições de 2014, mas a denúncia terminou arquivada.

Quanto a Roberta Luchsinger, ela afirma ser neta do banqueiro suíço Peter Paul Arnold Luchsinger (ou Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger), a quem apresenta como ex-acionista ou ligado à fundação do Credit Suisse. Ela usa essa versão desde 2017, quando se apresentou publicamente como herdeira e anunciou a doação de cerca de R$ 500 mil a Lula (em dinheiro, joias e itens de luxo).

Contudo, documentos civis (incluindo a certidão de casamento do avô) apontam que Pedro Paulo Arnaldo Luchsinger, seu avô verdadeiro, nasceu no Rio de Janeiro em 1927, era comerciante e dono de uma lavanderia em Jacarepaguá. Ele não era banqueiro nem suíço de nascimento, segundo essas fontes. Roberta reafirma a origem suíça, mas admite não ter documentos que comprovem.

Há uma conexão familiar colateral: uma tia de Roberta (Bárbara Luchsinger) foi casada com Roger Ian Wright, que teve envolvimento no sistema financeiro (ligado ao Banco Garantia e, em algumas versões, ao Credit Suisse).

Reportagens do Fantástico/G1, Luís Nassif/GGN e outras classificam a história como “falsa herdeira” ou baseada em quase homonímia com nomes suíços. Seu avô viveu de forma modesta e morreu em circunstâncias simples.

Esse escândalo fica a cada dia mais interessante e devastador para o Lula e o modus operandi de seu governo.

Para quem não sabe, Satyagraha é uma palavra em sânscrito usada por Mahatma Gandhi. Satya quer dizer verdade e agraha, firmeza, força. O termo significa literalmente “força da verdade”. Gandhi usava o conceito para designar a resistência pacífica, não violenta e baseada na verdade — uma forma de luta ética sem violência física. A Polícia Federal escolheu esse nome para a operação de 2008 e explicou na época que o entendia como “resistência pacífica e silenciosa”.

Lucia Sweet

Jornalista