Lula elevou a dívida externa do Brasil a R$2 trilhões, que de credor passou a devedor internacional

Dívida externa bruta passou dos 407 bilhões de dólares, confirma o BC. O Brasil voltou a apresentar dívida externa líquida positiva em 2026, encerrando uma posição de credor internacional que manteve por 19 anos (de 2007 a 2025). Segundo dados do Banco Central, a dívida externa bruta — somando setor público, bancos e empresas — alcançou US$ 407,1 bilhões em junho, o maior nível em 40 anos de estatísticas. Já as reservas internacionais, incluindo créditos brasileiros no exterior, somaram US$402 bilhões (R$2,045 trilhões). Com isso, a dívida externa líquida ficou em US$5,1 bilhões.

No atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida externa cresceu 27,4%, acima do avanço de 15,8% das reservas. O aumento do endividamento foi impulsionado por investidores estrangeiros em busca de diversificação fora dos Estados Unidos. Já o crescimento das reservas foi mais contido, influenciado por intervenções do Banco Central no câmbio e pela valorização do real.

A maior parte da dívida externa é de bancos e empresas (historicamente cerca de 73%), que geralmente contam com receitas em dólar para honrar os compromissos. A exposição do setor público em moeda estrangeira é relativamente baixa. Por isso, pelo critério do Tesouro Nacional e de agências como a Fitch, o governo continua sendo credor externo líquido.

Economistas e agências de classificação de risco não consideram o quadro preocupante no momento. A dívida externa líquida representa menos de 0,3% do PIB, e as reservas cobrem mais de três vezes os vencimentos de curto prazo. Ainda assim, o cenário é acompanhado de perto: o déficit em transações correntes se elevou (chegando a cerca de US$ 67 bilhões em 2025), e uma redução no investimento direto estrangeiro ou saídas relevantes de dólares poderiam aumentar a vulnerabilidade.

Em resumo, o Brasil perdeu a “almofada” de credor líquido que tinha há quase duas décadas, mas as métricas externas ainda indicam proteção relativa contra choques de curto prazo.

Diário do Poder

Lulinha e a lobista Roberta Lucchsinger em jatinho fretado de US$ 20 milhões na Finlândia, destaca a Veja

Revista mostra filho de Lula e Roberta Luchsinger em aeronave Embraer Praetor 600 com mordomia plena para acompanhar a aurora boreal. Reportagem da revista Veja publicada nesta quarta-feira (21) expôs novas imagens de passeios luxuosos do filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, em viagem à Finlândia, no ano passado, ao lado da lobista Roberta Luchsinger. Entre as fotos estão a que expõe o filho do candidato à reeleição em um luxuoso jatinho Embraer Praetor 600, que sai da fábrica com valor estimado em mais de 20 milhões de dólares. Segundo a lobista que tem revelado suspeitas de tráfico de influência nas relações de Lulinha com contratos do governo petista, a viagem foi realizada em janeiro de 2025 com acompanhar a aurora boreal no território próximo ao Círculo Polar Ártico. Com base no relato de Luchsinger, a Veja narra que o filho do presidente e sua família viajaram por quatro continentes em voos fretados ou emprestados por amigos, nos últimos quatro anos. A lobista investigada pela Polícia Federal afirma que passeios de Lulinha recebiam apoio logístico de embaixadas nos países onde o herdeiro de Lula frequentava os melhores restaurantes.

A lobista lembra que Lulinha celebrou seu aniversário com sua esposa em um camarote do Rock in Rio Lisboa, presenteado por um empresário. Além de citar que um empresário bancou outro passeio do filho do presidente a uma das sete maravilhas do mundo, a Grande Muralha da China, diante da qual Lulinha e sua família almoçaram.

“Se a vida está boa, quem vai questionar? Ninguém questiona. Aliás, o pai não questiona. O pai era o primeiro que deveria questionar. Para efeito de raciocínio, se minha filha, por exemplo, amanhã aparece aqui com qualquer coisa diferente, eu perguntaria: ‘de onde veio isso?’”, questiona Roberta Lucsinger, ao sugerir que o presidente Lula deveria saber que seu filho não teria lastro financeiro ou intelectual para obter recursos para aquela rotina de vida.

Lulinha com lobista Roberta Luchsinger em jatinho que o levou à Finlândia, em 2025. (Foto: Reprodução/Veja) Em outras imagens expostas pela revista Veja, originadas na nuvem do celular da lobista, Lulinha aparece com o empresário Marcelo Checon, dono da MChecon Design e Cenografia, que tinha único contrato de R$ 197 mil para o setor de eventos do governo federal, antes da posse de Lula, e conquistou 13 novos contratos, nos últimos três anos. A empresa passou a faturar R$ 63 milhões, sob Lula, 323 vezes maior que a realidade no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a reportagem, Lulinha se tornou amigo de Checon por meio de Fernando Bittar, sócio do filho de Lula em empresa de games que é investigada por suspeita de tráfico de influência no primeiro mandato petista. Em diálogo interceptado entre a lobista e um empresário, que teria pagamento pendente, Luchsinger reclama que Lulinha teria mania de pedir passagens a todo mundo.

“Tem que pagar essa bosta dessas passagens pro Fabio”, diz a lobista, que confirmou à Veja: “Reclamei mesmo dos pedidos de passagem. Está lá nas mensagens. Passagem, passagem, passagem… É caro. O Fábio tem mania de pedir passagem para todo mundo”.

Ontem, a Polícia Federal pediu prorrogação do prazo do inquérito que investiga Lulinha, por tráfico de influência e corrupção. E sua defesa alega que investigadores estariam interessados em fazer “pesca probatória” com motivação política, por não terem encontrado elementos que justificassem a continuidade da investigação.

Diário do Poder

 

Associação Brasileira de Psiquiatria dá dura resposta a declaração preconceituosa de Lula, sobre deficiência mental

Matéria publicada em 24 de abril de 2023 e repetida agora a pedido de um grupo de mães com filhos portadores de transtornos mentais. A declaração de Lula, carregada de preconceito e falta de conhecimento sobre a realidade de parcela significativa da população brasileira, ainda ecoa:

“A OMS sempre afirmou que na humanidade deve haver 15% de pessoas com algum problema de deficiência mental. Se esse número é verdadeiro, e você pega o Brasil com 220 milhões de habitantes, significa que temos quase 30 milhões de pessoas com problema de desequilíbrio de parafuso. Pode uma hora acontecer uma desgraça”, disse o Lula, inescrupulosamente, relacionando pessoas com ‘deficiência mental’ aos terríveis ataques às escolas ocorridos nas últimas semanas, durante reunião em Brasília com ministros e governadores, para tratar sobre o tema.

Alertado por seus assessores e, muito provavelmente a contragosto, o molusco se desculpou neste sábado (22), mas o estrago já estava feito. Em tom crítico e indignado, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) publicou uma carta aberta (enviada ao Lula na sexta-feira, 21) assinada por seu presidente, o Dr. Antônio Geraldo da Silva.

O documento, com o objetivo de combater a falta de informação demonstrada por Lula, faz ainda um convite para que ele ajude na luta contra a Psicofobia e a desassistência.

Confira a íntegra:

Mais uma vergonha do inconsequente, esse sim, desajustado e incapaz para ocupar um cargo tão importante.

Jornal da Cidade Online

 

 

 

 

A cartada do STF com Alexandre de Moraes para tentar tirar Flávio da Presidência, caso seja eleito

Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. As investigações da Polícia Federal sobre o advogado Willer Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro (PL) passaram a ser acompanhadas com cautela por uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da possibilidade de uma interpretação elástica de uma decisão da Corte sobre quem pode assumir ou não a Presidência da República. Tomaz e Flávio são investigados por suspeita de lavagem de dinheiro em inquérito relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Se Flávio se tornar réu, o tribunal poderá ter de decidir se o processo produz efeitos sobre sua posse ou permanência no cargo. Isso se ele for eleito presidente.

Em 2016, o Supremo decidiu, na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 402, que pessoas que estejam diretamente na linha sucessória da Presidência da República não podem assumir o cargo caso se tornem réus em ações penais instauradas pela Corte.Parte inferior do formulário Na época, o ministro Marco Aurélio Mello atendeu a uma liminar pedida pela Rede Sustentabilidade e afastou cautelarmente o então presidente do Senado, Renan Calheiros (MDB). A liminar foi parcialmente revogada pelo plenário para manter Renan no comando do Congresso, mas o STF fixou o entendimento — encabeçado pelo ministro Celso de Mello — de que ele ficaria impedido de assumir a Presidência da República.

Essa ADPF agora está nas mãos do ministro Gilmar Mendes. Desde dezembro de 2021, ela está sem qualquer tipo de movimentação. Não há definição se o caso será reaberto ou irá para o arquivo. Durante as investigações, a Polícia Federal descobriu que o advogado fez pagamentos para retirar do ar reportagens que o relacionavam a Flávio, conforme informações obtidas pelo jornal O Globo. A PF suspeita que os dois mantinham uma sociedade e lista até viagens pagas pelo advogado ao parlamentar. Flávio era cadastrado como um “usuário master” de uma conta conjunta com Tomaz, conforme revelou a coluna de Malu Gaspar.

A suspeita agora de uma ala do STF reside na possibilidade de que Moraes leve o caso para análise da Primeira Turma da Corte após o segundo turno. Caso Flávio venha a se tornar réu, diante de uma vitória do senador nas urnas, o Supremo teria que rediscutir a aplicação ou não da ADPF 402 neste caso concreto. Seria uma situação inédita. Até hoje, nenhum presidente da República eleito assumiu o cargo sendo réu em uma ação penal no Supremo.

O Antagonista

 

Mais de 30 cantores sertanejos independentes sem a Lei Rouanet, declaram apoio a Flávio

O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), se encontrou nesta terça-feira (20) com cantores sertanejos próximo a Goiânia, Goiás. Eles fizeram uma série de gravações para as redes sociais, com os artistas declarando apoio ao presidenciável, na expectativa de influenciar votos de seguidores e fãs. Entre os artistas, estiveram presentes Gusttavo Lima, Zezé Di Camargo, Jorge (Jorge & Mateus), Marrone (Bruno & Marrone), Felipe Araújo, Fernando & Jussiara, Fred & Fabrício, George Henrique & Rodrigo, Gian & Giovani, Gustavo & Vittorino, Hugo (Hugo & Guilherme), Ícaro & Gilmar, Jader (Carlos & Jader), João Neto & Frederico, Marcelo (João Lucas & Marcelo), Mateus & Cristiano, Murilo Huff, Nathan (Paulo & Nathan), Rodolffo (Israel & Rodolffo) e Tiãozinho & Alessandro.

A ideia é demonstrar força no meio artístico e gerar vídeos com potencial de compartilhamento nas redes sociais, área em que a campanha do adversário tem investido nos últimos dias. O setor do sertanejo tem se notabilizado por ter diversos artistas de direita e com grande entrada em parte da população, por ser um dos gêneros musicais mais ouvidos no país. Segundo a assessoria de Flávio, “mais de 400 formadores de opinião, que reúnem cerca de 200 milhões de seguidores nas redes sociais, participaram do evento”.

Os influenciadores chegaram a ouvir palestras de Pablo Marçal e Daniella Marques, integrante da área econômica da campanha de Flávio. Para os influenciadores, o candidato disse que não se deve passar uma mensagem de disputa entre direita e esquerda, mas de uma população que estaria unida em prol de uma mudança. 

Jornal da Cidade Online

 

PF pede mais tempo para investigar Lulinha e Roberta Luchsinger sobre tráfico de influência no governo Lula

Inquéritos sobre suposto tráfico de influência tiveram o prazo inicial de 60 dias; empresária afirma que pretende fazer delação premiada. A Polícia Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal mais tempo para concluir dois inquéritos sobre Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, e Roberta Luchsinger. As apurações investigam um suposto esquema de tráfico de influência na intermediação de contratos com o poder público. O pedido foi enviado ao ministro André Mendonça, relator dos casos, após o fim do prazo inicial de 60 dias.

Diligências em andamento

No ofício, a PF informa que as medidas determinadas ainda não foram finalizadas. Segundo o documento, “foram determinadas diversas diligências em prol da investigação, as quais ainda pendem de conclusão, notadamente em razão do exíguo lapso temporal transcorrido desde sua determinação”. O texto acrescenta que “mostra-se, portanto, necessária a dilação do prazo para a conclusão das diligências em curso”.

A corporação também pediu à sua área técnica um detalhamento dos vínculos societários de Lulinha e de suas movimentações bancárias. Solicitou ainda o registro de agendas dele e de outros alvos em órgãos públicos e um levantamento de viagens feitas pelos investigados, no Brasil e no exterior. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de São Paulo e confirmada pelo GLOBO. Mendonça relata os dois inquéritos. Uma terceira investigação que envolve a dupla está sob relatoria do ministro Flávio Dino. Lulinha e Roberta negam ter cometido irregularidades. Procuradas, as defesas não haviam se manifestado até a publicação da reportagem.

Roberta fala em delação

Em entrevista à CNN, concedida num sábado de outubro, Roberta afirmou que Lulinha se reunia “semanalmente” com ministros do governo. Ela disse que pretende fazer delação premiada. O relato não veio acompanhado de documentos, e não há informação sobre acordo formalizado. Ex-apoiadora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ex-amiga do filho dele, Roberta disse sentir-se isolada como alvo das apurações.

“Não serei o boi de piranha que tanto querem colocar tudo em cima de mim”, declarou.

Ela também afirmou que responderá pelos próprios atos, caso sejam considerados crime: “O que eu fiz, se for crime, vou responder, vou me defender, vou responder ao devido processo legal que, aliás, é uma coisa que o presidente da República sempre disse muito sobre ele, mas sobre os outros a gente vê que é o contrário”.

O Antagonista

 

Quebra do sigilo do cartão corporativo de Lula com gastos de R$ 7 bilhões pode tira-lo do debate da Globo

Lula sentiu sua fraqueza no debate da Band. Flávio foi infinitamente superior e pretende mudar a estratégia no debate da Rede Globo para conquistar os votos dos indecisos. Eis que agora Lula resolveu condicionar sua participação no debate a uma autorização de Flávio Bolsonaro para que seus sigilos bancários e telefônicos sejam quebrados.

Pois bem, um dos mais fiéis apoiadores de Flávio Bolsonaro na campanha eleitoral, o empresário Pablo Marçal, anunciou que Flávio topa o desafio de Lula sobre a questão dos sigilos bancários e telefônicos. Marçal adiantou que ele próprio também quebra os sigilos dele e de suas empresas.

Porém, a exigência de Flávio é no sentido de que Lula cumpra a sua promessa de 2022 e quebre tudo aquilo que está sob sigilo de 100 anos. O desafio é Lula a quebrar o sigilo dos telefones que ele efetivamente usa, pois espertamente ele não possui telefone celular de uso pessoal. Usa o dos assessores. E, por fim, a quebra do sigilo de seu cartão corporativo, onde ele teria torrado nos últimos 4 anos a bagatela de R$ 7 bilhões de reais, afirmou Marçal.

Diário do Poder

 

MPF investiga o diretor geral da PF, Andrei Rodrigues suspeito de vazar a Operação Sem Desconto

Andrei Rodrigues demonstrou conhecer detalhes da investigação policial. O Ministério Público Federal instaurou um Procedimento Investigatório Criminal para apurar se o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, divulgou de forma indevida informações sigilosas da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em aposentadorias e pensões do INSS. A portaria foi assinada pelo procurador da República Gabriel Pimenta Alves no dia 15 deste mês. A apuração tem origem em declarações públicas de Andrei Rodrigues em abril de 2025, nas quais ele afirmou que o Sindnapi (Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos) não era alvo da operação. O sindicalista conhecido por Frei Chico, irmão de Lula (PT), era o vice-presidente da entidade. O Sindnapi estava sob investigação no momento da declaração, o que gerou suspeitas sobre o conteúdo e a origem das informações transmitidas pelo chefe da PF.

O procedimento busca esclarecer em que circunstâncias Rodrigues teve acesso aos dados da operação, qual o teor exato de suas falas e se houve irregularidade na divulgação de informações protegidas por sigilo.

A 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF rejeitou o arquivamento e determinou o aprofundamento das investigações para verificar possível descumprimento de dever funcional. A portaria estabelece cinco medidas, entre elas o encaminhamento do caso à Justiça Federal para controle do juiz de garantias, a juntada da decisão judicial que decretou o sigilo do inquérito relativo ao Sindnapi e a expedição de ofício a Andrei Rodrigues para que preste esclarecimentos. A Polícia Federal informou que não se manifestará sobre o caso.

Diário do Poder

 

Lula pode desistir do debate da Globo após o fiasco do confronto com Flávio na Band?

Possibilidade de ausência do presidente no próximo debate presidencial provoca questionamentos sobre sua disposição para um novo confronto direto com o adversário. O desempenho de Lula no debate da Band, diante de Flávio Bolsonaro, continua repercutindo no cenário político. Agora, uma nova possibilidade ganha espaço nas discussões: o presidente poderá desistir de participar do próximo debate, previsto para acontecer na TV Globo? Para o jornalista Emílio Kerber, o confronto na Band foi especialmente desfavorável ao petista, que teria motivos políticos para evitar um novo embate diante de milhões de brasileiros com maiores prejuízos eleitorais.

“A surra que Lula tomou no debate da Band foi tão grande que ele já estaria preparando o terreno para desistir do debate da Globo”, afirmou Kerber, em tom crítico. A eventual ausência de Lula levantaria questionamentos sobre sua estratégia nesta reta final da disputa presidencial. Afinal, depois de enfrentar Flávio Bolsonaro na Band, o presidente estaria disposto a repetir o confronto na principal emissora de televisão do país? Até o momento, porém, a hipótese de desistência não deve ser tratada como decisão confirmada sem manifestação oficial da campanha. A verdade é que o presidente Lula apresenta sinais bem acentuados de desgastes físicos, além de lhe faltar jogo de cintura para enfrentar o adversário, que inclusive já sabe como desestabilizá-lo, observando-se que o caso da lobista Roberta Luchsinger, que ele não tem mais como negar as negociatas feitas por ela e Lulinha em diversos segmentos do governo, que remetem a corrupção em vários ministérios e estatais.

Jornal da Cidade Online

Os relógios de pulso diferenciam os candidatos: O pai dos pobres ostenta de ouro e Flavio um simples

No debate da Band, no domingo (18), Lula exibia no pulso um Omega Constellation de ouro e aço. Modelo semelhante é anunciado pela própria fabricante por 7.400 euros, cerca de R$ 42 mil. Ao lado, Flávio Bolsonaro usava um Casio G-Shock de aproximadamente R$ 449, que, segundo sua assessoria, pertenceu ao pai. O relógio do petista vale quase cem vezes o do adversário.

Ninguém exige que um presidente use relógio barato. O problema é a coerência. Lula construiu a carreira sobre a imagem do operário que nunca deixou de ser povo. No mesmo debate, disse que Flávio conhece ônibus e trabalho “por literatura”. Fez a acusação com ouro suíço no pulso. O contraste expõe o método petista. A força de Lula nunca esteve na gestão, como mostram a inflação projetada acima da meta e a Selic a 13,25%, mas no personagem. E personagem depende de figurino. Quando o figurino desmente o discurso, sobra apenas a máquina de propaganda.

O pai dos pobres usa Omega. O filho de Bolsonaro usa o Casio do pai. A seis dias da eleição, os pulsos dos dois candidatos dizem mais do que o debate inteiro.

Jornal da Cidade Online