Convocado e obrigado a comparecer, chanceler de Lula se acovarda e “foge” de sessão na Câmara

Depois de dizer inúmeras asneiras e ser desmentido pelos Estados Unidos, o chanceler Mauro Vieira não atendeu convocação da Câmara dos Deputados. Ele havia sido convocado para falar sobre o risco de uma ação militar dos EUA em território brasileiro –o Itamaraty não explicou o que baseou essa conclusão. Como o ministro havia sido convocado, tinha a obrigação de comparecer. A comissão decidiu enviar à Procuradoria Geral da República (PGR) uma notícia-crime contra o ministro por suspeitas de crime de responsabilidade.

Ao abrir a sessão, o deputado Marcel van Hatten (Novo-RS) declarou que não houve “confirmação clara ou expressa de não comparecimento”. Falou também em crime de responsabilidade por parte do ministro. “Fomos surpreendidos com a informação transmitida pela assessoria e não pelo ministro. Um comunicado evasivo e lacônico. Está flagrante o cometimento de crime de responsabilidade”, disse o parlamentar.

Jornal da Cidade Online

 

Deputada diz na Câmara que o PL da Misoginia é para Lula blindar os gastos exacerbados de Janja

A deputada oposicionista Julia Zanatta (PL-SC) afirmou em discurso na tribuna da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (14), que a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, seria beneficiada diretamente pelo PL da Misoginia — não pelo teor do projeto, mas por uma questão financeira. Na visão da parlamentar, Janja teria seus gastos exorbitantes em viagens internacionais blindados de crítica pelo projeto de lei.

“Para o que vai valer [O PL da Misoginia]? A gente já descobriu. Eu adoro quando eles fazem o ‘sincericídio’. A Janja entregou tudo. Entregou o jogo. Eles querem aprovar o PL da Misoginia para censurar — isso eu já tinha falado. Mas a Janja está muito interessada porque, aí, vocês não vão poder mais criticar os gastos, mais de 117 milhões de reais de gastos da senhora Janja sem ter cargo [eletivo]. Ela não foi eleita para nada. [Mas tem] Gabinete paralelo, assessores, diárias em hotéis de luxo, etc. Ela diz que é ‘misoginia pura’ a gente fiscalizar”, disse Zanatta.

A deputada se referiu a um comentário de Janja fez durante entrevista para o jornal Folha de São Paulo e o portal de notícias UOL, no qual ela disse que as críticas aos gastos que ela e Lula têm em viagens internacionais são “misoginia pura”, por atribuírem tudo apenas à figura dela. Ainda no discurso na tribuna, Julia Zanatta enfatizou que as parlamentares governistas estariam “desesperadas” para tentar aprovar o PL da Misoginia agora que o fim do prazo acordado para a votação está chegando ao final.

“Eles estão desesperados porque esse PL não teve apelo popular nenhum (…). Eles dizem ‘quem estiver contra está contra as mulheres’. Ninguém cai mais nesse papinho. Vocês querem é perseguir, inclusive as mulheres que pensem diferente da caixinha ideológica de vocês”, disse.

Jornal da Cidade Online

 

Defesa de Carla Zambelli denunciará Alexandre de Moraes e o STF ao Tribunal de Haia

Advogados denunciam supostos abusos no julgamento da ex-deputada e planejam anexar outros casos à ação em Haia. A defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) anunciou que apresentará uma denúncia contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Tribunal Penal Internacional, em Haia, na Holanda. O processo está previsto para ser formalizado em agosto e tem como fundamento a alegação de que teria havido abusos por parte do magistrado durante o julgamento da ex-parlamentar no Brasil. O advogado Fábio Pagnozzi, que representa Zambelli, informou que a ação também incluirá outros casos nos quais, segundo a defesa, teriam ocorrido irregularidades semelhantes, como os do blogueiro Oswaldo Eustáquio e do ex-assessor Eduardo Tagliaferro.

A medida busca levar ao conhecimento de uma corte internacional o que os defensores entendem ser um padrão de conduta violador de garantias fundamentais. Atualmente em liberdade em Roma, Zambelli aguarda o desfecho de sua situação judicial na Itália desde maio deste ano. Ela permaneceu cerca de um ano detida na penitenciária feminina de Rebibbia, até que a Corte Suprema de Cassação da Itália rejeitou o pedido de extradição relacionado à condenação por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que lhe impôs pena de 10 anos de prisão.

Paralelamente, a Justiça italiana analisa outro pedido do governo brasileiro para que a ex-deputada cumpra em território nacional sua pena de 5 anos e 3 meses de prisão, decorrente da condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma. O caso remonta à véspera do segundo turno das eleições de 2022, quando Zambelli perseguiu e ameaçou um homem no bairro dos Jardins, em São Paulo.

A iniciativa da defesa de recorrer ao Tribunal de Haia reflete a preocupação de parte da classe política e jurídica com a possibilidade de que decisões judiciais no Brasil, especialmente as proferidas por cortes superiores, estejam sujeitas a revisão por organismos internacionais, o que, para alguns, representa um reconhecimento tácito de fragilidades no devido processo legal doméstico. O STF ainda não se manifestou sobre o anúncio da defesa de Zambelli. A reportagem aguarda posicionamento oficial do tribunal. 

Jornal da Cidade Online

 

Empresas Trump Media e Rumble afirmam na Justiça dos EUA: “Alexandre de Moraes é o verdadeiro réu”

As empresas Rumble e Trump Media pediram à Justiça americana que mantenha a ação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em ofício protocolado nesta terça-feira, os autores contestam a solicitação da Advocacia-Geral da União (AGU) para que o processo seja arquivado. A Rumble e a Trump Media afirmaram à Justiça da Flórida que a Advocacia-Geral da União (AGU) mudou de posição para defender o ministro Alexandre de Moraes no processo movido pelas empresas nos Estados Unidos. Segundo as duas instituições, o governo brasileiro informou anteriormente às autoridades americanas que decisões da Justiça brasileira não produzem efeitos automáticos no país e precisam seguir os canais oficiais de cooperação internacional.

As empresas sustentam que a AGU, representando o Brasil na ação, passou a defender o contrário ao pedir a extinção do processo sob o argumento de que as ordens de Moraes são atos soberanos do Estado brasileiro. O parecer apresentado pelas companhias afirma, ainda, que Moraes é o verdadeiro réu da ação e que teria atuado além de sua autoridade ao expedir ordens contra empresas sediadas nos Estados Unidos.

“O fato de ele ostentar a condição de juiz não faz do Brasil a parte efetivamente interessada […]. O processo não questiona a validade das decisões do ministro dentro do Brasil, mas apenas se elas podem produzir efeitos em território americano”, dizem a Rumble e a Trump Media.

Jornal da Cidade Online

 

Senado aprovou aposentadoria especial a agentes de saúde e Lula vai ao STF para derrubar

Governo mentiu, “superfaturando” estimativas de impacto da medida. O Senado impôs nova derrota a Lula (PT) aprovando nesta terça-feira (14) a proposta de emenda que estabelece aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate a endemias. O governo chama a PEC de “pauta bomba” que teria custo estimado e não conformado por fonte independente de R$27,9 bilhões em dez anos. O relator da PEC, senador Irajá Abreu (PSD-TO), preferiu chamar a proposta de “pauta social”. O rombo do governo Lula em 12 meses, apurado em maio passado, totalizava R$140 bilhões – quase uma pandemia.

Em uma demonstração de que mentiras foram ditas sobre esse assunto, o Ministério da Previdência chegou a divulgar que o impacto da aposentadoria especial desses trabalhadores seria superior a R$98 bilhões. Como toda mentira exagerada, acabou virando motivo de chacota e o governo “reajustou para baixo” sua estimativa para R$27,9 bilhões. Ainda assim, economistas acham que esse número não guarda relação com a verdade.

A derrota do governo Lula impressionou pelos números: a PEC foi aprovada nos dois turnos por 73 a 1 e só precisava de 49 votos. Integrantes do governo, o ministro da Fazenda Dario Durigan, ameaçaram recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), como é recorrente sempre que não consegue impr sua vontade no Congresso. Não participaram da sessão os senadores Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rogério Marinho (PL-RN) e Daniella Ribeiro (PP-PB). O voto contrário no primeiro turno foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS).

O governo tentou adiar a votação da proposta, negociando votar apenas o primeiro turno, mas foi novamente derrotado. Votaram a favor da PEC os senadores do PSD, Progressistas, Republicanos, PSDB, MDB, Podemos e União Brasil – cuja orientação foi feita pelo próprio presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), vice-líder do partido. A nova líder do governo, senadora Tereza Leitão (PT-PE), fracassou em seu primeiro “teste”. Acabou liderando os senadores governistas a votarem como quisessem e quase todos aderiram ao projeto.

“Eu sei que a posição do governo é uma posição diferenciada não porque ele é melhor, mas porque vai competir, caber a ele, após a promulgação, tudo o que a PEC enseja. Eu espero que esta seja a primeira e última vez que eu não vou votar”, disse. “Eu acho que quando a gente lidera uma bancada, quando a gente tem relações com vários partidos, a gente precisa também ter a sensibilidade com o que os outros enxergam.”

A aposentadoria especial aos agentes de saúde e de combate às endemias reduz a idade mínima para 57 anos de idade para mulheres e 60 anos de idade para homens a partir de 1º de janeiro de 2041, desde que tenham 25 anos de tempo de contribuição e exercício da atividade profissional. Hoje, a idade mínima para aposentadoria é de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens, observado tempo mínimo de contribuição.

Diário do Poder

 

Deputado Yglésio Moyses acusa o ministro Flavio Dino de querer derrotar o governador Carlos Brandão

O deputado estadual Yglésio Moyses (PRD) fez acusações graves ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino durante sessão na Assembleia Legislativa do Maranhão realizada dias atrás e que continuam repercutindo nos meios políticos.

Segundo Yglésio, Flavio Dino estaria utilizando sua posição na Corte para “chantagear” e “ameaçar” políticos locais, com o objetivo de influenciar o cenário pré-eleitoral do Estado e derrotar o candidato do governador Carlos Brandão à sua sucessão.

O deputado chegou a relatar uma suposta frase de Flávio Dino em evento social: “Eu botei, eu tiro”, que interpretou como referência ao poder de Dino em tirar Carlos Brandão do cargo.

Diário do Poder

 

Gatunagem no INSS: PF indicia ‘Careca’ e ex-diretores da autarquia e poupa filho de Lula

Polícia Federal concluiu o primeiro relatório da investigação sobre descontos irregulares.A Polícia Federal indiciou Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, o ex-procurador-geral da autarquia Virgílio Antônio Ribeiro Filho, o ex-diretor de Benefícios André Fidelis e o empresário Antonio Camilo Antunes, co “Careca do INSS”, por suspeita de envolvimento na gatunagem contra aposentados e pensionistas. O nome de Fábio Luiz, conhecido por Lulinha, apontado como parceiro do “Careca do INSS”, ficou de fora. Os indiciamentos fazem parte do primeiro relatório final da Operação Sem Desconto, investigação conduzida pela Polícia Federal para apurar fraudes relacionadas a cobranças não autorizadas realizadas diretamente nos benefícios de segurados do INSS.

O relatório, apresentado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações, indicia ao todo 48 investigados. Agora, as conclusões da investigação serão encaminhadas à Procuradoria-Geral da República (PGR), responsável por decidir se apresenta denúncia à Justiça, solicita o arquivamento do caso ou requer a realização de novas diligências. De acordo com as investigações, Antonio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, é apontado como um dos principais articuladores do esquema, que teria utilizado associações para efetuar descontos irregulares em aposentadorias e pensões sem a autorização dos beneficiários.

Diário do Poder

 

Sérgio Moro sobre Lula na prisão: Recebeu 572 visitas e todas divulgavam recados. Não fiz qualquer restrição

 

“Lula, durante 2018, recebeu 572 visitas na prisão, inclusive 21 do então candidato à presidência do PT, Fernando Haddad. Seus visitantes concediam, em seguida, longas entrevistas a TV e à imprensa sobre o que Lula havia falado. Nunca cogitei cercear o direito de visita ou de correspondência de Lula”, escreveu Moro na rede social X.”

O senador encerrou a publicação questionando a decisão atual:

“Já Bolsonaro agora não pode mais receber visitas de seu filho, Flávio Bolsonaro, na prisão domiciliar e, pelo jeito, também não tem assegurado o direito de correspondência previsto na lei para todo preso. Falta proporcionalidade e legalidade à decisão do Ministro Alexandre de Moraes.”

Jornal da Cidade Online

 

Lula preso podia tudo: Escrever cartas, receber políticos e ex-governador hoje no STF

O senador Rogério Marinho (PL-RN) tem boa memória. Ele lembra que Lula (PT), preso, manteve livre articulação política e comandava o PT do cárcere, onde cumpria pena por corrupção e lavagem de dinheiro. Mas Jair Bolsonaro não pode ver o filho Flávio por 90 dias. Lula recebeu inúmeras vezes ao menos 15 aliados, incluindo Fernando Haddad (PT), candidato a presidente por ele designado do xilindró, e escrevia cartas sem censura. Flávio Dino era governador do Maranhão e visitou o encarcerado em maio de 2019.

Cereja do bolo

Quem liberou o vai-e-vem na cela do encarcerado foi Ricardo Lewandowski, que anos depois se tornaria ministro da Justiça de Lula.

Séquito petista

A lista tem outros nomes do PT, como Fátima Bezerra, Wellington Dias, Camilo Santana, Jaques Wagner, Rui Costa e Gleisi Hoffmann.

Segue a lista

Não petistas: Manuela d’Ávila (PcdoB), Guilherme Boulos (Psol), Renan Calheiros (MDB), Roberto Requião (MDB) e Jandira Feghali (PcdoB).

Turistas imprevistos

Houve ainda visitas dos políticos argentinos Alberto Fernández e Pérez Esquivel, também amparados por autorização judicial.

Coluna do Claudio Humberto

 

STF: 52,3% dos brasileiros reprovam o trabalho dos ministros. 35,9% aprovam

Outros 35,9% aprovam o trabalho; não sabem 11,8%. Um levantamento feito pelo Instituto Futura/Apex, divulgado nesta terça-feira (14), mostra que 52,3% dos brasileiros reprovam o trabalho de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Outros 35,9% aprovam o trabalho; não sabem 11,8%.

Aprovação do STF

  • Reprovam: 52,3%
  • Aprovam: 35,9%
  • Não sabem: 11,8%

Juntamente ao Judiciário, a pesquisa também questionou o nível de confiabilidade dos brasileiros referente à atuação do Congresso Nacional, que incorpora a Câmara dos Deputados e o Senado Federal.

Para os entrevistados, 61,4% reprovam o trabalho, 26,2% aprovam e 12,4% não sabem.

Aprovação do Congresso Nacional

  • Reprovam: 61,4%
  • Aprovam: 26,2%
  • Não sabem: 12,4%

Foram ouvidas 2.000 pessoas em todo o Brasil entre os dias 7 e 11 de julho. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07294/2026.

Diário do Poder