Toma lá, dá cá: Lula já atraiu o congresso com R$18,4 bilhões em emendas parlamentares

O governo Lula (PT) abriu a carteira para bancar emendas de deputados e senadores nas últimas semanas. No total, já foram pagos R$18,4 bilhões em emendas parlamentares, este ano. O dado que mais impressiona é o total distribuído apenas no mês de maio: R$14,1 bilhões, quase 77% de tudo que o governo petista pagou em 2026. Em junho, já são R$605 milhões liberados pelo governo aos parlamentares.

Comparação

Em maio do ano passado, por exemplo, o governo Lula distribuiu pouco mais de R$188 milhões para pagar emendas parlamentares.

Coincidência?

Às vésperas da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) o governo reservou R$12 bilhões para as emendas.

Individuais

A maior parte das emendas pagas pelo governo Lula este ano são individuais, que custaram mais de R$13 bilhões até o momento.

Bancada

Outros R$4,5 bilhões dos pagadores de impostos custearam as emendas de bancada do Congresso Nacional, este ano.

Coluna do Claudio Humberto

Pressão de Lula e do PT sobre Jaques Wagner cresce: É ele o “laranja” da vez…

O objetivo do PT é livrar a cara de Lula, exatamente como aconteceu há 22 anos, quando José Dirceu assumiu a ‘bronca’ do mensalão. Desta feita, o ‘laranja’ da vez terá que ser Jaques Wagner. Essa é a pressão.

Nesse sentido, Igor Gadelha disse o seguinte no site Metrópoles:

“Dias após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Master, Jaques Wagner (PT-BA) tenta ajustar a narrativa para decidir se deixa ou não o posto de líder do governo Lula no Senado.

Segundo aliados de Wagner, o objetivo é ajustar o discurso para que a eventual saída do senador da liderança do governo não seja vinculada apenas ao contexto da operação da PF no caso Master.

Em outras palavras, Wagner não quer que sua saída da liderança do governo seja vista apenas como um pré-julgamento por ter sido alvo da PF em um inquérito no qual o parlamentar nem sequer é réu.

Em entrevista à BandNews na quinta-feira (18/6), mesmo dia em que foi alvo da PF, Wagner rejeitou deixar a liderança. Segundo ele, o presidente Lula não teria feito qualquer pedido nesse sentido.

No Palácio do Planalto, contudo, ministros e assessores esperam que Wagner tome a iniciativa e deixe o posto de líder do governo, para não contaminar a campanha de Lula à reeleição.”

Jornal da Cidade Online

A pergunta que Lula ainda precisa responder

                                                                        *Felipe Vieira

Na política, o momento de uma decisão costuma ser tão importante quanto a própria decisão.

É exatamente por isso que a determinação do governo para o retorno de delegados da Polícia Federal cedidos a outros órgãos gerou tanta repercussão em Brasília.

A versão oficial é conhecida. O Palácio do Planalto afirma que a medida faz parte de uma política de fortalecimento da Polícia Federal e do combate ao crime organizado. O próprio presidente Lula já havia defendido publicamente, meses atrás, o retorno de policiais que estavam exercendo funções fora da atividade-fim da corporação.

Até aqui, nada de extraordinário.

O problema não está na justificativa.

O problema está no momento.

A ordem surge justamente quando avançam duas das investigações mais delicadas do país: os casos do INSS e do Banco Master. Ambas estão sob supervisão do ministro André Mendonça e, nos últimos meses, passaram a alcançar pessoas politicamente próximas ao governo. Entre elas, o senador Jaques Wagner, alvo recente de operação autorizada pelo Supremo, e citações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

É aí que nasce a dúvida.

Se a decisão era administrativa, legítima e planejada há meses, por que executá-la exatamente agora?

É uma pergunta simples.

E é uma pergunta que continua sem resposta convincente.

Mais do que isso: se o governo sabia que a medida seria interpretada como uma possível tentativa de interferência em investigações sensíveis, por que não adotou mecanismos para evitar essa leitura?

A política vive de símbolos.

E símbolos têm consequências.

Tanto que a reação foi imediata. Integrantes da Polícia Federal, do Judiciário e analistas passaram a questionar se a medida poderia afetar equipes envolvidas nas investigações. A repercussão foi tão intensa que surgiram informações de que o STF teria ficado temporariamente fora do alcance da determinação para evitar prejuízos aos trabalhos em andamento.

Não se trata de afirmar que houve interferência.

Mas também não se pode ignorar que a coincidência dos fatos produz um ambiente inevitável de suspeita.

E governos democráticos deveriam ser os primeiros interessados em afastar qualquer dúvida quando o assunto envolve investigações que alcançam aliados políticos.

A questão central não é jurídica.

É política.

A credibilidade das instituições depende não apenas da legalidade dos atos, mas também da confiança que eles inspiram.

Por isso, a pergunta permanece.

Se o objetivo era apenas reforçar a Polícia Federal, por que a medida foi tomada justamente quando as investigações começaram a se aproximar de figuras relevantes do entorno político do governo?

Enquanto essa pergunta não for respondida de forma clara, o debate continuará aberto.

E, em política, quando as explicações não convencem, as suspeitas costumam ocupar o espaço vazio.

*Felipe Vieira é jornalista

 

Vaza “proposta indecente” feita por advogado que revoltou o ministro André Mendonça

Informações divulgadas pelo portal UOL dão conta de que um advogado sugeriu ao ministro André Mendonça uma delação selecionada “poupando ministros do STF”.

Eis o que diz o UOL:

“Perderam o pudor, ministro Gilmar.” “Me chegou uma proposta por um advogado (…) ‘Queremos fazer uma delação seletiva’.”

 Essas duas frases foram ditas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso Master, durante o julgamento, na última terça-feira, sobre a manutenção da prisão do pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça ainda fez questão de revelar que a proposta de delação selecionada não tinha partido de José Oliveira Lima, conhecido como Juca, que deixou a defesa de Vorcaro em maio, após divergências com Mendonça. A delação seletiva foi proposta pelo advogado Roberto Podval, que deixou a defesa de Vorcaro em março deste ano. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela coluna. Questionado sobre a proposta, Podval preferiu não responder. O espaço segue aberto.

Blindagem ao STF

A proposta de delação selecionada, segundo apurou o UOL, incluiria evitar mais desgastes ao Supremo ao supostamente tentar poupar ministros de acusações vindas do ex-banqueiro. A sugestão veio em uma reunião presencial entre Podval e Mendonça. Ao ouvir a “proposta”, Mendonça foi ríspido e disse que Vorcaro teria que se comprometer a falar sobre tudo o que fosse perguntado. No início do escândalo do banco Master, o epicentro da crise envolveu Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O primeiro deixou a relatoria do caso e se declarou impedido. Já Moraes sustenta que não há irregularidades no contrato milionário de Vorcaro com o escritório de advocacia da sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

“Não faço questão de delação, agora, delação seletiva comigo, não”, disse Mendonça, durante um embate explícito com o decano da corte, ministro Gilmar Mendes.

O julgamento acontecia na Segunda Turma do STF —composta por Gilmar (presidente), Mendonça, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux. No mesmo momento, a Primeira Turma —com Flávio Dino (presidente), Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia— condenava, por unanimidade, a uma pena de quatro anos de reclusão o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por coação no curso do processo da trama golpista.

Ameaça de nulidade

Enquanto Gilmar alertou para o cometimento de práticas adotadas na Lava Jato, Mendonça acusou que havia uma tentativa por parte do “sistema” de tentar buscar nulidade das investigações.

“Todos nós devemos zelar para evitar ensejarmos não só a nulidade, mas a hipótese de suspeitas sobre a condução (…) E mais que isso, ministro Gilmar: tentativas de obstaculizar as investigações. Isso é grave.”

Mendonça não nomeou os colegas, mas disse que chegavam a ele informações de que estavam agindo para tentar paralisar o trabalho do caso Master. Logo no início da sessão da 2ª Turma do STF, Mendonça recordou que Gilmar havia dito a ele, na época em que ele almejava chegar à corte, que, para ser ministro do Supremo, era preciso ter coragem.

“E me lembro do que respondi na ocasião. ‘Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal. Não tenho medo de combater o crime, aplicando a lei'”, afirmou Mendonça olhando nos olhos do decano da Corte.

Horas antes da sessão, Mendonça levantou o sigilo de parte das investigações. Nos bastidores do Supremo, a iniciativa de Mendonça gerou críticas. A principal delas é que ele, como juiz, não deveria ter nenhum papel na negociação da delação de Vorcaro. E que ele teria adiantado “juízos peremptórios sobre o mérito, para muito além do habeas corpus que estava sendo julgado”. A defesa de Vorcaro não vê clima hoje para discutir uma nova proposta de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e se prepara para mudar sua estratégia. A ideia é continuar com uma postura colaborativa, mas procurar brechas e atenuantes na conduta do ex-banqueiro.

Jornal da Cidade Online

Petistas como Paulo Pimenta e Alexandre Padilha assinaram “nota oficial” contra o Hamas ser terrorista

Matéria publicada pelo jornalista Cláudio Humberto lembra que para petistas nem o Hamas é terrorista. Nesse sentido, Paulo Pimenta, Alexandre Padilha, Zeca Dirceu (PR), Érika Kokay (DF), Nilto Tatto (SP), Enio Verri (PR), Rosa Neide (MT), Helder Salomão (ES), Paulão (AL) e Padre João (MG) assinaram há cinco anos ‘nota oficial’ para se opor à classificação pelo Reino Unido do Hamas como terrorista, já que, segundo eles, não promoveria terror, nem antissemitismo e sim “resistência”.

Assim, não é de se estranhar que essa turma seja contrária à classificação, pelos EUA, de facções criminosas do Brasil como grupos terroristas. É um “mal partidário”. Diante de um enorme exemplo de defesa do PT a facções e favorecimento a violência, fica autenticado o respeito do partido ao PCC e CV.

Jornal da Cidade Online

 

STF condenou os deputados Josimar de Maranhãozinho e Pastor Gil por propinas em troca de emendas parlamentares

Ao todo, sete pessoas foram condenadas por participar do esquema; as penas chegam a seis anos de reclusão.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), presidida pelo ministro Flavio Dino condenou, os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues (conhecido como Josimar de Maranhãozinho) e Gildenemir de Lima Sousa (Pastor Gil), além do suplente de deputado federal João Bosco da Costa (Bosco Costa), pelo crime de corrupção passiva em caso de cobrança de propina em troca da liberação de recursos de emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar (MA). Os três parlamentares do Partido Liberal (PL) exigiram do então prefeito o pagamento de R$ 1,6 milhão em troca da destinação de R$ 6,6 milhões do orçamento do Ministério da Saúde ao município, valores que foram liberados por indicação dos parlamentares.

Josimar de Maranhãozinho (PL-MA) vai cumprir seis anos e cinco meses de reclusão, além de pagar 300 dias-multa. Pastor Gil (PL-MA) foi condenado a cinco anos e seis meses de reclusão e 100 dias-multa, enquanto Bosco Costa (PL-SE) pegou cinco anos de reclusão e 100 dias-multa. Todos os três iniciam o cumprimento da pena em regime semiaberto, e o valor do dia-multa foi fixado em três salários-mínimos.

Como Josimar e Pastor Gil são deputados federais, a Câmara dos Deputados será informada do resultado do julgamento e deverá decidir se os dois perdem os mandatos ou se continuam, uma vez que, em regime semiaberto, o cumprimento da pena pode ser considerado compatível com as obrigações parlamentares.

Outras quatro pessoas foram condenadas na ação a pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial semiaberto; e a pagar 30 dias-multa, sendo cada dia-multa no valor de 1 salário-mínimo. Foram condenados:
– João Batista de Magalhães, assessor parlamentar que era responsável por acompanhar a liberação dos recursos;
– Antônio José da Silva Rocha, ex-prefeito que abordava gestores para exigir o pagamento,
– Abraão Nunes Martins Neto e Adones Gomes Martins, que atuavam como cobradores.

A pedido do MPF, os réus ainda deverão pagar R$ 1.667.730,00 para reparar danos morais coletivos, em valor a ser dividido pelos condenados.

Denúncia do MPF – De acordo com a denúncia apresentada pelo MPF, o grupo operava um esquema que cobrava das prefeituras 25% sobre os valores totais de emendas parlamentares destinadas a municípios. As provas reunidas no processo incluem planilhas de registros de cobranças e pagamentos, relatórios de movimentações financeiras dos envolvidos, com repasses de valores, trocas de mensagens entre os réus, áudios, depoimentos e documentos. A investigação teve início após denúncia do então prefeito do município de São José de Ribamar, que foi abordado e ameaçado pelo grupo. Outras investigações relativas ao esquema seguem em andamento.

Os sete réus foram também acusados pelo MPF de integrar organização criminosa junto com Thales Andrade Costa, filho de um dos deputados condenados. No entanto, os ministros consideraram que as provas reunidas no processo foram insuficientes para a condenação, e os réus foram então absolvidos do crime de organização criminosa.

Ação Penal (AP) 2670
Secretaria de Comunicação Social
Procuradoria-Geral da República

 

Caso dos Respiradores: Corrupção de governadores do Nordeste durante a pandemia volta a ser exposto

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) cobrou a apuração de supostas irregularidades na compra de 300 respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia de covid-19. Segundo o parlamentar, os equipamentos foram adquiridos em 2020 sem licitação, por quase R$ 50 milhões, mas não foram entregues.

“Esse caso chamou muito a atenção não apenas pelos valores envolvidos, mas principalmente porque a empresa contratada não tinha nenhuma experiência no fornecimento de ventiladores pulmonares. Aliás, o seu próprio nome [Hempcare], como eu disse, já revela a proposta dessa empresa no mercado, que era vender produtos à base de maconha”, declarou.

O senador também mencionou decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionada ao caso. Segundo Girão, o tribunal determinou o ressarcimento de R$ 48,7 milhões pela empresa contratada e não responsabilizou os gestores envolvidos na contratação. O parlamentar defendeu a continuidade das investigações e afirmou que essa compra dos respiradores integra um conjunto de casos que, na avaliação dele, devem ser apurados pelas autoridades competentes.

“O processo, com mais de mil páginas, incluindo algumas colaborações premiadas, vem se arrastando vagarosamente nos últimos seis anos. É um jogo de empurra e empurra, porque sabem que vai cair. Os ladrões vão ser expostos. Essa história dos respiradores que sumiram do Consórcio Nordeste é a ponta do iceberg (…) de uma série de fraudes com o dinheiro da pandemia”, disse.

Jornal da Cidade Online

Aos 46 anos, Ronaldinho Gaúcho assina com clube italiano e retorna ao futebol

Após mais de uma década longe dos gramados, Ronaldinho Gaúcho voltará oficialmente à atividade profissional. Aos 46 anos, o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira acertou sua chegada ao Ravenna, equipe que disputa a terceira divisão do futebol italiano, segundo informações confirmadas neste sábado (20) por uma fonte próxima ao ex-jogador. A apresentação oficial está prevista para ocorrer no próximo dia 23 de junho, durante um evento em Miami, nos Estados Unidos. Atualmente, Ronaldinho acompanha a Copa do Mundo de 2026 no país norte-americano.

A notícia ganhou destaque inicialmente na imprensa esportiva italiana e rapidamente repercutiu entre torcedores e admiradores do craque, que não disputa uma partida oficial desde setembro de 2015, quando vestiu a camisa do Fluminense pela última vez. Em declarações publicadas pela imprensa italiana, o ex-jogador demonstrou entusiasmo com o novo desafio e afirmou estar motivado para voltar ao ambiente competitivo.

“Ansioso para voltar a dançar com a bola e escrever um novo capítulo na história com Ignazio Cipriani (proprietário ítalo-americano do Ravenna) e toda sua família”, declarou Ronaldinho.

O ex-atleta também destacou a ligação emocional que mantém com o futebol ao longo de sua trajetória profissional.

“O futebol sempre foi uma fonte de alegria para mim e quero trazer esse mesmo espírito para o Ravenna”, acrescentou R10.

Apesar do anúncio, ainda existem dúvidas sobre os termos exatos do vínculo firmado entre Ronaldinho e o clube italiano. Questionado sobre a participação efetiva do brasileiro em partidas oficiais, o vice-presidente do Ravenna, Ariedo Braida, evitou dar garantias de que o craque atuará regularmente durante a temporada.

“Ele é um jogador mágico e terá seu contrato; é uma grande conquista para nós. Vai jogar aos 46 anos? Depende, mas é claro que ele terá seu contrato”, afirmou o dirigente.

Braida também deixou aberta a possibilidade de o ex-campeão mundial entrar em campo, embora tenha ressaltado que detalhes esportivos ainda serão definidos.

“Ele vai jogar? Isso ainda vamos ver, não podemos descartar a possibilidade. Um campeão como ele está em uma categoria superior e não tem idade”, declarou.

Nos bastidores do futebol italiano, a contratação é vista não apenas pelo aspecto esportivo, mas também como uma iniciativa capaz de ampliar a visibilidade internacional do clube. O Ravenna busca fortalecer sua marca e impulsionar o projeto de retorno à Série B da Itália, competição que não disputa desde 2008.

Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol, Ronaldinho conquistou a Bola de Ouro em 2005 e integrou a Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 2002. Além do sucesso com a camisa amarelinha, construiu passagens marcantes por clubes como Barcelona, Milan, Paris Saint-Germain, Atlético-MG, Flamengo, Grêmio e Fluminense. Agora, mais de dez anos após sua última partida oficial, o brasileiro volta a atrair os holofotes do futebol mundial com uma inesperada e histórica retomada de carreira no cenário europeu.

Jornal da Cidade Online

 

Advogado pecuarista foi morto a tiros no Maranhão quando assistia o jogo do Brasil contra o Haiti

              O advogado e pecuarista Márcio Dominici Abreu Soares foi morto a tiros na noite desta sexta-feira (19), em uma conveniência no município de Santa Luzia do Paruá, a 370 km de São Luís (MA). A Polícia Civil investiga o caso. Segundo testemunhas, Márcio assistia à partida entre Brasil e Haiti, pela Copa do Mundo, quando foi surpreendido por homens armados e encapuzados que chegaram ao local em uma motocicleta e efetuaram diversos disparos.

             A vítima foi executada por vários tiros, não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local. Após o crime, os suspeitos fugiram e, até o momento, não foram localizados. A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) informou que acompanha as investigações sobre o caso e que após o crime, equipes da Polícia Militar realizam diligências e barreiras policiais na região para tentar localizar os autores. A SSP-MA afirmou ainda, que todas as medidas necessárias estão sendo adotadas para o esclarecimento do crime e que, para não comprometer as investigações, outras informações serão divulgadas no momento oportuno. Mas não está descartada a hipótese de crime de encomenda, uma vez que a vítima poderia estar sendo seguida, observando-se que os autores estavam encapuzados.

                Por meio de nota, o presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA), Kaio Saraiva, manifestou solidariedade aos familiares e amigos de Márcio Dominici. Na mensagem, afirmou que a advocacia maranhense não aceitará ataques nem impunidade. Também por meio de nota, a OAB nacional manifestou pesar pela morte do advogado e pediu Justiça para o caso.

Jornal da Cidade Online

 

Violência digital ainda ameaça participação feminina na política, diz especialista

Advogado eleitoralista alerta que a exclusão feminina da política não é uma pauta setorial, mas um problema democrático. O advogado eleitoralista e pesquisador do LabSul, Fábio Jeremias de Souza, afirmou ao Diário do Poder, que a disseminação de desinformação de gênero e o avanço dos ataques virtuais continuam sendo alguns dos principais obstáculos à participação das mulheres na política brasileira. O especialista vê no ambiente digital, um dos maiores desafios para a consolidação da representatividade feminina nos espaços de poder.

“O ambiente digital agravou esse quadro. A desinformação de gênero e o discurso de ódio passaram a operar como instrumentos de manipulação do debate eleitoral, ainda que haja moderação de conteúdo pelas plataformas e diversos movimentos organizados atuem no combate deste discurso”, afirma.

A discussão ganhou novo impulso após a publicação do Decreto Federal nº 12.976/2026, que estabelece diretrizes para a proteção de mulheres na internet e para o enfrentamento da violência de gênero no ambiente digital. A medida busca fortalecer mecanismos de proteção diante de uma realidade que, segundo especialistas, tem afastado mulheres da vida pública e dificultado sua permanência em cargos de representação.

Embora o Brasil tenha avançado na criação de instrumentos legais para combater esse tipo de violência, Fábio Jeremias avalia que a legislação, por si só, não é suficiente para transformar o cenário. Segundo ele, a Lei nº 14.192/2021, o Decreto nº 12.976/2026 e as Resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.732/2024 e nº 23.735/2024 representam marcos importantes para a proteção da participação política feminina, para o combate à violência digital e para o enfrentamento das fraudes à cota de gênero.

“Esses instrumentos, contudo, carecem do envolvimento de todos os atores do processo eleitoral para sair do papel. A experiência demonstra que a mera produção normativa não é suficiente para neutralizar práticas arraigadas, sobretudo quando elas se reorganizam com rapidez nesta era digital”, ressalta.

O especialista defende que o enfrentamento da violência política de gênero exige uma atuação coordenada entre partidos políticos, Justiça Eleitoral, plataformas digitais e sociedade civil. Para ele, as legendas precisam assumir responsabilidades mais efetivas na promoção e proteção das mulheres que ingressam na vida pública.

“Os partidos políticos precisam abandonar a omissão e assumir deveres concretos de prevenção, proteção e, sobretudo, garantir materialmente a participação das mulheres e a sua manutenção na estrutura do poder. A Justiça Eleitoral deve atuar com firmeza e interpretação compatível com a gravidade das novas formas de violência”, afirma.

Na avaliação de Fábio Jeremias, a exclusão feminina da política não afeta apenas as mulheres, mas compromete a própria qualidade da democracia brasileira.

“Enquanto a exclusão feminina da política continuar sendo tratada como efeito colateral tolerável, a democracia brasileira seguirá funcionando com déficit de representação e de legitimidade. Enfrentar a violência política de gênero não é proteger uma pauta setorial. É proteger a integridade democrática”, conclui.

Diário do Poder