‘Tinha aceitado que não ia sair viva’: Disse empregada grávida torturada pela patroa Carolina dos Anjos e um PM

A empregada doméstica Samara Regina Dutra, 19, grávida de 05 meses, diz ter sido torturada pela patroa após o desaparecimento de um anel. Afirmou ao Fantástico, da TV Globo, que a dona da casa, Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, sabia que ela estava grávida. Samara afirmou que aceitou a morte durante as agressões. “Antes de encontrar o anel, eu já tinha aceitado que eu não ia sair dali viva”, disse a jovem ao Fantástico. A vítima protegeu a barriga durante o espancamento para tentar salvar o bebê. “[Protegi] abraçando. Porque, como eu estava no chão, eu tinha medo de eles inventarem de me chutar”, explicou Samara, destacando que a patroa sabia da gravidez.

A doméstica relatou que o segundo suspeito, o PM Michael Bruno Lopes Santos, apontou uma arma e a agrediu. “Falava que, se o anel não aparecesse, eu ia levar um tiro. Ele pegou no meu cabelo, me derrubou no chão e me arrastou”, contou Samara. A violência continuou mesmo após o anel ser encontrado nas roupas sujas. “Ela pegou, colocou no dedo e, depois disso, ela me bateu”, disse a doméstica, expulsa da casa no Maranhão após quase uma hora de tortura. O bebê de Samara não sofreu danos físicos durante a sessão de tortura. Após realizar um exame de ultrassom, a jovem celebrou o estado de saúde da criança. “Estava tudo bem, graças a Deus”, comemorou.

Em outra entrevista, Samara disse que tem medo de sair de casa. Ao Domingo Espetacular, da TV Record, a empregada afirmou que o medo é “constante”. “Eu fico olhando para um lado, para o outro, para ver se não tem ninguém. O medo de estar alguém me vigiando, me seguindo. […] Nem mesmo dormir eu consigo mais”, contou. Isso não foi um capítulo virado ainda para mim. Vai ser virado mesmo quando a justiça realmente ser feita. O que eu quero é que ela pague por tudo, por tudo que ela fez […]. Eu vou continuar lembrando, eu vou continuar sentindo… espero que ela pague de verdade. Tanto ela quanto ele: Em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, ela rejeitou a imagem construída após o caso. “Eu sou a nova Suzane von Richthofen [na mídia], mas eu não sou. Eu não sou criminosa, eu não sou assassina e eu jamais seria”, declarou. Carolina também disse que está grávida de três meses e afirmou esperar que a Justiça “julgue da maneira certa”.

Ela admitiu que pode ter exagerado. Durante a entrevista, Carolina afirmou que “pode ter exagerado”, mas negou ter cometido os atos descritos pela vítima. “Eu não fiz o que estão dizendo que eu fiz”, declarou. Carolina negou as acusações de tortura e espancamento. “Absolutamente nada. Nada do que ela [Samara] falou é verdade”, afirmou a empresária ao comentar o relato da empregada. Ela disse que Samara “não foi espancada”, “não foi torturada” e “não foi ameaçada” dentro da casa. Ela alegou estar emocionalmente abalada pela gravidez. Carolina afirmou que está enfrentando “explosões” e “confusão mental” durante a gestação. Segundo ela, os episódios de alteração emocional também ocorreriam em discussões com o marido. Carolina tentou minimizar os áudios apresentados no caso e foi presa no Piauí. Nas gravações, ela aparece contando como planejou e executou a tortura da vítima. Ao Domingo Espetacular, Carolina afirmou que tudo não passava de “brincadeira”.

Mulher estava no Piauí porque foi levar o filho para ficar sob cuidados de pessoas de confiança, explicou advogada dela ao UOL. Parte inferior do formulárioPedido de prisão preventiva de Carolina foi feito pelo delegado Walter Wanderley. Ele foi aceito já na madrugada de quinta pelo Tribunal de Justiça do Maranhão. O segundo suspeito também já teve mandado de prisão emitido. O policial militar Michael Bruno Lopes Santos também responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar, segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido). A defesa do PM informou que ainda não teve acesso completo aos autos da investigação e aos elementos que motivaram a medida adotada. Segundo os advogados, Michael Bruno Lopes Santos nega qualquer agressão ou ato de violência. A defesa afirmou ainda que ele já prestou depoimento à Corregedoria da Polícia Militar do Maranhão. No entendimento da polícia, a mulher cometeu tentativa de homicídio qualificado — segundo a advogada, a empresária reconhece que cometeu “alguns excessos”. Na quarta-feira (6), a criminalista Nathaly Moraes afirmou que a suspeita não estava foragida e que ambos se colocaram à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Já na quinta-feira, a advogada afirmou que a mulher “não tem interesse em se omitir” da Justiça.

Relembre o caso

Carolina é suspeita de espancar uma trabalhadora doméstica de 19 anos dentro da própria casa. Segundo o boletim de ocorrência, ela desconfiou que a mulher roubou um anel e chamou um amigo armado para ameaçar a vítima. O caso aconteceu em 17 de abril em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís. Vítima e testemunha foram ouvidas, informou a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão em nota enviada ao UOL ontem. Após o crime, Carolina enviou áudios contando como planejou e executou a tortura da vítima. A veracidade do áudio foi confirmada à TV Difusora pelo delegado Walter Wanderley, que disse que usou algumas das falas da suspeita como motivação para o pedido de prisão preventiva. Ela [a vítima] disse que foi chamada pela patroa para limpar a cozinha porque a patroa ia receber uma visita. A visita foi um conhecido com um revólver em punho, que deu uma coronhada nela: Walter Wanderley, delegado responsável pelo caso, à TV Record. Exame de corpo de delito da vítima confirmou a agressão, segundo a polícia. A vítima disse que acertou um serviço na casa da suspeita por um mês, para fazer o enxoval do bebê.

Fonte: UOL

 

Associação de Jornalistas publica Nota de Desagravo contra ABI

A AJOIA Brasil divulgou neste domingo (10) uma nota de desagravo em reação a posicionamentos da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), criticando duramente setores da chamada “grande imprensa” e acusando veículos tradicionais de atuarem como agentes políticos no país. No texto, a entidade afirma que parte da mídia brasileira teria abandonado o compromisso com a imparcialidade jornalística para defender interesses ideológicos e institucionais, especialmente após os atos de 8 de janeiro e os debates em torno da chamada Lei da Dosimetria.

NOTA DE DESAGRAVO DA AJOIA BRASIL CONTRA ATO DA ABI 

A Imprensa militante que enterrou a democracia é a sócia ostensiva do autoritarismo no Brasil. A chamada “imprensa tradicional” vive hoje uma das maiores crises morais e de credibilidade de sua história, e isso não aconteceu por acidente. O descrédito crescente da população não é fruto de “ataques bolsonaristas”, como gostam de repetir em coro os seus porta-vozes, mas consequência direta de anos de manipulação narrativa, militância ideológica e submissão política e institucional disfarçadas de jornalismo. Boa parte das redações dos grandes veículos brasileiros deixou de exercer a função de informar para assumir o papel de braço político da esquerda. Não se trata mais de viés eventual ou preferência editorial: trata-se de ativismo organizado, travestido de compromisso democrático. Durante os últimos anos, especialmente após os eventos de 8 de janeiro, o país assistiu a um espetáculo vergonhoso de desumanização promovido por setores da mídia. 

Senhoras idosas, trabalhadores, religiosos e cidadãos comuns foram transformados em “terroristas” de ocasião para justificar prisões arbitrárias, excessos judiciais e penas absolutamente desproporcionais, superiores às aplicadas a criminosos violentos, homicidas e corruptos declarados. E o mais grave: tudo aquilo que estas pessoas denunciaram a respeito da Suprema Corte vem à tona com o recente escândalo envolvendo instituição financeira

E onde estava a autoproclamada defensora da democracia? Aplaudindo!

Os mesmos veículos que deveriam questionar abusos de poder preferiram funcionar como departamentos de propaganda institucional, legitimando arbitrariedades em nome de uma suposta “defesa democrática” ao arrepio da ordem constitucional. Agora, diante da possibilidade de redução de penas por meio da chamada Lei da Dosimetria, medida que sequer corrige as injustiças cometidas, a militância de redação volta à cena para tentar impedir sua aplicação aos condenados. Inaceitável! A atuação da Associação Brasileira de Imprensa – ABI nesse processo escancara aquilo que muitos brasileiros já perceberam há tempos: parte significativa da imprensa abandonou qualquer compromisso com equilíbrio, pluralidade ou honestidade intelectual. A essência do jornalismo, informar e opinar, foi mandada às favas com uma defesa intransigente dos abusos cometidos. Tornaram-se agentes políticos, empenhados em sustentar uma narrativa única, perseguir adversários ideológicos e blindar determinados grupos de poder.  

É impossível ignorar também o papel central de grandes conglomerados de mídia nesse cenário de deterioração institucional. Nos últimos anos produziram o ambiente político e psicológico necessário para a reabilitação de Lula da Silva, sua volta ao poder e a consolidação de um modelo de censura seletiva contra setores conservadores da sociedade, tudo embalado cinicamente sob o slogan de “proteção da democracia”.

Mas há algo profundamente perverso em chamar de democracia um sistema em que o divergente ê censurado, perseguido e intimidado com processos que lhes privam e suprimem liberdades fundamentais. Não há democracia quando jornalistas se comportam como militantes partidários e redações funcionam como trincheiras ideológicas de grupos políticos e institucionais. A destruição institucional do Brasil possui muitos responsáveis, mas poucos tiveram participação tão decisiva quanto a elite midiática brasileira. A história haverá de ser implacável com os que chutaram a ética jornalística e tornaram-se correias de transmissão dos mandatários do país. 

A “grande mídia” normalizou abusos, ridicularizou vozes dissidentes, manipulou narrativas e ajudou a dividir o país entre “cidadãos aceitáveis” e “inimigos da democracia” – a deles. O Brasil só começará a reconstruir sua vida pública e institucional quando a máscara da “grande imprensa” cair, e quando seus setores mais militantes forem finalmente expostos e moralmente confrontados pela sociedade civil organizada. 

AJOIA Brasil – Associação Brasileira de Jornalistas Independentes e Afiliados.

Belo Horizonte, 10 de maio de 2026. 

 

Submeter gestante a trabalho em pé gera rescisão indireta e indenização

A submissão de trabalhadora gestante a labor extenuante, em pé, sem assentos para descanso, configura falta grave patronal. A conduta ofende a legislação e autoriza a rescisão indireta do contrato, além de gerar o dever de indenizar por danos morais. Com base neste entendimento, a 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região manteve a sentença que reconheceu a rescisão indireta e condenou uma empresa de interiores automotivos a pagar R$ 15 mil em danos morais a uma ex-empregada grávida.

A trabalhadora é uma costureira que foi contratada em agosto de 2023. Durante a gestação, a mulher trabalhava em pé, uma vez que a empregadora deixava apenas uma cadeira por área para que vários empregados revezassem. Diante da ausência de ergonomia, a trabalhadora ajuizou uma ação na Justiça pedindo a ruptura do contrato por culpa da empresa, além do repasse de verbas rescisórias e a devolução de quantias descontadas indevidamente do seu salário. Em primeira instância, o juízo julgou os pedidos parcialmente procedentes. Inconformada com a condenação, a empresa recorreu ao TRT-3 para afastar a rescisão indireta.

A companhia argumentou que não cometeu falta grave e que a autora apenas não tinha a intenção de continuar no emprego. A empregadora também pediu a redução ou a exclusão dos danos morais, além de sustentar a legalidade de cobranças feitas no contracheque. Ao analisar os autos, o relator, desembargador Delane Marcolino Ferreira, rejeitou os argumentos da requerida sobre o mérito trabalhista. O magistrado destacou que é dever da empresa garantir um meio ambiente de trabalho saudável, cumprindo as normas de segurança e medicina.

“A ré não cumpriu com a obrigação prevista no art. 389, II da CLT, de dispor de cadeiras ou bancos, em número suficiente, que permitam às mulheres trabalhar sem grande esgotamento físico”, ressaltou o desembargador. O relator indicou que a culpabilidade da companhia foi agravada por ter ciência da condição da trabalhadora, o que exigia cuidados especiais.

“A submissão da trabalhadora gestante a labor extenuante, em pé, sem assentos suficientes, configura falta grave patronal, enquadrando-se na alínea ‘d’ do art. 483 da CLT, autorizando a rescisão indireta”, explicou. Em relação aos abalos psicológicos, o julgador explicou que a situação vivenciada no ambiente profissional ultrapassa o mero dissabor e atinge a dignidade da trabalhadora, justificando a reparação financeira de R$ 15 mil. A turma regional deu parcial provimento ao recurso da empresa apenas para afastar a devolução de um desconto referente ao seguro de vida, pois o item tinha autorização expressa no contrato de trabalho. A decisão foi unânime. 

Com informações da assessoria de imprensa do TRT-3.

 

Os avessos das atitudes: Ypê propaganda dos seus produtos feita pelo governo

Sem apresentar provas consistentes ou elementos comprobatórios robustos de suas acusações, a ANVISA agiu contra os produtos da YPÊ. Em situação reversa, a indústria apresentou laudos e análises técnicas que sustentariam a regularidade sanitária de seus produtos — elementos essenciais que, segundo a empresa, não foram devidamente considerados pela agência governamental.

O que se observou, diante da enorme repercussão das medidas fiscalizatórias, foi um efeito contrário ao esperado: uma verdadeira propaganda nacional gratuita dos produtos alvo da operação. Pelas atitudes da agência, o enfoque político passou a ser inevitavelmente debatido, sobretudo diante do histórico de posicionamentos e relações institucionais envolvendo setores do atual governo e estruturas regulatórias federais.

 FISCALIZAÇÃO OU ESPETÁCULO?

O ponto central da discussão não é a existência da fiscalização. Ela é necessária. Ela é legítima. Ela deve existir. O problema começa quando ações regulatórias passam a carregar sinais de seletividade, excesso de exposição midiática ou ausência de proporcionalidade técnica claramente demonstrada à sociedade. Quando uma agência de Estado age sem transparência absoluta sobre os fundamentos técnicos de suas decisões, abre-se espaço para questionamentos inevitáveis. E no Brasil atual, onde praticamente tudo se tornou disputa ideológica, qualquer medida estatal passa imediatamente a ser analisada também sob o prisma político.

LAUDOS IGNORADOS E DÚVIDAS AMPLIADAS

A empresa sustenta possuir documentação técnica, análises laboratoriais e elementos sanitários capazes de demonstrar a segurança dos produtos. Se isso é verdade — e cabe às autoridades esclarecer com absoluta transparência — surge uma pergunta inevitável:

POR QUE ESSES ELEMENTOS NÃO FORAM DEBATIDOS PUBLICAMENTE COM A MESMA INTENSIDADE DAS ACUSAÇÕES?

A sociedade tem o direito de compreender: – quais as irregularidades foram efetivamente encontradas, – qual o risco concreto apresentado – quais provas sustentam medidas tão severas. Sem isso, cria-se um ambiente perigoso: o da condenação pública antes da comprovação definitiva.

O EFEITO REVERSO: MARKETING INVOLUNTÁRIO

Há ainda um aspecto curioso e até irônico em toda a operação. Ao transformar os produtos da YPÊ em pauta nacional, o próprio aparato estatal acabou promovendo aquilo que pretendia atingir. Milhões de brasileiros que sequer conheciam a marca passaram: a pesquisar, comentar, compartilhar e consumir conteúdos sobre os produtos. Em comunicação, existe uma regra conhecida: “não existe publicidade mais poderosa do que a polêmica”. E foi exatamente isso que aconteceu.

O RISCO DA POLITIZAÇÃO DAS AGÊNCIAS

Agências reguladoras existem para proteger a sociedade — não para alimentar disputas políticas ou ideológicas. Quando decisões técnicas passam a ser percebidas como instrumentos de narrativa governamental, perde-se algo fundamental: a confiança institucional. O Brasil vive um momento delicado, em que parte da população já não consegue separar: Fiscalização legítima – perseguição política, ativismo estatal, e uso estratégico das estruturas públicas. Esse desgaste é perigoso para a própria democracia.

O QUE A SOCIEDADE ESPERA

A população não espera espetáculo. Espera: transparência, critérios claros, imparcialidade e segurança técnica real. Se houve irregularidades, que elas sejam provadas de forma objetiva. Se não houve, que os excessos sejam igualmente expostos, além da responsabilização por eventuais prejuízos. O que não pode existir é um modelo onde a reputação de empresas, profissionais e marcas seja destruída primeiro — para só depois se discutir provas concretas. No fim, o caso IPÊ escancara um problema maior: o crescente desgaste da confiança entre sociedade e instituições regulatórias. Quando decisões técnicas deixam dúvidas políticas no ar, o efeito colateral é inevitável: Cresce a desconfiança, cresce a polarização e cresce a sensação de que estruturas públicas podem estar sendo usadas além de suas funções naturais. E talvez o mais simbólico de tudo seja justamente isso:

Na tentativa de atingir os produtos da IPÊ, o governo pode ter acabado realizando a maior campanha de divulgação que a marca já recebeu em toda a sua história.

Jayme RizolliJornalista.

 

Cartões de Vorcaro usados por ‘parceiros’ corruptos chega a R$104 milhões

A investigação do Banco Master terá o desafio de identificar parceiros ou “amigos de vida” que usavam cartões de crédito ilimitados em nome de Daniel Vorcaro e expedidos pelo seu próprio banco. A suspeita é que entre 2019 e 2025 foram “distribuídos” mais de R$104 milhões a agentes públicos por meio de 80 a 90 cartões de crédito de Vorcaro que recebiam para gastar à vontade. Rastrear compras de investigados, como carrões. pode ser um começo, observa o deputado Evair de Melo (PP-ES).

Cartões ‘na faixa’

Eles usavam cartões e senhas do banqueiro e podiam gastar como quisessem, como no aluguel de jatinhos, jantares e viagens de luxo.

CPMI quis investigar

Os gastos de Vorcaro em cartões chamaram a atenção da CPMI do INSS, lembra Evair, mas a maioria governista barrou a investigação.

Mensagens trocadas

Suspeitos negam que Vorcaro tenha pagado seus cartões. Verdade: ele pagou boletos em seu nome, mas os gastos foram feitos pelos “amigos”.

Vazou, entregou

Conversa vazada de Vorcaro com Léo Serrano, seu operador financeiro, trata do pagamento de cartões com Ciro Nogueira (PP-PI), por exemplo.

Coluna do Claudio Humberto

 

 

Ataque de “fúria” de Lula derruba jornalista da Globo por expressar a verdade sobre Vorcaro

A Globo confirmou nesta sexta-feira (8) a saída do jornalista Carlos Jardim do comando da Redação da Globo News, cargo que ocupava havia 13 anos. A informação foi repassada internamente aos colaboradores da empresa por Ricardo Villela, diretor-geral de Jornalismo da emissora, segundo revelou o site TV Pop. De acordo com o comunicado enviado aos profissionais do grupo, Jardim já havia informado à direção, ainda em março, sua intenção de deixar a emissora. A mudança ocorre em meio à repercussão provocada por um episódio envolvendo o programa Estúdio i, que acabou gerando forte desgaste interno na Globo News.

O caso ocorreu após a exibição de um gráfico em formato semelhante a uma apresentação de PowerPoint, utilizado para ilustrar conexões do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O material mostrava ligações entre Vorcaro e diversas figuras políticas e institucionais, incluindo o petista Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal – fator que gerou um ataque de fúria em Lula.

O PT também aparecia citado na representação gráfica. A repercussão do episódio foi intensa nos bastidores da emissora e, segundo relatos divulgados pela imprensa, levou o próprio Lula a solicitar esclarecimentos à cúpula da Globo sobre o conteúdo exibido no canal de notícias.

Carlos Jardim construiu uma longa trajetória dentro do Grupo Globo. Ele ingressou na empresa em 1997 e passou por diferentes funções ao longo dos anos até alcançar um dos cargos mais relevantes da estrutura da GloboNews. Na hierarquia da emissora, ocupava a posição imediatamente abaixo de Miguel Athayde, diretor-geral do canal. A partir de junho, a função será assumida pela jornalista Denise Lacerda, atual coordenadora da Globo News em Brasília. A mudança faz parte da reorganização interna promovida pela empresa após a saída de Jardim.

Jornal da Cidade Online

 

STF com Alexandre de Moraes desafia o Congresso e suspende Lei da Dosimetria

Ministro afirma que a análise de benefícios previstos na nova legislação deve aguardar o julgamento das ações.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou neste sábado a suspensão da aplicação da chamada Lei da Dosimetria, aprovada pelo Congresso e promulgada na sexta-feira pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A medida foi tomada após um pedido de revisão de pena apresentado por uma condenada pelos atos de 8 de janeiro.

Na decisão, Moraes afirmou que a análise de benefícios previstos na nova legislação deve aguardar o julgamento das ações que questionam a constitucionalidade da norma no STF. Segundo o ministro, a existência dessas ações cria um “fato processual novo” e recomenda a suspensão da aplicação da lei até que a Corte decida sobre o tema.

A Lei da Dosimetria entrou em vigor após o Congresso derrubar o veto integral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O texto reduz penas e flexibiliza regras para condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, podendo beneficiar investigados e condenados ligados à tentativa de golpe, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Diário do Poder

 

Gestão de Jorge Bessias na AGU abriu mão de R$ 80 bilhões em litígios com R$ 50 bilhões a OI

Uma matéria bombástica foi publicada no domingo pelo jornalista Cláudio Dantas, onde ele denuncia que Jorge Messias, em sua gestão à frente da Advocacia-Geral da União teria aberto mão da bagatela de R$ 80 bilhões em litígios. Transcrevemos o texto:

O Senado rejeitou Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal, mas a sabatina do chefe da Advocacia Geral da União passou longe de investigar sua gestão. Ainda há tempo de fazê-lo, especialmente quando seu nome começa a ser cogitado para o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, onde terá ascendência sobre a Polícia Federal.

Na AGU, Messias protagonizou uma série de acordos que podem ter resultado numa renúncia de até R$ 80 bilhões em multas, indenizações e bens estratégicos para a União, segundo cálculos bastante conservadores.

Após o cruzamento de despachos da Secex Consenso (a secretaria de acordos do TCU), de auditorias de órgãos de controle e relatórios de mercado, este site descobriu o que pode se configurar, em tese, a maior transferência de patrimônio público e de renúncia de receita da história recente do país.

Sob o pretexto virtuoso de “destravar a infraestrutura” e “pacificar litígios”, a AGU vem atuando não como o escudo do Estado, mas como a fiadora jurídica de uma série de manobras de engenharia financeira e legal coordenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), desde a gestão do impoluto Bruno Dantas.

O resultado real é um balcão de negócios (ou seria negociatas?) onde o risco é integralmente socializado, as punições são anuladas e o verdadeiro tesouro nacional é repassado à iniciativa privada, sem concorrência e a preço de banana. Tudo isso feito com aval de um governo de esquerda que, publicamente, critica banqueiros e privatizações.

O TRUQUE DA “SUCATA” E A JOIA DA COROA DAS TELECOMUNICAÇÕES

De toda a fatura do “consenso”, o caso da operadora Oi é o mais emblemático e oneroso (um rombo de até R$ 50 bilhões — há quem estime em R$ 100 bi). O Estado brasileiro e o TCU, com o indispensável parecer favorável da AGU, aceitaram o argumento de que estavam apenas resolvendo o passivo de uma empresa falida e evitando um apagão nos telefones fixos do país.

Venderam para a opinião pública a ideia de que a infraestrutura da Oi era um estorvo feito de cabos de cobre enferrujados e orelhões abandonados. A realidade, escondida nas entrelinhas da repactuação, é que junto com a sucata, o governo abriu mão da infraestrutura mais estratégica do século XXI.

Pela Lei Geral de Telecomunicações, em 2025, todos os “bens reversíveis” da concessão deveriam voltar para o controle do Estado. Para evitar isso, a AGU chancelou um “encontro de contas” baseado na lei de 2019, permitindo que a Oi migrasse para o regime de autorização, onde não há devolução de bens.

Dessa maneira, o governo abriu mão de cobrar quase R$ 6 bilhões em multas em dinheiro vivo e trocou a posse da infraestrutura por promessas de “novos investimentos” em escolas e cabos submarinos.

O espólio definitivo — que já havia sido repassado da Oi para a V.tal, empresa controlada por fundos de investimento geridos pelo banco BTG Pactual — não tem nada de obsoleto. O que TCU e AGU entregaram em definitivo foi:

– A Maior Rede de Fibra do País: Cerca de 400 mil quilômetros de fibra óptica que cortam o Brasil de ponta a ponta. Um ativo que custaria dezenas de bilhões para ser replicado do zero.

– O Monopólio do Subterrâneo: A V.tal herdou a posse histórica dos dutos subterrâneos e o “direito de passagem” nas grandes metrópoles, construídos desde a época da estatal Telebrás. Não há mais espaço físico sob o asfalto das grandes cidades; quem controla o duto, dita as regras do mercado.

– O Pedágio da Internet e o Sangue do 5G: A V.tal consolidou-se como a maior “Rede Neutra” do país. Operadoras gigantes e pequenos provedores não cavam mais buracos; eles pagam um “pedágio” para usar a rede da V.tal. Mais do que isso: o 5G exige uma quantidade brutal de antenas, e a única infraestrutura capilarizada o suficiente para conectar essas antenas (o backhaul) é a malha que era pública e agora é definitivamente privada.

Em julho de 2024, quando o martelo do TCU bateu, Lula trocou o controle da espinha dorsal do 5G nacional por um perdão de dívidas, garantindo ao BTG, de André Esteves, a liderança inquestionável no mercado de infraestrutura de dados para as próximas décadas.

A SOCIALIZAÇÃO DO RISCO NA INFRAESTRUTURA

A generosidade avalizada por Jorge Messias na AGU e por Jorge Oliveira no TCU — com apoio das agências e ministérios setoriais — não parou nos cabos de fibra óptica. O modelo de consenso, lançado na Presidência de Bruno Dantas no Tribunal de Contas, estendeu-se para a infraestrutura física de transportes, criando passivos ocultos de R$ 10 bilhões a R$ 15 bilhões. No capitalismo real, se uma empresa vence leilão em rodovia ou aeroporto, a demanda frustra as expectativas, o prejuízo é do investidor. No capitalismo de laços de Brasília, o prejuízo é do contribuinte.

Concessionárias como a MSVia (BR-163/MS) e a Eco101 (BR-101/ES-BA), que descumpriram obrigações e deveriam sofrer relicitação, foram salvas por acordos que estenderam seus prazos e criaram a “banda de risco de demanda”. Se passar menos caminhão do que o projetado, o Tesouro compensa a empresa.

No Galeão, a Changi não conseguia pagar a pesada outorga fixa do leilão. A AGU validou a troca por uma outorga variável atrelada ao fluxo de passageiros.

Na prática, a União perde a arrecadação garantida, altera a regra do jogo depois do apito final e consagra o risco moral (moral hazard): o mercado entende que dar lances irreais em licitações públicas no Brasil é um excelente negócio, pois agências reguladoras como a ANTT e a Anatel serão sempre atropeladas por um acordo amigável.

O DESMANCHE DA LAVA JATO E OS PRIVILÉGIOS CORPORATIVOS

O pacote do consenso institucional inclui, ainda, a revisão das punições por corrupção. Com o aval da Suprema Corte e a proatividade da AGU, abriu-se o caminho para renegociar os acordos de leniência das empreiteiras da Lava Jato.

O calote já é precificado pelo mercado: empresas que confessaram desvios e deveriam devolver mais de R$ 10 bilhões (em valores corrigidos) agora alegam “coação”. Espera-se um corte de até 50% na dívida e um alongamento de prazos que fará a inflação corroer o restante, configurando uma perda líquida de R$ 4 bilhões a R$ 6 bilhões, segundo especialistas.

Pelo visto, bastaram uma mesa de negociação fechada no TCU e um parecer robusto da AGU de Messias para transformar obrigações em promessas, multas em perdão e patrimônio público em lucro privado. A conta de ao menos R$ 80 bilhões já foi emitida, e, como de costume, não será paga por quem assinou os acordos.

Jornal da Cidade Online

 

Impostômetro: R$1,4 trilhão tomados dos brasileiros

A partir desta segunda-feira (4), os pagadores de impostos brasileiros já amargam mais de R$ 1,45 trilhão, pagos em impostos, em 2026. A conta é da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), através da ferramenta “Impostômetro”. Só no mês de abril, foram tomados da população cerca de R$360 bilhões, aumento de 13% em relação a março, que já foi considerado recorde histórico no volume de taxas cobradas para o mês.

Nunca antes

Em média, o pagador de impostos bancou R$12 bilhões por dia, durante o mês de abril. É o maior nível da História.

Só paulistas

Apenas o estado de São Paulo respondeu por R$504 bilhões pagos em impostos, entre 1º de janeiro e 1º de maio, este ano.

Só aumenta

A arrecadação dos governos municipais, estaduais e federal cresceu 2,9% em 2026 em comparação com o ano passado, aponta a ACSP.

Diário do Poder

 

Implantes dentários: Entre a promessa de perfeição e a responsabilidade clínica

A implantodontia moderna representa um dos maiores avanços da odontologia contemporânea. O que antes era tratado com próteses removíveis, muitas vezes desconfortáveis e estigmatizantes, hoje pode ser resolvido com soluções fixas, estéticas e altamente funcionais. No entanto, por trás dessa evolução tecnológica, existe uma discussão que precisa ganhar mais espaço: até que ponto estamos priorizando a excelência clínica — e não apenas o apelo comercial? Nos últimos anos, a popularização dos implantes dentários trouxe consigo um fenômeno preocupante: a banalização do procedimento. Clínicas anunciam “dentes fixos em um dia” como se fosse um produto de prateleira, ignorando variáveis fundamentais como qualidade óssea, condições sistêmicas do paciente e planejamento individualizado.

A implantodontia não é — e nunca será — um procedimento padronizado. Cada caso exige diagnóstico preciso, muitas vezes com exames de imagem avançados, como tomografia computadorizada, além de avaliação criteriosa de fatores como oclusão, hábitos para-funcionais e saúde periodontal. Reduzir esse processo a uma simples instalação mecânica de parafusos é comprometer o resultado — e, pior, a segurança do paciente. Outro ponto crítico está na formação profissional. Embora o acesso à especialização tenha se ampliado, a experiência clínica continua sendo um diferencial decisivo. Implantes não são apenas sobre técnica cirúrgica; envolvem biologia, estética, função e, sobretudo, tomada de decisão.

Falhas em implantodontia não são raras — mas muitas são evitáveis. Perda óssea, o perimplantite e insucesso protético frequentemente estão ligados a planejamento inadequado ou execução apressada. Em um cenário onde o marketing muitas vezes fala mais alto que a ciência, o paciente acaba sendo exposto a riscos desnecessários. Por outro lado, quando bem indicada e executada, a reabilitação com implantes é transformadora. Não se trata apenas de devolver dentes, mas de restaurar autoestima, função mastigatória e qualidade de vida. É uma intervenção que impacta diretamente na saúde sistêmica e no bem-estar psicológico. É exatamente por isso que a implantodontia exige responsabilidade.

O futuro da área aponta para tecnologias ainda mais avançadas — cirurgia guiada, biomateriais de última geração e integração com inteligência digital. No entanto, nenhuma inovação substitui o julgamento clínico e a ética profissional. Mais do que dominar técnicas, o verdadeiro especialista em implantodontia precisa saber quando indicar, quando adiar — e, em alguns casos, quando não fazer. Em um mercado cada vez mais competitivo, a diferença entre excelência e oportunismo está na conduta. E é essa escolha que define não apenas o sucesso de um implante, mas a credibilidade de toda uma profissão.

Vanessa Portocarrero é Mestre e Especialista em Implantodontia – Diário do Poder