PF deflagra operação contra banco ligado a Edir Macedo e bloqueia R$ 670 bilhões

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) uma operação para apurar suspeitas de fraudes contra o Sistema Financeiro Nacional envolvendo pessoas e empresas ligadas ao Banco Digimais, instituição controlada pelo empresário e líder religioso Edir Macedo. Por determinação da Justiça Federal, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e autorizado o bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados. As medidas têm como objetivo preservar recursos para eventual ressarcimento de prejuízos e impedir a ocultação de patrimônio durante o andamento das investigações.

Segundo a apuração, os investigadores analisam operações financeiras que teriam sido utilizadas para mascarar a real situação patrimonial da instituição. O banco já vinha sendo alvo de questionamentos após revelações sobre supostas manobras envolvendo fundos de investimento e carteiras de crédito com elevada inadimplência.

A Polícia Federal busca esclarecer a participação dos investigados nas operações e apurar a eventual prática de crimes contra o sistema financeiro. O material apreendido será analisado para aprofundar as investigações e identificar possíveis novos envolvidos. O Banco Digimais já havia sido citado em reportagens que apontaram suspeitas de ocultação de ao menos R$ 480 milhões em créditos vencidos por meio de operações com fundos dos quais a própria instituição era cotista, prática que é alvo de investigação das autoridades.

Diário do Poder

Lula admite a jovens: “O político honesto que vocês procuram não está dentro de mim”

Ele fez a afirmação, curiosamente, para estimular os jovens a fazer política, tornando público que não detém o valor da honestidade. Em evento para jovens nesta segunda-feira (22), realizado no Rio de Janeiro, Lula (PT) fez uma confissão rara: “O político honesto que vocês procuram não está dentro de mim”, disse ele durante a Premiação da 20ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP). Ele afirmou que estudantes não devem desistir da política mesmo diante da percepção de que há corrupção na atividade pública. A cerimônia foi realizada no Rio de Janeiro e reuniu os 684 medalhistas de ouro da edição de 2025 da olimpíada.

O presidente da República foi mais além: “Quando vocês virem na televisão e vocês chegarem à conclusão que todo político é ladrão, ainda assim, não desanime”, disse. Lula, ainda estimulou os jovens a renovar a política. “Entrem na política, porque o político honesto que vocês querem está dentro de vocês, não está dentro de mim, não está dentro dele”, declarou, referindo-se a um dos fotógrafos presentes no evento.

Diário do Poder

Cubanos sufocados pela fome, miséria e ditadura fogem em massa para o Brasil

Sufocados pela fome, miséria e pela ditadura perversa na ilha, milhares de cidadãos desafiam fronteiras e inflam demanda por asilo em território brasileiro. O Brasil registrou um aumento expressivo no número de cidadãos cubanos que buscam refúgio no país, consolidando a ilha liderada pelo regime comunista como a principal emissora de novos solicitantes de asilo. Os dados oficiais apontam para uma fuga em massa decorrente da deterioração absoluta das condições de vida em Cuba, marcada por escassez severa de alimentos, apagões diários e ausência de liberdades individuais básicas. Diferente de fluxos migratórios anteriores, que eram compostos majoritariamente por profissionais do programa “Mais Médicos” ou acordos bilaterais, a atual onda migratória é caracterizada por cidadãos comuns que utilizam rotas terrestres complexas e clandestinas pela América Latina para cruzar as fronteiras brasileiras, especialmente pela Região Norte.

O perfil dos solicitantes reflete o desespero de uma população que tenta escapar do sufocamento econômico imposto pelo modelo estatal centralizado de Havana. O fluxo contínuo satura os postos de atendimento da Polícia Federal e os sistemas de assistência social das cidades fronteiriças. O crescimento das demandas de refúgio por parte de cubanos coloca em evidência o impacto direto da crise interna de uma ditadura aliada histórica de partidos de esquerda brasileiros sobre a infraestrutura de segurança e acolhimento do Brasil.

Enquanto o regime de Cuba endurece o controle interno, o território brasileiro absorve o custo social e econômico dessa debandada populacional. Estatísticas do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) detalham que os cubanos agora superam nacionalidades que historicamente lideravam esses índices, como venezuelanos e haitianos, no volume de novas petições. A permanência dessas pessoas no Brasil ocorre sob o amparo de protocolos temporários de refúgio, que garantem documentação de trabalho enquanto os processos tramitam nos órgãos federais, gerando novos desafios para o mercado de trabalho e para a gestão de fronteiras no país.

Diário do Poder

 

Ministro André Mendonça não caiu na “armadilha” de Gilmar Mendes em favor dos Vorcaros

O embate entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça teria sido devidamente calculado pelo decano, que de surpresa pautou a votação da questão envolvendo as prisões do pai e do primo do banqueiro Daniel Vorcaro.  O jornalista Augusto Nunes, em artigo publicado na Revista Oeste, explicitou quais eram as intenções de Gilmar:

“Gilmar Mendes imaginou que também André Mendonça cairia na armadilha utilizada com sucesso nos embates com Joaquim Barbosa e Luís Roberto Barroso: provocar o oponente com apartes irritantes até que seja rebaixado a bate-boca o que deveria ser um confronto de ideias ou opiniões. Joaquim lembrou aos berros que Gilmar não estava falando com capangas a serviço do latifundiário mato-grossense.  Barroso buscou socorro na baixaria erudita: ‘Você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia’, disse ao inimigo que depois virou amigo de infância. Com Mendonça o truque não funcionou.

O que houve na sessão que manteve na cadeia o pai e um primo de Daniel Vorcaro foi o duelo entre um jovem homem da lei e um especialista em soltura de culpados. Se pudesse, Gilmar já teria devolvido o direito de ir e vir aos poucos prisioneiros engaiolados por patifarias vinculadas ao falecido Banco Master. Como até chicana tem limite, o decano resolveu convencer companheiros de turma de que os acusados mereciam a prisão domiciliar. Derrotado por 3 votos a 1 (o dele), já começou a coleta de vícios imaginários que lhe permitirão propor a anulação do processo. A malandragem deu certo com o fim da Operação Lava Jato, assassinada por excesso de êxitos. Deu certo com Lula, transferido da merecidíssima gaiola para a Presidência da República. Por que não recorrer aos mesmos truques para reprisar o triunfo da bandidagem envolvida no escândalo do Banco Master?”  

Jornal da Cidade Online

Veja Portaria do GSI de Lula: Nomeia “Fulano de tal” e “Cicrano de tal” para Segurança Presidencial

Portaria publicada no Diário Oficial da União designa militares para funções ligadas à proteção da Presidência e prevê gratificação adicional. Uma portaria publicada pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República no Diário Oficial da União desta segunda-feira (22) chamou atenção ao designar como assistentes de Segurança Presidencial um major do Exército identificado como “Fulano de tal” e um tenente da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) identificado como “Cicrano de tal”. O ato foi assinado pelo diretor do Departamento de Gestão do GSI, Vinícius Damasceno.

Além dos dois militares, também foi nomeado para cargo. o sargento da Marinha Márcio Adriano Leite. Com a publicação, os três passam a ocupar o cargo de assistente de Segurança Presidencial e recebem a Gratificação de Representação correspondente ao Nível IV. De acordo com a legislação que regulamenta a remuneração de cargos da administração pública federal, a gratificação tem valor de R$ 808,61 mensais e é destinada a servidores que atuam em órgãos estratégicos diretamente vinculados à Presidência da República.

Até o momento, não houve esclarecimento oficial sobre a utilização das expressões “Fulano de tal” e “Cicrano de tal” no documento publicado pelo governo federal.

Confira:

Diário do Poder

Lula em defesa de Alexandre de Moraes vai ao enfrentamento nos EUA com pressão do STF

Informações dão conta de que a intromissão da Advocacia-Geral da União (AGU) no processo movido contra Alexandre de Moraes nos Estados Unidos pode se voltar contra o próprio ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e até contra o Estado brasileiro.

Segundo a Gazeta do Povo, acusado por Rumble e Trump Media de censura ilegal e de tentar impor ordens judiciais brasileiras dentro dos EUA, Moraes não apresentou defesa própria no prazo dado pela Justiça Federal da Flórida. As empresas afirmam que o ministro foi citado por e-mail, teve 21 dias para responder e não pediu mais prazo. Agora, já pediram que ele seja julgado à revelia.

Se essa tese for rejeitada, Moraes pode continuar exposto à revelia. Por outro lado, se a tese for aceita, o Brasil terá assumido perante uma corte americana que as decisões de censura não foram um abuso isolado de um juiz, mas atos do próprio Estado brasileiro.

Jornal da Cidade Online

Toma lá, dá cá: Lula já atraiu o congresso com R$18,4 bilhões em emendas parlamentares

O governo Lula (PT) abriu a carteira para bancar emendas de deputados e senadores nas últimas semanas. No total, já foram pagos R$18,4 bilhões em emendas parlamentares, este ano. O dado que mais impressiona é o total distribuído apenas no mês de maio: R$14,1 bilhões, quase 77% de tudo que o governo petista pagou em 2026. Em junho, já são R$605 milhões liberados pelo governo aos parlamentares.

Comparação

Em maio do ano passado, por exemplo, o governo Lula distribuiu pouco mais de R$188 milhões para pagar emendas parlamentares.

Coincidência?

Às vésperas da sabatina de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) o governo reservou R$12 bilhões para as emendas.

Individuais

A maior parte das emendas pagas pelo governo Lula este ano são individuais, que custaram mais de R$13 bilhões até o momento.

Bancada

Outros R$4,5 bilhões dos pagadores de impostos custearam as emendas de bancada do Congresso Nacional, este ano.

Coluna do Claudio Humberto

Pressão de Lula e do PT sobre Jaques Wagner cresce: É ele o “laranja” da vez…

O objetivo do PT é livrar a cara de Lula, exatamente como aconteceu há 22 anos, quando José Dirceu assumiu a ‘bronca’ do mensalão. Desta feita, o ‘laranja’ da vez terá que ser Jaques Wagner. Essa é a pressão.

Nesse sentido, Igor Gadelha disse o seguinte no site Metrópoles:

“Dias após ser alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) no âmbito do caso Master, Jaques Wagner (PT-BA) tenta ajustar a narrativa para decidir se deixa ou não o posto de líder do governo Lula no Senado.

Segundo aliados de Wagner, o objetivo é ajustar o discurso para que a eventual saída do senador da liderança do governo não seja vinculada apenas ao contexto da operação da PF no caso Master.

Em outras palavras, Wagner não quer que sua saída da liderança do governo seja vista apenas como um pré-julgamento por ter sido alvo da PF em um inquérito no qual o parlamentar nem sequer é réu.

Em entrevista à BandNews na quinta-feira (18/6), mesmo dia em que foi alvo da PF, Wagner rejeitou deixar a liderança. Segundo ele, o presidente Lula não teria feito qualquer pedido nesse sentido.

No Palácio do Planalto, contudo, ministros e assessores esperam que Wagner tome a iniciativa e deixe o posto de líder do governo, para não contaminar a campanha de Lula à reeleição.”

Jornal da Cidade Online

A pergunta que Lula ainda precisa responder

                                                                        *Felipe Vieira

Na política, o momento de uma decisão costuma ser tão importante quanto a própria decisão.

É exatamente por isso que a determinação do governo para o retorno de delegados da Polícia Federal cedidos a outros órgãos gerou tanta repercussão em Brasília.

A versão oficial é conhecida. O Palácio do Planalto afirma que a medida faz parte de uma política de fortalecimento da Polícia Federal e do combate ao crime organizado. O próprio presidente Lula já havia defendido publicamente, meses atrás, o retorno de policiais que estavam exercendo funções fora da atividade-fim da corporação.

Até aqui, nada de extraordinário.

O problema não está na justificativa.

O problema está no momento.

A ordem surge justamente quando avançam duas das investigações mais delicadas do país: os casos do INSS e do Banco Master. Ambas estão sob supervisão do ministro André Mendonça e, nos últimos meses, passaram a alcançar pessoas politicamente próximas ao governo. Entre elas, o senador Jaques Wagner, alvo recente de operação autorizada pelo Supremo, e citações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

É aí que nasce a dúvida.

Se a decisão era administrativa, legítima e planejada há meses, por que executá-la exatamente agora?

É uma pergunta simples.

E é uma pergunta que continua sem resposta convincente.

Mais do que isso: se o governo sabia que a medida seria interpretada como uma possível tentativa de interferência em investigações sensíveis, por que não adotou mecanismos para evitar essa leitura?

A política vive de símbolos.

E símbolos têm consequências.

Tanto que a reação foi imediata. Integrantes da Polícia Federal, do Judiciário e analistas passaram a questionar se a medida poderia afetar equipes envolvidas nas investigações. A repercussão foi tão intensa que surgiram informações de que o STF teria ficado temporariamente fora do alcance da determinação para evitar prejuízos aos trabalhos em andamento.

Não se trata de afirmar que houve interferência.

Mas também não se pode ignorar que a coincidência dos fatos produz um ambiente inevitável de suspeita.

E governos democráticos deveriam ser os primeiros interessados em afastar qualquer dúvida quando o assunto envolve investigações que alcançam aliados políticos.

A questão central não é jurídica.

É política.

A credibilidade das instituições depende não apenas da legalidade dos atos, mas também da confiança que eles inspiram.

Por isso, a pergunta permanece.

Se o objetivo era apenas reforçar a Polícia Federal, por que a medida foi tomada justamente quando as investigações começaram a se aproximar de figuras relevantes do entorno político do governo?

Enquanto essa pergunta não for respondida de forma clara, o debate continuará aberto.

E, em política, quando as explicações não convencem, as suspeitas costumam ocupar o espaço vazio.

*Felipe Vieira é jornalista

 

Vaza “proposta indecente” feita por advogado que revoltou o ministro André Mendonça

Informações divulgadas pelo portal UOL dão conta de que um advogado sugeriu ao ministro André Mendonça uma delação selecionada “poupando ministros do STF”.

Eis o que diz o UOL:

“Perderam o pudor, ministro Gilmar.” “Me chegou uma proposta por um advogado (…) ‘Queremos fazer uma delação seletiva’.”

 Essas duas frases foram ditas pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, relator do caso Master, durante o julgamento, na última terça-feira, sobre a manutenção da prisão do pai do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça ainda fez questão de revelar que a proposta de delação selecionada não tinha partido de José Oliveira Lima, conhecido como Juca, que deixou a defesa de Vorcaro em maio, após divergências com Mendonça. A delação seletiva foi proposta pelo advogado Roberto Podval, que deixou a defesa de Vorcaro em março deste ano. A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela coluna. Questionado sobre a proposta, Podval preferiu não responder. O espaço segue aberto.

Blindagem ao STF

A proposta de delação selecionada, segundo apurou o UOL, incluiria evitar mais desgastes ao Supremo ao supostamente tentar poupar ministros de acusações vindas do ex-banqueiro. A sugestão veio em uma reunião presencial entre Podval e Mendonça. Ao ouvir a “proposta”, Mendonça foi ríspido e disse que Vorcaro teria que se comprometer a falar sobre tudo o que fosse perguntado. No início do escândalo do banco Master, o epicentro da crise envolveu Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. O primeiro deixou a relatoria do caso e se declarou impedido. Já Moraes sustenta que não há irregularidades no contrato milionário de Vorcaro com o escritório de advocacia da sua esposa, Viviane Barci de Moraes.

“Não faço questão de delação, agora, delação seletiva comigo, não”, disse Mendonça, durante um embate explícito com o decano da corte, ministro Gilmar Mendes.

O julgamento acontecia na Segunda Turma do STF —composta por Gilmar (presidente), Mendonça, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux. No mesmo momento, a Primeira Turma —com Flávio Dino (presidente), Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia— condenava, por unanimidade, a uma pena de quatro anos de reclusão o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) por coação no curso do processo da trama golpista.

Ameaça de nulidade

Enquanto Gilmar alertou para o cometimento de práticas adotadas na Lava Jato, Mendonça acusou que havia uma tentativa por parte do “sistema” de tentar buscar nulidade das investigações.

“Todos nós devemos zelar para evitar ensejarmos não só a nulidade, mas a hipótese de suspeitas sobre a condução (…) E mais que isso, ministro Gilmar: tentativas de obstaculizar as investigações. Isso é grave.”

Mendonça não nomeou os colegas, mas disse que chegavam a ele informações de que estavam agindo para tentar paralisar o trabalho do caso Master. Logo no início da sessão da 2ª Turma do STF, Mendonça recordou que Gilmar havia dito a ele, na época em que ele almejava chegar à corte, que, para ser ministro do Supremo, era preciso ter coragem.

“E me lembro do que respondi na ocasião. ‘Não tenho medo da morte, quanto mais de ser ministro de um tribunal. Não tenho medo de combater o crime, aplicando a lei'”, afirmou Mendonça olhando nos olhos do decano da Corte.

Horas antes da sessão, Mendonça levantou o sigilo de parte das investigações. Nos bastidores do Supremo, a iniciativa de Mendonça gerou críticas. A principal delas é que ele, como juiz, não deveria ter nenhum papel na negociação da delação de Vorcaro. E que ele teria adiantado “juízos peremptórios sobre o mérito, para muito além do habeas corpus que estava sendo julgado”. A defesa de Vorcaro não vê clima hoje para discutir uma nova proposta de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) e se prepara para mudar sua estratégia. A ideia é continuar com uma postura colaborativa, mas procurar brechas e atenuantes na conduta do ex-banqueiro.

Jornal da Cidade Online