Carta dos romeiros e romeiras ao povo do Maranhão: Territórios livres para o Bem Viver dos Povos!

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Confira o documento final da 12ª Romaria Estadual da Terra e das Águas do Maranhão, que aconteceu nos dias 17 e 18 desse mês, no município de Chapadinha. Foram importantes reflexões sobre a real situação dos maranhenses, com observações importantes para o trabalho escravo, a perseguição imposta a comunidades centenárias com os conflitos agrários e as fraudes em cartórios para tomar terras de posseiros. A omissão das autoridades na proteção dos povos indígenas e tantos outros problemas que afligem o Povo de Deus em milhares de comunidades em todo o Estado

 Nós, romeiros e romeiras participantes da 12ª Romaria Estadual da Terra e das Águas, saudamos a todo o povo do Maranhão. Queremos partilhar a riqueza que foi a preparação e a realização desta grande Romaria. Foram doze seminários diocesanos e um estadual, uma cartilha, a produção de um videodocumentário, debatendo e atualizando a problemática da terra e das águas no Estado à luz do novo paradigma que e o Bem Viver para todos os povos.                   ·

Denunciamos o agravamento das situações de violação de direitos, de violência, inclusive institucional, das desigualdades provocadas pelo modo de produção capitalista; um modelo dito de “desenvolvimento” que estimula sonhos e privatiza os lucros; que expulsa e inviabiliza a permanência das comunidades tradicionais, dos povos indígenas, das famílias de camponeses e camponesas, das quebradeiras de coco, dos ribeirinhos e dos praianos nos seus territórios. E abre as portas para o empresariado fechando os olhos para as necessidades do povo.

Repudiamos o loteamento do estado para a implantação dos grandes empreendimentos:

– O inonocultivo de eucalipto, soja, cana de açúcar nas regiões do Baixo­Parnaíba e do sul do Maranhão trazendo como consequências  a poluição da Mãe Terra, com a morte e extinção das nossas águas, (rios, córregos, igarapés, lagos, campos inundáveis) e extinção de diversas espécies da fauna e da flora, o trabalho escravo e precarizacão do trabalho, o uso de agrotóxicos afetando as plantações dos pequenos agricultores e sendo consumido por todos através dos alimentos;

– A instalação de grandes empresas de mineração na região da Baixada e no Alto­Turi,  ampliando o desmatamento e provocando desastres irreparáveis nos solos e recursos naturais;

– O avanço do agronegócio e da atividade pecuária, aumentando a concentração da terra, os conflitos agrários, assassinatos de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas, a expulsão de comunidades inteiras de seus territórios;                                                                                                                                               – A duplicação da Estrada de Ferro Carajás, o fortalecimento do polo siderúrgico com a implantação de uma fabrica de celulose na região Tocantina, aumentando os níveis de poluição, de casos de doenças degenerativas, expropriando terras, favorecendo  a exploração sexual,  o alcoolismo, sobretudo entre a juventudes;

– O avanço sobre as unidades de conservação ambiental, mostrando a mão violenta do Estado que sob o manto da legalidade legitima situações imorais como concessão de licenças ambientais para desmatar e matar rios e animais e, por outro lado, inviabiliza reprodução dos modos de vida de comunidades centenárias, como o que ocorre no Parque de Lençóis Maranhenses, Parque do Mirador no Cerrado, Reserva Biológica do Gurupi, Resex Tauá­Mirim na zona rural de São Luis;

– A intensificação da invasão de terras indígenas regularizadas com a exploração ilegal de madeira deixando um rastro de destruição, de violência, assassinatos, impedindo a reprodução física e cultural desses povos; e nas terras que estão em processo demarcação existem casos que já duram mais de 10 anos sem resolução. Pior que isso é a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal anulando portarias declaratórias de terras já em fase de regularização, a exemplo da Terra Indígena Porquinhos, no Maranhão, e ainda o que dizer de juízes que dão ordem de despejos sem conhecer a situação da área e da população?

– Nos causa indignação e revolta a opção do atual governo estadual pela implementação do MATOPIBA (anunciado como projeto de modernização agrícola nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que irá destruir a última reserva de Cerrado e só atualiza o modelo colonial sobre as comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas e áreas campesinas;

– A não regularização e reconhecimento dos territórios quilombolas ainda é uma vergonha e um grito que fere os nossos ouvidos, num Estado formado predominantemente pelo povo negro;

– A privatização de áreas de usufruto coletivo inviabilizando os modos de reprodução da vida de comunidades ribeirinhas, de praianos, de quebradeiras de coco, de sertanejos;

– É inadmissível que ainda hoje o Maranhão continue sendo um dos estados da federação que se destaca na exportação de mão-de-obra escrava. Pois, falta perspectiva de trabalho digno, de uma educação de qualidade, de cursos profissionalizantes e de políticas públicas que favoreçam a permanência dos trabalhadores e trabalhadoras no campo e na cidade. Isto atinge, de modo especial, a nossa juventude que vê seus sonhos se tornarem pesadelos.

– Tudo isso impactando no inchaço das periferias, causando o aumento da violência, do tráfico e uso de drogas, consequências da corrupção que desvia recursos públicos, violando direitos, negando políticas públicas, sobretudo de saúde e educação, em pequenas e médias cidades;

Anunciamos que pulsa no povo maranhense uma capacidade impressionante de resistência através da criatividade, da organização, da riqueza cultural, do fortalecimento e reconhecimento das identidades, das espiritualidades e da sabedoria. Somos um povo empobrecido pelas estruturas políticas e econômicas e sociais do Estado, mas um povo rico de vida, de natureza, de cultura e de inteligência e podemos afirmar que o Bem Viver já existe e está presente em muitas experiências, como a autogestão dos territórios, caso do povo indígena Ka’apor e Território Quilombola Rio do Curral, as experiências de economia solidária visibilizada na forca e garra das quebradeiras de coco, a retomada de territórios tradicionais, como do quilombo Charco e Quilombo Cruzeiro, a organização e articulação em teias e diversas redes de povos indígenas, geraizeiros, sertanejos, ribeirinhos, pescadores, quilombolas, quebradeiras de coco, extrativistas e assentados na partilha dos teres e dos saberes. Tudo isso se constitui como o Reino de Deus acontecendo entre nós.

Conclamamos a todos e todas que continuem firmes na luta pela tetra, pelas águas e por todos direitos que garantem a dignidade de filhos e filhas de Deus; que denunciemos com coragem as estruturas geradoras de exclusão e desigualdades e não nos calemos nunca diante da injustiça, da violência e da morte; que sejamos capazes de assumir junto com os empobrecidos a defesa da vida e construção da sociedade do Bem Viver.

Que saibamos viver os princípios e valores da solidariedade, da reciprocidade, da acolhida, do respeito, da pluralidade, da construção coletiva e da igualdade nas nossas praticas cotidianas.

“Tire as sandálias, pois este chão é sagrado” (Ex 3, 5)

Chapadinha – Maranhão, 18 de outubro de 2015.

 

Assassinato de ambientalista e as dificuldades na administração da Reserva Biológica do Gurupi

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No dia 25 de agosto deste ano, o casal de agricultores ambientalistas e conselheiros da Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi, sofreram uma emboscada enquanto percorriam o trajeto entre a cidade de Buriticupu e a sua comunidade, Brejinho do Rio das Onças II, dentro da Rebio, no município de Bom Jardim (MA).
Raimundo foi covardemente assassinado com diversos tiros e golpes de facão. Maria da Conceição também foi alvejada com diversos tiros, presenciou a morte de seu companheiro, mas conseguiu escapar, gravemente ferida. Ela permaneceu internada por quase duas semanas no Hospital Municipal de Açailândia, sob escolta policial.
Raimundo dos Santos foi um conselheiro atuante em defesa da Rebio e, por esse motivo, despertou a ira de criminosos ambientais que extraem madeira ilegalmente para alimentar serrarias clandestinas localizadas nas cidades próximas. Essa extração se dá dentro da Reserva e nos territórios indígenas – a ReBio está conectada às Terras Indígenas Alto Turiaçú (530.525ha), Awá (118.000ha) e Carú (172.667ha). Juntas, formam um mosaico que representa o que resta de floresta amazônica no Maranhão.
O nome do conselheiro estava em uma lista de pessoas “marcadas para morrer”, que circulava na cidade de Buriticupu, onde se encontram serrarias clandestinas. Nessa mesma lista constavam nomes de outros conselheiros e de pessoas que atuam na defesa de direitos humanos e ambientais.
O assassinato aconteceu pouco depois de uma ação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Polícia Federal, realizada no dia 09 de julho, para reprimir a atuação dos criminosos em Buriticupu. Nessa ação foram apreendidos e queimados 19 veículos, entre tratores e caminhões, que eram utilizados na destruição da floresta.
Em nota, o IBAMA informou que a destruição dos veículos apreendidos é um ato legal previsto na Lei 9605/98, para evitar que os danos ambientais tenham continuidade. Em resposta a essa atuação dos órgãos de fiscalização e segurança, os donos dos veículos retiraram da mata o que restou dos caminhões queimados e interditaram a BR-222, causando constrangimento e atrasos aos transportes que circulam pela rodovia.
Para o superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Alexandre Saraiva, a morte do conselheiro foi planejada por uma organização criminosa que atua no município de Buriticupu. A motivação para o crime, segundo ele, teria sido as suspeitas de que Raimundo dos Santos estaria denunciando as ações ilegais dos madeireiros contra a reserva.
O ambientalista já havia denunciado que vinha sofrendo ameaças de morte. Um dia antes do atentado dois homens foram presos em flagrante, por porte de arma de fogo e extração ilegal de madeira. Para o Ministério Público Federal, é possível que haja relação entre as prisões e o assassinato do conselheiro.
No dia 31 de agosto, a organização não governamental Justiça Global denunciou o assassinato de Raimundo dos Santos à Organização dos Estados Americanos- OEA. Na denúncia, a organização destaca que ele já havia informado as constantes ameaças que sofria à Ouvidoria Nacional Agrária, mas nenhuma providência por parte do órgão foi adotada.
As famílias da comunidade Brejinho Rio das Onças II
O senhor “Dos Santos”, como era conhecido, também exercia o cargo de presidente da Associação de Moradores da Comunidade de Rio das Onças II, no município de Bom Jardim. Após o assassinato dele, as famílias da comunidade se mudaram do local, com medo de que novos assassinatos acontecessem.
Ao todo, 33 famílias deixaram suas casas, seus pertences, as plantações cultivadas durante todo o ano e a criação de animais. Atualmente, todos se encontram abrigados em casa de familiares e amigos, sobrevivendo graças a doações e com a solidariedade de organizações sociais que estão mobilizando esforços para ajudar a minimizar o sofrimento.Eles estão com medo de retornarem às suas casas, temendo novas represálias dos criminosos.
Muito embora temerosa, toda a comunidade permanece unida e tem-se articulado com outras organizações, entre elas a rede Justiça nos Trilhos, que tem assessorado a associação de moradores nas articulações com os órgãos estatais competentes para a resolução desta situação.
A advogada Ana Paula Santos explica que uma das articulações feitas tem como intuito a viabilização de cestas básicas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para todas as famílias agricultoras forçadamente desalojadas de suas terras, bem como a busca de soluções mais estruturais, como o assentamento das famílias em uma nova terra.
Fruto dessa articulação e da mobilização massiva da comunidade em busca de respostas dos órgãos estatais para essa situação, recentemente o INCRA, por meio da Superintendência Regional do estado do Maranhão, se comprometeu com a entrega de cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade e impedidas de trabalhar bem como com a realização de reunião de membros dos orgãos com as famílias visando viabilizar o seu assentamento numa nova terra. No momento, a comunidade aguarda o cumprimento destes acordos.
Outra articulação importante em prol da comunidade, foi a solicitação de apoio às Secretarias de Direitos Humanos e Segurança Pública do estado, para o retorno de alguns membros da comunidade ao local para a retirada da produção agrícola que já havia sido colhida. Esta operação contou com apoio de escolta policial da Polícia Militar do Maranhão.
Como estratégia para levantar fundos de ajuda às famílias, foi criada uma campanha virtual no site www.vakinha.com.br, no intuito de arrecadar dinheiro para ajudar nas despesas diárias e foi apresentado um projeto emergencial à Front Line Defenders, uma organização internacional que possui um programa de auxílio para a proteção de defensores dos direitos humanos em situação de risco. O valor arrecadado até agora tem sido utilizado para a compra de alimentos entregues às famílias da comunidade.
Desafios no controle da Rebio
A Reserva Biológica do Gurupi foi criada em 1988, tem uma área de 341.650 hectares e é a única unidade de proteção integral do Maranhão. De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração da área, até o momento as pesquisas na Reserva identificaram a existência de vinte e uma espécies de aves consideradas vulneráveis, quatro espécies de mamíferos ameaçados de extinção e uma espécie de primata que só existe na região.
A Rebio está localizada às margens do Rio Gurupi, na divisa dos municípios de Centro Novo do Maranhão e Bom Jardim (MA). É a única unidade de conservação desta categoria em área amazônica, tendo fundamental importância na conservação ambiental do Estado do Maranhão e das espécies do país, por estar entre os domínios da Amazônia, Cerrado e Caatinga.
A conservação dessa área é indispensável para a garantia do equilíbrio natural das espécies e do meio ambiente na região porque a área possui uma extensa Floresta Tropical Úmida, com milhares de espécies vegetais, e também por ser responsável pela proteção das Serras da Desordem e do Tiracambu.
Mas, para continuar protegendo o meio ambiente e garantindo a sobrevivência de animais, plantas e dos próprios seres humanos, a Reserva Biológica do Gurupi necessita de proteção em regime de urgência. De acordo com o ICMBio, já foram desmatados mais de 70.000 hectares, ou seja, mais de 20% da Reserva.
Pelo fato de não possuir uma demarcação específica e pela deficiente fiscalização, a Reserva é constantemente invadida por caçadores e madeireiros. Há também a presença de posseiros que promovem queimadas e desmatamento. Além disso, há fortes pressões de madeireiros, fazendeiros e outros segmentos que possuem representação no Conselho Consultivo da Rebio, para destituir essa área da condição de reserva e transformá-la em espaço habitável.
Esses são alguns dos fatores que tornam o controle da área um desafio para a administração local, conforme explica o Chefe da Rebio no Maranhão, Evane Lisboa. Para ele a principal dificuldade é a falta de pessoas para fazer o trabalho de proteção da reserva. “Nós trabalhamos permanentemente com o batalhão de Polícia Ambiental e fiscais externos. Mas nem sempre quando precisamos a gente encontra fiscais disponíveis para realizar as operações aqui”, afirma Lisboa.
A advogada da Rede Justiça nos Trilhos destaca que as ações pontuais de fiscalização dos órgãos competentes para coibir os crimes ambientais cometidos na Rebio têm eficácia limitada. “A curto prazo geram represálias gravíssimas aos defensores de direitos que vivem e atuam na região, e a longo prazo, não causam prejuízos consistentes aos criminosos já que, após as operações pontuais, a reserva fica novamente à mercê do desmatamento”, explica.
Para ela, é necessário exigir das autoridades e dos órgãos fiscalizadores investigações consistentes quantos aos crimes ambientais cometidos na Reserva. É necessário fazer uma “análise da rota e fluxo da madeira retirada de lá, para que se entenda essa cadeia e haja a responsabilização efetiva dos envolvidos. E também que haja o impedimento de que novas extrações de madeira ocorram, com fiscalização intensa e constante”, completa.
De acordo com informações fornecidas pelo Instituto Chico Mendes, a maior parte das áreas da reserva é invadida por posseiros que exploram os recursos naturais, promovem caçadas, transformam áreas de mata em pastos para gados fazendo uso, inclusive, de queimadas. O Instituto destaca ainda que “a situação da Rebio Gurupi é bastante crítica sob o ponto de vista da conservação. Cerca de 70 a 80% da área já foram alterados pela extração da madeira, ocupação ilegal do território e ações criminosas associadas à extração ilegal da madeira, como a pistolagem”.
Evane Lisboa destaca ainda que outra dificuldade para realizar a fiscalização é a complexidade da organização da rede criminosa de madeireiros. “É uma rede que vem para o combate no campo e comete todo tipo de crime no sistema que regula as licenças ambientais. A venda de documentos falsos é muito grande. Aqui no Maranhão não existe Plano de Manejo Legal de Madeiras que dê sustentação a essas serrarias, especialmente em Buriticupu”, explica.
Ele critica também, a atuação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, órgão responsável por emitir as Licenças de Operações para as serrarias. “Não era para nenhuma dessas serrarias terem licença de operação, mas infelizmente o órgão ambiental do Maranhão está emitindo as licenças sem nenhuma restrição”.
Por Domingos de Almeida
Justiça nos Trilhos

Dados discrepantes dificultam combate à violência contra a mulher alertam participantes de audiência pública

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A partir da esquerda, Fabiano Augusto Martins Silveira, senadora Regina Sousa, Norma Esther Negrete Calpineiro e o promotor Francisco de Jesus Lima

 

              A diferença entre os métodos de avaliação das políticas de combate à violência contra a mulher prejudicam as ações de enfrentamento do problema. O alerta foi dado por profissionais de saúde e operadores do Direito que participaram da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quinta-feira (22).

             Segundo os participantes da audiência, as informações registradas pela Justiça e pelo Ministério da Saúde são discrepantes. Nas delegacias, os registros só podem ser feitos mediante queixa e muitas vezes as vítimas se sentem intimidadas. Já nos serviços de saúde os profissionais registram de forma compulsória os casos de violência contra mulheres.

O promotor do Núcleo de Defesa da Mulher de Teresina, Francisco de Jesus Lima, apresentou trabalho desenvolvido sobre a Lei Maria da Penha nas escolas da capital e de outros municípios do Piauí. Ele falou sobre uma base de dados desenvolvida por ele para mapear os casos de violência contra a mulher, chamada I-Penha.

— Você terá a oportunidade de saber, em seu estado, qual o município mais vulnerável à violência contra a mulher, nesse município qual o bairro mais vulnerável, e com isso desenvolver políticas específicas de emprego e renda — explicou o promotor, acrescentando que há registro do fator exacerbador (álcool ou droga).

A iniciativa foi elogiada pela senadora Regina Sousa (PT-PI), autora do requerimento de audiência e que também a presidiu.

— Vamos insistir que seja um modelo nacional, em que saibamos que aquele dado existe e foi colocado lá pela delegacia, pelo Ministério Público, pela saúde. E pode ser usado por todos aqueles envolvidos com essa questão da violência — afirmou ela.

O promotor colocou o sistema desenvolvido no Piauí à disposição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para uso no registro nacional de dados sobre a violência contra a mulher.

Também participaram da audiência pública Fabiano Augusto Martins Silveira, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a médica de família Norma Esther Negrete Calpineiro, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM).

Agência Senado

 

Por sonegação país deve perder R$ 550 bilhões em 2015

O Sonegômetro chegou à capital paulista na manhã de quinta (22) revelando que por sonegação fiscal já evadiram R$ 418 bilhões do Brasil em 2015. O valor deve atingir R$ 550 bilhões até o fim do ano, segundo estimativa do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), que criou o contador. O valor é quase o dobro do orçamento do ano para os ministérios da Saúde e da Educação, juntos: R$ 121 bilhões e R$ 103 bilhões, respectivamente. E oito vezes mais que o estimado pelo governo federal para fazer o ajuste fiscal, que é de R$ 66 bilhões.

A reportagem foi publicada por Rede Brasil Atual – RBA

“Isso é muito grave. O país vive uma recessão econômica e nós temos esse descaso com um volume imenso de recursos. Dinheiro que deixa de entrar nos cofres públicos, de financiar a saúde, a educação e projetos sociais importantes. E que fica concentrado nas mãos de poucos grandes sonegadores que causam esse prejuízo para o Brasil. É esse dinheiro que alimenta a corrupção, o financiamento ilegal de campanhas eleitorais”, afirmou Achilles Linhares, presidente do Sinprofaz.

Segundo dados do Ministério da Fazenda, o país tem hoje um estoque de R$ 1,5 trilhão na dívida ativa. Desses, R$ 395 bilhões pertencem a apenas 500 devedores, dentre os 200 milhões de brasileiros. Entre eles, a mineradora Vale (R$ 41 bilhões), a Carital Brasil – antiga Parmalat – (R$ 24 bilhões) e o Bradesco (R$ 4,8 bilhões).

Segundo Linhares, o principal órgão de combate à sonegação, a Procuradoria-Geral da Fazenda nacional, está sucateado e não tem estrutura nem procuradores suficientes para fazer o trabalho de localizar os devedores e seus bens.

“Nesse processo devíamos contar com apoio de servidores. Mas essa estrutura não existe. Os próprios procuradores têm de fazer essa busca. Existe uma proporção de 0,7 servidor de apoio para cada procurador. No Ministério Público e na magistratura existe um corpo técnico que vai de dez a 20 servidores por membro. Os sistemas tecnológicos também são obsoletos”, denunciou.

Além disso, o corpo de procuradores tem, pelo menos, 400 vagas em aberto. “Nós temos dificuldade em entender por que o governo, mesmo sabendo desse volume tão alto de recursos, continua sucateando os órgãos responsáveis pelo combate à sonegação”, lamentou o procurador. Segundo o Sinprofaz, para cada R$ 1 investido, a procuradoria retorna cerca de R$ 800 aos cofres públicos, identificando e cobrando sonegadores.

Outro ponto atacado pelos procurados é a necessidade de realizar uma reforma tributária, tanto para simplificar o sistema, como para que ele seja mais eficiente. “O emaranhado de normas que compõem o sistema tributário brasileiro acaba favorecendo a sonegação. Nós precisamos simplificar o sistema por meio de uma reforma tributária, de modo a permitir que o pequeno empreendedor tenha menos burocracia para vencer seus desafios, ao mesmo tempo em que dificulta o trabalho dos grandes sonegadores”, afirmou Linhares.

Para ele, a injustiça fiscal é gritante no Brasil, pois não existe progressividade nos tributos. “Mesmo o Imposto de Renda, que constitucionalmente devia ser progressivo, nós temos uma tributação inicial muito baixa, atingindo uma parcela da população que devia ser isenta. E as alíquotas não avançam muito, chegando ao nível máximo muito cedo”, disse.

Hoje, no caso Imposto de Renda, são isentas as pessoas que ganham até R$ 1.903,98. E a alíquota mais alta (27,5%) começa em R$ 4.664,68. Ou seja, tanto quem recebe R$ 5 mil quanto quem recebe R$ 50 mil paga o mesmo valor de impostos. “Mas quem ganha menos acaba pagando mais, porque a tributação brasileira incide principalmente sobre o consumo. Todos compram arroz e feijão e pagam o mesmo imposto. Quem ganha mais, proporcionalmente, paga menos”, explicou Linhares.

Para desenvolver o Sonegômetro, os procuradores utilizam dados oficiais do Ministério da Fazenda, cruzando a estimativa da arrecadação, o crescimento do PIB e o efetivamente arrecadado. Também são considerados outros estudos de arrecadação tributária. A base de dados inicial foram os relatórios tributários da Fazenda do ano de 2011, que são atualizados ano a ano.

Fonte – IHUSINOS

Ataques periódicos e concentrados para deslegitimar o papa

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Premissas necessárias para que nos entendamos bem desde o início: o nosso raciocínio é baseado em fatos demonstráveis. No entanto, é sempre uma hipótese e, portanto, é uma “verdade” pessoal que pode ser rejeitada ou criticada.
A reportagem é de Luis Badilla, publicada no sítio Il Sismografo
1) A primeira deve ser reiterada não só em honra da verdade, mas por afeto e solidariedade: o Papa Francisco, que goza de uma “frágil saúde de ferro”, está bem e porta com alegria e leveza as fraquezas da sua idade e não poupa esforços e empenho no seu serviço à Igreja e ao mundo.
2) A segunda deve ser destacada por necessidade do raciocínio que segue: em 30 meses, Jorge Mario Bergoglio se tornou o líder moral e religioso mais importante do mundo, e as suas palavras não são apenas ouvidas, mas a cada dia chegam a “plateias” inesperadas, ultrapassando todo tipo de barreira religiosa, linguística, cultural, política e cultural. A sua liderança, sem dúvida, é a que tem maior autoridade, é a mais sólida e convincente no mundo de hoje, e isso não acontecia no panorama internacional há muitos anos.
3) Com base nessa realidade da qual Francisco é protagonista, reconhecida pelos seus piores detratores, há apenas a verdade da sua palavra e a sua coerência de vida. Francisco fala como um profeta (encarnando a missão profética da Igreja) sem se importar com os cálculos diplomáticos, com os jogos de poder muitas vezes obscuros, com as conveniências do momento, e faz isso usando a denúncia, mas também a esperança, trazendo de volta para hoje – dos subterrâneos das bibliotecas – Jesus e o seu Evangelho.
4) Obviamente, tudo isso fez com que ele se tornasse o líder mais amado, reconhecido como pastor e guia, e, portanto, ouvido por milhões e milhões de pessoas, dentro e fora da Igreja, mas, ao mesmo tempo, aconteceu outra coisa, natural e evidente: pouco a pouco, as fileiras dos seus adversários foi crescendo em número, agressividade e consistência. São as forças, diversas e compósitas, que vão desde os piedosos “ateus devotos” a algumas corporações, aos conservadores e reacionários, aos corruptos de todas as camadas, aos bem-pensantes por conveniência carreirista, aos pusilânimes que são sempre “moderados” (quando se trata dos seus interesses), aos nostálgicos mal educados a uma fé que deveria sempre embasar o poder.
* * *
O que está acontecendo em torno do papa?
As quatro considerações anteriores – incontestáveis – permitem entender muitas coisas que se revelaram abertamente nos últimos meses depois de ao menos alguns anos em que circulavam de modo sorrateiro, silencioso e aparentemente temeroso.
Agora é claro, natural e normal: o papa é amado, seguido e aceito pela imensa maioria das pessoas, crentes ou não, que se interessam por ele e pelo seu magistério, e, obviamente, tem muitos “inimigos” que abandonaram o baixo perfil e saíram a céu aberto usando meios ocultos.
Devemos reconhecer isso porque estamos diante de um confronto, que talvez esteja no início, entre “o curso e o sentido da história” e a “anti-história”. Isso envolve a Igreja de Cristo e o mundo que Ele redimiu com a Sua morte, e, portanto, os católicos, os cristãos, os crentes não podem se subtrair a isso.
Há algum tempo, por causa da multiplicação de ataques diretos ou indiretos, quase sempre com pretextos e baseados em falsidades ou verdades manipuladas à vontade, foi-se consolidando em muitos a convicção da existência de operações midiáticas precisas e orquestradas contra o Papa Francisco.
Tecnicamente o que vemos emergir periodicamente de modo cárstico se chama “character assassination”, ou seja, o assassinato (metafórico) do personagem, mas com recurso a técnicas e meios em nada metafóricos como as mentiras, as fofocas, as suspeitas, os rumores, os exageros, as ironias, as insinuações e muito mais.
Os especialistas, que em 2011 se reuniram pela primeira vez na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, para iniciar estudos científicos sobre o “assassinato de caráter”, em particular no âmbito político e no último século, definem essa prática como uma verdadeira “técnica” para usar a difamação com eficácia científica e, portanto, alcançar o seu objetivo de modo talvez gradual, mas inexorável.
O “assassinato de caráter”, assim, é:
1. uma operação intencional, desejada e organizada;
2. voltada a destruir ou danificar severamente a reputação e/ou a credibilidade de uma pessoa, instituição, país ou grupo social;
3. valendo-se de métodos ocultos ou evidentes;
4. usando de modo particular a imprensa ou outros meios de amplificação.
E o que vemos há alguns meses até hoje é que, às vezes, essas operações tiveram alguma “ajudinha” dentro da Igreja.
Não é um complô
O papa não é a vítima de um complô. Não existe nenhum “grande velho” escondido, junto com carbonários anti-Bergoglio, em uma sala secreta onde, dia e noite, planejam ataques contra o pontífice. Não existe nenhum plano de “inteligência” para destruir o papa.
O que acontece é simples e não deveria causar surpresas. O magistério do papa – em particular, o social, que valeria a pena lembrar para alguns homens da Igreja que ele faz parte do magistério papal de pleno direito (a encíclica Laudato si’, por exemplo, “não é um documento com opiniões pessoais”) – não agrada a muitos, porque não corresponde aos seus interesses e às suas convicções, às suas percepções da Igreja, do Evangelho e até de Jesus.
Essas forças, econômicas, religiosas, sociais, políticas… se reconhecem em outra Igreja e em outro magistério e se sentem gravemente ameaçadas por Francisco, justamente porque ele é uma pessoa ouvida, respeitada e amada. Para essas forças, Bergoglio é um “inimigo” temível e difícil de combater.
É legítimo que muitos pensem assim.
Essas forças, cada uma de modo autônomo, em defesa da própria visão de mundo, sentindo que o magistério de Francisco põe em risco o seu poder, os seus axiomas e as suas cotas de domínio social e econômico, respondem com seus próprios meios, daqueles pequenos e modestos aos poderosos e, às vezes, de alcance planetário.
E, assim, os ataques, sem que haja o comando de um “grande velho” líder do complô, acabam alcançando de modo concêntrico, periódico e rapsódico, a figura do pontífice e o seu magistério. Todas essas forças e esses ataques, nos últimos meses, se sintonizaram na mesma nota (e essa é a novidade): a deslegitimação da pessoa do Santo Padre.
Tentou-se acusá-lo de querer subverter a doutrina da Igreja, e a operação fracassou miseravelmente (esse era o can-can que existia e existe ao redor do Sínodo).
Nesse ponto, os críticos levantaram a mira, passando para o “assassinato de caráter”, e faz parte dessa tática a infâmia do jornal Quotidiano Nazionale (por trás da qual não sabemos ainda quem está: um grupo de ingênuos um pouco estúpidos? Grupos maçônicos florentinos conhecidos? Profissionais vaidosos e desejosos de fama?).
O papel de uma determinada imprensa
Sabemos que a vociferada “liberdade de imprensa” é uma quimera, um lugar-comum obsoleto, no qual poucos acreditam, e não sabemos por quanto tempo.
A imprensa sempre tem um chefe, e, infelizmente, não é verdade que esse chefe é a verdade, a objetividade, os fatos. A imprensa tem proprietários e linhas editoriais (político-ideológicas) de grupos industriais – locais, nacionais ou internacionais – que, ao mesmo tempo, produzem e comercializam armas, batatas fritas, pornografia, e, portanto, também há interesses (extrajornalísticos) a se defender.
Continuar “acreditando e fazendo acreditar” que a imprensa é sinônimo de liberdade verdadeira é uma mentira hipócrita.
Não é difícil de arrastar uma imprensa assim para dentro das operações de “assassinato de caráter”; ao contrário, em muitos casos, são certos jornalistas que se oferecem “voluntariamente” para participar do “tiro ao alvo” e fazem isso com a ilusão de ganhar alguma coisa, material e imaterial. Felizmente, nem todos. Na verdade, a grande maioria dos jornalistas é composta por pessoas livres e honestas (até porque, com o seu trabalho, ganham o pão de cada dia para si e seus filhos).
O problema é que o poder nesses meios está nas mãos dos proprietários da indústria jornalística e não nas mãos dos operadores que, no fim, são assalariados.
Dizemos aqui algo que todos sabem e que é objeto de discussões e de indiscrições em todas as redações, salvo depois negar isso e fingir o contrário.
Portanto, o “tumor no cérebro” do Papa Francisco é apenas a última operação do “assassinato de caráter”. Até a próxima deslegitimação que alguém já deve estar preparando…
Fonte – IHUSINOS

Sindsalem critica jornalismo da Assembleia Legislativa

                A Greve Geral dos servidores da Assembleia legislativa do Estado do Maranhão está demostrando como grande parte do jornalismo maranhense sofre de seriedade. Em particular o jornalismo praticado na Assembleia Legislativa. Esse não existe para expressar o movimento da vida real, mas as conveniências dos deputados ou, em alguns casos, como correia de extorsão, É triste saber que jornalistas sérios que enfrentaram tempos difíceis nos momentos da Ditadura tenham que esconder suas penas para não revelar a realidade. Os homens quando alienam seu pensamento de forma incondicional, começam a morrer de verdade mesmo estando vivos.

Fonte – Sindsalem

Revisão geral de pavimentação de ruas de bairros é requerida por José Joaquim

              Fazendo a manifestação de sua preocupação com a qualidade da atual situação do pavimento de ruas em bairros de São Luís, nas últimas sessões realizadas pela Câmara Municipal o vereador José Joaquim (PSDB) já conseguiu a aprovação de dois requerimentos, tendo essas demandas como objeto de solicitação.

Para o Renascença II e Planalto Anil III, o vereador pleiteia junto ao prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) e ao secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos, Antonio Araújo, que sejam colocadas como alvo das ações da prefeitura as vias de maior fluxo de tráfego e de maior importância para o sistema viário assim como as que estão, tecnicamente precisando com urgência de recapeamento.

José Joaquim solicita ainda a inclusão dessas ruas no Programa Mais Asfalto ou outro programa que esteja sendo executado na recuperação de pavimento. Ele destaca também a confiança na ação governamental, “com o compromisso de levar mais benefício para a população, sobretudo com a parceria entre prefeitura e governo do Estado”.

 

           Eidimar Gomes pede instalação de sinalização no ponto final dos ônibus do Anjo da Guarda

A vereadora Eidimar Gomes (PSDB) está fazendo uma solicitação ao prefeito de São Luís, Edvaldo Holanda Júnior (PDT), em caráter de urgência, para que seja feita a sinalização horizontal e vertical bem como a instalação de conjunto semafórico, faixa de pedestre na rotatória localizada no antigo ponto final dos ônibus do bairro Anjo da Guarda, na Rua China com a Av. Moçambique antiga Av. Odilo Costa Filho,  na área do Itaqui-Bacanga, em São Luís.

O requerimento, que já foi protocolada junto à Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, se encontra em pauta na ordem do dia da Casa e será apreciado pelo plenário na próxima segunda-feira, 26.

Eidimar Gomes afirma que sua proposta, atende reivindicações das famílias que sofrem com a falta de sinalização, provocando acidentes no local. Ela sugere que seja feito em caráter de urgência para atender a necessidade dos moradores que enfrentam transtornos na mobilidade.

“Precisamos com urgência desta medida por parte dos órgãos competentes, pois vai disciplinar o trânsito de veículos e pedestres no local, pois é conhecimento de todos que a falta de sinalização o trânsito fica caótico”, disse a vereadora Eidimar Gomes.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Servidores da Assembleia em greve denunciam que o Poder Legislativo é um cabide de empregos com fantasmas

       aldir

A greve dos 463 servidores estáveis e efetivos da Assembleia Legislativa do Estado é decorrente da Mesa Diretora do Poder Legislativo não ter honrado um acordo celebrado com a diretoria do sindicato da categoria para aprovar o novo Plano de Cargos Carreiras e Vencimentos até o dia 05 de outubro para passar a vigorar a partir de janeiro de 2016. O acordo foi celebrado entre as partes e publicado no Diário Oficial da Assembleia. Uma das exigências imediatas da Mesa Diretora era que fossem suspensas todas as mobilizações internas com reuniões recheadas de denúncias, o que foi acatado pelo SIND-SALEM.

         Como justificativa para não honrar o compromisso assumido, a direção do Legislativo Estadual justificou um baixo reajuste do orçamento para o exercício de 2016, muito embora os funcionários estáveis e efetivos representem apenas 20% da folha de pagamento.

         O Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Estado chegou a sugerir a Mesa Diretora, que se houver a redução de algumas centenas de comissionados fantasmas, alguns dos quais ganham mais de 18 mil reais mensais, com certeza não haveria maiores problemas para honrar o compromisso assumido.

          Vários parlamentares estão tentando negociar com as duas partes, sendo que por parte dos servidores, o problema tende a ser resolvido a partir do momento em que o presidente Humberto Coutinho fazer valer o acordo assinado com a diretoria do Sindicato.

 

Por várias vezes o ex-Secretário de Segurança Aluísio Mendes foi acusado de grampear parlamentares e hoje os seus aliados acusam o atual governo

          aldir

Como a politica é dinâmica e os seus atores dão demonstrações de que o passado e muitos deles bem  recentes foram totalmente esquecidos e até apagados da memória das pessoas, dos arquivos das instituições e dos registros da mídia, tentam reinventar, o que não avant-premier.

            Interessante sob todos os aspectos é o que estamos vendo a repetição de filmes, que há bem pouco chegou a ser o centro de debates, quando da administração do governo passado. Quem não se lembra das inúmeras denúncias feitas contra o ex-Secretário de Segurança Pública e hoje deputado federal Aluísio Mendes, de grampear parlamentares, secretários dos governos estadual e municipal, prefeitos, jornalistas e uma infinidade de pessoas. Também foram feitas inúmeras imputações ao agente da Policia Federal aposentado, homem da maior confiança da família Sarney e do ex-deputado Ricardo Murad, um dos lutadores para a sua eleição para a Câmara dos Deputados, que inclusive utilizava um equipamento chamado “guardião” para grampear uma porrrada de gente ao mesmo tempo.

             A denúncia desta vez chega ao Legislativo Estadual, pelo deputado Sousa Neto, genro do ex-deputado Ricardo Murad e aliado politico de Aluísio Mendes, com quem fez dobradinha nas últimas eleições e que atualmente estão em conflitos por interesses partidários. Ele demonstra uma afinidade e conhecimentos precisos dos grampos, e naturalmente deve ter informações bem objetivas relacionadas a questões técnicas e quem sabe até o número de aparelhos de telefonias fixas e móveis que podem  ser controlados clandestinamente com o tal “guardião”. Quanto a questão de parlamentares teriam sido alertados são desculpas que não se sustentam e tenho a convicta certeza de que os  aliados de Aluísio Mendes, devem ter instrumentos técnicos contra grampos.

             Também, aqui não quero defender e nem isentar o atual governo de estar utilizando os mesmo princípios criminosos denunciados no plenário da Assembleia Legislativa do Estado, em algumas oportunidades pelo deputado Raimundo Cutrim. É bom ressaltar que ele nunca foi desmentido na questão do grampo e nem em inúmeras outras denúncias graves feitas contra o ex-secretário da então governadora Roseana Sarney. A verdade é que o deputado estadual Sousa Neto, não detém a habilidade de ressuscitar fatos velhos e pelo que demonstra é um péssimo aluno do seu sogro, quanto  a questões relacionadas a sofismas.

Vice – Consul de Portugal veio a São Luís tratar de interesses dos portugueses que moram no Maranhão

         aldir

  Francisco Brandão, vice – consul  de Portugal e residente em Belém, esteve esta semana em São Luís, em missão de trabalho junto a comunidade portuguesa para emitir passaportes e cartões de cidadão português e ter um encontro com Abraão Freitas Valinhas Júnior, presidente do Conselho da Comunidade Luso-Brasileira no Maranhão. Ele também visitou o consul honorário de Portugal no Maranhão, o empresário Abraão Valinhas.

            O vice – consul de Portugal fez uma visita ao Sistema de televisão da Universidade Federal do Maranhão, que firmou uma parceria com a embaixada de Portugal no Brasil, pela qual veiculara importantes programas culturais produzidos naquele país e produzirá aqui no Maranhão farto material sobre o potencial arquitetônico de São Luís e abordará importantes aspectos da influência portuguesa no desenvolvimento do Maranhão.

            Francisco Brandão revelou que no Maranhão, muitos estudantes, graduados , mestrandos e doutorandos, têm demonstrado interesse  em fazer parte de intercâmbio cultural com Portugal, daí que de dois em dois meses visitará a nossa capital e pretende também ir a outras cidades maranhenses, onde tenham portugueses radicados e participando do desenvolvimento do Maranhão.