Governador e Secretária do Lions Distrito LA-6 visitaram o Lions Clube Gonçalves Dias

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O ex-governador João Furtado ladeado pelo atual governador Nonato Souza e a secretária Orbélia Souza, na sede do Lions Clube Gonçalves Dias.  

 Leões e domadoras do Lions Clube Gonçalves Dias receberam hoje a vista governador do Distrito LA-6, Raimundo Nonato da Silva Souza e a sua esposa Orbélia Souza e Souza, domadora, companheira  e Secretária do Distrito LA-6.

        O Distrito LA-6 é constituído pelos Estados do Amapá, Pará, Maranhão e Piauí, que juntos detêm 53 clubes, A visita do governador Nonato Souza é de caráter oficial com vistas a acompanhar e incentivar todos os clubes a darem dimensão aos planejamentos de ações estabelecidas pelo Distrito LA-6, além das que integram os seus calendários. O governador destacou que o Lions Clube é uma entidade integrada por homens e mulheres comprometidos com um importante trabalho social em que no centro estão os seres humanos que mais precisam de serviços, que se constitui em um dos seus princípios.  O governador que teve oportunidade de ver o movimento de pessoas na sede do Lions Clube Gonçalves Dias, disse que a sensibilidade, a fraternidade solidária em olhar e fazer algo para o seu próximo, que irá melhorar as suas necessidades muitas das vezes emergenciais é um compromisso muitas vezes  o mais desvalido. O que é mais importante dentro de todo o contexto é que leões e domadoras  executam  ações com o amor da efervescência do coração e como profissão de fé.

            O Centenário do Lions Clube

         Nonato Souza e Orbélia  registraram que o Lions Clube vai fazer 100 anos e que está presente em 211 países, se constituindo na maior organização de prestação de serviços voluntários com 1,4 milhão de associados no mundo. A nossa visita ao Maranhão também tem o objetivo de incentivar todos os Clubes para se integrar cada vez mais na proposta do Lions Internacional iniciada em abril de 2014 e que irá até 30 de junho de 2018, quando esperamos atingir 100 milhões de atendimentos nos campos do meio ambiente, do alivio à fome, na prevenção a cegueira, principalmente das pessoas diabéticas e na área da juventude em que também englobamos as crianças, Esperamos com muita determinação registrar 25 milhões de atendimentos em cada uma das nossas propostas que já estão em plena celeridade. Para com a proposta de crescermos acima das nossas expectativas é estamos incentivando os nossos clubes a aumentarem os seus quadros sociais, afirmou o governador.

        A estrutura da sede do Lions Clube Gonçalves Dias é importante e muito mais pela ocupação na prestação de serviços e a dedicação digna de domadoras e leões, que acaba sendo o fermento para que outros clubes também cresçam, destacaram o governador Nonato Souza e a secretária Orbélia Souza.

        

Livro sobre a Câmara Municipal de São Luis é destacado pelo governador

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Eliana Bezerra, Chefa de Gabinete da Presidência da Câmara Municipal com o governador Flavio Dino e o secretário Bira do Pindaré.

  “A história é um patrimônio inegociável, essencial, fundamental e imprescindível para que possamos viver dias melhores, com mais direitos, com mais progresso e mais justiça. A memória faz parte da atualidade, porque sempre estamos aprendendo com o passado. Esse elo é inquebrantável. Essas duas obras são de fundamental importância, para que possamos encontrar caminhos para o futuro”.

 Estas foram as palavras do governador Flávio Dino ao destacar, na tarde desta quinta-feira (21), o lançamento dos livros “Acórdãos da Câmara Municipal e São Luis – 1645-1649”  e “Repertório de Documentos para a História da Escravidão do Maranhão”, cujo evento foi realizado no prédio da  Faculdade de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), na Rua da Estrela – Praia Grande.

 As obras foram lançadas pela Secretaria de Estado Cultura, com apoio financeiro da Fapema (Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado do Maranhão), e são relevantes fontes de pesquisas de acordo com o historiador Ananias Alves Martins, um dos coordenadores da edição.

 A Câmara Municipal foi representada no evento pela chefa de gabinete do presidente Astro de Ogum, Eliane Bezerra, que se manifestou extremamente emocionada com o livro que traz um retrato do Executivo Municipal daquele período.

 “Chega a emocionar, participar de um momento tão importante como esse. A Câmara Municipal de São Luís, uma das mais antigas do País, instalada em 1619 por Simão Estácio da Silveira, carrega consigo uma grande tradição de lutas e histórias, parte delas retratadas nessa importante obra. A Secretaria de Cultura, o Arquivo Público e o governo Flávio Dino estão de parabéns pelo resgate  dessa rica história do Maranhão. O Legislativo Municipal só tem a agradecer a essa iniciativa”, destacou Eliane Bezerra.

  

              Francisco Carvalho é eleito vice-presidente nacional do PSL

 O vereador de São Luís e presidente estadual do PSL, Francisco Carvalho, foi eleito hoje (23) vice-presidente nacional da legenda. Em encontro do partido ocorrido em Recife (PE), Chico Carvalho, foi aclamado na presença do presidente nacional do PSL, Luciano Bivar.

Há cerca de quatro anos, o vereador Francisco Carvalho vem comandando o PSL no Maranhão. Durante esse período, Carvalho teve a tarefa de reestruturar a legenda no estado e organizar o partido para enfrentar as últimas eleições.

Com um trabalho reconhecido pela direção nacional já que o partido conseguiu eleger vereadores e deputados estaduais, Chico Carvalho foi eleito nesta sexta-feira, em Recife, o primeiro vice-presidente nacional do PSL.

“Essa escolha pelo meu nome é fruto de trabalho e dedicação. O PSL terá que ter projeto de poder e de comprometimento. Quero contar com todos nesse projeto”, afirmou Francisco Carvalho.

São Luís – Nas eleições do próximo ano, o partido vem sendo organizado para conseguir lançar chapa própria na disputa por vagas na Câmara Municipal de São Luís.Até o momento, o partido, segundo o presidente estadual, já conta com 52 pré-candidatos a vereador com destacado trabalho em suas comunidades.

“Estamos organizando o partido para entrar na eleição proporcional com chapa pura. Precisamos no mínimo de 47 candidatos. Temos 52 pré-candidatos com papel de destaque de trabalho junto as suas comunidades”, disse o vereador.

Servidoras da Câmara Municipal participam de curso de capacitação

           Um grupo composto por cinco (05) funcionárias recepcionistas da Câmara Municipal de São Luís estão participando de um curso de capacitação, ministrado pela equipe da jornalista Sirlan Sousa, com objetivo de aperfeiçoas o trabalho de atendimento e tratamento com o público que diariamente se dirige ao Legislativo Ludovicense. Com a coordenação da chefe do Departamento de Protocolo e Portaria, Elenaide Silva de Azevedo, fazem parte do grupo as servidoras Dulcilene Costa Serra, Sandra Rodrigues, Josenilde de Araújo e Maria do Amparo.

 Falando sobre a iniciativa da direção da Câmara de proporcionar ao seu quadro funcional cursos para redimensionar suas habilitações, Elenaide Silva disse que “essa ação é de grande importância, pois se constitui em uma forma de resgatar a motivação dos funcionários, fazendo com que eles se sintam mais incentivados e valorizados para desempenhar melhor suas atividades com mais eficiência, com prazer e fazendo o

melhor para desenvolvimento do seu trabalho”.

 Continuando ele observa que inicialmente as pessoas questionavam o porque da participação nesse curso, “e com o desenrolar dos acontecimentos passaram a sentir a importância dessa capacitação para que elas possam melhorar o desenvolvimento daquilo que fazem , com mais desenvoltura profissional, funcionando como um fator diferenciado, lhes proporcionando obtenção de mais informação e conhecimento, além de um melhor tratamento com o público que é sua atividade maior”.

 SÓ TEM A GANHAR – A servidora Sandra Rodrigues entende que “esse curso tem sido muito bom para todas nós, funcionando como uma boa ferramenta para um melhor aprendizado no tratamento com as pessoas que procuram a Câmara, e com isso todos só têm a ganhar”. Já Maria do Amparo completa enfatizando que “esse curso nos apresenta um material rico de informação, onde a gente dessa forma vai adquirindo até conhecimento que não tínhamos”.

 Já as recepcionistas Keila Cutrim e Maria Lucidéia, que não foram contempladas nessa fase demonstram uma imensa vontade de participarem desse curso. “Pelo que já tivemos conhecimento, esse curso para nós recepcionistas que lidamos com o público, com a sociedade, vem enriquecer nosso trabalho”, falou a primeira, enquanto sua colega diz que “gostaria muito de participar para ter uma oportunidade de obter mais conhecimento acerca do nosso trabalho, além de servir para nossa trajetória profissional, pois quanto mais currículo melhor, e nós só temos de enaltecer a nossa coordenadora geral Elenaide”.  

 Vale ressaltar que, em uma próxima etapa, seguindo orientação do presidente, o vereador Astro de Ogum, além das funcionárias da recepção/protocolo que não foram agraciadas, os profissionais da área de comunicação também passaram por treinamento. “A nossa intenção, sem que afete o estilo profissional dos nossos jornalistas/radialistas, é adotar procedimento de padronização de toda a mídia interna e externa realizada em prol dos assessorados”, finalizou o diretor da Câmara – Itamilson Lima.

 Seminário “São Luís e seus Desafios” dá início a ciclo de debates discutindo Segurança Pública

Foi realizada, na manhã desta sexta-feira (23)a primeira etapa da série de debates do seminário “São Luís e seus Desafios”. Promovido pelo vereador Honorato Fernandes (PT), através do Projeto Fala São Luís, o evento teve como temática Segurança e Cidadania.

A iniciativa tem como objetivo construir um espaço de reflexão, no qual a sociedade civil, organizações da sociedade civil e representantes do poder público possam debater alguns dos temas de maior relevância e que afligem o dia a dia população ludovicense, como segurança, educação e saúde.

Nesta primeira etapa do seminário, o tema da segurança foi debatido com dois profissionais de referência no assunto: Raimundo Ferreira Marques, presidente da Comissão de segurança da OAB/Brasil e Pedro Lino, promotor de Justiça de Execuções Penais. O vereador Honorato Fernandes preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal.

Dando abertura ao debate, o vereador Honorato Fernandes destacou a importância de inserir a sociedade nas discussões, cujas temáticas estão relacionadas de forma direta com a população. Pontuou ainda aspectos que dizem respeito a temática da segurança, que, segundo ele, sãoimprescindíveis para a compreensão da discussão.

“Este seminário já vem acontecendo nos bairros por onde o Projeto Fala São Luís tem passado, mobilizando estudantes e categorias importantes da nossa cidade. O nosso objetivo, hoje, é debater a questão da segurança, mas sabendo que nós precisamos de debates que tratem também de outras questões, como: desenvolvimento sustentável, educação, saúde, cultura, turismo, agricultura familiar, entre outros temas. Por isso, o próximo seminário já tem local e tema definido. Será no Anjo da Guarda e a questão da mobilidade urbana será o eixo central da discussão. Esse debate tem como finalidade promover indicativos, para que a gente possa, através do papel da sociedade e do poder público, iniciar um processo de prevenção e de monitoramento do estado de segurança que a população de São Luís vive hoje. Quanto a questão da segurança, alguns aspectos precisam ser destacados à priori, tais como: as medidas de prevenção à violência, o abandono do sistema prisional e a carência de efetivo policial”, afirmou o vereador, quando deu início às atividades do evento.

Após a fala do vereador, o Raimundo Ferreira Marques, presidente da Comissão de Segurança da OAB/Brasil elogiou a iniciativa do vereador Honorato, explicou a relação entre violência e criminalidade, destacando o papel da polícia neste contexto, criticou a carência de efetivo policial no Maranhão e destacou a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 51/2013 como um caminho viável no processo de combate à criminalidade.

“Vejo a sua iniciativa, vereador Honorato, como um sinal de avanço no exercício da política. Fico animado quando me deparo com iniciativas desta ordem, que se propõem ao debate acerca de assuntos de extrema relevância social, ouvindo a sociedade e seus anseios, para depois transformar isso em projetos. Mas, dando continuidade à discussão acerca da segurança, primeiramente, é preciso pontuar que a violência é fruto da insatisfação social e a etapa inicial da criminalidade. Desta violência gera-se a criminalidade. Por isso, a violência não é uma assunto de responsabilidade única e exclusivada polícia. Cabendo, portanto, ao poder público, quem deveria oferecer ao cidadão os direitos essenciais garantidos na constituição, a incumbência na resolução do problema da violência. Mas, ao falar de efetivo policial, precisamos ressaltar que, no Maranhão, o efetivo policial é muito pequeno em relação às necessidades, embora esteja havendo um esforço por parte do atual governo em melhorar este quadro. Nesse sentido, quero pontuar ainda uma boa medida nesse sentido: a PEC 51/2013, que propõe a integração de todas as forças de combate ao crime, a nível de união, estado e município. Acredito que este seja um passo gigantesco para potencializar os instrumentos de combate à criminalidade “, declarou o presidente da Comissão de Segurança da OAB/Brasil.

Dando sequência, o promotor de Justiça de Execuções Penais,Pedro Linocriticou a política de segurança pública adotada no estado e defendeu a PEC 51/2013.

“A realidade da segurança pública no Maranhão é que, primeiro:ao longo dos últimos anos, o efetivo da polícia militar não acompanhou o crescimento acelerado da população. A partir daí, a agente se questiona: como se consegue fazer segurança pública com estas condições? Claro que o efetivo não tudo, mas parte integrante de uma gestão da segurança pública eficaz. Há vinte anos, São luís era uma das cidade com o menor índice de criminalidade, hoje, o quadro se reverteu e a cidade está entre as quinze cidades mais violentas do mundo e a terceira mais violenta do país. Defendo também a PEC 51/2013, no entanto, nós temos a polícia civil e a polícia militar, instituições que deveriam estar focadas no combate à criminalidade, mas que se debruçam em uma disputa por poder injustificada. A proposta que tramita no Congresso Federal évista com maus olhos por algumas instituições policiais que não aceitam a unificação das forças policiais por acharem que a aprovação da PEC resultará numa perca de poder”, ressaltou o promotor.

O deputado estadual José Inácio (PT), presidente da comissão de Direitos Humanos da Assembléia, também participou do evento. Na sua fala destacou a iniciativa do vereador Honorato em realizar estes diálogos com a participação popular e relatou os trabalhos que vem realizando a frente da Comissão.

Logo em seguida, o espaço para a participação da plateia foi aberto. Na oportunidade, Maxine Foicinha da Cruz, que cursa o 1º ano do Ensino Médio no Colégio Efraim, avaliou como positiva a iniciativa.Relatou ainda que em 2014, quando estudava em outra escola localizada no bairro da Divinéia, ela e os demais estudantes precisavam ir escoltados para a escola, tamanha era a insegurança na região.

“Achei interessante a iniciativa, pois muitas vezes a população só sabe criticar o governo, no entanto, de forma muito vazia.Por isso, é importante que a sociedade participe de discussões como esta, para se conscientizar dos seus direitos. Um debate de extrema importância, pois a população tem a chance interagir com as pessoas que fiscalizama gestão das políticas públicas voltadas para a população. Ano passado, quando estudava em outra escola, lembro que passei o ano todo indo para a escola sob escolta policial, por conta do perigo da região”, relatou a estudante Maxine da Cruz.

Representantes de vários segmentos como cultura, política e religião também estiveram presentes ao seminário e apresentaram seus questionamentos.

Finalizando o evento, o vereador Honorato listou algumas das sugestões apontadas pela plateia, como: a necessidade de cobrar do Estado e do Município o fortalecimento das atividades culturais, esportivas e educacionais; articulação da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Municipal com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa e a implementação do monitoramento dos detentos.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Prefeito de São José de Ribamar é condenado à perda do cargo

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Atendendo pedido do Ministério Público do Maranhão, a Justiça condenou, em 16 de outubro, o prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim, à perda da função pública e à suspensão dos direitos políticos pelo prazo de cinco anos. Também foi condenado ao pagamento de multa no valor de 50 vezes a última remuneração recebida no cargo. Outra penalidade é a proibição de contratar com o Poder Público ou receber incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, pelo prazo de três anos.

Todas as sanções são previstas na Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa). A decisão, proferida pelo juiz Jamil Aguiar da Silva, acolhe Ação Civil Pública por improbidade administrativa proposta pela promotora de justiça Elisabeth Albuquerque de Sousa Mendonça, titular da 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de São José de Ribamar.

IRREGULARIDADES

Consta nos autos que foi promovido concurso público para preenchimento de vagas na Prefeitura de São José de Ribamar, destinado a substituir servidores admitidos por contratações temporárias. O concurso foi homologado em 28 de novembro de 2011.

Ao mesmo tempo foram criados, pela Lei Municipal nº 962/12, cargos comissionados que não possuem atribuições de direção, chefia ou assessoramento, além de serem preenchidos diversos cargos por servidores contratados sem respaldo legal. Devido a esta irregularidade o Ministério Público do Maranhão firmou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município, objetivando a convocação e nomeação dos candidatos aprovados e classificados no concurso. O objetivo era substituir os contratados temporariamente.

Apesar do TAC firmado e da realização do concurso, não houve a convocação e admissão dos classificados no certame, sendo mantido o quadro irregular de servidores. Em 04 de setembro de 2012, a 1ª Promotoria de Justiça Cível da Comarca de São José de Ribamar realizou uma reunião com representantes da prefeitura, na qual foi acertada a regularização dos cargos no prazo de seis meses.

No entanto, a prefeitura continuou mantendo em seus quadros inúmeros servidores temporários sem a comprovação de que estivessem atendendo a uma necessidade temporária de excepcional interesse público, conforme prevê a Constituição Federal.

“Os elementos colhidos nos autos não deixam dúvidas acerca do elemento doloso na conduta de Gil Cutrim, sobretudo considerando que o mesmo era ciente das irregularidades encontradas na administração, inclusive tendo assumido pessoalmente o compromisso de reduzir o quantitativo de cargos comissionados e efetuar a nomeação dos aprovados no concurso, porém, foi constatada a continuidade das contratações irregulares”.

Fonte – (CCOM-MPMA)

Carta dos romeiros e romeiras ao povo do Maranhão: Territórios livres para o Bem Viver dos Povos!

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Confira o documento final da 12ª Romaria Estadual da Terra e das Águas do Maranhão, que aconteceu nos dias 17 e 18 desse mês, no município de Chapadinha. Foram importantes reflexões sobre a real situação dos maranhenses, com observações importantes para o trabalho escravo, a perseguição imposta a comunidades centenárias com os conflitos agrários e as fraudes em cartórios para tomar terras de posseiros. A omissão das autoridades na proteção dos povos indígenas e tantos outros problemas que afligem o Povo de Deus em milhares de comunidades em todo o Estado

 Nós, romeiros e romeiras participantes da 12ª Romaria Estadual da Terra e das Águas, saudamos a todo o povo do Maranhão. Queremos partilhar a riqueza que foi a preparação e a realização desta grande Romaria. Foram doze seminários diocesanos e um estadual, uma cartilha, a produção de um videodocumentário, debatendo e atualizando a problemática da terra e das águas no Estado à luz do novo paradigma que e o Bem Viver para todos os povos.                   ·

Denunciamos o agravamento das situações de violação de direitos, de violência, inclusive institucional, das desigualdades provocadas pelo modo de produção capitalista; um modelo dito de “desenvolvimento” que estimula sonhos e privatiza os lucros; que expulsa e inviabiliza a permanência das comunidades tradicionais, dos povos indígenas, das famílias de camponeses e camponesas, das quebradeiras de coco, dos ribeirinhos e dos praianos nos seus territórios. E abre as portas para o empresariado fechando os olhos para as necessidades do povo.

Repudiamos o loteamento do estado para a implantação dos grandes empreendimentos:

– O inonocultivo de eucalipto, soja, cana de açúcar nas regiões do Baixo­Parnaíba e do sul do Maranhão trazendo como consequências  a poluição da Mãe Terra, com a morte e extinção das nossas águas, (rios, córregos, igarapés, lagos, campos inundáveis) e extinção de diversas espécies da fauna e da flora, o trabalho escravo e precarizacão do trabalho, o uso de agrotóxicos afetando as plantações dos pequenos agricultores e sendo consumido por todos através dos alimentos;

– A instalação de grandes empresas de mineração na região da Baixada e no Alto­Turi,  ampliando o desmatamento e provocando desastres irreparáveis nos solos e recursos naturais;

– O avanço do agronegócio e da atividade pecuária, aumentando a concentração da terra, os conflitos agrários, assassinatos de lideranças camponesas, indígenas e quilombolas, a expulsão de comunidades inteiras de seus territórios;                                                                                                                                               – A duplicação da Estrada de Ferro Carajás, o fortalecimento do polo siderúrgico com a implantação de uma fabrica de celulose na região Tocantina, aumentando os níveis de poluição, de casos de doenças degenerativas, expropriando terras, favorecendo  a exploração sexual,  o alcoolismo, sobretudo entre a juventudes;

– O avanço sobre as unidades de conservação ambiental, mostrando a mão violenta do Estado que sob o manto da legalidade legitima situações imorais como concessão de licenças ambientais para desmatar e matar rios e animais e, por outro lado, inviabiliza reprodução dos modos de vida de comunidades centenárias, como o que ocorre no Parque de Lençóis Maranhenses, Parque do Mirador no Cerrado, Reserva Biológica do Gurupi, Resex Tauá­Mirim na zona rural de São Luis;

– A intensificação da invasão de terras indígenas regularizadas com a exploração ilegal de madeira deixando um rastro de destruição, de violência, assassinatos, impedindo a reprodução física e cultural desses povos; e nas terras que estão em processo demarcação existem casos que já duram mais de 10 anos sem resolução. Pior que isso é a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal anulando portarias declaratórias de terras já em fase de regularização, a exemplo da Terra Indígena Porquinhos, no Maranhão, e ainda o que dizer de juízes que dão ordem de despejos sem conhecer a situação da área e da população?

– Nos causa indignação e revolta a opção do atual governo estadual pela implementação do MATOPIBA (anunciado como projeto de modernização agrícola nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia), que irá destruir a última reserva de Cerrado e só atualiza o modelo colonial sobre as comunidades tradicionais, povos indígenas, quilombolas e áreas campesinas;

– A não regularização e reconhecimento dos territórios quilombolas ainda é uma vergonha e um grito que fere os nossos ouvidos, num Estado formado predominantemente pelo povo negro;

– A privatização de áreas de usufruto coletivo inviabilizando os modos de reprodução da vida de comunidades ribeirinhas, de praianos, de quebradeiras de coco, de sertanejos;

– É inadmissível que ainda hoje o Maranhão continue sendo um dos estados da federação que se destaca na exportação de mão-de-obra escrava. Pois, falta perspectiva de trabalho digno, de uma educação de qualidade, de cursos profissionalizantes e de políticas públicas que favoreçam a permanência dos trabalhadores e trabalhadoras no campo e na cidade. Isto atinge, de modo especial, a nossa juventude que vê seus sonhos se tornarem pesadelos.

– Tudo isso impactando no inchaço das periferias, causando o aumento da violência, do tráfico e uso de drogas, consequências da corrupção que desvia recursos públicos, violando direitos, negando políticas públicas, sobretudo de saúde e educação, em pequenas e médias cidades;

Anunciamos que pulsa no povo maranhense uma capacidade impressionante de resistência através da criatividade, da organização, da riqueza cultural, do fortalecimento e reconhecimento das identidades, das espiritualidades e da sabedoria. Somos um povo empobrecido pelas estruturas políticas e econômicas e sociais do Estado, mas um povo rico de vida, de natureza, de cultura e de inteligência e podemos afirmar que o Bem Viver já existe e está presente em muitas experiências, como a autogestão dos territórios, caso do povo indígena Ka’apor e Território Quilombola Rio do Curral, as experiências de economia solidária visibilizada na forca e garra das quebradeiras de coco, a retomada de territórios tradicionais, como do quilombo Charco e Quilombo Cruzeiro, a organização e articulação em teias e diversas redes de povos indígenas, geraizeiros, sertanejos, ribeirinhos, pescadores, quilombolas, quebradeiras de coco, extrativistas e assentados na partilha dos teres e dos saberes. Tudo isso se constitui como o Reino de Deus acontecendo entre nós.

Conclamamos a todos e todas que continuem firmes na luta pela tetra, pelas águas e por todos direitos que garantem a dignidade de filhos e filhas de Deus; que denunciemos com coragem as estruturas geradoras de exclusão e desigualdades e não nos calemos nunca diante da injustiça, da violência e da morte; que sejamos capazes de assumir junto com os empobrecidos a defesa da vida e construção da sociedade do Bem Viver.

Que saibamos viver os princípios e valores da solidariedade, da reciprocidade, da acolhida, do respeito, da pluralidade, da construção coletiva e da igualdade nas nossas praticas cotidianas.

“Tire as sandálias, pois este chão é sagrado” (Ex 3, 5)

Chapadinha – Maranhão, 18 de outubro de 2015.

 

Assassinato de ambientalista e as dificuldades na administração da Reserva Biológica do Gurupi

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No dia 25 de agosto deste ano, o casal de agricultores ambientalistas e conselheiros da Reserva Biológica (Rebio) do Gurupi, sofreram uma emboscada enquanto percorriam o trajeto entre a cidade de Buriticupu e a sua comunidade, Brejinho do Rio das Onças II, dentro da Rebio, no município de Bom Jardim (MA).
Raimundo foi covardemente assassinado com diversos tiros e golpes de facão. Maria da Conceição também foi alvejada com diversos tiros, presenciou a morte de seu companheiro, mas conseguiu escapar, gravemente ferida. Ela permaneceu internada por quase duas semanas no Hospital Municipal de Açailândia, sob escolta policial.
Raimundo dos Santos foi um conselheiro atuante em defesa da Rebio e, por esse motivo, despertou a ira de criminosos ambientais que extraem madeira ilegalmente para alimentar serrarias clandestinas localizadas nas cidades próximas. Essa extração se dá dentro da Reserva e nos territórios indígenas – a ReBio está conectada às Terras Indígenas Alto Turiaçú (530.525ha), Awá (118.000ha) e Carú (172.667ha). Juntas, formam um mosaico que representa o que resta de floresta amazônica no Maranhão.
O nome do conselheiro estava em uma lista de pessoas “marcadas para morrer”, que circulava na cidade de Buriticupu, onde se encontram serrarias clandestinas. Nessa mesma lista constavam nomes de outros conselheiros e de pessoas que atuam na defesa de direitos humanos e ambientais.
O assassinato aconteceu pouco depois de uma ação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e da Polícia Federal, realizada no dia 09 de julho, para reprimir a atuação dos criminosos em Buriticupu. Nessa ação foram apreendidos e queimados 19 veículos, entre tratores e caminhões, que eram utilizados na destruição da floresta.
Em nota, o IBAMA informou que a destruição dos veículos apreendidos é um ato legal previsto na Lei 9605/98, para evitar que os danos ambientais tenham continuidade. Em resposta a essa atuação dos órgãos de fiscalização e segurança, os donos dos veículos retiraram da mata o que restou dos caminhões queimados e interditaram a BR-222, causando constrangimento e atrasos aos transportes que circulam pela rodovia.
Para o superintendente da Polícia Federal no Maranhão, Alexandre Saraiva, a morte do conselheiro foi planejada por uma organização criminosa que atua no município de Buriticupu. A motivação para o crime, segundo ele, teria sido as suspeitas de que Raimundo dos Santos estaria denunciando as ações ilegais dos madeireiros contra a reserva.
O ambientalista já havia denunciado que vinha sofrendo ameaças de morte. Um dia antes do atentado dois homens foram presos em flagrante, por porte de arma de fogo e extração ilegal de madeira. Para o Ministério Público Federal, é possível que haja relação entre as prisões e o assassinato do conselheiro.
No dia 31 de agosto, a organização não governamental Justiça Global denunciou o assassinato de Raimundo dos Santos à Organização dos Estados Americanos- OEA. Na denúncia, a organização destaca que ele já havia informado as constantes ameaças que sofria à Ouvidoria Nacional Agrária, mas nenhuma providência por parte do órgão foi adotada.
As famílias da comunidade Brejinho Rio das Onças II
O senhor “Dos Santos”, como era conhecido, também exercia o cargo de presidente da Associação de Moradores da Comunidade de Rio das Onças II, no município de Bom Jardim. Após o assassinato dele, as famílias da comunidade se mudaram do local, com medo de que novos assassinatos acontecessem.
Ao todo, 33 famílias deixaram suas casas, seus pertences, as plantações cultivadas durante todo o ano e a criação de animais. Atualmente, todos se encontram abrigados em casa de familiares e amigos, sobrevivendo graças a doações e com a solidariedade de organizações sociais que estão mobilizando esforços para ajudar a minimizar o sofrimento.Eles estão com medo de retornarem às suas casas, temendo novas represálias dos criminosos.
Muito embora temerosa, toda a comunidade permanece unida e tem-se articulado com outras organizações, entre elas a rede Justiça nos Trilhos, que tem assessorado a associação de moradores nas articulações com os órgãos estatais competentes para a resolução desta situação.
A advogada Ana Paula Santos explica que uma das articulações feitas tem como intuito a viabilização de cestas básicas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) para todas as famílias agricultoras forçadamente desalojadas de suas terras, bem como a busca de soluções mais estruturais, como o assentamento das famílias em uma nova terra.
Fruto dessa articulação e da mobilização massiva da comunidade em busca de respostas dos órgãos estatais para essa situação, recentemente o INCRA, por meio da Superintendência Regional do estado do Maranhão, se comprometeu com a entrega de cestas básicas às famílias em situação de vulnerabilidade e impedidas de trabalhar bem como com a realização de reunião de membros dos orgãos com as famílias visando viabilizar o seu assentamento numa nova terra. No momento, a comunidade aguarda o cumprimento destes acordos.
Outra articulação importante em prol da comunidade, foi a solicitação de apoio às Secretarias de Direitos Humanos e Segurança Pública do estado, para o retorno de alguns membros da comunidade ao local para a retirada da produção agrícola que já havia sido colhida. Esta operação contou com apoio de escolta policial da Polícia Militar do Maranhão.
Como estratégia para levantar fundos de ajuda às famílias, foi criada uma campanha virtual no site www.vakinha.com.br, no intuito de arrecadar dinheiro para ajudar nas despesas diárias e foi apresentado um projeto emergencial à Front Line Defenders, uma organização internacional que possui um programa de auxílio para a proteção de defensores dos direitos humanos em situação de risco. O valor arrecadado até agora tem sido utilizado para a compra de alimentos entregues às famílias da comunidade.
Desafios no controle da Rebio
A Reserva Biológica do Gurupi foi criada em 1988, tem uma área de 341.650 hectares e é a única unidade de proteção integral do Maranhão. De acordo com informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela administração da área, até o momento as pesquisas na Reserva identificaram a existência de vinte e uma espécies de aves consideradas vulneráveis, quatro espécies de mamíferos ameaçados de extinção e uma espécie de primata que só existe na região.
A Rebio está localizada às margens do Rio Gurupi, na divisa dos municípios de Centro Novo do Maranhão e Bom Jardim (MA). É a única unidade de conservação desta categoria em área amazônica, tendo fundamental importância na conservação ambiental do Estado do Maranhão e das espécies do país, por estar entre os domínios da Amazônia, Cerrado e Caatinga.
A conservação dessa área é indispensável para a garantia do equilíbrio natural das espécies e do meio ambiente na região porque a área possui uma extensa Floresta Tropical Úmida, com milhares de espécies vegetais, e também por ser responsável pela proteção das Serras da Desordem e do Tiracambu.
Mas, para continuar protegendo o meio ambiente e garantindo a sobrevivência de animais, plantas e dos próprios seres humanos, a Reserva Biológica do Gurupi necessita de proteção em regime de urgência. De acordo com o ICMBio, já foram desmatados mais de 70.000 hectares, ou seja, mais de 20% da Reserva.
Pelo fato de não possuir uma demarcação específica e pela deficiente fiscalização, a Reserva é constantemente invadida por caçadores e madeireiros. Há também a presença de posseiros que promovem queimadas e desmatamento. Além disso, há fortes pressões de madeireiros, fazendeiros e outros segmentos que possuem representação no Conselho Consultivo da Rebio, para destituir essa área da condição de reserva e transformá-la em espaço habitável.
Esses são alguns dos fatores que tornam o controle da área um desafio para a administração local, conforme explica o Chefe da Rebio no Maranhão, Evane Lisboa. Para ele a principal dificuldade é a falta de pessoas para fazer o trabalho de proteção da reserva. “Nós trabalhamos permanentemente com o batalhão de Polícia Ambiental e fiscais externos. Mas nem sempre quando precisamos a gente encontra fiscais disponíveis para realizar as operações aqui”, afirma Lisboa.
A advogada da Rede Justiça nos Trilhos destaca que as ações pontuais de fiscalização dos órgãos competentes para coibir os crimes ambientais cometidos na Rebio têm eficácia limitada. “A curto prazo geram represálias gravíssimas aos defensores de direitos que vivem e atuam na região, e a longo prazo, não causam prejuízos consistentes aos criminosos já que, após as operações pontuais, a reserva fica novamente à mercê do desmatamento”, explica.
Para ela, é necessário exigir das autoridades e dos órgãos fiscalizadores investigações consistentes quantos aos crimes ambientais cometidos na Reserva. É necessário fazer uma “análise da rota e fluxo da madeira retirada de lá, para que se entenda essa cadeia e haja a responsabilização efetiva dos envolvidos. E também que haja o impedimento de que novas extrações de madeira ocorram, com fiscalização intensa e constante”, completa.
De acordo com informações fornecidas pelo Instituto Chico Mendes, a maior parte das áreas da reserva é invadida por posseiros que exploram os recursos naturais, promovem caçadas, transformam áreas de mata em pastos para gados fazendo uso, inclusive, de queimadas. O Instituto destaca ainda que “a situação da Rebio Gurupi é bastante crítica sob o ponto de vista da conservação. Cerca de 70 a 80% da área já foram alterados pela extração da madeira, ocupação ilegal do território e ações criminosas associadas à extração ilegal da madeira, como a pistolagem”.
Evane Lisboa destaca ainda que outra dificuldade para realizar a fiscalização é a complexidade da organização da rede criminosa de madeireiros. “É uma rede que vem para o combate no campo e comete todo tipo de crime no sistema que regula as licenças ambientais. A venda de documentos falsos é muito grande. Aqui no Maranhão não existe Plano de Manejo Legal de Madeiras que dê sustentação a essas serrarias, especialmente em Buriticupu”, explica.
Ele critica também, a atuação da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, órgão responsável por emitir as Licenças de Operações para as serrarias. “Não era para nenhuma dessas serrarias terem licença de operação, mas infelizmente o órgão ambiental do Maranhão está emitindo as licenças sem nenhuma restrição”.
Por Domingos de Almeida
Justiça nos Trilhos

Dados discrepantes dificultam combate à violência contra a mulher alertam participantes de audiência pública

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A partir da esquerda, Fabiano Augusto Martins Silveira, senadora Regina Sousa, Norma Esther Negrete Calpineiro e o promotor Francisco de Jesus Lima

 

              A diferença entre os métodos de avaliação das políticas de combate à violência contra a mulher prejudicam as ações de enfrentamento do problema. O alerta foi dado por profissionais de saúde e operadores do Direito que participaram da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) nesta quinta-feira (22).

             Segundo os participantes da audiência, as informações registradas pela Justiça e pelo Ministério da Saúde são discrepantes. Nas delegacias, os registros só podem ser feitos mediante queixa e muitas vezes as vítimas se sentem intimidadas. Já nos serviços de saúde os profissionais registram de forma compulsória os casos de violência contra mulheres.

O promotor do Núcleo de Defesa da Mulher de Teresina, Francisco de Jesus Lima, apresentou trabalho desenvolvido sobre a Lei Maria da Penha nas escolas da capital e de outros municípios do Piauí. Ele falou sobre uma base de dados desenvolvida por ele para mapear os casos de violência contra a mulher, chamada I-Penha.

— Você terá a oportunidade de saber, em seu estado, qual o município mais vulnerável à violência contra a mulher, nesse município qual o bairro mais vulnerável, e com isso desenvolver políticas específicas de emprego e renda — explicou o promotor, acrescentando que há registro do fator exacerbador (álcool ou droga).

A iniciativa foi elogiada pela senadora Regina Sousa (PT-PI), autora do requerimento de audiência e que também a presidiu.

— Vamos insistir que seja um modelo nacional, em que saibamos que aquele dado existe e foi colocado lá pela delegacia, pelo Ministério Público, pela saúde. E pode ser usado por todos aqueles envolvidos com essa questão da violência — afirmou ela.

O promotor colocou o sistema desenvolvido no Piauí à disposição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para uso no registro nacional de dados sobre a violência contra a mulher.

Também participaram da audiência pública Fabiano Augusto Martins Silveira, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e a médica de família Norma Esther Negrete Calpineiro, representante da União Brasileira de Mulheres (UBM).

Agência Senado

 

Por sonegação país deve perder R$ 550 bilhões em 2015

O Sonegômetro chegou à capital paulista na manhã de quinta (22) revelando que por sonegação fiscal já evadiram R$ 418 bilhões do Brasil em 2015. O valor deve atingir R$ 550 bilhões até o fim do ano, segundo estimativa do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda (Sinprofaz), que criou o contador. O valor é quase o dobro do orçamento do ano para os ministérios da Saúde e da Educação, juntos: R$ 121 bilhões e R$ 103 bilhões, respectivamente. E oito vezes mais que o estimado pelo governo federal para fazer o ajuste fiscal, que é de R$ 66 bilhões.

A reportagem foi publicada por Rede Brasil Atual – RBA

“Isso é muito grave. O país vive uma recessão econômica e nós temos esse descaso com um volume imenso de recursos. Dinheiro que deixa de entrar nos cofres públicos, de financiar a saúde, a educação e projetos sociais importantes. E que fica concentrado nas mãos de poucos grandes sonegadores que causam esse prejuízo para o Brasil. É esse dinheiro que alimenta a corrupção, o financiamento ilegal de campanhas eleitorais”, afirmou Achilles Linhares, presidente do Sinprofaz.

Segundo dados do Ministério da Fazenda, o país tem hoje um estoque de R$ 1,5 trilhão na dívida ativa. Desses, R$ 395 bilhões pertencem a apenas 500 devedores, dentre os 200 milhões de brasileiros. Entre eles, a mineradora Vale (R$ 41 bilhões), a Carital Brasil – antiga Parmalat – (R$ 24 bilhões) e o Bradesco (R$ 4,8 bilhões).

Segundo Linhares, o principal órgão de combate à sonegação, a Procuradoria-Geral da Fazenda nacional, está sucateado e não tem estrutura nem procuradores suficientes para fazer o trabalho de localizar os devedores e seus bens.

“Nesse processo devíamos contar com apoio de servidores. Mas essa estrutura não existe. Os próprios procuradores têm de fazer essa busca. Existe uma proporção de 0,7 servidor de apoio para cada procurador. No Ministério Público e na magistratura existe um corpo técnico que vai de dez a 20 servidores por membro. Os sistemas tecnológicos também são obsoletos”, denunciou.

Além disso, o corpo de procuradores tem, pelo menos, 400 vagas em aberto. “Nós temos dificuldade em entender por que o governo, mesmo sabendo desse volume tão alto de recursos, continua sucateando os órgãos responsáveis pelo combate à sonegação”, lamentou o procurador. Segundo o Sinprofaz, para cada R$ 1 investido, a procuradoria retorna cerca de R$ 800 aos cofres públicos, identificando e cobrando sonegadores.

Outro ponto atacado pelos procurados é a necessidade de realizar uma reforma tributária, tanto para simplificar o sistema, como para que ele seja mais eficiente. “O emaranhado de normas que compõem o sistema tributário brasileiro acaba favorecendo a sonegação. Nós precisamos simplificar o sistema por meio de uma reforma tributária, de modo a permitir que o pequeno empreendedor tenha menos burocracia para vencer seus desafios, ao mesmo tempo em que dificulta o trabalho dos grandes sonegadores”, afirmou Linhares.

Para ele, a injustiça fiscal é gritante no Brasil, pois não existe progressividade nos tributos. “Mesmo o Imposto de Renda, que constitucionalmente devia ser progressivo, nós temos uma tributação inicial muito baixa, atingindo uma parcela da população que devia ser isenta. E as alíquotas não avançam muito, chegando ao nível máximo muito cedo”, disse.

Hoje, no caso Imposto de Renda, são isentas as pessoas que ganham até R$ 1.903,98. E a alíquota mais alta (27,5%) começa em R$ 4.664,68. Ou seja, tanto quem recebe R$ 5 mil quanto quem recebe R$ 50 mil paga o mesmo valor de impostos. “Mas quem ganha menos acaba pagando mais, porque a tributação brasileira incide principalmente sobre o consumo. Todos compram arroz e feijão e pagam o mesmo imposto. Quem ganha mais, proporcionalmente, paga menos”, explicou Linhares.

Para desenvolver o Sonegômetro, os procuradores utilizam dados oficiais do Ministério da Fazenda, cruzando a estimativa da arrecadação, o crescimento do PIB e o efetivamente arrecadado. Também são considerados outros estudos de arrecadação tributária. A base de dados inicial foram os relatórios tributários da Fazenda do ano de 2011, que são atualizados ano a ano.

Fonte – IHUSINOS

Ataques periódicos e concentrados para deslegitimar o papa

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Premissas necessárias para que nos entendamos bem desde o início: o nosso raciocínio é baseado em fatos demonstráveis. No entanto, é sempre uma hipótese e, portanto, é uma “verdade” pessoal que pode ser rejeitada ou criticada.
A reportagem é de Luis Badilla, publicada no sítio Il Sismografo
1) A primeira deve ser reiterada não só em honra da verdade, mas por afeto e solidariedade: o Papa Francisco, que goza de uma “frágil saúde de ferro”, está bem e porta com alegria e leveza as fraquezas da sua idade e não poupa esforços e empenho no seu serviço à Igreja e ao mundo.
2) A segunda deve ser destacada por necessidade do raciocínio que segue: em 30 meses, Jorge Mario Bergoglio se tornou o líder moral e religioso mais importante do mundo, e as suas palavras não são apenas ouvidas, mas a cada dia chegam a “plateias” inesperadas, ultrapassando todo tipo de barreira religiosa, linguística, cultural, política e cultural. A sua liderança, sem dúvida, é a que tem maior autoridade, é a mais sólida e convincente no mundo de hoje, e isso não acontecia no panorama internacional há muitos anos.
3) Com base nessa realidade da qual Francisco é protagonista, reconhecida pelos seus piores detratores, há apenas a verdade da sua palavra e a sua coerência de vida. Francisco fala como um profeta (encarnando a missão profética da Igreja) sem se importar com os cálculos diplomáticos, com os jogos de poder muitas vezes obscuros, com as conveniências do momento, e faz isso usando a denúncia, mas também a esperança, trazendo de volta para hoje – dos subterrâneos das bibliotecas – Jesus e o seu Evangelho.
4) Obviamente, tudo isso fez com que ele se tornasse o líder mais amado, reconhecido como pastor e guia, e, portanto, ouvido por milhões e milhões de pessoas, dentro e fora da Igreja, mas, ao mesmo tempo, aconteceu outra coisa, natural e evidente: pouco a pouco, as fileiras dos seus adversários foi crescendo em número, agressividade e consistência. São as forças, diversas e compósitas, que vão desde os piedosos “ateus devotos” a algumas corporações, aos conservadores e reacionários, aos corruptos de todas as camadas, aos bem-pensantes por conveniência carreirista, aos pusilânimes que são sempre “moderados” (quando se trata dos seus interesses), aos nostálgicos mal educados a uma fé que deveria sempre embasar o poder.
* * *
O que está acontecendo em torno do papa?
As quatro considerações anteriores – incontestáveis – permitem entender muitas coisas que se revelaram abertamente nos últimos meses depois de ao menos alguns anos em que circulavam de modo sorrateiro, silencioso e aparentemente temeroso.
Agora é claro, natural e normal: o papa é amado, seguido e aceito pela imensa maioria das pessoas, crentes ou não, que se interessam por ele e pelo seu magistério, e, obviamente, tem muitos “inimigos” que abandonaram o baixo perfil e saíram a céu aberto usando meios ocultos.
Devemos reconhecer isso porque estamos diante de um confronto, que talvez esteja no início, entre “o curso e o sentido da história” e a “anti-história”. Isso envolve a Igreja de Cristo e o mundo que Ele redimiu com a Sua morte, e, portanto, os católicos, os cristãos, os crentes não podem se subtrair a isso.
Há algum tempo, por causa da multiplicação de ataques diretos ou indiretos, quase sempre com pretextos e baseados em falsidades ou verdades manipuladas à vontade, foi-se consolidando em muitos a convicção da existência de operações midiáticas precisas e orquestradas contra o Papa Francisco.
Tecnicamente o que vemos emergir periodicamente de modo cárstico se chama “character assassination”, ou seja, o assassinato (metafórico) do personagem, mas com recurso a técnicas e meios em nada metafóricos como as mentiras, as fofocas, as suspeitas, os rumores, os exageros, as ironias, as insinuações e muito mais.
Os especialistas, que em 2011 se reuniram pela primeira vez na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, para iniciar estudos científicos sobre o “assassinato de caráter”, em particular no âmbito político e no último século, definem essa prática como uma verdadeira “técnica” para usar a difamação com eficácia científica e, portanto, alcançar o seu objetivo de modo talvez gradual, mas inexorável.
O “assassinato de caráter”, assim, é:
1. uma operação intencional, desejada e organizada;
2. voltada a destruir ou danificar severamente a reputação e/ou a credibilidade de uma pessoa, instituição, país ou grupo social;
3. valendo-se de métodos ocultos ou evidentes;
4. usando de modo particular a imprensa ou outros meios de amplificação.
E o que vemos há alguns meses até hoje é que, às vezes, essas operações tiveram alguma “ajudinha” dentro da Igreja.
Não é um complô
O papa não é a vítima de um complô. Não existe nenhum “grande velho” escondido, junto com carbonários anti-Bergoglio, em uma sala secreta onde, dia e noite, planejam ataques contra o pontífice. Não existe nenhum plano de “inteligência” para destruir o papa.
O que acontece é simples e não deveria causar surpresas. O magistério do papa – em particular, o social, que valeria a pena lembrar para alguns homens da Igreja que ele faz parte do magistério papal de pleno direito (a encíclica Laudato si’, por exemplo, “não é um documento com opiniões pessoais”) – não agrada a muitos, porque não corresponde aos seus interesses e às suas convicções, às suas percepções da Igreja, do Evangelho e até de Jesus.
Essas forças, econômicas, religiosas, sociais, políticas… se reconhecem em outra Igreja e em outro magistério e se sentem gravemente ameaçadas por Francisco, justamente porque ele é uma pessoa ouvida, respeitada e amada. Para essas forças, Bergoglio é um “inimigo” temível e difícil de combater.
É legítimo que muitos pensem assim.
Essas forças, cada uma de modo autônomo, em defesa da própria visão de mundo, sentindo que o magistério de Francisco põe em risco o seu poder, os seus axiomas e as suas cotas de domínio social e econômico, respondem com seus próprios meios, daqueles pequenos e modestos aos poderosos e, às vezes, de alcance planetário.
E, assim, os ataques, sem que haja o comando de um “grande velho” líder do complô, acabam alcançando de modo concêntrico, periódico e rapsódico, a figura do pontífice e o seu magistério. Todas essas forças e esses ataques, nos últimos meses, se sintonizaram na mesma nota (e essa é a novidade): a deslegitimação da pessoa do Santo Padre.
Tentou-se acusá-lo de querer subverter a doutrina da Igreja, e a operação fracassou miseravelmente (esse era o can-can que existia e existe ao redor do Sínodo).
Nesse ponto, os críticos levantaram a mira, passando para o “assassinato de caráter”, e faz parte dessa tática a infâmia do jornal Quotidiano Nazionale (por trás da qual não sabemos ainda quem está: um grupo de ingênuos um pouco estúpidos? Grupos maçônicos florentinos conhecidos? Profissionais vaidosos e desejosos de fama?).
O papel de uma determinada imprensa
Sabemos que a vociferada “liberdade de imprensa” é uma quimera, um lugar-comum obsoleto, no qual poucos acreditam, e não sabemos por quanto tempo.
A imprensa sempre tem um chefe, e, infelizmente, não é verdade que esse chefe é a verdade, a objetividade, os fatos. A imprensa tem proprietários e linhas editoriais (político-ideológicas) de grupos industriais – locais, nacionais ou internacionais – que, ao mesmo tempo, produzem e comercializam armas, batatas fritas, pornografia, e, portanto, também há interesses (extrajornalísticos) a se defender.
Continuar “acreditando e fazendo acreditar” que a imprensa é sinônimo de liberdade verdadeira é uma mentira hipócrita.
Não é difícil de arrastar uma imprensa assim para dentro das operações de “assassinato de caráter”; ao contrário, em muitos casos, são certos jornalistas que se oferecem “voluntariamente” para participar do “tiro ao alvo” e fazem isso com a ilusão de ganhar alguma coisa, material e imaterial. Felizmente, nem todos. Na verdade, a grande maioria dos jornalistas é composta por pessoas livres e honestas (até porque, com o seu trabalho, ganham o pão de cada dia para si e seus filhos).
O problema é que o poder nesses meios está nas mãos dos proprietários da indústria jornalística e não nas mãos dos operadores que, no fim, são assalariados.
Dizemos aqui algo que todos sabem e que é objeto de discussões e de indiscrições em todas as redações, salvo depois negar isso e fingir o contrário.
Portanto, o “tumor no cérebro” do Papa Francisco é apenas a última operação do “assassinato de caráter”. Até a próxima deslegitimação que alguém já deve estar preparando…
Fonte – IHUSINOS

Sindsalem critica jornalismo da Assembleia Legislativa

                A Greve Geral dos servidores da Assembleia legislativa do Estado do Maranhão está demostrando como grande parte do jornalismo maranhense sofre de seriedade. Em particular o jornalismo praticado na Assembleia Legislativa. Esse não existe para expressar o movimento da vida real, mas as conveniências dos deputados ou, em alguns casos, como correia de extorsão, É triste saber que jornalistas sérios que enfrentaram tempos difíceis nos momentos da Ditadura tenham que esconder suas penas para não revelar a realidade. Os homens quando alienam seu pensamento de forma incondicional, começam a morrer de verdade mesmo estando vivos.

Fonte – Sindsalem

Revisão geral de pavimentação de ruas de bairros é requerida por José Joaquim

              Fazendo a manifestação de sua preocupação com a qualidade da atual situação do pavimento de ruas em bairros de São Luís, nas últimas sessões realizadas pela Câmara Municipal o vereador José Joaquim (PSDB) já conseguiu a aprovação de dois requerimentos, tendo essas demandas como objeto de solicitação.

Para o Renascença II e Planalto Anil III, o vereador pleiteia junto ao prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) e ao secretário Municipal de Obras e Serviços Públicos, Antonio Araújo, que sejam colocadas como alvo das ações da prefeitura as vias de maior fluxo de tráfego e de maior importância para o sistema viário assim como as que estão, tecnicamente precisando com urgência de recapeamento.

José Joaquim solicita ainda a inclusão dessas ruas no Programa Mais Asfalto ou outro programa que esteja sendo executado na recuperação de pavimento. Ele destaca também a confiança na ação governamental, “com o compromisso de levar mais benefício para a população, sobretudo com a parceria entre prefeitura e governo do Estado”.

 

           Eidimar Gomes pede instalação de sinalização no ponto final dos ônibus do Anjo da Guarda

A vereadora Eidimar Gomes (PSDB) está fazendo uma solicitação ao prefeito de São Luís, Edvaldo Holanda Júnior (PDT), em caráter de urgência, para que seja feita a sinalização horizontal e vertical bem como a instalação de conjunto semafórico, faixa de pedestre na rotatória localizada no antigo ponto final dos ônibus do bairro Anjo da Guarda, na Rua China com a Av. Moçambique antiga Av. Odilo Costa Filho,  na área do Itaqui-Bacanga, em São Luís.

O requerimento, que já foi protocolada junto à Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís, se encontra em pauta na ordem do dia da Casa e será apreciado pelo plenário na próxima segunda-feira, 26.

Eidimar Gomes afirma que sua proposta, atende reivindicações das famílias que sofrem com a falta de sinalização, provocando acidentes no local. Ela sugere que seja feito em caráter de urgência para atender a necessidade dos moradores que enfrentam transtornos na mobilidade.

“Precisamos com urgência desta medida por parte dos órgãos competentes, pois vai disciplinar o trânsito de veículos e pedestres no local, pois é conhecimento de todos que a falta de sinalização o trânsito fica caótico”, disse a vereadora Eidimar Gomes.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL