Andrei Rodrigues entra na mira de interessados em seu cargo no comando da PF

Alas da Polícia Federal e do PT se juntaram para detonar a atuação de Andrei Rodrigues como diretor-geral da corporação. O episódio envolvendo Flávio Bolsonaro (PL), que teria deixado o Brasil sob as barbas do delegado, motivou a mais recente fritura. Na PF, agentes já queixosos relatam que a “falha” envergonha e pode descredibilizar a ainda respeitada instituição. Lembram ainda do desgaste com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no escândalo do Banco Master.

Período eleitoral

Lula já pensava em se livrar de Rodrigues desde que vazou que o chefão da PF curtiu convescote bancado por Daniel Vorcaro, em Londres.

Uma lambança

Petistas lembram que quando Eduardo Bolsonaro, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem deixaram o país, Andrei já chefiava a PF.

Monitoramento furado

Também há no STF quem queira ver o delegado pelas costas. Sobram críticas sobre a enrolação nos inquéritos sobre Lulinha.

Crise geral

Foi relatório da Polícia Federal, também na gestão Andrei Rodrigues, que deflagrou crise entre André Mendonça e Alexandre de Moraes, do STF.

Coluna do Claudio Humberto

 

Declaração de Marco Rubio não muda nada sobre a péssima visão internacional do Brasil

A declaração de Marco Rubio de que o governo Trump não participou diretamente da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil não altera o essencial. Logo após a derrota no segundo turno, Alexandre de Moraes determinou a entrega dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro e o proibiu de deixar o país, no âmbito de uma suposta investigação sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Segundo o próprio Flávio, a decisão se apoiou numa entrevista do irmão Eduardo, que teria sugerido sua saída em caso de derrota. Restringiu-se a liberdade de um parlamentar pela fala de terceiro. Flávio não entregou os documentos e deixou o país com a família. Não foi fuga, mas reação de quem não confia na imparcialidade de quem o julga. Rubio confirmou que Trump autorizou sua entrada pelo mecanismo de parole, permissão condicional e discricionária, caso se apresentasse a um posto de imigração, o que ocorreu.

A decisão é coerente com a linha de Washington, que já em 2025 revogou os vistos de Moraes e de aliados na corte por considerar o processo contra Jair Bolsonaro uma caça às bruxas. O caso segue um padrão conhecido: medidas cautelares extremamente duras contra a oposição, decididas monocraticamente por um mesmo ministro, que acumula os papéis de vítima, investigador e julgador em inquéritos sem prazo para terminar.

Nenhuma democracia madura entrega a um único juiz poder tão amplo sobre parlamentares, suas famílias e seus direitos fundamentais. O desgaste não fica em Brasília. Um senador da República busca abrigo nos Estados Unidos, e o governo americano o acolhe. Enquanto o STF não se submeter aos limites que impõe aos outros Poderes, a desconfiança internacional sobre o estado de direito no Brasil só tende a crescer.

Jornal da Cidade Online

 

Depois de 03 anos de perseguição, Alexandre de Moraes, sem provas contra Daniel Silveira arquiva inquérito contra ele

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o arquivamento de uma investigação contra o ex-deputado federal Daniel Silveira, três anos depois de instaurada. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou falta de elementos suficientes para justificar a continuidade das apurações.

O inquérito investigava suspeitas de fraude à execução, lavagem de dinheiro e possíveis crimes tributários. A apuração teve origem em uma operação da Polícia Federal, realizada em fevereiro de 2023, na qual foram apreendidos dinheiro em espécie e veículos na residência do ex-parlamentar.

Após o encerramento, a defesa de Daniel Silveira, representada pelo advogado Michael Robert Silva Pinheiro, peticionou pela devolução dos R$ 257 mil (com correção monetária e rendimentos) e pelo desbloqueio de três dos quatro veículos apreendidos (o quarto carro pertence à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro – Alerj). Esses pedidos de restituição ainda aguardam deliberação judicial.

Jornal da Cidade Online