A nova diretoria da Seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil inicia a sua administração com um sério problema de atentado contra a vida do advogado Juscelino Farias e do cabo PM Ney Fernandes Bandeira, dentro da Unidade do 15º Batalhão da Policia Militar pelo comandante, o tenente-coronel Miguel Gomes Pacheco, O fato ocorreu na última sexta-feira e o oficial superior da PM chegou a sacar uma arma e por pouco não desferiu tiros contra o cabo e o advogado que o acompanhava para uma audiência na unidade militar e justamente com o despreparado comandante.
Informa-se que o desvio de conduta do tenente-coronel Miguel Gomes Neto é de conhecimento dentro da corporação e já teria aplicado panadas e golpes de facão em um Capitão da PM, o lhe mereceu um processo na Justiça Militar e que a sua postura excede aos rigores militares para um autoritarismo exacerbado. Diante dos fatos registrados e que atingiu diretamente o advogado Juscelino Farias, uma comissão de advogados da OAB-MA foi a Bacabal para fazer um levantamento dos fatos e tratar do acompanhamento da instauração dos procedimentos legais para a apuração dos fatos.
Temendo por novos procedimentos arbitrários do tenente-coronel Miguel Gomes Neto, o Comando Geral da Policia Militar determinou a sua imediata remoção para São Luís e nomeou um substituto para o 15º Batalhão de Bacabal.
Por outro lado, a comissão de advogados que foi a Bacabal está elaborando um relatório dos fatos para que em seguida seja apreciado pela direção da OAB-MA, para que possa tomar um posicionamento público, inclusive com uma representação contra o tenente-coronel Miguel Gomes Neto, pelo atentado contra a vida do advogado Juscelino Farias e do cabo PM Bandeira.
O fato registrado em Bacabal acabou por ter repercussão bastante negativa dentro da instituição Policia Militar do Maranhão. Observando-se que os excessos de autoritarismo constantemente denunciados, concorrem decisivamente para o bom e correto desempenho dos militares subalternos em ações a que são chamados para executar, diante das pressões exacerbadas a que são submetidos, numa demonstração clara de que o problema institucional é de ordem gerencial.
