Visitas fora das celas do Complexo de Pedrinhas facilitavam práticas de estupros. GEOP passou a exercer fiscalização

batalhaoO Grupo de Escolta e Operações Penitenciárias – GEOP é talvez o único serviço de reconhecida competência e determinação, que o ex-secretário Sebastião Uchôa não conseguiu destruir, muito embora por sucessivas vezes tenha tentando substituí-lo por forças militares principalmente da Policia Militar e Força Nacional. A diferença é que o GEOP é treinado e bem capacitado para manter a ordem e disciplina dentro de unidades prisionais e de todo o Complexo Penitenciário com muitas estratégias e observações importantes para a prevenção e repressão, a partir da solicitação da presença deles pelo serviço de vigilância interna e autorização superior.

     Atualmente o GEOP vem executando ações bastante preventivas. A partir da identificação pela administração do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, de que as visitas de presos se concentravam nas quadras, como estratégia para que outros  praticassem crimes de estupros dentro das celas nos dias de visitas. A partir de denúncias de alguns familiares de presos, inclusive com receios de estarem colocando em risco a vida dos parentes presos, é que a SEJAP e as direções das unidades prisionais determinaram a proibição, cabendo ao GEOP o exercício da fiscalização.

      Quando o juiz Douglas Martins denunciou a imprensa nacional que havia estupros dentro das unidades prisionais do Sistema Penitenciário do Maranhão, chegou a ser altamente criticado até mesmo por alguns colegas. Ele tinha plena certeza do que falava baseado em denuncias que recebia. Os presos novatos e que não tinham dinheiro para garantir a própria vida, eram intimados para chamar suas esposas, irmãs, cunhadas e outras parentas para irem visita-lo. Quando chegavam eram conduzidas para celas e lá eram estupradas. A estratégia das visitas nas quadras eram articulações das lideranças para as celas servirem de local para as praticas criminosas, e os casos eram conhecidos e até mesmo banalizados. O ex-secretário Sebastião Uchôa tentou desmentir os fatos bastante comuns e de conhecimento geral, mas foi a partir dos poucos dias em que a pasta esteve sob a direção do secretário de Segurança Público, Marcos Afonso Júnior é que veio a determinação para acabar com as visitas em quadras e manter todo o pessoal trancado nas celas, o que foi executado pelo GEOP.

        As mulheres de presos líderes nas unidades prisionais estão cobrando e pressionando a direção da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, para o retorno das visitas nas quadras por determinação de criminosos para que os estupros voltem a ser praticados. Há suspeitas de que muitos presos foram assassinados por se recusarem a aceitar suas esposas, irmãs, cunhadas e outras parentas serem estupradas. A verdade é que nem se sabe efetivamente se foram instaurados inquéritos sobre os assassinatos, fugas e as demais praticas delituosas registradas dentro do Sistema Penitenciário de Pedrinhas. Os casos de estupros ficam um tanto difícil, diante das vítimas temerem pelas vidas dos parentes encarcerados.

Fetaema defende a criação de uma secretaria específica para a agricultura familiar com 5% do orçamento estadual

     fetaema O Movimento Sindical Rural do Maranhão acredita que com a eleição do governador Flávio Dino, possa haver pela primeira vez, uma politica efetiva para os trabalhadores e trabalhadoras rurais com incentivos bem determinados para a produção de alimentos. A afirmação é de Francisco de Jesus Silva, o Chico Miguel, presidente da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura do Maranhão.  Ele acrescentou que a eleição de Flavio Dino representa no momento certo, a mudança tão exigida pelo povo do Maranhão. Os desmandos, a corrupção e a perseguição a homens e mulheres no campo chegaram ao nível da intolerância, principalmente com os conflitos agrários bastante respaldados pelo governo estadual e inúmeros parlamentares.

      Chico Miguel registrou que o Conselho Deliberativo da Fetaema firmou um termo de compromisso com Flavio Dino, pelo qual pelo deve haver mais investimentos na educação, na assistência técnica com modernas tecnologias, na saúde, habitação, saneamento básico e oportunidades para que famílias do campo melhorem de vida. Pedimos também a criação de uma Secretaria Específica da Agricultura Familiar, que tenha em sua estrutura o Iterma, a Unidade Técnica Estadual e um Serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural de grande alcance, como era a Emater-Ma, com 5% do orçamento estadual.  Para que a agricultura familiar possa responder com a produção de alimentos há necessidade de uma assistência técnica massiva em todo o processo da agricultura, desde o plantio a colheita, com uma atenção especial para a produtividade. Desde quando foi extinta a Emater, penalizou-se a pequena produção para o favorecimento do agronegócio, aumentando consideravelmente os conflitos agrários e a expulsão de milhares de famílias das suas posses seculares. Esperamos que o novo governador tenha uma atenção bem especial para os trabalhadores e trabalhadoras do campo, discriminados e perseguidos ao longo de várias décadas.

Eleitos novos diretores das Promotorias de Justiça de São Luís e Imperatriz

haroldoHaroldo Paiva de Brito volta à direção das Promotorias da capital

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Alessandro Brandão Marques assume a diretoria da Comarca de Imperatriz

Os promotores de justiça Haroldo Paiva de Brito (1ª Promotoria de Conflitos Agrários) e Alessandro Brandão Marques (7ª Promotoria de Justiça Criminal) foram eleitos nesta sexta-feira, 10, para a função de diretor das Promotorias de Justiça de São Luís e Imperatriz, respectivamente.  A votação foi  realizada das 8h às 14h. Os novos diretores terão mandato de um ano.

Haroldo Paiva de Brito obteve 69 votos. Em São Luís, foram registrados ainda dois votos nulos e dois em branco. Na cidade de Imperatriz, Alessandro Brandão Marques recebeu 12 votos.

Na avaliação de Haroldo Brito, a experiência de três gestões à frente das Promotorias da Capital contribui para um mandato ainda mais democrático e aberto ao diálogo. “Sempre trabalhamos ouvindo as sugestões de membros e servidores. A nossa gestão será focada nos resultados, com especial atenção na reforma da sede das Promotorias da Capital”.

Já o promotor Alessandro Brandão também afirmou que vai fazer um trabalho ouvindo os colegas e atendendo sugestões. “Vamos dar continuidade ao que está funcionando e tentar melhorar implantando ideias que favoreçam o melhor funcionamento do órgão”, destacou. .

Integraram a Comissão Eleitoral de Imperatriz os promotores de justiça João Marcelo Moreira Trovão, Sandro Pofahl Bíscaro e Uiuara de Melo Medeiros. A Comissão Eleitoral de São Luís é formada pelos promotores de justiça Esdras Liberalino Soares Júnior, Marinete Ferreira Silva Avelar e Vicente de Paulo Silva Martins.

 CCOM-MPMA

 

Procuradoria recebe 85 denúncias por ataques virtuais a nordestinos

     Cerca de 65% das declarações racistas registradas de domingo a quarta tinham como alvo moradores do Nordeste.

A reportagem é de María Martín e publicada pelo jornal El País

Os nomes e perfis dos usuários que inundaram as redes sociais de ataques preconceituosos contra os nordestinos já estão no Ministério Público Federal. As unidades de todo o Brasil receberam de domingo a quarta-feira 131 denúncias por racismo nas redes sociais, 85 delas atacavam especificamente os nordestinos, mais de 20 por dia, conforme um levantamento feito para o EL PAÍS. A procuradoria analisará cada uma dessas denúncias individualmente.

Os ataques vêm de todos os cantos. Uma auditora de Trabalho de Cuiabá, no Mato.

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“Desculpem nordestinos, mas essa região do Brasil merecia uma bomba como em Nagasaki, para nunca mais nascer uma flor sequer em 70 anos. #pqp #votocensitáriojá [sic]”. A piada pode lhe custar o cargo, depois da denúncia feita na ouvidoria do próprio Ministério.

E tem mais. Um coletivo de 100.000 médicos ou estudantes de medicina tem uma página própria no Facebook onde ficam à vontade para pedir a castração química dos nordestinos, pregar por um holocausto na região e fazer campanha pró-Aécio.

“70% de votos para Dilma no Nordeste! Médicos do Nordeste causem um holocausto por aí! Temos que mudar essa realidade!”, diz um dos posts. O curioso é que uma das regras para ser admitido no grupo é a seguinte: “Não admitimos desrespeito entre colegas, xingamentos, piadas desrespeitosas, ofensas, acusações descabidas ou condutas que não sejam dignas da classe”.

“A maneira como as pessoas estão repudiando o PT, a quantidade de ódio e energia destinada, a demonstração de esse repúdio irracional não é só política. Essa queixa contra o voto dos nordestinos é uma forma de expressar o ódio de classe”, afirma Maria Eduarda da Mota Rocha, pesquisadora e professora de Ciências Sociais da Universidade Federal de Pernambuco, que escreveu sobre este episódio rotineiro para o EL PAÍS. “No fim das contas ainda temos uma sociedade com um passado escravocrata muito próximo e que não consolidou a ideia de igualdade. Estamos vivendo um momento no Brasil de perda de privilégios exclusivos, uma ferida muito sensível para as elites”.

Para o pesquisador italiano Alessandro Pinzani, co-autor do livro Vozes do Bolsa Família, o episódio o recrudescimento dos ataque aos nordestinos em campanha eleitoral é um exemplo do “fim da cordialidade brasileira”. “Nos últimos anos se mostrou a verdadeira face da luta de classe no país, justamente porque o Governo petista começou a fazer políticas para população de baixa renda e imersos na pobreza extrema. O brasileiro tradicional da elite se sente inseguro respeito a isso, e transforma a insegurança em uma raiva que encontra como objeto, entre outros, o Governo”, afirma Pinzani.

O pesquisador, professor da Universidade Federal de Santa Catarina e há dez anos no Brasil, se mostra surpreso diante o rechaço ao Governo Dilma. “Morei nos Estados Unidos na época de George Bush filho e na Itália com Silvio Berlusconi e nunca vi este grau violento de rechaço que vemos aqui”, explica. “O que essa elite esquece, que sequer sabe, qual é o valor médio do Bolsa Família, e que é um dos cerca de 60 programas de combate a pobreza. O programa atinge uma parcela da população que não tem escolha. Ali não existe isso de aplicar o ditado de ‘ensinar a pescar ao invés de dar o peixe’. No sertão não tem peixe! Não tem nada!. E nunca vai ter nada. Porque nenhuma empresa vai abrir nada em meio do nada, sem uma infraestrutura, com uma população despreparada. Os beneficiários não querem isso por comodismo, eles não tem alternativa, além de emigrar”.

O episódio dos nordestinos, porém, vai além do preconceito e atinge em cheio a esfera política. O Ministério Público terá que lidar com uma boa parte de perfis falsos entre as denúncias. As redes já desmascararam algum deles, como o de Alexandra Santos que, com as fotos roubadas de outra internauta, lançou uma mensagem de ódio que tornou-se um viral em poucas horas.

É isso aí, pobres, negros que votem no PT, agora com Marina fora do jogo não necessitamos de votos de miseráveis, queremos votos de pessoas de qualidade. Negros e favelados que se fodam [sic]”… “e a Marina Silva é uma negra vagabunda e morta de fome, nunca uma mulher como vc para presidente, o Brasil é uma comédia tendo uma pessoa como vc para candidata, nao necessitamos seu apoio. Aécio para presidente [sic]”.

O perfil não demorou para ser descoberto e há quem o associa, a partir de capturas de tela que não podem ser verificadas porque a usuária não existe mais, à campanha de Dilma. A estratégia seria a de disseminar ódio para radicalizar e estereotipar o perfil de votante de Aécio Neves. O próprio perfil do candidato no Facebook denunciou esta prática: “Nossos adversários políticos estão fazendo todo tipo de ataques, […] criam perfis falsos para espalhar comentários preconceituosos nas redes sociais”.

Na verdade, tanto Dilma como Aécio vem usando perfis falsos e robôs durante esta campanha, como tem denunciado especialistas em redes sociais a partir de padrões de comportamento do suposto usuário.

Falsas ou não, as mensagens que circularam esses dias são uma versão sem filtro de um assunto que atiça a emoção irracional, assim como já vimos no futebol. Até o comentário do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre os eleitores do Partido dos Trabalhadores, colocou lenha na fogueira. “O PT está fincado nos menos informados, que coincide de ser os mais pobres. Não é porque são pobres que apoiam o PT, é porque são menos informados”, disse FHC em uma entrevista.

Enquanto isso, nordestinos como Bruno, nascido em Pernambuco, mas residente em São Paulo tem que acelerar o scroll da sua timelime para evitar algumas das barbaridades que vimos nesses dias. Ele conta como na noite da eleição encontrou sua mulher Karina chorando em frente à tela do computador.

– O que foi?

– Nada.

“Em seguida, reparei no que estava acontecendo”, lembra Bruno.

– Você ficou lendo coisas de nordestinos no Facebook, é isso né? Por favor, não ligue eu já estou acostumado com isso.

 

Presidente da CNBB diz que não defendeu aceitação de união gay

Um dia após ter defendido na Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, no Vaticano, que a Igreja Católica ampare “situações familiares difíceis”, como as dos casais de mesmo sexo, o cardeal dom Raymundo Damasceno Assis esclareceu que não pediu a aceitação da união homossexual.

“A igreja não promove, não estimula e muito menos aprova essa união dessas pessoas, mas respeita suas opções”, afirmou dom Raymundo, que é presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), à Rádio Vaticano.

A informação  foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo

 Em sua fala na quarta-feira (8), o cardeal brasileiro havia pedido para o Sínodo não ter uma visão “legalista” de questões como o divórcio ou a união homoafetiva.

“Esse tema da homossexualidade eu não tratei na minha introdução. É claro que [a igreja] não faz discriminação de pessoas. Nós sabemos que em muitos países, inclusive no nosso Brasil, o STF [Supremo Tribunal Federal] reconheceu essas uniões como estáveis, onde as pessoas gozam dos direitos que lhe são garantidos, mas a igreja não equipara esse tipo de união ao matrimônio como a igreja entende”, disse.

Na assembleia, dom Raymundo falou aos congregados que o Vaticano deveria se aprofundar “nessas situações difíceis, para acolher todos aqueles que nos apelam e fazer com que a igreja seja a casa paterna onde há espaço para todos com uma vida complicada”.

O Sínodo enfrenta o tema dos divorciados. Duas linhas sobre a comunhão

         O Sínodo Extraordinário sobre a Família enfrenta plenamente a questão dos divorciados em segunda união. Seguindo a ordem do “Instrumentum laboris”, o documento base, os padres sinodais se ocuparam do tema (que já havia surgido nas discussões anteriores), desde ontem à tarde. Na aula, houve um “‘crescendo’ de participação, paixão e envolvimento”, explicou o padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa vaticana, e se delinearam duas linhas: uma a favor e a outra contra a admissão, em certos casos, à comunhão; ambas, de qualquer forma, fiéis aos ensinamentos de Jesus, tanto em relação à misericórdia como em relação à indissolubilidade do vínculo matrimonial. Ainda não é o momento para fazer cálculos oficiais, ressaltou Lombardi: no Sínodo não se fazem contas.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider

Surgiram, pois, duas linhas, disse Lombardi na coletiva de imprensa diária: uma que “diz com muita decisão que o anúncio do Evangelho sobre o matrimônio exige, se o vínculo é válido, que não seja válida a admissão aos sacramentos, por coerência da doutrina com a fidelidade às palavras do Senhor”; a outra, ao contrário, recorda que “Jesus vês as situações vividas a partir da chave da misericórdia” e “vai ao encontro” das “diferentes situações específicas”, razão pela qual se chegou a conceber a hipótese de, em certos casos, permitir o acesso à Eucaristia. De qualquer modo, indicou Lombardi, “as pessoas mais preocupadas pela doutrina não são alheias aos sofrimentos das pessoas em dificuldades” e os que propõem a abertura “não negam, de nenhuma maneira, a indissolubilidade do matrimônio”.

Estas duas tendências podem ser apreciadas na síntese das discussões de ontem pela tarde e de hoje pela manhã, divulgada hoje pela Sala de Imprensa da Santa Sé, e na qual não se aponta quem apresentou os diferentes argumentos. Durante o debate de ontem, “insistiu-se intensamente em que é preciso uma atitude de respeito para com os divorciados em segunda união, porque, muitas vezes, vivem situações de desgosto ou injustiça social, sofrem em silencio e procuram, em muitos casos, mediante um percurso gradual, participar mais plenamente na vida eclesial. A pastoral deveria ser, pois, não repressiva, mas, sim, totalmente misericordiosa”. Durante a discussão livre de ontem à tarde, foi dito que “é importante evitar atentamente fazer um juízo moral, falar de “estado permanente de pecado”, e procurar, ao contrário, fazer compreender que a não admissão ao sacramento da Eucaristia não cancela completamente a possibilidade da graça de Cristo e que se deve, muito mais, à situação objetiva da permanência de um vínculo sacramental indissolúvel anterior. Com esta ótica, insistiu-se, em várias ocasiões, na importância da comunhão espiritual. De qualquer maneira, afirmou-se que estas propostas também manifestam limites e que não há soluções “fáceis” para estas problemáticas”. Hoje pela manhã, o debate retomou a “questão do acesso ao sacramento da Eucaristia para os divorciados em segunda união”. Enfatizou-se a indissolubilidade do matrimônio, mas também se afirmou que “é preciso ver cada um dos casos”. Recordou-se, novamente, que o fato dos divorciados em segunda união não poder comungar, não quer dizer que não pertençam à comunidade eclesial.

Segundo Lombardi, não se pode falar de maiorias ou minorias, porque “no Sínodo não se fazem contas” e “é absolutamente impossível fazer contas segundo as intervenções”, uma vez que o Sínodo está realizando seu caminho de “conhecimento recíproco” e todos escutam respeitosa e interessadamente. Entre ontem e hoje, esclareceu o padre Thomas Rosica, responsável da comunicação para os jornalistas de língua inglesa, “as intervenções foram intensas, belas e vívidas”, e os padres sinodais falaram se dirigindo “não apenas à mesa da presidência, mas também diretamente aos demais padres sinodais”.

Também participou da coletiva de imprensa o cardeal Francesco Coccopalmerio, presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos, que explicou que são três as hipóteses que estão sendo estudadas pela comissão criada pelo Papa Francisco, em agosto (presidida pelo monsenhor Pio Vito Pinto), “para buscar tornar mais simples e rápido o procedimento para as nulidades matrimoniais”: “a anulação da dupla sentença conforme”, atualmente em vigor, a anulação da petição de um “juiz colegiado” e o procedimento administrativo, ou seja, a anulação feita diretamente pelo bispo local no caso em que o matrimônio seja “certamente nulo” e o bispo o conheça e tenha a certeza de sua credibilidade. Não se trata, pois, de introduzir o divórcio católico.

Em sintonia como o que foi surgindo no debate, que enfatizou “a necessidade de um enfoque respeitoso e não de discriminação aos homossexuais” (síntese vaticana), o cardeal Coccopalmerio disse que a Igreja não aceita nem o matrimônio e nem a bênção para os casais do mesmo sexo, mas que os respeita. Em relação aos divorciasos em segunda união, Coccopalmerio recordou “devemos adotar a hermenêutica do Papa: salvar absolutamente a doutrina, mas partir de cada uma das pessoas e de suas situações concretas de necessidade e urgência e de seus sofrimentos”, para poder “dar respostas às pessoas concretas em situações de gravidade e emergência”.

O cardeal André Vingt-Trois inaugurou as sessões de trabalho, nesta manhã, insistindo na doutrina católica sobre a contracepção frente à mentalidade do mundo secularizado. Entre os argumentos enfrentados durante o debate livre, tanto ontem como hoje, destacam-se: a paternidade responsável, a gravidade de um crime como o aborto, a violência em família, a poligamia, uma maior preparação ao matrimônio, a pastoral para as crianças e a enorme evolução da família em relação ao Sínodo ordinário de 1980 sobre a “família cristã”.

Agente penitenciário autor da farsa com políticos para incriminar Flavio Dino foi promovido a chefe do Núcleo de Escolta e Custodia da SEJAP

   SEJAPO agente penitenciário Carlos Eduardo Sousa Aguiar, ex-diretor da Central de Custódia de Presos de Justiça do Complexo de Pedrinhas, que orientado por políticos, foi o executor do plano de aliciamento do preso André Escórcio Caldas para envolver o nome do então candidato a governador Flávio Dino, nos incêndios a coletivos na cidade e a toda a violência que vinha se registrando dentro das unidades prisionais. Todo o plano foi traçado dentro da CCPJ de Pedrinhas, inclusive com a presença de pessoas alheias ao Sistema Prisional, que estavam a serviço de políticos desesperados com a vitória iminente do novo Governador do Maranhão. Quando toda farsa foi descoberta e desmontada, o preso afirmou que recebeu garantias de regalias e dinheiro e que os autores das propostas foram os agentes penitenciários Carlos Eduardus Sousa Aguiar e o seu colega de direção da CCPJ, Elenilson Aráujo. Imediatamente foi anunciada a demissão dos dois do cargo comissionado e o afastamento das suas funções para o indiciamento em inquérito administrativo e em procedimentos policiais, uma vez que os dois cometeram crime contra a honra e a dignidade do candidato e feriram princípios emanados da Justiça Eleitoral.

   Pelo que foi anunciado sobre a exoneração dos dois protagonistas da farsa, também não passou de mais uma das inúmeras farsas construídas dentro da SEJAP. A verdade é que Carlos Eduardus Sousa Aguiar e o seu companheiro, devem até não ter portaria, mas de fato é quem está mandando na coordenação do Núcleo de Escolta e Custódia.

   Ele cobrou dos políticos que o envolveram na farsa, de que não quer ficar no prejuízo e que pode vir a ser exonerado do serviço público, dai que cobrou que não seja instaurado inquérito administrativo dentro da SEJAP e tenha advogado para defendê-lo em inquéritos e possíveis processos que podem ser instaurados pelas suas praticas dolosas com o colega, além de deixar bem claro que se vier a ser processado entregará todos os que mandaram e os que orientaram o crime, uma vez que não irá para o sacrifício sozinho, daí é que teria provas importantes para usá-las nos devidos momentos. A verdade é Carlos Eduardus era conhecido como um dos poucos pupilos de Sebastião Uchôa, a exemplo da agente penitenciária Josiane Furtado, ex-diretora do Cadeião do Diabo, em que pesam acusações de facilitar saídas de presos. Ela será a sua imediata na direção do Núcleo de Escolta e Custódia. Pelo visto, Sebastião Uchôa foi exonerado da SEJAP, mas continua com plena influência nas decisões da atual gestão.

Nove perigosos bandidos quase escaparam na madrugada de hoje do presidio improvisado no bairro da Liberdade

casaAo lado da casa improvisada como presidio de segurança máxima existe um depósito de gás e a população teme que os bandidos em fuga possam atear fogo em botijões.     

         Desde o início do mês de setembro, a direção da Unidade de Regime Disciplinado Diferenciado, que funciona numa casa improvisada nos fundos da delegacia de policia do bairro da Liberdade, solicitou que os 13 presos de elevado índices de periculosidades, alguns que retornaram de presídios federais e outros envolvidos na última barbárie no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, autores de terem cortado as cabeças de vários detentos.

    Quando a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária começou a remover presos de Pedrinhas para o presídio próximo do Distrito Industrial, ainda não concluído, mas com algumas celas prontas, a direção da URDD solicitou prioridade para os bandidos que estão na casa do bairro da Liberdade, diante dos riscos de serem resgatados a qualquer momento pela audácia do crime organizado e as possibilidades de fugirem. O ex-secretário decidiu ignorar as solicitações e assim que na madrugada de ontem escaparam quatro e por pouco, o restante não foi embora para que unidade fosse fechada. Há necessidade urgente de recuperação das grades internas e a obstrução de buracos decorrentes de escavações, mas parece que não há muita preocupação por parte da direção da SEJAP. No bairro da Liberdade, a população está apavorada, principalmente as famílias que residem próximo ao presídio improvisado.

Bandidos resgatam assaltante de banco que estava internado no Socorrão II

ambulanciaUm grupo de bandidos armados e com vários veículos resgatou à noite de ontem do Hospital Socorrão Dois, o perigoso assaltante de bancos Rogério Silva Ferreira, conhecido como “Mineiro”, que estava internado na unidade de saúde de emergência, decorrente ter sido baleado em confronto com a polícia e que resultou na sua prisão. Devido a precariedade da vigilância ao bandido na casa de saúde e a grande movimentação de pessoas, os membros da quadrilha com certeza não tiveram maiores dificuldades para fazer o resgate de “Mineiro”, considerado peça importante dentro da quadrilha especializada em assaltos a bancos e explosões de caixas eletrônicos. A SEJAP ainda não se pronunciou sobre a fuga, uma vez que o elemento estava sob custódia do Sistema Penitenciário.

Isso é uma vergonha

feioPor: Lício Monteiro

Às vezes, tenho vergonha de ser brasileiro, por essa e por outras medidas, oportunistas, vergonhosas, improcedentes …

Este plágio de parte da letra da música, do grupo Legião Urbana, intitulada, Que País é Esse? Retrata bem a realidade do nosso país, “Nas favelas, no senado Sujeira pra todo lado, Ninguém respeita a constituição, Mas todos acreditam no futuro da nação, Que país é esse? Que país é esse? Que país é esse?” Cantar parte da letra dessa música, não tem a conotação, de agressão, e muito menos a vilipendiação das ações implementadas em nosso país, isto, na verdade é fruto de mais uma vergonha protagonizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que na última terça-feira dia (7-10); o plenário do CNJ aprovou uma resolução para garantir o pagamento da verba a todos os juízes que moram em lugares sem imóvel oficial à disposição e até mesmo para aqueles que tenham imóveis. Esta regra vergonhosa, imoral, antidemocrática, acéfala, espúria, improcedente, segue o mesmo teor exposto em decisão liminar do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal. O teto do benefício será o mesmo do que é pago aos Ministros do STF: R$ 4.377.

Às vezes, tenho vergonha de ser brasileiro, por essa e por outras medidas, oportunistas, vergonhosas, improcedentes, imorais, acéfalas, antidemocráticas e, por ai vai, principalmente quando estas vêm favorecer algumas pessoas, que pelo simples fato de estarem usando  toga, se considere verdadeiros deuses, portanto, os mesmos estariam acima do bem e do mal, ai vão usando de medidas que obtiveram êxito em outros poderes, para que em efeito cascata, possam assim se beneficiar; agora foram beneficiados os Juízes, com a aprovação de mais esta  imoralidade, chamada auxílio-moradia.

O trabalhador comum assalariado poderia ter pelo menos auxílio a um prato de comida ou coisa que o valha, os mesmos  trabalham de sol a sol, e na maioria das vezes recebem  salário mínio de R$ 724,00, quanta disparidade.

Caso nosso país fosse realmente sério, os próprios magistrados que se intitulam os verdadeiros paladinos da moralidade, deveriam abrir mão desse benefício, que pode ate ser legal, porém é vergonhoso e imoral, principalmente, por saberemos que esse valor pago sai da contribuição desses trabalhadores comuns, que na maioria das vezes, recebem um salário mínimo e, que a maioria deles, não conseguem se quer fazer as três refeições diárias.

Vou mais uma vez plagiar, desta feita, usando a  música de Nara Leão Opinião, tocada no programa Opinião da TV Pantanal canal 22, programa sério que bate de frente e, externa o pensamento e sentimento de muitos brasileiros,  programa este, que tem a mesma linha de raciocínio de muitas pessoas de bem deste país, para dizer a todo que: “Podem me prender, podem me bater, que eu não mudo de opinião”, estou usando este refrão da música e  reportando-me ao programa em questão, para que eu não venha sofrer sanções penais, até porque, comungamos da mesma ideia e objetivo do programa em questão.

Pare o mundo, quero descer!

 (*) Geógrafo e professor universitário