Um caso que está escandalizando a sociedade brasileira é o da reportagem do programa Fantástico, da TV Globo, em que o médico Drauzio Varella conta uma história de dificuldades do transsexual Suzy. As pessoas querem entender por que a TV Globo, jornalistas e a Esquerda em geral enaltecem criminosos e ignoram as vítimas.
Suzy é o nome social de Rafael Tadeu Oliveira dos Santos, criminoso condenado pelo estupro e morte de uma criança de nove anos, cujo cadáver ele ainda ocultou. Em recente reportagem, a TV Globo e o médico Drauzio Varella não apenas omitiram o terrível crime deste cidadão, como ainda produziram uma reportagem romantizando a história de dor pela rejeição que o cidadão alega sofrer por ser um transsexual.
ESCÂNDALOS QUE SE SUCEDEM E VIRARAM ROTINA
Os brasileiros já vêm se escandalizando com coisas semelhantes a esta não é de hoje. Situações em que o senso comum é completamente invertido e a vítima é criminalizada e o algoz é enaltecido fazem cada vez mais parte da nossa rotina. Seja nos noticiários ou nas novelas, aquilo que o senso moral da maioria das pessoas entende como ruim é enaltecido e prestigiado. Aquilo que sempre pareceu coisa boa para todos, é ridicularizado, desestimulado ou criminalizado.
Exemplos não faltam. Posso citar, por exemplo, o caso em que a senhora Vera Magalhães, na ocasião uma opinadora da Radio Jovem Pan, debochou do estupro sofrido pela Ministra Damares Alves.
Há ainda a prisão do ex-presidente Lula, um notório criminoso, considerada por muitos uma prisão política, a despeito de todo o devido processo legal respeitado. Também o discurso contra a Lava Jato defendido por tantas pessoas que apontam a Operação contra a corrupção uma coisa nociva ao país. Outro caso emblemático é o do jogador transsexual Tiffany, um homem que joga a Liga Feminina de Voleibol como se fosse uma mulher, a despeito de sua compleição física masculina.
DIALÉTICA NEGATIVA
Toda essa aparente loucura é um método. Um método chamado Dialética Negativa, desenvolvido por um ideólogo da Escola de Frankfurt, escola filosófica alemã de matriz marxista.
Quem pode explicar melhor do que eu e do que qualquer outro brasileiro o que é a dialética negativa, é o Professor Olavo de Carvalho.
Mais de 500 casos de HIV foram notificados no estado, apenas nos primeiros seis meses do ano passado.
Os maranhenses precisam se prevenir das Infecções Sexualmente Transmissíveis, as ISTs, como HIV, sífilis, gonorreia, HPV e hepatites. Mais de 500 casos de HIV foram notificados no estado, apenas nos primeiros seis meses do ano passado. Já a Aids, doença causada pelo HIV, atingiu mais de 19 mil maranhenses, nos últimos 20 anos. Os dados são do último Boletim Epidemiológico HIV/Aids, divulgado pelo Ministério da Saúde.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a OMS, todos os dias, ocorrem 1 milhão de novas Infecções Sexualmente Transmissíveis no mundo e a maior preocupação das autoridades em Saúde brasileiras é com os jovens.
As ISTs podem ser prevenidas com uso da camisinha. No entanto, esse cuidado está diminuindo entre as pessoas de 15 a 29 anos e a tendência é de aumento dos casos de Infecções Sexualmente Transmissíveis nos estados, como alerta o Ministério da Saúde.
A negligência no uso da camisinha é um dos fatores que pode contribuir para o aumento das Infecções Sexualmente Transmissíveis entre os jovens, como explica a chefe do Departamento de Atenção às ISTs/Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Saúde do Maranhão, Jocélia Frazão:
“A gente tem trabalhado em prol das populações chaves e prioritárias tentando ter acesso a essa faixa etária. A prevenção tem que ser combinada. Está levando, nas redes sociais, buscando esses jovens para estar conversando porque conscientizar a gente não consegue, mas orientar na prevenção, sim”.
Além do HIV e da AIDS, o estado do Maranhão registrou 731 casos de sífilis, no primeiro semestre do ano passado, e nos últimos 10 anos foram 5.744 casos registrados. As hepatites virais mataram mais de 870 maranhenses, de 2000 a 2017.
Em todo país, o tipo C da hepatite é o mais prevalente e letal, com 26.167 casos notificados, no último ano pesquisado.
Os dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que, em um ano, em todo Brasil, mais de 158 mil pessoas contraíram sífilis. Além disso, cerca de 900 mil pessoas convivem com o HIV, no país. Dessas, 135 mil provavelmente não sabem que têm a doença. De acordo com dados oficiais, a maioria dos casos de infecção pelo HIV é registrada na faixa de 20 a 34 anos, em todos os estados.
A prevenção é a melhor forma de proteção das ISTs. O uso da camisinha é um hábito que precisa ser constante, durante todo o ano, como ressalta diretor do Departamento de ISTs do Ministério da Saúde, Gerson Pereira.
“E a gente coloca um jovem como prioridade nessa campanha é porque a gente sabe olhando os dados de sífilis das hepatites do HIV Aids, que essas doenças são mais frequentes, hoje, na população de 15 a 29 anos. A prevenção maior dessas doenças é o uso da camisinha”.
Este ano, o Ministério da Saúde vai distribuir, ao todo, 570 milhões de camisinhas para todo o país. A quantidade representa um aumento de 12% em relação ao número de camisinhas distribuídas no passado, quando foram enviados 509,9 milhões aos estados.
Além disso, as unidades de saúde do Sistema Único de Saúde, o SUS, contam com testes rápidos ou laboratoriais para ISTs. Apenas para o diagnóstico da sífilis, serão distribuídos quase 14 milhões de testes rápidos em todo país.
Proteja-se! Usar camisinha é uma responsa de todos. Se notar sinais de uma infecção Sexualmente Transmissível (IST), procure uma unidade de saúde e informe-se. Saiba mais em: saude.gov.br/ist.
Para reduzir burocracia, deputados podem votar, ainda em março, proposta que padroniza leis e estabelece prazos de licenciamento no Plenário da Câmara
A Lei Geral de Licenciamento Ambiental (PL 3.729/2004) aguarda para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados e a expectativa é que isso ocorra ainda em março. O principal ponto da proposta é a padronização mínima de regras federais, estaduais e municipais para análise e liberação de licenças por parte de órgãos ambientais. A expectativa é que isso possa agilizar o andamento de obras de infraestrutura, por exemplo.
No Maranhão, a emissão de licenças ambientais para novos empreendimentos, que incluem setores como transporte, energia, agronegócio e atividade mineral, leva, em média, 95 dias, ou seja, mais de 3 meses. Essas autorizações são obrigatórias por lei para garantir proteção ao meio ambiente e desenvolvimento econômico e social das cidades. Os dados se referem ao período de 2009 a 2019 e são da plataforma “Painel do Licenciamento Ambiental no Brasil”, da empresa de consultoria WayCarbon, com base em informações do Ministério do Meio Ambiente, secretarias estaduais e Ibama.
Segundo o relator do projeto, deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP), a emissão de Licença por Adesão e Compromisso (LAC) para obras de baixo impacto, que pode ser feita via internet, encurta o tempo de tramitação nos órgãos ambientais. Isso porque, essa modalidade permite ao empreendedor enviar toda a documentação solicitada e, diante do cumprimento das exigências legais, ter a licença expedida em poucos dias.
“Estamos criando essa lei para normatizar o licenciamento ambiental. Ao mesmo tempo, vamos ter mais fiscais na rua e analisando menos papelada, o que vai ajudar na política de combate ao desmatamento”, aponta Kataguiri.
Gargalos
A lentidão dos órgãos responsáveis pela liberação de licenças ambientais, causada pelo acúmulo de processos e pelo número reduzido de servidores, é apontada pelo o coordenador-geral de Engenharia de Saúde Pública da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Ricardo Arantes, como o principal motivo de paralisação de obras de saneamento.
“Nós temos projetos que passam anos para serem aprovados nas superintendências estaduais porque não possuem esse licenciamento. A definição dos prazos daria mais celeridade a esse processo e faria com que os convênios fossem liberados com mais rapidez”, pontua.
No Nordeste do país, por exemplo, pouco mais de 28% da população dos nove estados da região têm acesso ao serviço de tratamento de esgoto. No Brasil, cerca de 100 milhões de pessoas vivem sem coleta de esgoto, o que afeta principalmente crianças e adolescentes, segundo dados do Instituto Trata Brasil.
“A partir do momento em que a gente deixa de executar uma obra de saneamento básico, seja na área urbana ou rural, você faz com que os moradores não tenham um serviço adequado. Logicamente, isso aumenta o número de doenças de veiculação hídrica, doenças pela água parada, como a dengue. Esse é o maior prejuízo”, critica Arantes.
O que muda
O texto que cria a Lei Geral de Licenciamento Ambiental estabelece, ainda, que a União, estados e municípios definem quais atividades ou empreendimentos serão obrigados a terem licenças para execução das obras.
Outra medida prevista é que os termos de referência (TR) para estudos ambientais, uma espécie de laudo técnico emitido por órgãos fiscalizadores, sejam padronizados e sigam critérios específicos. Além disso, o PL obriga o Estado a ter um prazo para emitir a licença, o que já ocorre em outros países, como Alemanha, Noruega e Canadá. Daniel Marques
O Poder Judiciário e o Ministério Público oficializaram a integração do formulário utilizado para identificar os riscos de violência enfrentados pela mulher que procura ajuda no Sistema de Justiça. A cerimônia de assinatura da resolução conjunta que regula o Formulário Nacional de Avaliação de Risco ocorreu no plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com a presença do presidente do CNJ, ministro Dias Toffoli, e do procurador-geral da República, Augusto Aras.
Toffoli destacou como dados atuais sobre a violência doméstica revelam um cenário alarmante. “O vultoso e crescente número de medidas protetivas aplicadas pela Justiça corrobora a necessidade de se disponibilizar para o Judiciário e o Ministério Público uma ferramenta que identifique adequadamente os fatores de risco de ocorrência de atos futuros de violência doméstica e familiar contra a mulher. Essa ferramenta é exatamente o Formulário Nacional de Avaliação de Risco”, afirmou. Segundo números do CNJ, mais de um milhão de processos relacionados à Lei Maria da Penha correm na Justiça e quase 400 mil medidas protetivas tiveram de ser aplicadas em 2018.
O procurador-geral da República, Augusto Aras, também salientou a evolução da taxa de feminicídio no país, que apresentou aumento de 7,2% em 2019. “Esse formulário é um valioso instrumento para atuarmos juntos, unindo esforços, de maneira uniforme e estratégica na prevenção de crimes no âmbito familiar. Esse é um importante instrumento de defesa das irmãs, amigas, companheiras e de todas as nossas mulheres brasileiras.”
Dia Internacional da Mulher
O ministro do CNJ lembrou que a assinatura da Resolução acontece no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, data que simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições de trabalho equiparadas às dos homens. “Transcendendo a reivindicação por igualdade salarial, o dia 8 de março passou a simbolizar também a luta contra a violência e a cultura do patriarcado.”
“É dever do Estado criar mecanismos para coibir a violência doméstica, fenômeno perturbador que não discrimina origem, raça, cor ou idade. Em sua transversalidade, a violência atinge todas as classes sociais”, completou o ministro, citando o artigo 226, da Constituição Federal. Ao final da cerimônia, ele instou a sociedade a se manter firme “no propósito de reduzir as desigualdades de gênero”.
Além dos conselheiros do CNJ e do CNMP, juízes e membros do Ministério Público, também participaram da cerimônia de assinatura da Resolução Conjunta, o presidente do grupo de trabalho, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Rogério Schietti, o relator da proposta no CNMP, conselheiro Sebastião Caixeta, o secretário-geral do CNJ, desembargador Carlos Vieira Von Adamek, o secretário especial de Programas, Pesquisas e Gestão Estratégica do CNJ, juiz Richard Pae Kim, e o juiz auxiliar da Presidência do CNJ Rodrigo Capez.
Aplicação do Formulário
As 27 questões do formulário unificado mapeiam a situação da vítima, do agressor e o histórico de violência na relação entre os dois. Ao identificar os fatores que indiquem o risco de nova agressão ou de feminicídio, o formulário de avaliação também conscientiza a vítima do grau de risco em que se encontra, além de ajudar na elaboração de um plano de segurança e de apoio à vítima.
O Formulário deve ser aplicado no momento em que as mulheres buscarem ajuda nas unidades judiciárias, órgãos do MP ou delegacias, preferencialmente. Porém, instituições públicas ou privadas que atuem na área da prevenção e do enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher também podem utilizar a ferramenta. A resolução conjunta permite que a própria vítima, na eventual ausência de um profissional capacitado para entrevistá-la, preencha diretamente o formulário, que será anexado aos inquéritos policiais para subsidiar os pedidos de medida protetiva de urgência ou cautelar.
Toffoli comemorou a assinatura da Resolução Conjunta. “A adoção de um modelo único de formulário constitui inegável demonstração de sinergia entre os atores do Sistema de Justiça e possibilitará que os recursos materiais e humanos do Judiciário e do MP sejam canalizados para a concretização de nosso objetivo comum: a prevenção e o enfrentamento aos crimes praticados no contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher.”
Por meio de ofício, a presidente do Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (FONAVID), juíza Jacqueline Machado, e a coordenadora da Comissão Permanente de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher do CNPG (COPEVID), promotora Sara Gama Sampaio, destacaram que a unificação dos formulários “será essencial para a prevenção e o enfrentamento de crimes praticados no contexto da violência doméstica e familiar e para a salvaguarda de muitas vidas femininas”.
Avaliação de Risco
Entre as questões que a vítima deverá responder estão: se está grávida; se possui alguma vulnerabilidade física ou mental; se é negra; se o autor da agressão tem acesso a armas; se está desempregado; se já houve alguma tentativa de suicídio por parte do autor da violência; se o autor da violência faz uso de drogas ou álcool; se os filhos já presenciaram as agressões. O modelo ficará disponível eletronicamente, e, na impossibilidade de seu acesso, deve ser aplicada a versão impressa.
As respostas irão subsidiar o encaminhamento do caso que pode resultar, por exemplo, no afastamento do agressor do lar, direcionamento da mulher à Casa Abrigo, encaminhamento do autor de violência a programa de reflexão psicossocial, orientação das partes para serviços de emprego e renda e condução das vítimas a programas de apoio psicológico.
O que a princípio seria apenas uma solenidade simples para a filiação do líder sindical Cleinaldo Bil, ao Podemos, com a sua ficha abonada pelo deputado federal Eduardo Braide, dirigente estadual do partido, acabou se transformando num grande ato político, em que também esteve o vereador Cézar Bombeiro e inúmeras lideranças políticas e comunitárias.
A solenidade surpreendeu muita gente pela excessiva motivação popular para um ato, que a maioria classificou o inicio da renovação política em Viana. O deputado Eduardo Braide, que hoje lidera com muita folga a corrida à prefeitura de São Luís, na ocasião destacou que Cleinaldo Bil será uma expressiva liderança politica em Viana, e que tem o seu apoio, uma vez que se identifica com os seus princípios e valores políticos e com o partido Podemos.
Cézar Bombeiro, bastante emocionado não escondeu a sua grande satisfação em ver o seu irmão Cleinaldo Bil, ingressando em um novo partido e com muita identificação em lutar por direitos e dignidade do povo de Viana.
Cleinaldo Bil, que já é uma importante liderança em Viana, viu o nome ser bradado pelo povo, como uma grande esperança. Disse que, ficou surpreso com a grande participação popular e salientou que isso representa responsabilidades. Agradeceu a indicação do seu nome ao Podemos, pelo deputado Eduardo Braide a direção do partido em Viana. Não escondeu a emoção ao fala do irmão e lutador Cézar Bombeiro e de todos os seus parentes de Viana, que não mediram esforços em participar e contribuir para a grande festa.
Dados da ONU mostram que nove em cada 10 pessoas têm preconceito de gênero; no país, 24 milhões de mulheres tem próprio negócio, segundo Sebrae
De todos os países do mundo, o Brasil é o ambiente onde as mulheres mais sofrem preconceito. Por conta do gênero, mulheres são apontadas como menos capazes de exercer lideranças políticas, de assumir cargos em diretorias de empresas e de serem chefe de negócios. Mas quando elas decidem provar para o mundo que ele está errado, o resultado pode ser fantástico.
E uma das formas delas “meterem o pé na porta” é por meio do empreendedorismo. Mulheres de fibra que ajudam a colocar esse mesmo Brasil preconceituoso em um outro ranking, agora mais próspero, o de 7º país em maior proporção de mulheres empreendedoras.
Começar o negócio pode vir de uma necessidade, do susto ao ficar desempregada, após o fim de um relacionamento e até como atividade complementar a um outro serviço para evitar riscos financeiros. O consenso é que em nenhum dos casos é fácil. É o caso de Marina Queiroga Carneiro, de 29 anos. Proprietária de uma agência de publicidade de Brasília, a jovem superou mais do que os obstáculos tradicionais de empreender no Brasil, como o pagamento de impostos e a burocracia para a abertura de empresas.
“Quando chego na reunião, com cara de jovem e por ser mulher, tive que provar muito mais para os meus clientes. Trazer muito mais resultado, muito mais rápido, porque eles já me julgavam menos capaz do que se fosse um homem”, conta.
O primeiro “negócio” de Marina foi antes mesmo de chegar a maioridade. Ao ver que precisaria parar com as aulas de balé porque a mãe não podia mais pagar o curso, começou a dar aula para meninas mais novas para pagar sozinha as aulas. As ideias foram mudando, os obstáculos foram crescendo, mas o propósito se manteve. Hoje, Marina gerencia uma agência de publicidade e emprega outras quatro mulheres.
“Eu falaria para elas não se intimidarem e fazerem o que querem fazer para serem felizes e não para agradar a alguém. Porque vejo muito essa sensação de agrado, compensação, como se tivessem que se provar para o mundo, mas tem que ser para nós mesmas. E a partir daí começa a se reconhecer e, consequentemente, terá um reconhecimento da sociedade. Isso é o principal”, aconselha.
A sensação de intimidação a que Marina se refere se justifica. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) analisou 75 países, que representam 80% da população global, e concluiu que nove em cada dez pessoas, inclusive mulheres, têm preconceito de gênero. Segundo a pesquisa, o consenso é que mulheres são menos capazes apenas pelo fato de serem mulheres.
Não na mesma proporção, mas engajadas em transformar essa realidade, as empreendedoras somam 24 milhões de pessoas, segundo dados do Sebrae. Uma delas é Kelly Nogueira, de 40 anos. De policial militar no estado de São Paulo a empresária de sucesso. O gatilho para a mudança de vida foi um relacionamento abusivo.
“Meu ex-namorado era abusivo, me menosprezava, dizia que eu não seria ninguém, dizia que tinha nojo de mim porque minhas unhas eram roídas. Muito tempo sofri em silêncio, até que alguma coisa despertou em mim e decidi que estava na hora de mudar minha vida. Peguei o que mais me machucava e transformei na minha força”, lembra. Assim surgiu o primeiro quiosque de alongamento de unhas. Depois veio uma loja, que hoje faz parte de uma rede de sete. Cada uma fatura cerca de R$ 1 milhão por ano. “A minha história de vida inspira muitas mulheres. Não tenho só o serviço de unha, eu empodero, vendo autoestima e transformação”, ressalta Kelly.
Para Juliana Guimarães, especializada em Concepção e Gestão de Negócios, o empreendedorismo surge muitas vezes como uma forma da mulher se relacionar com o mundo. “Vejo que quando as mulheres buscam essa alternativa, buscam não só para complementar a renda, mas para suprir uma necessidade de autorrealização. Para fazer aquilo que realmente gostariam como atividade principal”, pondera.
Ao fazer esse “enfrentamento”, segundo Juliana, é preciso ampliar o debate para reverberar. “A gente precisa entender que não adianta discutir apenas entre nós o quão é importante a nossa representatividade dentro do mercado. Tem que trazer os homens para que eles entendam. Porque a gente vem de um processo de criação de cultura muito machista, que teve mudanças, mas que precisa continuar. É importante ter diversidade, inclusive, no âmbito de quem discute o assunto para poder mudar a situação”, indica.
O Instituto Nacional de Advocacia (INAD) Ingressou esta semana com Representação destinada ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, noticiando a possível prática de crime realizada pelos deputados Rodrigo Maia (DEM) e bispo Marcos Pereira (PRB/Republicanos), presidente e 1º vice-presidente da Câmara dos Deputados, pelo suposto ataque a soberania nacional por meio de um golpe de estado para a mudança do sistema de governo, com o auxílio ou comando de nação estrangeira.
“O caso em questão onde os representados estão maquinando com o auxílio ou mediante subordinação de Estado estrangeiro a modificação do sistema de governo brasileiro é tipificado pela Lei de Segurança Nacional, em seus artigos 16 e 17, da qual afirmam que é crime manter grupamento que tenha por objetivo a mudança do regime vigente ou do Estado de Direito com o emprego de grave ameaça.”
Na Representação o INAD requer que as autoridades prestem depoimento respondendo todos os quesitos informados no corpo da petição, estando entre elas o Presidente da Câmara dos Deputados, deputado RODRIGO FELINTO IBARRA EPITÁCIO MAIA; vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado MARCOS ANTONIO PEREIRA; Embaixador do Brasil no Reino da Espanha e no Principado da Andorra, embaixador POMPEU ANDREUCCI NETO; e, Embaixador da Espanha no Brasil, embaixador FERNANDO GARCIA CASAS.
“Não menos importante será a oitiva do Embaixador da Espanha no Brasil, FERNANDO GARCIA CASAS, pois possivelmente se encontrou com os representados, sendo necessário que informe e esclareça o seguinte:
Qual foi a agenda informada pelos representados para ser tratada na visita dos mesmos a Espanha;
Se houve alguma agenda extraoficial, com quem e qual foram os assuntos abordados;
Se os representados ou pessoas sob o seu comando já o procuraram na embaixada nos últimos 02 anos, informando nome, data e assunto tratado;
Se os representados o coagiram para retirar a postagem divulgada na rede social da qual informava que os representados teriam tratado com as autoridades espanholas sobre a aplicação do parlamentarismo no Brasil;
Se é normal a Embaixada apagar postagem nas redes sociais;
Se existe algum motivo para quererem omitir o assunto da reunião realizada entre os representados e autoridades espanholas, referindo-nos a postagem apagada”.
Além disso, o INAD requereu que seja anexada nos autos o capítulo das delações premiadas dos empresários da JBS, Odebrecht e Gol Linhas Aéreas que citaram os representados Maia e Marcos Pereira, bem como sejam ouvidos novamente os delatores para que informem se havia financiamento ilícito aos representados para a mudança do sistema de governo, a fim de investigar eventual ligação entre as denúncias com a tentativa de mudança do sistema de governo que facilitaria a aprovação de projetos legislativos e remanejamento de recursos.
O ex-presidente, conspirando contra Bolsonaro, aguçou a ambição do deputado. Botafogo saiu da sede do Instituto Fernando Henrique Cardoso com o peito estufado, se achando o homem mais poderoso do país e ensandecido pelas dicas golpistas de FHC.
Logo na sequência, o baque.
Ao embarcar no jatinho da FAB percebeu que não era assim tão poderoso quanto imaginava.
Foi informado de que as regras agora para uso de aviões da FAB são outras, pois um novo decreto do presidente Jair Bolsonaro restringia as mordomias criadas justamente por FHC.
Agora, as aeronaves só poderão ser usadas em viagens oficiais, jamais em deslocamentos pessoais.
O decreto atinge Maia em cheio. Em 2019, ele fez mais viagens pela FAB que o próprio Bolsonaro: 250 no total.
Maia é o recordista absoluto no uso de jatos da FAB: desde julho de 2016, quando assumiu a presidência da Câmara, ele fez 769 viagens por conta dos pagadores de impostos, segundo informações da Força Aérea.
Deputados ligados ao presidente da Câmara dizem que nunca o viram tão “descompensado”, furioso. Essa mamata acabou.
Disparada do dólar e dificuldade de importar insumos da China têm afetado também a produção de eletrônicos, como celulares e computadores
Desde a confirmação do primeiro caso do novo coronavírus no Brasil, o mercado financeiro reage com preocupação ao avanço da doença no país. Embora o Banco Central tenha admitido que os próximos 15 dias vão permitir uma “análise mais precisa” sobre os impactos que o vírus causará na economia brasileira, os efeitos imediatos do Covid-19 já são percebidos.
A desvalorização do real frente ao dólar, por exemplo, bate recorde diário desde que o Ministério da Saúde confirmou a chegada do coronavírus ao país. Entre 26 de fevereiro e 5 de março, a cotação da moeda americana saltou de R$ 4,44 para R$ 4,65. O real é a moeda que mais se desvalorizou em comparação ao dólar em 2020.
A incerteza dos investidores se reflete, também, na queda significativa da Bolsa de Valores. Dos quase 113 mil pontos na semana que antecedeu o Carnaval, para menos de 100 mil na manhã da última sexta-feira (6). É o menor patamar desde agosto do ano passado.Segundo Marcelo Godke, professor de direito comercial do Insper, os impactos da propagação do coronavírus no mercado brasileiro eram naturais, uma vez que os investidores se antecipam à confirmação dos primeiros casos no país.
“Quando há algum tipo de ameaça à economia global, os investidores tendem a comprar ouro, dólar, que são ativos considerados bastante fortes. Imagina-se que vá acontecer uma redução da velocidade do crescimento da economia mundial. Então, há uma corrida para se adquirir o dólar. Por conta disso, o real acaba se desvalorizando”, explica.
Impactos
Não são apenas os investidores com ações na bolsa que sentem as consequências do coronavírus. Quem deseja viajar para o exterior, por exemplo, já está pagando R$ 4,86 por cada dólar. Em algumas casas de câmbio, a moeda chega a custar mais de R$ 5, a depender da forma de pagamento. Além dos impactos sobre o turismo, Marcelo Godke acredita que é possível que itens de primeira necessidade do brasileiro seja afetados em breve.
“O principal insumo do pão é a farinha, que é feita de trigo. Por ser boa parte importado, o preço dele vai variar de acordo com a cotação do dólar. Então, se o dólar se tornar mais caro, a gente tem uma tendência de ver acréscimo no preço do pãozinho, da massa. Pode ser que isso tenha um impacto inflacionário, que a gente comece a sentir logo nas próximas semanas”, projeta Godke.
As compras no exterior também estão mais caras com a valorização da moeda americana. Fica mais difícil importar produtos e serviços de fora do país, uma vez que a maioria das empresas de comércio eletrônico, por exemplo, vende em dólar.
Alguns setores da economia notaram desaceleração nas atividades. Segundo a Associação Brasileira de Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 57% das empresas enfrentam problemas para receber materiais, componentes e insumos da China. A situação é mais observada entre os fabricantes de produtos de tecnologia, como celulares e computadores.
O setor de eletroeletrônicos importa 42% dos insumos da China, o que o torna dependente da indústria do país asiático. A fábrica da LG e unidades da Samsung e da Motorola suspenderam a produção no Brasil, devido à falta dessas peças.
Projeções
O diretor da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, projetou que a epidemia de coronavírus terá um impacto “substancial” na economia global. Segundo ele, as próximas semanas vão apontar em que medida isso vai ocorrer. Vale lembrar que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu a previsão de crescimento da economia mundial de 2,9% para 2,4%. A OCDE apontou o coronavírus e a queda na produção chinesa como as causas principais.
Especialistas estimam que a economia brasileira deve crescer menos do que o esperado neste ano, por causa do coronavírus. Alguns apontam que só o Covid-19 seja responsável por queda de 0,2% a 0,3% no Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A fim de evitar perdas internas, o Conselho de Política Monetária (Copom) já sinalizou que pode reduzir novamente a taxa básica de juros. Para Marcelo Godke, a baixa produtividade de vários setores devem prejudicar o crescimento do país.
“É difícil achar que não vai ter impacto negativo. Deve sim, porque vai ter uma redução da atividade econômica no setor aéreo, de alimentação, transporte, turismo, o pessoal que trabalha no setor de informática, vai ter uma redução da atividade. É muito difícil acreditar que não vai afetar”, indica o especialista do Insper.
Possíveis perdas na área econômica também são motivo de preocupação por parte das autoridades de saúde. Segundo o Secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, o objetivo é trabalhar para que país esteja preparado para controlar a chamada transmissão comunitária ou sustentada do coronavírus, que ocorre entre indivíduos que não viajaram e nem tiveram contato com pessoas que estiveram no exterior.
“A gente vai considerar uma transmissão de modelo de segurança condizente com a nossa realidade social, urbana e estrutural, porque o que nós menos queremos é impacto na nossa economia, impacto na nossa sociedade, impacto nas nossas atividades diárias”, ponderou Oliveira.
Ronaldinho Gaúcho e o seu irmão e empresário Roberto Assis foram presos na noite de hoje (6) no Paraguai, a pedido da Justiça local, como forma de evitar a saída dos dois do país durante as investigações sobre o caso dos documentos falsos carregados pelos ex-jogadores na entrada em território paraguaio. Os brasileiros foram detidos no hotel onde se hospedavam na capital Assunção em medida preventiva das autoridades locais.
A informação foi inicialmente publicada pelo jornal ABC Color e confirmada pelo UOL Esporte com Gilberto Fleitas, diretor de Investigação de Fatos Puníveis da Polícia Nacional paraguaia. A ordem de prisão sai horas depois de Ronaldinho e Assis seguirem como investigados no caso de falsificação de documentos paraguaios. Por ordem do juiz de garantias Mirko Valinotti, a ex-estrela do Barcelona e o irmão tiveram negados o “critério de oportunidade”, que livraria ambos de qualquer processo em troca de colaboração com a Justiça.
A prisão foi pedida pelo Ministério Público do Paraguai e executada na noite desta sexta. Ronaldinho e Assis foram encaminhados para a sede da força policial conhecida como Agrupación Especializada, em Assunção, enquanto aguardam novidades sobre as investigações do caso. A detenção tem caráter preventivo, informa o Ministério Público local.
Mais cedo nesta sexta-feira Ronaldinho e seu irmão prestaram depoimento à Justiça paraguaia por mais de seis horas. O juiz de garantias Mirko Valinotti deu trâmite de oposição ao pedido de aplicação do “critério de oportunidade” aos brasileiros no caso.
Com esta decisão, a situação foi repassada à procuradora geral, Sandra Quiñónez, que terá um prazo de dez dias para ratificar ou negar o pedido dos promotores Federico Delfino e Alicia Sapriza, do uso do “critério de oportunidade”, que livraria os ex-jogadores brasileiros de processo em troca de colaboração com a Justiça e reparação social, alegando que eles não estariam implicados diretamente.
Ronaldinho e Assis permaneceram boa parte da última quinta-feira (05) no Ministério Público para prestar esclarecimentos. Os dois chegaram pela manhã e só saíram no fim da tarde, sem responder a totalidade de perguntas sobre o caso. Hoje, Ronaldinho e Assis foram ao tribunal para o julgamento do “critério de oportunidade”, que acabou negado pelo juiz de garantias Mirko Valinotti,