Partidos articulam frente progressista para disputar eleições sem o PT

Para fugir da polarização e mostrar que existe eleição para além do bolsonarismo e do lulismo, a Rede Sustentabilidade, o PSB, o PDT e o PV estão em constante diálogo para montar uma frente progressista com o intuito de garantir a eleição de prefeitos e vereadores nas principais cidades do país em 2020.

Com certa frequência tem havido reuniões entre Pedro Ivo (Rede), Carlos Lupi (PDT), Carlos Siqueira (PSB) e José Luiz Pena (PV) – todos presidentes de seus partidos -, para afinar a formação das chapas municipais.  A informação foi checada pelo Congresso em Foco com seis fontes que estão participando direta ou indiretamente das negociações.

O PT tem tentado diálogo com os partidos e se mostra aberto a negociar para fazer parte dessa frente, porém, as agremiações não querem se unir com a sigla de Lula. “O PT está aberto a dialogar. Se isso acontecer sem o PT, não vai ter sucesso”, disse reservadamente uma fonte petista ao site.

A frente progressista não tem evitado apenas o PT; Psol e PCdoB também estão sendo excluídos dos diálogos. “Eles são muito alinhados ideologicamente com o PT”, explicou um membro do PSB.

“Eles não querem conversar com a gente, acho que isso é um erro”, retrucou uma fonte do Psol para a reportagem.

Nos bastidores, quando as lideranças partidárias se reúnem, em especial do PSB e do PDT, a principal frase que se escuta é que “o PT quer um ‘hegemonismo’, o PT quer impor sua agenda”, e é isso que tem afastado os outros partidos.

“O PT, institucionalmente, tenta manter uma relação cordial com os partidos todos. Exemplo disso é a nota de ontem (03)”, disse um membro do partido. A nota em questão, foi assinada por oito partidos de oposição – PT, PSB, PDT, Psol, PCdoB, Rede, PV e Unidade Popular – contra a agenda do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Apesar desta nota, a orientação dos partidos nesta quarta-feira (4) demonstra que os dois blocos de esquerda estão longe de se alinharem. A pauta no Plenário era do orçamento impositivo, para a derrubada ou manutenção do veto 52: o PT, Psol e PCdoB entraram em obstrução, enquanto o PSB, PDT, Rede e PV votaram pela manutenção do veto.

Em São Paulo, inclusive, está perto de se anunciar uma chapa que inclui o PSB e PDT. A Rede Sustentabilidade, por exemplo, já estava com as conversas bem adiantadas com a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, que deseja pleitear ao cargo novamente em 2020. Mas, após receber uma pesquisa que demonstra que, em caso de aliança com o PT, poderia ser vencedora na capital paulista, Marta se inclinou em fechar com Fernando Haddad de cabeça de chapa e ela como vice. A Rede, entretanto, não aceita fechar acordo com o PT e se recusou a filiar a ex-prefeita, tamanha é a cisão entre as siglas.

No Rio de Janeiro, a chapa Psol, PCdoB e PT na prática já está funcionando. Nesse último caso existe uma exceção, o PV, até o momento, está apoiando Marcelo Freixo (Psol-RJ) para a prefeitura da capital carioca.

Algumas lideranças petistas estão autorizadas a tentar dialogar e ver onde é possível uma aliança para afastar o partido desse isolamento em que está sendo jogado. Na próxima semana, o diretório nacional do partido se reunirá para, dentre outras demandas, discutir a estratégia que deve ser adotada diante desse cenário que se desnuda.

Congresso em Foco

 

Comandante Geral da PM disciplina o uso de viaturas militares pelos comandantes de unidades

O coronel Pedro Ribeiro, Comandante Geral da Polícia Militar do Maranhão tomou uma decisão de disciplinar o uso de viaturas dos comandantes das unidades militares da capital e do interior. Primeiramente mandou colocar adesivos da PM em todas elas. Trocou as placas cinzas por brancas e estabeleceu que ao final do dia, sejam recolhidas aos quarteis. Nos finais de semana, elas poderão ser utilizadas em casos que haja necessidade de algum serviço específico.

A determinação do coronel Pedro Ribeiro foi altamente valorizada dentro da instituição por inúmeros oficiais superiores, mas desagradou uma parte, tendo havido algumas ponderações, mas o Comandante Geral registrou que se trata de uma medida de transparência e evitar casos de abusos, que inclusive já resultaram em problemas sérios para a corporação.

Por outro lado, sabe-se que o secretário Jeferson Portela, titular da pasta da Segurança Pública a quem a Polícia Militar está subordinada, aprovou a medida tomada pelo coronel Pedro Ribeiro.

A prefeitura de São Luís assumirá a Maternidade Maria do Amparo como assumiu a Maternidade da Cidade Operária?

A informação de que a Maternidade Maria do Amparo seria fechada em decorrência da prefeitura de São Luís não repassar recursos de um convênio com a casa de saúde, proporcionando um atraso salarial de 04 meses das equipes médicas que fazem os partos, acabou proporcionando uma indignação geral não apenas em São Luís, mas em todo o Estado.

Na sessão de hoje da Câmara Municipal, o vereador Gutemberg Araújo informou ao colegiado do legislativo e naturalmente tornou público, que a prefeitura de São Luís, através da Secretaria Municipal de Saúde vai assumir os setores internação e partos da Maternidade Maria do Amparo, através de um contrato, ficando os serviços ambulatoriais por conta da direção da casa de saúde.

O vereador Gutemberg Araújo não se ateve aos 04 meses de repasses de convênio não honrados pela prefeitura de São Luís e como será feito o pagamento das equipes profissionais, que ficaram durante o referido período sem receber os seus salários.

O vereador Cézar Bombeiro vê com muita desconfiança o acordo proposto pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior e o secretário Lula Fylho, principalmente que a realidade mostra que. a maioria das unidades municipais de saúde estão sucateadas e a enfrenta falta medicamentos. A sua preocupação é que a Maternidade Maria do Amparo ao longo de toda sua história se transformou em uma casa de saúde de referência, principalmente nos atendimentos de mães pobres e humildades, as quais tiveram os seus filhos no local, recebendo tratamento digno, sério e recheado de amor. Acreditar que, o atendimento e tratamento dispensado as mulheres vão continuar é um risco muito sério, afirmou Cézar Bombeiro.

O prefeito Edivaldo Holanda Júnior tem feito um silêncio sério, sobre o abandono das obras da Maternidade da Cidade Operária. Já teriam sido gastos mais de R$ 3 milhões e as obras foram abandonadas. Apesar de denuncias e cobranças de vereadores da bancada da oposição, inclusive levadas ao conhecimento do Ministério Público e os Termos de Ajustes de Condutas assinados com a prefeitura de São Luís, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, mostra forças e vai atropelando quem surgir em defesa da construção da Maternidade da Cidade Operária.

 

 

 

 

 

 

Lula discursa em Paris como batedor de carteira da história


Libertado da cadeia pelo Supremo Tribunal Federal, Lula tornou-se prisioneiro de uma fábula. Homenageado com o título de cidadão honorário de Paris, pronunciou na capital francesa não um discurso, mas um atentado à historiografia.

Condenado por corrupção, Lula apresentou-se como perseguido. Colecionador de ações penais, já amargou duas sentenças de segunda instância, uma delas confirmada no terceiro grau. Mas disse ter sido preso de forma ilegal.

A certa altura, Lula caprichou no cinismo. Levava a tiracolo Dilma Rousseff, que arruinou a economia do país e produziu um empregocídio. Ainda assim, sentiu-se à vontade para encenar o papel de porta-voz dos oprimidos.

“É meu dever falar aqui em nome dos que sofrem, em meu país, com o desemprego e a pobreza, com a revogação de direitos históricos dos trabalhadores e a destruição das bases de um projeto de desenvolvimento sustentável…”

Pai do mensalão e do petrolão, responsável pela conversão do PT em máquina coletora de propinas, Lula declarou:

“O que está ocorrendo no Brasil é o resultado de um processo de enfraquecimento do processo democrático, estimulado pela ganância de uns poucos…”

Lula reiterou o lero-lero segundo o qual Dilma sofreu um “golpe parlamentarl”. Que foi seguido da “farsa judicial” que o levou à prisão. Coisa de Sergio Moro, “um juiz que é hoje ministro do presidente que ele ajudou a eleger com minha prisão.”

Esqueceu que a gestão pedalante de Dilma foi condenada com os votos dos seus pseudoaliados, sob a supervisão de Ricardo Lewandowski, um magistrado companheiro do Supremo.

Desconsiderou que a sentença de Moro foi ratificada na segunda e na terceira instância. Lula ignorou, de resto, que o TRF-4 já pendurou no seu pescoço, na fase pós-Moro, uma nova sentença de segunda instância por corrupção.

Sobre a sucessão de 2018, Lula afirmou que Bolsonaro prevaleceu por ter sido “poupado pelas grandes redes de televisão de enfrentar, em debates, o companheiro [Fernando] Haddad.”

Fora de órbita, acrescentou: “Essa mídia, portanto, é corresponsável pela ascensão de um presidente fascista ao governo do Brasil.”

Ora, quem pariu Bolsonaro não foi a mídia. Deve-se a gravidez ao próprio Lula, que se autoconverteu em principal cabo eleitoral do capitão. O parto é obra do antipetismo, maior força política de 2018.

Quando Roberto Jefferson jogou o mensalão no ventilador, Lula ensinou à plateia que “o PT fez, do ponto de vista eleitoral, o que é feito no Brasil sistematicamente”.

Ao notar que o melado escorria além do desejável, Lula fugiu da cena do crime, refugiando-se atrás da tese do “eu não sabia”. E ficou por isso mesmo.

Sobreveio o petrolão, seguido da Lava Jato. Reduzido à condição de um ficha suja inelegível, Lula tem dificuldades de se libertar da própria fábula.

No momento, a divindade petista dedica-se à construção de uma nova carreira. Transformou-se num batedor de carteira da história.

Do Blog de Josias de Sousa

UOL

 

Taxa de retorno ao sistema prisional entre adultos é de 42%, aponta pesquisa

O Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça e o programa Justiça Presente lançaram nesta terça-feira (3/3) o relatório “Reentradas e reiterações Infracionais — Um olhar Sobre os Sistemas Socioeducativo e Prisional Brasileiros”.

 Dados foram divulgados nesta terça-feira
De acordo com o levantamento, 42,5% das pessoas com mais de 18 anos que tinham processos registrados em 2015 retornaram ao sistema prisional até dezembro de 2019. O estado com maior índice de reincidência, com 75%, é o Espírito Santo. Minas Gerais, registrou a menor taxa, com, 9,5%.

O número de reentradas é menor entre adolescentes (de 12 a 17 anos). A partir dos dados colhidos, foi constatado que de 5.544 indivíduos, 1.327 retornaram ao menos uma vez ao sistema socioeducativo entre 2015 e 30 de junho de 2019. O número equivale a 23,9% de reentrada.

A pesquisa aponta ainda um dado já conhecido: a maior parte dos atos infracionais são leves, equiparados aos crimes de porte de arma, roubo, furto e tráfico de drogas. A tendência é observada em relação aos adolescentes e aos adultos.

O fato de as reentradas serem quase duas vezes maiores no caso de adultos permite dizer, segundo o CNJ, que o sistema socioeducativo tem, “possivelmente, uma maior capacidade” de interromper a “trajetória dos ilegalismos”.

A pesquisa foi desenvolvida mediante análise de dados extraídos do Cadastro Nacional de Adolescentes em Conflito com a Lei (CNACL) e do repositório de dados judiciais em trâmite e baixados, mantidos pelo CNJ.

Crise
O relatório foi lançado durante o seminário “Judiciário, Sistema Penal e Sistema Socioeducativo”, que conta com a participação de diversos especialistas em sistema penitenciário.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Dias Toffoli, esteve presente no evento e afirmou que o relatório escancara um problema complexo que não pode ser atacado com políticas simplistas.

“Não há caminho para a superação do ‘estado de coisas inconstitucional’ do sistema prisional senão pela compreensão do caráter estrutural da crise que enfrentamos. Só seremos capazes de promover mudanças efetivas quando as soluções forem capazes de atacar as raízes dos nossos problemas”, afirmou Toffoli durante a abertura do seminário.

Ainda segundo ele, o fato de a reentrada entre adolescentes ser menor representa uma oportunidade “para discutir, com extrema qualidade, temas como a punição e castigo na sociedade contemporânea” e os efeitos da superlotação.

O ministro também aproveitou para falar sobre o tema durante o lançamento do 17º Prêmio Innovare, que ocorreu no Superior Tribunal de Justiça, também nesta terça-feira.

“A gente precisa sempre trabalhar com dados reais, não achismo. A pesquisa mostra que a reincidência no sistema socioeducativo para menores infratores é menor do que no sistema prisional. A ressocialização é mais eficaz. Isso mostra que baixar a maioridade não é solução para a segurança pública”, disse.

Fonte: CONJUR

Quase metade dos focos do Aedes no Maranhão está em recipientes usados para armazenamento de água

O Ministério da Saúde recomenda que a prevenção ao mosquito é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya.

Quase metade dos focos do mosquito Aedes aegypti registrados no Maranhão no ano passado estavam em depósitos ao nível do solo, utilizados para o armazenamento de água, tais como toneis, tambores e potes. Dados do Ministério da Saúde mostram que a porcentagem de infestação nesses recipientes no estado é de 42,4%.

O Ministério da Saúde recomenda que a prevenção ao mosquito é a melhor forma de evitar a dengue, zika e chikungunya.  Para combater o vetor em casa, não deixe acumular água nas lajes, tampe ralos e caixas d’água com telas e evite ter plantas que acumulem água. É o que explica o pesquisador da Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch.

“Geralmente, dentro de casa, nós temos muitos criadouros. Qualquer recipiente que acumule uma pequena de água, um ralo que está fora de uso, que quase não sofre limpeza, vasos de plantas, caixas d’água sem tampa, ou qualquer coisa desse tipo pode favorecer muito a proliferação do mosquito.”

A coordenadora de Prevenção e Controle das Arboviroses da Secretaria de Saúde do Maranhão, Joseneide Matos, pontua que prestar atenção em locais que possam acumular água e se tornarem locais propícios para a proliferação dos mosquitos nas residências contribui para a segurança não só das famílias, mas de toda a comunidade.

“Se eu tenho um criadouro do mosquito dentro de casa, eu sou o responsável que qualquer pessoa adoeça e possa ir a óbito. Não só pensando nos nossos vizinhos irão adoecer, que a mãe do vizinho vá adoecer, mas dentro da nossa própria casa nós podemos estar criando o mosquito para adoecer a nossa própria família ou a nós mesmos.”

Em 2019, foram registrados dois mil casos confirmados de dengue, 348 de chikungunya e 61 de zika, no Maranhão. Quatro mortes foram ocasionadas pela dengue e uma por chikungunya no estado, no ano passado. Em 2020, já foram notificados 173 casos prováveis de dengue, seis de zika e 13 de chikungunya.

Dados do Ministério da Saúde mostram que, em 2019, 77 municípios maranhenses ficaram em situação de risco em relação ao Aedes aegypti.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

Agência do Rádio MAIS

 

 

Flavio Dino lidera cooperativa do jogo de cena com apoio de Edivaldo Júnior e Weverton Rocha

            Quem acreditava num possível desentendimento dos aliados Edivaldo Holanda Júnior e Weverton Rocha com o governador Flavio Dino perdeu. Todos estão altamente alucinados pela prefeitura de São Luís, mas ainda encontram muitas dificuldades no deslanche de algum nome da cooperativa. O que tem tirado o sono deles é o nome do pré-candidato Eduardo Braide, da oposição que vem crescendo de maneira avassaladora.

Uma tentativa de criar falsos desentendimentos e até conflitos dimensionados nas redes sociais, não passa de articulações para chamar a atenção da população, mas pela fragilidade, não conseguem nem mesmo alcançar os objetivos esperados, decorrente de que os partidos que integram a cooperativa são controlados pelo governador Flavio Dino.

Dentro do contexto de ter um maior número de pré-candidatos candidatos na cooperativa, Flavio Dino deve fazer alguns acertos com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho, marido da deputada estadual de Detinha, declarada pré-candidata e que procura visibilidade e pode se destacar dentro do grupo governamental.

A dificuldade para alcançar Eduardo Braide é decorrente de que a pré-candidatura dele já foi abraçada pela população, que cansou de ser refém de promessas e do avanço indiscriminado da pobreza extrema da fome e da miséria, que proporcionou ao Maranhão ser  a menor renda per capita de todo o Brasil. A verdade também é que o povo de São Luís não quer ser mais masoquista vítima das maldades dos sádicos.

 

Eduardo Braide recebe mais adesões partidárias e espaços na Câmara Municipal de São Luís

            O massivo apoio da população de São Luís e de vários partidos políticos que estão somados com o deputado federal Eduardo Braide para a eleição municipal, começa a ter reflexos positivos na Câmara Municipal. Até pouco tempo o pré-candidato a prefeito de São Luís, tinha no legislativo municipal o apoio apenas do vereador Cézar Bombeiro.

Por decisões próprias de vereadores e decorrentes de apoios partidários, a representação defensora do nome de Eduardo Braide à prefeitura de São Luís já é bem visível no parlamento municipal. Integra o grupo, os vereadores Cézar Bombeiro, Marcial Lima, Sá Marques, Francisco Chagunihas, Gutemberg Araújo e dentro dos próximos dias outros vereadores podem perfeitamente fazer parte de uma nova frente politica pelo regaste de direitos e dignidade do povo de São Luís. Com o apoio recebido do deputado federal Aluísio Mendes (PSC) vieram também para a luta de Braide, os ex-vereadores Manoel Rego e Marlon Garcia.

 

Coronavírus cria novas formas de cumprimento no mundo

Rejeitar uma mão estendida, sem ser rude, evitar beijar e abraçar ou cumprimentar-se com os pés são os novos comportamentos sociais que estão sendo adotados em vários países do mundo diante da epidemia do novo coronavírus.

Sylvie Briand, uma importante autoridade da OMS, retuitou um desenho que mostra maneiras alternativas de cumprimentar um ao outro, incluindo o “footshake” (saudação com o pé) e cotovelo com cotovelo.

China

Em Pequim, placas pedem que as pessoas não troquem apertos de mão, mas que unam as próprias em saudação. Nos alto-falantes, recomenda-se fazer o tradicional gesto gong shou, palma no punho, para dizer olá.

Em Wenzhou, uma das cidades mais afetadas, dois policiais rejeitaram, sorridentes, a mão estendida de um jornalista da AFP, preferindo trocar um “toque no cotovelo”.

Irã

No Irã, onde o lema “Não aperto sua mão porque te amo” se multiplica, tem se desenvolvido uma maneira de cumprimentar-se entre homens (na República Islâmica não é conveniente apertar a mão entre pessoas de sexos opostos), que consiste em avançar o punho fechado em direção ao outro, que faz o mesmo, sem que os dois punhos entrem em contato. Um vídeo viral nas redes sociais mostra três homens, dois dos quais com máscara e com as mãos nos bolsos, que se cumprimentam alegremente tocando os pés um do outro: o “footshake”.

França

Há alguns dias, os jornais aconselham sobre novos comportamentos a serem adotados para substituir os apertos de mão e beijos. Lembrando que o aperto de mão é relativamente recente, a partir da Idade Média, e também muito ocidental, um especialista em boas maneiras entrevistado por vários meios de comunicação, Philippe Lichtfus, insiste na importância de “olhar” para a pessoa que cumprimenta.

Brasil

O Ministério da Saúde recomendou que os brasileiros não compartilhem as bombas de metal usadas para beber chimarrão. O beijo, “mesmo que não seja na boca”, também é totalmente desaconselhável.

Nova Zelândia

Várias instituições abandonaram o “hongi”, uma tradicional saudação maori na qual duas pessoas tocam o nariz e a testa. A Universidade Politécnica WelTec de Wellington substituiu o “hongi” pelo “waiata”, um canto maori, para a cerimônia de boas-vindas aos novos alunos.

Alemanha

Um exemplo dos novos comportamentos sociais e sanitários, o ministro do Interior alemão, Horst Seehofer, recusou-se na segunda-feira a apertar a mão estendida da chanceler Angela Merkel. Os dois riram.

Espanha

A pouco mais de um mês da Semana Santa, no início de abril, os beijos à Virgem podem ser banidos. “É uma das medidas cogitadas”, afirmou um funcionário do Ministério da Saúde, Fernando Simón.

Durante a Semana Santa, principalmente na Espanha, são realizadas procissões católicas em todo o país, onde milhares de fiéis correm para tocar as mãos e os pés da Virgem ou dos santos para pedir proteção.

Romênia

Na Romênia, corre-se o risco de o medo do novo coronavírus estragar a celebração do Dia Internacional da Mulher, em 8 de março. O secretário de Estado da Saúde, Nelu Tataru, aconselhou os homens a não beijar as mulheres e apenas oferecer um buquê de flores ou um amuleto da sorte (o “Martisor”), como dita a tradição no início da primavera. “Oferecemos flores, mas não beijos”, recomendou.

A poderosa Igreja Ortodoxa autorizou os fiéis a parar de abraçar os ícones nas igrejas e a usar uma colher descartável para a comunhão.

Holanda

Na Holanda, onde agora é proibido dar a hóstia na boca, as dioceses não pensaram em tudo: de acordo com o jornal de referência De Volkskrant, na missa de domingo em uma igreja em Amsterdã, o cesto de oferendas passou de mão em mão, como de costume.

Líbano

“Footshake” também no Líbano, onde um vídeo viral mostra o cantor Ragheb Alama e o comediante Michel Abou Sleiman, alegres, tocando os pés quatro vezes.

Austrália

O ministro da Saúde do estado de Nova Gales do Sul, Brad Hazzard, convidou os australianos a “dar tapinhas ao invés de apertar as mãos”.

UOL Notícias

 

Governador do Ceará defende ação de Cid Gomes como manifestação de indignação

– O governador do Ceará, Camilo Santana (PT), voltou a defender a ação do senador licenciado Cid Gomes (PDT) em Sobral e afirmou que a “união de forças” acabou com o motim dos policiais militares no estado.

O ministro Sergio Moro afirmou nesta segunda-feira (12) no Twitter que a crise “só foi resolvida pela ação do governo federal”, em resposta ao ex-governador Ciro Gomes (PDT), aliado de Camilo. Para o governador cearense, “foi a união de forças” que ajudou a contornar a crise.

“Agradeço a grande maioria da tropa que não aderiu ao motim, a Polícia Civil, os bombeiros, o Exército, a Força Nacional. Foi a união de forças tanto estadual quanto federal  na tentativa de garantir a segurança da população cearense”, disse Camilo, sem citar o presidente Jair Bolsonaro ou o ministro Sergio Moro.

Em tom de apaziguamento, na primeira entrevista coletiva após o fim da paralisação da polícia, Camilo pediu que o Exército continue no estado até o dia 6, quando vence a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), prorrogada por Bolsonaro.

“É importante que o Exército permaneça no estado para restabelecer a normalidade, enquanto os veículos e equipamentos estão sendo recuperados”, afirmou o governador, que diz ainda não ter o balanço de quantos policiais participaram do motim e quantas viaturas foram danificadas.

Na capital cearense ainda há pouca presença da Polícia Militar neste primeiro dia de retomada do policiamento. O acordo previu que os agentes voltassem aos postos às 8h desta segunda-feira. Nas ruas, no entanto, são mais frequentes as tropas do Exército e da Força Nacional.

O governador também reafirmou que a anistia é “inegociável” e que espera que a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) enviada pelo governo do estado para proibir a anistia de policiais seja aprovada pela Assembleia Legislativa cearense nesta terça-feira (13).

“A sociedade não pode ficar refém. Enviei a PEC para que não seja só uma resolução do governador. Já conversei com parlamentares de Brasília. A ideia é que se tenha uma legislação federal, proibindo a anistia no Brasil, em todos os estados”, disse Camilo.

Camilo também criticou a “mistura da política com polícia”, mas defendeu o senador Cid Gomes, quando questionado se a atitude do pedetista, de tentar entrar no batalhão amotinado com uma retroescavadeira, não prejudicou as negociações e ajudou na radicalização dos policiais.

“A minha interpretação sobre a atitude do senador Cid Gomes de usar uma máquina retroescavadeira para um entrar uma unidade militar  foi uma atitude de indignação, de quem vê a sua cidade sendo sitiada, policiais mascarados mandando fechar o comércio da sua cidade. Isso causa indignação em qualquer um de nós”, afirmou.

FOLHAPRESS