Rodoviários voltam a ser massa de manobra de empresários e anunciam greve

Os empresários do Sistema de Transportes Coletivos de São Luís, retomam as estratégias antigas para auferir vantagens, interesses e o exercício de pressão sobre as autoridades. Ela se tornou vergonhosa na administração municipal passada, quando os empresários deixavam de cumprir acordos trabalhistas e informavam a categoria que não tinham disponibilidades financeiras e as duas categorias se articulavam primeiramente com ameaças de greves, em seguida paralisações por áreas da cidade e assim tripudiavam da população e conseguiam muitas vezes mais do que pretendiam e o poder público se submetia aos interesses de rodoviários e empresários.

No início da atual administração municipal, os empresários se aproximaram do prefeito com articulações semelhantes à administração passada, primeiramente dando a entender a população que os coletivos adquiridos eram do Executivo Municipal, que não tem empresa municipal de transporte e como tal não pode comprar ônibus para servir de coletivo ao povo de São Luís.

A audácia dos empresários de transportes coletivos de São Luís é tamanha, que na concorrência pública conseguiram impor as suas regras e uma verdadeira farsa foi montada para a divisão das linhas de coletivos mais rentáveis ficassem com os líderes e de maior suporte financeiro. O resultado é que o transporte do jeito como é manipulado, não atende a população e os problemas são crescendo e o povo sofrendo mais e sendo excluído de um direito.

A Câmara Municipal, que conta com muitos vereadores recebendo favores de empresário, faz de conta que o problema é apenas da prefeitura. A SMTT, que administração passada era uma espécie de aliada dos empresários, em eles tinham até escritório dentro da Secretaria Municipal de Trânsito de Transporte, precisa ser independente e se posicionar em defesa de um transporte de qualidade para a população.

Quem não se recorda das inúmeras greves articuladas entre as duas categorias por empresas, que acabou se tornando uma verdadeira afronta as autoridades e muito mais a população sofredora de São Luís. A verdade, é que exige um posicionamento sério e duro para acabar com esse tipo de articulação, por parte da Prefeitura de São Luís, da Câmara Municipal de São Luís, do Ministério Público e do Sistema de Segurança Pública. O que não pode é se deixar a população a mercê de empresários e rodoviários, tentando impor regras próprias para os serviços de transportes coletivos, em total desrespeito e prejuízos ao povo de nossa capital.

Fonte: AFD  

Brasil tem menor média de óbitos por covid em 11 meses: O Maranhão com 2,85% é o quinto em letalidade

O resultado desse cálculo é uma leitura que leva em conta a influência de todos os dias da semana e pode ser atualizada diariamente. A taxa de letalidade está praticamente inalterada com redução de mortes em todo o país.

O Brasil registrou 367 óbitos por Covid-19 na média móvel nos últimos 7 dias, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Ainda de acordo com os registros do Painel Covid do Conass, a última vez que o país registrou uma média tão baixa quanto a dessa semana foi no dia 13 de novembro de 2020, quando o indicador ficou em 389.

Para chegar ao resultado da média móvel, os pesquisadores das entidades que fazem esses levantamentos calculam a quantidade de casos e, em vez de contar apenas os registros das últimas 24 horas, eles somam os dados recentes com os dos 6 dias anteriores e dividem o resultado por sete.

O resultado desse cálculo é uma leitura que leva em conta a influência de todos os dias da semana e pode ser atualizada diariamente. Ao considerar sempre todos os dias da semana, a média móvel de casos em sete dias pondera o represamento de notificações que ocorre nos fins de semana.

O pesquisador em Covid-19 do Instituto de Educação Superior de Brasília (IESB) e da Universidade de Brasília (UnB), Breno Adaid, explica que essa diminuição é natural por conta da vacina. “Quando se fala em pandemia, é importante entender que são duas frentes distintas: óbitos e casos. Sobre os óbitos, nós temos uma quantidade que está em queda por conta da vacina, que imuniza e previne que a maioria dos casos evolua para o óbito. Já no cenário dos casos é importante entender o seguinte: estamos com uma variante extremamente contagiosa, a Delta. Além disso, as pessoas já vacinadas estão se expondo mais ao risco e uma hora acabam se contaminando. Com isso, elas não desenvolvem o quadro pior da doença e ficam espalhando o vírus em meio a população.”

Questionamos o pesquisador se a queda na média móvel poderia significar um possível fim da pandemia. “A vacina aumenta as chances da pessoa infectada não morrer e o esperado é que os números continuem caindo. Mas os números não devem zerar porque ainda temos pessoas que se recusam a tomar a vacina e também temos pessoas com quadro de saúde delicado e, contaminadas, podem piorar. Ou seja, para zerar de fato, teremos que ter uma vacina que elimine completamente o contágio ou teremos que conviver com número baixo de óbitos mas com o vírus presente na população”, finalizou o pesquisador.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 7.852 casos e 176 óbitos por Covid-19, nesta quarta-feira (13), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.597.949 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação (5,16%). O índice médio de letalidade do País estava em 2,09%.

Taxa de letalidade

  • RJ    5,16%
  • SP    3,44%
  • AM    3,22%
  • PE    3,18%
  • MA 2,85%
  • PA    3,34%
  • GO    2,70%
  • AL    2,61%
  • PR    2,58%
  • CE    2,58%
  • MS    2,56%
  • MG    2,55%
  • MT    2,53%
  • RO    2,45%
  • RS    2,42%
  • PI    2,19%
  • BA    2,18%
  • SE    2,16%
  • ES    2,13%
  • PB    2,11%
  • DF    2,09%
  • AC    2,09%
  • RN    1,99%
  • TO    1,69%
  • SC    1,62%
  • AP    1,61%
  • RR    1,59%
  • BR    2,09%
  • Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

Fonte: Brasil 61

Ministro do STJ solta mãe que furtou R$ 21 em miojo, coca e suco

A mulher tem cinco filhos e disse ter pegado os alimentos por ter sentido fome.

Com base no princípio da insignificância, o ministro do STJ Joel Ilan Paciornik revogou a prisão de uma mulher desempregada que mora nas ruas de São Paulo há mais de dez anos e furtou alimentos de um mercado, avaliados em R$ 21,69. Para o relator, a lesão ínfima ao bem jurídico e o estado de necessidade da mulher não justificam o prosseguimento do inquérito policial.

A moradora de rua foi presa em flagrante após furtar dois pacotes de macarrão instantâneo, dois refrigerantes e um refresco em pó. Ao converter a prisão em preventiva, a magistrada considerou que, como a acusada já havia cometido outros crimes, a reincidência impediria a aplicação do princípio da insignificância – também conhecido como princípio da bagatela – e afastaria a possibilidade de liberdade provisória. A 6ª câmara de Direito Criminal do TJ/SP indeferiu o habeas corpus impetrado pela Defensoria de SP.

Valor dos bens

Relator do habeas corpus impetrado pela Defensoria Pública de São Paulo, o ministro Paciornik apontou que, de fato, a jurisprudência do STJ entende que a habitualidade na prática de delitos, mesmo que insignificantes, afasta a incidência da bagatela. Entretanto, ele ponderou que há situações em que o grau de lesão ao bem jurídico tutelado pela lei penal é tão ínfimo que não se poderia negar a incidência do princípio.

“Essa é a hipótese dos autos. Cuida-se de furto simples de dois refrigerantes, um refresco em pó e dois pacotes de macarrão instantâneo, bens avaliados em R$ 21,69, menos de 2% do salário mínimo, subtraídos, segundo a paciente, para saciar a fome, por estar desempregada e morando nas ruas há mais de dez anos”, concluiu o ministro ao trancar a ação penal e determinar a soltura da mulher.

Fonte: Migalhas

Justiça Federal e MPF impedem exploração imobiliária na reserva do Itapiracó, em São Luís

Empresa Ires Engenharia não poderá mais anunciar ou realizar venda de lotes na área de proteção ambiental.

O Ministério Público Federal (MPF) obteve na Justiça Federal sentença contra a empresa Ires Engenharia Comércio e Representações Ltda e João José Sousa Rodrigues, em razão da tentativa de venda de loteamento no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Itapiracó, unidade de conservação criada pelo Estado do Maranhão nos municípios de São Luís e de São José de Ribamar.

Proferida em agosto deste ano, a decisão condena os réus a se absterem de anunciar ou alienar lotes, diretamente ou mediante terceiros, na reserva do Itapiracó, situada em área pertencente à União. Também foram proibidos de edificar, colocar marcos divisórios, cercas ou qualquer forma de individualização de lotes no local.

 Entenda o caso – Em 2018, o MPF recebeu representação formulada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) na qual teria sido constatada a colocação de placas para venda de lotes no interior da área de proteção ambiental do Itapiracó. Na ocasião, a empresa Ires Engenharia teria se identificado como proprietária de lotes para comercialização, com base em direito reconhecido em processo judicial, passando a promover o loteamento e a venda da área, juntamente com João Sousa Rodrigues.

Mas a apuração do MPF revelou que os pretensos proprietários não são donos de terreno no interior da área de proteção ambiental, onde foram colocadas as placas de venda. Os lotes de sua propriedade ficam do outro lado da avenida Joaquim Mochel, em local diferente daquele que era anunciado.

Ou seja, os vendedores não poderiam comercializar terras na área da reserva do Itapiracó, que está inteiramente situada em imóvel da União, no antigo campo de mudas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Ministério da Agricultura, o que foi constatado por informações fornecidas pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU), por meio de Parecer Técnico do MPF e de certidão de registro de imóveis.

Assim, em novembro de 2018, o MPF propôs ação civil pública na Justiça Federal pedindo que a empresa Ires Engenharia e João José Sousa Rodrigues fossem condenados a se absterem de promover a venda ou realizar atos de alienação de imóvel no interior da área de proteção ambiental do Itapiracó. Na época, houve liminar favorável, agora confirmada por sentença

Número do processo para consulta na Justiça Federal: 1007131-69.2018.4.01.3700 – 8ª Vara Federal Ambiental e Agrária da SJMA

Assessoria de Comunicação
Ministério Público Federal no Maranhão

 

Gol é acusada de não honrar passagens compradas com antecedência

A Gol é acusada de aplicar “novo golpe na praça”, segundo expressão de uma das vítimas, jornalista Aziz Filho. Ele relatou em sua página no Facebook haver planejado viagem com a família há um ano, adquirindo 4 passagens. Mas a empresa não honrou o contrato. Primeiro, cancelou o voo duas vezes e depois, após submetê-lo a 2h40 de espera ao telefone, informou que as passagens foram canceladas e convertidas em “crédito em dinheiro”. Mas o valor disponibilizado não basta nem para pagar uma das quatro passagens.

Procuramos saber o que o Procon tem a dizer sobre a grave denúncia de desrespeito ao consumidor, mas estavam todos de folga. Habitualmente, a Anac explica assim por que deixa na mão quem lhes paga os salários: “não interferimos na política tarifária das empresas”.

Cliente que se vire

A Anac recomenda apenas que se o problema persistir o cliente deve procurar o SAC oficial, isto é, a plataforma Consumidor. gov.br. A Gol tergiversa sobre não honrar contrato, culpa o cliente e ainda cita regras da Anac que parece não cumprir. Até porque a Anac se omite.

Coluna do Claudio Humberto

A judicialização da política e a politização da justiça

Os socialistas clássicos – século XIX e começo do XX – lutavam por uma sociedade mais justa e igualitária, para o que a tomada do poder político – ainda que por meios violentos (já que até então não vigia o regime democrático) – representava apenas um meio para se alcançar a sonhada utopia.

Por isso se declaravam “revolucionários” e anticapitalistas, portadores de uma ética e de uma visão de mundo capazes – assim acreditavam – de construir o “paraíso terrestre” – onde, de cada um, haveria contribuições (ao coletivo) segundo suas capacidades e, a cada um, retribuições (do coletivo) segundo suas necessidades.

Foi nessa época, no fragor das lutas sociais por mais direitos econômicos (trabalhistas) e pela universalização dos direitos políticos (ora restritos a homens e proprietários), que foi emergindo, paulatinamente, o que hoje se denomina de “democracia liberal”: uma conquista centenária da sociedade de massas, protagonizada, em primeiro plano, pelas classes menos favorecidas e pelos movimentos sociais – e não uma iniciativa da burguesia dominante, como alguns pretendem rotular, facciosamente, o mérito popular da façanha.

A democracia contemporânea, assim, na qualidade de conquista histórica dos povos e da humanidade, importa, por toda a sua genética evolutiva, num triunfo coletivo da maioria das gentes, plasmada, nesse sentido, com o carimbo de valor universal, a ser defendida, indistintamente, por todos os segmentos societários (independentemente de origem, classe ou gênero) enquanto valioso e inalienável patrimônio comum.

Trata-se de uma forma de governo que, por seu arcabouço intrínseco, consolidou-se como modelo superior a outros regimes políticos à medida que logrou garantir, dentre outras vantagens comparativas, a convivência civilizada do pluralismo de tendências, a plena liberdade de organização e expressão e o celebrado instituto da alternância no poder – servindo, como tal, de oportunidade de ascensão e garantia de coexistência pacífica a todos os grupos politicamente divergentes, presentes nos diversos cenários.

Mas o socialismo de origem, que ajudou, diretamente, a alavancar toda essa grande transformação, metamorfoseou-se com o tempo. De ideal, virou ideologia. De doutrina, “religião”. De fim estratégico e transcendente, reles tática pragmática e oportunista.

O novo “esquerdismo” pós-stalinista, convertido em obcecada seita fundamentalista, expulsou a ideia de sociedade alternativa como máximo propósito para instrumentalizá-la, unicamente, enquanto meio e artifício justificador ao único (e empobrecido) objetivo que restou no horizonte das novas (e ludibriadas) gerações: a conquista do poder.

Sim, o poder pelo poder. A conquista do Estado a qualquer custo – inclusive com o recurso à contravenção – e a sua “eternização” para desígnios meramente corporativos, despóticos, de compadrio com seletos grupos econômicos e lúgubres organizações criminosas – sustentáculos financeiros e desfrutadores lucrativos da vigência do arbítrio totalitário.

Por isso e nesse diapasão, desde então, já não importa tanto “ganhar eleições” (dentro das regras), quanto “tomá-las”, “raptá-las”, seja por fraude direta, sigilosa e velada, seja, indiretamente, pelo domínio estratégico dos principais espaços decisórios do Estado (Parlamento, Ministérios, Cortes de Justiça, demais órgãos da magistratura, etc.) – capturados e aparelhados para reverter, na prática, sempre que necessário, a vontade popular expressa nas urnas e garantir, nas coxias do sistema, a prevalência dos interesses cabulosos do bloco oligárquico (establishment) no poder.

Assim, com o andar da carruagem, a democracia contemporânea, de espaço aberto às conquistas populares, pelo voto (como preconizado pelo modelo), foi sendo operacionalizada, ladinamente, em favor de plutocratas e oligarcas de todas as insígnias (da “esquerda” à “direita”), sócios remidos de uma mesma e convencionada pilhagem – alterando-se, em consequência, o DNA originário do regime.

Ao final do processo, o antanho “socialismo revolucionário” acabou se transfigurando, ironicamente, sob o dissimulado eufemismo de “progressismo”, em nada mais que instrumento “vanguardista” do grande capital, de utilíssima “funcionalidade” tanto para banqueiros e graúdos financistas, quanto para latifundiários tecnológicos e midiáticos globais – da mesma forma que o Estado, sob o domínio do crime organizado, verteu-se em “comitê executivo” da delinquência oficializada.

É essa “dialética” que explica, na raiz, um fenômeno bastante evidente no Brasil de hoje (e alhures), absolutamente patológico (do ponto de vista republicano) em sua notória e deletéria manifestação: a judicialização da política e a politização da Justiça.

Tratam-se de faces ou dimensões de uma mesma e singular dinâmica, com suas umbilicais estratégias devidamente combinadas, todas focalizadas num mesmo e único objetivo: o uso taticamente traçado dos múltiplos aparelhos de Estado (conforme o caso) para fins antirrepublicanos e antidemocráticos, conquanto mecanismos de reversão das iniciativas

desalinhadas aos interesses do establishment e de impedimento da governabilidade de lideranças eventualmente dissonantes ao esquema – ainda que sufragadas e legitimadas pelo voto popular.

Ora é o Poder Judiciário que é acionado para compensar interesses feridos de comparsas derrotados, democraticamente, no Parlamento (ou nas liças da sociedade civil), ora são os próprios ministros de Tribunais Superiores que se lançam na arena política (a exemplo do STF e do TSE), em indecoroso ativismo judicial, na busca incessante de fazer valer a “vontade suprema” de seus superiores (e clandestinos) patrocinadores – tudo em congraçado e metódico revezamento!

Afinal, não é para esse infame e delituoso propósito, antes de mais nada, que “Suas Excelências” são politicamente “selecionadas” e guindadas aos Tribunais Superiores e à Corte Suprema?

Sim, a democracia foi convertida, ao fim e ao cabo, numa farsa, numa cilada; e o povo, por tabela, relegado ao papel subserviente de “bobo da Corte” – com o único direito de vaiar ou aplaudir os protagonistas do espetáculo, circunscrito à condição passiva e subalterna de perpétua e inofensiva plateia.

Quem manda hoje no pedaço, de verdade, não aparece em cena. Mantém-se na obscuridade, hermética e intangível, da contravenção sincrônica e imperscrutável – espécie de “sociedade anônima” do crime globalmente institucionalizado.

São poucos e biliardários grupos financeiros que, de tentáculos espalhados por todo o mundo e estruturados em teias complexas de inconcessos rendimentos (incluído o narcotráfico), subsidiam e patrocinam, em níveis nacional e regional, regimes políticos, conselhos de Estado, agências de desenvolvimento, agremiações partidárias, frentes parlamentares, juízes e magistrados, meios de comunicação de massa, organizações não-governamentais, etc. – com os seus respectivos agentes locais atuando nas múltiplas instâncias do poder, regados por avultadas pecúnias, seletivos privilégios, além de outras (e “atraentes”) benesses complementares, “proporcionais” ao papel desempenhado por cada um no tabuleiro das artimanhas.

Eis a razão, e a explicação, em poucas linhas, para a deletéria enfermidade sistêmica que contamina o atual panorama político nacional (e internacional), ameaçando de morte as árduas e centenárias conquistas democráticas do Ocidente (direitos e liberdades) e anunciando, em pleno século XXI, o ressurgimento inesperado e avassalador do arbítrio fascista totalitário, disfarçado e glamourizado de “vanguardismo progressista” – fenômeno que até bem pouco tempo parecia ter ficado para trás, a título de pesarosa anamnese, nas memoriosas anotações e assinalados registros dos versados livros de História.

Alex Fiúza de Mello. Professor Titular (aposentado) de Ciência Política da Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestre em Ciência Política (UFMG) e Doutor em Ciências Sociais (UNICAMP), com Pós-doutorado em Paris (EHESS

 

PEC que destina cota de 18% para mulheres no Legislativo mudaria composição de 17 assembleias

Aprovado no Senado, o projeto de lei que destina a mulheres 18% das vagas nas eleições proporcionais — para vereador, deputado estadual e federal — teria grande impacto nas assembleias legislativas e nas câmaras municipais. Levantamento do GLOBO aponta que, se a medida já estivesse em vigor na última eleição, haveria alteração na configuração de 17 assembleias. O texto prevê aumento gradual a cada duas eleições e, no ápice, abrangeria reserva de 30% das cadeiras para mulheres no pleito de 2038.

Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, por exemplo, a representatividade feminina seria quadruplicada se a cota inicial de 18% já estivesse em vigor. Em Goiás, mais que triplicada. Nas câmaras municipais, também haveria grande impacto: na eleição de 2020, 948 cidades elegeram apenas vereadores homens para compor o parlamento, apesar de mulheres responderem por 52% do eleitorado brasileiro.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, foram eleitas 9.122 vereadoras na última eleição, de um total de 58.208 cadeiras, ou seja, 15,6%. A PEC está paralisada na Câmara dos Deputados, mas houvesse um esforço concentrado das mulheres que estão no parlamento com o apoio popular, com certeza já estaria valendo para 2022.

Fonte: EXTRA

A esquerda sem conteúdo coloca rótulos perversos em quem merece respeito e foge da verdade

A Dra. Nise Yamaguchi tuitou:

“Continua a narrativa estranha de um ‘gabinete paralelo’. Paralelo significa linhas que não se encontram nem no infinito. O que existe, continuo reiterando, são encontros, com consultorias científicas ocasionais, dentro do governo, a favor do povo brasileiro.”

Confira:

Em poucas linhas, a doutora menciona duas questões a que muito me tenho referido. A palavra “narrativa”, cujo verdadeiro sentido e uso acabo de denunciar em vídeo no meu canal no YouTube e no Facebook, e o uso retórico de rotulagem, ou de etiquetas, para sintetizar tais narrativas. São perícias da esquerda.

As narrativas esquerdistas são estórias construídas para enganar desinformados e incautos. Formas sofisticadas da mentira.

Fogem da verdade como o diabo da cruz, mudam os fatos, alteram sua sequência, criam e recriam os acontecimentos dando-lhes a forma que melhor convém a seus intuitos.

O único objetivo real da CPI da Covid-19, por exemplo, é carimbar sua narrativa, que estava pronta antes de ser convocada.

Narrativas ocupam enorme tempo nas salas de aula, na comunicação social, na cultura, e tem instalações luxuosas nos poderes de Estado. A quem é remunerado para servir a sociedade, seu custo onera ainda mais gravemente a nação em atraso educacional, cultural e social.

A rotulagem exerce função simbólica. Todo um vocabulário – de negacionismo a gabinete do ódio, de genocídio a gabinete paralelo – se transforma em centenas de rótulos que a esquerda aplica sobre seus adversários para colher determinados fins. Claro que, pelo reverso, conta muito sobre sua fonte, como afirmo no título deste pequeno comentário.

São etiquetas criadas por quem não tem conteúdo que mereça rotulagem própria digna de respeito.

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país.

 

Será que o antigo Orfanato Santa Luzia resistirá a mais um inverno e à inoperância do poder público?

De há muito venho mostrando os riscos de desabamento do prédio do antigo Orfanato Santa Luzia, mas a indiferença e mais precisamente o total descompromisso das autoridades é que o patrimônio público e histórico seja destruído pela falta de recuperação, sem falarmos no abandono que deu origem aos riscos que são bem visíveis.

O orfanato Santa Luzia era uma entidade dirigida por freiras estrangeiras que de maneira solidária e fraterna e como missão profética acolhiam crianças abandonadas ou que os pais não tinham pretensão de cria-las. Elas educavam as crianças e eram preparadas para a adoção e pelo que se tem conhecimento foram sucedidas na maioria dos casos. Muitos homens e mulheres que saíram do orfanato, conseguiram transformar as suas vidas com a adoção, retornaram ao local como benfeitores. À época como não havia muita burocracia e as adoções eram feitas à luz do evangelho e o acompanhamento pelas próprias freiras, hoje ainda existem muitos testemunhos de pessoas que moraram no local, foram adotadas e construíram as suas vidas com paz e amor.

O trabalho solidário e fraterno das freiras, muito embora recebessem ajudas internacionais, muita gente colaborava com a entidade pela devoção a Santa Luzia, principalmente quem sofria de problemas na vista e que foram curadas pela própria fé.

O prédio do antigo orfanato, não se sabe se foi adquirido pela prefeitura de São Luís ou se trata de cessão, mas a verdade é que no local funcionou a Secretaria Municipal de Educação e que abandonou o local, quando por falta de reformas e ameaçava ruir. Teriam sido feitos alguns escoramentos, mas grande parte do telhado já caiu e no inverno dentro da estrutura é acumulada muita água. O trânsito de coletivos no local é outro fator de risco pelo abalo que vem sofrendo a estrutura do prédio.

Como a prefeitura de São Luís não reforma nem escolas, com certeza não tem atenção para um prédio com uma história importante para a cidade de São Luís, uma vez que o orfanato Santa Luzia, era acima de tudo, uma entidade cristã e educadora, em que as irmãs católicas que a administravam, sabiam alimentar as mentes e corações das crianças com um grande amor à luz do evangelho.

Matéria publicada em 14 de dezembro de 2019. Fizeram um isolamento do prédio e nada mais. O que não sabemos é se as paredes do prédio resistirão a mais um inverno. O telhado já desabou em grande parte.

Fonte: AFD

 

 

Jurista Carvalhosa detona o STF: “Acabou com a Lava Jato. Perdeu a legitimidade. Perdeu o respeito”

O respeitado Modesto Carvalhosa é tido como um dos mais influentes juristas da América Latina. Uma verdadeira sumidade, profundo conhecedor do direito e uma voz de destaque em todas as esferas da sociedade.

Em entrevista ao jornalista Renan Ramalho, que foi ao ar nesta terça-feira (12), Carvalhosa faz inúmeras considerações a respeito da Justiça brasileira, das liberdades individuais, sobre as decisões do STF e os limites da Justiça brasileira.

Especificamente sobre a nossa Suprema Corte, a visão do eminente jurista é arrasadora:

“O Supremo Tribunal Federal a partir de 2017 se tornou um tribunal político (…). A autoridade ela tem que ser legítima, aquela que o povo respeita espontaneamente (…). Hoje, o STF com a sua atual composição ele perdeu a sua legitimidade. Perdeu o respeito do povo brasileiro. O povo brasileiro não tem o menor respeito pelo Supremo Tribunal Federal.”

Fonte: Jornal da Cidade