Rose Sales e lideranças do Partido Verde vão realizar plenárias comunitárias para debater a sua campanha à prefeitura de São Luís

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A vereadora Rose Sales disse hoje, que está bastante otimista com a sua pré-candidatura à prefeitura de São Luís. Garantiu que serão realizadas plenárias populares nas comunidades para a construção de uma plataforma participativa e democrática. Afirmou que as sugestões dos debates irão enriquecer a sua luta. Lembrou que estão em plenos avanços, entendimentos com outras agremiações partidárias com vistas a coligações.

         Sobre as suas expectativas, mostrou-se bastante otimista  e deixou bem claro, que é candidata para disputar o pleito e não apenas ser uma candidata. A verdade é que Rose Sales está filiando várias lideranças comunitárias ao Partido Verde. Sobre as questões ideológicas com o novo partido, ela sorrir e diz que é através do diálogo e do somatório de forças  é que se chega aos entendimentos, afirmou.

Documento final do Sínodo se torna um enigma

              Versões vaticanas. O cardeal Luis Antonio Tagle, arcebispo metropolitano de Manila, considerado papável para o futuro, afirma: “Haverá um documento final do Sínodo? Essa é uma decisão do Papa Francisco”. O padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa, jesuíta de tom nunca duro: “Como ocorrerá a conclusão deste processo sinodal? Ainda não temos clareza. O papa não deu indicações”.

A reportagem é de Carlo Tecce.

Há dois indícios de fontes autorizadas, mas não são nem a metade de uma prova. No entanto, não faltam as interpretações e, acima de tudo, as apreensões dos reformistas próximos de Jorge Mario Bergoglio, daqueles que pressionam por uma abertura aos divorciados recasados, aos homossexuais, ao “mundo real” (definição de inúmeros bispos).

O documento final não vincula o pontífice, a assembleia dá conselhos, não ordens, mas também mede a harmonia ou as tensões que marcam três semanas intensas de intervenções, discussões, relatórios.

Não propor o documento final, então, seria uma desfeita do Sínodo. O projeto deve ser votado parágrafo por parágrafo, com uma maioria muito ampla (dois terços) até o sábado, 24 de outubro, antes de uma cerimônia de agradecimento e o coro dos mais de 270 Padres sinodais para o canto do Te Deum.

O documento final inclui o trabalho dessas semanas, as reflexões dos 13 círculos menores (formados por idioma), que abordaram o Instrumentum laboris – o texto-base – dividido em três partes.

O pontífice preparou a assembleia sinodal para obter um resultado concreto sem cair nas armadilhas dos mais conservadores: não existe um documento intermediário, e uma comissão que ele nomeou supervisiona os círculos menores.

Bergoglio não quer um plebiscito, uma maioria simples não o assusta. No ano passado, para o Sínodo extraordinário sempre sobre o tema família, também houve divisões marcantes entre os bispos, mas para Bergoglio isso não foi uma derrota.

Sobre os divorciados recasados e as uniões gays, indicam no Vaticano, a abordagem da Igreja mudou. Mas permanece ativa a parte reacionária que se aninha na Cúria ou provém dos Estados Unidos e da África.

Este Sínodo é a etapa de montanha do percurso inaugurado há 12 meses. O pontífice argentino não pode dilacerar a Igreja nem arrancar um compromisso. A introdução do cardeal Peter Erdö não entusiasmou os progressistas, mas, em seguida, o próprio pontífice, também através de um discurso não previsto, iniciou as mediações. Que não podem terminar sem um documento final. Caso contrário, seria realmente um desastroso desmoronamento para o pontificado de Francisco

Fonte – IHUSINOS

SEJAP mantém os mesmos vícios, corrupção e omissão para a impunidade.

          Pedrinhas

  Quando informei aqui, sobre o considerável número de presos que seriam postos em liberdade para passar o dia das crianças com as suas famílias, fiz uma importante observação de que deveria haver uma fiscalização na lista dos presos que poderiam ser beneficiados a ser encaminhada a Varas das Execuções Criminais e no dia da liberação. Como na administração passada, o negócio era escandaloso, lembrei apenas como prevenção para que não houvesse estratégia de pessoas do próprio Sistema Penitenciário interessado em liberar bandidos de alta periculosidade, que poderiam  através de manipulações, criar meios fraudulentos para eles aparecerem com tendo sido liberado pela justiça, e quando tudo fosse descoberto,  eles já estariam bem longe.

             Pelo menos se tem informação do registro de um caso, mas o escândalo veio no dia de ontem (12), quando dois detentos saíram pela porta da frente da Central de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas, em mais caso de corrupção deslavada.

             Os fatos ocorridos não se causaram surpresas, levando-se em conta que os vícios e a corrupção ficaram bem claros nos dois casos e não duvido que tudo fique na impunidade como era no passado recente. Ao importar o secretário Murilo Andrade, o governador Flavio Dino, trouxe para o Maranhão, um gestor bem identificado com privatização de presídios, iniciada no Estado de Minas Gerais e que apresentaram resultados altamente negativos, conforme chegou a ser divulgado por vários veículos de comunicação, dentre os quais O Estado de São Paulo.

           No governo passado experimentamos uma tentativa de privatização dentro de uma visão empírica, mas que na realidade o objetivo maior era a corrupção com a contratação de empresas para serviços terceirizados envolvendo milhões de reais, com contratos feitos através de termos aditivos. Entre as beneficiadas estavam a VTI, a Atlântica, a Gestor e outras que tinham como interessados, políticos ligados ao Palácio dos Leões.

           A administração atual tem auditorias realizadas pela Secretaria de Estado da Transparência e sabe de toda a corrupção praticada e participação de várias empesas,  e mesmo assim elas tiveram contratos renovados pelo governo Flavio Dino, muito embora soubesse das suas atuações e do envolvimento delas na corrupção com desvios de recursos federais e estaduais que somariam dezenas de milhões de reais.

            A verdade que começa a ficar cada vez mais clara é que existem interesses e até mesmo corporativismo para que a caixa preta não seja aberta e se revele quem são os corruptos que desviaram milhões de reais dos cofres públicos. Além dos contratos milionários assinados pelo ex-secretário Sebastião Uchôa, sem qualquer licitação, outro escândalo foi com a empresa Gestor Ltda, que recebia mensalmente um milhão e meio de reais para manter contratos de prestação de serviços com um pouco mais de cem pessoas, indicadas pelo ex-secretário, por políticos e interessados em se manterem omissos diante das barbáries e todas as práticas de violência registradas no Sistema Penitenciário do Maranhão.

           Recentemente, o governo destacou o escândalo do desvio de mais de quatro milhões de reais na administração passada da Secretaria de Indústria e Comércio. Entendo ter sido correto, mas transparência efetiva se faz, quando não se omite as roubalheiras praticadas no Departamento Estadual de Trânsito e na então Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, o que suscita inúmeras deduções. Qual o juízo de valor que se pode fazer, ao se querer ser rigoroso com uns e benevolente  com elementos que utilizaram o mesmo modus oerandi.

          Os constantes seletivos ao invés de concurso público para o Sistema Penitenciário do Maranhão, que não deixa de ser terceirização, pode ser um caminho a ser percorrido para uma possível privatização. Os fatos registrados no final da semana passada e ontem, diante do considerável número de elementos viciados que são blindados para permanecer na SEJAP, não será difícil se eles se tornarem uma rotina natural.

           Para se tenha uma dimensão do plágio da atual SEJAP com a anterior, até a hipocrisia de ressocialização em unidades prisionais, a cópia é idêntica. Como é que presos em celas superlotadas e sem um mínimo de respeito aos seus direitos como seres humanos, podem ser ressocializados?  A resposta é hipocrisia, versus hipocrisia, por enquanto.

Repercute na Câmara Municipal o assassinato da militante Ana Cláudia Barros e o PT divulgou nota de protesto

O assassinato da líder comunitária Ana Cláudia Barros, registada na Vila União, repercutiu na sessão de hoje da Câmara Municipal de São Luís. O vereador Honorato Fernandes (PT), manifestou a sua indignação pela violência e pelo tráfico de drogas, que fizeram mais uma vítima, destacando o trabalho comunitário da militante do movimento de moradia e do Partido dos Trabalhadores, que tentou enfrentar o Tráfico no Bairro onde morava e foi morta a tiros na tarde da última sexta-feira. O vereador pediu um minuto de silêncio dos vereadores, como pesar pela perda irreparável perda e foi atendido.
O vereador Marquinhos destacou o importante trabalho comunitário desenvolvido por Ana Cláudia Barros e cobrou do Sistema de Segurança Pública ações efetivas para apurar os fatos.
Por outro lado, o Partido dos Trabalhadores distribuiu uma nota pública criticando as autoridades pelos avanços da violência e do tráfico de drogas, que infelizmente dominam a nossa capital, fazendo vítimas todos os dias.

Nota de pesar e protesto.
Governador e Secretário

O Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de São Luís vem a público lamentar o índice intolerável que a violência atingiu em São Luís, que de uma pacata Cidade se transformou de forma que as pessoas de bem estão presas em suas casas, cercadas de grades por todos os lados enquanto os bandidos e traficantes desafiam, e debocham do Estado, e de concreto não percebemos nenhuma medida que possa apontar para um quadro mais alentador.

É nesse contexto que o PT de São Luís manifesta tristeza e pesar com mais uma tragédia anunciada, que tira violentamente e de forma covarde do seio da sua família e da sociedade Ana Claudia Barros, uma mulher de fibra e de luta, que na ausência do Estado ousou enfrentar o Tráfico no Bairro onde morava até antes de ontem em defesa das crianças e adolescentes indefesos diante da sania de traficantes que vão destruindo qualquer perspectiva de futuro para essas crianças lançadas à própria sorte.

Ana Claudia sempre teve uma militância atuante na luta pelo direito à moradia digna. Escolheu como Partido o PT. Para ela, o partido que melhor representava o seu sonho de uma vida digna e um País mais justo.

Queremos neste momento de dor nos solidarizar com a família, ao mesmo tempo em exigimos providências imediata dos órgãos competentes, com a apuração de um assassinato anunciado e que mais uma vez, infelizmente as “Autoridades ” comeram moscas enquanto uma mãe de família perdia a vida.
Exigimos justiça. Que os culpados são identificados e que sejam punidos de acordo com a lei.

São Luís, 10 de outubro de 2015

Helia Regina Gomes de Sousa
Presidente em Exercício do Diretório Municipal do PT

 

MATOPIBA: “É um processo violento de grilagem para expansão das monoculturas”

      aldir

   Em entrevista, Paulo Rogério Gonçalves, da APA-TO, fala sobre o MATOPIBA e seus impactos. “Em defesa do eucalipto, da soja e da pecuária, dentre outros setores, o governo prejudicará ainda mais a luta centenária de quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco e outros segmentos tradicionais da região”. No Maranhão, centenas de comunidades quilombolas correm sérios riscos, por não estarem   regularizadas por interesses de políticos e de empresários do agronegócio, que agem dentro do INCRA. Na verdade, o INCRA no Maranhão se tornou um antro de corrupção deslavada imposta pelo Partido dos Trabalhadores. O MATOPIBA é apoiado pelos governadores dos Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, por imposição da Ministra Katia Abreu, da Agricultura e Senadora da Bancada Ruralista.

(Fonte: Articulação Nacional de Agroecologia)

           No dia 06 de maio de 2015 o decreto n° 8447 criou o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba, que abrangerá territórios dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Ao todo são 337 municípios e uma área total de 73.173.485 hectares, que, segundo o governo, serão usados para “promover e coordenar políticas públicas voltadas ao desenvolvimento econômico sustentável fundado nas atividades agrícolas e pecuárias que resultem na melhoria da qualidade de vida da população”.

Os movimentos da região, no entanto, criticam a falta de participação social nesse processo e denunciam expulsões de populações e povos tradicionais de suas terras. Segundo Paulo Rogério Gonçalves, da Alternativas para Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO), com esse projeto o cerrado será ainda mais devastado e o agronegócio fortalecido. Em defesa do eucalipto, da soja e da pecuária, dentre outros setores, o governo prejudicará ainda mais a luta centenária de quilombolas, indígenas, quebradeiras de coco e outros segmentos tradicionais da região, complementou.

Quais os impactos nestes territórios afetados e o que os movimentos pensam a respeito desse projeto do governo?

O projeto afirma uma ação de avanço do agronegócio nessa região, que vem se dando há algumas décadas. Pega 73 milhões de hectares nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia. É um processo violento de grilagem, porque temos nessa região muitas comunidades quilombolas, povos indígenas, populações tradicionais, as quebradeiras de coco e um conjunto de comunidades camponesas que vêm sofrendo há décadas uma violenta expulsão através do processo de grilagem para expansão das monoculturas. No fundo o MATOPIBA fortalece o processo de violência agrária, querem aportar mais capital para que isso continue. Por outro lado, essa grande região é a mais preservada de áreas remanescentes de Cerrado que temos no Brasil. Será a destruição do Cerrado para a expansão das monoculturas, afirma um processo de desmatamento na região. O terceiro impacto é que esses quatro Estados são os que têm um índice altíssimo de trabalho escravo. Todo esse processo de violência agrária e ambiental vem junto com um processo de escravização dos trabalhadores para o preparo de solo, limpeza de terreno e plantação do agronegócio.

Em contrapartida, como são as políticas públicas para atender esses setores afetados? Falta políticas necessárias para os povos dessa região?

Nessa região tem um número muito grande de comunidades quilombolas, só no Tocantins são mais de 50 identificadas e o número é muito maior. Nenhuma delas tem seu território titulado, e isso acaba se repetindo na Bahia e no Maranhão. Um monte de comunidades quilombolas que teriam de ter seus territórios regularizados para conseguir acessar um conjunto de outras políticas produtivas e de desenvolvimento. Acaba não tendo a primeira etapa, que é a regularização fundiária. Isso é estratégico, porque mantém uma área livre à expansão do mercado de terras. Os governos não regularizam as terras das populações tradicionais mantendo elas como um potencial de expansão do mercado de terras no Brasil. E as políticas ficam nessa situação.

Observamos também que no Brasil não tem até hoje políticas estratégicas para garantir o desenvolvimento do extrativismo, numa região de cerrado que tem uma diversidade enorme de produtos: pequi, gabiroba, buriti, etc. Então tem até hoje extrativistas sendo expulsos, espécies sendo derrubadas e não tem política de regularização das terras nem de apoio às unidades produtivas que essas comunidades desenvolvem.

Pergunto porque estamos numa conjuntura de cortes e ajustes fiscais, como se encaixa isso no contexto atual?

Essa lógica desenvolvimentista, que vem se dando na região dos cerrados, vem da década de 1970. Há muito tempo que tem uma destruição e expansão no cerrado, é uma região de nova fronteira ainda dentro do cerrado que tem muita preservação mas já sofreu diversos processos. Tivemos nesses territórios, por exemplo, o Prodecer (Programa de Cooperação Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento dos Cerrados), com interesse em reduzir o valor da oferta da soja. Então, a cooperação japonesa financia o governo brasileiro para que ele aumente sua exportação de soja e a coloque no cerrado. Essa lógica do MATOPIBA é muito antiga, é uma afirmação de uma lógica de desenvolvimento econômico altamente destrutiva e que acarreta uma violência descomunal.

E em que estágio está a execução desse projeto?

O decreto foi lançado em maio de 2015 e, por mais que ainda não tenha definido as ações específicas, politicamente já está fortalecendo o latifúndio, as empresas agrícolas, fábricas de insumos, etc. Fala sobre o apoio do governo à luta do grileiro contra a comunidade tradicional, porque quem financia a partir da grilagem das terras no fundo são os créditos direcionados ao agronegócio. Quando o governo se encontra numa crise econômica, enxergamos como sua aposta a expansão do agronegócio para exportação de commodities. Fica muito claro isso, que precisamos agora pensar estratégias para melhorar o capital no Brasil. Então pegam as áreas preservadas, que estão com as comunidades, para transformá-las em áreas produtoras de commodities.

Como se dá o arranjo político para se viabilizar esse tipo de projeto? Quem sai ganhando com isso?

Uma coisa interessante é que há algumas décadas o Ministério do Meio Ambiente vem discutindo o desmatamento do cerrado, então ele tem programas e um conjunto de ações que tenta minimizar e discutir a destruição dessa região. Com o MATOPIBA é criado um comitê gestor, mas não colocaram o Ministério do Meio Ambiente que discute os impactos ambientais no cerrado. Significa que teremos um projeto de desenvolvimento que vai detonar o que estiver pela frente, então retiram o pentelho para que não atrapalhe nem traga o debate do impacto ambiental. Nesse comitê praticamente só tem os representantes dos fazendeiros, é um comitê gestor sem representação da sociedade de forma ampliada. Tem apenas a representação do setor empresarial do agronegócio e o governo. Entregaram o comitê gestor aos interessados na expansão do agronegócio no Brasil.

Fonte CPT Nacional

Índios Aarariboia do Maranhão foram a Brasília exigir do governo combate a incêndio que já destruiu mais 100 mil hectares das suas terras

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Grupos de índios Guajajaras protestaram em frente ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), em Brasília, nesta sexta-feira (9), para exigir do governo federal uma ação coordenada e efetiva para acabar com o incêndio que já consumiu mais de 100 mil hectares de floresta na Terra Indígena (TI) Arariboia, no sul do Maranhão.

(Fonte: Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – Apib)
O incêndio dura quase um mês e consumiu o equivalente a 20% da área, que tem 413 mil hectares. A linha de fogo chega quase a 100 quilômetros.
Os indígenas exigiram em ser recebidos pela ministra Izabella Teixeira. Os órgãos envolvidos no combate ao fogo não conseguem coordenar ações e alegam não ter recursos para atuar. Não haveria dinheiro para custear nem mesmo a alimentação dos brigadistas. Exército, Corpo de Bombeiros, Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e Fundação Nacional do Índio (Funai) participam do trabalho.
“É preciso ter uma decisão de governo para uma solução efetiva para o incêndio”, afirma Sônia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e uma das lideranças da TI Arariboia. A Apib apoia o protesto em Brasília.
O fogo já queimou casas dos índios Guajajara e agora ameaça um grupo de índios “isolados” Awá Guajá. “Há um risco total de vida para eles”, conta Sônia Guajajara.
Mais de 5,3 mil índios vivem na TI Arariboia, localizada entre os municípios de Amarante do Maranhão, Arame, Bom Jesus das Selvas, Buriticupu, Grajaú e Santa Luzia. A área á alvo constante de desmatamentos ilegais e roubo de madeira.
Fonte – CPT Nacional

 

Conic apresenta texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016

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O tema escolhido para a reflexão é “Casa comum, nossa responsabilidade”

O Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic) publicou o texto-base da Campanha da Fraternidade Ecumênica (CFE) de 2016, que será realizada em parceria com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o objetivo de debater com a sociedade questões do saneamento básico a fim de garantir desenvolvimento, saúde integral e qualidade de vida aos cidadãos.

O tema escolhido para a reflexão é “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5.24). A proposta está em sintonia com a Encíclica do papa Francisco, “Laudato Si”.

“Nesse tema e lema, duas dimensões básicas para a subsistência da vida são abarcadas a um só tempo: o cuidado com a criação e a luta pela justiça, sobretudo dos países pobres e vulneráveis. Nessa Campanha da Fraternidade Ecumênica, queremos instaurar processos de diálogos que contribuam para a reflexão crítica dos modelos de desenvolvimento que têm orientado a política e a economia”, explica a coordenação geral, representada pelo bispo da Igreja Anglicana e presidente do Conic, dom Flávio Irala, e a secretária-geral, pastora Romi Márcia Bencke.

Ainda, na apresentação do texto-base, a organização diz que a reflexão da CEF 2016 será “a partir de um problema específico que afeta o meio ambiente e a vida de todos os seres vivos, que é a fragilidade e, em alguns lugares, a ausência dos serviços de saneamento básico em nosso país”.

O texto-base está organizado em cinco partes, a partir do método ver, julgar e agir. Ao final, são apresentados os objetivos permanentes da Campanha, os temas anteriores e os gestos concretos previstos durante a Campanha 2016.

Campanha cruza fronteiras

Uma das novidades da Campanha é a parceria com a Misereor – entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.

Desde 1958, a Misereor contribui para fortalecer a voz dos povos do Sul, que lutam e buscam caminhos que possam conduzir ao bem-viver dos homens e mulheres. A CFE está em sintonia, também, com o Conselho Mundial das Igrejas e com o papa Francisco.

Integram a Comissão da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016: Igreja Católica Apostólica Romana, Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia, Centro Ecumênico de Serviços à Evangelização e Educação Popular (Ceseep), Visão Mundial, Aliança de Batistas do Brasil, Diretoria do Conic, Misereor.

CNBB com informações do Conic

 

Sinopse do livro Pregoeiro & Casarões

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O conceituado escritor Antonio Guimarães de Oliveira detém como uma das suas principais características, a facilidade da leitura das obras e a interpretação dos conteúdos.

  Por motivos alheios à minha vontade, infelizmente não compareci aos lançamentos de novas obras da lavra do conceituado e respeitado escritor Antonio de Oliveira Guimarães e o do poeta Luís Augusto Cassas, sem quaisquer dúvidas está entre os mais expressivos na atualidade brasileira.

           Pelo respeito e admiração que tenho pelos dois intelectuais, peço desculpas pela ausência, mas haverá com certeza outras importantes oportunidades para encontra-los e também de absorver um pouco do cabedal de conhecimentos e das mais longínquas expressões da essência do coração, através das suas obras.

                    Sinopse do livro Pregoeiro & Casarões

           Inevitável não se carecer de algo. Tem sido assim desde à gestão humana – quando então Adão pediu uma mordida da maçã de Eva …

Comprar, vender faz parte de nosso caminhar. E fazemos isso a todo instante a barganhar com a vida e a morte – na infância, quando adulto e quando senil, a fim de sobrevivermos.

Sentimos vontade de registrar as nossas necessidades (abundância e escassez). E como São Luís foi e é palco farto, procurei documentá-las com realismo. É como se eu tratasse de uma estação e os passageiros…

Ouçam, portando gritos de pregoeiros vendendo diversidades – bugigangas, ideais, subindo e descendo as ladeiras, ladeadas por sobrados e casarões desta amada São Luís que tão bem me acolheu.

           O livro poderá ser encontrado nas livrarias Vozes e do Advogado

Sínodo: “Palavra de Deus é alicerce das questões pastorais”

       aldir

   Cidade do Vaticano (RV) – Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília e Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, participou nesta segunda-feira dos círculos menores, nesta fase do Sínodo definida como a do ‘discernimento’. O Programa Brasileiro está presente na Assembleia, intitulada “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo” e perguntou a Dom Sérgio quais são as suas expectativas para o andamento dos trabalhos.

           “Nós estamos aqui justamente procurando iluminar as diversas situações do matrimônio e da família com a luz da fé, com a Palavra de Deus, com o ensinamento magisterial da Igreja. Por isso, esta semana tem uma importância fundamental. Muitas vezes as pessoas já querem ir direto nas questões de ordem prática, nas propostas pastorais, e é claro que é justo que haja uma expectativa maior a respeito da terceira parte, isto é, das questões de caráter mais pastoral. Porém, é muito importante fundamentar tudo isso na Palavra de Deus, no magistério da Igreja, para ter uma base sólida para construir esta ‘casa’ representada pelas propostas pastorais. Então, esta semana realmente tem uma importância muito grande, as discussões que estão sendo realizadas ajudam muito a iluminar e orientar o caminho a seguir, já que a luz da fé não apenas dá sentido, mas dá orientação, mostra como devemos agir para corresponder melhor à vontade de Deus, àquilo que é a Palavra de Jesus”.

 

Os assaltos a coletivos tomam proporções graves e o enfrentamento a violência precisa ser urgente

      aldir

Os assaltos a coletivos em nossa capital, apesar de serem denunciados e cobradas providências pelos Sindicatos dos Rodoviários e dos empresários, ainda não mereceram decisão do Sistema de Segurança Pública para um enfrentamento capaz de pelo menos diminuir a audácia dos bandidos. Os cidadãos e cidadãs trabalhadores e trabalhadores e a classe estudantil são as maiores vítimas, mas quando há nos ônibus pessoas idosas, elas passam a ter preferência dos criminosos pela resistência ser menor.

        Há poucos dias uma senhora manifestava a sua indignação depois do coletivo em que ela estava ter sido assaltado, não tanto pela perda da sua bolsa e pertences, mas pela ousadia de um dos bandidos que tentou meter a mão pelo sutiã para verificar se ela não tinha escondido dinheiro ou celular, Ela relatou que enfrentou o bandido e outro que estava querendo meter a mão por dentro da calcinha de uma jovem estudante, com as mesmas justificativas. Arrisquei a minha vida, mas a minha dignidade e da jovem precisavam ser respeitadas e felizmente atenderam e não fizeram nada em represália.

        A morte de mais uma pessoa, assim como tantas outras já registradas, sem falarmos nas consideráveis perdas materiais e lesões corporais de outro significativo número, ainda não sensibilizou o governo para tomar uma decisão politica para o problema. Enquanto são crescentes os números da criminalidade em diversos níveis, o Governo do Estado e o Ministério Público constantemente utilizam-se da hipocrisia para tentar enganar a população de que está havendo a redução da violência. Se as vítimas dos assaltos diários em nossa capital fossem registrar Boletim de Ocorrência haveria filas em todas as delegacias. Como eles estão banalizados ninguém perde mais tempo. Os crimes registrados dentro dos coletivos ainda não estão, decorrente das mortes e das lesões corporais.

        O que é mais intrigante é que os assaltos praticados pelos bandidos geralmente são em locais conhecidos e bastante utilizados há vários anos. A impressão que fica é que o serviço de informação dos bandidos é bem eficiente, uma vez que sempre atacam, quando a policia está fora de área.

      Os motoristas ameaçam parar por temerem por suas vidas e dos cobradores e para tanto contam com o suporte do Sindicato da categoria. Em algumas comunidades comenta-se que muitos protestos podem ser feitos com interdições de ruas e avenidas. A pergunta que fica? Quando é que a violência vai efetivamente enfrentada?