Esforços de lideranças da Liberdade cria curso preparatório para o ENEM

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    O Grupo Social Desperta Liberdade reúne lideranças das mais diversas comunidades que integram o bairro e com uma organização voltada para os interesses coletivos. Tem cobrado do poder  público, ações e direitos, mas infelizmente a falta de compromisso é o resultado que pode ser visto com o abandono em que se encontra a Liberdade e a própria cidade de São Luís.

               Voltado para um trabalho de educação com formação de consciência critica, em que cada cidadão possa perfeitamente ter a convicção plena de direitos e deveres, o Desperta Liberdade, conseguiu com o apoio de professores e pessoas interessadas em promover mudanças através da consciência critica, a criação de um curso preparatório para o ENEM, para os jovens das comunidades da Liberdade.

              Cézar Bombeiro que é um dos membros do grupo Desperta Liberdade, diz que a iniciativa do curso foi dos próprios jovens, diante das dificuldades financeiras para ter acesso a estudos orientados. Juntamos esforços e cada um dos nossos membros foi importante para a conquista e vamos continuar lutando pelo nosso bairro, destacou Cézar Bombeiro.

Pedido de prisão da Procuradoria Geral da República arranha a oligarquia política brasileira

            Quando os tentáculos da Lava Jato cercaram o ex-presidente Lula – em uma série de episódios que passaram pela divulgação de grampos de conversas suas, por um depoimento coercitivo e chegou, inclusive, a um pedido de prisão preventiva – muitos questionaram a isenção política da operação que estaria orquestrada para atingir principalmente o PT. Nesta terça-feira, com a notícia de que a Procuradoria Geral da República pediu a prisão de quatro medalhões da política brasileira, todos peemedebistas, ficou claro que as investigações chegaram, de fato, a outros que pareciam intocáveis, como o ex-presidente petista.

A reportagem é publicada por Camila Moraes e publicada por El País

           No alvo do procurador-geral, Rodrigo Janot, além do ex-presidente José Sarney (o único que não tem foro privilegiado), estão agora o presidente do Senado, Renan Calheiros, o senador e ex-ministro de Temer Romero Jucá, e o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha. Os três primeiros acusados de tentar obstruir as investigações da Lava Jato e de conspirar contra a operação. Cunha, por sua vez, estaria interferindo no andamento das investigações mesmo longe da presidência. O pedido de Janot foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal e está nas mãos, ao menos há uma semana, de Teori Zavascki, ministro relator da Lava Jato, que decidirá em plenário sobre a sua execução.

          A medida impacta não só pelo seu conteúdo, mas por envolver o destino de figuras que transcendem seus cargos e são estandartes políticos em seus Estados de origem, de onde suas famílias comandam a gerações os bastidores da política local e nacional. “É a primeira vez que a elite tradicional brasileira é arranhada com um golpe desse porte”, afirma o cientista político Fernando Abrúcio.

          Ao menos dois sobrenomes estão ligados à política há mais de um século. Renan Calheiros, por exemplo, vem de uma linhagem de políticos de Alagoas que remonta aos tempos da Velha República (1889-1930). Um levantamento do jornalista Pedro Doria revela que os Calheiros já eram donos de engenho em Alagoas em 1730. E que Floriano Peixoto, segundo presidente da República pós monarquia (governou o país entre 1891 e 1894) descendia dos Calheiros. Hoje,  o Estado de Alagoas é governado pelo seu filho, Renan Calheiros Filho (PMDB).

          Atual presidente do Senado, onde será decidido o futuro da presidenta afastada Dilma Rousseff, Renan é tido como um dos políticos mais experientes do Brasil. Hoje, é alvo de nada menos do que nove inquéritos no âmbito da Lava Jato. Em conversa gravada com Sérgio Machado, ele defende mudanças na lei de delação premiada com o objetivo de impedir que um investigado pela Lava Jato se torne delator. Como Sarney, ele nega veementemente qualquer tentativa de fraudar a operação.

               Romero Jucá é outro nome da Velha República. Membro de uma família dona de cerca de 12 empresas que vão de comércio de calcinhas a mineradoras, Jucá está na mira tanto da Lava Jato como da Operação Zelotes. Em seu texto “O PMDB e a República Velha em nós”, Pedro Doria lembra que Romero Jucá é, na verdade, Romero Jucá Rego Lima, nascido em Pernambuco, mas cuja carreira foi ancorada em Roraima. Rego é o sobrenome de uma oligarquia paraibana, explica Doria. “Lá atrás, Tobias do Rego Monteiro, que foi senador pelo Rio Grande do Norte, começou a carreira como chefe de gabinete de Rui Barbosa [que integrou a primeira República brasileira no século XIX]”.

              Jucá foi flagrado em diálogos nos quais falava em organizar uma frente para abafar o escândalo de corrupção na Petrobras e passou de homem-forte de Michel Temer à primeira baixa do Ministério interino.

               Há também José Sarney, ainda um todo poderoso do Maranhão, que desde esta terça vive a humilhante ameaça de ter de usar uma tornozeleira eletrônica, conforme pedido por Rodrigo Janot. A decisão depende do Supremo. Sarney é um político com mais longa carreira no país, exercida ao longo do Governo de 15 chefes de Estados – incluindo os do período militar (1964-1985) – que viveu quatro Constituições, sendo que a última delas, convocada por ele à frente da Presidência em 1988.

              Sem cargo oficial desde que deixou a presidência do Senado, no fim de 2014, foi o primeiro presidente civil após o regime militar (1964-1985) e integrou 13 legislaturas parlamentares como deputado federal e senador. Filho de um desembargador que integrou o Tribunal de Justiça do Maranhão, concorreu ao seu primeiro cargo eletivo, a deputado federal, em 1954. Governou o Maranhão entre 1966 e 1971, feito repetido por quatro vezes pela sua filha, Roseana. Hoje o Estado tem dezenas de prédios públicos batizados com o sobrenome Sarney. Seu filho, José Sarney Filho, é o atual ministro do Meio Ambiente no Governo Temer.

              Se há indícios suficientes para que caciques desse porte sejam presos, ainda não se sabe. No entanto, alguns analistas políticos consideram que o pedido feito pela PGR já é um fato político por si só e terá fortes consequências, principalmente para o PMDB e o Governo interino de Michel Temer.

              Da mesma maneira, é uma incógnita se o movimento da Lava Jato contra o establishment é um fenômeno passageiro ou se representará um primeiro passo contra o patrimonialismo na política, tão arraigado no Brasil. Na opinião de Pedro Floriano Ribeiro, professor de Ciência Política na Universidade Federal de São Carlos, “ainda é cedo para dizer”. Mas, segundo ele, o processo atual está longe de representar o fim das oligarquias nacionais. “Elas apresentam um grau de resiliência impressionante, adaptando-se a novas configurações políticas nacionais (aliam-se ao PT, por exemplo), a novas formas de fazer política etc. Sarney Filho no Ministério do Meio Ambiente é apenas um exemplo caricato disso”, diz o professor, que leciona como visitante na Universidade de Cambridge.

               Os especialistas acreditam que só uma reforma política poderia representar uma mudança real na política brasileira. Para Pedro Floriano, “ela teria de ser impulsionada por um Executivo dotado de capital político suficiente, que só Fernando Henrique Cardoso e Lula tiveram em momentos específicos – mas acharam que havia outras prioridades”. Já Fernando Abrúcio – para quem a crise atual “é mais profunda que o impeachment, e é preciso que o debate transcenda isso” – vê que “no fundo, tudo tem a ver com o modelo de financiamento de campanhas políticas no Brasil”.

               Ainda que a metralhadora da Lava Jato dispare sobre intocáveis, algo que ganha apelo popular, ela excede, na visão de alguns, justamente por ter se tornado essa arma pesada – um instrumento de Justiça com tintas policiais. O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, que defende Sarney, Jucá e Calheiros, afirma que “prisão preventiva virou regra” e que nada nas gravações de seus clientes coletadas por Machado justificaria uma medida como essa. Olhando de fora, Fernando Abrúcio também vê excessos na midiatização das investigações, com seus vazamentos constantes, e é cauteloso ao falar das prisões: “Prisão não é linchamento, ela serve para referendar a Justiça à sociedade”

Fonte – IHUSINOS

Edivaldo Junior e Astro de Ogum inauguram praça revitalizada na Vila Palmeira

                Em um ato festivo realizado na noite de quarta-feira (8), o prefeito Edivaldo Holanda Junior e o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum (PR), inauguraram a Praça da Vila Palmeira. A população do bairro, notadamente a das proximidades do Cema Detran, agora dispõe de uma praça totalmente revitalizada, com espaços para lazer, diversão e práticas esportivas.

               Acompanhado pelo o vereador Astro de Ogum e lideranças comunitárias, o prefeito Edvaldo destacou que as obras de restauro de espaços públicos são resultado da correta aplicação dos recursos disponíveis em prol da comunidade. A praça recebeu novas luminárias, colocação de novos bancos e recuperação dos já existentes, área de lazer e playground para crianças, além da instalação de uma academia ao ar livre.

              A dona de casa Júlia Frazão, aprovou a iniciativa, tendo como maior incentivador o vereador Astro de Ogum. “Nós precisamos de lugares onde possamos conversar, interagir, encontrar amigos e familiares. Esse espaço que antes estava abandonado, mas que passou por uma restauração completa, de modo a oferecer a todos um lugar de lazer, convívio social, incentivo ao esporte e à vida saudável”, disse Dona. Julia moradora do bairro.

           “A Vila Palmeira ficou ainda mais bonita com as reformas que imprimimos às duas praças do bairro. Na Praça da Criança recuperamos o piso, instalamos novos bancos, lixeiras, rampas, aparelhos de ginásticas e até construímos um posto de táxi. Na Praça Frei José, ainda implantamos um playground para o lazer das crianças e construímos um palco para eventos”, afirmou Edivaldo Holanda Junior durante a solenidade, para finalizar:“Já são 20 praças que construímos ou reformamos desde o início da minha gestão e vamos continuar avançando.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Governo desqualifica agentes e inspetores penitenciários com proposta salarial que os equipara a soldados PM em 2018

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O governador Flavio Dino, que recebeu o apoio dos agentes e inspetores penitenciários para chegar ao Palácio dos Leões, prometendo a valorização da categoria, apresentou hoje uma proposta salarial para a categoria, recebida com muita indignação. De acordo com a diretoria do Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário do Maranhão, um agente penitenciário em inicio de carreira recebia salários idênticos a um 3º Sargento PM. De acordo com a proposta entregue à direção do SINDSPEM, em 2018 um agente penitenciário de classe especial em final de carreira estará recebendo o mesmo que um 3º Sargento PM e os agentes em inicio de carreira deverão ter salários inferiores ao de um soldado da PM.

No último dia 03, o governo participou de uma assembleia geral do SINDSPEM, com as presenças dos Secretários de Estado, Márcio Jerry e Antonio Nunes, os quais tiveram oportunidade de ouvir as reivindicações da categoria, dentre as quais a gratificação de nível superior, com a observância de que é a única no Estado, que não é contemplada, muito embora seja exigência a formação de nível superior para concurso público. Na ocasião, diante da informação dos representantes do governo que apresentariam uma proposta de reajuste até o dia 08 do corrente, uma nova assembleia geral foi marcada pela categoria para o dia 09 (nesta quinta-feira).

Hoje diretores foram chamados ao Palácio dos Leões e foram recebidos pelos secretários de estado Márcio Jerry, Antonio Nunes e Murilo Andrade, quando foi feita a entrega da proposta salarial. Ela, segundo os dirigentes da entidade de classe foi mal elaborada com a falta de inúmeras referências e valores salariais. A decepção foi maior quando se depararam com a proposta até 2018.

Amanhã ela será colocada em pauta na assembleia geral para que a categoria avalie e os associados se manifestem, uma vez que ela está totalmente na contramão das aspirações e o posicionamento a ser tomado, uma vez que preliminarmente os dirigentes sindicais entendem que a proposta se não é imoral está bem próximo, diante de tanto desrespeito.

Carioca assume mandato jurando fidelidade a Sarney e chama de ladrão secretário adjunto de Estado

O novo vereador  disse em discurso que Beto Castro tem vários CPF’s, RG’s e títulos de eleitores
O novo vereador disse em discurso que Beto Castro tem vários CPF’s, RG’s e títulos de eleitores

Ao assumir o mandato parlamentar na Câmara Municipal de São Luís, na manhã desta quarta-feira, (08), o novo vereador Paulo Roberto Carioca (PHS) foi deixando logo bem claro a todos que “sou aliado dos Sarney” e também marcou a sua estréia na tribuna do Legislativo afirmando que o secretário adjunto de Estado de Comunicação e Articulação Política, Edinaldo Neves, de ladrão.

Destacando sua fidelidade ao sarneysmo, o vereador estreante afirmou “sou aliado do grupo Sarney, mantendo amizades com a governadora Roseana, Fernando Sarney, com o deputado Zequinha Sarney e a família”, para adiante completar: “qualquer palavra que for dita aqui contra Sarney, eu estarei pronto para repudiar, pois ele nunca respondeu nenhum inquérito, não merece ser maculado”.

Já quanto a Edinaldo Neves, que declarou publicamente existir na Câmara de São Luís “só vereador mala”, o edil recém-empossado engrossou a voz afirmando que “essa Casa merece respeito, e esse Edinaldo Neves vai ter que respeitar essa Câmara, ele é um ladrão, tem uma empresas…, (deixando no ar insinuações) e ainda fica por ai ameaçando o vereador Marlon Garcia”.

 CONVERSAR COM ASTRO – No seu pronunciamento, Carioca enfatizou que “não vim para cá para fazer inimizades, não tenho mágoa do ex-vereador Beto Castro, e acho que todos nós vereadores devemos nos unir, pois respeito a todos e acho que podemos fazer um grande trabalho por São Luís”. E dirigindo-se ao presidente da Câmara, vereador Astro de Ogum (PR), reconheceu que “o senhor sempre me tratou bem e terá em mim um aliado”. Adiante ele acrescentou: “presidente Astro eu vim para cá, mas sei que muitas críticas também virão, e eu preciso conversar com o senhor”.

 O vereador do PHS não deixou clara sua posição em relação ao governo municipal, mas disse que “tudo que vier para ser aprovado pelo bem de São Luís eu estarei pronto para aprovar”. Esse foi o arremate para o discurso de que chegou para exercer o mandato de vereador graças a sua coragem e dedicação, “porque sempre acreditei que tinha razão e a justiça foi feita na hora certa”. Por fim Carioca assegura ter muito a trabalhar pela cidade nos próximos seis (06) meses de mandato, “porque vou lutar para a minha reeleição e tem muito candidato me assediando”.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Prefeitura de São Luís se omite à esculhambação na praça Deodoro

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Fui um dos lutadores para que fosse retirada da frente da Biblioteca Benedito Leite, a esculhambação com várias panelas cozinhando milho, palhas espalhadas e os sérios riscos de acidentes que poderiam fazer vítimas diante de fogo e água quente no local e por circula muita gente e inclusive um considerável número de crianças.

O que ocorreu na realidade foi uma trégua, uma vez que a fiscalização da prefeitura é deficiente e se identifica perfeitamente a gestão que está posta a todos os ludovicenses. A foto é do lado esquerdo da biblioteca tomando-se como orientação uma pessoa de frente para a casa de cultura. Diante dos sérios riscos de panelas com água quente, fogo, botijões de gás e fiação elétrica espalhada por onde transitam pedestres, o Corpo de Bombeiros pode perfeitamente tomar uma decisão e evitar que fatos lamentáveis venham a ser registrados e retirar todos os materiais, como ação preventiva e zelar até mesmo pela integridade física de pessoas que circulam pelo local. Esperar pela atual administração da prefeitura de São Luís é perca de tempo. Dentro de poucos dias vou mostrar outras fotos de descasos do poder público com o centro de histórico da nossa capital, o que é bastante lamentável.

“Hoje há mais escravos do que havia antes da proibição da escravidão”, constata economista

“Crescimento não é o mesmo que desenvolvimento,  o desenvolvimento não precisa necessariamente de crescimento”, defende o economista Manfred Max Neef, que também constata: “Hoje em dia, início do século XXI, chegamos ao extremo em que há mais escravos do que havia antes da proibição da escravidão no século XIX. Escravos de verdade, não em sentido figurado, dos quais 60% são crianças e os demais, principalmente, mulheres”.

Eis o artigo.

Continuar forçando o crescimento para consumir mais e continuar produzindo uma infinita quantidade de coisas desnecessárias, gerando uma das instituições mais poderosas do mundo como é a publicidade (cuja função é uma e muito clara: fazer você comprar aquilo que não precisa, com o dinheiro que não possui, para impressionar aqueles que não conhece), isso evidentemente não pode ser sustentável.

Cinco postulados fundamentais e um princípio de valor irrenunciável que deveriam sustentar a economia ecológica ou qualquer outro novo sistema econômico:

1. A economia existe para servir as pessoas e não as pessoas para servir a economia;

2. O desenvolvimento tem a ver com as pessoas e a vida, não com objetos;

3. Crescimento não é o mesmo que desenvolvimento, e  desenvolvimento não precisa necessariamente de crescimento;

4. Nenhuma economia é possível à margem dos serviços que prestam os ecossistemas;

5. A economia é um subsistema de um sistema maior e finito que é a biosfera, portanto, o crescimento permanente é impossível.

E o princípio de valor irrenunciável que deve sustentar uma nova economia é que nenhum interesse econômico, sob nenhuma circunstância, pode estar acima da reverência à vida. Caso percorra estes pontos, verá que o que temos hoje – na economia neoliberal – é exatamente o contrário. Hoje em dia, início do século XXI, chegamos ao extremo em que há mais escravos do que havia antes da proibição da escravidão no século XIX. Escravos de verdade, não em sentido figurado, dos quais 60% são crianças e os demais, principalmente, mulheres.

Fonte – IHUSINOS

Audiência Pública defende pacto para gerar empregos a maranhenses

Um pacto para gerar vagas de trabalho a residentes no Maranhão a ser firmado entre os executivos municipal e estadual e as empresas que queiram se instalar em São Luís e na Região Metropolitana, com incentivos públicos, foi defendido na terça-feira, 7, em audiência pública, na Câmara de Vereadores. Trabalhadores desempregados, autoridades estaduais e vereadores concluíram que esta seria uma saída para evitar a substituição da mão de obra local pela de fora trazida por empresas que se instalam na região para realizar obras.

Trabalhadores e autoridades apontaram esta solução na audiência pública proposta e realizada pela vereadora Rose Sales (PMB) no plenário da Câmara. Estiveram presentes os vereadores Ricardo Diniz (PCdoB), Professor Lisboa (PCdoB), Honorato Fernandes (PT) e Carioca (PRTB), o secretário adjunto de Estado de Indústria e Comércio, Lúcio Maia, o coordenador do Sine (Secretaria de Estado do Trabalho), Claudio Bezerra, e o diretor de Operações da Empresa Maranhense de Administração Portuária, João Magalhães. O vereador Dr. Gutemberg justificou a ausência.

 A vereadora Rose Sales justificou o evento da tribuna afirmando que São Luís tem o segundo maior contingente de desempregados do Brasil, cuja capital conta com 70% de sua mão de obra sem vínculo empregatício e lembrou que um povo sem condições de sustentar suas famílias não tem perspectiva nenhuma.  Ela frisou que o trabalho é fundante do ser humano e lamentou a irrisória destinação, no Orçamento deste ano da Prefeitura, de R$ 10 mil ao Fundo Municipal de Emprego e Renda, que até agora não foi gasto nenhum real.

O vereador Honorato Fernandes, por sua vez, disse que se tem algo que dignifica a pessoa é o trabalho e a correspondente remuneração garante a existência do trabalhador e de sua família. Ele ressaltou que “os trabalhadores da construção civil pesada do Maranhão estão sendo desconsiderados pelas empresas que aqui se instalam, para realizar obras, e trazem na bagagem, nos seus contêineres, como mercadorias, trabalhadores de outros lugares”.

 PRESSÃO

 João Rodrigues, Marcone Pereira do Nascimento, Antonio Manoel Lopes Bahia, Marco Antonio Pacheco, dentre outros, confirmaram, indignados, esta realidade, conclamaram por maior ação sindical para pressionar autoridades e dirigentes daquelas empresas, relataram que também por isso os maranhenses têm de migrar à procura de trabalho em outros Estados.  Ao mesmo tempo eles concordaram que o pacto, proposto por Rose Sales, pode ser a saída para diminuir a discriminação contra os maranhenses.

Cobrados, o coordenador do Sine, Claudio Bezerra, e o secretário adjunto de Indústria e Comércio, Lúcio Maia, explicaram o que a administração do Estado tem feito para minorar a situação. Maia frisou que os governos anteriores se preocuparam mais com a atração de empresas que se dedicassem exclusivamente à exportação de soja, minério de ferro, ferro gusa e alumínio, sem que delas se cobrasse a transformação, mínima, de parte dessas matérias primas aqui no Maranhão. Ele salientou que agora, com a nova lei de incentivo fiscal (ICMS), o Estado está exigindo as devidas contrapartidas e que, nas contratações de serviços e obras pelas secretarias, estão sendo firmados acordos por contratações mínimas de mão de obra local.

Claudio Bezerra, por seu turno, ressaltou que o Sine é um órgão de intermediação entre as empresas e os trabalhadores e que, não tendo função de fiscalizar, fica de mãos atadas. Contudo, ele destacou o esforço que vem sendo feito para que as empresas tragam para o órgão suas demandas por mão de obra para que as ofertas sejam oferecidas à mão de obra local.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Réu é condenado pelo homicídio de escrivã dentro da delegacia da mulher em Caxias

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Em sessão do Tribunal do Júri realizada nesta terça-feira, 7, na Comarca de Caxias, o réu Francisco Alves Costa, 45, foi condenado a 21 anos de prisão pelo assassinato da escrivã Loane Maranhão da Silva Thé e também a 14 anos pela tentativa de homicídio da policial civil Marilene Santos Almeida. A audiência foi realizada no fórum desembargador Artur Almada Lima.

 No dia 15 de maio de 2014, a escrivã foi morta a facadas pelo lavrador Francisco Costa, enquanto colhia o depoimento dele, dentro da Delegacia da Mulher do município de Caxias. Na ocasião, o assassino era acusado de ter estuprado as duas filhas, de 17 e 20 anos. O homicídio teve grande repercussão no Maranhão.

Ao ouvir os gritos de Loane Maranhão, a policial civil Marilene Santos Almeida correu para socorrê-la, sendo também esfaqueada pelo réu. Depois de ter cometido os crimes, Francisco Costa tentou fugir, mas foi recapturado e preso em flagrante.

Defendeu a tese do Ministério Público do Maranhão o titular da 2ª Promotoria de Justiça de Caxias, Vicente Gildásio Leite Júnior. Proferiu a sentença o juiz Anderson Sobral de Azevedo. Os jurados acolheram a tese de homicídio qualificado por motivo fútil. Foi considerado, ainda, que o assassinato foi cometido para acobertar outro crime.

Nascida em Teresina, no Piauí, Loane tinha 32 anos e trabalhava na Delegacia da Mulher de Caxias há quatro.O município de Caxias fica localizado a 360km de São Luís.

Fonte – CCOM-MPMA

Agentes e auxiliares temporários denunciam falta de água potável e sanitários nas guaritas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas

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Agentes e auxiliares penitenciários temporários contratados pelo Sistema Penitenciário para prestar serviços dentro das unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, decidiram depois de muitas tentativas para a solução dos problemas, denunciar ao Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão – SINDSPEM, inúmeras irregularidades que podem repercutir no serviço de segurança do Sistema Penitenciário.

Eles registraram que os contratados que prestam serviços nas guaritas das unidades prisionais enfrentam uma série de dificuldades. Destacam, que quando necessitam ir ao banheiro, têm que se deslocar em distâncias superiores a 100 metros e não existe um substituto eventual para o pequeno período de ausência deles, e assim as vigilâncias das guaritas ficam descobertas. Outra denúncia grave é que não existe água potável no local e quem não levar de casa, terá duas opções: ficar com sede ou tomar água da torneira.

Os agentes e auxiliares temporários também denunciaram que têm medo de fazer solicitações sobre questões relacionadas às condições de trabalho, diante das constantes ameaças de serem colocados para a rua, principalmente quando procuram saber sobre o pagamento de salários, que não acompanha a tabela dos demais servidores do Sistema Penitenciário. O Sindicato dos Agentes Penitenciários vai solicitar providências ao Secretário de Administração Penitenciária e pedir para participar das sindicâncias.

As denuncias estão sendo encaradas pelo SINDSPEM como sérias e graves, uma vez que é uma falha da segurança interna e se o Serviço de Inteligência realmente funcionasse, ela já deveria ter sido reparada, mas como o serviço que foi criado pelo ex-secretário Sebastião Uchôa, homem das barbáries e da corrupção no período do governo de Roseana Sarney, os gestores do Serviço de Inteligência são os mesmos com a direção de um delegado da Secretaria de Segurança Pública.

A verdade é que constantemente são anunciadas ações dentro do Sistema Penitenciário do Maranhão como ressocializadoras, idênticas as que eram feitas no governo passado e que continuam com o mesmo engodo. A verdade não é apenas o Serviço de Inteligência que foi herdado do governo passado, mas muitos gestores que integravam o tal Comitê de Gestão do Sistema Penitenciário formado por representantes de várias instituições e que de nada adiantou mesmo com a presença do então Ministro da Justiça José Eduardo Cardoso, hoje conhecido como Seu Rolando Lero, uma vez que as barbáries continuaram no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

Os últimos acontecimentos em que houve ataques a coletivos em diversos pontos da capital, embora o Serviço de Inteligência da SEJAP, não tenha registrado nada de anormal dentro do Complexo de Pedrinhas, a Secretaria de Segurança Pública identificou e prendeu vários elementos em unidades prisionais como mandantes dos ataques aos coletivos. Como podemos observar os vícios e os improvisos dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas podem resultar em mais problemas, uma vez que discursos não constroem nada, muito pelo contrário destroem.