A volta de Alessandro Martins ao mercado de veículos do Maranhão é motivo de preocupações e alerta geral

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A sua conturbada passagem no mercado de veículos de São Luís com a Euromar e a Volkswagen, e toda a problemática envolvendo a prisão do próprio, sonegação de impostos e inquéritos na Policia e ações do Ministério Público e da Justiça, naturalmente para ele são coisas do passado eleva crer que as pessoas esqueceram tudo, principalmente as vítimas. Como a impunidade gera a audácia dos maus, muitas iscas já estão postas para atrair incautos e não duvidem que sejam muitos.

Alessandro Martins com todas as atrapalhadas criminosas, mesmo assim ainda saiu do contexto muito bem financeiramente, recebendo milhões de reais da Volkswagen pelos direitos de concessão da montadora. Agora é esperar pela sua atuação no mercado local de veículos com uma montadora francesa e em tempo de crise econômica e financeira.

Estudos epidemiológicos apontam relação entre consumo de agrotóxicos e câncer. Entrevista especial com Karen Friedrich

“Dependendo do tipo de intoxicação que ocorre, o tratamento é apenas sintomático, e dificilmente se reverte uma intoxicação, porque são poucos os agrotóxicos que têm ‘antídotos’. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa até o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um câncer”, alerta a toxicologista.

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Foto: Fernando Frazão (ABr)

Quando o assunto é agrotóxico e saúde, a discussão tem de ser feita a partir da perspectiva da “prevenção para evitar que um dano à saúde se estabeleça”, diz Karen Friedrich à IHU On-Line. Além da prevenção, frisa, “seria importante incentivar iniciativas como o incentivo às práticas agroecológicas”, já que o Brasil é considerado o campeão de uso de agrotóxicos há sete anos.

Na entrevista a seguir, concedida por telefone, Karen explica que alguns fatores contribuem para que agrotóxicos já banidos em outros países continuem sendo utilizados nas lavouras brasileiras. Entre eles, ela menciona a forma como esses produtos são analisados no Brasil, individualmente, sem considerar que durante a aplicação nas lavouras há um uso combinado de vários tipos de agrotóxicos. Além disso, destaca, a estrutura dos órgãos de vigilância e fiscalização é “precária”, o que impede o acompanhamento das populações expostas, para verificar quais são os riscos do contato com essas substâncias. “Outras ações importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacitação dos médicos e profissionais da saúde, possibilitando o diagnóstico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando possível”, sugere.

Apesar da resistência brasileira em banir esses produtos, Karen informa que instituições nacionais, a exemplo do Instituto Nacional do Câncer – INCA, desenvolvem campanhas e parcerias com o Instituto Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC da Organização Mundial da Saúde – OMS, que faz “avaliações e revisões sistemáticas sobre alguns agrotóxicos”. “Os estudos feitos pelo IARC mostram que os agrotóxicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de câncer em seres humanos. Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcinógeno humano, assim como o malathion, que é muito usado também em campanhas de saúde pública [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como possível carcinógeno humano”, alerta.

Karen Friedrich possui graduação em Biomedicina pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, mestrado e doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz. Atualmente é servidora pública do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde – INCQS da Fundação Oswaldo Cruz e professora assistente da UNIRIO.

Hoje, 24-08-2015, às 9h, Karen ministrará a palestra “Uso combinado de Agrotóxicos e o impacto na saúde”, na abertura do Seminário Agrotóxicos: Impactos na Saúde e no Ambiente, que acontece na Sala IgnacioEllacuría e Companheiros – IHU, na Unisinos. A programação completa da atividade está disponível aqui. Na oportunidade também será lançado o Dossiê Abrasco: um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde.

Confira a entrevista.

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Foto: Fiocruz

IHU On-Line – Que discussão é importante ser feita quando se trata da relação entre agrotóxicos e saúde?

Karen Friedrich – Da ótica da saúde, sempre temos de trabalhar com a prevenção para evitar que um dano à saúde se estabeleça. Só que a estrutura dos órgãos de vigilância e fiscalização das populações expostas é precária, e por isso temos poucas iniciativas bem-sucedidas que trabalham com a prevenção e com a promoção da saúde no que se refere aos agrotóxicos. Então, o ideal é que sempre se evite o uso de agrotóxicos, porque deste modo estamos protegendo a população trabalhadora do campo, aqueles que residem no campo e aqueles que consomem alimentos que foram produzidos com agrotóxicos. Portanto, no caso da prevenção, essa deveria ser a medida principal.

Na questão da promoção da saúde, seria importante incentivar iniciativas como o incentivo às práticas agroecológicas, para buscar a produção de alimentos sem o uso de venenos e visando também uma lógica de justiça ambiental e social nos sistemas produtivos. Nesse sentido, a reforma agrária é uma política importante que deve ser fortalecida no país, pois desse modo restringiremos modelos de produção dependentes do uso de agrotóxicos.

A outra vertente, que diz respeito ao tratamento daqueles que já estão intoxicados e que foram expostos ao agrotóxico, deveria se voltar às ações para fortalecer os centros de notificação de agrotóxicos, para poder mapear os locais onde existem maiores casos ou maior propensão ao aparecimento de casos de intoxicação. Por isso, é importante fortalecer as estruturas de vigilância. Nesse sentido, outras ações importantes deveriam ser feitas a partir do Estado, para melhorar a capacitação dos médicos e profissionais da saúde, possibilitando o diagnóstico das pessoas contaminadas e, consequentemente, o tratamento, quando possível. Sabemos que, independentemente do tipo de intoxicação que ocorre, o tratamento é apenas sintomático, e dificilmente se reverte uma intoxicação, porque são poucos os agrotóxicos que têm “antídotos”. Muitas vezes esses danos podem continuar se manifestando de forma silenciosa até o fim da vida, tendo como resultado, por exemplo, o aparecimento de um câncer ou um dano hepático renal bastante grave.

IHU On-Line – Qual é a relação entre o consumo de agrotóxicos e as causas de câncer?

Karen Friedrich – Estudos experimentais científicos tanto com animais de laboratório como com populações expostas, realizados em outros países, mostram uma relação clara entre o uso de agrotóxicos e o aparecimento de câncer. Instituições que têm conhecimento na área de pesquisa de câncer, como o Instituto Internacional de Pesquisa em Câncer – IARC da Organização Mundial da Saúde – OMS, fizeram avaliações e revisões sistemáticas sobre alguns agrotóxicos, e esses estudos mostram que os agrotóxicos que usamos no Brasil apresentam enorme potencial de desenvolvimento de câncer em seres humanos. Dentre eles, o glifosato foi classificado como carcinógeno humano, assim como omalathion, que é muito usado também em campanhas de saúde pública [pulverizado em campanhas de combate ao mosquito da dengue], e o herbicida 2,4-D, que foi classificado como possível carcinógeno humano. Portanto, temos estudos científicos de organismos internacionais e nacionais, como o Instituto Nacional do Câncer – INCA, que estão se posicionando quanto ao risco do uso dos agrotóxicos desenvolverem câncer.

“No dia a dia o ser humano é exposto a uma mistura de vários agrotóxicos”  

IHU On-Line – Como o agrotóxico ainda é permitido, mesmo depois do resultado dessas pesquisas?

Karen Friedrich – Quando se registra um produto, se coloca a questão de por que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa permite que se use agrotóxicos que causam câncer. Na verdade, quando a Anvisa libera o registro de um agrotóxico, ela faz essa avaliação a partir dos estudos que são apresentados pelas empresas. Então, são estudos experimentais, bem conduzidos, os quais acreditamos serem idôneos, mas que têm suas limitações. A primeira limitação é que eles expõem um único agrotóxico naquele estudo, enquanto no dia a dia o ser humano é exposto a uma mistura de vários agrotóxicos. Por isso os estudos epidemiológicos, que têm sido realizados nos Estado Unidos e Canadá, estão apontando a associação entre agrotóxicos e câncer, porque eles estão estudando o agrotóxico na sua realidade de uso, que considera justamente uma mistura de agrotóxicos.

IHU On-Line – Além do câncer, que outros impactos o uso e a exposição aos agrotóxicos causam à saúde?

Karen Friedrich – Existem aqueles efeitos mais imediatos, que podem ocorrer logo após a exposição. Então, em geral o trabalhador do campo, que está mais exposto ao produto, faz relatos frequentes de intoxicações agudas, que causam dor de cabeça, vômitos, diarreia e até o óbito. Além disso, existem os efeitos mais tardios, que são o câncer, alterações hormonais, alterações reprodutivas, que são relacionadas, cientificamente, ao uso de agrotóxicos.

IHU On-Line – Como o Dossiê da Abrasco está repercutindo entre os setores de saúde e vigilância sanitária no país? Como essa discussão acerca da relação entre consumo de agrotóxico e implicações à saúde tem sido discutida no país?

Karen Friedrich – O Dossiê foi lançado no final do mês de abril, e várias instituições, como o Ministério Público e Fóruns Estaduais, têm demandado da Abrasco o lançamento e a divulgação do Dossiê. Para nós, essa tem sido uma surpresa, especialmente quando percebemos que pessoas que trabalham com a área da saúde ou que são representantes do Estado têm poucas informações sobre os danos dos agrotóxicos. Então, o Dossiê traz, de um lado, alguns estudos científicos para contribuir com informações para essas pessoas que trabalham na área da saúde, ressaltando que esses estudos não estão esgotados, porque existem mais estudos apontando os prejuízos dos agrotóxicos. Essas informações podem ser úteis para que os órgãos do Estado tomem ações não só em nível federal, mas também os municípios e os estados possam tomar ações para coibir alguns agrotóxicos em seus territórios.

De outro lado, o Dossiê também traz uma discussão sobre a fragilidade do processo de registro dos agrotóxicos no Brasil e em outros países, apresentando dados de contaminação por agrotóxicos na água, na água da chuva, no leite materno — muitas pessoas não têm conhecimento disso, porque, às vezes, essas informações estão publicadas apenas em artigos científicos. Além disso, o Dossiê também traz uma abordagem muito interessante sobre os territórios que estão suscetíveis aos danos dos agrotóxicos, e aí há depoimentos de pessoas que falam sobre os impactos que elas têm sentido e identificado.

  “Alguns agrotóxicos já foram proibidos em vários países, mas ainda são comercializados no Brasil”

IHU On-Line – Como o debate sobre o uso de agrotóxico na agricultura e os riscos à saúde tem sido feito em outros locais do mundo?

Karen Friedrich – O Brasil é o maior consumidor mundial e tem uma grande fragilidade regulatória em relação aos agrotóxicos. Por isso sabemos que há fragilidade nos laboratórios analíticos, fragilidade em relação ao número de pessoas que trabalham nos órgãos de Estado para darem conta do volume de trabalho. De fato, a situação do Brasil é a pior no cenário internacional em relação ao uso de agrotóxicos. Mas, ainda assim, em outros países existem organizações, até análogas à campanha permanente contra os agrotóxicos, e existem organizações e grupos de pesquisadores que têm se posicionado contra alguns agrotóxicos como, por exemplo, o glifosato, que apresenta riscos à saúde.

Alguns agrotóxicos já foram proibidos em vários países, mas ainda são comercializados no Brasil. Esse é um fato importante, porque mostra que as autoridades regulatórias internacionais já reconheceram os danos à saúde e proibiram o uso dessas substâncias, enquanto nós continuamos usando esses agrotóxicos.

Por Leslie Chaves e Patrícia Fachin

Fonte – IHUSINOS

Ministra da Agricultura Kátia Abreu na Ásia entre mármores, lustres e tapete “feito por mil mulheres”

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Ministra da Agricultura está desde o dia 7 em missão comercial pelo Brasil; confira algumas impressões de viagem da dama de ferro do agronegócio

Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu (PMDB), está desde o dia 7 em viagem pela Ásia. Começou na Arábia Saudita, passou pelos Emirados Árabes Unidos, pela Índia e foi – não é a primeira vez – para a China. O perfil dela no Twitter, “Ministra Kátia Abreu” (@KatiaAbreu), é bastante ilustrativo de suas preocupações nestes dez dias. Inúmeras fotos da missão comercial brasileira, das visitas a lugares turísticos (alguns, nababescos), um único comentário sobre o atentado em Paris. Sobre Mariana (MG), silêncio. Segue um resumo.

  • 6 de novembro. Ela chega em Brasília e posta: “Chegamos em BSB agora vindo de Maceió. Amanhã à tarde embarco com comitiva para a Arábia Saudita”. (Com foto de um prato de sopa. No dia anterior a barragem em Mariana já fora rompida, um povoado soterrado. A ministra não comenta.)
  • 6 de novembro. “Vamos conquistar mercados para o Brasil agro”.
  • 6 de novembro. “Nas crises muitos veem oportunidades para crescer. A foto do Brasil hoje pode não estar a mais bonita mas o filme completo é lindo. Vamos à luta”.
  • 7 de novembro. “No aeroporto em Guarulhos lojinha vendendo colares de sementes, com palha de Buriti e Capim Dourado do Tocantins”. (Com foto, abaixo.)
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  • 7 de novembro. Arábia Saudita. “Assinatura do fim do embargo Saudita à carne bovina do Brasil. Desde 2013 não vendíamos carne para aquele país”.
  • 7 de novembro. “Poderemos vender 50.000 toneladas no valor de 170 milhões de dólares”. (Fotos com autoridades árabes.)
  • 9 de novembro. “Família Al Aminaged! Grandes compradores de alimentos do Brasil. Os maiores do mundo Árabe. Empresa familiar”. (Fotos com a família.)
  • 10 de novembro. Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos. (Inúmeras fotos dos prédios da cidade.)
  • 11 de novembro. “Não dá pra sair sem a Abaia e o lenço no cabelo. Em eventos oficiais não precisa do lenço masAbaia sim”. (Foto abaixo.)
  • 11 de novembro. “Chegamos agora da visita à fábrica da BRF (indústria de abate e processamento de frangos) em Dubai. Anúncio de ampliação da fábrica”.
  • 11 de novembro. Visita à Grande Mesquita. Vários posts. “Simplesmente espetacular”. “Tem 1.000 colunas!” “O pátio externo tem 17.000 m2 de mármore branco com flores de várias cores e de vários países”. “Nunca vi nada igual”.(Várias fotos. Uma delas é a que abre este texto.)
  • 11 de novembro. “Este mármore azul é o mais raro e veio da Bahia”. (Foto abaixo. Mais muitas fotos. “Flores de mármore de várias cores e países”.).
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  • 14 de novembro. Nova Delhi, Índia. “10% da população da Índia é Muçulmana e come carne bovina. São 120 milhões de indianos. Grande mercado para o Brasil”.
  • 15 de novembro. “Solidariedade aos franceses neste momento de dor. Não podemos aceitar esta violência. Difícil tentar compreender. Não existe justificativa”.
  • 15 de novembro. “A Net está super lenta e não consigo enviar a fotos do Taj Mahal”.
  • 16 de novembro. “A Índia importa 10 milhões de toneladas de lentilhas, grão de bico e outras poucas. Não importam nada do Brasil. Mas agora vão!” (Muitas fotos. É domingo, e ela consegue registrar o Taj Mahal.).

  • 16 de novembro. “Encontro em Nova Delhi com o setor privado hoje”.
  • 16 de novembro. “Ganhei um Sari vermelho do amigo Peter Hassan. Tinha lido no passado um livro sobre Sonia Gandhi (O Sari Vermelho)”.
  • 16 de novembro. Ela sobe fotos que não conseguira subir. Da Índia e do mundo árabe. (Abaixo, a ministra com autoridades de Abu Dahbi, com logo da empresa brasileira ao fundo.)
  • Sem título
  • Mais fotos de Abu Dahbi. A mesquita. “Muito luxo e beleza!”
  • “Lustre central tem 7000 cristais e pesa 18.000 kg”.
  • “Salão interno tem o maior tapete do mundo. Foi feito a mão por 1000 mulheres e levou2 anos para ficar pronto”.
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    .Fonte – Via Campesina

 

Advogados do MA elegem presidente da seccional da OAB

No Maranhão, Thiago Roberto Morais Diaz foi eleito o novo presidente da OAB-MA com 49,03% dos votos válidos. Ele vai suceder o advogado Mário Macieira, que fará parte do Conselheiro Federal da OAB em 2016.

Os gestores que administrarão a entidade com Diaz entre 2016 e 2018 serão Pedro Augusto Souza de Alencar (vice-presidente), Adailton Lima Bezerra (secretário-geral), Alice Maria Salmito Cavalcanti (secretário-geral adjunto), Deborah Porto Cartagenes (tesoureiro).

Os conselheiros federais escolhidos foram José Agenor Dourado, Roberto Charles de Menezes Dias e Luís Augusto de Miranda Guterres Filho.

Com informações da Assessoria de Comunicação da OAB-MA.

Papa Francisco: “Cuidado com os sacerdotes rígidos (mordem!) e na admissão nos seminários”. E aos bispos: “Presentes na diocese, ou então, renunciem!”

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O papa Francisco com o cardeal Raymundo Damasceno, do Santuário de Nossa Senhora Aparecida.

Flores, frutos, fungos e folhas secas. Depois: sacerdotes rígidos que “mordem”; seminaristas quase sádicos, porque, no fundo, “doentes mentais”; mães que dão “palmadas espirituais” e bispos que só viajam e se preocupam pouco dos problemas na diocese e que, talvez, fariam melhor em “se demitirem”.

Essas são as imagens e as metáforas que pontilham o “compêndio” sobre a formação e o ministério dos sacerdotes que Francisco desenhou hoje durante a sua longa audiência aos participantes do Congresso na Pontifícia Universidade Urbaniana, promovido pela Congregação para o Clero por ocasião do 50º aniversário dos Decretos Conciliares Optatamtotius e Presbyterorumordinis.

Dois decretos que – diz o papa – são “uma semente” lançada pelo Concílio “no campo da vida da Igreja” e que durante estas cinco décadas “cresceram, se tornaram uma planta vigorosa, embora com algumas folhas secas, mas, especialmente com muitas flores e frutos que adornam a Igreja de hoje”. Juntos, esses dois são “duas metades de uma realidade única: a formação dos sacerdotes, que dividimos em inicial e permanente, mas que constitui por si só uma única experiência de discipulado”.

A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada por Zenit

Os padres são homens, não formados em laboratório

“O caminho de santidade de um padre começa no seminário!”, destaca Bergoglio, identificando três fases tópicas: “tomados dentre os homens”, “constituídos em favor dos homens”, presentes “no meio dos outros homens”.

               “Tomados dentre os homens” no sentido de que “o sacerdote é um homem que nasce em um certo contexto humano; ali aprende os primeiros valores, absorve a espiritualidade do povo, se acostuma às relações”. “Até mesmo os sacerdotes têm uma história”. Não são “fungos” que “surgem de repente na Catedral no dia da sua ordenação”, diz Francisco. É importante, por isso, que os formadores e os próprios sacerdotes tenham em conta tal história pessoal ao longo do caminho de formação. “Não se pode ser sacerdote acreditando que se formou em um laboratório”, acrescenta de improviso, “não, começa na família com a tradição da fé e todas as experiências da família”. É necessário, portanto, que toda a formação “seja personalizada, porque é a pessoa concreta que é chamada ao discipulado e ao sacerdócio”.

Família primeiro centro vocacional. “Não se esqueçam mães e avós”

Acima de tudo, devemos lembrar o fundamental “centro de pastoral vocacional” que é a família: “igreja doméstica e primeiro e fundamental lugar de formação humana”, onde pode germinar “o desejo de uma vida concebida como caminho vocacional”. “Não se esqueçam das vossas mães e das vossas avós”, exorta Francisco. Depois, elenca os outros contextos comunitários: “escola, paróquia, associações, grupos de amigos”, onde – diz – “aprendemos a estar em relação com pessoas concretas, nos fazemos modelar da relação com eles, e nos tornamos o que somos também graças a eles”.

“Um bom sacerdote”, portanto, “é antes de tudo um homem com a sua própria humanidade, que conhece a sua própria história, com as suas riquezas e as suas feridas, e que aprendeu a fazer as pazes com ela, alcançando a serenidade de fundo, própria de um discípulo do Senhor”, destaca Francisco. Por isso, “a formação humana” é necessária para os sacerdotes, “para que aprendam a não serem dominados pelos seus limites, mas, sim, a construir sobre os seus talentos”.

“Sacerdotes neuróticos? Não pode… Que passem por um médico para tomar remédio”

Além do mais um padre em paz consigo mesmo e com a sua história “saberá difundir serenidade ao seu redor, também nos momentos difíceis, transmitindo a beleza da relação com o Senhor”. Não é normal, de fato, “que um sacerdote seja triste muitas vezes, nervoso ou duro de caráter”, observa o Papa Francisco: “Não está bem e não faz bem, nem ao sacerdote, nem ao seu povo. Mas se você tem uma doença e é neurótico, vá a um médico! A um médico clínico que te dará um comprimido que te fará bem. Também dois! Mas, por favor, que os fieis não falem das neuroses dos padres. E não batam nos fieis”.

Os sacerdotes são, de fato, “apóstolos da alegria” e com a sua atitude podem “favorecer ou obstruir o encontro entre o Evangelho e as pessoas”. “A nossa humanidade é o vaso de barro’ onde guardamos o tesouro de Deus”; é necessário, por isso, cuidar “para transmitir bem o seu precioso conteúdo”. Nunca um sacerdote deve “perder a capacidade de alegria. Se a perde existe algo errado”, recomenda o Santo Padre.

E admite que “honestamente” tem medo dos rígidos: “é melhor ficar longe dos sacerdotes rígidos, eles mordem”, diz com ironia. “Lembro-me daquilo que disse Santo Ambrósio no século IV; onde há a misericórdia está o espírito do Senhor. Onde há a rigidez, estão só os seus ministros. E o ministro sem o Senhor se torna rígido. E isso é um perigo para o povo de Deus”.

“Nunca, jamais, perder as próprias raízes!”

Além disso, um padre – comenta Francisco – “não pode perder as suas raízes, é sempre um homem do povo e da cultura que o gerou”. “As nossas raízes nos ajudam a recordar quem somos e de onde Cristo nos chamou. Nós, sacerdotes, não caímos do céu, mas somos chamados por Deus, que nos tira ‘dentre os homens’, para constituir-nos em ‘favor dos homens’”.

A este respeito, o Papa contou uma anedota: “Na Companhia, alguns anos atrás, havia um bom padre, bom, jovem, dois anos de sacerdócio… entrou em crise, falou com o padre espiritual, com os superiores, os médicos: ‘vou embora, não aguento mais’. Eu conhecia a sua mãe, pessoa humilde, não uma dessas ‘mulherzinhas’… e lhe disse: ‘Por que você não vai até a sua mãe e lhe conta tudo?’. E ele foi, passou um dia com a mãe. Voltou assim. A mãe lhe deu dois tapas espirituais, lhe disse 3 ou 4 verdades, colocou-o no seu lugar, e seguiu adiante. Por quê? Porque voltou à raiz”.

“Ore como você aprendeu a rezar quando criança”

Assim, “no seminário – explicou o Papa – você deve fazer a oração mental. Sim, sim, isso deve ser feito, aprender. Mas, antes de tudo, reze como te ensinou a sua mãe, como aprende a rezar de criança. Até com as mesmas palavras. Comece a rezar assim, depois avançarás na oração”.

Pastores, e não os funcionários

As raízes, então. “Este é um ponto fundamental da vida e do ministério dos sacerdotes”, diz Francisco. O outro é que “se torna sacerdotes para servir os irmãos e as irmãs”. Porque “não somos sacerdotes para nós mesmos e a nossa santificação é intimamente ligada à do nosso povo, a nossa unção à sua unção”. Saber e recordar que somos “constituídos para o povo”, ajuda o sacerdote “a não pensar em si, a ser crível e não autoritário, firme mas não duro, alegre mas não superficial”. Em suma, “pastores, não funcionários”. Muito menos o sacerdote é “um profissional da pastoral ou da evangelização, que chega e faz o que deve – talvez bem, mas como se fosse um trabalho – e depois vai embora viver uma outra vida”. Não, não, “o que nasceu do povo, com o povo deve permanecer”. O sacerdote está sempre “no meio dos outros homens” e “vira-se sacerdote para estar no meio do povo”, reitera Bergoglio.

Bispos compromissados e viajantes: “Se você não está a fim de permanecer na diocese, peça demissão”

Portanto, a “proximidade” é um requisito básico, que também é necessário para os “irmãos bispos”. “Quantas vezes – diz o Papa – escutamos queixas dos sacerdotes: ‘Mas liguei para o bispo porque eu tenho um problema, a secretária me disse que ele está muito ocupado, que está viajando, que só pode me atender dentro de três meses! Um bispo sempre ocupado, graças a Deus. Mas se você, bispo, recebe o chamado de um padre e não pode encontrá-lo porque tem muito trabalho, pelo menos pegue um telefone e ligue para ele. E pergunte ‘mas é urgente, não é urgente?’, de forma que ele sente que você está próximo”.

Infelizmente, porém “há bispos que parecem afastar-se dos sacerdotes”, onde “proximidade” também pode ser um telefonema”, um simples sinal “de amor paterno, de fraternidade”, mais prioridade do que uma conferência em tal cidade” ou uma viagem à América”.  do que a” conferência na cidade “ou” uma viagem na América. “” Mas escute, eh! “, diz Francisco, “o decreto de residência de Trento ainda está vigente e se você acha que não consegue ficar na diocese, peça demissão! E roda o mundo fazendo outro apostolado muito bom… Mas se você é bispo daquela diocese: residência”

O bem que padres e bispos podem fazer “vem principalmente da proximidade deles e de terno amor pelas pessoas”. Porque não são “filantropos ou funcionários”, na verdade, mas “pais e irmãos” que devem garantir “entranhas de misericórdia, olhar amoroso”. “A paternidade de um sacerdote faz muito bem” no sentido de “fazer experimentar a beleza de uma vida vivida segundo o Evangelho e o amor de Deus que se concretiza através de seus ministros.”

“Se não é possível absolver, pelo menos dê uma benção”

Porque “Deus não rejeita nunca”. E aqui uma outra “palmada” do Papa, tudo no improviso: “Penos nos confessionários – diz -, sempre é possível achar caminhos para dar a absolvição. Algumas vezes não é possível absolver. Mas tem padres que dizem: ‘Não, isso não se pode fazer, vá embora!’. Este não é o caminho… Se você não pode dar a absolvição explique: ‘Deus te ama muito. Para chegar a Deus existem muitos caminhos. Eu não posso te dar a absolvição, então, te dou a benção. Volte, volte sempre aqui que eu, cada vez, te darei a benção como sinal de que Deus te ama. E aquele homem, aquela mulher, sairá cheio de alegria porque encontrou o ícone do Pai que não rejeita nunca”.

Um padre não tem “espaços privados”

Francisco, portanto, convidou a um “bom exame de consciência” útil para orientar a própria vida e os próprio ministério a Deus: “Se o Senhor voltasse hoje, onde me encontraria? O meu coração está aonde? No meio das pessoas, orando com e para as pessoas, envolvido com as suas alegrias e sofrimentos, ou, no meio das coisas do mundo, dos trabalhos terrenos, dos meus ‘espaços’ privados?”. Atenção – diz ele – porque “um padre não pode ter um espaço privado ou está com o Senhor. Acho que os sacerdotes que conheci na minha cidade, quando não havia nenhuma secretária telefônica, dormiam com o telefone debaixo da mesa e quando as pessoas ligavam, se levantavam e iam dar a unção. Ninguém morria sem os sacramentos… Nem mesmo no descanso tinham um espaço privado. Isso é ser apostólico”.

“Olhos abertos nas admissões nos seminários. Atrás dos rígidos existem transtornos mentais”

Um último pensamento, antes de concluir, Francisco o faz também improvisando sobre o tema difícil do discernimento vocacional e a admissão ao seminário. Temos que “procurar a saúde daquele jovem”, recomenda, a “saúde espiritual, material, física, psíquica”.

Outra anedota: “Uma vez, recém-nomeado mestre de noviços, ano ’72, fui levar pela primeira vez à psiquiatra os resultados do teste de personalidade que se fazia como um dos requisitos do discernimento. Ela era uma boa mulher e uma boa cristã, mas em alguns casos era inflexível: “Esse não pode”. “Mas, doutora, é um jovem tão bom!”. “Mas saiba, padre – explicava a psiquiatra ao futuro Papa – existem jovens que sabem inconscientemente que são psicologicamente enfermos e procuram para as suas vidas estruturas fortes para defendê-los e assim poderem seguir em frente. E estão bem até o momento em que se sentem bem estáveis, depois, ali começam os problemas…”.

“Você não pensou no porquê existem tantos policiais torturadores?”, Perguntava a mulher, “entram jovens, parecem sadios, mas quando se sentem seguros a doença começa a sair”. Polícia, exército, clero, são, de fato, “as instituições fortes que estes doentes inconscientes procuram”, observa o Papa Francisco, “e depois, muitas doenças que todos nós conhecemos”. “É interessante – acrescenta -: quando um jovem é muito rígido, muito fundamentalista, eu não confio. Detrás daquilo existe algo que ele mesmo não sabe”.

Portanto, uma clara advertência: “Cuidado com as admissões para os seminários, olhos abertos.”

Fonte – IHUSINOS

Lojas Americanas foi condenada por divulgar e-mail com conteúdo ofensivo a supervisora

Fonte: TST – Tribunal Superior do Trabalho

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho não conheceu de recurso das Lojas Americanas S/A contra decisão que a condenou a indenizar uma supervisora da loja de Erechim (RS) pela divulgação de e-mail com conteúdo ofensivo a ela. Na mensagem eletrônica enviada ao gerente regional para justificar a sua dispensa, a gerente local afirmava que a loja “não precisa de pessoas assim”, que a supervisora “fazia corpo mole”, estava “desmotivando a equipe” e apresentara atestados sem motivo.

Segundo seu relato na reclamação trabalhista, a gerente a tinha como inimiga, porque as duas concorreram à vaga de gerência. Indicada para o cargo, a colega teria se aproveitado da promoção para “cortar sua cabeça” dias depois da nomeação. Para justificar a dispensa, enviou o e-mail com as informações desabonadoras a todos os colegas. Ao pedir indenização por dano moral, a trabalhadora disse que virou alvo de chacotas e teve sua honra atingida.

Em contestação, a empresa alegou que a atual gerente somente assumiu o cargo depois da demissão da supervisora, que teria ajuizado a reclamação trabalhista por estar inconformada com o fato de não ter sido promovida. Essa versão, porém, foi desmentida por testemunhas que confirmaram que a promoção ocorreu uma semana antes da demissão, e que a supervisora não ficou chateada e continuou trabalhado normalmente.

O juízo da 2ª Vara do Trabalho de Erechim condenou as Americanas a pagar R$ 3.750 de indenização. Segundo a sentença, se os motivos do e-mail ficassem somente no âmbito interno da empresa, sem conhecimento da trabalhadora e dos colegas, não haveria dano moral. “Mas é inegável que sua circulação atingiu sua honra e reputação, sendo devida a reparação”, concluiu.

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) manteve a sentença, entre outras razões porque a própria gerente confirmou, em depoimento, que pediu a dispensa da supervisora no e-mail. “Se a própria pessoa que elaborou o documento confirma seu conteúdo, não se justificam as alegações da empresa de que não teria valor de prova”, afirmou o Regional.

A empresa insistiu, no recurso ao TST, que não havia nos autos prova do dano moral alegado, “apenas especulações”. Mas o relator, desembargador convocado Marcelo Lamego Pertence, assinalou que o debate sobre a valoração da prova efetivamente produzida exige a reavaliação do conjunto probatório, procedimento vedado no TST pela Súmula 126, impossibilitando o conhecimento do recurso de revista.A decisão foi unânime.

Frei Betto fala que descaso do poder público é ‘método eficaz’ para eliminação de indígenas

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Em novo episódio da onda conservadora, Câmara dos Deputados instala CPI para investigar a Funai e o Incra

No momento em que a Câmara dos Deputados investiga a Fundação Nacional do Índio (Funai), em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na última quinta-feira (12), em mais um episódio da onda conservadora que ameaça direitos sociais, o escritor Frei Betto comenta hoje (16), na Rádio Brasil Atual, as diversas formas de extermínio físico e cultural a que são submetidas as populações indígenas no Brasil. Confira a íntegra do comentário:

“Há muitos modos de acabar com os índios, como querem aqueles que os consideram inúteis ou atrasados e acreditam que suas grandes extensões de terra, seriam mais lucrativas em mãos do agronegócio, de mineradoras ou madeireiras.

Um modo eficaz é divulgar, como se fez no passado, que são desprovidos de alma. A Igreja utilizou com sucesso esse método ao colonizar o que hoje se conhece como continente americano.

Outro modo, sobejamente usado pelos colonizadores espanhóis, é esquartejá-los por mordidas de cães. Os cães são adestrados a temer roupas. Ao verem um corpo nu, sem movimento e cores de tecidos, atacam ferozmente e, nesse caso, devem ser recompensados com as mais saborosas porções dos corpos indígenas.

Os heroicos bandeirantes do Brasil, que dão nomes a rodovias e logradouros e merecem monumentos em nossas cidades, costumavam exterminá-los com métodos de fácil aplicação: submetê-los à escravidão, ainda que considerados inaptos para o trabalho imposto pelos caras-pálidas; cercá-los, impedindo-os de ter acesso a alimentos e às fontes de água; instigar a inimizade entre aldeias, de modo que uma guerreasse contra a outra.

Hoje em dia existem modos mais modernos e igualmente eficazes, como reduzir drasticamente os recursos da Funai, sem inclusive prejudicar a sigla, que passaria a ser conhecida como Funerária Nacional dos Índios. Boa receita é urbanizá-los, de forma que, na cidade, sintam vergonha da nudez e aprendam que, graças ao mercado, produtos necessários à sobrevivência têm valor de troca, jamais de uso.

Método atual é o descaso do poder público, também conhecido popularmente como vista grossa. Deixar que empreendedores, como fazendeiros, madeireiros e mineradores, invadam suas extensas terras, tornando-as economicamente produtivas. Enfim, um novo modo de exterminar índios, ora em debate, e que promete excelente resultado, é retirar das mãos do Executivo a demarcação de suas terras e passá-la ao Legislativo, que, com muita habilidade, tem feito retroceder os chamados direitos humanos.

Quem sabe seja oportuno preservar dois ou três casais de indígenas para, em jaulas, exibi-los ao público no ‘Playlarmento’ a ser construído como anexo do Congresso, ao custo inicial de R$ 400 milhões — valor a ser regiamente multiplicado ao longo da obra, para a boa saúde do bolso de nobres representantes do povo e de seus financiadores de campanhas.”

Fonte- Rede Brasil Atual

CPI da Saúde mantém o silêncio diante da Operação “Sermão aos Peixes”

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  O silêncio dos parlamentares da Comissão Parlamentar de Inquérito da Saúde, criada para investigar a corrupção com desvios de recursos públicos na Secretaria de Estado da Saúde, principalmente do Sistema único de Saúde é no mínimo comprometedor. A princípio a defenestração da CPI teria sido para não investigar o prefeito Léo Coutinho, de Caxias, sobrinho do deputado Humberto Coutinho, presidente da Assembleia Legislativa do Estado, muito embora seja de conhecimento público de que a definição dela foi para investigar o ex-Secretário de Estado da Saúde, Ricardo Murad.

        Infelizmente, o parlamento estadual ao assumir a omissão de não investigar corrupção, nivela-se com ela e perde qualquer princípio de respeito da opinião pública e até mesmo suscita dúvidas sobre a legitimidade dos seus mandatos dos seus membros.

        Mas infelizmente, o que se pode esperar do presidente da CPI, deputado Levy Pontes que é réu na Justiça Federal sob a acusação de praticas de improbidades administrativas quando gestor da Secretaria Municipal de Saúde Chapadinha e justamente com recursos do Sistema Único de Saúde – SUS.

         O deputado Raimundo Cutrim pediu ontem um posicionamento do parlamento quanto a Operação “Sermão aos Peixes”, principalmente pelas investigações feitas pela Policia Federal, de que doações milionárias foram feitas para políticos, destacando-se o nome da deputada estadual Andréa Murad, filha do poderoso Ricardo Murad. Diante dos primeiros questionamentos e da realidade posta pela Policia Federal, Controladoria Geral da União e Ministério Público Federal, a Assembleia Legislativa do Estado, não tem mais como engavetar e dar fim a CPI, a não ser que assuma para a opinião pública que é conivente com toda a corrupção já denunciada.

Projeto de Lei do vereador Fábio Câmara concede titulo de Cidadão de São Luís ao delegado Marcos Afonso Júnior

   aldir

O Projeto de Lei de autoria do vereador Fábio Câmara, que concede o título de cidadão de São Luís ao delegado de policia Marcos Afonso Júnior repercutiu favoravelmente no parlamento municipal e em vários segmentos sociais. Marcos Afonso é paraense e através de concurso público ingressou no quadro de delegados de carreira da Secretaria de Segurança. Foi presidente da Associação dos Delegados do Maranhão e esteve à frente de inúmeras lutas em defesa da categoria, o que também lhe valeu reconhecimento público.

    Foi Secretário de Segurança Pública, durante um período bastante conturbado, mas apesar de não contar com estruturas para realizar um trabalho à altura dos interesses coletivos, soube pela dedicação e visão macro da instituição, somar esforços com a Policia Militar e inúmeros colegas delegados da capital e do interior para imprimir uma dinâmica de enfrentamento a criminalidade.

    Ao assumir interinamente a então Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária abriu o diálogo com o Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário, recebendo o apoio da categoria e foi através de importantes informações que deu um basta nas barbáries. Os presos que viviam fora das celas foram trancados e receberam fardas para identificação e retirou inúmeros terceirizados viciados e corruptos da administração anterior.

     Hoje o delegado Marcos Afonso Júnior é o titular da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos, que mesmo enfrentado dificuldades tem procurado com a sua reconhecida dedicação fazer o melhor pela instituição que abraçou profissionalmente e com muita dedicação e amor.

      A data da entrega do título de Cidadão Ludovicense ao delegado Marcos Afonso Júnior ainda não está marcada, mas com certeza será uma solenidade bem concorrida, levando-se em conta a seriedade, princípios e valores, que fazem parte dele como pessoa humana, além da admiração que conquistou dos maranhenses pelos seus importantes trabalhos sérios e bem transparentes.

Site que vende quebra de sigilo telefônico é investigado

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Gil Ferreira | Agência CNJ

Site usa Brasão da República de forma indevida

            A Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) solicitou à Polícia Federal (PF) que abra um inquérito para investigar o site “Cartório Virtual” por uso indevido da nomenclatura “Cartório” e do Brasão da República como forma de dar aparência de legalidade aos serviços prestados por meio de sua página na internet, incluindo quebra de sigilo telefônico. O pedido foi feito na terça-feira, 17.

A ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nancy Andrighi, informou que encaminhou o pedido diretamente para o diretor da PF, delegado Leandro Daiello.

Segundo o CNJ, Marcelo Lages Ribeiro de Carvalho se apresentava como tabelião e perito judicial e já vinha sendo alvo de apuração da Corregedoria desde agosto. A investigação buscava saber se ele era de fato um tabelião e a qual serventia extrajudicial ele estaria vinculado. As corregedorias dos Tribunais de Justiça de todo o país informaram que Lages não é ligado, nem direta nem indiretamente, a cartório algum.

De acordo com a corregedora Nancy Andrighi, “a utilização do Brasão da República pelo ‘Cartório Virtual’ transmite aos seus usuários a ideia de que estão acessando um site oficial do Poder Judiciário”, disse, por meio de nota.

Para a ministra, Lages usa “indevidamente a credibilidade de um símbolo nacional para escamotear a provável ilegalidade dos seus serviços (como a quebra de sigilo telefônico), transmitindo aos mais incautos a equivocada impressão de que sua atividade é lícita”. O uso indevido de selo ou sinal público está tipificado no artigo 296 do Código Penal.

Fonte – CNJ