Subsecretário da SEAP agride servidores idosos do Sistema Penitenciário em reunião com o titular da pasta

Tenho afirmado que o Sistema Penitenciário é marcado pelas farsas da ressocialização e por desrespeitos aos direitos trabalhistas dos agentes penitenciários e auxiliares terceirizados. A todos, apesar dos riscos de vidas todos os dias, são lhes negados insalubridade e risco de vida e ainda sofrem assedio moral para que não cobrem direitos sob pena de demissão. O interessante dentro do contexto é que existe um Núcleo de Fiscalização e Monitoramento do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Maranhão, que infelizmente não adota as providências necessárias, dentro dos princípios emanados de lei e da justiça para a correção da séria distorção. Os agentes temporários fazem parte das informações ao Conselho Nacional de Justiça, quanto ao número adequado de agentes penitenciários em relação aos presos com um número de 2.875 agentes para 9.448, de acordo com a última informação do G1. Na realidade o Maranhão tem apenas 665 agentes penitenciários concursados e que se enquadram dentro dos princípios emanados do Conselho nacional de Justiça.

Reunião para denegrir servidores idosos

Há poucos dias, o secretário Murilo Andrade dirigiu uma reunião com os diretores de unidades prisionais em São Luís, quando fez inúmeras cobranças administrativas. Inesperadamente ele passou a palavra para o subsecretário Rafael Velasco, que sem qualquer princípio de valor e de respeito aos presentes e de maneira intempestiva e gratuita passou a se referir aos funcionários antigos do Sistema Penitenciário, integrado por profissionais do mais respeitável pelas suas experiências e contribuições relevantes para o desenvolvimento do sistema. Rafael Velasco, dando demonstração clara de não ter a mínimo preparo para o exercício de um cargo da maior importância qualificou os servidores idosos como entulho e até improdutivos e outros adjetivos, chamando a atenção dos diretores de unidades sobrea aplicação de  possíveis pressão sobre eles, insinuando até um assedio moral. A verdade é que os servidores antigos por acumularem vários direitos, ganham um salário melhor e fornecem informações preciosas para os atuais dentro do que concerne ao serviço público, o que estaria contrariando o subsecretário e o titular da pasta da SEAP.

Tudo foi feito com a presença do secretário Murilo Andrade, que demonstrou claramente apoiar tudo o que o seu subordinado afirmou e insinuou. Os diretores de unidades não tiveram oportunidade de se manifestar, mas comunicaram o fato ao conhecimento dos servidores idosos como advertência de perseguição, o que ficou demonstrado na reunião e que pode ser perfeitamente materializado diante do desrespeito e farsas com prepotência e arrogância bem inerente ao atual governo e aplicado arbitrariamente no Sistema Penitenciário do Maranhão.

 

Ministro Fachin garante que advogadas sejam revistadas por mulheres no TJ de São Paulo

Ministro negou liminar pleiteada pelo Tribunal contra decisão do CNJ.

O ministro Edson Fachin, do STF, manteve decisão do CNJ que determinou aos Tribunais do Estado de SP que tomem medidas necessárias para que qualquer procedimento de revista de coisas e revista pessoal no ingresso nas dependências de seus prédios seja feito por servidores ou agentes de segurança do mesmo gênero que a pessoa averiguada.

O ministro indeferiu liminar pleiteada pelo TJ/SP contra decisão monocrática do conselheiro Valdetário Andrade Monteiro, que atendeu pedido feito pela OAB bandeirante. 

“A medida pleiteada pela OAB/SP no sentido de impedir a ocorrência de constrangimentos e violação à dignidade das mulheres e, em particular, das advogadas quando submetidas à revista pessoal e à revista de bens quando do ingresso nas dependências judiciárias no Estado de São Paulo, é dotada de razoabilidade e visa à proteção da intimidade representada pelo conteúdo de bolsas, pastas e afins.”

Segundo o ministro, a questão referente à revista de mulheres para ingresso nas dependências de órgãos públicos é tão grave que a lei 13.271/16 proíbe a realização de revistas íntimas às mulheres. “Referida norma contém inegável escopo de impedir a violação da dignidade das mulheres, tutelando direitos constitucionais personalíssimos inafastáveis, tais como à liberdade, intimidade e imagem de mulheres, restando plenamente razoável falar-se na extensão desses direitos quando se trata da revista de bolsas, sacolas e pastas utilizadas quando do ingresso nas dependências do Poder Judiciário.”

Fachin destacou que nos autos do processo no CNJ o TRT da 2ª e da 15ª região informaram que já adotam o procedimento determinado ao TJ/SP, pois a revista de bens em suas dependências são sempre realizadas por pessoa do mesmo gênero que a pessoa averiguada.

Em relação às questões financeiras e orçamentárias no Judiciário Bandeirante, o ministro Fachin pontuou que “toda medida assecuratória de direitos envolve custos, e não parece possível, ao menos nessa seara prefacial, considerar-se que uma decisão monocrática, remetida para ratificação pelo Plenário do Conselho Nacional de Justiça, desborde de suas competências constitucionais ao determinar medida razoável e que garante o direito das mulheres à liberdade, intimidade e imagem, ao argumento de que o cumprimento da liminar revolva a assunção de despesas cujo remanejamento não se demonstrou impossível”.

Desta forma, ausente a demonstração dos requisitos autorizadores do atendimento do pleito cautelar, o ministro denego a medida liminar pleiteada pelo TJ para que fosse suspensa decisão do CNJ.

Fonte: Migalhas

 

Olegário Gama ícone do folclore maranhense recebeu Placa de Mérito da Câmara Municipal por iniciativa de Cézar Bombeiro

A Câmara Municipal de São Luís realizou na tarde de hoje (14), sessão solene para a entrega de Placa de Mérito a um dos mais respeitados folcloristas do Maranhão, Olegário de Carvalho Gama Neto, que é também uma das mais expressivas lideranças do bairro da Liberdade. Há quem afirme, dentro das comunidades que integram o bairro da Liberdade, que a vida e história de Olegário Gama se identificam com todas elas.

A iniciativa do vereador Cézar Bombeiro em homenagear o folclorista e carnavalesco Olegário Gama foi decorrente do bairro da Liberdade ser parte integrante da história do Carnaval de São Luís, pelo bloco Os Velhinhos Transviados, que por oito vezes foi campeão maranhense. Foi através do bloco, que foi  escrito o nome do bairro da Liberdade na maior festa popular de São Luís e do Maranhão – o Carnaval, fruto do trabalho e abnegação de Olegário Gama.

Servidor público estadual aposentado, viúvo e pai de dois filhos, Olegário Gama diz que, o seu coração e a sua vida dão preenchidos todos os dias pelas pessoas e amigos que construiu em todo o bairro da Liberdade e os demais vizinhos. Procuro sempre transmitir as minhas experiências para as pessoas da comunidade e tenho um respeito muito grande pela juventude, destaca o folclorista.

Fiquei bastante emocionado com a homenagem do amigo Cézar Bombeiro, que como vereador tem lutado incessantemente com os segmentos comunitários para o desenvolvimento do bairro, mas infelizmente quem é sério e transparente dentro da politica não é respeitado e nem levado a sério, mas Cézar Bombeiro pelo que conheço não mudará a sua postura arraigada em princípios e valores éticos, afirmou Olegário.

 

Novo presidente do STF diz: O Judiciário não pode fechar os olhos para a violência

As palavras do novo presidente do STF é uma reflexão para todo o judiciário brasileiro

Novo presidente do STF pretende ampliar proteção à criança e à mulher

O novo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, disse hoje (13) que vai fortalecer o combate à violência doméstica contra mulher e crianças. Toffoli tomou posse no cargo nesta tarde e substituirá a ministra Cármen Lúcia, que voltará a integrar a Segunda Turma da Corte, responsável pelo julgamento dos processos da Operação Lava Jato.

A cerimônia durou cerca de duas horas e contou com presença do presidente Michel Temer e dos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira. Em seu discurso de posse, o ministro disse que pretende dar continuidade e aperfeiçoar o trabalho feito por Cármen Lúcia a frente do Conselho  Nacional de Justiça (CNJ), órgão que também comandará. Em dois anos de mandato, a ministra assinou protocolos e criou uma política nacional de enfrentamento à violência.

Para o ministro, a defesa das vítimas de violência deve envolver, conjuntamente, o Judiciário, a sociedade brasileira e a imprensa. Toffoli também informou que pretende realizar a identificação biométrica de todos os presos no país.“O Judiciário não pode fechar os olhos à epidemia de violência contra crianças e adolescentes. Não podemos compactuar com a impunidade”, disse.

Toffoli também defendeu a harmonia entre os três poderes do país e o diálogo para elaborar uma agenda comum para construir um país mais tolerante.“Que todos, independentemente de profissão, gênero, cor, crença, ideologia política e partidária, classe social, estejamos juntos na construção de um Brasil mais tolerante, mais solidário e mais aberto ao diálogo”, afirmou.

Toffoli tem 50 anos e foi nomeado para o STF, em 2009, pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Antes de chegar ao Supremo, o ministro foi advogado-geral da União e advogado de campanhas eleitorais do PT.

O ministro é conhecido por evitar polêmicas e por ter um tom pacificador em suas decisões. De acordo com os colegas da Corte, o novo presidente fará um trabalho ligado à gestão administrativa do Judiciário, por meio da presidência no CNJ. Durante a cerimônia de posse, o ministro Luís Roberto Barroso foi escolhido por Toffoli para fazer o tradicional discurso de homenagem. Barroso defendeu o combate à corrupção e disse que é preciso acabar com “parto oligárquico de saque ao estado”.

“Com Vossa Excelência a frente do Poder Judiciário, ministro Toffoli, tenho confiança que continuaremos essa transição do velho para o novo com seriedade, empenho e harmonia entre os poderes. A sociedade brasileira e seus pares neste tribunal depositam grande expectativa na capacidade de gestão de Vossa Excelência.”

Protesto

Durante a cerimônia de posse, cerca de 150 pessoas, de acordo com a Polícia Militar do Distrito Federal, fizeram um protesto em frente à sede do STF. Defendendo direitos trabalhistas para categorias do Poder Judiciário, os manifestantes fizeram discursos e tocaram trompetes na Praça dos Três Poderes para criticar o reajuste salarial para ministros do Supremo “enquanto tem gente passando fome”.Representantes de diferentes sindicatos fizeram discursos contra o que classificaram de “privilégios” de juízes, como auxílio-moradia e “carros de luxo”. Eles portavam faixas em defesa da revogação da emenda constitucional que limita os gastos públicos, da reforma trabalhista e da lei da terceirização. Os integrantes do ato também defenderam negociações salariais com os servidores do Judiciário e do Ministério Público da União. “Por um Judiciário moderno, nível superior para técnicos”, dizia um dos cartazes.

Fonte: Agência Brasil

 

 

Operadoras Oi, Vivo e Claro devem pagar multa de R$ 9,3 milhões por irregularidades na oferta de produtos

Empresas ofenderam direito básico do consumidor à informação clara e adequada sobre produtos e serviços.

O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor – DPDC, órgão vinculado ao Ministério da Justiça, condenou as empresas Oi, Claro e Vivo ao pagamento de multa de R$ 9,3 milhões por infração ao CDC. É a maior multa já aplicada na história do Departamento.

As empresas foram condenadas por ofender o direito básico do consumidor à informação clara e adequada sobre produtos e serviços; por irregularidades na oferta de produtos e serviços; pela prática abusiva e pelas lesões ao consumidor no momento da contratação de serviços.

De acordo com o relatório elaborado pela área jurídica do órgão, as empresas violaram os direitos dos consumidores nos chamados serviços de valor adicionado (aplicativos pagos de jogos, horóscopos, notícias, cursos de idiomas, backup de arquivos, entre outros). Houve irregularidade na oferta e na comercialização de serviços adicionados, além de oferta de serviços e produtos diferentes do que foi efetivamente entregue ao consumidor. Também foi verificado que as empresas cobraram por serviços e produtos nunca solicitados pelo consumidor.

No entender do departamento, as empresas induziram o consumidor a erro com anúncios que não destacavam aspectos essenciais do serviço e que, assim, não forneciam elementos suficientes à formação de adequado entendimento, pelo consumidor, acerca daquilo que efetivamente lhe estaria sendo entregue e pelo que seria cobrado. A Diretora do DPDC ainda considerou que a conduta das empresas tornou a contratação carente de consentimento prévio efetivamente informado, essencial à caracterização de legítima expressão da vontade de contratar, por parte do consumidor.

As empresas têm 30 dias para o pagamento das multas e devem cessar imediatamente a prática de fornecimento de serviços de valores adicionais sem o prévio e expresso consentimento do consumidor, bem como a cobrança por serviços não solicitados pelo consumidor.

Fonte: Migalhas 

 

Coronel Pereira tem candidatura negada pelo TRE-MA por não comprovar descompatibilização

O coronel Pereira, ex-Comandante Geral da Polícia Militar e candidato a deputado estadual com o apoio do governador Flavio Dino e mais de dez coronéis comandantes de unidades militares da Policia Militar no Estado, todos da ativa e que não podem fazer manifestações de acordo com o regimento militar, mas que mesmo assim atropelam a tudo e todos com o apoio do governador. O coronel Pereira seria o provável presidente da Assembleia Legislativa de acordo com os privilégios que vem recebendo.

O militar foi surpreendido com a sua candidatura sendo barrada por unanimidade por magistrados do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão. O coronel Pereira, não apresentou documento satisfatório que comprove a sua descompatibilização do cargo de comandante geral da Policia Militar, dentro do prazo estabelecido pela lei para quem pretende disputar cargo eletivo.

O ex-comandante da PM teria recebido a orientação de que ele teria que fazer através de um documento comprobatório do seu afastamento, o que naturalmente é o Diário Oficial, que não pode ser substituído simplesmente por um ato de exoneração do governador. Pelo que se informa, o coronel Pereira deve recorrer da decisão do Tribunal Regional Eleitoral e continuará em campanha, esperando obter resultado positivo em outra instância da justiça eleitoral

Vala do Portinho invadida por mato e entulho, no inverno causará enchentes na área do Mercado Central

                 

  Em pleno centro histórico, a Vala do Portinho é um dos principais locais de escoamento das águas das chuvas em toda a área que envolve o Mercado Central. Ela sem entulho e mato já não atende a demanda do volume de água que vem desde a praça João Lisboa , rua Grande e grande parte das ruas de São Pantaleão e Cândido Ribeiro. A foto mostra o total abandono com o matagal tomando conta da vala e diariamente carroceiros e proprietários de pequenos veículos se mostram interessados em aterrar o canal.

Recentemente na Câmara Municipal, o vereador Cézar Bombeiro conseguiu com o apoio da maioria dos vereadores em plenário, a convocação do Secretário Municipal de Obras para fazer um esclarecimento sobre as constantes enchentes na cidade de São Luís, decorrente da falta de estrutura para possibilitar o escoamento das águas das chuvas, sem ser no período de maior intensidade. Como se sabe, a Prefeitura de São Luís interditou um trecho da área do Mercado Central por um longo tempo, sob o argumento de seria dada uma solução para as enchentes no local. Muito dinheiro foi gasto e o problema continua o mesmo.

O vereador Cézar Bombeiro tem encontrado resistência dentro da Câmara Municipal para que o secretário compareça ao legislativo municipal e faça os devidos esclarecimentos e o que pode ser feito para acabar com um dos sérios problemas existentes na cidade, que atinge em maior intensidade famílias pobres e pequenos comerciantes. Uma das razões seriam as tubulações pequenas para a vazão da água. O vereador vem informando as comunidades que já manifestam preocupações, que tudo depende da direção da Câmara Municipal e da Prefeitura de São Luís.

Juiz Douglas Martins recebeu título de Cidadão de São Luís e Placa de Mérito outorgados pela Câmara Municipal

A Câmara Municipal de São Luís realizou na última quarta-feira (12), importante sessão para homenagear o juiz de direito Douglas de Melo Martins, titular da Vara dos Direitos Difusos e Coletivos da Comarca de São Luís. A solenidade dirigida pelo vereador Astro de Ogum, presidente do legislativo municipal foi para a entrega do titulo de Cidadão de São Luís e Placa de Mérito ao magistrado, iniciativas dos vereadores Cézar Bombeiro e do presidente da câmara, Astro de Ogum, respectivamente. De há muito a Câmara Municipal de São Luís não realizava uma solenidade para prestar duas homenagens ao mesmo tempo para a mesma autoridade, além de ter sido bastante participativa com duração de quase três horas.

Para a composição da mesa  da solenidade, o vereador Astro de Ogum, convidou os vereadores Pavão Filho e Cézar Bombeiro como primeiro e segundo secretários para o evento, o homenageado juiz Douglas de Melo Martins e o advogado Marinel Dutra de Matos, Conselheiro da Seccional da OAB do Maranhão.

O vereador Cézar Bombeiro como o autor do Decreto Legislativo do Título de Cidadão de São Luís foi quem falou sobre o homenageado. Ele destacou que o juiz Douglas de Melo Martins é natural da cidade de Presidente Dutra  e uma pessoa que tem marcas bem visíveis de princípios e valores familiares e pela educação e dedicação que tem conseguido solidificar a sua vida de magistrado e professor universitário, além de ser uma pessoa bastante requisitada para palestras em instituições públicas e privadas. É portador de um grande currículo, que vem antes da conclusão do curso de direito pela Ufma e passa por mestrado e doutorado na Espanha, na Universidade de Zaragoza. Torna-se bastante importante destacar que na Universidade de Zaragoza, a sua tese de mestrado foi o importante trabalho foi Corrupção e Desenvolvimento Humano no Brasil, afirmou o vereador, dando grande ênfase ao reconhecimento nacional da sua atuação como magistrado, levando importantes experiências das suas ações no Maranhão para o exercício nacional no Conselho Nacional de Justiça, que o tornaram reconhecido em todo o país.  Por ser bastante extenso o currículo do homenageado, o vereador deteve-se a algumas informações, conforme observou aos presentes para não se estender na solenidade.

                                 Entrega do Título e Palavra do Homenageado

O presidente Astro de Ogum, depois da homenagem de Cézar Bombeiro, fez a entrega do Título de Cidadão de São Luís ao juiz Douglas Martins, oportunidade em que os presentes se integraram a solenidade com aplausos. O advogado Marinel Dutra de Matos, Conselheiro da OAB e  os  vereadores  Pavão Filho e Joãozinho Freitas, falaram na ocasião, destacando os méritos do juiz Douglas Martins, pelos seus princípios, ética e um grande exemplo de magistrado, bem reconhecido pela sociedade e o caminho já percorrido e o futuro brilhante que o aguarda.

O que seria apenas um discurso de agradecimento se transformou numa bela oração, em que o magistrado fez questão de ser claro que conhece Cézar Bombeiro e sabe perfeitamente da sua luta como agente penitenciário e defesa da categoria. Quando magistrado do Sistema Penitenciário do Maranhão e encontrei nele um grande parceiro. Foi um importante defensor da nomeação da última turma de agentes penitenciários, quando independente dos advogados da categoria era uma pessoa que estava presente e queria ser informado do trâmite do processo. Esse compromisso dele e lealdade que sempre demonstrou para comigo me fez aceitar o título de cidadão de São Luís e aqui ele ratificou o que eu penso dele. O magistrado deteve-se em importantes aspectos da educação, dos valores e da responsabilidade que são fundamentais em todo o contexto social. O juiz Douglas Martins chegou a se emocionar, quando as lágrimas vieram aos seus olhos, ao se referir ao seu pai, que seria uma das pessoas que gostaria de ter presente na solenidade. Os presentes foram solidários com ele.

                                 A entrega da Placa de Mérito

A última parte da solenidade ficou para a entrega da Placa de Mérito, iniciativa do vereador Astro de Ogum, em nome de todo o parlamento municipal, num reconhecimento ao destacado e constritivo trabalho que juiz Douglas Martins realiza em São Luís e ampliado bastante o alcance da justiça aos mais diversos segmentos sociais. Mais uma vez a sensibilidade do magistrado se tornou visível.  O encerramento da solenidade foi com um coquetel na sala vip do legislativo municipal, quando um amplo congraçamento foi realizado e a alegria veio dos corações.

 

 

STF: Ensino domiciliar não cumpre dever de prover educação dos filhos

          

  Recurso foi desprovido por ausência de lei. Não foi, por sua vez, julgada inconstitucional a prática do homeschooling.

 

                    O ensino domiciliar não é meio lícito para cumprimento do dever de prover a educação dos filhos, previsto no artigo 205 da CF. Assim entenderam, por maioria, os ministros do STF em sessão plenária realizada nesta quarta-feira, 12. A Corte finalizou o julgamento do RE 888.815, que discutia a possibilidade do homeschooling. Na última quinta-feira, 6, o relator da matéria, ministro Barroso, entendeu que o ensino domiciliar formal é compatível com a CF, razão pela qual votou pelo provimento do recurso. Nesta quarta, por sua vez, a maioria dos ministros votaram por desprover o recurso porquanto não há lei que discipline a prática. Esta não foi, por sua vez, julgada inconstitucional.

Com repercussão geral reconhecida, o recurso tem origem em MS impetrado pelos pais de uma menina, então com 11 anos, contra ato da secretária de educação do município de Canela/RS, que negou pedido para que ela fosse educada em casa, recomendando sua matrícula na rede regular de ensino. O recurso questiona atos do Juízo da Comarca de Canela e do TJ/RS que consideraram válida a decisão da secretaria.

Voto do relator

Na sessão passada, o ministro Barroso explicou que, no homeschooling, os pais ou responsáveis assumem a responsabilidade pela escolarização formal da criança. Para ele, a discussão não está em saber se o ensino domiciliar é melhor ou pior, mas envolve o “respeito às opções e circunstâncias de quem prefere um caminho diferente”.

Na visão do ministro, há razões relevantes e legítimas para que essa opção possa ser respeitada pela Constituição. Assim, rebateu argumentos contrários à prática e observou que a CF não trata dessa questão de forma específica, mas refere-se apenas ao ensino oficial, o que leva a diversas interpretações. De acordo com ele, a escolarização formal em instituição oficial não é o único padrão pedagógico autorizado pela CF, a qual, sob a ótica do relator, não exclui outros mecanismos.

Barroso destacou que as crianças em ensino domiciliar serão submetidas a exames periódicos. Ele também afirmou que a socialização é importante, mas considerou que as crianças podem conviver com outras em locais como igrejas, clubes desportivos e parques públicos. O ministro citou vários princípios constitucionais importantes, entre eles os contidos nos artigos 205, 206 e 229, a serem aplicados no sentido do melhor interesse da criança e ressaltou que a CF coloca a família na frente do Estado no dever de prover educação.

Em seu voto, Barroso propôs a seguinte tese de repercussão geral:

“É constitucional a prática de ensino domiciliar (homeschooling) a crianças e adolescentes em virtude da sua compatibilidade com as finalidades e os valores da educação infanto-juvenil, expressos na Constituição de 1988.”

Divergência

Na sessão desta quarta, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que há três tópicos a serem debatidos sobre o tema: (i) se há ou não vedação constitucional, uma vez que não há previsão expressa; (ii) caso não haja, quais modalidades seriam ou não permitidas; e, (iii) se não houver vedação para uma ou mais espécies, se é autoaplicável ou se necessitaria de regulamentação pelo Congresso.

Ele destacou que é obrigatório o ensino básico, que deve ser fornecido dos 4 aos 17 anos. Por outro lado, a CF não proíbe a possibilidade de que o ensino seja feito em casa. O que há, observou Moraes, é uma obrigatoriedade daquele que for fornecer o ensino básico seguir regras, estas sim presentes na CF, como por exemplo um conteúdo mínimo necessário.

Por conta disso, para ele há necessidade de regulamentação prévia que estabeleça requisitos, mecanismos de avaliação e fiscalização de frequência, que respeitem os mandamentos especialmente do art. 208, § 3º, da CF. Assim, embora não entenda que a prática é inconstitucional, como ainda não há legislação que discipline o ensino domiciliar, este não pode ser autorizado. Moraes divergiu do relator para negar provimento ao RE.

Diante do voto, Barroso fez um aparte destacando que “condicioná-lo à vontade discricionária do legislador é frustrar uma possibilidade constitucional, amarrando-a a uma vontade legislativa”. “Se estabelecermos hoje que é ilegal até que a lei sobrevenha, nós jogaremos número relevante de famílias que optaram por esse método num limbo, sem nem permitir essa transição.” Mas Moraes manteve sua posição.

O voto foi acompanhado pelos ministros Rosa Weber, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Dias Toffoli e Cármen Lúcia.

Embora com argumentos diversos, o ministro Luiz Fux acompanhou a divergência de Moraes pelo desprovimento do RE. Para o ministro, por sua vez, o ensino domiciliar é inconstitucional. Em longo voto, Fux afirmou que “a especificidade do programa educacional brasileiro afasta a necessidade de ensino domiciliar para preservação de qualquer liberdade, quiçá religiosa”.

Ademais, ressaltou a importância do contato de crianças e adolescentes com a diversidade, a tolerância e a diferença. “O espaço público da escola constitui esse ambiente por excelência.” Ele pontuou que o ensino domiciliar demanda altos investimentos, e que “um castelamento da elite brasileira propositalmente apartada do contato com as desigualdades sociais e econômicas pode provocar um enrijecimento moral“, e, consequentemente, radicalismos de toda sorte. “Essa consequência vai de encontro à intenção do nosso constituinte, que prestigiou a igualdade de condições para acesso à escola.”  Entendendo da mesma forma, pela inconstitucionalidade, votou  o ministro Ricardo Lewandowski.

Prazo ao legislador

Com uma terceira posição, Edson Fachin votou por dar parcial provimento ao recurso, acompanhando o relator para reconhecer a legitimidade da pretensão de ver a educação domiciliar incluída na política publica domiciliar, porque entende que não há no texto constitucional norma que o impeça, mas desde que observados princípios ali estabelecidos. Ele divergiu do relator apenas quanto ao exercício em concreto de tal direito, reconhecendo a constitucionalidade, mas determinando que seja lançado apelo ao legislador, para que discipline a forma de execução e fiscalização do ensino domiciliar no prazo máximo de um ano.

Fonte: Migalhas

 

Juiz Douglas Martins fará palestra nesta sexta-feira para os servidores da Câmara Municipal de São Luís

Atendendo convite dos servidores da Câmara Municipal o juiz Douglas Martins fará importante palestra no legislativo municipal

Será nesta sexta-feira (14), a partir das 10 horas no plenário

da Câmara Municipal de São Luís, a realização de uma palestra pelo juiz Douglas

Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, para os servidores daquela casa parlamentar, tendo como foco principal o concurso público previsto para ser realizado ainda este ano pelo Legislativo Ludovicense.

O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Servidores Públicos

dos Poderes Legislativos do Estado do Maranhão – Sindileg, João Batista Silva, também conhecido como Índio. Segundo ele, a conferência com o magistrado será aberta a todos os funcionários, para que possam tirar suas dúvidas sobre o concurso e outros temas que tiverem suas dúvidas.

Acerca do tema central, que é o concurso público, Índio faz a observação

de que temos várias situações funcionais na Câmara a exemplo dos prestadores de serviços, daqueles que ingressaram no Legislativo após a promulgação da Constituição de 1988, e dos que são notoriamente efetivos”.

O concurso foi viabilizado a partir de um TAC – Termo de Ajuste de Conduta, celebrado entre o presidente da Câmara Municipal, vereador Astro de Ogum (PR), e o Judiciário, podendo vir a ser realizado ainda este ano.

Para Índio, o concurso é necessário para que os servidores possam ficar

Informados, sobre os detalhes da medida. Para finalizar ele disse esperar que “o funcionalismo não venha a ser penalizado, uma vez que todos que ingressaram na Câmara após a Constituição de 1988 estão preocupados com a realização do concurso e o seu desdobramento”, afirmou o dirigente sindical.

 

Fonte: Diret-Comunicação – CMSL