Weverton Rocha doou uma tonelada de alimentos para a banda Chicabana distribuir na Bahia

Está viralizando nas redes sociais, a informação divulgada pela banda baiana Chicabana, da doação de uma tonelada de alimentos durante a sua live, pelo senador Weverton Rocha (PDT-MA). Eles registraram que o senador pelo Maranhão mostrou o seu elevado espírito solidário para com o povo da Bahia, que enfrenta dificuldades com muita gente passando fome.

A informação causou uma forte indignação aos maranhenses, principalmente de que a realidade atual, a situação econômica e financeira do Estado da Bahia é muito melhor do que a do Maranhão e que mais da metade da população maranhense vive na extrema pobreza, passando fome e miséria, que é do total conhecimento do senador, que inclusive é parte integrante do grupo político que tem aumentado as desigualdades sociais em todo o Estado.

O senador Weverton Rocha tem um passado bastante nebuloso e mesmo assim, ainda mantém práticas viciadas e num grande momento de crise com a pandemia do novo coronavírus, ele aproveitou a oportunidade para expressar publicamente a sua ojeriza ao povo maranhense. A sua opção de atender os baianos e se omitir totalmente ao povo sofrido do Maranhão foi mais uma demonstração ampla, que aqui é para ele, apenas um curral eleitoral para os seus negócios escusos.

Weverton Rocha é aliado do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e do governador Flavio Dino, que nunca anunciaram publicamente qualquer doação de alimentos para ser distribuído aos milhares de ludovicenses e milhões de maranhenses, que efetivamente passam fome. Diante dessa realidade vergonhosa, em que o senador expressa o seu desrespeito a tudo e todos os maranhenses, bem que poderia pelo menos destinar o dobro de toneladas de alimentos ao povo sofrido do Estado, em que ele é um dos responsáveis pela atual realidade. Ele não estaria prestando qualquer benefício ou favor, apenas destinar com transparência, alguns centésimos das verbas e emendas parlamentares que recebe, e que nunca são prestadas contas à população.

 

 

O perigoso Centrão está encurralando o presidente

Bolsonaro venceu a eleição para varrer o PT e a corrupção. Não esperava ter que enfrentar a força invisível do centrão, uma minoria aristocrática medieval incrustada nas instituições, inclusive de forma profunda em parte das Forças Armadas.

É o centrão que manda no Brasil! E ponto! O Presidente sentiu o tranco. Câmara, Senado, oligarquias estaduais, governadores, ex-presidentes, Globo, parte das Forças Armadas e muitos outros unidos para desgastar e derrubar o governo.

Pensando poder peitar a todos só com o apoio popular, Bolsonaro foi traído pela pandemia e esqueceu de por o pé no freio na hora certa e fazer política, que é a arte de conciliar os contrários. Pouco a pouco foi esticando a corda. Chegou ao ponto de ruptura. Nenhum dos lados cedendo, iriamos para um conflito sério de natureza civil. Faltou pouco.

Parte da população foi para frente dos quartéis enlouquecida e sem leitura, pedir a volta do AI-5 e intervenção militar. A caserna, que sempre deu sustentação aos governos do centrão, desde a proclamação da república, sentiu a chapa quente. Viu, então, o momento certo para intervir como fiel da balança, pelos bastidores.

Tomaram o manche do governo das mãos do Presidente. Ou Bolsonaro cedia, ou caia, pois não teria o apoio militar que talvez imaginasse ter.

E convenhamos, o pior de tudo, seria um cenário de sangue. Entra no governo o General Braga Neto. O sentido e a direção das coisas começam a mudar radicalmente.

Bolsonaro começa a ceder visivelmente. Se aproxima do centrão para poder governar. Passa a ser um Presidente figurativo. Sem poder de fato. E nesta sexta-feira (24) acata à primeira exigência de governabilidade e enterra a Lava Jato para sempre. Moro sai do Ministério.

O centrão vence a principal batalha e define a guerra. E por que? Porque em novembro Bolsonaro mudaria um Ministro do STF. Essa mudança alteraria as forças para decisão da prisão em 2ª instância. Teria muita força para vergar a espinha do centrão (quase todos enredados em acusação de corrupção).

Para isso não acontecer, a estrutura de Moro precisou ser sacrificada. Um sinal claro de rendição. Vão-se os anéis, e ficam os dedos. Agora o que veremos serão avanços pontuais não significativos nas propostas do Governo e o arrefecimento da oposição.

Jogo para torcida. Teremos o fortalecimento da estrutura corrupta que não só segue viva e impune, como volta a mandar. E muito! Só que há um cenário pior. Os militares conspiram. E o centrão não cumpre acordos. Se puderem, vão sangrar Bolsonaro até a última gota. Corremos o risco de ter um Presidente caricato, que estará no poder mas não o exerce mais. Vai apanhar até desidratar por completo e perder a força popular que ainda lhe resta.

A hipótese de ser uma estratégia para arrumar as coisas no Congresso para depois endurecer o jogo, não tem nenhuma consistência lógica, pois para isso ser verídico no cenário dessa guerra, a figura de Moro seria indispensável e não sairia do governo da forma como saiu.

Ainda não será nesse governo que o Brasil irá se libertar da corrupção nem dos corruptos. O governo nunca pode contar com os militares. Aqueles que foram chamá-los são os responsáveis por tudo isso, pois criaram um clima de ruptura institucional que justificou a intervenção velada.

Diante disso, talvez os militares estejam certos. Melhor sermos roubados eternamente do que acabar com os ladrões com derramamento de sangue! Assim eles seguem mandando e fazem o que sempre fizeram para acabar com a esquerda e também com a direita. No fundo, como sempre, só o positivismo deles.

Luiz Carlos Nemetz

Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia.

 

PF identifica Carlos Bolsonaro como articulador de esquema criminoso de fake News

Em inquérito sigiloso conduzido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), a Polícia Federal identificou o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, como um dos articuladores de um esquema criminoso de fake news. Dentro da Polícia Federal, não há dúvidas de que Bolsonaro quis exonerar o ex-diretor da PF Maurício Valeixo, homem de confiança do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, porque tinha ciência de que a corporação havia chegado ao seu filho, chamado por ele de 02 e vereador do Rio de Janeiro pelo partido Republicano.

Para o presidente, tirar Valeixo da direção da PF poderia abrir caminho para obter informações da investigação do Supremo ou inclusive trocar o grupo de delegados responsáveis pelo caso. Um dos quatro delegados que atuam no inquérito é Igor Romário de Paula, que coordenou a Lava Jato em Curitiba quando Sergio Moro, agora ex-ministro da Justiça, ​era o juiz da operação.

Valeixo, diretor da PF demitido por Bolsonaro, foi superintendente da polícia no Paraná no mesmo período e escalado por Moro para o comando da polícia. Não à toa, na sexta-feira (24), logo após Moro anunciar publicamente sua demissão do Ministério da Justiça, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito no Supremo, determinou que a PF mantenha os delegados no caso.

O inquérito foi aberto em março do ano passado pelo presidente do STF, Dias Toffoli, para apurar o uso de notícias falsas para ameaçar e caluniar ministros do tribunal. Carlos é investigado sob a suspeita de ser um dos líderes de grupo que monta notícias falsas e age para intimidar e ameaçar autoridades públicas na internet. A Polícia Federal também investiga a participação de seu irmão Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PSL de SP.

A partir de depoimentos e indícios já coletados, a PF agora busca um conjunto de provas que sustente um indiciamento ao fim da investigação. Procurado pela Folha por escrito e por telefone, o chefe de gabinete de Carlos não respondeu aos contatos.

Após a publicação da reportagem, Carlos compartilhou o texto em uma rede social acompanhado da seguinte mensagem: “Esquema criminoso de… NOTÍCIAS FALSAS O nome em si já é uma piada completa! Corrupção, tráfico, lavagem, licitações? Não! E notaram que nunca falam que notícias seriam essas? É muito mais fácil apontar manipulação feita pela grande mídia. Matéria lixo!”.

O vereador acrescentou: “Não é necessário esquema de notícia pra falar o que penso sobre drácula, amante, botafogo, nervosinho, aproveitadores, sabotadores, ou sobre quem quer que seja! Há quem faça isso, e são aqueles que mais acusam. Sabemos quem é amiguinho dos jornalistas que direcionam ataques!”.

Para o lugar de Valeixo, no comando da PF, Bolsonaro escolheu Alexandre Ramagem, hoje diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Ramagem é amigo de Carlos Bolsonaro, exatamente um dos alvos do inquérito da PF que tramita no STF.

Os dois se aproximaram durante a campanha eleitoral de 2018, quando Ramagem atuou no comando da segurança do então candidato presidencial Bolsonaro após a facada que ele sofreu em Juiz de Fora (MG).

Carlos foi quem convenceu o pai a indicar Ramagem para o lugar de Valeixo. Os dois ficaram ainda mais próximos quando Ramagem teve cargo de assessor especial no Planalto nos primeiros meses de governo. Carlos é apontado como o mentor do chamado “gabinete do ódio”, instalado no Planalto para detratar adversários políticos. Segundo aliados de Moro, ao mesmo tempo que a PF avançava sobre o inquérito das fake news, Bolsonaro aumentava a pressão para trocar Valeixo.

A exoneração de Valeixo do cargo de diretor-geral da corporação levou Moro a pedir demissão. Ele acusou Bolsonaro de tentar interferir politicamente na polícia. Na quinta-feira (23), Moro e Bolsonaro haviam se encontrado e a pauta da reunião foi a saída de Valeixo. A demissão de Moro foi antecipada pela Folha no mesmo dia.

Nos últimos meses, o presidente pediu a Valeixo informações sobre os trabalhos da polícia, em reuniões e por telefone. Segundo a Folha apurou, Bolsonaro nunca recebeu dele dados sigilosos. Bolsonaro enviou mensagem no início da manhã de quinta a Moro com um link do site Antagonista com uma notícia sobre o inquérito das fake news intitulada “PF na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas”.

“Mais um motivo para a troca”, disse o presidente a Moro se referindo à sua intenção de tirar Valeixo. Moro respondeu a Bolsonaro argumentando que a investigação, além de não ter sido pedida por Valeixo, era conduzida por Moraes, do STF.

O mesmo grupo de delegados do inquérito das fake news comanda a investigação aberta na terça-feira (21), também por Moraes, para apurar os protestos pró-golpe militar realizados no domingo passado em Brasília, com a participação de Bolsonaro. Assim como no caso das fake news, o ministro do STF determinou que os delegados não podem ser substituídos. O gesto é uma forma de blindar as apurações dos interesses pessoais e familiares do presidente da República.

Há uma expectativa dentro do Supremo de que os dois inquéritos, das fake news e dos protestos, se cruzem em algum momento. Há suspeita de que empresários que financiaram esse esquema de notícias falsas também estejam envolvidos no patrocínio das manifestações. Coincidentemente, Bolsonaro apertou o cerco a Valeixo após a abertura dessa nova investigação.

Dentro do STF, pessoas próximas a Moraes avaliam que ele deve encerrar logo a investigação das fake news para se dedicar à dos protestos. O inquérito foi aberto a pedido do procurador-geral, Augusto Aras, e envolveria pelo menos dois deputados apoiadores de Bolsonaro. O objetivo de Aras é apurar possível violação da Lei de Segurança Nacional por “atos contra o regime da democracia brasileira por vários cidadãos, inclusive deputados federais, o que justifica a competência do STF”.

Interlocutores do procurador-geral afirmam que, inicialmente, Bolsonaro não será investigado. Alertam, porém, que, caso sejam encontrados indícios de que o chefe do Executivo ajudou a organizar as manifestações, ele pode vir a ser alvo do inquérito. Em sua decisão, Moraes cita a Constituição e salienta que o ato, como descrito pelo PGR, “revela-se gravíssimo, pois atentatório ao Estado Democrático de Direito brasileiro e suas Instituições republicanas”.​

Yahoo Notícias e Folhapress

 

Diretor de Unidade Prisional de Pedrinhas Auro Azevedo Pereira morreu hoje com infecção da Covid-19

Os Servidores do Sistema Penitenciário do Maranhão receberam hoje com muito pesar, a informação do falecimento do agente penitenciário Auro Astério Azevedo Pereira, Diretor da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís, antiga Cadet. Auro Pereira estava internado no Hospital dos Servidores na Cidade Operária e aguardava transferência para o hospital Carlos Macieira.

Informações revelam que Auro Pereira, como agente penitenciário era muito comprometido com a unidade que administrava e uma pessoa bem presente. No último dia 20 do corrente, ele preocupado com a situação de vários presos que apresentavam gripe e muitas queixas de dor no corpo e com o caso recente do preso Carlito do PCC, que teria morrido do novo coronavírus, decidiu encaminhar um expediente a Secretaria Adjunta de Humanização Penitenciária, Kelly Cristina Carvalho com a relação de 94 presos que estariam precisando de atendimento médico imediato.

O próprio Auro Pereira teria sido submetido na penitenciária a um teste sobre o novo coronavírus, mas ele teria apresentando resultado negativo.  Segundo alguns colegas, depois das providências adotadas quanto a solicitação de atenção medica aos 94 presos, ele voltou a sentir sintomas da covid-19, sendo internado no Hospital dos Servidores do Estado na Cidade Operária, onde aguardava a transferência para o hospital Carlos Macieira, que infelizmente não aconteceu.

                  Foi homenageado por Cézar Bombeiro com a Medalha Estácio Simão da Silveira

O vereador Cézar Bombeiro e Auro Pereira, eram amigos há muitos anos e os dois foram aprovados há 30 anos no primeiro concurso público para agente penitenciário. O ano passado, Auro Pereira foi homenageado por Cézar Bombeiro, com a medalha do mérito legislativo municipal Estácio Simão da Silveira. O vereador sabia que o colega Auro Pereira estava hospitalizado, mas alimentava a esperança de que deveria superar a infecção, mas infelizmente foi surpreendido com o passamento do colega e amigo.

Cézar Bombeiro, abalado profundamente com a perda irreparável, conforme registrou, disse que o Sistema Penitenciário do Maranhão perdeu um dos seus grandes servidores e pessoa altamente comprometida com a instituição, que fizeram-no um homem admirado, respeitado e reconhecido pelos seus importantes serviços, afirmou o vereador Cézar Bombeiro, ressaltando que Auro Pereira, era uma das grandes referências  positivas do Sistema Penitenciário do Maranhão.

Cézar Bombeiro ratifica ao prefeito a suspensão da cobrança de taxas em feiras e mercados da cidade

Depois de receber vários pedidos, e de te visitado inúmeras feiras e mercados de nossa capital, o vereador Cézar Bombeiro, encaminhou ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, o Ofício nº 36/2020, o dia 24 de abril, solicitando a suspensão da cobrança da taxa diária paga pelos feirantes para a intensificação da higienização das feiras e mercados da capital. Anteriormente, o vereador já havia se manifestado em sessão virtual do legislativo municipal.

Para dar uma ampla justificativa para as reivindicações de feirantes. Cézar Bombeiro destaca declaração da Organização Mundial de Saúde, do dia 11 de março do presente exercício, em que classifica o novo coronavírus (Covid-19), como pandemia, com os sérios riscos da doença atingir grande parte da população. Registrou também a Portaria nº 188 de 03 de fevereiro do Ministério da Saúde que declarou emergência em saúde pública pelo aumento da infecção humana do novo coronavírus.

Cézar Bombeiro respalda a sua solicitação no Decreto Estadual nº 35.672 de 19 de março deste ano, que declara situação de calamidade no Estado do Maranhão, o aumento do número de infecções pelo vírus H1N1 e da existência de casos confirmados da Covid-19.

O vereador buscou também amparo legal no Decreto Municipal nº 54.936,de 23 de março do presente ano, que declara situação de calamidade pública no município de São Luís, dentro do contexto dos avanços das infecções.

Diante das justificativas acima mencionadas, o vereador Cézar Bombeiro, solicita ao prefeito Edivaldo Holanda Júnior, a intervenção para a suspensão do recolhimento da taxa diária pela Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento – SEMAPA. O vereador aproveitou a oportunidade para solicitar inspeções em algumas feiras e mercados em que não há pia e nem sabão para a necessária higienização não apenas dos feirantes, mas para os consumidores, salientando denuncias de feirantes do mercado da Liberdade.

O vereador Cézar Bombeiro, aguarda uma manifestação por parte do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, haja vista que é bem procedente a solicitação.

 

 

Oportunismo de Gilmar Mendes em querer posar de defensor do combate à corrupção

Nesse momento difícil, de crise, importante não permitir que alguns se sobressaiam pelo uso descarado do oportunismo.

É o que tenta fazer Gilmar Mendes, na véspera do julgamento de uma eventual suspeição de Moro na condenação do maior corrupto da história do Brasil.

A luta do ex-juiz Sérgio Moro no combate à corrupção, não poderá jamais ser esquecida e precisa sempre ser reverenciada.

Eis o que publicou Gilmar:

“Há muito critico a manipulação da Justiça, por meio da mídia e de outras instituições, para projetos pessoais de poder. A criação de heróis e de falsos mitos desenvolveu um ambiente de messianismo e intolerância. Autoritarismo judicial e político são ameaças irmãs à Constituição.”

E na sequência, publicou isso:

“O combate à corrupção exige a ação de milhares de agentes públicos e o respeito à lei e não a atuação isolada de uma pessoa. Aprendamos: não há solução democrática fora da virtude política. Que a história recente nos reserve um reencontro com o Estado de Direito.”

Percebem a intenção?

Confira:

Jornal da Cidade Online

General adverte: “Sai Sérgio Moro e o Brasil é o grande prejudicado, infelizmente!”

                                               General Paulo Chagas e Sérgio Moro

O general da reserva e ativista político Paulo Chagas fez a sua manifestação sobre a demissão do ministro Sérgio Moro. Ponderado, ele demonstra preocupação com o país, o grande prejudicado.

Leia texto:

A forma digna, clara, franca e verdadeira com que Sérgio Moro tornou público seu pedido de demissão atesta a sua fidelidade aos princípios e aos valores pelos quais abdicou de uma brilhante carreira na magistratura para assumir posição na equipe do Presidente Bolsonaro.

Sérgio Moro é a visão clara do estadista que se tornou conhecido e admirado por sua coragem física e moral, pela determinação com que estudou suas missões e pela competência com que as executou.

Um Ministro de Estado comedido, lógico e racional, avesso ao populismo, à demagogia e à ostentação dos seus próprios feitos e méritos.

Um jurista que se doou à Pátria e que se fez homem público pelo resultado natural do seu trabalho, sem atalhos ou subterfúgios que retratassem qualquer arrependimento ou desajuste profissional.

Um brilhante Juiz de Direito que, ao abrir mão da carreira para desbravar caminhos para os que pretendessem segui-lo, transformou-se no brasileiro mais conhecido e admirado deste planeta.

Pela prática honesta do conhecimento e pela coerência moral das suas atitudes, Sérgio Moro apresenta-se como o modelo a ser seguido por todos os brasileiros honestos e como a antítese da maioria dos servidores eleitos que transitam e que já transitaram pelos poderes da República em busca de fama e de fortuna pessoal!

Sua saída representa a fratura de mais um dos alicerces da equipe que sustenta o governo Bolsonaro e põe em xeque o compromisso de combate à corrupção assumido durante a campanha eleitoral.

Jair Bolsonaro não conseguiu organizar uma articulação parlamentar de apoio e, consequentemente, o “sistema” conseguiu descaracterizar o “Pacote Anticrime e Anticorrupção” do Ministro Moro, restava agora retirá-lo do governo para que o sucesso fosse completo!

Como cidadão brasileiro votei e fiz campanha para eleger Jair Bolsonaro e a eficiente equipe que ele montou para governar. Aplaudi a inclusão de Sérgio Moro neste time de craques e, agora, aplaudo o ex-ministro, não só pela maneira exemplar como desempenhou suas funções, mas, pela forma digna, transparente e leal como abriu mão dela.

Aposto, torcendo para perder, que a pasta até agora a cargo de Sérgio Moro será dividida em duas, Justiça e Segurança Pública, sendo esta última entregue ao ex-deputado Alberto Fraga, amigo de longa data dos Bolsonaros.

O “presidencialismo de coalizão”, ao que tudo indica, volta à pauta e faz de Moro a sua primeira vítima. O grande prejudicado é o Brasil, infelizmente!

Gen. Paulo Chagas

 

Alguns aliados militares discutem se seguem aliança com Bolsonaro

Ala militar pode ensaiar um desembarque do governo de Bolsonaro

A ala militar do governo de Jair Bolsonaro se mostrou perplexa com a saída de Sergio Moro do Ministério da Justiça e pela forma como o ex-ministro desembarcou, fazendo graves acusações contra o chefe do Executivo. A retirada do apoio ao presidente já é discutida entre os aliados militares.

Duas situações teriam sido a gota d’água para os fardados foram a exoneração de Maurício Valeixo da diretoria-geral da Polícia Federal; e a exposição contundente de Moro a respeito das interferências políticas de Bolsonaro na PF.

A primeira, a saída de Valeixo, desagradou os militares por ter sido concretizada sem consulta. Na quinta-feira (23), foram os generais ministeriais – Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional) – que atuaram como “bombeiros” para apagar a crise entre Moro e Bolsonaro, tentando convencer o ministro a ficar no governo.

Já a forma como Moro expôs Bolsonaro chocou o alto escalão militar aliado ao presidente. As acusações claras de interferência na PF foram classificadas como “injustificáveis”. Na avaliação os militares, o presidente isolou-se de vez com os fatos desta sexta.

Soma-se a esses fatores a pressão pela condução de Bolsonaro diante da crise do novo coronavírus no Brasil.

A avaliação da ala militar é que, hoje, o presidente só pode contar com a família e alguns poucos aliados no Congresso.

SAÍDA DE MORO

O ex-juiz federal, alçado aos holofotes do combate à corrupção por sua atuação frente a Operação Lava-Jato, deixa o governo depois de o presidente exonerar Mauricio Valeixo, diretor-geral da Polícia Federal.

“Para mim, esse último ato (de exonerar Valeixo) é uma sinalização que o presidente me quer fora do cargo (…). Eu não tinha como aceitar essa substituição em respeito a minha biografia. Seria um tiro na Lava Jato se houvesse substituição de delegados, superintendentes e etc. Preciso preservar meu compromisso que fiz com o presidente de que seríamos firmes no combate à corrupção, crime organizado e violência”.

O ex-ministro alertou que a troca seria uma interferência política na PF e que Bolsonaro concordou que seria mesmo. “Essa interferência pode levar a relações impróprias entre diretor e superintendentes com o presidente e isso eu não posso concordar”, destacou. “O grande problema não é quem entra (na diretoria-geral da PF), e sim porque entra”, completou.

A troca de Valeixo seria, para Moro, uma violação da “carta branca” que ele teria recebido de Bolsonaro para que pudesse realizar nomeações nos escalões do Ministério da Justiça.

“Não é uma questão do nome, tem outros bons nomes para o cargo de diretor da PF, outros delegados competentes. O problema de realizar essa troca é que haveria uma violação na promessa de que me foi feita de que eu teria carta branca. Em segundo lugar, não haveria uma causa para essa substituição. E estaria claro que estaria havendo uma interferência política na Polícia Federal”.

Moro classificou como “ofensiva” a publicação no Diário Oficial da União da exoneração “a pedido” de Valeixo. Segundo o agora ex-ministro, Valeixo nunca haveria pedido a demissão.

AUTONOMIA AMEAÇADA

Moro disse, em seu pronunciamento no fim da manhã desta sexta-feira (24), que Bolsonaro sinalizou que gostaria de nomear um diretor da PF em que pudesse “ligar, pudesse colher informações e colher relatórios de inteligência”.

“Não é o papel da Polícia Federal prestar esse tipo de informações, as investigações têm que ser preservadas. Imagine se durante a Lava Jato, os ministros, a ex-presidente Dilma, o ex-presidente Luiz (Inácio Lula da Silva) ficassem ligando para diretores, superintendentes em Curitiba e pedindo informações”.

Segundo Moro, Bolsonaro passou a insistir na troca do comando da PF a partir do 2º semestre de 2019. O primeiro indício, segundo Moro, foi a intenção de Bolsonaro ao trocar o superintendente da PF no Rio de Janeiro.

O ex-juiz fez questão de destacar que nem durante os governos petistas a autonomia da Polícia Federal diante aos outros poderes foi desrespeitada.

“Desde 2014, quando estava a frente da Lava Jato, sempre tive preocupação constante de uma haver uma interferência do Executivo nos trabalhos da investigação. Seja através de de trocas de diretor-geral ou troca de superintendentes. Mesmo assim, foi garantida a autonomia da PF. É certo que o governo dessa época tinha inúmeros defeitos, crimes gigantes, mas foi fundamenta a autonomia da PF para realizar esse trabalho. Seja de bom grado ou por pressão da sociedade, a autonomia foi mantida”.

Yahoo Noticias

 

Ministro Alexandre Moraes mantém delegados de inquéritos e evita mudanças nas investigações da PF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou hoje que a Polícia Federal (PF) mantenha no comando os delegados que trabalham em inquéritos na Corte. Com isso, evita-se que o novo diretor da PF — que ainda será escolhido — mude a orientação das investigações.

“Comunique-se ao Diretor Executivo da Polícia Federal, em exercício, que, no âmbito da Polícia Federal, as investigações neste inquérito deverão continuar a ser conduzidas pelo Delegado Federal Alberto Ferreira Neto, em São Paulo e da equipe de Brasília, composta pelos Delegados Federais Igor Romário de Paula, Denisse Dias Rosas Ribeiro, Fábio Alceu Mertens e Daniel Daher”, decidiu Moraes.

Os delegados indicados trabalham em duas frentes na Corte. Uma sobre ofensas, ameaças e fake news enquanto a outra é sobre o financiamento de atos com pautas antidemocráticas. Moraes é o relator de ambos os casos e o responsável por coordenar as investigações ao lado da Polícia Federal.

A decisão de Moraes acontece horas após o ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, pedir demissão. Ele afirmou que não concordou com a exoneração de Maurício Valeixo, diretor-geral da PF, e declarou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) trocou o comando da PF para ter acesso a investigações e relatórios da entidade, o que é proibido pela legislação.

Bolsonaro, por outro lado, Negou ainda que tenha intenção de fazer qualquer interferência política na Polícia Federa ou que quisesse ter acesso a investigações sigilosas.

Valeixo foi exonerado pelo presidente do cargo de diretor-geral da PF na manhã de hoje. O decreto, publicado no Diário Oficial da União (DOU), veio assinado eletronicamente tanto pelo presidente quanto por Moro — que negou ter assinado o documento.

No decreto, consta que a exoneração ocorreu “a pedido”. O agora ex-ministro, no entanto, disse que Valeixo não pediu para ser demitido e que a Secretaria de Comunicação do governo federal havia mentido. Já Bolsonaro reiterou que, sim, Valeixo quem pediu para sair alegando estar “cansado” do trabalho.

À noite, o governo publicou uma nova versão do decreto no Diário Oficial da União, desta vez sem a assinatura de Moro.

UOL Noticias

 

Bolsonaro perde espaço e saída de Sérgio Moro é rejeitada por 70% no Twitter

A saída do ex-juiz Sergio Moro do Ministério da Justiça e Segurança Pública foi repudiada por 70% dos perfis engajados no debate político no Twitter.

A informação está em  levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV DAPP) com dados do Twitter entre 11h e 13h30 desta sexta.

O período  abarca o pronunciamento de Moro e a repercussão imediatamente posterior, o campo de oposição ao governo superou o espaço obtido na defesa do então ministro Luiz Henrique Mandetta, que chegou a mobilizar 60% dos perfis em seu apoio no início deste mês.

 A análise da FGV DAPP aponta uma divisão entre os perfis que compõem a base alinhada à direita.

Influenciadores como o economista Rodrigo Constantino, a jogadora de vôlei Ana Paula e a deputada Carla Zambelli (PSL-SP) lamentaram o pedido de demissão de Moro, afirmando que sua é saída uma perda no combate à corrupção e, possivelmente, um erro do governo.

Do outro lado, estão perfis como o do fundador do site Terça Livre, Allan Santos, do deputado Daniel Silveira (PSL-RJ). Eles publicaram os primeiros ataques ao ex-juiz e agora ex-ministro, criticando o pronunciamento e o acusando de agir politicamente e reforçando a confiança em Jair Bolsonaro. As principais hashtags revelam divergências com  Bolsonaro  ‒ como a que envolveu a demissão do diretor da PF, Maurício Valeixo ‒  motivo da  saída de Moro.

Nos dois primeiros lugares do debate, aparecem as hashtags em defesa de Moro #bolsonarotraidor e #forabolsonaro, em aproximadamente 44,8 mil e 27,4 mil postagens, respectivamente; além de #moro, em 7,5 mil postagens, ocupando o quarto lugar.

Já, apoiando as ações do presidente, as hashtags mais usadas foram #tchauquerido, em 23,7 mil postagens, no terceiro lugar do debate; e, nas quinta e décima posições, #fechadocombolsonaro e #fechadoscombolsonaro, foram usadas em 7,5 mil e 5 mil postagens, respectivamente.

Congresso em Foco