Coronavírus: por que números de casos e mortes por covid-19 no Brasil podem estar longe da realidade

Estatísticas oficiais afirmam que mais de 1,6 milhões de brasileiros, já contraíram o coronavírus, e que mais de 64 mil morreram em decorrência de covid-19. Três levantamentos divulgados diariamente no Brasil têm tentado dar a fotografia da pior pandemia do século 21. O primeiro deles é o portal Painel Coronavírus, do governo federal. Os outros dois são iniciativas das secretarias estaduais de Saúde e de um consórcio de órgãos de imprensa — ambas lançadas em meados de junho, quando o governo federal interrompeu a divulgação de dados por alguns dias, provocando dúvidas de diversos especialistas sobre a veracidade dos números que vinham do Ministério da Saúde.

Um mês após a polêmica, os três portais têm apresentado estatísticas razoavelmente parecidas, com apenas pequenas discrepâncias. Mas, mesmo assim, ainda existem muitas dúvidas sobre a confiabilidade desses números — devido a uma série de deficiências na forma como os casos e as mortes são contabilizados.

Essas imperfeições elevam consideravelmente o risco de os números oficiais sobre infectados e mortos por covid-19, tanto no Brasil como no resto do mundo, estarem subestimados. Em outras palavras, podem estar pintando um quadro distorcido da realidade.

Um estudo do Laboratório de Inteligência em Saúde da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, ligado à Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, estima que o Brasil poderia estar próximo de atingir a marca de 9 milhões de pessoas com covid-19 — sugerindo que pode haver uma margem de erro de até 500% nas estatísticas oficiais.

Os pesquisadores partem da noção de que não há testes suficientes feitos no Brasil para se determinar o número de infectados com o Sars-Cov-2, o vírus causador da covid-19.

Assim, eles usam dados da Coreia do Sul — país com um dos melhores sistemas de exames de covid-19 do mundo — para calcular a taxa de letalidade da doença, que é a quantidade de pessoas que morrem em proporção à quantidade que fica doente.

Assumindo que essa taxa de letalidade da doença seja fixa para todo o mundo — ou seja, que a covid-19 mata a mesma proporção de pessoas em todos os países —, eles calcularam o total de pessoas contaminadas com covid-19 no Brasil usando essa taxa fixa e o número de óbitos oficiais no país, que seria mais confiável do que apenas o registro de casos da doença.

Alguns ajustes pontuais foram feitos, considerando diferenças nas pirâmides etárias dos dois países e tempo médio entre internação e óbito. Foi usando essa “engenharia reversa” que eles concluíram que o Brasil pode estar com até seis vezes mais casos do que mostram as estatísticas oficiais.

Demógrafos e cientistas ouvidos pela BBC News Brasil dizem não acreditar que exista um esforço intencional do país de subnotificar os casos, mas que diversos problemas do país — alguns deles comuns em diversas outras nações que enfrentam a pandemia — dificultam a compreensão da dimensão real da crise do coronavírus.

Mas afinal, quais são esses problemas? Por que é tão difícil estabelecer números precisos sobre casos e mortes por covid-19 no país?

 Digitação e transmissão de dados

Os sistemas para registrar mortes de covid-19 foram montados especialmente para a pandemia, sem haver uma padronização entre prefeituras e Estados de como coletar os dados. Antes da covid-19, já havia algumas ferramentas para ajudar o Brasil a entender o quão grave é o quadro de doenças respiratórias no país, como o Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe), do Ministério da Saúde, e o InfoGripe, da Fiocruz. Mas esses sistemas trabalham de forma agregada com os dados, sem conseguir discriminar com precisão quais casos estão ligados a covid-19.

Os números da covid-19 que estão sendo noticiados diariamente nos portais oficiais são compilados através de um “telefone sem fio”. Diariamente as prefeituras entram em contato com hospitais, postos de saúde e clínicas para perguntar sobre o número de casos e mortos em cada lugar. Esses dados são compilados e repassados aos governos estaduais, que agregam os números de todos os municípios e os enviam ao ministério da Saúde.

Já houve episódios em que o governo federal precisou corrigir dados devido a erros de digitação. E não há nenhuma garantia de que os números oficiais divulgados atualmente não tenham falhas de digitação que ainda não foram detectadas.

Também existe um atraso nesse telefone sem fio. Um pesquisador disse à BBC News Brasil que os números nacionais que estamos vendo em um determinado dia provavelmente são compilações de dias anteriores que só chegaram à ponta de cima do sistema — o Ministério da Saúde — com alguns dias de atraso.

BBC NEWS

 

Bar “Nosso Canto” desafia autoridades para impor regras próprias, o que faz há muito tempo

Para falar sobre o autêntico desafio que os proprietários do Bar “Nosso Canto”, praticaram na última sexta-feira contra as orientações do governo do estado, sobre a abertura de bares e restaurantes, não me causou surpresa, diante dos inúmeros privilégios que são concedidos pelas autoridades aos donos do estabelecimento comercial. Há quase 10 anos moro bem próximo do “Nosso Canto”, mas nunca fui ao estabelecimento, sem qualquer restrição e muito menos pelo ambiente, que é de um seleto público.

Enquanto não se tem viaturas da SMTT para fiscalizar o trânsito e da Polícia Militar nas ruas, aqui acintosamente e constantemente, algumas delas dão plantão como segurança. O trânsito dos coletivos que servem ao bairro Vinhais, têm as suas rotas alteradas as sextas-feiras e aos sábados para atender interesses dos donos dos estabelecimentos, e quando da realização de eventos de maior intensidade, a rua é interditada.

A proteção que as autoridades dão ao bar “Nosso Canto” é uma afronta aos cidadãos e cidadãs, que vêm o desvio de serviços públicos da maior relevância para satisfazer naturalmente interesses escusos. No prédio em que moro, por dezenas de vezes, vários moradores solicitaram apoio das autoridades para a retirada de veículos estacionados na entrada do prédio por clientes do “Nosso Canto”, impedindo a entrada e saída dos veículos dos condôminos e quase nunca foram atendidos.

Os comentários de tantos privilégios ao “Nosso Canto” é por conta, de que um grupo de gestores públicos municipal e estadual  é frequentador cativo do estabelecimento com atendimentos privilegiados, daí a justificativa para o desvio de serviços públicos para interesses privados.

Sobre o funcionamento da última sexta-feira, começou com música ao vivo em que a banda ficou no prédio em frente ao “Nosso Canto”, mas com as caixas de som direcionadas para dentro do estabelecimento, se constituindo como uma maneira para privilégios e desafiar as autoridades. É comentário geral de que o bar teria sido autuado por desobediência, no que duvido, mas é possível para posteriormente a punição ser extinta e a esculhambação ter prosseguimento, com recursos públicos mantendo serviços que deveriam ser prestados a população que enfrenta elevada violência todos os dias. Sobre outros assuntos, inclusive a música com som elevado, será objeto de outro comentário.

 

 

Contrario aos senadores Weverton Rocha e Eliziane Gama, a ABES diz que o saneamento vai avançar

      *Luiz Pladevall*

O novo marco legal do saneamento foi aprovado em boa hora. Após recuos e avanços durante os últimos anos, finalmente temos uma nova legislação, que permitirá o desenvolvimento de uma nova etapa no setor e trazer soluções para 35 milhões de brasileiros que ainda não dispõem de abastecimento de água e outros 100 milhões com residências sem coleta e tratamento de esgoto. O Estado do Maranhão tem apenas 13,8% do esgoto tratado, mas mesmo assim o senador Weverton Rocha e a senadora Eliziane Gama votaram contra, o que causou uma repercussão negativa entre os ambientalistas e nos meios comunitários e políticos.

Cada grupo envolvido na discussão do novo marco pode considerar que o texto não atendeu todas as demandas, mas o importante é que conseguimos apontar um rumo e abrir possibilidade de investimentos nessa área. Um dos aspectos positivos da norma foi uma maior competição e o estabelecimento de metas para empresas prestadoras de serviços. Até o momento, contamos com o chamado contrato de programa, no qual a companhia estadual responsável pela água e esgoto pouco, ou quase nada, atendia às necessidades municipais de saneamento.

Isso deve mudar significativamente nos próximos anos, com contratos que estabeleçam as obrigações e metas das concessionárias. Com certeza, continuaremos a contar com empresas públicas e privadas na prestação desses serviços. A partir de agora, a companhia terá a obrigatoriedade de atender bem seus usuários.

Por outro lado, os prazos estabelecidos pelo novo marco legal são extremamente difíceis de serem alcançados. A legislação estabelece o atendimento de abastecimento de água para 99% da população e 90% para coleta e tratamento de esgoto nos próximos 13 anos. Para atingir esses objetivos, serão necessários investimentos que variam entre R$ 500 a R$ 700 bilhões até 2033.

O saneamento é uma área extremamente complexa, com diferentes realidades entre as regiões brasileiras. Por isso, cada Estado brasileiro tem um perfil e essas metas deveriam ter levado em conta a dinâmica dessas localidades no atendimento às demandas de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

Até mais do que isso, o saneamento precisa se tornar uma política de Estado, com o compromisso dos gestores em transformá-lo em um dos principais pilares do desenvolvimento econômico e social brasileiro, independente de qual partido esteja no poder. Cabe ainda ressaltar a necessidade de ter um planejamento e uma gestão centralizada na Secretaria Nacional de Saneamento.

O planejamento será fundamental para a atender as demandas necessárias para a implantação dos empreendimentos e a prestação de serviços. Ele deve ser um guia de como os governos deverão trabalhar, com informações atualizadas, que tragam um panorama claro da situação do setor em todo o território nacional e o seu acompanhamento anual permitirá a correção de rumos, caso necessário.

O novo marco legal avança um passo importante para a universalização do abastecimento de água e esgotamento sanitário. Mas para transformar essas ideias em realidade, precisamos de vontade política.

*Luiz Pladevall é presidente da Apecs (Associação Paulista de Empresas de Consultoria e Serviços em Saneamento e Meio Ambiente) e vice-presidente da ABES-SP (Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental).

 

Governo Federal repassa R$ 672 milhões para o SUS no Maranhão combater a covid-19

Recursos poderão ser usados pelas prefeituras para melhoria na assistência à população durante a pandemia. O Ministério da Saúde autorizou o repasse de R$ 13,8 bilhões para reforço das atividades do Sistema Único de Saúde (SUS) durante a pandemia do coronavírus. A quantia, segundo o governo federal, é a maior já liberada em uma única fase. Desde o início da crise sanitária, já foram destinados R$ 25 bilhões para uso exclusivo no enfrentamento à covid-19.

Os números oficiais apontam que mais de 90% dos municípios brasileiros já registraram casos confirmados de coronavírus. Na avaliação do supervisor do Núcleo Social da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Denílson Magalhães, os recursos federais chegam no momento em que as gestões locais precisam intensificar as ações de combate à doença.

“Nós precisamos frear essa transmissão. Esse recurso se destina exatamente para as ações de enfrentamento do coronavírus na atenção básica e na média e alta complexidade. A gente espera que agora os municípios consigam dar uma resposta melhor para, principalmente, a quebra da transmissão e consiga entrar em curva de declínio no número de casos”, avalia.  Os recursos podem ser usados para compra de equipamentos de proteção individual (EPIs), medicamentos, contratação de profissionais de saúde, habilitação de leitos de UTI, incremento ao teto hospitalar e habilitação de Centros Comunitários de referência. Segundo o Ministério da Saúde, o foco do repasse é melhorar a assistência ao cidadão. Do repasse total autorizado, R$ 11,3 bilhões são para municípios e R$ 2,5 bilhões para estados.

“Está atendendo a um pleito que fizemos. Agora, no momento, enfrentamos dificuldade na compra de medicamentos e insumos. Mas já estamos buscando soluções junto ao Ministério da Saúde com a edição de atas de registro de preço nacional para os municípios poderem adquirir com mais segurança, com valores mais justos os medicamentos e equipamentos que estão sendo utilizados”, pontuou Denílson Magalhães.

Na divisão regional, o Sudeste receberá a maior quantia (R$ 5,07 bi), seguido por Nordeste (R$ 4,29 bi), Sul (R$ 1,9 bi), Norte (R$ 1,1 bi) e Centro-Oeste (R$ 1,04 bi). “O governo federal mantém apoio irrestrito aos estados e municípios para garantia do cuidado adequado à saúde da população. O SUS funciona com a articulação das ações entre governo federal, estados e municípios”, ressalta Elcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde.

Critérios

Para definição do valor a ser destinado a cada município, o governo federal levou em consideração o tamanho da população e a média dos repasses para atenção médica e hospitalar feitos no ano passado. Em relação aos estados, além do quantitativo populacional, foi considerado também o número de leitos de UTI registrado nos planos de contingência para enfrentamento à pandemia do coronavírus e a taxa de incidência da covid-19 por 100 mil habitantes.
“Acredito que encontraram um critério mais justo para distribuição dos recursos. A divisão como vinha sendo feita, apenas pelo critério populacional, acaba concentrando os recursos nas maiores cidades. Colocaram agora três critérios para distribuição, acredito que seja mais justo”, justifica Magalhães.

Brasil 61

Duarte Jr constata superlotação em coletivo e risco da covid-19 e não defende o povo

O deputado estadual Duarte Júnior é mais um desses políticos que articulam as suas estratégias e avaliam que a população será presa fácil para assimilar o que pretendem,  e naturalmente subestimam a capacidade do povo em ver e analisar a realidade que está posta todos os dias a ele.

Os vícios da política e da maioria dos seus integrantes são voltados para a dominação popular, por entenderem que os discursos demagogos e os currículos nebulosos que trazem da vida pregressa, são coisas do passado e todos já esqueceram e doravante mudarão as estratégias de ação com mais avanços e até cuidados para não cometerem novos erros, dentro do mesmo contexto.

Diante dos gritos dos usuários de transportes coletivos para os riscos de serem contaminados com o covid-19, nas superlotações dos coletivos e a indiferença do prefeito de São Luís e do governador do Estado para um problema da maior seriedade e de banalização da vida a que são expostas milhares de pessoas todos os dias, o deputado Duarte Junior decidiu como político e pré-candidato a prefeito questionar a grave situação.

O deputado Duarte Junior teve oportunidade de ver perto o sufoco de trabalhadores e trabalhadoras nos transporte coletivo, a demora das viagens, os péssimos e excludentes serviços prestados a uma população sofrida e os ônibus velhos. Duarte Junior chegou a se identificar para alguns passageiros, uma vez que estava de máscaras, tendo retirado apenas a de pano e garantiu a todos, que o seu objetivo era cobrar do prefeito Edivaldo Holanda Junior e do governador Flavio Dino mais respeito ao povo e um transporte com um mínimo de qualidade e promover um debate transparente sobre a problemática, inclusive sobre a concorrência pública, que apenas melhorou os interesses dos empresários.

Depois de ter feito até uma reunião com alguns usuários, Duarte Júnior salientou que a partir daquela data, as cobranças passariam a ser destacadas em todas as sessões da Assembleia Legislativa. O resultado é que o deputado é mais um desses políticos do grupo subserviente aos palácios dos Leões e Laravardiére e ficou calado e totalmente mudo por lhes faltar independência para tanto. Volto aqui, a repetir. São Luís precisa de um prefeito sério, comprometido com os interesses coletivos e que coloque a nossa capital no desenvolvimento macro. Chega de palhaços.

 

 

 

 

 

 

MEC lança protocolo de segurança para volta às aulas, sem data de retorno

Documento define cuidados para evitar propagação de covid-19, como distanciamento entre mesas e cadeiras e medição da temperatura de alunos, professores e funcionários.

O Ministério da Educação preparou um Protocolo de Biossegurança para oferecer condições mínimas para a retomada das aulas em universidades e outras instituições de ensino. O documento define os cuidados que devem ser tomados para evitar a propagação do novo coronavírus nas 69 universidades federais e nos 41 institutos federais do país.

As recomendações valem para espaços como salas de aulas, laboratórios e demais áreas comuns e estabelecem distanciamento de 1,5 metros entre mesas e cadeiras e a medição da temperatura de alunos, professores e funcionários. O MEC oriente que as instituições de ensino dispensem todos os estudantes e servidores que fazem parte dos grupos de risco do novo coronavírus, como pessoas com diabetes ou hipertensão. Outro cuidado a ser tomado é o reforço de limpeza de superfícies nesses locais, como corrimãos, bebedouros e catracas. Ao mesmo tempo, nos casos que forem possíveis, a prioridade é adotar aulas virtuais.

MEC autoriza que Instituições federais de ensino retomem as aulas on-line até o dia 31 de dezembro

A definição de quando as aulas retornam ainda não foi tomada pelo MEC, justificando que as unidades federais de ensino têm autonomia na gestão e estão sujeitas a definições de estados e municípios. “Vários reitores já me comunicaram que aprovaram nos conselhos universitários alguns retornos às atividades acadêmicas de forma remota agora em julho e alguns, em agosto. Mas isso não depende da gente porque envolve a questão da autonomia universitária”, argumentou em entrevista coletiva o secretário de Ensino Superior do MEC, Wagner Vilas Boas.

Na quinta-feira (09), o MEC vai se reunir com representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) para discutir um possível cronograma unificado de retomada das aulas.

Internet gratuita

Para ajudar universidades e institutos federais a desenvolverem atividades a distância, o Ministério da Educação também anunciou que vai disponibilizar internet gratuita para um milhão de alunos em situação de vulnerabilidade social. O benefício é voltado a alunos com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. A pasta vai disponibilizar pacotes de internet móvel para que alunos acompanhem sites previamente selecionados pela instituição de ensino, como as plataformas virtuais de ensino.

“Nós temos a estatística de que mais de 90% dos alunos possuem smartphone ou algum aparelho que pode acessar a internet. O grande gargalo que temos hoje é o acesso à internet, não o equipamento em si. Por isso nós estamos atacando esse flanco”, apontou o secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel.

A expectativa do governo federal é que a internet chegue aos alunos até 20 de julho. Apesar dos esforços, a volta das atividades presenciais ainda deve demorar na avaliação de gestores locais. “Quando se fala na retomada das atividades presenciais, isso só será possível quando houver confirmação da existência de uma vacina e a disponibilização em massa para a população. Só assim vamos conseguir garantir um ambiente seguro para os nossos estudantes e servidores”, projeta o reitor do Instituto Federal de Tocantins, Antônio da Luz Júnior.

Dos 41 institutos federais espalhados pelo país, 28 estão com as atividades suspensas, com 658 mil alunos sem aulas. 13 unidades desenvolvem atividades on-line. A mudança no calendário acadêmico por conta da pandemia também paralisou as atividades de 54 das 69 universidades, deixando 877 mil graduandos sem ensino presencial. Somente 10 universidades adotam atividades remotas, segundo o MEC.

Brasil 61

Bolsonaro volta a ajudar a saúde do Maranhão com mais de 120 profissionais do Mais Médicos

Ministério da Saúde finalizou processo seletivo do 19º ciclo do programa para fortalecer atendimento em unidades de saúde de 1.348 cidades. Municípios de todo o país já recebem reforço no atendimento das unidades de saúde durante a pandemia do coronavírus. A Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps), do Ministério da Saúde, finalizou o processo seletivo do 19º ciclo do Projeto Mais Médicos para o Brasil (PMMB). Como resultado, 3.803 médicos irão atuar na linha de frente do combate à covid-19 em 1.348 cidades.

O governo federal disponibilizou ao todo 5.815 vagas para a renovação da adesão por municípios e Distritos Sanitários Especiais Indígena (DSEIs). A atuação dos profissionais junto à população também se estende a outras necessidades de saúde, além do atendimento a pacientes infectados.

O Paraná teve adesão de 5,6% na distribuição dos médicos, tendo o sexto maior percentual do país. Ao todo, são 212 profissionais em 153 municípios, incluindo uma comunidade indígena no litoral sul do estado.

“A maior demanda é em pequenos municípios que têm dificuldade em manter profissional no seu quadro próprio, até perto da região metropolitana de Curitiba e no interior do Paraná. Temos dificuldade em absorção de médicos. É fundamental agregar médicos nas equipes, principalmente na saúde da família. Temos que manter atendimento em todos os pontos da rede. É importante para cobrirmos o déficit da rede”, aponta a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde no Paraná, Maria Goretti David Lopes.

Distribuição

O 19º Ciclo do PMMB atende municípios do interior, regiões mais vulneráveis, além de capitais e regiões metropolitanas que, em ciclos anteriores, ficaram de fora dos editais do Mais Médicos.

Na distribuição por região do país, Nordeste e Sudeste somam 68% do total de adesão dos médicos. Na sequência aparecem o Sul (14%), Centro-Oeste (10%) e Norte (8%).

São Paulo é o estado com maior adesão (12,8%), seguido por Minas Gerais (10,6%), Bahia (9,3%) e Ceará (8,3%). Acre e Roraima, ambos com 0,7% de adesão, são os estados com menor percentual na distribuição dos profissionais de saúde.

Para o superintendente de Atenção Integral à Saúde da Secretaria de Saúde de Goiás, Sandro Rodrigues Batista, o aumento na oferta de médicos veio em hora oportuna.

“A chegada dos médicos é muito bem-vinda. O aumento dessa cobertura contribui de forma bastante importante para termos mais oferta de atendimento médico para as pessoas do estado. Veio em uma hora muito oportuna”, indica.

“Temos a interiorização da covid, chegando nos pequenos municípios, talvez nos locais onde sempre se teve uma maior dificuldade de manutenção de profissional médico nessas equipes de saúde da família. O atendimento é feito de forma mais oportuna, quando a pessoa precisa. Previne a questão de o paciente agravar a situação. As equipes ficam mais robustas no atendimento à população”, completa Batista.

Ensino

Junto ao trabalho dos profissionais de saúde nas unidades de Atenção Primária à Saúde, o projeto engloba atividades de ensino, pesquisa e extensão derivada de uma perspectiva de educação permanente, mediante integração ensino-serviço.

Os profissionais que iniciaram as atividades por meio do 19º Ciclo devem participar de cursos de aperfeiçoamento e extensão, com supervisão acadêmica por parte de instituições de ensino superior.

Segundo o Ministério da Saúde, atualmente, o Projeto Mais Médicos para o Brasil conta com a ocupação de 16.197 vagas distribuídas em 3.718 municípios em todos os estados e em todos os 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas. O número equivale a aproximadamente 90% do total das vagas autorizadas para o projeto.

Brasil 61

 

 

 

 

Comunidade da Ribeira é excluída de direitos pelos governos municipal e estadual

Quando o prefeito Edivaldo Holanda Junior entregou as casas e apartamentos para milhares de famílias retiradas de áreas de riscos, acreditava-se que finalmente os contemplados poderiam finalmente ser reconhecidos como cidadãos, iniciando com moradia de qualidade, água, esgoto, posto de saúde, segurança, transporte e outros direitos com garantia de um respeito mínimo para quem luta por dignidade.

O prefeito no discurso não se eximiu da responsabilidade e acrescentou outros benefícios, dentre os quais as correções no asfaltamento das ruas e iluminação e uma presença marcante do poder público na comunidade para atender os interesses coletivos.

Infelizmente, tudo ficou apenas no discurso para não ser diferente, com os demais bairros da capital, que amargam o engodo de que foram vítimas. O transporte coletivo, a infraestrutura básica em que destacam o saneamento básico e de um modo especial a água,  causas de transtornos cotidianos para todos. Eles amargam a violência, que domina a comunidade, inclusive segundo informam a maioria dos moradores já foi assaltada e a droga é de domínio público.

O transporte público é um verdadeiro desafio para os moradores, haja vista de que muitas vezes os coletivos deixam de adentar a Ribeira, por falta de condições de tráfego e os usuários ficam expostos a perigos de assaltos no deslocamento para a BR, em busca de um transporte para poderem se destinar aos seus locais de trabalho.

A erosão já destruiu ruas e muitos moradores ainda correm sérios riscos de perderem as suas casas. A ausência do poder público é de causar revolta, dizem muitas pessoas indignadas, mas estaremos esperando eles, agora para pedir votos, salientam. Na comunidade há gente é favorável que se bote todos para correr, com o mesmo tratamento de indiferença que tratam os moradores. Estamos nos organizando, principalmente para dar resposta aos candidatos de Edivaldo Holanda Junior e Flavio Dino, afirma um grupo bem determinado para a luta.

 

 

 

 

 

Governo Federal cria força tarefa para aquisição e distribuição de insumos para o covid-19 nos Estados

Por meio de uma portaria, o Ministério da Saúde criou uma força-tarefa para coordenar os processos de aquisição e distribuição de equipamentos, insumos e medicamentos obtidos pela pasta. Segundo a publicação, o grupo de trabalho também vai atuar na manutenção ou fortalecimento de serviços hospitalares e na habilitação de leitos de UTI para enfrentamento da pandemia da Covid-19.

A principal atribuição da força-tarefa, de acordo com o secretário de Atenção Especializada à Saúde (SAES), Luiz Otavio Franco Duarte, é permitir que as aquisições feitas pelo órgão e a habilitação de leitos ocorra de forma transparente e por critérios técnicos. “A motivação, tanto da aquisição, de qualquer insumo, equipamento, bem como a distribuição precisa ter uma motivação que segue critérios técnicos e qualificadores”, disse o superintendente.

No momento em que os estados e municípios necessitam cada vez mais de ventiladores mecânicos, devido ao aumento dos casos do novo coronavírus, uma das atribuições da força-tarefa é organizar e administrar a infraestrutura para o recebimento desses equipamentos.

O grupo de trabalho é formado por 12 órgãos do Ministério da Saúde, entre eles a Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Comitê de Operações de Emergência, entre outros.

Para nortear as ações do grupo será utilizado um programa de computador para ajudar nas decisões a serem tomadas pelo colegiado. Segundo o secretário de Atenção Especializada à Saúde, a ferramenta que está em desenvolvimento poderá ser utilizada por diversas entidades, inclusive órgãos de fiscalização.

“Todo o ministério vai poder aproveitar da ferramenta, não só o Ministério da Saúde, mas também outras instituições: Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União (CGU).”

Para tomar decisões, a força-tarefa irá realizar uma votação em que vence a medida que obtiver maioria simples no pleito. Em caso de empate, o coordenador do colegiado fará o voto de desempate. Todas as ações a serem tomadas deverão passar pelo crivo do ministro da Saúde. A força-tarefa terá vigência enquanto perdurar a declaração de emergência em saúde pública pela Covid-19.

Brasil 61

 

Cientistas aconselham vitamina D em cápsula para evitar o coronavírus

Três instituições de saúde da Inglaterra afirmam que doses diárias do suplemento podem evitar a contaminação por coronavírus

A vitamina D tem a função de aumentar a imunidade das pessoas. Contra o novo coronavírus, ela pode ser especialmente importante. É o que dizem três influentes instituições de saúde britânicas.

Na semana passada, a Royal Society, principal corpo científico do País, solicitou ao governo que reforce junto à população a necessidade de tomar doses diárias de vitamina D. Pedidos semelhantes vieram do National Institute for Health and Care Excellence e da Scientific Advisory Commission on Nutrition.

Pessoas com deficiência de vitamina D podem ter sintomas mais graves do coronavírus, segundo um estudo feito pela Universidade Northwestern, nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que, nos países com as maiores taxas de letalidade da covid-19 (como é o caso de Itália, Espanha e Reino Unido), os pacientes fatais tinham níveis mais baixos da vitamina se comparados com vítimas de países que não foram tão afetados pelo vírus.

Outro estudo, realizado por cientistas da cidade de Turim, na Itália, aponta que  a vitamina não é uma cura, mas, sim, uma ferramenta capaz de reduzir os fatores de risco da doença. A pesquisa mostrou que a maioria dos pacientes hospitalizados por covid-19 observados apresentou falta da vitamina D, especialmente os idosos.

No Brasil, o governo zerou o imposto sobre o suplemento de vitamina D. A medida também isentou outros 40 produtos médico-farmacêuticos considerados eficientes no tratamento da doença, como o zinco e o paracetamol.

Logo no início da pandemia, as vendas de vitamina D dispararam. Levantamento realizado pela rede de franquias Bio Mundo, de produtos saudáveis, mostrou uma alta de 405% na demanda pelo suplemento, em março.

Revista Exame