Cai número de maranhenses com sintomas associados à Covid-19, destaca o IBGE

IBGE divulgou ontem (23) os resultados da PNAD COVID19 referente ao mês de junho

No Maranhão, em junho caiu para 670 mil (9,5%) da população do estado, o número de pessoas que se queixaram de algum dos sintomas relacionados à síndrome gripal e que podiam estar associados à Covid-19. Em maio, eram 1,071 milhão de maranhenses com algum dos sintomas, o equivalente a 15,1% da população estadual.

Já quanto aos sintomas conjugados – perda de cheiro ou sabor; febre, tosse e dificuldade de respirar; e febre, tosse e dor no peito –, em junho, 222 mil maranhenses (3,1% da população) relataram sintomas. Número menor que o registrado em maio, quando 396 mil pessoas (5,6% da população do estado) apresentaram sintomas conjugados. Os dados são da PNAD COVID19 MENSAL, divulgada nesta quinta-feira (23) pelo IBGE.

Em junho, 81 mil pessoas, entre aquelas que apresentaram sintomas conjugados, procuraram atendimento em estabelecimento de saúde no Maranhão, 16 mil a menos que em maio. Em relação aos que apresentaram sintomas isoladamente, 158 mil procuraram atendimento, 32 mil a menos que em maio.

Desocupação sobe e chega a 332 mil pessoas no Maranhão

No mercado de trabalho, a PNAD COVID19 MENSAL revela que, em junho, a taxa de desocupação subiu de 10,7% para 14,1%, atingindo 332 mil maranhenses. Mais 84 mil pessoas ficaram sem emprego, na comparação com  maio.

Quanto às pessoas que não estavam ocupadas e que gostariam de trabalhar, mas não procuraram emprego por conta da pandemia, o Maranhão apresentou percentual de 41%, maior que os 38,9% registrados em maio. No ranking dos estados, o percentual apresentado pelo Maranhão em junho foi o 2º maior, atrás apenas dos 42,5% registrados no estado de Alagoas.

A Proxy da Taxa de Informalidade (percentual de pessoas ocupadas como trabalhadores informais em relação ao total de pessoas ocupadas) foi de 51%, em junho, no Maranhão. Essa foi a 3ª maior taxa dentre os estados. Somente Pará (53,2%) e Amazonas (51,5%) apresentaram percentuais maiores.

A pesquisa apontou ainda que 66,5% dos domicílios maranhenses receberam algum auxílio relacionado à pandemia (como o Auxílio Emergencial) no mês de junho. Em maio, eram 61,7% do total de domicílios do estado. O percentual do Maranhão em junho foi o 2º maior dentre as Unidades da Federação (UF’s),

 Unidade Estadual do IBGE no MaranhãoSupervisão de Disseminação de Informações – 23 de julho de 2020

 

Padre Fábio de Melo relembra depressão e pesquisa sobre formas de como morrer

O padre Fábio de Melo relembrou um período difícil de sua história recente nesta quinta-feira (23). O sacerdote reviveu em entrevista a grave depressão que enfrentou há três anos.  “Quando eu tive a minha crise pior, eu não pensava em outra coisa. Eu ficava horas e horas do dia e da noite pesquisando na internet formas de morrer. Foi uma sombra muito difícil de ser enfrentada e período extremamente doloroso para mim”, avaliou em conversa com o jornalista Felipeh Campos.

Há quatro meses em isolamento social, o padre revelou que precisou se entender em vários lugares para se manter psicologicamente bem. “Minha maior preocupação foi contornar aquilo que eu sei que é uma fragilidade minha: a minha saúde emocional. Foi um grande dilema para mim quando eu tive a síndrome do pânico e a depressão”, contou.

Os planos abortados deste ano eram passar um tempo fora do país estudando e com isso dar uma pausa na carreira musical e na exposição. “Precisei administrar a ansiedade de não poder concretizar aquilo que eu havia planejado. Tinha muito receio do fato de não poder dar continuidade àquilo que estava sendo tão esperado por mim”, relatou.

A necessidade sanitária de estar em casa e a ansiedade de ver seus planos se dissiparem deu um alerta. “Tinha muito medo que pudesse ser um gatilho para voltar à síndrome do pânico e ao processo de depressão. Então minha primeira preocupação foi: eu preciso ficar bem, preciso recrutar em mim aquilo que eu sei que seria capaz de me manter vivo emocionalmente nessa época”, ponderou.

Yahoo Notícias

 

TRF-4 nega pedido de recurso de Lula contra condenação no caso de Atibaia

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) rejeitou mais um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo do sítio em Atibaia (SP), nesta quarta-feira, dia 22.

O petista queria acabar com a validade dos depoimentos dos delatores da empreiteira Odebrecht. O pedido da defesa foi apresentado com base uma planilha da Odebrecht indicando um suposto pagamento a 77 delatores para os mesmos defenderem a “narrativa da operação Lava Jato”.

Por unanimidade, a 8ª Turma do TRF-4 negou o pedido. Além do pedido, os desembargadores também negaram outras solicitações da defesa de Lula durante a sessão, como a conversão do julgamento em diligência e a própria suspensão do julgamento.

Fonte: G1

 

Médicos com covid-19 estão indo para casa sem direitos, denuncia sindicato

Leonardo Sakamoto

“Estou fazendo um pé de meia para quando ficar doente.” A declaração é de uma médica que está na linha de frente do combate à covid-19 em uma unidade de saúde em São Paulo, mas não possui vínculo empregatício, recebendo por plantão através de sua empresa individual. Sabe que quando adoecer, estará por conta própria.

Outro médico que foi infectado pelo coronavírus no hospital em que atendia regularmente foi para casa sem suporte algum. “Ninguém reclama por medo de não conseguir trabalho depois”, afirma.

“Não quero aplausos, nem homenagens por estar trabalhando contra a covid. Gostaria de reconhecimento de direitos”, afirma uma terceira, que atua como socorrista e está nas mesmas condições.

“Muitos médicos que prestam serviço como pessoa jurídica estão jogados à própria sorte ao serem infectados pela covid”, explica Victor Dourado, presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp).

Parte dos profissionais que atuam nas unidades de saúde e não são celetistas, nem concursados é contratada por intermédio de pessoas jurídicas – como empresas individuais. Isso não é necessariamente irregular. A questão é que há casos em que isso encobre uma relação de vínculo empregatício sob a justificativa de que é uma prestação de serviços eventual e sem subordinação, quando não é.

E o vínculo garantiria seguridade social, com remuneração em caso de afastamento por doença – que, neste caso, é acidente de trabalho. Seja dos que contam com horário fixo, seja dos plantonistas frequentes.

A alta taxa de contaminação de profissionais de saúde durante a pandemia e o consequente afastamento sem apoio financeiro ou médico daqueles que são “PJ” agravou essa situação. Como médicos fazem parte de uma categoria altamente especializada, e não raro, elitizada, isso não é discutido. Mas nem todos estão em condições para bancar um longo afastamento por conta própria.

“É um problema que se arrasta há vários anos. A questão da forma de contratação no setor de saúde, com o não reconhecimento do vinculo empregatício, parece ter se tornado cultural. As fraudes nas instituições de saúde são bastante comuns”, explicou à coluna o procurador João Filipe Sabino, que atua na Divisão de Fraude da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região.

“O empregado acaba não tendo o reconhecimento de todos os seus direitos e, a qualquer momento, pode perder sua vaga. É afastado por covid e pode ter alguém que ocupe seu plantão”, afirma Sabino.

Isso é reforçado pelo presidente do Simesp: “nos hospitais de campanha, médicos são tirados da escala quando adoecem e depois não têm garantia de trabalho quando voltam”.

Dispensa por reclamações de falta de máscaras

De acordo com Victor Dourado, como não há vínculos formais e os médicos são tratados como empresas, os profissionais que se indispõem com a chefia podem ser mandados mais facilmente embora. Por conta disso, o assédio moral, segundo ele, aumentou consideravelmente durante a pandemia.

“Há médicos que reclamaram da falta de EPI [equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas] no plantão e foram convidados a nunca mais voltar. Outros pediram mais recursos humanos e materiais e pararam de serem chamados para prestar serviço”, explica.

Ele compara o processo de precarização à “uberização”, ressalvando a evidente diferença de remuneração e condições de trabalho entre médicos e entregadores e motoristas. “O bloqueio do aplicativo tem a mesma lógica do bloqueio do plantão”, diz.

A precarização na relação trabalhista entre médicos e entidades privadas, organizações sociais e órgãos públicos teria se intensificado após a Reforma Trabalhista, do governo Michel Temer, em 2017.

O presidente do Simesp afirma que, antes da pandemia, isso era sentido mais fortemente por médicas. “Para além da disparidade salarial na medicina entre homens e mulheres, elas ainda sofrem com a licença maternidade, uma vez que não contam com nenhum tipo de proteção de vínculo empregatício que permita o afastamento remunerado”, diz Dourado.

A escolha de pessoas jurídicas na linha de frente do combate ao coronavírus, na sua avaliação, ajuda a proteger empresas médicas e governos, para que não precisem arcar com os custos trabalhistas dos afastamentos e de mortes. “Nos hospitais de campanha, médicos são tirados da escala quando adoecem e depois não têm garantia de trabalho quando voltam”, afirma.

O procurador João Filipe Sabino destaca também que a administração de algumas unidades de saúde públicas foi terceirizada para organizações sociais, que também não garantem direitos aos médicos caso tenham que se afastar após contrair covid.

Ou seja, o poder público transfere a responsabilidade pela saúde dos médicos para as OSs, que a transferem para os próprios trabalhadores da saúde.

Ele afirma que o Ministério Público do Trabalho recebe, em seu site, denúncias individuais ou coletivas para investigar fraudes trabalhistas envolvendo profissionais de saúde. E garante sigilo aos envolvidos.

Do blog do Leonardo Sakamoto

 

Governo Federal vai abrir licitação para 04 terminais no Porto do Itaqui no Maranhão

O avanço da pandemia do novo coronavírus no Brasil causou efeitos avassaladores na economia do país. Com um cenário incerto, mesmo a logo prazo, o Ministério da Infraestrutura apresenta novas prioridades em concessões para investidores. Dados do Banco Mundial apontam para a necessidade de investimentos anuais da ordem de 4,25% do PIB para melhorar a qualidade de vida dos brasileiros, em comparação com os menos de 2% atuais.

Com isso, a Pasta avalia que, pela crise ter atingido milhares de empregos e a renda dos brasileiros, causando um impacto direto na redução do chamado “Custo Brasil”, será necessário maior investimento em infraestrutura ampliação de parcerias com o setor privado.

No setor rodoviário, por exemplo, a carteira de projetos em desenvolvimento atinge a extensão de mais de 18 mil km de novos contratos de concessão e investimentos da ordem de R$ 151 bilhões. Essa amplitude é capaz gerar 2,1 milhões de empregos durante os contratos de concessão.

Já no setor ferroviário, destaca-se a EF-170, conhecida como Ferrogrão, que busca consolidar o novo corredor ferroviário de exportação do Brasil pelo Arco Norte. A ferrovia contará com uma extensão de 933 km, conectando a região produtora de grãos do Centro-Oeste ao Estado do Pará. Os investimentos estão estimados em R$ 8,4 bilhões, em empreendimento com prazo de 65 anos e estimativas de geração de 13 mil empregos na fase de obras.

No que diz respeito a portos, está prevista a realização de certames licitatórios de pelo menos 11 terminais portuários este ano. Dois deles estão localizados no Porto de Santos; um no Porto de Paranaguá – PR, quatro localizados no Porto do Itaqui – MA, dois no Porto de Aratu – BA; mais um no Porto de Santana – AP; e outro localizado no Porto de Maceió – AL.

Somados, os investimentos estimados se aproximam de R$ 1,5 bilhão, além dos benefícios diretos em melhoria e modernização da infraestrutura portuária, regularização de contratos e geração de mais de 25 mil empregos diretos e indiretos.

 Fonte: Brasil 61

Coluna do Alexandre Garcia: “O triste risível.” A carteirada do desembargador

“A carteirada é usual por quem não tem razão ou quer exceção a alguma regra, e se sente superior aos demais”

O desembargador destratou o guarda municipal Cícero Hilário, em Santos. Com perdão pelo trocadilho, o desembargador é que é hilário. Arrogantemente ridículo. Em outros tempos sem meios digitais, na consequência de um incidente assim, o guarda seria a parte fraca; seria a palavra de Cícero Hilário contra a voz soberana do desembargador hilário. Mas em época de gravações de som e imagem, e de divulgação instantânea, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) não terá muito trabalho para se pronunciar sobre o triste episódio. Do alto de sua arrogância, o hilário chamou Hilário de analfabeto, ligou para o secretário municipal de segurança, rasgou a multa e a jogou no chão. Diz o jornal que, em uma abordagem anterior, ele respondera em francês para os guardas. Hilário.

A Constituição estabelece que todos são iguais perante a lei, mas há muitos, como o desembargador, que se sentem acima da lei. Fico imaginando como uma pessoa dessas integra o maior tribunal do principal estado brasileiro. O guarda Cícero Hilário demonstrou ter mais equilíbrio que o desembargador hilário. Cumpriu seu dever com educação e serenidade, ao contrário do desembargador, que não se comporta como um cidadão igual aos outros, enquanto caminha na orla de Santos. Na sua cabeça, continua de toga e com poderes de juiz sobre os demais.

Nos últimos 14 anos, o Conselho de Justiça puniu 66 juízes com… aposentadoria. Condenados a receber sem trabalhar. Poucos chegam à prisão, como o desembargador do trabalho Nicolau dos Santos Neto, que morreu de covid-19. Desvios são ainda mais graves quando praticados por quem tem o poder de julgar os outros. Má-conduta, e o “você sabe com quem está falando”, não são exclusivos de uma profissão. A carteirada é usual por quem não tem razão ou quer exceção a alguma regra, e se sente superior aos demais.

Embora eu já tenha visto advogados, policiais, juízes, jornalistas, médicos, deputados, julgarem-se mais iguais que os outros, a arrogância chamou mais atenção desta vez, porque a Justiça está na berlinda, em consequência de arroubos dos que se julgam acima da lei e da Constituição. O episódio serve para avisar a esses seres acima dos demais que um poder ainda mais alto se levanta — o dos olhos e ouvidos digitais, que tudo testemunham, denunciando como de fato aconteceu. E a gente não precisa de nenhum relator para confirmar o que se ouve e se vê. E quando se ouve e se vê esse senhor desembargador, percebe-se o ridículo e o hilário, nesse episódio triste e risível.

Coluna do Alexandre Garcia

 

Cleinaldo Bil avança rumo à prefeitura de Viana como o pré-candidato do coração do povo

O dirigente sindical Cleinaldo Bil Lopes é o pré-candidato da preferência popular à prefeitura de Viana. Ele se identifica perfeitamente com os anseios coletivos, uma vez que é jovem e também uma esperança para a renovação necessária que o povo de Viana quer, dizem vários segmentos comunitários, e de uma maneira bem contundente, os da zona rural em que estão os quilombolas.

Cleinaldo Bil é candidato pelo Podemos, com o integral apoio do deputado federal Eduardo Braide, hoje, o pré-candidato mais forte à prefeitura de São Luís, pela vontade expressa da população ludovicense.

Portador de uma grande experiência administrativa e identificado com conhecimento dos mais diversos problemas políticos, sociais e econômicos de Viana, Cleinaldo Bil, registra que os problemas causados pela epidemia e que serão bem agravantes depois, haverá uma necessidade de que os gestores públicos terão que ser criativos, ouvir a população como parceira e atacar com muita determinação a questão da geração de emprego e renda em perfeita sintonia com todos os segmentos comunitários, afirma o pré-candidato da esperança do povo de Viana. Entendo que a verdadeira democracia tem que ser semeada e trabalhada com a participação popular, com a voz e vez de todos, afirma Cleinaldo Bil.

 

Justiça Federal condena 19 militares por esquema de fraudes

O juiz federal substituto Alexandre Augusto Quintas, da Justiça Militar da União, condenou 19 militares por fraudes na compra de alimentos em unidades do Exército no Amazonas. A decisão é da última sexta-feira (17/7).

Segundo a investigação, um dos empresários envolvidos chegou a patrocinar festas em um motel na cidade de Manaus para dois capitães que desempenhavam papel importante no esquema.

Segundo os autos, um grupo de empresários começou a fornecer. mediante pagamento de propina, produtos de baixa qualidade e em quantidade menor do que o contratado.

O prejuízo aos cofres públicos em valores atualizados foi de R$ 956 mil. As fraudes foram descobertas em operação da Polícia Federal em 2016. E as condenações chegam a 16 anos de prisão para um dos coronéis envolvidos no esquema. Todos os condenados poderão recorrer em liberdade.

Fonte: CONJUR

Maranhão: água atinge 98,6% dos 217 municípios e esgoto chega a apenas 6,5%, diz o IBGE

A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2017, que explorou os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, divulgada hoje (22) pelo IBGE, apontou que em apenas 14 dos 217 municípios do Maranhão, 6,5% em termos percentuais, havia serviço de esgotamento sanitário por rede coletora. Esses números registrados no estado estavam bem distantes daqueles apresentados para Brasil (60,3%) e para Nordeste (52,7%).

Já o serviço de abastecimento de água por rede geral de distribuição em funcionamento estava quase universalizado. Em 2017, no Maranhão, esse serviço estava presente em 98,6% dos municípios, no Nordeste, 97,9%, e no Brasil, 99,0%.

Abastecimento de água

De acordo com a PNSB, 214 municípios maranhenses contavam com serviço de abastecimento de água por rede geral de distribuição em funcionamento. Desses, 193 (90,2%) tinham serviço de atendimento ao público, sendo que em 179 municípios havia unidade presencial de atendimento. No Nordeste, 94,4% dos municípios apresentavam serviço de atendimento ao público. No Brasil, esse percentual era de 96,1%.

As entidades executoras de serviço de abastecimento de água por rede geral de distribuição informaram a existência de 6.735 pontos de captação de água doce no Maranhão em 2017. Desse total, cerca de 95,3% dos pontos de captação eram do tipo poço profundo, percentual maior que o do Nordeste (85,6%) e do Brasil (79,9%). Destaca-se que o volume de água doce captada por dia no Maranhão

No Maranhão, em 2017, segundo as entidades executoras de serviço de abastecimento de água, 81,1% da água distribuída no estado era tratada, enquanto no Nordeste esse percentual era de 78,3%, e no Brasil, de 97,2%.

Dos 214 municípios onde havia serviço de abastecimento de água por rede geral de distribuição no Maranhão, em 155 (72,4%) havia Estações de Tratamento de Água (ETA’s) e/ou Unidades de Tratamento Simplificado (UTS’s).  Nesses 155 municípios maranhenses, havia 51 ETA’s e 125 UTS’s em operação. No Brasil, em 88,9% dos municípios havia ETA ou UTS. No Nordeste, a presença de ETA OU UTS nos municípios chegava a 77% dos mesmos.

Em 2017, em 19,2% dos municípios maranhenses houve racionamento de água distribuída, enquanto no Nordeste esse percentual foi de 42,5%, e no Brasil, 20,8%. No Maranhão, o principal motivo para essa ocorrência foi deficiência nas instalações e nos equipamentos para produção de água. No Nordeste, o principal motivo indicado foi seca ou estiagem e insuficiência de água no manancial. Assim como no Nordeste, no Brasil, os principais motivos apontados foram também seca ou estiagem e insuficiência de água no manancial.

Esgotamento sanitário

Em 2017, no Maranhão, 14 municípios possuíam prestação de serviço de esgotamento sanitário por rede coletora em funcionamento. Em quatro deles, a entidade executora era da administração direta do poder público, em cinco municípios, entidades de natureza autárquica, como os Serviços Autônomos de Água e Esgoto, prestavam o serviço; em três municípios, entidade do tipo sociedade de economia mista executava o serviço; e,  em dois outros municípios, o serviço era prestado por empresa de natureza privada.

Dos 14 municípios maranhenses com serviço de esgotamento sanitário por rede coletora em funcionamento, em 11 deles havia serviço de atendimento ao público presencial.

No Maranhão, o percentual do volume de esgoto proveniente de residências coletado por dia correspondia a 84,8% do total coletado. Portanto, no estado, o volume de esgoto originado nas residências era maior do que o originado em outros locais onde há ligações de esgotamento, como indústrias, comércio, serviços, etc..

Mesmo com cobertura de serviço de esgotamento sanitário ainda baixo, atingindo, em 2017, apenas 14 municípios, o Maranhão apresentou, entre 2008 e 2017, aumento de 137,1% no volume de esgoto tratado por dia, muito acima do Brasil (29,8%) e do Nordeste (12,2%). Segundo a PNSB 2017, o estado possuía 48 unidades ou estações de tratamento de esgoto em operação.

Contudo, enquanto no Brasil, 77,1% do volume de esgoto coletado ao dia recebia algum tipo de tratamento, e no Nordeste, 94% do esgoto era tratado, no Maranhão, esse volume era bem menor: apenas 36,5% do volume de esgoto coletado era tratado.

Quanto ao número de economias esgotadas (moradias, apartamentos, unidades comerciais, salas de escritório, indústrias, órgãos públicos e similares, atendidos pelos serviços de esgotamento sanitário), o Maranhão apresentou taxa de crescimento na ordem d 75,9%. Para Brasil, a taxa de crescimento no número de economias esgotadas ativas foi de 39,9% e para o Nordeste foi de 38,2%.

No espaço de uma década (entre 2008 e 2017) o número de residências que geram economia esgotada no Maranhão cresceu na ordem de 71%. No Brasil, houve expansão de 39,2% no número de economias residenciais. Enquanto o Nordeste, no decurso desse mesmo período, elevou seu número de economias residenciais em 37%.

No Maranhão, em 2017, 89,6% dos domicílios não estavam ligados a uma rede coletora de esgoto. Praticamente, de cada dez domicílios, apenas um estava ligado a uma rede de coleta de esgoto. Para Brasil, o percentual era de 49,2%, e, para Nordeste, 74,6% dos domicílios estavam sem economia de esgotamento.

Em 2008, no Maranhão, dos 14 municípios onde havia sistema de coleta de esgoto, em três deles havia algum tipo de tratamento de esgoto. Já em 2017, 12 dos 14 municípios tratavam o material esgotado.

No que diz respeito à cobrança de taxa ou tarifa pela prestação do serviço de esgotamento sanitário por rede coletora, no Maranhão, nove dos 14 municípios (64,3%) com esgotamento sanitário por rede cobravam taxa ou tarifa. No Brasil, em 63,8% dos municípios em que havia serviço de esgotamento por rede coletora era cobrada taxa ou tarifa. E, no Nordeste, esse percentual era de 39,6%.

Unidade Estadual do IBGE no MaranhãoSupervisão de Disseminação de Informações22 de julho de 2020

 

Governo Flavio Dino quer despejar entidades de classe da Casa do Trabalhador

A administração do Condomínio da Casa do Trabalhador, local que sedia dezenas de entidades de classe, em São Luís, incluindo o SINTSEP, foi notificada pela Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep) a desocupar o imóvel, no prazo de 30 dias, alegando insalubridade na edificação e necessidade imediata de intervenção.

Acontece que a decisão foi tomada sem qualquer diálogo ou conversa prévia com as entidades sediadas no prédio, muito menos com a administração do local e, agora, correm o risco de serem despejadas. Lembramos que a Casa do Trabalhador foi construída com recurso federal, oriundo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), exclusivamente para sediar entidades de classe.

No ofício, a Segep anexa parecer técnico emitido pela Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil do Corpo de Bombeiros. Segundo o documento, após vistoria, foram constatadas anomalias na estrutura do prédio e, por consequência, a necessidade imediata de desocupação para a realização de intervenção de caráter preventivo e corretivo pelo Governo do Estado. O documento assinado pela titular da Segep, secretária Flávia Alexandrina, não informa prazo para o início e a conclusão dos reparos, nem do retorno das entidades de classe para o prédio, deixando os sindicatos sem qualquer alternativa.

O laudo refere-se às necessidades de reparos em face de alguns problemas de infiltrações, entre outros, sem, contudo, apontar para a possibilidade de risco iminente de desabamento ou ocorrência semelhante, que justifique a necessidade de desocupação para efetivação dos reparos.

Em reunião na tarde de terça-feira (21), com os 41 sindicatos sediados na Casa do Trabalhador, o presidente do Condomínio, sindicalista Hildemar de Jesus Nina, ressaltou, ainda, que não procede a informação de que o prédio está sendo subutilizado, e que a parte em que foram verificados alguns problemas é exatamente o piso superior ocupado, há até pouco tempo, por órgãos da Secretaria de Estado da Saúde (SES), que não promoveu a devida manutenção, deixando chegar à atual situação.

Sendo assim, o parecer está sendo utilizado para fazer crer que existe um problema muito grave, o que não é verdade, para promover a expulsão das entidades ali sediadas. Vale lembrar que a Casa do Trabalhador já passou por inúmeras reformas, sem que tenha sido desalojado qualquer um dos sindicatos do local.

No governo Flávio Dino, a Casa do Trabalhador já foi oferecida para a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), que rejeitou, e agora, por último, à Defensoria Pública, que também rejeitou. Ou seja, o governador vem, a qualquer custo, tentando expulsar as entidades de classe da Casa do Trabalhador, que foi construída com a finalidade específica de abrigar os sindicatos. A desocupação arbitrária, por meio de ofício e sem qualquer diálogo prévio, mostra o autoritarismo do Governo do Estado e a total falta de consideração e respeito com aqueles que representam legitimamente os trabalhadores do nosso estado, agora deixados “a ver navios”.

SINTSEP Imprensa