Os 07 anos que o pequeno mártir Bernardo Boldrini foi imolado e agora foi o Henry

O menino Carlos Ramirez da Costa, o “Carlinhos”, foi sequestrado no Rio no dia 2 de Agosto de 1973. Tinha 11 anos de idade. E o caso nunca foi resolvido. Até hoje ninguém sabe se Carlinhos está vivo ou morto.

O pai dele e eu, durante anos seguidos, percorremos o país inteiro à sua procura. Nossa maior aliada foi a Imprensa.

Juntos, até à Holanda viajamos para consultar, na cidade de Utrecht, o vidente, paranormal e mundialmente respeitado Gérard Croiset, em busca da indicação do paradeiro do menino. Croiset nos recebeu. Traçou indicações. Mas foi em vão.

Depois, também juntos, fomos a Bogotá nos encontrar com o israelense Uri Geller, outro dotado de poderes paranormais, para que nos ajudasse. Geller, que participava de um Congresso Internacional de Parapsicologia na capital colombiana, nos recebeu no hotel em que estava hospedado . Fez o que pôde. Mas outra vez viajamos em vão.

Recorremos à paranormalidade, a sensitivos, e videntes porque a polícia do Rio não desvendava o crime. Como até hoje não desvendou. Crime perfeito, podemos dizer, 47 anos depois. E eu pensei que o sequestro de Carlinhos fosse o mais dramático caso que me abalou e até hoje me abala emocionalmente.

Mas depois veio o 29 de Março de 2008. Neste dia, Isabella Nardoni, uma criança de 5 anos, foi atirada do alto de um edifício em São Paulo.

O pai de Isabella e a madrasta foram condenados pela Justiça. A morte de Isabella fez aumentar o sofrimento que me acometia desde o sequestro de Carlinhos.

Seis anos depois, em 2014, no dia de hoje, 04 de Abril, outra tragédia. Um menino dócil, meigo e que só queria amor foi brutalmente assassinado. Chamava-se Bernardo Uglione Boldrini.

O Tribunal do Juri condenou os autores do crudelíssimo infanticídio: o pai (um médico), a madrasta e outra mulher.

E agora, mais recentemente, no dia 8 de Março deste ano de 2021, morre no Rio o pequeno Henry Borel. Tinha apenas 4 anos de idade.

A criança estava com a mãe e o padrasto, que é médico e vereador do Rio (só os três), num apartamento na Barra da Tijuca.

As últimas notícias são de que a polícia colocou ambos (a mãe e o padrasto) como suspeitos, por causa das múltiplas lesões internas que causaram a morte da criança.

O Laudo de Necropsia do Instituto Médico Médico Legal (IML) aponta “múltiplas equimoses, espécie de manchas roxas no abdômen, infiltração hemorrágica na cabeça, contusão pulmonar”.

Enfim, lesões que, segundo a polícia, indicam morte por ação contundente, ou seja, agressiva. Mas caberá à Polícia Judiciária e à Justiça dar a palavra final. Até lá, não se pode culpar nem condenar ninguém.

Desde as pequenas vítimas de Herodes, até quando os chamados adultos vão continuar barbarizando contra os pequenos inocentes, sequestrando uns, desaparecendo com outros e tirando a vida de muitos e muitos outros?

Jorge Béja

Advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne).

 

Fiocruz fará novo turno para produzir 1,2 milhões de vacinas por dia para combater a epidemia

Meta é entregar até julho desse ano 100,4 milhões de doses de vacinas produzidas com insumos importados da China

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) vai abrir em abril mais um turno da linha de produção de vacinas contra covid-19 na unidade de imunobiológicos de Biomanguinhos, elevando a capacidade diária de produção para 1,2 milhão de doses, afirmou o diretor da unidade, Maurício Zuma.

Até o momento, Biomanguinhos vem atuando com duas linhas para a produção da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford com o laboratório AstraZeneca, mas só uma delas com dois turnos. A segunda linha ganhará um segundo turno neste mês.

“Com esse novo turno, após testes na máquina, certamente vamos passar a capacidade para algo como 1,2 milhão, fácil, ao final de abril”, disse Zuma. “Mais à frente vamos tentar também aumentar o tamanho do lote. Hoje, cada turno produz um lote médio de cerca de 300 mil doses… aos poucos pretendemos elevar o tamanho do lote para 320 mil. Mas isso tem que ser feito com segurança, qualidade e sem aventuras.”

A Fiocruz bateu na semana passada seu recorde diário de produção do imunizante ao alcançar 900 mil doses, segundo Zuma. A inclusão de mais um turno na segunda linha poderá agregar mais 300 mil doses.

A vacina da Fiocruz é responsável atualmente por apenas 20% do total de doses aplicadas no Brasil, enquanto a chinesa CoronaVac, envasada pelo Instituto Butantan, representa os outros 80%.

A meta da Fiocruz é entregar até julho desse ano 100,4 milhões de doses de vacinas produzidas com IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) importados da China, e depois mais 110 milhões de doses até o final do ano com o insumo produzido pela própria fundação. Uma possível demora na entrega dos insumos, mediante a enorme procura internacional, podem afetar a produção, de acordo com Zuma.

“Estamos com receio de suprimento de insumos, tem gente dizendo que está com problema para embarcar insumos e materiais usados em produção”, disse Zuma, acrescentando, porém, que “no curto prazo não há risco de faltar”.

O atraso na chegada dos insumos no começo do ano retardou o início da produção do imunizante na Fiocruz. Os envios depois foram normalizados, garantindo toda a produção prevista para abril.

IFA nacional

O planejamento da Fiocruz aponta para maio o início da produção local do IFA. De acordo com Zuma, o processo de produção de um lote de IFA leva em média 45 dias e são necessários mais 25 dias para ser envasado e para passar pelo controle de qualidade. Os primeiros lotes de vacina com IFA nacional só devem estar disponíveis em meados de outubro.

“As instalações estão em fase final de adequação e em abril a gente quer ter tudo pronto para haver certificação e inspeção da Anvisa, que dever vir aqui na última semana de abril para esse trabalho e nos conceder as condições técnico-operacionais, e em maio comece a produção dos lotes de pré-validação“, afirmou Zuma.

“Só com essa autorização da Anvisa a gente pode manipular um agente biológico dentro de um laboratório… a vacina já deve estar com primeiro lote pronto em julho , mas aí entra a questão regulatória, lotes de consistência e outras regras”, adicionou.

Com o calendário apertado para entregar 110 milhões de doses no segundo semestre com IFA próprio, a Fiocruz poderá ter que importar mais vacinas prontas e novos lotes de IFA, reconheceu o diretor de Biomanguinhos. “Nosso foco é garantir 110 milhões, e como vai ser estamos trabalhando”, disse.

A Fiocruz já havia antecipado em fevereiro que antevia percalços para produzir vacinas com o IFA próprio e que tinha aberto negociação com a AstraZeneca para importar mais doses ou insumos.

Fonte: R7

 

Cézar Bombeiro lamenta a morte de Batista Matos e diz da identidade entre eles para a educação

Conversando ontem com o ex-vereador Cézar Bombeiro, ele manifestou um profundo pesar pelo passamento do jornalista e vereador Batista Matos. Tornou-se um cidadão altamente conhecido pelo seu trabalho profissional e mais ainda pelas suas lutas comunitárias na defesa de direitos e dignidade das pessoas da periferia. Eu o admirava e havia uma certeza identidade minha com ele, pelo desenvolvimento de ações idênticas voltadas para a educação e  entendíamos que as pessoas dos segmentos comunitários com acesso aos meios de formação intelectual terão uma maior facilidade para ganhar espaços no mercado de trabalho e na participação dentro do contexto político e social, salienta o ex-vereador.

Lamento profundamente a perda irreparável, mas o que ele semeou como profissional da comunicação social e da política partidária, com absoluta certeza darão muitos frutos, principalmente pela sua alta sensibilidade para os irmãos, que não desistiram em elegê-lo vereador. Era acima de tudo, um grande homem e um cidadão com poder de transformação, afirmou Cézar Bombeiro.

Fonte: AFD

Intervenção de Luiz Fux a favor do Itaú em processo bilionário é um lamaçal em sua toga

Se existe uma coisa que o juiz precisa cuidar é da reputação. E quando falamos de magistrado da mais alta Corte de justiça do País, isso é uma obrigação, afinal, suas decisões passam a fazer parte da História (com H maiúsculo).

E é a reputação, e claro, os argumentos jurídicos, embasados, quem vai definir se a coisa julgada será mantida. Quando essa reputação é manchada, a decisão é refeita, e logo cai no esquecimento. O ostracismo é o conforto dos maus julgadores. Vide casos estrondosos, como do ex-ministro Joaquim Barbosa no famoso ‘mensalão’, que foi o precursor da Lava Jato, comandada por outro magistrado incompetente, que atuava acima da lei, achando que convicção se sobrepõe à provas materiais.

Ambos compartilham o mesmo destino.

O ministro presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux tinha tudo para seguir caminho diferente, apesar de ter se deixado levar pelo canto da sereia da Lava Jato, e vez ou outra escorregar em algumas decisões mais polêmicas, como a implantação do Juiz de Garantias, cuja liminar Fux vem mantendo em sua gaveta desde fevereiro do ano passado.

Mas o verdadeiro lamaçal que vem manchando, de forma irremediável sua toga, foi uma decisão que ele tomou como presidente do Conselho Nacional de Justiça, integrado também por ministros do STJ, TST, juízes, desembargadores e indicados pelo Congresso, que cuida exclusivamente de questões administrativas dos tribunais, sem poderes para cassar, rever ou modificar decisões judiciais.

Fux inverteu essa competência, ao interferir numa decisão judicial com o mero intento de ajudar o Banco Itaú, a maior instituição financeira do país, a dar um calote bilionário em um acionista, que acreditou estar lidando com uma instituição séria, e caiu em um golpe aplicado pelo banco, que se recusa a pagar o real valor de ações que foram emitidas nos anos 70/80.

Em 18 de setembro de 2020, a juíza Rosana Lúcia de Canelas Bastos determinou que fosse feito o bloqueio de R$ 2,09 bilhões nas contas do Itaú para quitar o processo, que transitou em julgado e está em fase de execução. O bloqueio não foi concretizado (detalhes mais abaixo) e mesmo assim, no dia 24 de setembro, Fux, por telefone, determinou que a juíza se ‘abstivesse de promover qualquer ato’ no processo, e cassou a decisão da magistrada, usando seu cargo como Presidente do CNJ e Corregedor, função que ele ocupou interinamente. Fux atendeu uma reclamação feita pelos advogados do Itaú, onde eles alegaram a ‘parcialidade’ da juíza, em uma decisão meramente técnica, já que o processo estava concluso desde 2014, e o juiz titular, após 6 anos, deu-se por impedido. O processo foi redistribuído, e após a magistrada certificar-se que estava tudo correto, determinou o bloqueio.

Fux abertamente desautorizou uma juíza que cumpria sua função, com imparcialidade e responsabilidade. Ela segue sob suspeição desde então. Aos pares no CNJ, Fux alegou que a juíza havia sido ‘açodada’, afinal, onde já se viu mandar bloquear tanto dinheiro do banco. Na reclamação, os advogados alegaram que a juíza deveria ter ‘feito uma prévia comunicação’ o que não encontra amparo em nenhuma legislação. Qualquer leigo sabe que o bloqueio judicial, independente do valor, corre à revelia do réu exatamente para evitar esvaziamento das contas ou o famoso calote.

Fux acatar uma reclamação chinfrim dessas é quase um escárnio com a cara de milhares de pessoas que já tiveram seu dinheiro bloqueado pela justiça em algum momento. Afinal, se o Itaú pode usar um argumento desses para dar um calote, o que impede o pequeno empresário de fazer o mesmo? Afinal, a justiça é igual para todos.

Fux está afundando sua toga no lamaçal chicaneiro promovido pelo Itaú, e isso é vexatório. Este episódio um dia estará fazendo parte de sua biografia, o desfecho só depende dele.

O caso foi levado ao Plenário do CNJ em 6 de outubro do ano passado, e após voto divergente, que alertava sobre os perigos provocados por sua decisão e um pedido de vistas, Fux nunca mais pautou a reclamação, e o Itaú segue dando calote.

Fonte: Painel Político

 

Governador do Rio confirma ligação de Dr. Jairinho após morte do menino Henry

Governador em exercício do Rio de Janeiro, disse que explicou ao vereador que caso seria investigado pela polícia e que encerrou telefonema. O Ministério Público poderá pedir o depoimento de Cláudio Castro, uma vez que as suas declarações são bem evasivas.

O governador em exercício do Rio, Cláudio Castro, confirmou nesta quinta-feira (1º) ter recebido uma ligação de Dr. Jairinho horas antes de a morte do menino Henry, enteado do vereador, ganhar repercussão na mídia.

Castro informou que, no telefonema, se limitou a explicar a Dr. Jairinho que o assunto seria tratado pela delegacia responsável pelo inquérito e encerrou a ligação, segundo a assessoria de imprensa.

Sem dar mais detalhes sobre a conversa, o governador em exercício ressaltou que sempre garantiu total autonomia à Polícia Civil e que não interfere em investigações.

O advogado de Dr. Jairinho, André França, disse que o vereador e Cláudio Castro, que já trabalharam juntos na Câmara do Rio, são amigos e que a preocupação “sempre foi dar maior transparência e justiça ao caso”, sem que a figura do político gerasse qualquer parcialidade que o prejudicasse. A declaração foi dada hoje em frente ao condomínio onde o vereador morava com a mãe de Henry e o menino.

A Polícia Civil realiza no apartamento do casal, nesta tarde, a reprodução simulada do caso para tentar esclarecer o que aconteceu com a criança. O laudo da morte apontou diversas lesões no corpo de Henry, entre elas uma grave no fígado. A mãe e o padrasto afirmaram que se tratou de um acidente doméstico, mas o pai levanta suspeitas sobre a versão.

Por orientação do advogado André França, o casal não deve participar da reconstituição após a polícia ter negado o pedido de adiamento do procedimento.

O advogado alegou que a mãe está em profunda depressão e que não houve tempo suficiente para um assistente se preparar para participar da simulação. No entanto, a intimação da polícia advertiu que, em caso de não comparecimento, o casal pode responder por crime de desobediência.

Fonte: R7

 

“Gilmar Mendes é cúmplice de bandido”, afirma o jornalista Augusto Nunes

A defesa do ex-presidente e ex-presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a extensão da decisão da Segunda Turma da Corte, que declarou suspeito o ex-juiz federal Sérgio Moro, no caso do tripléx do Guarujá, para outros dois processos: do sítio de Atibaia e do imóvel que pertenceria ao Instituto Lula.

Em 8 de março, o ministro do Supremo, Edson Fachin, em decisão monocrática, anulou todas as condenações de Lula no âmbito da Operação “Lava Jato”, da Polícia Federal, tornando-o elegível para a disputa presidencial de 2022.

O jornalista Augusto Nunes, comentarista do programa “Os Pingos nos Is”, da Jovem Pan, nesta sexta-feira (2), disse que os ministros estão “colecionando absurdos para livrar um corrupto, lavador de dinheiro, corretamente condenado em segunda instância e, em um caso, em terceira instância também”.

“O ministro Gilmar Mendes costuma dizer que a ‘Operação Lava Jato’ foi a maior mentira do judiciário brasileiro. O que está acontecendo na Segunda Turma é o maior escândalo do Judiciário. São cinco advogados, fantasiados de juízes, que estão colecionando absurdos para livrar um corrupto, lavador de dinheiro, corretamente condenado em segunda instância e, em um caso, em terceira instância também. Quem expediu a sentença do caso do sítio de Atibaia não foi Moro, foi a juíza Gabriela Hardt. A sentença dela foi avalizada, confirmada, pelo Tribunal Regional Federal de Porto Alegre. Em segundo lugar, o Moro está sendo perseguido não pelos erros que eventualmente cometeu, mas pelos acertos: ele prendeu um bandido. Quem acha que Lula, ou diz Lula não cometeu nenhum tipo de crime, é maluco ou malandro, não há terceira opção. O Gilmar Mendes, quando Lula pede alguma coisa para ele, ele não encara como um pedido, mas como uma ordem. O Lula está ordenando ao agora relator que o absolva de novo. Se o juiz Sergio Moro, se todos os processos que passaram por ele forem anulados, tem de anular também a devolução do dinheiro por parte dos que fizeram a colaboração premiada com a Justiça. Tem que anular para todos. Quero ver se o Supremo tem coragem para isso. Coragem até tem, mas vamos ver se eles têm coragem, se o povo souber manifestar a sua indignação”, disparou Nunes.

O jornalista também afirmou que Gilmar Mendes “é cúmplice de bandido”.

“O Gilmar, agora relator, vai tentar acabar com tudo. Ele é cúmplice de bandido. Suspeito é ele. Ele chorou, tentou chorar, lágrimas de esguicho, em homenagem ao advogado de Lula. [Gilmar] É parceiro dele, os dois são advogados de um culpado, de um criminoso. Eles agem juntos. A partir daí, deveria ser declarado suspeito o Gilmar mendes. Aliás, estão sob suspeição todos os integrantes da Segunda Turma. A Cármen Lúcia, também, pelo absurdo que cometeu ao modificar o voto, decidida a livrar o Lula da cadeia, que é merecidíssima. E também o Fachin, que começou toda essa confusão, confusão articulada para beneficiar um bandido”.

Foto: JPNews

 

Jornalista faz a cronologia dos fatos que culminariam num suposto “golpe” para derrubar Bolsonaro

Nesta sexta-feira (2), a Jornalista Regina Villela denunciou toda a trama que estava por traz da exoneração do Ministro da Defesa, o General Fernando Azevedo e Silva.

Na segunda-feira (29/03), o Brasil inteiro ficou surpreso com as mudanças que ocorreram em seis Ministérios. Sendo certo e a mais emblemática aconteceu no Ministério da Defesa. Inesperada, a extrema imprensa ficou sem entender o que estava acontecendo e pior ainda, fazendo ilações sem nenhuma fundamentação.

No entanto, uma pessoa acompanhava tudo que estava acontecendo e estava juntando as peças do quebra-cabeça: Regina Villela.

A Jornalista independente, concedeu entrevista exclusiva nesta sexta-feira (2) para denunciar o golpe que culminaria com a destituição de Bolsonaro da Presidência da República.

Vamos à cronologia dos fatos:

1) No dia 6 de setembro de 2018, Bolsonaro sofre um atentado e no dia seguinte, o alto-comando do Exército se reúne para tomar alguma providência. Pressionado pelos demais generais, o General Villas Boas, então Comandante do Exército, teria resolvido impor ao Presidente do STF, Dias Toffoli, a nomeação do General Fernando Azevedo e Silva como seu assessor direto, de modo a “acompanhar” de perto as movimentações de bastidores do STF.

A oposição já sabia que Bolsonaro venceria as eleições e o atentado foi a última tentativa para evitar sua vitória nas urnas;

2) Bolsonaro é eleito e nomeia o General Fernando Azevedo e Silva como seu Ministro da Defesa, por indicação do General Heleno, homem de sua total confiança;

3) Ao longo dos primeiros dois anos de seu Governo, Bolsonaro rompeu com “tradições” políticas que desagradaram ao establishment e com isso, no início de 2020, um primeiro golpe foi tramado contra ele, capitaneado por Rodrigo Maia e o STF, conforme denúncia de Roberto Jefferson em entrevista ao Jornalista Oswaldo Eustáquio, concedida em março de 2020;

4) Com Maia fora do “jogo”, o STF assumiu o protagonismo da “oposição”, tendo agora como “peças do jogo de xadrez” alguns deputados amargurados com Bolsonaro, como Joice Hasselmann. Antes, no entanto, o STF precisava “testar” o sistema, vendo como se dariam reações às suas ações. Primeiro, já havia revogado prisão em segunda instância, o que deixou Lula solto. Segundo, precisava calar e por medo à sociedade, exigindo que às críticas populares ao próprio STF minimizassem. Fez isso por meio de dois famigerados Inquéritos, o das “Fake News” e o dos “Atos Anti-Democráticos”;

5) Sem nenhuma reação mais forte do Estado (Poder Executivo / Forças Armadas), o STF foi além, e neste ano de 2021, anulou condenações de Lula na Lava-Jato, tornando-o elegível, e ainda, deixou o Juiz Sergio Moro suspeito no julgamento de Lula no processo do “Triplex”, algo com possíveis consequências terríveis em vários aspectos;

6) Neste cenário de avanços, o STF recebia constantes sinais do Ministro da Defesa de que as Forças Armadas não fariam nada;

7) Com sinal positivo para avançar, a Câmara dos Deputados (Deputada Joice Hasselmann) entraria em ação, propondo um Projeto de Lei para afastar o Presidente da República por insanidade mental;

8) Em seus desdobramentos finais, Bolsonaro seria julgado incapaz pelo STF pela forma com que gerenciou a pandemia do “quanto pior, melhor”;

9) Por meio do trabalho da inteligência do GSI, o General Heleno descobriu que o Ministro da Defesa consentia o avanço do STF, ao “lavar as mãos”, trocando mensagens com o Presidente do STF de que as Forças Armadas se manteriam sempre neutras entre quaisquer divergências entre os Poderes;

10) Antes do golpe avançar até um desfecho final, Bolsonaro chamou o Ministro da Defesa e o exonerou, acabando com a trama diabólica que se desenhava.

Em uma live de duas horas, Regina Villela narra com detalhes todo o contexto da trajetória de fatos que culminariam com o impedimento do Presidente da República.

Emílio Kerber Filho

Escritor. Autor do livro “O Mito – Os bastidores do Alvorada”.

 

Ministro Nunes Marques liberou cultos e missas presenciais

Em meio ao pior momento da pandemia, o ministro Kassio Nunes Marques autorizou a realização de cultos e missas em todo o país de maneira presencial.

O ministro do STF determinou ainda que os espaços religiosos sigam os protocolos sanitários para evitar infecções pelo coronavírus, limitando a presença nesses lugares a 25% da capacidade do público.

“Reconheço que o momento é de cautela, ante o contexto pandêmico que vivenciamos. Ainda assim, e justamente por vivermos em momentos tão difíceis, mais se faz necessário reconhecer a essencialidade da atividade religiosa, responsável, entre outras funções, por conferir acolhimento e conforto espiritual”, afirmou em sua decisão.

“Estamos em plena Semana Santa, a qual, aos cristãos de um modo geral, representa um momento de singular importância para as celebrações de suas crenças — vale ressaltar que, segundo o IBGE, mais de 80% dos brasileiros declararam-se cristãos no Censo de 2010.”

A decisão de Nunes Marques foi tomada em ação movida pela Associação Nacional de Juristas Evangélicos, que reúne advogados ligados às igrejas protestantes. Eles pediram ao Supremo para participar do julgamento da ação do PSD contra o decreto de João Doria que proibiu cultos, missas e atividades religiosas coletivas em São Paulo.

Nesta semana, Augusto Aras e André Mendonça — que concorrem à vaga no STF reservada por Jair Bolsonaro para alguém “terrivelmente evangélico” — defenderam, em pareceres da PGR e da AGU, a revogação urgente do decreto.

O Antagonista

 

Brasil perde para a covid-19, o cantor Agnaldo Timóteo

O cantor Agnaldo Timóteo, 84 anos, morreu, neste sábado (03), no Rio de Janeiro, por complicações da Covid-19.

Ele estava internado desde o dia 17 de março, no Hospital Casa São Bernardo, na Barra da Tijuca.

Em nota à imprensa, a família disse que ele não resistiu à doença e faleceu após dias internado.

“É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do nosso querido e amado Agnaldo Timóteo”.

Agnaldo Timóteo não resistiu as complicações decorrentes do COVID-19 e faleceu hoje às 10:45 horas.

Temos a convicção que Timóteo deu o seu Melhor para vencer essa batalha e a venceu!

Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações!

A família agradece todo o apoio e profissionalismo da Rede Hospital Casa São Bernardo nessa batalha.

A Família informa que a Corrente de Fé, com pensamentos positivos e orações, permanecerá, em prol de um mundo melhor!

#LuzTimóteo!”.

 

Caso Henry: Polícia trata mãe e padrasto como investigados da morte do menino

A Polícia Civil já trata Monique Medeiros e Dr. Jairinho como investigados pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos. A mãe e o padrasto do garoto não compareceram à reprodução simulada realizada na quinta-feira (1º). As informações são do G1.

Durante quatro horas, agentes encenaram o que pode ter acontecido no dia 8 de março, quando o menino foi encontrado morto pela mãe em seu quarto. O laudo da reprodução simulada deve sair na próxima semana, com informações que vão determinar o rumo do inquérito.

Ainda de acordo com o G1, o laudo médico legista descreve que a criança sofreu múltiplos hematomas no abdômen e nos membros superiores, infiltração hemorrágica nas partes frontal, lateral e superior da cabeça, grande quantidade de sangue no abdômen, contusão no rim e trauma com contusão pulmonar.

A reconstituição levou em conta os depoimentos com as versões do padrasto e da mãe de Henry, e as hipóteses de quedas acidentais no quarto onde o menino estava são: um pulo da escrivaninha, uma queda da poltrona, um salto da cama para o chão ou uma queda da própria altura. Segundo o perito Nelson Massini, “a perícia vai incluir a possibilidade das lesões serem compatíveis com a queda de alguma dessas alturas”.

Relembre o caso

Henry Borel Medeiros, de 4 anos, chegou morto a um hospital particular do Rio de Janeiro no último dia 8 de março. O laudo da necropsia apontou que Henry foi vítima de uma hemorragia interna e laceração hepática, além de lesões como equimoses, hematomas, edemas e contusões pelo corpo.

O caso segue sob investigação da polícia. Os agentes já colheram o depoimento da mãe, pai e padrasto do menino, além de mais de 14 testemunhas, que incluem funcionários e vizinhos da criança.

No depoimento de Monique Medeiros, mãe do garoto, e Jairzinho, ambos confirmaram que após, segundo eles, o menino apresentar uma queda de temperatura e dificuldade para respirar, o levaram para o hospital. No entanto, as três médicas pediátricas que atenderam Henry no Hospital Barra D’Or, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, disseram que a criança, de 4 anos, já chegou morta ao centro médico.

Revista IstoÉ