Tesouro e BC apontam que Estados e municípios fecharam 2020 com o dobro de dinheiro em caixa

Segundo dados do Tesouro Nacional e do Banco Central, enquanto o Governo Federal fechou 2020, o ano pandêmico, sem recursos, o mesmo não ocorreu com estados e municípios, que concluíram o período com o dobro de dinheiro em caixa; se comparado a 2019. De acordo com as duas instituições, o saldo de estados e municípios passou de R$ 42,7 bilhões, em 2019, para R$ 82,8 bilhões, no fim do ano passado, uma alta de 94%. Trata-se da maior disponibilidade de caixa para prefeitos e governadores, nos últimos 19 anos.

O dinheiro no “cofrinho” rendeu graças à suspensão da dívida estadual, ao auxílio emergencial, transferência de recursos da União e outras ações do Governo Bolsonaro; sem as quais seria impossível “salvar” a economia do Brasil. Pacote de ajuda total ficou em, aproximadamente, R$ 125 bilhões.

Mesmo tendo recebido o “socorro” do Governo Federal, alguns governadores e prefeitos vêm adotando ações nefastas e medidas muito severas de distanciamento social, que geram consequências para o país, endividamento da União, desemprego e inflação. O crescimento em caixa também não impediu que, no início do ano, 18 Secretários da Fazenda se unissem e pedissem ao Congresso Nacional a prorrogação de medidas econômicas para o enfrentamento de uma “possível segunda onda” do coronavírus.

Jornal da Cidade Online

 

 

Governadores do Maranhão e São Paulo pedem intervenção do STF para terem UTIs pela União

Os governadores do Maranhão, Flávio Dino, e de São Paulo, João Doria, ajuizaram Ações Cíveis Originárias (ACOs 3473 e 3474) no Supremo Tribunal Federal (STF) em que pedem a concessão de tutela de urgência para que o Ministério da Saúde seja obrigado a reativar, com a retomada do custeio, leitos de UTI exclusivos para o tratamento da Covid-19 que foram desativados após dezembro de 2020. Desde o início da pandemia, a União instituiu sistemática específica para a habilitação desses leitos, com diárias de R$ 1.600 por leito, custeadas pelo Ministério da Saúde.

No caso do Maranhão, de acordo com Dino, havia 216 leitos exclusivos para Covid-19 mantidos com suporte financeiro da União, mas todos foram desabilitados em dezembro passado. Diante do agravamento da pandemia, a Secretaria Estadual de Saúde solicitou a habilitação imediata de 119 leitos. Mas, segundo o governador, a solicitação foi recusada pelo Ministério da Saúde, e a reiteração do pedido ainda não foi respondida.

Segundo o governador, dos 268 leitos exclusivos para Covid-19 em funcionamento na rede estadual, nenhum está habilitado pelo Ministério da Saúde.

Recrudescimento
Segundo João Doria, a União deixou de prestar auxílio financeiro para a manutenção de 3.258 leitos para pacientes de Covid-19, restando apenas 564 nessa condição. O governador sustenta que, além de abandonar o financiamento de leitos anteriormente habilitados, repassando o encargo à responsabilidade dos estados e dos municípios, a União também deixou de atender às solicitações de São Paulo para a habilitação de novos leitos, o que gera graves dificuldades e riscos ao sistema de saúde local, “especialmente no atual momento de recrudescimento dos números de contágios, internações e mortes”.

Com informações da assessoria do STF.

 

Flavio Dino descarta Haddad e acha que tem vaga garantida no Senado, mas poderá ser surpreendido

O comunista Flávio Dino já deixou claro para aliados que não tem nenhum interesse em participar de uma aventura eleitoral ao lado do poste preferido do ex-presidente Lula, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad.

Dino quer garantir sua ‘boquinha’ como senador, onde acredita que será eleito com facilidade. Nas entrelinhas, aquela esquerda que consegue pensar e raciocinar minimamente, já vê como favas contadas a reeleição de Jair Bolsonaro.

Por isso, a boca pequena, a pré-candidatura do poste petista é tratada como mera e desprezível aventura eleitoral.

O que resta é esperar que o eleitorado maranhense surpreenda e dê a Flavio Dino o castigo merecido por uma administração bem precária e o autoritarismo que tem sido a sua marca para com o povo maranhense.

Há quem diga que Dino poderá ter a mesma ‘surpresa’ que o povo mineiro deu a Dilma em 2018.

Será ótimo ver esse comunista sem mandato e sem foro privilegiado.

Gonçalo Mendes Neto. Jornalista.

 

Autorizada pelo STF para usar mensagens hackeadas em processo contra Sergio Moro, defesa de Lula recusa

Como os procuradores da “Lava Jato” já haviam previsto uma “farsa” em torno do compartilhamento das mensagens roubadas dos celulares de integrantes da operação.

Por 4 votos contra 1, a Segunda Turma do STF confirmou a decisão do ministro Ricardo Lewandowski e concedeu ao petista acesso às mensagens. Mas, misteriosamente, os advogados dele resolveram substituir as mensagens conseguidas com o auxílio de um hacker para afirmar que a suspeição do ex-juiz federal e ex-ministro da justiça, Sérgio Moro, é comprovada por fatos importantes como a interceptação telefônica do escritório de advocacia que defende o ex-presidente, em 2016.

Além da interceptação, a defesa alega que Moro quebrou o sigilo de um trecho da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci, seis dias antes do primeiro turno das eleições de 2018, creditando ao fato uma suposta decisão para integrar o Governo Bolsonaro. O ministro Gilmar Mendes sinalizou que deve pautar o caso no primeiro semestre deste ano.

A grande interrogação que fica, é que as mensagens foram conseguidas de maneira desonesta e não teriam as informações necessárias que poderiam proporcionar uma mudança radical no processo e como seria validar possíveis provas conseguidas de forma ilícita.

Jornal da Cidade Online

 

“Quase R$ 100 milhões sumiram dos cofres públicos” com o Consórcio do Nordeste

O Jornal Manhã de Notícias de quarta-feira (10) recebeu o médico Cézar Leite, que foi o único candidato da direita conservadora a disputar a prefeitura de Salvador, para falar sobre os desafios da política na região, dominada pela família ACM.

“No que diz respeito a finanças e organização, ACM Neto melhorou bastante a cidade. O que nós discutimos é em relação ao aumento exagerado dos impostos, a necessidade de redução do establishment, muitos cargos comissionados na prefeitura, muitos cargos combinados com partidos, é uma política antiga que a gente já conhece”, ressaltou Leite.

Já em relação à gestão do governador do estado, Rui Costa, do PT, Leite fez duras críticas.

“É terrível, a pior educação do Brasil, pior saúde do Brasil. Aqui o governador, que era presidente do Consórcio Nordeste, fez a compra de quase 300 respiradores, não vimos os respiradores chegarem na pandemia, o que é muito grave, e foram quase R$ 100 milhões que sumiram dos cofres públicos.

A negociação foi feita pelo WhatsApp e o dinheiro foi liberado em 48 horas”, afirmou Leite. Outros governadores que estão envolvidos no negócio escuso, ainda procuram meios para tentar justificar o dinheiro desviado. Já era tempo da Polícia Federal chegar ao Covidão do Consórcio do Nordeste

 Jornal da Cidade Online

 

Um livro contra as fake news

                                                                                                                                                                   Carlos Nina*

               Em 2020, pela Editora JusPodium (Salvador,BA), o juiz estadual do Maranhão, Paulo  Roberto Brasil Teles de Menezes, publicou um livro que, como informa no Prefácio Francisco Balaguer Callejón (Catedrádico de Direito Constitucional da Universidade de Granada), “é uma versão desenvolvida e ampliada da dissertação de mestrado” apresentada por Menezes perante a banca presidida por Callejón e que “obteve o conceito máximo por decisão unânime da comissão examinadora”, no Curso de Mestrado Oficial em Direitos Fundamentais em Perspectiva Nacional, Supranacional e Global, da Universidade de Granada

O título do livro manteve o da dissertação: Fake News: modernidade, metodologia e regulação.

A abordagem do Autor tem um referencial eminentemente constitucional. Sua preocupação: a democracia. Nem por isso deixa de analisar o fenômeno em si, fazendo-o notadamente no segundo capítulo de seu livro, quando responde às questões sobre o que são, como são, modalidades, formas e finalidades.

No capítulo seguinte sua análise volta-se para o conflito fake news e liberdade de expressão. Entra, então, na polêmica que o mundo vivencia, desdobrando esse embate abordando a liberdade de informar e ser informado, a liberdade e a vigilância da internet, censura pública, estatal e privada, regulação e intervenção do Estado no espaço cibernético, a importância das instituições e da sociedade civil.

Paulo Brasil Menezes enfrentou com inequívoca segurança um tema difícil, infinito (teórica e matematicamente mesmo), apresentando um resultado relevante não só para quem quer estudar ou conhecer o que são e avaliar as consequências das fake news, mas para quem quer conhecer a realidade em que vivemos hoje, ao que estão sujeitas as pessoas de bem, que passam pela vida sem saber que estão sendo manipuladas, usadas, vigiadas.

É inevitável ler esse livro de PBM (ele lançou outro, Diálogos Judiciais entre Cortes Constitucionais, pela Lumen Juris, Rio, 2020), sem trazer à mente, ao longo de toda a leitura, as câmeras do Grande Irmão com as quais George Orwell prenunciaria, com um livro escrito antes de 1949, ano de sua publicação, o célebre Nineteen Eighty-Four, publicado no Brasil sob o título 1984.

Nesse livro, Goerge Orvell (fake news de seu nome verdadeiro, Eric Arthur Blair) trata também sobre a liberdade e a vigilância estatal, que acabou se consolidando, tanto que já não se discute se estamos ou não sendo espionados, mas quem está fazendo isso e quanto invasiva tem sido essa vigilância, pois é ampla, total e descontrolada.

Apesar do alerta de Orwell, há 70 anos, e até de Bill Gattes, Nathan Myhrvold e Peter Rinearson,  em The Road Ahead, publicado nos Estados Unidos em 1995 (traduzido no Brasil para A Estrada do Futuro), só em 23 de abril de 2014 o Brasil teve sua lei (12.965) tratando de um marco civil da internet. Norma essa alterada pela  Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, que dispunha sobre a proteção de dados pessoais e foi alterada pela Lei 13.853, de 8 de julho de 2019, tratando sobre a proteção de dados pessoais e a criação de uma Autoridade Nacional de Proteção de Dados. Há pendente, no Congresso Nacional, o Projeto de Lei 2630/2020, de autoria do Senador Alessandro Vieira, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Antes de encerrar seu livro, Paulo Menezes analisa esse PL, que é um dentre dezenas de outros que tratam das notícias fraudulentas. E o faz com a inteligência, o bom senso e o equilíbrio com que desenvolveu sua dissertação.

As fake news, porém, como as entendo, ganharam apenas um novo nome, sofisticado como gostam os intelectuais, contra os quais Orwell se insurge no seu terceiro romance (1984 foi o sexto e último), publicado no Brasil sob o título Mantenha o sistema (São Paulo, Hemus), conclamando para um lugar “lá embaixo”, onde “você não tinha contato nem com o dinheiro, nem com a cultura. Nenhum cliente, do tipo intelectual, para quem você tivesse de bancar o intelectual.”

            Paulo Menezes sabe disso: “A disseminação de fake news, por certo, não é uma atividade exclusiva dos tempos modernos, tampouco é privilégio da sociedade contemporânea. (…) As fake news já despontam de ‘outros carnavais’”, (…) já vem ocorrendo desde os tempos das civilizações antigas …”, afirma (p.49). O privilégio do ineditismo pertence à serpente, que enganou Eva, no Paraíso.

A própria Constituição tem suas fake news. Tanto que o presidente José Sarney sentenciou que aquela Carta tornaria o Brasil ingovernável.

As FN, portanto, não foram criadas pela web. Nela apenas ganharam mais velocidade e puderam ser utilizadas de forma mais eficaz, para a desinformação.

É contra isso a bela dissertação de Paulo Brasil Menezes. É contra a propaganda do Big Brother que a mídia poderosa propaga, para desinformar a população, instigar o ódio, deteriorar os valores da decência e da moralidade, da honestidade e da responsabilidade, proclamando como o Grande Irmão: Guerra é Paz. Liberdade é Escravidão. Ignorância é Força.

Sua esperança, com certeza, está nos versos de Mary Ann Pietzker publicados em 1872 e com os quais o Autor abre seu livro, citando-a na sua Introdução (p. 39) e nas Considerações Finais (p. 287), acreditando que as pessoas, antes de falar, devem fazer-se as seguintes perguntas: É verdadeiro? É necessário? É gentil?

Mas o ser humano (para evitar o patrulhamento de gênero) é bom e a sociedade é que o corrompe, como disse Rousseau, ou é o lobo de seu semelhante, como preferiu Hobbes?

*Advogado e jornalista. Ex-Promotor de Justiça. Juiz de Direito aposentado.

 

 

OAB-Maranhão é uma das que tentam anular “Bolsa Banda Larga” paga a desembargadores do TRF-1

Medida foi tomada em conjunto com outras 10 seccionais do Brasil contra o pagamento de R$ 80 a servidores que ganham R$ 35 mil

Onze Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) entraram, nesta terça-feira (9/2), com uma representação junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que seja cancelada a chamada “Bolsa Banda Larga”, a qual desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) têm direito por usar a própria internet para trabalhar. O salário médio desta categoria é de R$ 35,4 mil.

Na peça, os representantes da OAB do Distrito Federal, Bahia, Tocantins, Pará, Rondônia, Mato Grosso, Paraíba, Paraná, Maranhão, Piauí e Santa Catarina disseram que não faz sentido um servidor público de alto salário ganhar reembolso por um serviço “que, por certo, ele já possui em sua residência e pago como o seu salário”.

Os advogados frisaram que a resolução ignora os outros servidores do TRF-1, os quais, inclusive, recebem salários menores que os desembargadores. “Dessa forma, é latente o privilégio concedido a um grupo de servidores públicos do alto escalão em detrimento aos demais servidores do Tribunal”, afirma o texto.

As seccionais lembraram ainda das dificuldades que boa parte da população brasileira vem enfrentando durante a pandemia da Covid-19, com menos dinheiro e pouco auxílio. “Tal benefício se traduz em uma verdadeira afronta à sociedade brasileira que financia esses privilégios por meio do pagamento de altos impostos, enquanto grande parte da população sequer tem acesso à rede de internet em suas residências”, dizem os signatários.

Segundo o presidente da OAB-DF, Délio Lins e Silva Junior, “o ato do TRF-1 é injusto com o cidadão brasileiro, indecente para a sociedade e imoral para o Direito”.

Fonte: Metrópoles

 

As aglomerações do dia a dia e riscos nos terminais de coletivos que as autoridades se recusam a ver

                Desde o ano passado, tenho procurado mostrar para as autoridades e também para o Ministério Público, a questão inerente as aglomerações nos terminais e dentro dos coletivos superlotados, mas infelizmente eles tratam o sério problema com muita indiferença. Na visão dos fiscalizadores, a contaminação através do vírus é maior e pode se constituir em riscos sérios para o avanço da pandemia, estão em bares, restaurantes e casas de eventos, daí o controle e restrições aos estabelecimentos.

Um coletivo para 50 passageiros no máximo pode fazer uma média diária de 10 viagens diárias e todas superlotadas, em razão principal do reduzido número de coletivos que fazem o transporte de mais de 300 mil pessoas todos os dias. Em operação atualmente estariam pouco mais de 600 ônibus e grande parte não cumpre a determinação do número de viagens estabelecidas, dando origem a todo tipo de esculhambação.

A foto acima foi encaminhada para o blog por uma usuária de transporte coletivo para mostrar o verdadeiro sacrifício diário para embarcar e desembarcar de um veículo no terminal da Cohama. Como se pode fazer distanciamento entre as pessoas não existe, e o que tem de passageiro sem máscaras é bem acentuado e os motoristas e cobradores não têm condições de fazer cobranças por temerem represália, a afirma a usuária.  A fiscalização nos terminais de integração, antes visíveis e que favoreciam a formação de filas e o uso de máscaras, atualmente são inexistentes e a superlotação começa dentro do próprio terminal.

Não sei o que impede a fiscalização e nem como as autoridades avaliam a questão da superlotação nos coletivos, mas sem quaisquer discussões o risco a que estão expostos os usuários de coletivos é bem maior, e a visibilidade para eles na questão da prevenção é praticamente nula, até mesmo pelo Ministério Público, que procura ostentar muita determinação e força. Os discursos das instituições de que as pessoas que não observarem a prevenção podem levar a covid-19 para casa e colocar em risco toda a família, parece não se aplicar aos usuários de coletivos.

 

 

Ré pelo assassinato do marido e na impunidade, deputada Flordelis comemora aniversário com namorado

Flordelis participou de uma festa surpresa em comemoração ao seu aniversário, na presença de amigos e filhos. A deputada federal, que completou 60 anos de idade, é ré no processo de assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo.

Em publicação nas redes sociais, a parlamentar contou que o evento foi uma surpresa preparada por filhos e amigos. A celebração contou com lembrancinhas, bolo e um painel com a palavra “gratidão”.

As comemorações continuaram na igreja que Flordelis ajudou a fundar, em São Gonçalo, Rio de Janeiro. Os congregados fizeram um culto para homenagear a pastora.

Emocionada, Flordelis subiu ao palco, cantou e falou sobre a morte do pastor Anderson.

“Eu perdi o meu marido de forma trágica. Entreguei nas mãos de Deus e tudo vai vir a tona na hora dEle. Eu sei o preço que estou pagando”, comentou.

Na festa de aniversário da pastora, uma presença chamou a atenção: a do produtor musical Allan Soares. Os dois chegaram a posar juntos, abraçadinhos, na mesa do bolo. No Ministério “Cidade do Fogo”, realizado na manhã de domingo em homenagem ao aniversário da pastora, Allan sentou-se na primeira fila, gravou vídeos e depois deixou o local acompanhado da deputada.

No próximo dia 23 de fevereiro, cinco desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro vão definir se Flordelis deverá ser afastada do cargo de deputada federal até a conclusão do processo da morte do marido.

Jornal da Cidade Online                                                            

 

MPF diz que Zé Dirceu utilizava contrainteligência e pede nova condenação do corrupto

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou, nesta segunda-feira (8), a condenação dos réus José Dirceu, ex-ministro-chefe da Casa Civil no Governo Lula, Gerson de Mello Almada e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva em ação penal por prática de crimes de lavagem de dinheiro e corrupção em contratos firmados entre a Petrobrás e as empreiteiras Engevix e UTC Engenharia.

O órgão enviou parecer ao juiz federal da 13ª Vara Federal de Curitiba pelos procuradores da República que compõem o núcleo do Grupo de Atuação e Combate ao Crime organizado, no Paraná. Também são apontados na ação os nomes João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT, e Walmir Pinheiro Santana.

O MPF acusa José Dirceu de ter recebido propina por acordos firmados pela “Entrelinhas” – que possuía contrato com a JD Assessoria, empresa de Dirceu – por pagamento de serviços em períodos, em que a Engevix assumia os custos em favor da empresa do político.

“Imputa a exordial acusatória, ainda, no contexto dos crimes antecedentes perpetrados no bojo de contratos firmados pelo Grupo UTC com o Governo Federal, especialmente com a PETROBRAS, a celebração de 02 (dois) aditivos contratuais de prestação de serviços ideologicamente falsos entre a UTC e a JD ASSESSORIA (empresa de José Dirceu), datados de 01/02/2013 e 01/02/2014, os quais ensejaram a emissão de notas fiscais no montante total global de R$ 1.536.000,00 e a transferência de valores líquidos, após a dedução de impostos e contribuições sociais, no montante global de R$ 1.441.536,00, mediante 21 (vinte um) pagamentos”, diz trecho da denúncia.

O MPF cobra a repressão dos delitos e afirma que os réus utilizaram técnicas de contrainteligência para garantir impunidade e que os fatos englobam a existência de um “cartel que se relacionava de forma espúria com diretorias da maior estatal do país por mecanismo de corrupção que era praticado com elevado grau de sofisticação, envolvendo a realização de acordo prévio e genérico de corrupção que posteriormente era concretizado em situações específicas, com a utilização de diversos e velados mecanismos.”

Jornal da Cidade Online