Banco Central alerta golpes financeiros antigos agora replicados com o Pix

Os golpes financeiros normalmente seguem o mesmo roteiro, mas se adaptam à medida que se tornam conhecidos. Nos últimos meses, fraudadores viram no Pix, sistema de pagamentos brasileiro, uma oportunidade de reinventar muitas das armadilhas antigas, que agora são aplicadas com nova roupagem.

Os crimes mais comuns são aqueles que utilizam o Whatsapp da vítima para pedir dinheiro aos seus contatos. Golpistas também podem enviar links falsos para pedir informações sobre o consumidor, inclusive sua senha bancária, ou para simular uma compra.

Para conscientizar o consumidor e alertar sobre golpes que utilizam o Pix, o BC (Banco Central) fez, ao longo desta semana, uma campanha em suas redes sociais. Diversas instituições financeiras participaram da ação. No encerramento da campanha, nesta sexta-feira (30), a autoridade monetária fez uma live, que está disponível no canal da autarquia no Youtube, para elencar as principais fraudes e dar dicas de como se proteger.

Segundo o BC, os golpes não são fruto de falha de segurança do Pix. Um exemplo é quando o fraudador se passa por alguma empresa que presta serviços, como de telefonia ou instituição financeira e, por telefone, diz que a pessoa tem um problema de segurança. Em seguida, ele pede que a vítima confirme o código que acabou de enviar por mensagem de texto.

O número, na verdade, é aquele que o Whatsapp envia para autorizar o login do usuário e a vítima acaba dando acesso da sua conta ao golpista. Com isso, ele envia mensagens aos seus contatos pedindo dinheiro pelo Pix. Para evitar a armadilha, o BC indica que o consumidor ative a verificação em duas etapas, disponível dentro do aplicativo. Assim, o criminoso não poderá acessar a conta apenas com esse código.

“Também é superimportante manter o Whatsapp atualizado. Com a atualização vem novas funcionalidades e também correção de possíveis falhas e de segurança”, ressaltou o Caio Moreira, chefe-adjunto do departamento de tecnologia de informação do BC.

Outra forma de aplicar o golpe com o Whatsapp é criar outra conta com a mesma foto de perfil da vítima para abordar seus contatos. Nesse caso, ele diz que teve que mudar de número e pede dinheiro com uma chave Pix.

A autoridade monetária indica que as pessoas habilitem a foto do perfil apenas para os seus contatos para se proteger desse tipo de fraude. Muitos conseguem enganar consumidores usando links falsos para acessar os dados bancários da vítima ou de compras, que agora utilizam o Pix como pagamento.

Para essas situações, a dica do BC é que a pessoa sempre desconfie de preços muito abaixo do mercado e que não clique em links suspeitos.

Há ainda outros tipos de armadilha, em que o golpista tenta convencer a vítima a transferir dinheiro em troca de ganhos financeiros ou com histórias que mexem com o emocional do consumidor. Novamente, o Pix é utilizado no repasse de recursos. Quando entram em contato em nome de alguma empresa de telefonia ou banco, mesmo com link falso, golpistas normalmente pedem muitos dados, o que não ocorre quando a empresa de telefonia ou o banco entram em contato.

“É preciso desconfiar se você clica em um link que vai para a página do banco [clonada] e pedem todos os meus dados. Já fiz isso quando abri a conta no banco”, afirmou Ricardo Leocadio, representante do grupo de trabalho de segurança do Pix.

“O golpe poderia ser aplicado com outro tipo de transferência ou boleto. Falam no Pix agora porque é a palavra do momento e o sistema mais inovador que temos no sistema financeiro”, continuou.

“Indico sempre que a pessoa tenha uma senha forte e indico geradores de senhas, como aplicativos. Navegadores também oferecem essa funcionalidade”, disse Alê Borba, analista de segurança do Google, convidado da live.

Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do departamento de competição e de estrutura do mercado financeiro do BC, destacou que, caso o consumidor caia no golpe, ele precisa comunicar à polícia e ao banco.

“No Pix temos um mecanismo de segurança que chamamos de marcador antifraude, uma base de dados onde as transações que foram objeto de fraude ficam identificadas e aquela chave fica com essa marcação. Todas as instituições financeiras recebem essa informação. Assim você evita que os golpistas continuem levando outras pessoas”, ressaltou.

Folhapress

 

 

Casos e óbitos de covid-19 diminuem, mas os números são críticos, diz a Fiocruz

Isolamento Social e medidas de proteção contra o vírus devem ser reforçadas, principalmente, entre os jovens. O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz aponta queda no número de casos, óbitos e taxas de ocupação de leitos UTI para adultos com coronavírus. Segundo os pesquisadores, os valores ainda são considerados críticos. Entre 18 e 24 de abril, o número de casos diminuiu a uma taxa de -1,5% ao dia e a taxa diária de óbitos reduziu para -1,8%.

Em relação à taxa de ocupação de leitos, destaque para os estados de Rondônia, com redução de 94% para 85%; Acre, de 94% para 83% (ambos ainda na zona de alerta crítico); Alagoas, de 83% para 76% (saiu da zona de alerta crítico para zona de alerta intermediário); e Paraíba, de 63% para 53% (saiu da zona de alerta).

O sanitarista e membro do Observatório Covid-19 Fiocruz, Christovam Barcellos, explica que a queda dos indicadores se deu por conta das medidas de isolamento social tomadas em algumas cidades do país.

“Em março, houve uma série de iniciativas locais de lockdown em algumas cidades como Fortaleza, região metropolitana de Salvador, Rio de Janeiro, Porto Alegre, São Paulo. Isso aliviou um pouco. Só que logo em abril, muitas dessas medidas foram relaxadas. Possivelmente, teremos a consequência disso em maio”, alerta.

O epidemiologista e vice coordenador da Sala de Situação da Universidade de Brasília, Mauro Sanchez, afirma que a vacinação ainda tem pouco impacto sobre a queda dos casos.

“O efeito da vacina só é significativo, por enquanto, nas faixas etárias mais avançadas, que tiveram o início da vacinação há pelo menos um mês e meio. Porque o período necessário para construir resposta imune entre as doses é de um mês, na vacina que tem o menor intervalo entre doses – que é a Coronavac. Ou seja, um mês entre doses de vacina e mais pelo menos duas semanas para o organismo acabar de se proteger”, explica.

O pesquisador Christovam Barcellos ressalta que, apesar da queda dos indicadores, ainda se observa uma forte demanda por serviços de saúde para tratar pacientes com Covid-19.

“Há ainda uma sobrecarga muito grande sobre os hospitais e uma demanda de medicamento e de trabalho dos profissionais de saúde. Isso pode acarretar no triste colapso do sistema de saúde. Infelizmente, ainda não estamos vendo um quadro favorável para a redução da pandemia no Brasil”, afirma.

Foco nos jovens

Segundo o pesquisador da Fiocruz, a preocupação cada vez maior é com o público jovem que, além de não estar vacinado, tem se exposto ao vírus para buscar emprego ou para lazer irresponsável. Barcellos recomenda que as campanhas para uso de máscaras e evitar aglomerações foquem nesse grupo.

“Os governantes locais e o governo federal têm que passar essa mensagem para a população mais jovem que está se expondo muito. Porque as vacinas para esse grupo vão demorar alguns meses; talvez setembro, outubro, cheguem nessa população”, estima.

O epidemiologista Mauro Sanchez também reforça o papel dos gestores públicos nas campanhas de conscientização.

“O papel dos gestores é acelerar o ritmo da vacinação; mas em paralelo reforçar as campanhas de comunicação para que a população adote medidas de restrição de mobilidade, uso da máscara, álcool gel, ou seja, todas as medidas não farmacológicas, que sabemos que são efetivas desde o começo da pandemia.”

Taxa de letalidade

Ainda de acordo com o Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19, a taxa de letalidade do coronavírus aumentou, passando de 2% no final de 2020, para 3% em meados de março. Na última semana epidemiológica (18 a 24 de abril), o indicador atingiu 4,4%. O pesquisador Christovam Barcellos explica que a taxa de letalidade é calculada pela quantidade de pessoas infectadas e pelas que vieram a óbito pela Covid-19.

“Não é que o vírus tenha mudado completamente e está matando mais gente. É o que o sistema de saúde está falhando. Ele não está conseguindo fazer o diagnóstico precoce, encaminhar os casos graves, detectar os contatos entre os casos. As pessoas estão morrendo mais, dentro e fora dos hospitais”, explica.

Nesse sentido, é fundamental destacar o papel da Atenção Primária à Saúde. “É o agente de saúde visitando as pessoas; é telefonar para elas perguntando como estão; fazendo testes, não só naquela pessoa que está com sintoma, mas em pessoas que tiveram algum contato. Em alguns municípios está funcionando muito bem”, destaca Barcellos.

Previsão para os próximos meses

O pesquisador da Fiocruz, Christovam Barcellos, afirma que as previsões para os próximos meses não são otimistas.

“Infelizmente nós vamos passar por um período de oscilações: relaxa as medidas; volta a subir os casos; voltando a subir os casos; superlota os hospitais; tomam-se algumas medidas restritivas e diminui o número de casos. Isso tem que ser evitado, porque o inverno, geralmente, é uma estação de incidência de doença respiratória”, alerta.

Brasil 61

 

Superlotação de hoje no terminal da BR e o risco da covid tirar mais vidas de usuários de coletivos

  Mesmo com a indiferença dos poderes constituídos para os sérios riscos de vida de milhares de usuários do transporte coletivo, dentre os quais o municipal e o estadual, o Ministério Público e a Defensoria Pública continuo mostrando a verdade dura. Sinceramente, é mais preocupante para os gestores públicos e a fiscalização sanitária, fechar bares e restaurantes e casas de eventos, do que enfrentar as aglomerações nos terminais e superlotações nos transportes coletivos.

Primeiramente, a diferença de público entre todos os setores fiscalizados e somados com superlotações com acentuada, não fazem uma mínima sombra para as superlotações nos coletivos. Como temos um sistema precário e bastante deficiente e que circulam diariamente no Sistema Municipal de Transportes Coletivos, uma média aproximada de 700 ônibus e cada um fazendo uma média de 05 viagens por baixo, temos uma média de segunda a sexta-feira de 3.500 viagens e cada coletivo no mínimo com 60 passageiros, o número de usuários que são expostos ao vírus da covid-19 todos os dias é de 210.000 e em 05 dias da semana supera um milhão de usuários, sem contar os casos dos sábados e domingos.

O que não dá para entender, quais as razões de tanta omissão e até mesmo a banalização da vida dos milhares de usuários de coletivos. Neste momento dramático não se vê político, nem organização da sociedade civil organizada e até mesmo os políticos demagogos e oportunistas não se movimentarem.

Esses 210 mil usuários cotidianos da superlotação dos transportes coletivos, elegeram os prefeitos de São Luís, São José de Ribamar, Raposa e Paço do Lumiar e mais de uma centena de vereadores para todas as câmaras municipais da Região Metropolitana da Grande São Luís. Infelizmente eles não estão preocupados em fazer valer os direitos dos usuários do transporte coletivo, não confundir com favor ou clientelismo, em que a vida deles e de todas as suas famílias estão correndo sérios riscos, uma vez que eles podem levar a doença para dentro das suas casas.

Como responsabilidade profissional e dever de cidadão vou continuar mostrando a realidade das aglomerações nos terminais e as superlotações nos coletivos, na esperança de que algum dia exista dentro das instituições que dizem garantir e defender direitos e dignidade humana, decidam que as pessoas pobres humildes são portadoras de direitos constitucionais, mas por enquanto, o silêncio e a omissão é a grande e decepcionante resposta.

Fonte: AFD

 

PGR aciona STF contra as regras da lista sêxtupla da OAB

Aras alega que é descabido obstar a participação de advogados em lista sêxtupla pelo fato de estarem inscritos em seccional não abrangida pela competência do tribunal.

O procurador-Geral da República Augusto Aras acionou o STF contra dispositivos de provimento do Conselho Federal da OAB sobre a indicação, em lista sêxtupla, de advogados que devam integrar os tribunais judiciários e administrativos. Aras alega que a norma inovou ao estabelecer disciplina mais restritiva ao processo seletivo. O relator é o ministro Dias Toffoli.

O PGR propôs a ação contra as disposições do art. 5º, caput, parte final, do provimento 102/04, do CFOAB, que “dispõe sobre a indicação, em lista sêxtupla, de advogados que devam integrar os Tribunais Judiciários e Administrativos“, alterado pelo provimento 139/10.

O chamado “quinto constitucional” estabelece requisitos para que advogados se candidatem a composição de TRFs e TJs, quais sejam: (i) notório saber jurídico; (ii) reputação ilibada; (iii) mais de dez anos de efetiva atividade profissional; e (iv) indicação em lista sêxtupla pelo órgão representativo da classe profissional.

Para Aras, o provimento 139/10 inovou ao estabelecer uma disciplina mais restritiva quanto ao direito de advogados participarem do processo seletivo das listas sêxtuplas voltadas à composição dos órgãos judiciais.

O procurador-Geral alega que as disposições do novo provimento violam os arts. 5º, caput e II (princípios da isonomia e da legalidade), 19, III (princípio da isonomia federativa), e 94, caput (requisitos para a participação de advogados em processos de formação de listas sêxtuplas para composição de tribunais), da Constituição Federal.

“Impôs o dispositivo impugnado aos advogados, como condição para se inscreverem no processo seletivo, além da prova de exercício profissional da advocacia por mais de 10 anos, a comprovação de ‘inscrição, há mais de cinco anos, no Conselho Seccional abrangido pela competência do Tribunal Judiciário’.”

Para Aras, “afigura-se descabido obstar, por meio de provimento da CFOAB, a participação em listas sêxtuplas de advogados pelo simples fato de estarem inscritos em conselho seccional não abrangido pela competência do tribunal“.

“Além de estabelecer exigência não prevista no texto constitucional nem na legislação ordinária em vigor, a norma sob testilha acaba por promover uma indevida diferenciação entre advogados que se encontram em mesma situação – isto é, que cumprem com os requisitos de notório saber jurídico, reputação ilibada e prática supradecenal de efetiva atividade jurídica – com base no local de domicílio profissional.”

Por fim, a PGR requer que se julgue procedente o pedido para declarar a inconstitucionalidade das expressões “e, tratando-se de Tribunal de Justiça Estadual ou de Tribunal Federal, concomitantemente, deverá comprovar a existência de sua inscrição, há mais de cinco anos, no Conselho Seccional abrangido pela competência do Tribunal Judiciário“, constantes do art. 5º, caput, parte final, do provimento 102/04, alterado pelo provimento 139/10, do CFOAB.

Fonte: Migalhas

 

Faustão vai retornar para a Band com novo programa em 2022

Oloco meu! O apresentador Fausto Silva, popularmente conhecido como Faustão, deve retornar às origens em 2022. Segundo o colunista Flávio Ricco, do R7, ele irá voltar para o canal Band ano que vem.

Ricco, que foi quem reportou inicialmente o fim do contrato de Faustão com a Rede Globo, afirma que o apresentador deve assinar seu novo contrato na próxima semana, o que o colocará na Band por cinco anos a partir do dia 1º de janeiro do ano que vem.

Não há ainda detalhes dos planos da Band para programas com Faustão. Se ele será algo semanal, aos domingos e com celebridades, como é o Domingão, ou se há um formato novo em mente. A Globo chegou a dar a Fausto a ideia de uma programação nas quintas à noite, mas ele recusou.

O Domingão do Faustão continuará com seu host até o fim deste ano. Depois, Silva irá para o canal onde trabalhou até 1989, quando foi inicialmente para a Globo.

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Agência: Reuters

 

Governo quer antecipar primeira parcela do 13º dos aposentados do INSS em maio e junho

O governo trabalha para antecipar a primeira parcela do 13º dos aposentados e pensionistas do INSS em maio, e a segunda, em junho.
O decreto que autoriza o pagamento já está pronto no Ministério da Economia e precisa ser publicado até o fim da próxima semana para dar tempo de ser processado com a folha dos segurados.

Segundo estimativas da equipe econômica, a medida vai injetar R$ 52,7 bilhões na economia, considerando 31 milhões de benefícios.

Havia expectativa de que os beneficiários recebessem a primeira parcela do 13º no pagamento de abril, que começou nessa segunda-feira. Mas diante do atraso nas negociações entre Congresso e governo sobre o texto final do Orçamento, não houve tempo suficiente para incluir o benefício na folha do INSS.

Por questões operacionais, o pagamento da gratificação sempre é feito com o pagamento das aposentadorias e pensões nos últimos dias de cada mês e início do mês subsequente.

A antecipação do 13º para os aposentados faz parte do pacote de medidas do governo para mitigar os efeitos da pandemia e estimular a atividade econômica. Em 2020, a primeira parcela foi paga em abril e a segunda, em maio.

Como a antecipação atrasou neste ano, o governo deverá acelerar a aprovação de um projeto de lei para liberar os recursos porque boa parte das despesas da Previdência ficam condicionadas à chamada regra de ouro (emissão de dívida para pagamento de despesas correntes).

Geralmente esse projeto é aprovado entre agosto e novembro. Nosso objetivo é criar um local seguro e atraente para os usuários se conectarem a interesses e paixões. Para melhorar a experiência de nossa comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários dos artigos.

Fonte: Extra

Mix Mateus da Curva do Noventa engana consumidores com aumento de preços entre as gondolas e os caixas

Já denunciei aqui e por inúmeras vezes e tomei atitudes para evitar ser furtado vergonhosamente pela armadilha articulada pelo gerenciamento das lojas da Curva do 90. Uma das grandes queixas dos consumidores, na qual estou incluso é o de que na mencionada loja a falta de preços em dezenas de gondolas é um fato sério e muito grave, levando muitas vezes as pessoas deixarem de comprar por não saberem preços, muito embora, dentro do contexto, a boa vontade de muitos empregados em não medir esforços para atender e informar os consumidores é positiva.

Outro fator sério e que naturalmente tem relação com a ausência de preços, é que geralmente os consumidores que não atentarem para os preços dos produtos que está comprando e não observar com maior atenção o registro nos caixas, pode perfeitamente ter prejuízos consideráveis e concorrer para aumentar ainda mais os lucros do grupo Mateus, de maneira desonesta. Já tive conflitos em defesa dos meus direitos no mencionado estabelecimento comercial, por sucessivas tentativas de furtos à minha pessoa, o que é bastante vergonhoso, diante da desonestidade e falta de um mínimo de seriedade. Para uma empresa que tem espaço nacional no segmento empresarial, precisa de maneira clara, objetiva, honesta e transparente respeitar os direitos dos cidadãos e cidadãs como seus consumidores.

O Mix Mateus da Curva do Noventa deveria ser fiscalizado com bastante frequência pelo Procon, mas como se trata de grupo empresarial parceiro do governo estadual e detentor do monopólio no Estado, com certeza tem os privilégios dos poderosos. Por outro, o Ministério Público de Defesa do Consumidor não está isento, além da Vigilância Sanitária, uma vez que muitos produtos estragados são colocados à venda, o que se constitui um desrespeito e afronta aos consumidores.

Fonte: AFD

 

Sputnik: reunião teve diálogo sem tradução e admissão de ‘defeito’

Anvisa divulgou hoje (29), trecho da reunião em que técnicos apontavam aos russos presença de adenovírus replicante na vacina

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nesta quinta-feira (29) um trecho de uma reunião em que aponta a pesquisadores do Instituto Gameleya, na Rússia, a presença de adenovírus replicante na vacina contra covid-19 Sputnik V. O problema foi descrito como principal razão para a negativa da importação do imunizante.

O diretor-presidente da agência, Antonio Barra Torres, afirmou que foram os próprios documentos enviados pelo desenvolvedor russo que revelaram a presença de adenovírus replicante. A Sputnik V utiliza dois adenovírus diferentes para cada dose (Ad26 e Ad5) — vírus causadores de resfriado comum. Os desenvolvedores dizem que eles foram inativados, portanto, seriam incapazes de causar doença nas pessoas vacinadas.

Ambos servem como uma espécie de envelope para carregar material genético do coronavírus. A tecnologia é a mesma da vacina Oxford/AstraZeneca e da CanSino. Uma vez rompida essa cápsula do adenovírus, o organismo vai ser capaz de produzir anticorpos capazes de atuar contra o SARS-CoV-2.

“A Anvisa atuou com os documentos enviados pelo próprio desenvolvedor, onde identificou o próprio desenvolvedor a definição da presença do adenovírus replicante”, afirmou Barra Torres. O gerente-geral de Medicamentos e Produtos Biológicos da Anvisa, Gustavo Mendes, apresentou as tabelas que mostram as inconsistências identificadas pelos técnicos.

“A empresa estabelece uma especificação de adenovírus replicante para o produto terminado. Muito se discutiu se o que estávamos falando era um produto intermediário da fabricação, mas os dados que nós analisamos, que foram apresentados pelo Instituo Gamaleya, são dados que mostram que há presença do vírus replicante e há uma aceitação do limite de adenovírus replicante no produto acabado. Essa especificação é definida 300 vezes maior do que o maior limite regulatório que nós encontramos, que é o guia da FDA [agência reguladora dos EUA], que trata especificamente de terapias gênicas, não trata de vacina.”

Ele salientou que o esperado, especialmente em vacinas contra a covid-19, é a “ausência de vírus replicante”. Então, no dia 23 de março, técnicos da Anvisa e pesquisadores do Instituto Gamaleya se reuniram por videoconferência e levantaram esses pontos.

Mendes mostrou o áudio de um trecho da reunião — que é gravada, assim como todas outras. Uma técnica da Anvisa é clara ao perguntar sobre a presença do adenovírus replicante.

“Quando vocês continuaram com esse desenvolvimento, qual foi a avaliação de risco conduzida para realmente avaliar o risco da presença dessas partículas na vacina, porque será administrada em pessoas saudáveis. Então, qual é a justificativa que vocês têm para seguir com esse desenvolvimento de uma vacina que será usada em pessoas saudáveis? Isso é algo que deveria ser considerado na avaliação de risco, e nós queremos ter detalhes sobre isso.”

Por meio de uma tradutora, os pesquisadores da Rússia respondem:

“Os representantes da Gamaleya, eles disseram que para a produção da vacina usaram uma linha de células caracterizada, o que pode ter seus defeitos, e claro que vocês têm razão que talvez possamos ter ido atrás, fazer um passo atrás, e começar usando uma nova substância, mas dizem que esse processo devia ter ocupado muito tempo. Assim, nós optamos por outra, por a mesma substância que usamos no início”, diz a tradutora.

Posteriormente, a Anvisa afirma que “em vários momentos da reunião, os representantes fizeram comentários em russo com pausas que chegaram a 4 minutos. Esses debates não foram traduzidos pelo profissional contratado pelo laboratório russo”.

Os desenvolvedores russos concordaram que a Anvisa enviaria a eles, por escrito, as inconsistências para que fossem respondidas posteriormente. Em 26 de março, a resposta chegou, mas incompleta, segundo Gustavo Mendes.

“As justificativas apontadas não contemplam as questões que nós colocamos como críticas. São questões que envolvem a presença desse adenovírus replicante e de que forma esse adenovírus pode impactar a nossa saúde.”

A Diretoria Colegiada da Anvisa decidiu no mesmo dia, por unanimidade, pela negativa do pedido de importação da vacina, levando em conta, principalmente, o risco desconhecido oferecido pela presença de adenovírus replicante na Sputnik V.

Barra Torres finalizou afirmando que a negativa “é um retrato temporal” e que “pode ser modificado”.

“Não estamos fechando portas, absolutamente nada. Esses dados apresentados podem ser revistos, corrigidos e reapresentados. Mas a decisão do regulador é um retrato do momento. E no momento, naquela segunda-feira passada, não nos foi possível aprovar, o que nos deu grande tristeza.”

Todavia, ele destacou que “os resultados da avaliação da Anvisa quanto à importação da vacina Sputnik V foram enviados para Organização Mundial da Saúde e para outras autoridades regulatórias estrangeiras”.

Fonte: R7

Coordenadora de vacinação da Raposa denuncia que existem frascos da covid-19 com menos de 10 doses

A coordenadora de vacinação do município da Raposa fez hoje através da TV Mirante, uma denúncia muito séria e que precisa imediatamente de providências por parte das autoridades. Ela revelou que existem frascos de vacinas para o combate a covid-19, que contêm 08 doses e outros 09, o que acaba por criar problemas quanto a questão das prestações de contas de aplicação e o preenchimento de boletins de informações ao Ministério da Saúde.

Ela revelou que levou a informação ao prefeito da cidade para que faça a denúncia para a Secretaria de Estado da Saúde e pela imediatamente a adoção de medidas para o sério problema, uma vez que as faltas constantes nos frascos podem gerar cobranças indevidas e constrangimentos sérios, com desconfianças de desvios de doses dos imunizantes.

Fonte: AFD

 

Flavio Dino define Carlos Brandão como seu candidato e tenta esvaziar Weverton Rocha

Depois de fazer uma verdadeira engenharia política e mais precisamente pensando no seu futuro político, Flavio Dino entendeu que o melhor candidato a sua sucessão, e se decidiu por ele, é o vice-governador Carlos Brandão. Pelo visto, o governador descartou qualquer possibilidade de um acordo com o senador Weverton Rocha. Como tentativa para esvaziar o senador e ao mesmo tempo criar uma possível dissidência dentro do PDT, o nome da deputada estadual Cleide Coutinho é apontado por Flavio Dino para ser a companheira de chapa de Carlos Brandão.

Como tentativa fortalecer o seu projeto político, o governador tentou entendimentos com o deputado federal Josimar de Maranhãozinho para que ele embarcasse nas suas articulações, mas não conseguiu e recebeu dele a informação de que é também pré-candidato ao Governo do Maranhão.

Para alguns observadores políticos a pressa do governador em formar alianças imediatas e indicar uma candidata a vice-governadora de outro partido sem passar pelo colegiado do PDT, não foi muito bem recebida e vista até como tentativa de criar instabilidade no partido com se fosse uma cartada desagregadora, poderá ter consequências desagradáveis, basta lembrarmos da eleição municipal em São Luís.

Flavio Dino está demonstrando pressa para formar uma base forte para a eleição e entende que vai haver dissidências no grupo político que vem lhe dando sustentação nos últimos 07 anos dos seus dois mandatos e que do lado da oposição encontrará dificuldades para a possíveis composições, além de que vai colher muitos frutos amargos do seu exacerbado autoritarismo.

Com as possibilidades de um racha na sua base, existe o receio de que o senador Weverton Rocha faça composição com a oposição e com Josimar de Maranhãozinho, o que complica o jogo. Por enquanto a deliberada pressa de Flavio Dino não é uma estratégia boa e para tanto precisa dar uma trégua para o palanque e ouvir o grande estrategista responsável pela sua eleição a governador, o ex-governador José Reinaldo Tavares.

Por outro lado, sem maiores alardes, o senador Weverton Rocha vem trabalhando na viabilização da sua candidatura e tem crescido bastante as suas articulações pelo interior do Maranhão. A maneira bem discreta com que busca entendimentos e os importantes apoios a vários municípios com emendas parlamentares, onde o governo é ausente é uma das suas armas políticas.

Fonte: AFD