Estado de guerra

  Carlos Nina

Os estados democráticos, por princípio, têm sua organização baseada na separação de poderes.

A ideia teria surgido inicialmente com Aristóteles, em A Política. Depois, John Locke, no Segundo Tratado Sobre o Governo Civil, e Charles-Louis de Sécondat, o Montesquieu, conquistou o crédito da “criação” da proposta de tripartição de poderes, desenvolvendo o tema em O espírito das leis, a partir das ideias de Locke.

Publicada em 1748, a fórmula não conseguiu ser aplicada de modo plenamente satisfatória, apesar das boas intenções do grego, do inglês e do francês.

Suas teorias visavam a organizar a sociedade para servir aos cidadãos. Imagina-se que acreditavam na responsabilidade do ser humano, sua capacidade de usar poderes políticos com honestidade, em benefícios de todos.

Belas intenções.

Não foi por acaso, portanto, que o último tópico do Livro Primeiro de A Política é sobre “Se deve a virtude ser reclamada nos que obedecem ou apenas naqueles que mandam”. Ou seja, há mais de trezentos anos antes de Cristo, para Aristóteles parecia fora de questão a virtude dos que mandam. Dois mil anos depois esse requisito soa como excludente.

Locke, até escreveu que “Sendo todos os homens naturalmente livres, iguais e independentes, nenhum pode ser tirado desse estado e submetido ao poder político de outrem sem seu consentimento, pelo qual pode convir, com outros homens, em agregar-se e unir-se em sociedade, tendo em vista a conservação, a segurança mútua, a tranquilidade da vida, o gozo sereno do que lhes cabe na propriedade, e melhor proteção contra os insultos daqueles que desejariam prejudicá-los e fazer-lhes mal.”

A concepção, portanto, de organização social traz em seu próprio cerne a necessidade de defesa dos que, “livres, iguais e independentes”, querem a paz contra os que lhes querem fazer o mal.

A tripartição dos poderes, aperfeiçoada por Montesquieu, sobrevive incólume há mais de duzentos e cinquenta anos e até funciona em algumas nações. Noutras, onde os poderes são dominados exatamente por aqueles a quem Locke temia, não passam de engodo. São fachadas – já nem tão disfarçadas – onde ambições pessoais falam mais alto. As finalidades a que deveriam servir são meros rótulos de enriquecimento ilícito, exibido acintosamente em contraste com o sofrimento que os dutos da corrupção provocam e que é visível na fome que formiga nos lixões e na miséria que perambula nos semáforos, marquises e qualquer chão onde a indigência possa repousar o corpo.

Quando se lê na constituição de uma nação que o Legislativo, o Executivo e o Judiciário  são poderes independentes e harmônicos entre si, mas vê-se que o Poder do qual o cidadão esperava que lhe fizesse justiça, é o de onde emanam injustiças inomináveis, deve-se levar em conta o que disse o Barão de La Brède em sua obra: “Desde o momento em que os homens se reúnem em sociedade, perdem o sentimento da própria fraqueza; cessa a igualdade que entre os mesmos existia, e inicia-se o estado de guerra.”

*Carlos Nina é advogado e jornalista

 

CNMP recomenda ao Ministério Público gravar depoimentos de atos de instrução

O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) publicou recomendação para que o Ministério Público em todo o país passe a gravar depoimentos presenciais e virtuais relativos a atos de instrução. O órgão também recomendou que o material gravado seja fornecido, mediante termo de recebimento, às partes e aos advogados constituídos.

A Recomendação 92 foi aprovada após análise de uma proposta elaborada pela OAB, sob coordenação do vice-presidente nacional da entidade, Rafael Horn, e levada ao CNMP pelo conselheiro Rodrigo Badaró, um dos representantes da advocacia no colegiado.

“Com a publicação, passa a vigorar a norma em nível nacional. É mais uma vitória da advocacia. Quem ganha com isso é a cidadania. Para ampliar essas conquistas, nosso próximo passo é ir ao Conselho Nacional de Justiça e ao Conselho Nacional do Ministério Público transformar as recomendações em resoluções e, com isso, ampliar as prerrogativas da advocacia e os direitos dos jurisdicionados”, afirmou Horn.

A iniciativa de instalar câmeras de vídeo nas salas de audiência da Justiça do Trabalho nasceu por iniciativa da seccional catarinense da OAB, em 2019. Em 2021, o CNJ decidiu que todos os atos processuais, sejam eles realizados de forma presencial ou virtual, devem ser gravados.

Fonte: CONJUR

STF retoma julgamento da retroatividade da Lei de Improbidade Administrativa

Julgamento, que começou no último dia 03, tem dois votos até então, sendo 1 contra, de Moraes, e 1 a favor, de André Mendonça

Pela terceira vez, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vão retomar, nesta quarta-feira (17), o julgamento sobre mudanças na Lei de Improbidade Administrativa. A discussão central gira em torno da retroatividade, ou seja, se alterações que entraram em vigor no ano passado podem ser aplicadas em questões anteriores.

A apreciação começou no último dia 3, mas foi interrompida por causa de um evento realizado no STF. Retomado no dia seguinte, o julgamento, outra vez não concluído, foi remarcado novamente para o dia 10. Neste novo encontro, os magistrados não discutiram a questão, em função do tempo dedicado à inelegibilidade do ex-senador Ivo Cassol.

O caso está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que votou contra. De acordo com Moraes, que tomou posse como presidente do Tribunal Superior Eleitoral nesta terça-feira (16), a irretroatividade busca preservar atos da Justiça que foram tomados antes da mudança na legislação. O outro voto dado até então é o do ministro André Mendonça, que se posicionou a favor e “empatou” o julgamento.

Se a decisão do relator for seguida pelos demais magistrados da Corte, políticos barrados por processos de improbidade ficarão inelegíveis. A decisão tem repercussão geral, ou seja, vale para todos os tribunais do país e pode beneficiar políticos que aguardam a decisão para se manterem ou não na disputa das eleições deste ano, como o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e o ex-prefeito do Rio de Janeiro Cesar Maia.

Fonte:R7

 

Brasil salta de um para mais de 3.000 casos de varíola do macaco em dez semanas

País já é o quarto do mundo em número de diagnósticos; ainda há cerca de 4.000 pacientes com suspeita da doença

O Brasil superou nesta terça-feira (16) a marca de 3.000 casos confirmados de varíola do macaco, dez semanas após o primeiro paciente ser diagnosticado com a doença.. Com pelo menos 3.069 infectados nesse período, o Brasil já é o quarto país em número de casos, atrás apenas da Alemanha (3.143), da Espanha (5.856) e dos Estados Unidos (11.890). 

Os dados foram compilados pelo R7 de acordo com o boletim desta segunda-feira (15) do Ministério da Saúde – os números de hoje ainda não foram divulgados – e com informações desta terça da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, onde a maioria dos casos está concentrada.

São Paulo tem hoje 2.103 diagnósticos, um acréscimo de 84 novos casos desde ontem. Em seguida, aparecem: Rio de Janeiro (355) e Minas Gerais (133). 

As demais unidades da Federação com casos confirmados são:

  • Distrito Federal: 116
    • Goiás: 116
    • Paraná: 62
    • Rio Grande do Sul: 44
    • Santa Catarina: 36
    • Bahia: 26
    • Pernambuco: 15
    • Ceará: 14
    • Mato Grosso do Sul: 10
    • Rio Grande do Norte: 10
    • Amazonas: 9
    • Espírito Santo: 8
    • Mato Grosso: 4
    • Pará: 2
    • Maranhão: 2
    • Acre: 1
    • Tocantins: 1
    • Paraíba: 1
    • Piauí: 1

Apenas Sergipe, Alagoas, Roraima e Amapá não têm diagnósticos confirmados da doença até o momento.

O boletim do Ministério da Saúde ainda mostra que há quase 4.000 casos suspeitos.

Em todo o mundo, já foram notificados neste ano mais de 32 mil casos de infecção pelo vírus monkeypox, em 89 países, sendo que em sete deles (Nigéria, República Democrática do Congo, República Centro-Africana, Gana, República do Congo, Camarões e Libéria) a doença é endêmica – condição em que há surtos frequentes.

O surto atual começou em maio, com os primeiros casos na Inglaterra e na Espanha. Em 23 de julho, a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou que a varíola do macaco representa uma ESPII (Emergência de Saúde Pública de Interesse Internacional), o nível mais alto de alerta da agência.

Fonte: R7 

 

Com início da propaganda eleitoral, o que os candidatos podem e não podem fazer

Especialistas afirmam que um dos principais focos do TSE deve ser a divulgação de informações falsas, algo impedido pela legislação

Com a finalização dos pedidos de registro de candidatura no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta segunda-feira (15), passa a ser permitida, a partir desta terça (16), a propaganda eleitoral, inclusive na internet. Os candidatos precisam estar atentos ao que podem e ao que não podem fazer durante esse período, que em alguns casos vai até o dia 29 de setembro e em outros, até a véspera do pleito, em 1º de outubro.

Especialistas afirmam que um dos principais focos do TSE deve ser a divulgação de informações falsas (fake news), algo impedido pela legislação. Especialista em direito eleitoral e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), Rafael Carneiro ressalta que a desinformação deve ser observada de perto nas eleições, principalmente com a figura do ministro Alexandre de Moraes como presidente do TSE.

“Ele [Moraes] já adiantou que a Justiça Eleitoral vai ser muito rigorosa no combate à desinformação. Esse é um ponto que vai pegar bastante”, afirma Carneiro. O advogado orienta que os candidatos fiquem longe da desinformação e busquem explorar a finalidade da propaganda eleitoral, “que é apresentar o candidato e as suas propostas, e não atacar adversários”.

“A função da propaganda não é criar mentiras ou inverdades em relação ao adversário, mas, sim, convencer o eleitor de que o candidato é o melhor para aquele cargo”, ressalta. Carneiro lembra que em 2018 o uso de redes sociais foi algo ainda muito “inovador”, sem uma experiência da Justiça Eleitoral com o assunto. Depois das últimas eleições, o Judiciário passou a se preocupar mais com os mecanismos de controle.

Em dezembro do ano passado, o TSE aprovou, por unanimidade, uma resolução da Corte relativa à propaganda eleitoral nas eleições deste ano. O texto usou como base uma resolução de 2019, mas incluiu uma série de aprimoramentos na área da propaganda na internet e por aplicativo de mensagens. O documento passou a prever, por exemplo, a punição a quem veicula informações falsas com o intuito de beneficiar candidatos ou partidos.

Membro e fundadora da Abradep (Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político), a advogada eleitoral Andrea Costa diz que a divulgação de informações falsas é algo que causa problema há muito tempo. Agora, para ela, uma das inovações no pleito deste ano vem da lei que estabelece normas para o combate à violência política contra a mulher, aprovada no ano passado.

Fonte: R7

Aumento salarial do STF subjuga poderes financeiramente

Caso o aumento proposto este ano seja aprovado, o chefe do Judiciário ganhará 37,4% mais que o chefe do Legislativo e 49,8% mais que o chefe do Executivo. O novo aumento de salário decidido pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) mostra que o Judiciário busca se colocar acima dos demais poderes também financeiramente. Em 2018, o STF elevou os salários para os atuais R$39,2 mil, contra R$33,7 mil de deputados e senadores e R$30,9 mil do presidente da República. Caso o aumento proposto este ano seja aprovado, o chefe do Judiciário ganhará 37,4% mais que o chefe do Legislativo e 49,8% mais que o chefe do Executivo

Torres de marfim

Não existe crise no vocabulário do Judiciário, que eleva os salários a cada quatro anos sem se importar com a situação econômica do país.

Que crise?

Especialistas calculam que o aumento de salário dos ministros do STF deve ter impacto de quase R$5 bilhões nos gastos, só no Judiciário.

Vai piorar

Deputados e senadores deram sua contribuição ao não acompanhar a farra em 2018, mas é improvável que deixem mais um aumento passar.

Estamos aqui

O Ministério Público, que pedia reposição de 13% nos salários, logo se assanhou e rapidamente embarcou nos 18% exigidos pelo Judiciário.

Coluna do Claudio Humberto

 

Paulo Skaf registra BO e “Carta pela Democracia” agora é caso de polícia

O ex-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Paulo Skaf, já fez o registro de um boletim de ocorrência para que seja investigada a fraude envolvendo o seu nome na malfadada “Carta pela Democracia”.

No documento constou a assinatura do empresário. Skaf alega tratar-se de uma fraude, pois não assinou e tampouco autorizou a inclusão de seu nome.

O caso foi registrado como falsidade ideológica na Delegacia Eletrônica e encaminhado ao 98º Distrito Policial, Cidade Monções, Zona Sul de São Paulo.

A ‘cartinha’ claramente foi um ato de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva. O documento foi ideia, criação e assinado por elementos da esquerda.

É possível que outras ‘fraudes’ sejam encontradas. A polícia terá que investigar.

Fraudar assinatura não tem nada de ‘democrático’.

Jornal da Cidade Online

Congresso definirá reajuste salarial a deputados e senadores depois das eleições

Parlamentares recebem mensalmente R$ 33.763 e trabalham com a hipótese de aumentar vencimentos na ordem de 9%

Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) aprovar um reajuste de 18% nos salários de ministros e juízes, o Congresso Nacional passou a cogitar um aumento nos vencimentos de deputados e senadores. Contudo, ao contrário do STF, os parlamentares devem deixar a discussão para depois das eleições.

De todo modo, o percentual de recomposição já é discutido pelos congressistas, que avaliam um reajuste entre 8% e 9%. Atualmente, deputados e senadores ganham por mês R$ 33.763. A depender do aumento que for aprovado, o salário dos parlamentares pode ficar entre R$ 36,4 mil e R$ 36,8 mil. Caso a recomposição seja efetivada, os novos vencimentos serão pagos apenas a partir de 2023, visto que o Congresso não pode aumentar salários dentro de uma mesma legislatura.

Deputados e senadores não querem um aumento nos moldes do que foi aprovado para ministros e juízes, para não comprometer ainda mais os cofres públicos. Só o reajuste a ser concedido aos ministros da Corte, por exemplo, terá um custo de R$ 981 mil em 2023. Em relação aos demais servidores do STF, o impacto será de R$ 26,3 milhões no ano que vem, já considerando verbas previdenciárias.

Na sexta-feira (12), o Senado enviou ao Ministério da Economia a previsão orçamentária para o ano que vem, sem a previsão de conceder reajustes. Contudo, afirmou que o tema será debatido na Lei Orçamentária Anual.

“Com relação à proposta de Orçamento encaminhada à Secretaria de Orçamento Federal (SOF), nesta sexta-feira (12), o Senado Federal informa que não foi especificado percentual de reposição salarial e de proventos para servidores ou membros. O Senado discutirá esse tema por ocasião do debate da Lei Orçamentária Anual no Congresso Nacional”, informou a Presidência do Senado.

A opção de discutir o assunto apenas depois das eleições é para evitar polêmicas que possam interferir no resultado das urnas, visto que o eleitorado não vai concordar com a iniciativa, segundo fontes ouvidas pela reportagem. O aumento aprovado pelo STF foi bastante criticado pela opinião pública, pois o país ainda enfrenta dificuldades econômicas e tem uma inflação de dois dígitos.

No momento, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) registra alta de 10,07% no acumulado dos últimos 12 meses, resultado ainda acima do dobro do teto da meta estabelecida pelo governo para o período, de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto (de 2% a 5%).

Fonte: R7

 

Governador do Distrito 4490 do Rotary visitou clubes de São Luís

Casal Miriam Mendes e Jussselino Sousa, Carlos Nina, Carlos Augusto Oliveira, Fernando Nunes e José Augusto Oliveira

O Governador do Distrito 4490 do Rotary, empresário Jusselino Almeida de Sousa, teve intensa semana de reunião com os cinco clubes do Rotary em São Luís. O Distrito 4490 abrange todos os clubes de Rotary dos estados do Maranhão, Ceará e Piauí.

Em São Luís o Governador Jusselino reuniu-se com os Rotary clubes São Luís, São Luís Anil, São Luís João Paulo, São Luís São Francisco e São Luís Praia Grande, encerrando as visitas e reuniões com um encontro festivo na noite de sexta-feira, 12 de agosto (2022).

O Governador veio cumprir agenda de trabalho, que incluiu visita a todos os clubes do Distrito, meta que pretende cumprir até outubro.

Na visita ao Rotary Club São Luís Praia Grande, na reunião do dia 11 de agosto (2022), o Governador foi saudado pelo ex-presidente e atual secretário do Clube, rotariano José Augusto Oliveira, que destacou o empenho e a atuação do empresário e rotariano que ingressou no clube começando pelo Interact, há 50 anos.

Antes da reunião com cada clube, o Governador Jusselino Sousa reuniu-se com seus Conselhos Diretores, para falar das metas de sua gestão para o Ano Rotário 2022/2023.

Na reunião com o presidente do RC Sâo Luís Praia Grande, o presidente do clube, advogado Carlos Nina, informou o Governador Jusselino sobre o Concurso Anual de Texto, que, lançado neste ano, terá como tema o Rotary, em homenagem ao centenário do Rotary, no Brasil, que ocorrerá em 2023, e sobre a criação da Câmara de Mediação e Arbitragem, criada, também, pelo Clube, em parceria com a Associação dos Rotarianos de São Luís.

Presentes à reunião do RC SLZ Praia Grande estavam o Governador indicado para o ano rotário 2024/2025, rotariano Carlos Augusto Oliveira, do RC SLZ Praia Grande, o atual Secretário Geral do Distrito 4490, rotariano Fernando Malheiros Nunes, do RC de Caxias.

Nina informou ao Governador Jusselino que a Comissão Julgadora do Concurso do Rotary será presidida pelo professor Alberto Tavares Vieira da Silva, membro das Academias Maranhense de Letras e Maranhense de Letras Jurídicas, e integrada também pela presidente do primeiro clube de Rotary do Brasil, Odete Henriques, presidente do Rotary Clube Rio de Janeiro, que estará completando 100 anos em 2023.

O Concurso literário do Rotary é aberto a todos os interessados e o regulamento está disponível no site do Instituto Maranhense de Direito Comparado, na seção de Parcerias.

Fonte: Rotary Praia Grande

 

 

 

 

 

 

 

 

STF decidirá validade de piso salarial de profissionais de enfermagem

Entidades do setor disseram que a lei que criou o piso gera risco de descontinuação de tratamentos essenciais. A CNSaúde – Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços questionou no STF dispositivos da lei 14.434/22 que fixam piso salarial para enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem e parteiras. A matéria está sob relatoria do ministro Luís Roberto Barroso.

O piso estabelecido na lei para os enfermeiros é de R$ 4.750. Técnicos de enfermagem têm como piso 70% desse valor, e auxiliares de enfermagem e parteiras 50%.

Análise de impacto

Segundo a confederação, o PL 2.564/20, que deu origem à lei, foi aprovado de forma rápida e sem amadurecimento legislativo na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, onde não passou por nenhuma comissão, mesmo diante da relevância da medida e de seus impactos significativos.

Outro argumento é o de quebra da autonomia orçamentária dos estados e dos municípios, com risco de descontinuação de tratamentos essenciais em razão da limitação dos recursos financeiros e do aumento dos serviços privados de saúde.

De acordo com a CNSaúde, deveriam ter sido realizados estudos sobre a viabilidade da adoção de novo piso, levando em consideração os impactos econômicos diretos e indiretos. Porém, essas questões não foram avaliadas durante a tramitação do PL.

Ainda de acordo com a confederação, qualquer lei envolvendo aumento de remuneração de servidores públicos federais é de iniciativa privativa do chefe do Poder Executivo.

De forma subsidiária, pediu que o STF exclua interpretação que obrigue a aplicação do piso pelas pessoas jurídicas de direito privado.

Fonte: Migalhas