Dia Mundial do Meio Ambiente: Retrato do canal da Areinha abandonado pela prefeitura de São Luís

Há poucos dias recebi um pedido de uma senhora residente em frente ao canal da Areinha, nas imediações do bairro de Fátima para ver de perto o total abandono da prefeitura de São Luís. Tenho várias imagens do local, que oportunamente irei divulgando. A realidade é que o canal é um dos grandes focos de dengue, que constantemente ataca muita gente e as grande vítimas são idosos e crianças que moram nas imediações.

Inúmeras pessoas me revelaram que continuam morando no local por não terem condições de se mudar para outro lugar. Além de dengue, diarreia, doenças respiratórias, o canal da Areinha é risco de vida para muitas crianças, que pelas árvores que existem nas margens, escondem perigos com buracos em que até um adulto pode cair na vala de água estagnada. O problema é da maior seriedade e está dentro do centro histórico da cidade, além de constituir em passagens diárias de políticos e administradores, tanto pela avenida dos Africanos, como pelo lado de acesso ao bairro de Fátima.

Se algum vereador quiser efetivamente defender os interesses coletivos e mais precisamente zelar pela saúde pública de pessoas pobres e humildes, tem ali, assuntos para inúmeras denúncias no plenário da Câmara Municipal. A verdade é que são cada mais acentuados os discursos sobre preservação do meio ambiente, mas na prática nada acontece e a esculhambação é cada vez maior. A verdade é que a prefeitura de São Luís não pode mais se omitir a problemas sérios e que merecem ações urgentes, como direito e respeito a dignidade coletiva. A cidade de São Luís precisa ser tratada com respeito e os moradores das imediações da vala da Areinha correm riscos de vida com a proliferação da dengue e precisam ser tradados como cidadãos portadores direitos.

Fonte: AFD

Alexandre Garcia, a intolerância como virtude cívica

Eu deveria estar presente à cerimônia em que, no dia 30 de maio, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul conferiu ao jornalista Alexandre Garcia a Medalha do Mérito Farroupilha. A admiração que conta décadas ganhou, no tempo, o retorno e os prazeres de uma amizade que se renova com alegria em eventuais reencontros.

No entanto, a súbita decisão por uma necessária viagem de férias me levou à Sicília no período de sua vinda a Porto Alegre para o merecido reconhecimento ao destacado conterrâneo.

De volta ao Brasil, leio hoje (03/06), como de hábito, o artigo com que ele, na Gazeta do Povo, registra o evento e reproduz aspectos do pronunciamento que fez. Enquanto lia a íntegra, da qual destaco abaixo alguns parágrafos, reiterou-se em mim aquela convicção sobre o quanto é prudente e civicamente útil prestar-lhe atenção.

Em certo momento, Alexandre menciona o cancelamento da vinda de Toffoli a Gramado, por desconvite, e de Fux a Bento Gonçalves por “questões de segurança” para afirmar que saudara os episódios como expressões de “intolerância do bem porque a cidadania tem tolerado muito – e o exercício da passividade não é o exercício da cidadania”.

E vai adiante:

A tolerância tem encorajado avanços cada vez maiores nas nossas liberdades. Quando senadores, num julgamento presidido pelo então chefe do Supremo, ministro Lewandowski, rasgaram o parágrafo da Constituição que estabelecia oito anos de impedimento em cargo público para a presidente condenada e todos ficamos calados, nossa omissão autorizava atos futuros semelhantes. E vieram.”

Sob o pretexto da pandemia, o Supremo deu poderes a prefeitos e governadores de ficarem acima de cláusulas pétreas da Constituição, que tratam de direitos e garantias fundamentais, e que só poderiam ser mudadas por uma nova Constituinte. No entanto, suprimiu-se o direito de ir e vir, de reunião e de culto.”

Antes já se havia suprimido a exigência do Ministério Público, num inquérito criado pelo Supremo, em que a suposta vítima é a investigadora, é quem denuncia e julga e também executa a pena. O passo seguinte a esse “inquérito de fim do mundo” como o chama o ministro Marco Aurélio, foi suprimir o artigo 220 da Constituição, que trata da liberdade de expressão em qualquer plataforma e veda qualquer tipo de censura.”

Nosso silêncio, nossa omissão, foi autorizando a lenta substituição da Constituição por juízes constituintes. Estamos como o sapo que se sente confortavelmente aquecido na panela sobre o fogo. Por isso que o despertar da cidadania em Bento Gonçalves e agora em Gramado, pode ser visto como esperança de fim dessa tolerância servil. Uma intolerância democrática, legalista, se levanta, nos sacode a cidadania. Temos, na nossa história muitos exemplos, da busca da liberdade, ainda que tardia. As vozes legalistas podem ter a força do basta aos que estão indo além de seus deveres. A voz da intolerância cidadã é a força da democracia.”

Seguem-se aplausos! A causa da crise institucional, que alguns ministros com nariz arrogantemente empinado apontam para outro lado, está no desprezo a quem protesta com a Constituição na mão. Está, também, na permanente disposição de defender de modo ardoroso todas as diversidades, exceto a de opinião. Está, por fim, em estatizar verdades e criar supostas devoções e dogmas civis.

Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A Tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

 

Lei foi retroagida para cassar deputado e ministro restabeleceu o direito

Ao devolver o mandato do deputado estadual paranaense Fernando Francischini, o ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), em nada extrapolou sua competência. Muito pelo contrário. A decisão monocrática foi semelhante a muitas outras, dos demais ministros, anulando ou reformulando decisões de tribunais superiores. A diferença é que desta vez beneficiou um político bolsonarista e isso parece imperdoável. Além de tudo, ele fundamentou bem sua decisão.

Não era ‘crime’

Quando o então deputado federal Francischini falou mal da urna, no dia da eleição de 2018, não havia lei ou regra que o impedisse.

Direitos ignorados

Além de não ofender a legislação, Francischini era protegido pela imunidade parlamentar e pelo direito constitucional à livre expressão.

Retroagiu para prejudicar

Marques apontou que Francischini foi cassado por razão “longe de ser pacífica na época, já que até hoje o tema é agitado no mundo inteiro”.

Votos no lixo

Francischini foi o deputado estadual mais votado da História do Paraná, mas o TSE decidiu jogar no lixo seus 427.749 votos… bolsonaristas.

Diário do Poder

 

PT apaga tuíte em que relaciona Alexandre Moraes ao PCC, mas o print é eterno

O PT usou a hashtag #ministrogolpista para dizer que “Alexandre de Moraes advogou para o PCC e maquiou dados de letalidade policial”.

Nesta sexta-feira (3), após a punição do PCO, o PT correu e apagou o seu tuíte, que havia sido postado em 2016.

O post continha um link que direcionava para um texto, também apagado no site do partido, em que o PT afirmava, entre outras coisas, que Moraes tinha atuado como advogado em 123 processos em favor da Transcooper, empresa que teria sido “citada em uma investigação que apura formação de quadrilha e lavagem de dinheiro do PCC”. O print no entanto é eterno:

Fonte: Jornal da Cidade Online

 

Exemplo: Partido Novo devolve R$ 87,7 milhões do Fundo Eleitoral

É caso único de renúncia aos recursos, que vão para os demais partidos. Um grande exemplo a seguido pelos demais partidos

O Partido Novo cumpriu a promessa e devolveu o montante de R$ 87,7 milhões do Fundo Eleitoral, a legenda foi a única que rejeitou o dinheiro público reservado para financiar a campanha das Eleições 2022.

A formalização da renúncia ocorreu nesta quinta-feira (02), por meio da entrega de um ofício à secretaria geral da presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Desta forma o dinheiro público retorna aos cofres da União.

Durante coletiva de imprensa, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro afirmou que se for somadas as quantias de 2018, 2020 e 2022, o partido já devolveu cerca de R$ 125 milhões. ” Dinheiro do pagador de impostos, que agora volta para o Tesouro Nacional para ser aplicado em políticas públicas”.

O feito da sigla foi anunciado nas redes sociais. O prazo estipulado para que os partidos políticos comunicassem ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a renúncia aos recursos terminou ontem.

Agora o TSE tem até o dia 16 de junho para divulgar quanto cada partido vai receber do Fundo Eleitoral, que nesse ano gerou polêmicas com a provação pelo Congresso Nacional do montante de R$ 4,9 milhões.

Diário do Poder

 

Senador Lasier Martins detona Rodrigo Pacheco e revela duras verdades

Em entrevista exclusiva à TV JCO, o senador Lasier Martins (Podemos-RS) não poupou críticas ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Também não é para menos! Martins pediu que fosse pautado o impeachment do ministro Alexandre de Moraes e não foi atendido. Ele também conseguiu as 30 assinaturas necessárias para convidar o ministro Barroso a dar explicações sobre as declarações envolvendo as Forças Armadas e teve o pedido ignorado:

“Não havendo esse espírito democrático, que, aliás, Pacheco havia prometido em sua posse, fica muito difícil levar para discussão os pedidos de convites, impeachment, nada disso tem andamento, tudo vai para gaveta. Tudo isso causa uma indignação do eleitorado brasileiro que vê que a vontade daqueles que nos mandam para cá – somos apenas representantes do povo e dos estados – não é atendida”, desabafou.

O senador destacou que sempre se insurgiu contra o superpoder do STF, que foi aumentando com o aparelhamento do PT:

“Hoje, dos 11 ministros, 7 são notoriamente petistas, têm posição ideológica e votam a favor de quem os botou lá. O marco histórico foi a descondenação do Lula, liderada pelo ministro Fachin, que era sabidamente advogado dos Sem Terra. A posição do Supremo estimula impunidade”, ressaltou.

Moraes no TSE

O ex-presidente Michel Temer afirmou que o ministro Alexandre de Moraes trará tranquilidade às eleições, estando à frente do TSE. Questionado sobre isso, Lasier Martins foi enfático:

“Tranquilidade? Só se for para o Temer, espero para ver”, ironizou. 

Lula e a ameaça contra o Brasil

Martins revelou ainda sua preocupação com a possibilidade de reeleição do ex-presidiário Lula:

“Estamos ameaçados de ter de volta na presidência da República alguém que desviou recursos, enriqueceu, enriqueceu a família, seus asseclas, e que, se voltar, vai fazer a mesma coisa, quem sabe levando o Brasil para um caminho parecido com o da Venezuela”, alertou.

Jornal da Cidade Online

 

Ferry Boat: Promotora defende a população e o PGJ o governo, em audiência pública na Assembleia

A audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Maranhão para uma discussão já bastante debatida no parlamento, com vistorias em terminais e outras audiências na Baixada Maranhense, de que pouco ou nada adiantou, a não ser o oportunismo político para os interessados em obter dividendos eleitorais

O que foi diferente e bem observado ficou por conta do presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos Celso Henrique Borgneth. Ele se mostrou incapaz para um cargo de tamanha responsabilidade, e que segundo comentários gerais, a sua intenção e criar mecanismos para manter a empresa Internacional Marítima no controle dos serviços, mesmo sucateada e sem a mínima capacidade técnica para um serviço da maior responsabilidade. Ele inclusive foi o responsável pelo sério desgaste do governador Carlos Brandão, que anunciou a contratação de um ferry boat novo e a MOB apresentou um velho com mais de 50 anos e totalmente maquiado.

Outro fato que chamou a atenção dos presentes à audiência pública, foi o posicionamento firme da promotora de justiça Lítia Cavalcanti, dos direitos dos consumidores, que de maneira determinada defendeu os direitos da população que vem sendo bastante penalizada com o desrespeito, falta de compromisso, de seriedade e transparência e a esculhambação implantada na prestação dos serviços.

A contratação do ferry boat José Humberto, procedente do Pará foi questionada por 07 promotores da Baixada Maranhense. O que se torna necessário é uma investigação na MOB, uma vez que com a contestação do Ministério Público, a mesma embarcação foi contratada através de outra empresa, o que vai complicar ainda o sério problema. Sem dúvidas, o presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos está altamente comprometido e com ele vai o governo.

Totalmente contrário ao posicionamento da promotora de justiça, o Procurador Geral de Justiça, Eduardo Nicolau se posicionou favorável ao Governo do Maranhão, que há 08 anos não conseguiu fazer qualquer melhoria. Bem a propósito, o procurador Eduardo Nicolau esteve presente à assinatura do contrato entre as empresas Internacional Marítima e a Celte Navegação com o governo Flavio Dino como vencedoras de uma licitação, que veio se constituir em vergonhoso protecionismo e anulado muito bem, pelo governador Carlos Brandão.

Fonte: AFD

Caça a fake news faz lembrar ‘Ministério da Verdade’

A mais recente ameaça do ministro Alexandre de Moraes, de “cassar” a candidatura de políticos que se utilizem de supostas “fake news”, claramente endereçada ao presidente da República, já levou políticos no Congresso a estabelecerem relação do comportamento do vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral com o assustador “Ministério da Verdade”, descrito por George Orwell em seu premonitório livro “1984”.

O dono da verdade

A principal crítica às ameaças de Moraes decorre da dúvida sobre quem ou o que definirá o que é “fake” ou falso em uma campanha eleitoral.

Mentira de político

Lula mentiu a uma rádio dizendo que Alckmin foi contra o impeachment de Dilma. A fake news “cassaria” ou a ameaça não vale para o petista?

Falso brilhante

O clássico de Orwell relata um mundo totalitário que controla o cidadão e cujo “Ministério da Verdade” está longe da função de divulgar a verdade.

Coluna do Claudio Humberto

 

4ª onda de covid: o que explica alta de casos no Brasil

Covid: Com a vacinação avançada, casos não têm mesma gravidade de ondas anteriores. O Brasil enfrenta agora o que especialistas consideram a quarta onda de covid.

Em pouco mais de um mês, o país registrou uma alta de 78,3% nos registros de novos casos. Em 26 de abril, os dados mostravam uma média móvel de 14.600 novos diagnósticos nos últimos sete dias. Já em 31 de maio, o número saltou para 26.032.

“Estamos observando esse processo desde metade de abril, mas com um ritmo maior agora. É o início de uma quarta onda, mas felizmente ainda não se compara ao que o Brasil já passou”, diz Fernando Spilki, virologista e coordenador da Rede Corona-Ômica do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações), que monitora e sequência o genoma do vírus circulante no país.

A presença de variantes com alta transmissibilidade, o relaxamento de medidas preventivas e a redução da imunidade contra a covid-19 meses após a vacinação são fatores que explicam o aumento de casos. Ao mesmo tempo, com a vacinação avançada, casos não têm mesma gravidade de ondas anteriores.

O boletim epidemiológico mais recente da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), divulgado na quinta-feira (26/5), aponta que quase metade dos registros de SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) foi decorrente da covid-19 no período entre 15 e 21 de maio.

De acordo com dados do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), mais de 40 mil brasileiros foram diagnosticados com covid-19 nas últimas 24 horas. O número, no entanto, pode ser bem maior, segundo especialistas.

“Estamos enfrentando a quarta onda com um processo inédito. Nunca tivemos uma qualidade tão ruim de dados em termos de número de casos registrados. Testa-se e registra-se muito pouco. Além disso, com a possibilidade de autoteste, para evitar burocracias, vários acabam não registrando. Nunca navegamos tão às escuras”, aponta Spilki.

Fonte: Yahoo Notícias

 

MOB engana governador Carlos Brandão com aluguel de ferry boat velho com mais de 50 anos

O governador Carlos Brandão foi enganado pela MOB com a contratação de um ferry boat, que de acordo com declaração da promotora de justiça Lítia Cavalcanti tem mais de 50 anos, dos quais mais de 20 operando no Estado do Pará. Uma audiência pública realizada hoje na Assembleia Legislativa do Estado para uma avaliação da real situação do serviço de transporte aquaviário entre a Ponta da Espera e o Cujupe, acabou sendo revelada realidade sobre um ferry boat, que teria vindo do porto de Belém do Pará para ajudar na demanda precária do serviço.

Carlos Brandão, se encontra em São Paulo convalescendo de uma cirurgia, mas foi aconselhado pela sua assessoria a fazer uma declaração de que um novo ferry boat contratado pela Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos já está em São Luís para ajudar no transporte de pessoas e veículos entre a Ponta   da Espera e o Cujupe, sem os devidos e necessários esclarecimentos sobre a contratação.

Infelizmente o governador foi vergonhosamente induzido ao erro, fazendo algumas declarações sobre a embarcação que já teve vários nomes e agora se chama José Humberto. O mais grave é a omissão sobre a contratação do ferry, quando o governo fala em licitação nacional. A verdade é que existe um grande mistério, que deve ser esclarecido com a fiscalização do Ministério Público.

Também se comenta que a embarcação é própria para navegação em rios de água doce, mas caberá a Capitania dos Portos definir se o ferry José Humberto tem condições reais de operar em São Luís.

O grande prejudicado em todo o contexto é o governador Carlos Brandão induzido pela sua assessoria e a MOB para fazer declarações que podem lhe causar sérios prejuízos políticos eleitorais. Tentar consertar as declarações pode ser pior, como diz o adágio popular, de quando mais se mexe, o odor fica mais insuportável.

Fonte: AFD