Visita de amigos ao jornalista Eloy Cutrim com a saúde em plena recuperação

Jornalistas amigos de algumas décadas, e que tiveram oportunidade de trabalharem juntos, visitaram hoje o colega Eloy Cutrim, que vem se restabelecendo de alguns problemas de saúde. Eu, Djalma Rodrigues e Cinaldo Oliveira, estivemos na residência de Eloy Cutrim, no bairro de Fátima, onde vem sendo cuidado por uma cunhada com zelo e dedicação e que está em plena recuperação depois de um acidente vascular cerebral e diabetes bem avançada.

Eloy Cutrim chegou a ficar sem andar e com algumas sequelas, mas com fisioterapia e muita dedicação da cunhada e alguns parentes, voltou a andar e o seu aspecto físico é bem saudável para os seus 85 anos. Ficou bastante emocionado com a presença de todos, registrando que se sentia feliz, em ver que não havia sido esquecido, lembrando que nós   fomos companheiros de trabalho na Rádio e TV Difusora e em O Jornal, salientando que a visita, além de ter sido muito importante, ocorre na passagem do ano, constituindo-se em mais vida e esperança para todos no ano novo.

Eu, Djalma Rodrigues e Cinaldo Oliveira, assumimos o compromisso com ele de novas visitas e de motivar outros amigos, principalmente que lembramos muitas histórias do dia a dia daquela época, nas reportagens, nas redações e nas boemias, noites adentro e de bar em bar. Foram tempos importantes e que nos proporcionou à construção de muitas amizades para o resto da vida. A vista a Eloy Cutrim, valeu muito e tocou a essência do coração de todos.

Fonte: AFD

 

 

Futura ministra da saúde é acusada de superfaturamento de quase R$ 13 milhões na Fiocruz

Segundo análise da Controladoria-Geral da União (CGU), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) superfaturou R$ 12,9 milhões em contratos durante a pandemia da Covid-19. Nessa época, a mulher escolhida para ser ministra da Saúde do Governo Lula (PT), Nísia Trindade, presidia a entidade. O órgão de investigação apontou que os salários dos técnicos de enfermagem, assim como as compras de ventiladores pulmonares e aventais estavam com valores acima daqueles praticados no mercado. Em sua defesa, a instituição alegou que, em virtude da própria pandemia, era impossível obter corretamente os preços de referência.

“Constatou-se que os salários de enfermeiros plantonistas, técnicos de enfermagem e médicos plantonistas foram superiores aos salários pagos para estas categorias profissionais nas contratações realizadas pela Administração Pública, no mesmo período, para a mesma finalidade de enfrentamento da Covid-19”, diz trecho do relatório da CGU.

A CGU também destacou que o Centro Hospitalar, criado pela própria Fiocruz durante a pandemia da Covid-19, foi construído sem que a entidade analisasse a oferta e procura. Hoje, o local se tornou um grande elefante branco, que gera um investimento imenso para a manutenção da infraestrutura e dos salários de funcionários e, a longo prazo, ficará inviável a sustentabilidade.

“A característica de estrutura permanente do centro hospitalar, sem as devidas estimativas de demanda e de impacto orçamentário-financeiro, representa risco para a sustentabilidade do complexo a longo prazo e risco de manutenção indevida da contratação de mão de obra assistencial, via Fiotec, de forma contínua e por prazo indeterminado”, finalizou a Controladoria-Geral da União.

Todas as demandas mencionadas fazem parte do contrato 54/2020 do órgão, cujo valor total é de R$ 187,4 milhões, e foram realizadas sem licitação pela Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico em Saúde (Fiotec).

Esta não é a primeira vez que a Fiocruz está no centro de uma polêmica envolvendo superfaturamento de produtos. Em 2018, reportagem da Folha de S.Paulo afirmou que a fundação comprou por 12 anos (de 2005 a 2016) seguidos um remédio vindo de Cuba. A alfaepoetina, substância indicada para o tratamento de pessoas com problema renal crônico, foi adquirida pelo Ministério da Saúde e o Instituto Bio Manguinhos/Fiocruz, vinculado à pasta, e foi parar no Tribunal de Contas da União (TCU); depois que ficou constatado que o Termo de Cooperação entre Brasil e Cuba não passava do papel.

“Após 14 anos da formalização do Termo de Cooperação, Bio Manguinhos apenas realiza o envasamento dos produtos importados de Cuba, sem nenhuma demonstração de transferência de tecnologia. Resta claro o superfaturamento de preços por parte de Bio Manguinhos/Fiocruz ao longo dos anos”, garantiu o relatório do TCU, em março de 2018.

Quando Michel Temer (MDB) assumiu a presidência do Brasil, em 2016, após Dilma Rousseff (PT) ser impeachmada, decidiu comprar o fármaco em território nacional. A esfera federal adquiriu o medicamento por R$ 11,50. Importados de Cuba, o valor unitário saía por R$ 23,86.

Jornal da Cidade Online

 

Morreu aos 95anos o Para emérito Bento XVI

Papa emérito Bento XVI morreu neste sábado (31), aos 95 anos, anunciou o Vaticano. “É com pesar que informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano. Mais informações serão fornecidas o mais breve possível”, escreveu o perfil de notícias do Vaticano no Twitter.

A saúde de Joseph Ratzinger vinha se debilitando nos últimos anos. O Vaticano havia dito em um comunicado que ele sofreu uma “piora” repentina de sua saúde e que sua condição estava “sob controle”, com atenção médica constante. Desde a renúncia, em 10 de fevereiro de 2013, o teólogo alemão vivia em um pequeno mosteiro no Vaticano.

Embora o gesto mais marcante de seu pontificado tenha sido a própria renúncia, os quase oito anos no comando da Igreja Católica também foram marcados por textos teológicos de fôlego, uma linha conservadora nas questões morais, e escândalos de disputas políticas e vazamentos de documentos do Vaticano – os chamados Vatileaks.

“Houve tempos difíceis, mas sempre Deus me guiou e me ajudou a sair, de modo que eu pudesse continuar o meu caminho”, disse Ratzinger no seu aniversário de 90 anos, já aposentado.

Renúncia ao papado

Bento XVI surpreendeu o mundo quando anunciou sua renúncia, em latim, durante uma reunião rotineira com os cardeais presentes em Roma. Muitos papas da era moderna chegaram a cogitar a renúncia por motivos de saúde, entre eles Paulo VI e João Paulo II, mas nenhum deles havia concretizado essa decisão.

Na ocasião, aos 85 anos, Bento XVI disse que o motivo para deixar o cargo era a falta de forças na mente e no corpo.

“No mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor, seja do corpo, seja do ânimo, vigor que, nos últimos meses, em mim diminuiu, de modo tal a ter que reconhecer minha incapacidade de administrar bem o ministério a mim confiado.” – Papa Bento XVI

A diferença de Bento XVI em relação a outros papas que renunciaram no passado é que ele deixou o cargo de forma consciente e voluntária, alegando não ter mais forças para governar. Renunciou quase 600 anos depois de Gregório XII, que renunciou em 1415, em meio a uma divisão política na Igreja. A ideia de Gregório XII era permitir a eleição de um novo pontífice que a unificasse. Ainda mais notável, porém, foi o caso do Papa Celestino V, considerado santo pela Igreja. Em 1294, ele renunciou após apenas cinco meses no trono de Pedro, virou eremita e, no fim da vida, foi mantido prisioneiro de seu sucessor, o Papa Bonifácio VIII.

Diferentemente deles, e por escolha própria, Bento XVI tornou-se o primeiro Papa Emérito da história. Continuou se vestindo de branco e não renunciou à confortável vida no Vaticano, protegida de holofotes e multidões. Mas adotou um estilo simples e, com exceção de algumas aparições públicas e comentários teológicos publicados por escrito, manteve-se isolado. Ao renunciar, ele prometeu obediência ao seu sucessor, que viria a ser o Papa Francisco, eleito em 13 de março de 2013.

“Com um ato de extraordinária audácia, ele renovou o ofício papal, e com um último esforço o potencializou”, disse Dom Georg Gänswein, secretário particular de Bento XVI e Prefeito da Casa Pontifícia, em maio de 2016, num evento em Roma. “Não é surpreendente que, para alguns, ele seja visto como revolucionário. Outros veem nisso um papado secularizado, mais humano e menos sacro. Outros, ainda, são da opinião de que Bento XVI tenha quase desmistificado o papado.”

Fonte: G1

 

General Hamilton Mourão assume a presidência e convoca “Rede Nacional” às 20 horas deste sábado

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, assumiu a presidência do Brasil nesta sexta-feira (30) – assim que o avião de Jair Bolsonaro deixou o espaço aéreo brasileiro. O primeiro ato de Mourão, no exercício da presidência da República, foi convocar ‘Rede Nacional Obrigatória de Emissoras de Rádio e Televisão’ para um pronunciamento, que será realizado neste sábado, 31 de dezembro, às 20 horas.

Nesse momento de tensão que passa o nosso país, o pronunciamento do general é aguardado com extrema ansiedade. Qual a mensagem que ele dará ao povo brasileiro, na véspera do Lula subir a rampa?

Vamos aguardar.

Jornal da Cidade Online

 

PT tentou impedir viagem de Bolsonaro através do STF

A vida do presidente Jair Bolsonaro (PL) nunca foi fácil. Como deputado, foi muitas vezes repreendido, censurado e humilhado por colegas. Como presidente da República a perseguição foi pior, mais frequente e implacável. Agora, como provável líder da oposição no Brasil, ele já começa a sentir o peso dos inimigos em seu encalço.

Nesta sexta-feira (30), horas antes do embarque para uma viagem aos Estados Unidos com a mulher, a primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal do PT, Rui Falcão (SP), ingressou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para impedi-lo de viajar ao exterior.

O motivo? Possível uso indevido da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

“Ilegalidades administrativas, especialmente no que diz respeito à violação dos princípios da impessoalidade e moralidade, além de eventual abuso de poder e desvio de finalidade na utilização indevida da aeronave pública”, alegou o petista.

O deputado, no entanto, “esquece” que, em novembro passado, o Lula (PT), que foi ao Egito em jatinho emprestado do empresário José Seripieri Filho, dono da Qualicorp, reclamou na imprensa que Bolsonaro deveria ter-lhe “oferecido” o avião da FAB para levá-lo ao evento que ele nem sequer havia sido convidado.

Houve silêncio sepulcral na mídia e na esquerda com relação a esta afirmação; já que o motivo era muito particular.

“Se o Estado brasileiro fosse democrático e a gente tivesse um presidente responsável, quem sabe ele tivesse oferecido um avião da FAB para me levar”, declarou Lula.

O PT continua com amnésia com relação aos próprios erros. Para a sigla esquerdista, sempre há dois pesos e duas medidas.

Jornal da Cidade Online

 

PT quer faturar com posse e vende kit com copo de plástico e toalha por R$ 100

Para faturar com a posse do presidente eleito Lula, o Partido dos Trabalhadores está vendendo um “kit lembrança”, montado por funcionários do partido em Brasília. O kit, com camiseta, toalhas grande e pequena, copo, bandana e estrela, sai por R$ 100.

O partido informou que vai montar lojas na Esplanada do Ministério no dia da posse, 1º de janeiro, para vender os itens. O PT ainda alega que o dinheiro arrecadado servirá para ajudar na organização.

Diário do Poder

Lula e PT fazem ‘conta de somar’ no Congresso

Lula e PT fazem ‘conta de somar’ no Congresso

O presidente eleito Lula não terá vida fácil no Congresso, ano que vem. Se o futuro governo conquistar todos os votos de partidos presentes na Esplanada dos Ministérios, o petista terá pouco mais da metade dos votos no Senado (45) e na Câmara (265). Vai precisar muito dos partidos do centrão, que já foi quase todo “contemplado” com ministérios apenas para PSD, MDB e União Brasil. Ainda sem cargos no futuro governo, PL e PP continuarão a ser determinantes nas votações a partir de 2023.

Difícil de ignorar

Os dois maiores partidos que estarão fora da Esplanada a partir de 2023 são PL e PP. Republicanos, que apoia Bolsonaro, também está fora.

Sem conversa?

O PL de Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, será o maior partido em 2023. Hospeda boa parte da oposição: 99 deputados e 14 senadores.

No aguardo

O PP do presidente da Câmara, Arthur Lira, e do ministro da Casa Civil de Bolsonaro, Ciro Nogueira, será a 4ª bancada da Câmara: 47 votos.

Coluna do Claudio Humberto

 

Lula só conheceu futuro ministro de Comunicações pouco antes do anúncio

Lula só teve o primeiro contato com seu futuro ministro das Comunicações pouco tempo antes de anunciá-lo, nesta quinta-feira (29/12)

O presidente eleito Lula teve o primeiro contato com seu futuro ministro das Comunicações, o deputado federal Juscelino Filho (União-MA), apenas minutos antes de anunciar a escolha, nesta quinta-feira (29/12). Segundo petistas, Lula teve uma conversa reservada de cerca de 20 minutos com Juscelino já no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde anunciou a escolha do deputado e de outros 15 ministros.

Juscelino foi escolhido para ser ministro por indicação do União Brasil, seu partido. A negociação foi toda conduzida por lideranças e dirigentes do partido nos últimos dias, sem a participação do indicado.

Como noticiou a coluna, o martelo só foi batido por Lula na manhã de quinta, durante uma reunião do presidente eleito com o presidente do União Brasil, Luciano Bivar, no hotel onde o petista está hospedado. Até a noite da quarta-feira (28/12), a expectativa era de que Juscelino fosse indicado para o Ministério do Turismo. De última hora, porém, o cargo acabou indo para a deputada Daniela do Waguinho (União-RJ).

Na Câmara, Juscelino sempre atuou como oposição aos governos petistas. Oriundo do DEM, ele votou a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

Coluna do Igor Gadelha – Metrópoles

 

Quatro dos 16 novos ministros de Lula já foram investigados ou processados

Entre os 37 ministros anunciados, 12 são investigados ou foram envolvidos em escândalos de corrupção, caixa 2 ou improbidade

Dos 16 nomes anunciados nesta quinta-feira (29) pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para integrar seu ministério, ao menos quatro já estiveram envolvidos em escândalos e foram alvos de processo, investigação ou condenação judicial. Dos 37 ministros que vão integrar o futuro governo, há 12 nas mesmas condições – um terço do total. Entre os últimos nomes divulgados está o governador do Amapá, Waldez Goés (PDT), futuro ministro do Desenvolvimento Regional. Goés foi preso em 2010, na Operação Mãos Limpas, deflagrada pela Polícia Federal, e chegou a ser condenado a seis anos e nove meses de prisão em regime semiaberto.

Ele e outras 17 pessoas foram acusadas de integrarem um esquema que desviava dinheiro do Estado e da União. Na época, a defesa do governador alegou que não houve desvio de recursos públicos e que outros acusados no processo foram absolvidos das mesmas acusações. A ação foi suspensa pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021.

Outro futuro ministro que já foi alvo de investigação é Carlos Fávaro (PSD-MT). Em 2020, o Ministério Público Federal em Mato Grosso (MPF-MT) abriu investigação contra o senador por suspeita de prática de caixa 2 nas eleições de 2018. Segundo a investigação, o deputado omitiu notas promissórias emitidas por uma gráfica nos valores de R$ 405.508,00 e R$ 60.312,00.

O senador justificou que na época o valor apontado como parte de um caixa 2 não foram ocultados da Justiça Eleitoral e que o dinheiro foi declarado após a quitação e emissão das notas fiscais. O caso acabou arquivado em fevereiro de 2022.

O R7 procurou a assessoria dos futuros ministros para comentarem as acusações. O espaço segue aberto para manifestações.

Veja a lista dos demais ministros que já foram oficialmente investigados:

  • Carlos Lupi (Previdência): investigado por improbidade administrativa em processo que tramita na 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília, foi acusado por ter usado o avião de uma ONG enquanto era ministro do Trabalho do governo Lula, em 2009. Ele também é investigado em um inquérito que apura os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e caixa 2 eleitoral por suposta venda de apoio político para a campanha eleitoral de Dilma Rousseff em 2014.
  • Simone Tebet (Planejamento e Orçamento): foi alvo de investigação por crime de responsabilidade em dois inquéritos referentes a supostas fraudes em licitações em Três Lagoas (MS), município onde foi prefeita entre 2005 e 2010. Um dos processos foi arquivado no Supremo Tribunal Federal (STF), o outro aguarda o reconhecimento da prescrição.
  • Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública): foi alvo de inquérito da PGR por suspeita de ilegalidades em um contrato de fornecimento de combustível para o helicóptero da Secretaria de Segurança Pública do Maranhão. Em 2020, a investigação foi arquivada pelo STJ. À época, ele reclamou do uso indevido de procedimentos judiciais e policiais para fins políticos por parte da PGR (Procuradoria-Geral da República).
  • Alexandre Padilha (Secretaria de Relações Institucionais): foi acusado por um delator da operação Lava Jato de ter negociado para ficar com uma parte do laboratório Labogen, empresa que era usada pelo doleiro Alberto Youssef para fraudar contratos milionários do Ministério da Saúde. A defesa dele disse que nem uma apuração concluída pela CGU (Controladoria-Geral da União) nem uma investigação da Polícia Federal encontraram nenhum vínculo de Padilha com irregularidades.
  • Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação): em 2019, foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco por improbidade administrativa pela contratação para gerenciar a iluminação pública da cidade. À época, a defesa dela disse que não houve prejuízo ao patrimônio público municipal e que a sentença da Justiça reconheceu que Luciana não recebeu nem desviou dinheiro público.
  • Jorge Messias (Advocacia-Geral da União): ficou conhecido como “Bessias” por ter tido o nome citado na interceptação de uma conversa entre Lula e Dilma em 2016. Ele seria o responsável por entregar o termo de posse como ministro ao ex-presidente. A intenção seria deixar Lula com foro privilegiado. Ele não se manifestou.
  • Márcio França (Portos e Aeroportos): investigado em inquérito de desvios na Saúde. Foi alvo de operação da Polícia Civil em janeiro deste ano. Em sua defesa, ele disse que a operação era política, e não policial, e afirmou não ter nenhuma relação comercial nem advocatícia com as pessoas jurídicas e físicas envolvidas na investigação.
  • Luiz Marinho (Trabalho e Emprego): foi condenado neste ano pela 8ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, junto com o ex-prefeito de Santo André Carlos Grana, por nepotismo cruzado. A ação foi movida pelo Ministério Público de São Paulo, com o argumento de que foram dados cargos de confiança à filha de Grana em São Bernardo do Campo, onde Marinho foi prefeito, e à cunhada de Marinho em Santo André. Os dois foram condenados ao pagamento de multa equivalente a seis vezes a última remuneração.
  • Wellington Dias (Desenvolvimento Social, Assistência, Família e Combate à Fome): foi alvo de uma operação da Polícia Federal em 2020 que investigou os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações na Secretaria da Educação do Piauí, estado do qual foi governador. À época, ele classificou a operação como “ridícula” e “mais um espetáculo em nome de investigação”.
  • Camilo Santana (Educação): em 2011, quando era secretário das Cidades do Ceará, teve o nome envolvido no escândalo dos banheiros, esquema no qual a secretaria teria desviado milhões de reais que seriam utilizados na construção de sanitários populares. Santana se defendeu à época e disse que os contratos foram assinados antes que ele tivesse assumido o posto.

Fonte: R7

 

Lula ainda não tomou posse, mas no PT, Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad se articulam para sucedê-lo

Petistas que integrarão o futuro governo veem a deputada Gleisi Hoffmann, atual presidente do partido, movimentando-se para suceder a Lula, 77 anos, na disputa presidencial. Gleisi está em busca de protagonismo e se empenhou em comandar um ministério. Lula bateu o pé e a manteve fora da Esplanada.

Disse a ela que, se deixasse a presidência do PT, deflagraria inconveniente disputa interna num momento de estruturação do governo. Gleisi, então, pediu para virar ministra quando deixar o comando da sigla, no fim de 2023. Lula sinalizou positivamente. A expectativa é que Gleisi comande importante pasta de articulação para aumentar sua influência política.

Segundo experientes petistas, Fernando Haddad não está sozinho como possível candidato do PT à sucessão presidencial, que já vem sendo pavimentada.

Procurada inicialmente, Gleisi não retornou o contato. Após a publicação da nota, enviou um posicionamento à coluna.

“A deputada Gleisi Hoffmann não reivindicou ministério para si, nem hoje nem para o futuro. Desde que assumiu a presidência do PT, em 2017, trabalhou para unificar o partido em torno do projeto político que culminou com a eleição do presidente Lula. Ela cumprirá seu mandato e suas responsabilidades partidárias, mantendo total sintonia com o presidente Lula, e desautoriza especulações”.)

Coluna do Paulo Cappelli – Metrópoles