‘Se o Careca do INSS abrir a boca, a República cai’, diz o Relator da CPMI do INSS

Se ele tivesse falado na CPMI, diz o relator, “não sobraria pedra sobre pedra.”

O relator CPMI que investiga o roubo a aposentados e pensionistas do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), afirmou nesta terça-feira (4), em Brasília, sua convicção no sentido de que “se o Careca abrir a boca e revelar tudo que sabe, a República cai.”

“Ouça o que eu digo”, ressaltou Alfredo Gaspar, “ele não falou nada na CPMI, até porque se falasse não sobraria pedra sobre pedra.” O relator da comissão, experiente procurador de Justiça que chefiou o Ministério Público Estadual e foi secretário de Segurança de Alagoas, ainda tem esperança de o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, “se ele quisesse prestar um serviço ao Brasil, a República cairia”.

O Careca do INSS, que se encontrava preso na carceragem da superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, foi transferido para o complexo penitenciário da Papuda, nas cercanias de Brasília, por ordem do ministro André Mendonça, relator desse escândalo no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

O deputado fez essas declarações ao jornalista Magno Martins, que o entrevistou para o podcast Direto de Brasília, que entra no ar ainda nesta terça-feira (4), às 18h no canal de YouTube da Folha de Pernambuco.

Diário do Poder

 

 

 

TCU cobra o presidente Hugo Motta por funcionárias fantasmas e rachadinhas na Câmara


Tribunal dá 15 dias para o presidente da Câmara comprovar trabalho de servidoras ligadas a clínicas e prefeitura; caso pode ir ao MPF.

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que o gabinete do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), apresente provas de que Gabriela Batista Pagidis e Monique Agra Magno realmente exerceram suas funções. Gabriela, fisioterapeuta, recebeu mais de R$ 807,5 mil entre 2017 e 2025 enquanto trabalhava em duas clínicas no Distrito Federal. O prazo para resposta é de 15 dias, segundo relatório obtido pelo Metrópoles.

Monique, assistente social, acumulava cargo na Prefeitura de João Pessoa e na Câmara, o que é vedado por lei, e recebeu R$ 208 mil no mesmo período. O TCU também apura possível esquema de rachadinhas: a chefe de gabinete de Motta teria procurações para movimentar salários de servidores.

O subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público junto ao TCU, apontou “indícios de fatos graves” e “potencial danos ao erário”, pedindo a devolução de valores caso se confirme prejuízo. Caso haja provas de irregularidades, o caso será remetido ao Ministério Público Federal (MPF), que pode pedir quebra de sigilo bancário.

Diário do Poder

 

Lula volta a vitimizar criminosos do CV chamando operação policial no RJ de ‘matança’

Oposição aponta que a declaração ‘desmoraliza quem defende o Brasil’. Lula (PT) voltou a vitimizar criminosos do Comando Vermelho, ao afirmar nesta terça-feira (4) que a megaoperação contra o tráfico e facções criminosas no Rio de Janeiro foi uma “matança desastrosa”, revelando inclusive desconhecimento do que se passou no morro da Penha e no Complexo do Alemão, onde as forças de segurança foram cumprir mandados de prisão e foram recebidos a baladas por bandidos fortemente armados.

O petista voltou a recorrer a uma velha expressão usada em discussões sindicais dos anos 1980 – “dado concreto” – para se referir a uma opinião, aliás, equivocada:O dado concreto é que a operação, do ponto de vista da quantidade de mortes, a pessoa pode considerar um sucesso, mas, do ponto de vista da ação do Estado, ela foi desastrosa”, afirmou o petista a jornalistas.

Lula defendeu uma “investigação autônoma” sobre a operação, com atuação de legistas de sua polícia, a Polícia Federal (PF): A decisão do juiz era ordem de prisão, não tinha ordem de matança, e houve matança, disse ele, sem explicar como acha que os policiais deveriam reagir quando os bandidos passaram a disparar diante da ordem de prisão.

A fala repercutiu no Congresso e gerou críticas por parte da oposição. O deputado federal Zucco (PL-RS), líder da Oposição na Câmara, afirmou que a declaração do petista de chamar de “matança” o enfrentamento ao crime, “desmoraliza quem defende o Brasil”.

O parlamentar afirmou ainda que é até difícil de acreditar que um chefe de Estado fez tal declaração:

“Essa é uma daquelas declarações que a gente assiste uma vez e não acredita, assiste a segunda e começa a duvidar, e na terceira fica incrédulo. É tudo aquilo que jamais se esperaria ouvir de um chefe de Estado — de um presidente da República que deveria estar do lado da lei, das forças de segurança e do povo brasileiro”.

Zucco ainda apontou que Lula não manifestou apoio às famílias dos policiais mortos na operação:

“O que aconteceu no Rio de Janeiro não foi uma simples operação policial. Foi uma operação de guerra, onde as forças de segurança enfrentaram criminosos fortemente armados, com fuzis e metralhadoras pesadas, agindo como verdadeiros narcoterroristas. E em vez de manifestar solidariedade às famílias dos quatro policiais mortos, o presidente da República fala em ‘investigação independente’ e em enviar legistas da Polícia Federal — a mesma PF que foi comunicada, convidada a participar da operação e decidiu lavar as mãos.

É um escárnio. A Polícia Federal é subordinada ao governo federal. Foi informada e se omitiu. Agora, o mesmo governo quer posar de fiscal do trabalho heroico das forças estaduais? Isso é um atentado à inteligência do povo brasileiro. O que o país precisa é de liderança, de coragem para enfrentar o crime, não de discursos que desmoralizam quem arrisca a vida pela segurança da população.

O Brasil está sitiado por facções de norte a sul, de leste a oeste. Regiões inteiras estão sob o domínio de organizações criminosas. O que o povo espera do presidente é apoio, união e força ao lado das polícias — não discursos que soam como defesa de bandidos e afronta àqueles que tombaram em combate.”

Diário do Poder

 

Ministro Flavio Dino manda a PF revisar emendas de 92 parlamentares para apurar a destinação de R$ 85 milhões

A Polícia Federal iniciou a revisão de emendas parlamentares apresentadas por 92 deputados e senadores, em cumprimento a uma ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).  A apuração, que começou em setembro, busca identificar indícios de corrupção e prevaricação na destinação de recursos públicos.

A investigação tem como base um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou 148 emendas individuais com possíveis irregularidades. Essas emendas somam cerca de R$85 milhões, e, até 1º de setembro de 2024, não tinham plano de trabalho registrado, exigência fundamental para a liberação e fiscalização dos recursos.

Do total de verbas sob suspeita, R$27 milhões foram destinados por parlamentares do Amazonas, o que levou a PF a concentrar parte das análises no estado. A corporação também investiga as entidades beneficiadas, a fim de verificar se houve uso indevido ou desvio de recursos. Caso sejam confirmadas irregularidades, a PF poderá pedir a abertura de inquéritos no STF para aprofundar a investigação sobre a participação dos parlamentares envolvidos.

Diário do Poder

 

Ida de Alexandre de Moraes ao RJ foi colocar o STF no centro da política, diz o jornalista William Waack, da CNN

Na CNN Brasil, o apresentador William Waack afirmou que “a visita de Moraes ao Rio de Janeiro serviu para colocar o Supremo sob os holofotes da política, justamente o tipo de exposição que seus integrantes afirmam não desejar”.

Diz o jornalista:

“Embora pudesse ter tomado as providências necessárias por meio de ofícios, [Moraes] decidiu ir pessoalmente ao local para averiguar a situação. Essa visita serviu, sobretudo, para colocar o Supremo — propositalmente ou não — sob os holofotes da política, justamente o tipo de exposição que seus integrantes afirmam não desejar. Não foi a única atitude recente de ministros da Corte que levou o tribunal às manchetes em razão da forma como vem enfrentando o crime em geral. […]

É equivocada a percepção popular de que a manutenção das garantias constitucionais — função essencial do Supremo — equivaleria a proteger criminosos, sejam eles traficantes fortemente armados ou corruptos confessos. No entanto, é também um fato incontornável da vida política brasileira a crescente sensação, por parte da população, de que um dos maiores problemas do país é a impunidade.

É possível que alguns ministros do Supremo, no afã de fiscalizar governadores e reafirmar a narrativa de que a Lava Jato teria sido um equívoco, não percebam como acabam sendo vistos: como parte do problema.”

Jornal da Cidade Online

 

Nova operação contra o Comando Vermelho a polícia cancelou um CPF e prendeu 35 criminosos

Parece que o objetivo é não dar mais tréguas para as facções criminosas. Nesse sentido, a Polícia Civil deflagrou operação simultânea na Bahia e no Ceará nesta terça-feira (4) para desarticular estrutura financeira e armada do Comando Vermelho que atua nos dois estados. A ação resultou na detenção de 35 suspeitos e na morte de um indivíduo durante confronto. Nenhum policial foi ferido ou morto durante os procedimentos.

Batizada de “Freedom”, a operação abrangeu diversos bairros de Salvador, como Liberdade, Uruguai, Pernambués, Narandiba e Areia Branca, além dos municípios baianos de Aratuípe e Ilhéus, e da cidade de Eusébio, no Ceará. As equipes trabalham para cumprir mais de 90 ordens judiciais expedidas contra membros da organização criminosa. “A Freedom tem como foco enfraquecer a estrutura criminosa, apreender armas e bens, prender lideranças e interromper o fluxo de recursos ilícitos usados para sustentar o domínio territorial e a prática de homicídios”, declarou a Secretaria de Segurança Pública da Bahia. Os investigados são suspeitos de envolvimento em homicídios e expansão do tráfico de drogas em Salvador e outras localidades baianas. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) indica que os resultados da operação podem contribuir para esclarecer aproximadamente 30 assassinatos ocorridos na capital baiana.

A Justiça determinou o bloqueio de 51 contas bancárias vinculadas ao grupo investigado. As autoridades ainda não divulgaram o valor total dos recursos congelados nem detalharam os itens apreendidos durante as diligências.

Mais de 400 agentes das polícias Civil e Militar participam da mobilização. O Departamento Especializado de Investigação e Repressão ao Narcotráfico (Denarc) da Bahia atua em coordenação com sua contraparte cearense, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-BA).

A força-tarefa integra diversas unidades especializadas, incluindo o Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) e o Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic). A Coordenação de Polícia Interestadual (Polinter) e a Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) também executam ações na operação.

A Polícia Militar disponibilizou efetivos de elite como o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque). Unidades táticas como Batalhão Gêmeos, Apolo, Tático Ostensivo Rodoviário (TOR) e Esquadrão Águia complementam o aparato de segurança. A Companhia Independente de Policiamento Especializado (Cipe/Polo) e as Rondesp Central, Atlântico e BTS também participam das ações.

Jornal da Cidade Online

 

CPI que investigará o crime organizado é instalada no Senado. Será presidida pelo PT e relatoria do MDB

O Senado Federal instalou nesta terça-feira (4) a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) cujo objetivo é investigar o crime organizado no país. O colegiado formado por parlamentares deve ainda escolher o comando da comissão. A presidência será formada por integrantes da oposição e governistas. Antes do início da reunião desta terça, parlamentares se reuniram para firmar um acordo sobre a CPI, mas ainda não chegaram a um entendimento.

A comissão será formada por 11 integrantes titulares e sete suplentes. A relatoria deve ficar com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), o mesmo que solicitou a criação do colegiado. A presidência depois de muitas discussões ficou com o senador Fabiano Contarato, depois que a oposição fechou questão contra o petista Jacques Wagner.

A abertura dos trabalhos foi formalizada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), pelo fato de ser o senador mais velho. A CPI foi criada em junho deste ano, mas travou na espera da indicação de seus integrantes.  Após forte repercussão da megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que culminou na morte de mais de 121 criminosos, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) anunciou a instalação da CPI.

O objetivo é investigar a atuação de facções criminosas e milicias pelo Brasil. A CPI mira como funcionam os grupos de criminosos e como devem ser instaladas medidas de combate. O prazo de funcionamento será de 120 dias com limite de despesas de funcionamento estimadas em R$ 30 mil.

Veja quem são os integrantes da CPI:

Titulares

  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Marcos do Val (Podemos-ES)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Angelo Coronel (PSD-BA)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
  • Magno Malta (PL-ES)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Hamilton Mourão (Republicanos-RS)

Suplentes:

  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)
  • Sergio Moro (União-PR)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Eduardo Girão (Novo-CE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Esperidião Amin (PP-SC)

Diário do Poder

Beneficiários do Bolsa Família gastaram R$3,7 bilhões nas apostas online chamadas bets

Apenas no primeiro mês do ano, o volume do dinheiro gasto representou 27% do total pago pelo programa. Levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU), revelou que beneficiários do Bolsa Família gastaram cerca de R$ 3,7 bilhões com apostas online, as chamadas bets, apenas no mês de janeiro. A gastança com as bets representou 27% do total pago pelo programa no mês. O levantamento do TCU analisou os dados de transferências feitas por beneficiários do Bolsa Família em todo o Brasil, focando no quanto de dinheiro foi gasto e nos riscos para a segurança financeira dessas famílias.

Foram analisados dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), do Ministério da Fazenda (MF) e do Banco Central (Bacen). No entanto, o estudo se baseou em dados de apenas um mês, o que significa que ele não consegue mostrar tendências ou padrões ao longo do tempo.

O Tribunal também analisou um processo, apresentado pelo Ministério Público junto ao TCU, sobre o uso de recursos do Bolsa Família em apostas. Como resultado, o TCU determinou que o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e o Banco Central elaborem, em até 90 dias, um plano de ação para:

  • identificar e reduzir casos de inclusões indevidas no Bolsa Família, usando como indício movimentações bancárias muito acima da renda declarada;
  • investigar e corrigir o uso indevido de CPFs de beneficiários por terceiros em atividades ilícitas, especialmente apostas.

Diário do Poder

 

O cerco contra o governador Cláudio Castro e o povo do Rio de Janeiro e a iminente “sabotagem”

Está armado o cerco para neutralizar as operações de combate ao crime organizado no RJ. Por um lado, o TSE desarquivou a ação que pede a cassação do mandato do governador, o deixando acuado.  Lewandowski montou o gabinete de ação conjunta entre governo federal e governo estadual, no qual o governo Lula sabotará as ações das polícias estaduais.

Acuado pelo STF, o governador ficou impossibilitado de recusar a intervenção do governo federal. A única coisa que se pode fazer agora é ir listando as sabotagens, para jogar no ventilador ou reportar aos EUA.

Ricardo SantiJornal da Cidade Online

 

Chega de hipocrisia: O Rio de Janeiro continua em guerra

Em 11 de maio de 2018, escrevi um artigo intitulado “Chega de Hipocrisia, o Rio de Janeiro Está em Guerra”. Naquele texto, alertei — o que todos já sabiam e ainda sabem — sobre a violência que assolava e continua assolando os morros cariocas, fazendo dezenas de vítimas inocentes.

Ressaltei que a grande maioria dos moradores daquelas comunidades (favelas) vive refém do crime organizado, que impõe, pelo uso da força e do medo, a lei do silêncio; determina como os moradores podem entrar e sair das comunidades; obriga motoristas a abaixarem os vidros, motociclistas a retirarem os capacetes (sob pena de serem alvejados); e ergue barricadas para dificultar a entrada do Estado policial.

Apresentei, à época, dados estarrecedores da violência: até o dia 10 de maio de 2018, somente na favela da Rocinha haviam sido contabilizados 93 tiroteios naquele ano (um a cada 36 horas). A comunidade da Praça Seca registrava 117 e a Cidade de Deus, 121. Somente nessas três comunidades, ocorria um tiroteio a cada 10 horas, em média.

Hoje, a realidade não é diferente — pior: agrava-se a cada ano que passa.

Em 21 de julho deste ano, relatório do Instituto Fogo Cruzado revelou uma alta histórica nos confrontos armados na região metropolitana do Rio de Janeiro: foram 154 registros apenas no primeiro semestre de 2025, um aumento de 48% em relação ao mesmo período de 2024.

O Brasil contabilizou 39 mil assassinatos em 2024, segundo dados do Ministério da Justiça. Ressalte-se que o número inclui apenas homicídios dolosos — não considerando as mortes decorrentes de ações policiais. Isso representa uma taxa de 18,2 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na terça-feira, 28 de outubro de 2025, uma megaoperação policial foi realizada no Complexo do Alemão e na Penha, conforme amplamente divulgado pela imprensa. O saldo foi trágico: 121 mortos, entre eles dois policiais civis e dois militares.

Durante a operação, o que se viu foram cenas de guerra: narcotraficantes fortemente armados com fuzis de longo alcance, barricadas bloqueando acessos e até drones lançando granadas e explosivos contra policiais e moradores.

Foram apreendidos, entre outros armamentos, 91 fuzis de uso restrito das Forças Militares.

Segundo lista divulgada pelo governo do Rio de Janeiro, entre os mortos havia pelo menos nove chefes do tráfico e 78 indivíduos com antecedentes criminais.

É evidente que não se comemora a morte de criminosos, mas algo precisa ser feito. Se o Estado for omisso, os moradores dessas comunidades continuarão reféns dos narcotraficantes e das “leis” por eles impostas.

As facções criminosas e a escalada da violência cresceram justamente pela inércia das autoridades em reprimi-las.

O enfrentamento eficaz — com incursões, operações constantes e presença permanente do Estado policial nas comunidades — deve prevalecer, mesmo diante dos inevitáveis efeitos colaterais desta guerra contra o tráfico.

Caso contrário, veremos apenas o aumento da criminalidade e a expansão territorial das facções.

Tomemos como exemplo El Salvador, país da América Central que, até poucos anos atrás, era dominado por gangues e considerado um dos mais violentos do mundo, com taxa superior a 100 homicídios por 100 mil habitantes.

Com a posse do presidente Nayib Bukele, o país adotou uma política firme de combate à criminalidade, substituindo discursos vazios por ações concretas. O resultado foi uma redução drástica da taxa de homicídios — de 100 para menos de 2,3 por 100 mil habitantes — transformando El Salvador em um dos países mais seguros do planeta.

A população, antes refém da violência, reelegeu Bukele com mais de 80% dos votos.

Não cabe mais, diante do avanço do narcotráfico, sustentar discursos falaciosos sobre “dignidade humana” que defendem bandidos e não os cidadãos de bem — as verdadeiras vítimas desse sistema.

É inconcebível ouvir do chefe da nação que “traficantes são vítimas dos usuários”.

É desproporcional exigir que policiais, ao entrarem em comunidades e serem recebidos a tiros de fuzil e granadas lançadas por drones, reajam com “moderação”.

Não se combate o crime organizado com discursos e flores.

Cobrar “proporcionalidade” de uma força policial atacada com armamento de guerra é o mesmo que esperar que morram tantos policiais quanto criminosos.

O bandido que atira contra um policial, representante do Estado, não hesitará em atirar contra um cidadão comum.

A exemplo do governo do Rio de Janeiro, o enfrentamento à criminalidade precisa deixar a retórica e se transformar em ações efetivas e permanentes.

Tenho dito!!!

Bady Elias Curi. Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.