Familiares e amigos de dependentes químicos protestam contra Lula por vitimizar traficantes

Petista afirmou que os traficantes seriam “vítimas do usuário.” Grupo de familiares e amigos de pessoas que lutam contra a dependência química enviou nota à redação em que manifesta “profundo pesar e indignação” diante de declaração de Lula (PT) vitimizando traficantes de drogas. Durante sua recente visita a Indonésia, o presidente brasileiro afirmou que traficantes seriam “vítimas dos viciados.”

“De acordo com estimativas de especialistas em saúde pública, entre 10 e 15 milhões de brasileiros enfrentam hoje algum tipo de dependência de drogas ou substâncias químicas — incluindo o álcool. Por trás desses números estão histórias de dor, coragem e persistência, lembra a nota assinada por pessoas cuja identidade o Diário do Poder por preservar.

“São milhões de pessoas que travam, dia após dia, uma batalha silenciosa para se manterem sóbrias, saudáveis e reintegradas à sociedade. Essa luta exige apoio, compreensão e políticas públicas eficazes — não estigmatização nem distorções morais”, diz a nota de familiares e amigos dos que lutam contra dependência química.

Essas pessoas afirmam que “a dependência é uma doença, não um crime” e que o usuário “precisa de tratamento, acolhimento e oportunidade, não de julgamento.” Para eles, e equiparar traficantes — agentes do crime organizado que exploram o sofrimento humano — às vítimas da dependência é um erro moral e político grave.

“Essa comparação desrespeita famílias devastadas pela perda de filhos, irmãos e pais; desconsidera comunidades que vivem sob o domínio da violência; e ofende profissionais e voluntários que trabalham incansavelmente pela recuperação de dependentes”, afirmam.

Negando a noção de justiça

Em nome dessas famílias, a nota reafirma compromisso com a compaixão, a dignidade e a responsabilidade. “Compadecer-se dos dependentes é um dever humano. Mas relativizar a culpa dos que lucram com o vício e o tráfico é negar a própria noção de justiça.”

“Pedimos empatia com todos que enfrentam o difícil caminho da sobriedade — com quem recai e recomeça, com quem se interna, com quem luta para reconstruir vínculos e sonhos”, diz a nota. “Pedimos políticas públicas que unam saúde, educação e segurança, em vez de discursos que confundem vítimas e algozes.”

A manifestação dos familiares e amigos de dependentes químicos finaliza pedindo respeito:

– “Em memória dos que perdemos e em respeito aos que resistem, reafirmamos: o Brasil precisa acolher quem sofre, tratar quem precisa e responsabilizar quem destrói. Só assim poderemos construir um país mais humano, mais justo e verdadeiramente solidário.”

Diário do Poder

Relator da CPMI da Roubalheira no INSS quer ‘megaoperação’ contra ladrão em todo o Brasil

Alfredo Gaspar lamentou que a polícia não tenha poder de chumbo contra “corruptos no poder.”

Relator da CPMI que investiga o roubo a nove milhões de aposentados do INSS, Alfredo Gaspar (União-AL) lamentou que a polícia não tenha o poder de chumbo contra “corruptos no poder”, assim como teve a polícia do Rio de Janeiro na megaoperação contra a facção criminosa. “Tenho pena da polícia, em não ter a mesma autorização pra fazer isso nos corruptos com poder”, disse o deputado ao criticar o silêncio do depoente. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Depoente de ontem, Abraão Lincoln, presidente da CBPA, entidade que levou mais de R$400 milhões dos aposentados, pôde ficar em silêncio. Gaspar também criticou o habeas corpus (mais um) dado pelo Supremo a um dos investigados pela comissão de deputados e senadores. “Chega aqui habeas corpus do Supremo Tribunal Federal”, desabafou Gaspar, “esse Brasil não pode continuar dividido dessa forma”.

Diário do Poder

Luciano Huck: Mais um “covarde” na comunicação! Usurpador de sentimentos de mães

Quando vejo o Luciano Huck se manifestar contrário a Operação Contenção das forças militares do Rio de Janeiro, e ao mesmo tempo tagarelar que o Estado precisa ocupar o seu lugar, me vem à mente a vulgaridade dele. Mal se lembra ele, que em 2011, quando visitou a Rocinha e o Vidigal para fazer um dos seus programas (no caso o Lata Velha), quem foi que lhe deu escolta? O BOPE, meu caros! Hipocrisia, desprezo ou ambos, Huck?

E ainda encontra espaço para vomitar soluções contra o crime. Fala em sufocar financeiramente as facções, esquecendo-se (?) que recentemente, isso aconteceu em plena Faria Lima, num trabalho técnico investigativo da polícia, que descobriu o envolvimento dos terroristas na lavagem de dinheiro. Mas não vi o Luciano dar uma palavra a respeito.

O pior é quando pousa na dor das mães, sem pudores, como uma mosca varejeira num naco de bolo.

Eu não vejo o Luciano se pronunciar em favor das mães e das crianças que estão nestes “cantos da cidade”, quando um ministro do STF (o Estado) proíbe que a polícia (o Estado) faça incursões nesses lugares, fomentado com isso que o estado do Rio, especialmente sua capital, vire um QG do crime. E virou!

Não vejo o Luciano criticar o presidente da república (o Estado), que ele apoia, o Lula, defender governantes de países autoritários e envolvidos com o narcotráfico, não considerar as facções criminosas como terroristas e dizer que traficante é vítima do usuário.

Não vejo o Luciano dizer por que os bandidos foram mortos, como se os policiais tivessem sido recebidos com flores por eles. Não associa, em hipótese nenhuma, uma reação a uma ação. Lembrando que o número de presos foi próximo ao número de mortos (113 a 117). Porque não se entregaram, preferindo o confronto, hein, Luciano?

Não vejo o Luciano falar das mães dos policiais e das mães dos seus filhos deles, que todo santo dia, não sabe se o filho ou o marido voltará para casa após sair para o trabalho. Isso sem falar das mães que efetivamente os perderam para sempre.

Não vejo o Luciano se manifestar quando a nossa justiça (o Estado), diariamente, liberta da cadeia esses mesmos bandidos que enfrentam a polícia e os matam, sem contar os assassinatos, e tantos outros crimes, cometidos dentro das comunidades e fora delas.

O Luciano não é bobo, e sabe da máxima no Brasil que diz; a polícia prende, a justiça solta, por isso é popular dizer que a polícia é a banana e a justiça é o mamão. Não vê isso também, Luciano?

Vive fazendo discursinho barato!

Quanto ao sofrimento das mães, que covardemente o Luciano traz para a tela na intenção de promover a comoção coletiva e manter as narrativas, sugiro que leia o meu artigo que critico uma colega de emissora, a Flávia Oliveira, que usou do mesmo expediente e covardia ao abusar da figura materna no episódio.

E neste mesmo artigo, publiquei o link de uma matéria de outra colega dele, a Anna Bustamante, que expõe o verdadeiro sentimento de mães que perderam seus filhos.

A cegueira é proposital!

Alexandre Siqueira

Jornalista independente – Colunista Jornal da Cidade Online – Autor dos livros Perdeu, Mané! e Jornalismo: a um passo do abismo.

 

Deputado Gaspar, relator da CPMI do INSS critica o STF por liberar habeas corpus para ‘corruptos com poder’

Relator da CPMI que investiga gatunagem contra aposentados afirma que o país vive uma ‘justiça seletiva’.

O deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL), relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga roubalheira no INSS, voltou a criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder habeas corpus para depoentes do colegiado. A crítica ocorreu na oitiva desta segunda-feira (03), onde o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, é ouvido. Com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, Abraão obteve o direito de ficar em silêncio e se esquivou de todas as perguntas do parlamentar.

Deputado Gaspar aproveitou o momento para elogiar a polícia do Rio de Janeiro, pela megaoperação que ocorreu contra o tráfico e facções criminosas no Estado, na semana passada:

“Eu teria muitas perguntas ainda a fazer. Mas aqui, nesse Brasil dividido em dois, em que a polícia, e eu acho certo e quero bater palmas pra polícia do Rio de Janeiro, que bandido que não respeita a polícia, é chumbo mesmo, mas eu tenho uma pena da polícia não ter a mesma autorização pra fazer isso nos corruptos com poder. Chega aqui habeas corpus do Supremo Tribunal Federal. Esse Brasil não pode continuar dividido dessa forma. O povo quer justiça igualitária. Ou seja, pra corrupto, forca”.

A CBPA está entre as associações investigadas pela Polícia Federal (PF) no âmbito da Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano para apurar roubalheira contra aposentados e pensionista. Tanto a confederação, como Abraão Lincoln Ferreira da Cruz tiveram bens bloqueados, a partir da requisição da Advocacia-Geral da União.

Diário do Poder

Governador Claudio Castro deixou o ministro Alexandre de Moraes sem ação no encontro realizado no Rio de Janeiro

O governador do Rio de Janeiro recebeu nesta segunda-feira (3) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes chegou ao local da reunião acompanhado do seu assessor Wellington Macedo. Pelo governo do Rio estavam, além do governador Castro, o secretário de Segurança Pública, Victor Santos; o secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes; o secretário da Polícia Civil, Felipe Curi; o secretário de Polícia Judicial, Marcelo Schettini; o diretor do Instituto Médico Legal, André Luís Medeiro; o procurador-geral do Estado, Renan Miguel Saad, e o representante do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Antonio Edílio.

Segundo informações, a reunião começou sob forte tensão. Alexandre de Moraes teria ao seu estilo, feito cobranças a partir da sua percepção de que as determinações do STF na ADPF das Favelas não haviam sido respeitadas, além do seu conhecido autoritarismo.

No decorrer do encontro, contudo, o próprio governador e os secretários de Segurança Pública e da Polícia Civil teriam feitos esclarecimentos, apresentado documentos e explicado todo o planejamento e execução da operação, o que desarmou Alexandre de Moraes, se havia a intenção de intimidação. Assim, tudo terminou bem e em razão de tudo o que foi apresentado e da necessidade das ações, relatado pelo governador Castro, o ministro do STF, emudeceu. Foi literalmente desarmado.

Jornal da Cidade Online

 

A metódica destruição da democracia

“Quando o justo governa, o povo se alegra; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” Provérbios 29:2.

Infelizmente a sabedoria milenar, expressa na Bíblia, é arrogantemente ignorada e menosprezada pelos que se autointitulam como sendo as “elites intelectuais” de nossa era. Fazem com o conceito de “democracia” o mesmo que o bêbado faz com a bituca do cigarro.

Esculhambação com método. Diferentemente do bêbado, que até tem a intenção de acender o cigarro, acabando por destruí-lo, nossos “intelectuais” destroem a democracia metodicamente, para possibilitar que um ímpio domine seu povo. O resultado todos estamos vendo. Nem é necessário exemplificar a total inversão de valores em que vivemos.

Se “intelectuais”, educadores, sociólogos, historiadores, antropólogos, filósofos, etc, se preocupassem realmente com as gerações futuras, permanece a questão: Em qual matéria do curriculum escolar é ensinado às crianças como avaliar se um candidato é justo ou ímpio?

“Ah! Fundamentalismo, fanatismo, obscurantismo, a verdade é relativa, não existe certo e errado, tudo é questão de perspectiva….”

Sim, é exatamente esse o discurso que nos levou à essa catástrofe, na qual um governo de ímpios defende terroristas assassinos e tenta reprimir os que ainda têm coragem de enfrentar esses bandidos.

Não sei qual é o conceito de PAZ, para os relativistas.

Para mim é a harmonia entre sentimentos, pensamentos e ações.

Isso é PAZ, mesmo que para isso, seja necessário a utilização da força.

O combustível que nos move é inesgotável, incomparável ao dos ímpios.

Lutamos para defender o que conquistamos: nossa família, nossas propriedades e nossa fé.

Nunca perderemos esse combustível, nem desistiremos.

Mesmo que tenhamos que sofrer, ou morrer, por isso.

Os ímpios lutam por grana, poder e para destruir seus inimigos.

Funciona por um tempo, mas logo o combustível acaba.

Estamos chegando nesse tempo.

Talvez, nossa maior responsabilidade seja ensinar às próximas gerações, NUNCA MAIS PERMITIREM QUE ÍMPIOS ASSUMAM O GOVERNO.

Se conseguirmos deixar esse legado, teremos cumprido nossa missão.

Pedro Possas. Médico.

 

“Alexandre de Moraes busca assumir o comando informal da segurança pública do Rio de Janeiro,” afirma jurista

O advogado André Marsiglia, comentou a ida do ministro Alexandre de Moraes ao Rio de Janeiro para realizar audiências com autoridades públicas envolvidas na recente operação policial. Para o jurista, “Moraes busca assumir o comando informal da segurança pública do Rio”

Marsiglia revelou ponto a ponto os planos do ministro:

1) A ADPF serve para discutir teses abstratas, não para produzir provas e julgar autoridades. A convocação de audiências é medida abusiva e inconstitucional. O ministro poderia, no máximo, requisitar informações, jamais interrogar as autoridades públicas.

2) Interrogatórios competem à polícia e ao Ministério Público, não ao Supremo Tribunal Federal, menos ainda em uma ADPF.

3) As audiências, em parte ocorridas a portas fechadas, suprimem o caráter público exigido de atos judiciais. Parte da imprensa noticiou os encontros como reuniões políticas, o que demonstra a percepção de ilegitimidade dos atos de Moraes.

4) Na prática, Moraes busca assumir o comando informal da segurança pública do Rio, esvaziando a autoridade do governador Cláudio Castro, potencial nome ao Senado, e cumprindo a ambição do governo federal de centralizar o controle estadual sobre a segurança pública.

5) A permanência de Moraes na relatoria da ADPF das Favelas pode ser a consolidação de um instrumento de intervenção permanente nos estados. Por “prevenção”, ele poderá, em processos correlatos, impor ordens a qualquer governador que ouse exercer sua autonomia constitucional da segurança pública

Jornal da Cidade Online

‘Comando Vermelho’ exerce ditadura nas favelas, diz autor de ‘Tropa de Elite’

Ex-capitão do Bope diz que favelas vivem situação de autêntica guerra civil

O ex-capitão do Bope da Polícia Militar do Rio de janeiro, Rodrigo Pimentel, especialista em segurança pública, afirmou neste domingo (2) ao programa Canal Livre, da Band, que os bandidos do Comando Vermelho impõem um regime de “ditadura local” aos moradores das favelas cariocas e que o Estado vive uma guerra civil.

Autor de livro que serviu de base ao filme “Trope de Elite”, do qual foi um dos roteiristas, Pimentel discorreu durante a entrevista sobre os fatos ocorridos na megaoperação policial contra o CV nos Complexos da Penha e do Alemão no último dia 28.

“Não se trata mais de polícia e ladrão, se trata de um conflito armado não internacional”, disse ele, para justificar sua convecção de que o Rio de Janeiro vive uma situação de guerra civil.

“É uma verdadeira guerra civil. Guerra irregular. É uma guerra irregular onde bandidos com muitos fuzis, tomam o controle de um território por duas décadas, afrontam o poder estatal, o Estado Democrático de Direito, fazem os moradores de reféns, impõem uma ditadura local”, afirmou.

Pimentel concorda com a definição do Comando Vermelho, como organizações criminosas do gênero, é uma facção terrorista e destacou o sucesso da operação, fazendo ressalvas como a morte dos policiais durante o confronto.

“Certamente foi a maior ação contra o Comando Vermelho na história do Rio de Janeiro, um prejuízo para essa facção de terroristas”, disse ele. “Eu não chamo de sucesso em função da questão da morte dos policiais, do Bope, da Polícia Civil, mas no que se refere a impacto na facção e também na tentativa de se recuperar o território, é um sucesso, sim”.

Jornal da Cidade Online

Petistas desesperados: “Se Maduro cair, Lula pode ser o próximo”, afirma analista internacional

Lula e sua trupe estão tentando salvar o ditador Maduro, mas o governo Trump está irredutível, como explica o analista político José Carlos Sepúlveda:

“Lula sabe que, se Maduro for capturado, ele vai acabar ‘cantando’ muita coisa do Foro de São Paulo e o petista está no meio. Eles sabem que, se cair a Venezuela, se cair o regime narco comunista da Venezuela, cai Cuba também, eles ficarão asfixiados. 

Lindsey Graham, um dos mais importantes senadores dos Estados Unidos, deu um recado de que vão atacar também a Colômbia. Há uma determinação de afastar os governos socialistas da América do Sul”, frisou Sepúlveda, durante participação no Jornal do JCO. 

Jornal da Cidade Online

A não aplicabilidade da Lei Magnitsky no Brasil

                                                                                                                              *Ives Gandra Martins

O Ministro Gilmar Mendes declarou que deve haver uma lei proibindo a aplicação da Lei Magnitsky no Brasil. Tenho grande admiração e já escrevo livros com ele, pois somos amigos há 45 anos. Ainda assim, tenho a certeza de que essa lei não é aplicável no país, razão pela qual, a meu ver, não há necessidade dessa proibição. Ora, a Lei Magnitsky não tem efeito na legislação brasileira, diferentemente do que ocorre nos Estados Unidos.

Entretanto, o que pode acontecer — dependendo da forma como a Lei Magnitsky for aplicada pelo governo americano — é que atinja as empresas que trabalham tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil.

Tem razão o Ministro Gilmar Mendes ao dizer que a referida lei não é aplicável e não pode ser aceita no Brasil. Contudo, as empresas que trabalham nos dois países podem enfrentar problemas, pois se o governo americano for ao extremo de exigir que tais empresas se sujeitem a essa lei no território brasileiro – desobedecendo, portanto, no Brasil, o que é imposto às empresas americanas em relação a uma condenação —, poderão ser multadas, prejudicadas e até proibidas de trabalhar nos EUA.

Não há, entretanto, ferimento à soberania nacional de qualquer país. Se as empresas que estiverem no Brasil entenderem que serão prejudicadas porque negociam nos Estados Unidos, e estes limitarem suas atividades por força da Lei Magnitsky, caberá a elas decidirem se aceitam ou não essa exigência e, não aceitando, arcar com as consequências nos EUA.

Se não aceitarem e os Estados Unidos quiserem puni-las, terão a opção de deixarem de atuar naquele país. Se as empresas aceitarem, significa que aplicarão no Brasil aquilo que é imposto pelo governo americano, a fim de não serem prejudicadas nos Estados Unidos.

Reitero que a soberania não está em jogo e o Ministro Gilmar Mendes tem razão, mas não é necessária norma alguma para dizer que a Lei Magnitsky não é aplicável no Brasil.

Outra coisa são as consequências para as empresas que optarão por seguir o regime americano, trabalhando ou tendo relações nos Estados Unidos. São, pois, essas empresas que podem sofrer as sanções nos Estados Unidos, com reflexos para todos os países do mundo.

Isso é bom esclarecer para não dar a impressão de que está ocorrendo interferência internacional em território brasileiro. Resumindo, no Brasil, aplicam-se as leis brasileiras; nos Estados Unidos, as leis americanas, sendo que a Lei Magnitsky permite que se apliquem sanções a empresas que lá trabalham.

Embora a lei não tenha efeito per se no Brasil, as decisões tomadas por empresas multinacionais em face das sanções americanas criam um precedente de adequação voluntária a uma norma estrangeira. Esse alinhamento, motivado pela necessidade de acesso ao mercado dos EUA, não deve ser confundido com a recepção formal da Lei Magnitsky pelo sistema legal nacional, mas sim como uma consequência da globalização econômica e da interconexão financeira.

Ademais, é fundamental considerar a perspectiva da nossa política externa e das relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos diante de tais cenários. Caso o governo americano intensifique a aplicação extraterritorial de suas sanções, levando a um impacto significativo em empresas sediadas no Brasil que operam nos EUA, o Brasil poderá se sentir compelido a tomar medidas protetivas, não necessariamente para “proibir” a Magnitsky, mas para salvaguardar o ambiente de negócios nacional contra o que poderia ser visto como uma pressão indevida. Isso que é importante realçar, para que não reste nenhuma dúvida de que a soberania brasileira está garantida.

*Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal – 1ª Região,