STF acaba com impedimento e autoriza juízes a julgarem casos de clientes de escritórios de cônjuges e parentes

Por 7 a 4, o STF libera juízes a julgarem casos de escritórios de cônjuge e parentes, derrubando norma que prevê impedimento nestes casos. A Corte acolheu um pedido da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) contra um artigo do Código de Processo Civil.

O processo foi votado em plenário virtual, no qual ministros apenas anexam seus votos no sistema do STF, sem sessão com transmissão pela TV Justiça.

Relator do processo, o ministro Edson Fachin votou contra o pedido da AMB, mas foi voto vencido. Fachin afirmou que não há “nada na norma” questionada que a torne “impraticável” e que é “justa e razoável” a presunção de “ganho nas causas em que o cliente do escritório de advocacia de parente do magistrado atue”.

Fachin foi acompanhado pela presidente do STF, Rosa Weber, e pelos ministros Luís Roberto Barroso e Cármen Lúcia. Barroso fez apenas uma divergência parcial, admitindo a possibilidade de julgamento de causas de clientes em questões constitucionais, que não atingem somente os interesses das partes.

A divergência foi aberta por Gilmar Mendes. O ministro disse que o artigo questionado era “excessivamente abrangente”. O decano do STF ressaltou que já está previsto em lei que magistrados ou membros do Ministério Público fiquem impedidos de atuar em processos nos quais seu parente ou cônjuge são advogados com procuração nos autos.

Acompanharam Gilmar os ministros Luiz Fux, Kassio Nunes Marques, André Mendonça, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. Dos 11 ministros do STF, sete têm parentes e cônjuges que trabalham em escritórios de advocacia.

Apresentação: Berenice Leite e Comentários: Emílio Kerber

 

Arthur Lira descarta: “Imposto sindical não passa na Câmara”

O imposto sindical era um pagamento compulsório de todas as pessoas registradas em Carteira de Trabalho e equivalia a 1 dia de trabalho por ano. O plano maldito do PT é aumentar para mais de 3 dias de trabalho. “No Congresso não passa, não. [Está] alterando a reforma trabalhista. O imposto sindical foi extinto na reforma trabalhista”. Segundo Arthur Lira, a Câmara “não retroagirá” no que já foi aprovado.

Essa afirmação do presidente da Câmara cai como um balde de água fria nas pretensões de Luiz Marinho, o ministro petista que defende uma nova forma de financiamento para sindicatos, mais precisamente para o fortalecimento de ações políticas partidárias e de interesse do Palácio do Planalto.

Paralelamente, o caso é discutido na Justiça, onde o STF mais uma vez está se intrometendo em questão que não lhe cabe. O ministro Gilmar Mendes é o relator do tema na Corte. Em abril, ele mudou seu entendimento na análise do caso e abriu caminho para a validade da cobrança. O caso está paralisado por um pedido de vista do ministro Alexandre de Moraes.

Jornal da Cidade Online

 

Mais de mil réus do 8 de janeiro têm acordo da PGR: confessam crimes que não cometeram ou pagam por eles

Nas alegações finais ao STF, a PGR defendeu a possibilidade de realizar acordos de não persecução penal com 1.156 réus, que foram presos no acampamento montado em frente ao QG do Exército, em Brasília. Ou seja, muitos desse, possivelmente, nem estavam na Praça dos Três Poderes, durante a invasão do Planalto, do Congresso e do Supremo.

A opção que a PGR está disposta a oferecer a mais de mil cidadãos brasileiros é confessar um crime que eles têm a convicção de não terem cometido, para escapar da prisão, ou manter sua inocência e enfrentar um julgamento cujo resultado é bastante previsível.

É uma verdadeira chantagem: ou você confessa algo que não cometeu, ou você paga pelo que não cometeu.

Em resumo: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.”

Apresentação: Berenice Leite e Comentários: Emílio Kerber

Hacker condenado a 20 anos de prisão frustrou manobra do PT e da esquerda e expos uso da CPMI

A deputada Rosangela Moro (União-SP) avalia que a pena de vinte anos de prisão para Walter Delgatti Neto, decretada nesta segunda (21), acaba o deboche do hacker de Araraquara: Ele “conseguiu a atenção que queria, inclusive a da Justiça”, diz a deputada casada com o atual senador e ex-juiz Sergio Moro. A suspeita de opositores a Lula é que Delgatti “causou” no depoimento à CPMI do 8 de janeiro manobra desesperada para tentar atenuar essa punição, com imputações criminosas direcionadas ao ex-presidente Bolsonaro. A jogada não deu certo e frustrou o PT.

Só falação

O hacker de Araraquara afirmou, sem provas, que tratou com o ex-presidente Bolsonaro para combinar supostos serviços contra as urnas.

Plano fraco

A estratégia do hacker e advogados foi responder apenas a perguntas de lulistas e manter silêncio a perguntas de opositores de Lula.

Apenas 4 dias

A condenação do presidiário Delgatti a 20 anos de cadeia foi proferida apenas quatro dias após seu depoimento à CPMI.

Coluna do Claudio Humberto

 

Justiça condena o hacker Walter Delgatti a mais 20 anos de prisão por crimes que resultaram na Vaza-Jato

Nesta segunda-feira (21), o juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, condenou o hacker Walter Delgatti.  Além do hacker, mais seis investigados na Operação Spoofing, deflagrada em 2019 para investigar as invasões de contas do Telegram que resultaram na Vaza-Jato, também foram condenados. Delgatti amargou uma pena superior a 20 anos pelo cometimento de inúmeros crimes.

Diz a Revista Veja:

Delgatti foi condenado por crime de organização criminosa, lavagem e ocultação de bens, direitos e valores, por invadir dispositivo informático de uso alheio com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do usuário do dispositivo ou de instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita. Também foi condenado por crime de realizar interceptação de comunicações telefônicas, de informática ou telemática, ou quebrar segredo da Justiça, sem autorização judicial.

Ainda de acordo com a Veja, a investigação foi iniciada para apurar possível clonagem do então ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, bem como identificar os autores da possível invasão realizada na conta do aplicativo de comunicação Telegram de seu terminal móvel. Já no início das investigações, a Polícia Federal verificou outras invasões de terminais celulares de diversas autoridades públicas.

“Em laudos iniciais, os peritos apontaram que, por meio de duas contas abertas na empresa de telefonia de voz sobre IP que serviu de plataforma para os ataques, foram realizadas 5.616 ligações em que o número de origem era igual o número de destino, característica principal dos ataques, indicando que ao menos 976 números de vítimas diferentes teriam sido visados pelo grupo”, diz o juiz.

“Posteriormente foram identificadas outras contas na empresa BRVOZ que também foram utilizadas pelo grupo criminoso, concluindo-se que o número de alvos dos ataques chegou a mais de 3.000 pessoas”, pontuou o magistrado.

Jornal da Cidade Online

 

 

Críticas de Gleisi e o PT a Alexandre de Moraes: “gera incômodo,” “mentiroso” e “absoluto incompetente”

O site oficial do PT contém pesadas críticas a Alexandre de Moraes. Um dos textos diz que o ministro é “parcial e despreza instituições”. A constatação foi feita pelo jornalista Paulo Cappeli, do site Metrópoles:

“O site oficial do PT mantém no ar pesadas críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Um dos textos diz que o ministro do STF é ‘despreparado’, ‘parcial’, ‘despreza as instituições’ e teve atuação ‘desastrada’ como secretário de Segurança Pública de São Paulo.

A nota foi assinada pela executiva nacional do PT, em fevereiro de 2017, à época da indicação de Moraes ao STF por Michel Temer. E até hoje, no governo Lula 3, é mantida na página do partido.

Outras matérias no site oficial seguem a mesma linha. Em uma delas, Gleisi Hoffmann, então líder do PT no Senado, diz que a nomeação de Moraes ao STF ‘gera incômodo, temor e insegurança no país’. Em outras duas, mais agressivas, os deputados Wadih Damous e Carlos Zaratini chamam Moraes de ‘mentiroso’ e ‘absoluto incompetente’.

Na mesma ocasião, ao se defender das críticas de um simpatizante de Lula numa universidade, Moraes citou ‘o governo petista de corrupto.”

Jornal da Cidade Online

Governo Lula já repassou a parlamentares “Emendas Pix” de R$ 6,6 bilhões para votações de interesse do governo

Com apenas oito meses de governo Lula, as transferências especiais, que ficaram conhecidas como “emendas pix” já somam R$6,6 bilhões. Só neste início de 2023, o valor do dispositivo supera a soma dos três anos anteriores. Em 2020, primeiro ano com o instrumento, foram destinados R$0,6 bilhões. O valor pulou para R$2 bilhões em 2021. No ano passado, a destinação das emendas pix ficou em R$3,4 bilhões.

Ferramenta de cooptação

O recurso tem sido amplamente usado pelo Palácio do Planalto em vésperas de votações de interesse do governo, como a reforma tributária

Filho é seu

Com pouca transparência e ainda menos fiscalização, o projeto da emenda pix é de autoria da petista Gleisi Hoffmann (PR).

Destino

As emendas são destinadas por parlamentares diretamente a estados e municípios. O recordista deste ano é Carapicuíba (SP): R$117,1 milhões.

Prata

São Luiz, município de Roraima com 7,3 mil habitantes, é o segundo destino preferido dos políticos para emenda pix: R$89,1 milhões.

Coluna do Claudio Humberto

 

Agência de viagens 123 Milhas do Brasil é investigada por causar prejuízos a clientes

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) foi acionada para avaliar a conduta da agência 123 Milhas, uma das maiores agência de viagens do Brasil. Em comunicado divulgado sexta-feira (18), a empresa informou que suspendeu a emissão de passagens para embarque previsto entre setembro e dezembro deste ano. Em nota divulgada à imprensa, o Ministério do Turismo declarou que vai acompanhar o avanço das investigações e manter os consumidores informados.

“O Ministério do Turismo já acionou o Ministério da Justiça e Segurança Pública para que, por meio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), avalie a instauração de um procedimento investigativo que esclareça as razões de tais cancelamentos, identifique todos as pessoas atingidas e promova a reparação de danos a todos os clientes prejudicados”, informou a pasta.

De acordo com a 123 Milhas, os valores já pagos pelos clientes serão devolvidos em vouchers para compra na plataforma. Segundo a empresa, os cancelamentos ocorreram por “motivos alheios a sua vontade”.

“Nós entendemos que essa mudança é inesperada e lamentamos o inconveniente que isso possa causar. Para nós, manter a sua confiança é o mais importante. Por isso, estamos fazendo o possível para minimizar as consequências deste imprevisto”, declarou a plataforma.

Jornal da Cidade Online

 

Senador sobre o STF: “Fraturou o equilíbrio entre os Poderes e colocou em risco a democracia”

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) fez críticas ao “conflito entre os Poderes no Brasil”, alegando que recentes acontecimentos estão exacerbando a já turbulenta situação institucional do país. Para Plínio, ações do Supremo Tribunal Federal (STF) têm comprometido o equilíbrio entre os três Poderes e ameaçam a democracia.

“A verdade é que, no Brasil de hoje, todo mundo quer legislar, usurpando assim o poder do Congresso Nacional. Começou com o Supremo Tribunal Federal, que insiste ainda nisso. Uma sequência de atos fraturou o equilíbrio entre os três Poderes e colocou em risco, como continua colocando, a nossa nova, a nossa ainda jovem democracia.

Em seu ponto de partida está a conduta de ministros do Supremo Tribunal Federal, que se desviou de sua principal responsabilidade, que é a garantia do cumprimento e da estabilidade do ordenamento jurídico para ocupar o espaço de outros Poderes”, disse.

O senador citou como exemplos negativos da atuação do STF o julgamento da descriminalização do porte de drogas.

Plínio criticou ainda as tentativas de alterar legislações sem a participação do Poder Legislativo, como a formação de um comitê de “juristas indígenas” pelo Ministério dos Povos Indígenas para revisar o Estatuto do Índio (Lei 6.001, de 1973). Ele enfatizou que medidas para aperfeiçoar o estatuto são importantes, mas devem ser debatidas no Parlamento.

“É evidente que essa iniciativa constitui motivo de preocupação, especialmente no momento em que o Congresso Nacional já discute o chamado marco temporal e o Senado Federal avança com a CPI das ONGs. 

Medidas para aperfeiçoar o Estatuto do Índio são bem-vindas e salutares, mas o debate deve ser no Parlamento, por legisladores eleitos pela população para representá-los. A ministra não me representa. Os ministros não me representam. Não são eleitos pelo voto popular”, disse.

Jornal da Cidade Online

Governo Lula se complica com a revelação de que câmeras no Planalto foram desligadas no dia 8 de janeiro

Flavio Dino está nitidamente tentando ocultar o que de fato aconteceu no dia 8 de janeiro, protelando a entrega do conjunto das câmeras do Palácio da Justiça. Debochado e autoritário, o comunista é sem dúvida a figura mais nociva do atual governo. Infelizmente, parece que está conseguindo obter a complacência do STF. Noutros tempos, a ordem de ‘48 horas’ para a entrega do material já teria sido dada.

Para piorar a situação, documento encaminhado aos integrantes da CPMI dos atos de 8 de janeiro pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República informa que pelo menos quatro câmeras de segurança do Palácio do Planalto foram desligadas instantes após a invasão do prédio.

Segundo o GSI, foram desativados dois equipamentos que estavam no 2º andar (rampa do Palácio e elevador leste), um que estava no mezanino e um quarto localizado no corredor leste do 3º andar do edifício.

O primeiro equipamento foi desligado às 15h32; a câmera do mezanino parou de funcionar às 15h34; a câmera do elevador leste do 2º andar parou às 15h59 e a localizada no terceiro andar foi desligada às 16h44. O equipamento do 3º andar voltou a funcionar às 19h29; os demais, apenas no dia 9 de janeiro.

“A filmagem foi interrompida por ação externa ao equipamento, ou seja, por ação humana, que ocasionou sua avaria ou ainda seu desligamento da alimentação”, informa o GSI.

Só não explica o motivo real de terem sido desligados e quem desligou, mas pelo visto querem realmente a todo custo, esconder a verdade dos fatos p\ara manter a versão de atos extremistas.

Jornal da Cidade Online