Alexandre de Moraes acata a inclusão do “General de Lula” no inquérito do 8 de janeiro e pode ser preso

Finalmente o ministro Alexandre de Moraes acatou o pedido da Procuradoria Geral da República nesta quarta-feira (18) e incluiu o general da reserva Gonçalves Dias (foto), ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), no inquérito que apura a participação de militares nos atos de 8 de janeiro. O pedido acolhido por Moraes foi apresentado à Procuradoria pelo Partido Novo.

Conforme a PGR, alguns militares que já haviam prestado depoimento teriam mencionado condutas no comportamento do ex-chefe do GSI que “poderiam indicar elementos importantes”.

“[…] Deve-se deixar claro que também eventual conclusão pelo delito de prevaricação haverá de conhecer subsunção no Código Penal comum (art. 319) e não no Código Penal Militar (também o art. 319), possibilitando, igualmente, a investigação pela Polícia Federal, qual vem ocorrendo com as demais condutas“, argumentou a PGR em sua manifestação a Moraes.

O ministro do STF reconheceu que os fatos apontados pelo sub-procurador-geral Carlos Frederico Santos “estão abrangidos pela investigação em curso na Pet 11.027/DF, inclusive com a realização da oitiva de vários militares”.

O fato cai como uma bomba no colo do governo Lula e agora a CPMI do 8 de janeiro tem indícios fortíssimos de que houve prevaricação escancarada nos atos do de vandalismos na Praça dos Três Poderes por parte do próprio governo Lula.

Apresentação: Berenice Leite e Comentários: Emilio Kerber

Jornal da Cidade Online

 

Golpe do governo Lula contra o povo! Vai a plenário, sem discussão – o fim das redes sociais no Brasil

Todos sabem que as redes sociais são a mola propulsora de todo esse processo de conscientização da população brasileira. A “ficha caiu” para o povo já tem alguns anos e isso só ocorreu porque todos tiveram acesso, pela primeira vez, às informações verdadeiras, aos fatos em tempo real, sem qualquer espécie de filtro ou narrativa da imprensa. Num país de dimensões continentais, além de despertar e conscientizar a nação inteira, as plataformas da internet desempenharam um papel singular: uniu o povo.

A grande mídia continua lá, publicando suas matérias tendenciosas, manipulando os fatos como sempre fez, mas agora o povo vê o contraste, percebe a manipulação das informações, porque a sua rede social já o conscientizou. Mais do que o contraste: as pessoas enxergam o quão ridículas são determinadas matérias ou alguns jornalistas.

Primeiro tentaram emplacar o projeto da censura, mas o Legislativo extirpou a ideia. Então eles resolveram fatiar o “projetão” em vários PLs, no afâ de que passasse desapercebidamente pelos deputados. Só que o Deputado Gustavo Gayer detectou a manobra e na última segunda (15), divulgou um vídeo denunciando a movimentação ardilosa do presidente da Casa, que conseguiu anexar o PL 2730/2023 ao PL 3731/2023, que vai para votação no Plenário da Casa sem qualquer discussão sobre o assunto.

Isso é um golpe fatal!

Um golpe contra a democracia! Contra a comunicação do país – um golpe subversivo. 

Não apenas porque colocaram um PL para voar na aba do outro, sem ter que passar pelas comissões de praxe, mas pelo tema. Sabem do que trata o PL 2730/2023? Do fim das redes sociais no Brasil. E esse PL vai ao Plenário sem que o tema seja exaustivamente debatido na Casa. Não se trata de um simples “controle das redes sociais”, como eles chamam (que já seria errado), mas sim, o FIM dessas plataformas no Brasil. 

Resumidamente, o PL desenha e elabora muito bem quem são os “titulares de direitos autorais”. Todo áudio, vídeo e texto que circula na internet tem um autor (ou vários). Esses autores têm o direito de perceberem pagamentos a cada vez que suas obras forem compartilhadas e/ou assistidas. As plataformas serão obrigadas a manter em arquivo todas essas peças e o controle de circulação dessas mensagens Essas mesmas plataformas deverão pagar aos “titulares desses direitos autorais” por cada inserção ou compartilhamento em suas redes.

Deu para entender? As plataformas terão que pagar a você por cada vez que o seu vídeo for compartilhado! Esses direitos passam para os seus filhos e netos, por 70 anos. Sabe o que é mais surreal? As plataformas não poderão recusar o seu compartilhamento. Não poderão bloquear essa função do usuário e nem inibi-lo, de forma alguma. As pessoas poderão produzir e compartilhar conteúdo a vontade que as plataformas pagam a conta. Isso simplesmente inviabiliza economicamente essas plataformas no Brasil e todas vão embora. Vão dar um tiro no coração do povo, que perderá a sua comunicação, a sua aproximação, a sua articulação. No lugar de conversar com pessoas de outras cidades simultaneamente, o cidadão estará limitado a conversar com seus vizinhos e colegas de trabalho.

Querem impedir o povo de conversar, a qualquer custo! O PL 2730 ainda prevê que as plataformas serão obrigadas a pagar ao jornalista (ou seu órgão), por cada vez que sua matéria for compartilhada nas redes. Aliás, essa é uma das razões pelas quais estão chamando esse PL de Projeto Globo. Afinal, quem mais vai lucrar com as redes sociais saindo do país? O objetivo é que o povo volte a ser doutrinado pela grande mídia. Notícias do mundo exterior você terá através das lentes das grandes emissoras de televisão.

É mais ou menos o que acontece na China e que o governo Lula quer implantar  no Brasil. Acorda, povo brasileiro! Vão acabar com as redes sociais!

Jornal da Cidade Online

 

STF acaba com sigilo em processos internos da Polícia Federal

Sigilo havia sido estabelecido em 2021; decisão do STF defendeu princípios da publicidade e acesso a documentos públicos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu acabar com o sigilo em processos internos da Polícia Federal (PF). A decisão do Pleno se refere a todos os processos do Sistema Eletrônico de Informações (SEI) cadastrados como restritos.

O sigilo havia sido estabelecido, por ofício, em 2021. A decisão do STF ocorreu em resposta a uma arguição apresentada pelo Psol. A justificativa apresentada pela PF para determinar o sigilo dos processos internos apontava a “necessidade de compartimentação de informações sensíveis inerentes a diferentes áreas da Polícia Federal, assim como a possibilidade de lançamentos equivocados por servidores no momento do cadastro”.

A justificativa foi considerada “genérica” pela relatora da ação do PSol, ministra Cármen Lúcia. Ela defendeu que o princípio da publicidade e do acesso aos documentos públicos de todos os poderes deveria prevalecer sobre a determinação da PF.

“No exercício da função pública sequer é possível cogitar de esfera íntima, por ser posta em foco a atuação como agente do Estado, e não como particular”, argumentou Cármen Lúcia.

Coluna do Paulo Cappelli – Metrópoles

Relator da CPI do MST rejeita ‘acordão’ para favorecer convocados do governo Lula

Membros da CPI do MST e da Frente Parlamentar do Agronegócio (FPA) estiveram na residência oficial da Presidência da Câmara para articular a volta ao colegiado de deputados tidos como opositores ao Planalto. O encontro, com articulação do presidente da FPA, Pedro Lupion (PP-PR), excluiu o relator da CPI, Ricardo Salles (PL-SP), por ser “muito duro”. Desistir da convocação de Rui Costa (Casa Civil) e ‘negociar’ o relatório final são condições para a oposição retomar controle da comissão.

Faltam os russos

Se depender do relator Salles, não vai ter o acordão: “eu não topo nada disso”, afirmou o deputado federal à coluna sobre as negociações.

Sem controle

Após convocar Rui Costa, o Planalto se moveu e articulou cinco trocas na CPI. Saíram deputados do União Brasil, PP, Republicanos e até do PL

Lulismo como critério

As trocas fizeram o “índice de governismo” subir. A média entre os substituídos passou de apenas 22,8% para impressionantes 79,6%.

Fim melancólico

Apesar das trocas em curso, a CPI não deve ser prorrogada. A previsão é que os trabalhos se encerrem no dia 14 de setembro.

Coluna do Claudio Humberto

 

Congresso tem 16 projetos para punir porte de drogas e o STF pode favorecer o porte da maconha

Supremo retoma julgamento que pode descriminalizar porte de maconha para consumo próprio, mas parlamentares discordam

Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma o julgamento que pode descriminalizar o porte de maconha para consumo próprio, pelo menos 16 projetos de lei no Congresso estão em discussão e preveem endurecer penas para quem compra ou transporta drogas para o uso pessoal. A ação do Supremo é criticada pela maior parte dos parlamentares, que alega haver uma invasão da competência do Legislativo de elaborar e mudar leis.

Em 2006, o Congresso fez mudanças na legislação sobre drogas, aprovando a lei que cria o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas (Sisnad), conhecida como Lei de Drogas. O texto considera crime o porte de droga para uso pessoal, com penas de advertência sobre os efeitos das drogas, prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

A ação em curso no Supremo questiona a constitucionalidade do artigo 28 da Lei de Drogas. Este trecho estabelece ser crime “adquirir, guardar, ter em depósito, transportar ou trazer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar”. Até o momento, há quatro votos pela descriminalização, mas ainda sem definição se ela abrangeria apenas a maconha ou incluiria outras drogas ilícitas.

Enquanto isso, há propostas para endurecer as punições previstas no Sisnad. Um projeto de autoria do ex-deputado Daniel Silveira (PTB-RJ) quer endurecer a pena dos acusados por porte para consumo próprio e sugere pena de um a quatro anos de detenção. Projeto do ex-deputado Onyx Lorenzoni (PL-RS) também defende penas mais duras, mas não especifica quais seriam, apenas cita “importar” drogas para o próprio consumo no rol do crime.

Já em um projeto de lei de autoria do deputado Loester Trutis (PL-MS), a sugestão é endurecer as penas para usuários que forem detidos consumindo drogas em ambientes escolares. Com isso, eles estariam sujeitos a prisão de um a quatro anos, além do pagamento de multa. “O uso de drogas dentro de instituições de ensino ou em suas imediações atra o traficante para cada vez mais perto das escolas, aumentando o número de usuários ainda em idade escolar”, justifica o deputado.

Um dos projetos em discussão no Senado, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), sugere que o cultivo, o porte e o consumo de maconha sejam criminalizados com prisão de seis meses a dois anos, além do pagamento de multa. O parlamentar justifica que as penas para usuários são “brandas” e afirma que a discussão sobre a liberação do consumo de drogas “estimula o tráfico”.

“A descriminalização incentivará o uso de drogas por crianças e adolescentes, prejudicando a sua formação, uma vez que não será possível controlar o seu fornecimento por adultos que terão acesso fácil às substâncias”, afirma Nogueira.

Críticas dos parlamentares

Uma possível decisão do STF pela descriminalização coloca em xeque as propostas sobre o tema no Congresso, que podem ser consideradas inconstitucionais a partir de então. O combate às drogas foi tema de um ato no Senado, no início do mês, ocasião em que vários parlamentares abordaram o julgamento.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o STF estaria “usurpando o papel do Congresso”. Mesmo parlamentares que não expressam posicionamento pró ou contra a descriminalização, têm criticado o Supremo. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, classificou como um “equívoco grave” a possibilidade de o STF decidir sobre a descriminalização.

A alegação de Pacheco é que a alteração da lei cabe exclusivamente ao Poder Legislativo. “Se pretender legalizar ou descriminalizar, que é uma tese que pode ser sustentada por aqueles que defendem que a questão é mais de saúde pública do que uma questão judicial e uma questão penal, o foro de definição desta realidade é o Congresso Nacional brasileiro.”

Para a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), a discussão no Judiciário ocorre em meio a uma lacuna na legislação atual que “não estabelece critérios objetivos para distinguir quem é usuário e quem é traficante no Brasil. É preciso adotar critérios claros para disciplinar o uso próprio, como ocorre em inúmeros países”, defende.

Fonte: R7

 

Presidente da CPMI desarticula Eliziane Gama contra o ex-presidente. Ela silencia manobras de Flavio Dino

O presidente da CPMI do 8 de janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), negou nesta terça-feira (15) pedido para votação de requerimentos pela convocação e a autorização para as quebras dos sigilos telemático e fiscal do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro. O pedido tinha o intuito de fazer a CPMI se debruçar sobre dados do inquérito da Polícia Federal que investiga a SUPOSTO venda, por assessores do ex-presidente, de joias e outros presentes de países árabes ao casal Bolsonaro.

Arthur Maia não acatou o pedido e disse não ver “qualquer nexo de causalidade” entre as denúncias recentemente divulgadas e os ataques do 8 de janeiro. “Eu não consigo enxergar nenhum nexo de causalidade em relação com o que aconteceu no dia 8 de janeiro e com um presente que eventualmente, não estou dizendo que isso aconteceu, que o presidente teria recebido […]. Eu não vou entrar nisso, isso não tem nada a ver com o 8 de janeiro. Não contem comigo para esse tipo de coisa”, disse Arthur Maia.

Foi um “balde de água fria,” nas manifestações de interesse político da relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), inclusive bem afinada ao ministro Flavio Dino, que afirmou que o tema é objeto da CPMI e vai insistir para que seja investigado.

“Não há dúvida nenhuma que, por serem fatos correlatos, eles precisam ser aprofundados e investigados. Não é um fato novo. É sobretudo seguir aquilo que está hoje constando no nosso plano de trabalho”, disse ela, em claro sinal de desespero. A “caçada” ao ex-presidente está sendo cruel… Basta ver o que já aconteceu e vem acontecendo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Jornal da Cidade Online 

 

Flavio Dino é denunciado criminalmente na PGR e senador pede busca e apreensão das imagens para a CPMI

No início da reunião da CPMI nesta terça-feira (15), o senador Jorge Seif (PL-SC) apresentou questão de ordem ao presidente da CPMI do dia 8 de janeiro para questionar as providências que serão tomadas pelo colegiado diante do envio de imagens de apenas duas câmeras do Palácio da Justiça.

Um grupo de 16 parlamentares da oposição, entre senadores e deputados, entregaram na tarde desta terça-feira, ao procurador-geral da República, Augusto Aras, uma representação criminal contra o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, por prevaricação e desobediência.

Os parlamentares também encaminharam à ministra presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Maria Thereza de Assis Moura, mandado de segurança com pedido de concessão de liminar, para determinar o cumprimento dos requerimentos de solicitação do envio de imagens pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“O papel central do ministro da Justiça nessa sucessão de eventos já justificaria os diversos requerimentos apresentados por membros da CPMI para a obtenção das imagens das câmeras de vigilância do Palácio da Justiça, mas a conduta do titular da pasta, ministro Flávio Dino, torna a entrega dessas imagens urgente e imprescindível”, afirmou Seif.

No último dia 11 de julho, a CPMI aprovou sete requerimentos solicitando as imagens. O ministro Flávio Dino pediu a extensão do prazo, mas posteriormente negou o envio, alegando tratar-se de provas de investigação, segundo Seif.

O senador lembrou que a comissão, então, encaminhou expediente solicitando acesso às imagens ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que determinou o fornecimento do que foi registrado pelas câmeras diretamente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

“Não é possível que essa comissão continue sendo desrespeitada. Busca e apreensão é medida necessária e adequada”, disse Seif.

Ex-ministro da Justiça, o senador Sergio Moro (União-PR) pontuou que “as respostas que vem do Ministério da Justiça são evasivas e incompletas. “Essa busca e apreensão parece imprescindível para resgatar a autoridades dessa CPMI”, argumentou Moro.

Jornal da Cidade Online

Relator da CPI revela CNPJ usado pelo MST para receber doações milionárias do governo

Registrou que o MST levantou quantia de quase R$2 milhões em doações do governo federal

O MST não tem um CNPJ, mas se utiliza de um. É o que revelou a inquirição do relator da CPI do MST, deputado Ricardo Salles (PL-SP), ao líder nacional do movimento, João Pedro Stédile. O levantamento feito por Salles apurou a soma de R$2 milhões em doações feitas pelo poder público à Associação Brasil Popular (Abrapo), que segundo o relator, detém a administração de diversos setores ligados ao movimento presidido por João Pedro Stédile. A Associação está inscrita sob o CNPJ 07.696.592/0001-77.

  “A Abrapo, sob a rubrica do MST, faz manejo de recursos, administra documentos, conta bancária, detém o registro do site e assume outros compromissos pelo movimento”, afirmou.  

Ao declarar desconhecimento sobre a gestão da entidade, Stédile continua a ser inquerido pelo deputado paulista: “O senhor quer convencer esse plenário que, na qualidade de liderança máxima do MST, o senhor não conhece a empresa que recebe os recursos de pagamentos do movimento, o senhor não conhece o grupo de celebração de acordos e percepção de recursos?”.

O questionamento de Salles foi, aparentemente, um dos momentos mais desgastantes para a base do governo. Enquanto o relator contextualizava as questões sobre a associação em tela foi possível ouvir a deputada Gleisi Roffmann (PT-PR) cochichar: “O tempo de liderança precede”, como se combinasse com alguém a interrupção da fala de Salles. Dito e feito: a deputada, logo, ergueu a voz e solicitou ao presidente da Comissão seu tempo de liderança, que foi negado em observância ao direito do relator.

Outro cochicho possível de se ouvir pelos microfones indiscretos da TV Câmara partiu da deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ): “gente, não é possível, vê uma questão de ordem aí”, pressionou colegas e assessores na intenção de tumultuar a fala em curso.  Diante da resposta mal elaborada de Stédile ao dizer que não tem obrigação sobre os valores doados, a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP) insiste, sem êxito: “tempo de liderança do Psol”, clamou.

 O que os companheiros de Stédile tentaram abafar, o relator escancarou: doações que totalizam, no escopo do recorte apresentado, quase R$ 2 milhões.

Diário do Poder

 

STF rejeita denúncia da Lava Jato contra o “Quadrilhão do MDB do Senado”

A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) votou, nesta segunda-feira (14), para arquivar denúncia apresentada pela Procuradoria da República (PGR) durante as investigações da Operação Lava Jato, em 2017. A denúncia ficou conhecida como “Quadrilhão do MDB do Senado”.

Por maioria de votos, os ministros seguiram voto proferido pelo relator, ministro Edson Fachin. O magistrado seguiu novo posicionamento da PGR, enviado ao Supremo em março deste ano, no qual a procuradoria defendeu rejeição da denúncia.

“Ante o exposto, com esteio no pleito da Procuradoria-Geral da República, que manifesta rejeição da denúncia em relação aos acusados, por ausência de justa causa, e que fez reavaliação do entendimento anteriormente exposto, depreendo que a decorrência é a de rejeitar a denúncia formulada em face de Edison Lobão, Jader Barbalho, Renan Calheiros, José Sarney, José Sérgio de Oliveira Machado, Romero Jucá e Valdir Raupp”, decidiu Fachin.

O relator também levou em conta que não podem ser usadas para condenações tão somente as declarações de investigados que assinaram acordos de delação com os investigadores da Lava Jato. A alteração foi inserida no Pacote Anticrime de 2019.

“Ainda foram especialmente consideradas pela acusação as alterações determinadas pela Lei 13.964/2019, que, ao não mais permitir o recebimento de denúncia com fundamento apenas nas palavras do colaborador, teve profundo reflexo na situação em análise”, concluiu.

A denúncia original foi feita ao Supremo pelo ex-procurador Rodrigo Janot e envolveu os senadores do MDB.

Jornal da Cidade Online

 

Jornal espanhol EL PAIS detalha a verdade sobre “Lula e o Foro de São Paulo,” que reúne socialistas e comunistas

O Jornal Internacional EL PAIS, da Espanha e muito divulgado na América Latina, publicou um editorial onde descreve minuciosamente tudo sobre “Lula e o Foro de São Paulo”.

Leia abaixo na íntegra:

Há duas verdades inapeláveis no cenário político da América Latina: uma é que o Brasil é o país mais poderoso e influente da região. A outra é que Lula da Silva é o verdadeiro líder de toda a esquerda continental. Na construção dessa liderança, teve papel decisivo o Foro de São Paulo, FSP. Rodeado de todo tipo de mitologia, o FSP é um evento no qual se reúnem periodicamente dirigentes dos setores socialistas, comunistas e da ultraesquerda.

Para quem não adotou a ideologia marxista, que é a verdadeira argamassa que aglutina todos esses grupos tão diferentes entre si, o FSP se tornou uma espécie de inimigo mítico oculto nas sombras e culpado de todos os males do continente. Já quem faz parte dele busca de modo permanente passar a impressão de que ele é desimportante e inofensivo.

No mês passado, em Brasília, houve mais uma reunião do FSP, quando Lula fez um discurso que dá o que pensar. Durante 17 minutos, falou com sua rouquidão alcoólica e sua retórica treinada em milhares de reuniões e assembleias como sindicalista e político.

Aí, não só pôs em evidência as misérias e a arrogância de sua visão ideológica, mas também tentou transmitir algumas lições positivas de sua longa vida política. Um discurso que acabou servindo também para deixar em descoberto o viés perverso que domina atualmente a circulação das informações.

Para se ter ideia, as pessoas são enquadradas pelo algoritmo das redes sociais conforme canais e conteúdos que costumam acessar. Depois, passam a receber mensagens de acordo com o seu perfil. Se ficou evidente que, por exemplo, você não gosta de Lula, provavelmente você vai receber vídeos com falas indignantes do presidente brasileiro. É o caso daquela em que Lula responde a quem acusa a sua turma de “comunista” e de “socialista” e diz: “Isso não nos ofende, isso nos orgulha!”

Aliás, parece realmente insólito que, em pleno 2023, uma figura como Lula ignore os muitos motivos que há de fato para sentir vergonha de estar vinculado aos partidos e ideologias comunistas.

Agora, se você se inclina para a esquerda ou se é a agência espanhola EFE e sua visão tendenciosa, então o que vai ser realçado no discurso de Lula é sua recomendação de “exercitar a democracia o máximo possível” e sua afirmação de que na democracia “você estabelece uma alternância de poder” (sic). Por sinal, são palavras que devem ter soado muito estranhas para os representantes de Cuba, Venezuela e Nicarágua, regimes apoiados por Lula, nos quais nada disso existe.

Pois tudo isso estava no discurso de Lula, além doutras frases polêmicas como, por exemplo, afirmar que em 500 anos de história, o período em que a América Latina mais teve “conquistas” e “políticas de inclusão social” foi ao tempo em que seu partido, o PT, governava o Brasil: 2003 a 2016.

Ou relatar que, no primeiro FSP, alguns países tinham “organizações de esquerdas muito pequenas mas, muito cheias da verdade”. Como se vê, a modéstia não é uma característica das esquerdas continentais.

Também não o é o espírito crítico. É realmente absurdo que uma figura como Lula pareça não sentir vergonha de estar hoje vinculado a partidos e ideologias comunistas. Não se trata de uma forma de demonização ou desprezo. É fato inegável que a ideologia comunista levou só ruína econômica aos países em que chegou ao poder, implantando regimes assassinos que em nada ficam atrás do nazismo.

E não estamos falando apenas do que aconteceu há meio século na Rússia, na Hungria ou no Camboja. Com efeito, falamos do que está ocorrendo neste momento em nossa região: em Cuba, na Venezuela e na Nicarágua.

Sim, falamos de países cujos representantes Lula convidou para comer salgadinhos e tomar cachaça.

O que Lula banaliza em seu tom arrogante e desdenhoso é a tragédia dos sete milhões de venezuelanos que tiveram de abandonar sua pátria para não morrer de fome com as políticas genocidas de seus amigos Chaves e Maduro. Onde está a alternância democrática na Venezuela?

E onde está a democracia em Cuba, país em que pessoas acham melhor o risco de serem comidas por tubarões do que seguir suportando a violência e as privações de um regime repressivo que nada tem a invejar do pior autoritarismo da história?

Aliás, o discurso de Lula, ouvido por completo, é ainda mais indignante do que os trechos divulgados por seus mais acérrimos inimigos políticos.

Porque deixa evidente que Lula é muito inteligente e que, apesar do que está dizendo, entende perfeitamente as vantagens e os êxitos de uma democracia funcional e completa.

Sim, Lula conhece o bem da democracia. Mesmo assim, ele está disposto a aceitar em sua mesa aqueles que a violam sistematicamente, aqueles que reprimem e subjugam o povo, aqueles que pisoteiam todas as liberdades. E a única explicação para que alguém na condição de Lula se comporte assim é uma sede desmedida de poder e uma hipocrisia que supera todos os limites imagináveis. E que defeito poderia ser pior num governante?

[*] A 26ª edição do Foro de S. Paulo ocorreu em Brasília de 29/06 a 02/07/2023. Fundado em 1990 por Fidel Castro, Hugo Chaves e Lula, tem esse nome porque a primeira reunião deu-se na capital paulista. Durante duas décadas, as esquerdas conseguiram esconder a sua existência. E quando ele começou a ser denunciado, a militância reagia acusando “teoria da conspiração”. Além de partidos de esquerda, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), grupo com ligações com o narcotráfico e que se notabilizou por usar métodos desumanos de recrutamento e por manter centenas de pessoas sequestradas, tiveram participação ativa em várias de suas edições. N.T.

Tradução de Renato Sant’Ana.

Jornal da Cidade Online