Em evento internacional em Paris, ex-presidente da França faz “chacota” com o ministro Barroso

Só mesmo no Brasil que ministros da Suprema Corte se expõem tanto e opinam sobre assuntos dos mais variados. Em outros países, essas autoridades costumam conservar com firmeza a posição de magistrado. Por aqui, chegamos a ver o ministro Luis Roberto Barroso se vangloriar: “Derrotamos o bolsonarismo”.

Tais fatos, certamente não passaram despercebidos pelo espirituoso ex-presidente da França, Nikolas Sarkozy. Em tom de brincadeira, ele não perdoouo ministro Luís Roberto Barroso

A coluna Radar da Revista Veja retratou exatamente o que aconteceu.

Leia na íntegra:

“Um dos convidados do I Fórum Esfera Internacional, em Paris, neste fim de semana, o ex-presidente da França Nicolas Sarkozy ficou impressionado com a exposição do presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, sobre as agendas prioritárias para o Brasil.

Barroso palestrou na abertura do evento para empresários e investidores, pouco antes de Sarkozy discursar. O ministro do STF discorreu sobre uma série de agendas importantes que, se implementadas, colocariam o país na rota do crescimento, valorizando as riquezas nacionais na fronteira ambiental e o vigor da democracia.

‘Precisamos superar o preconceito que existe no Brasil contra a livre iniciativa e o empreendedorismo. A história mostra que a iniciativa privada é o maior gerador de riquezas’, disse Barroso.

Diante das ideias do presidente do Supremo, Sarkozy provocou, em tom de brincadeira: ‘Acho que o senhor está pronto é para outra presidência, não só para a da Suprema Corte’.

Questionado na sequência sobre o ‘conselho’ de Sarkozy, Barroso disse que não passa pela sua cabeça disputar o cargo hoje ocupado por Lula.”

Jornal da Cidade Online

 

Falta de magistradas reduz concessão de direitos a mulheres, diz conselheira do CNJ

A falta de mulheres nos tribunais prejudica o acesso igualitário à Justiça. Hoje, predomina no Judiciário uma visão masculina, que reduz a concessão de direitos às mulheres.

A constatação é feita por Salise Monteiro Sanchotene, desembargadora do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que, até o fim deste ano, cumpre mandato como conselheira do Conselho Nacional de Justiça. “O poder decisório dos tribunais será tão melhor exercido quanto mais representar, na sua composição, a diversidade da sociedade brasileira”, diz ela.

Foi por isso que a magistrada, na condição de supervisora do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Judiciário, sugeriu ao CNJ uma regra de alternância de gênero no preenchimento de vagas para os tribunais de segunda instância. A proposta foi relatada por ela no Plenário e aprovada em sessão extraordinária no final de setembro. Agora, para preencher suas vagas pelo critério de merecimento, as Cortes de segundo grau deverão alternar entre uma lista exclusiva de mulheres e a tradicional lista mista. Essa ação afirmativa valerá até que a paridade seja atingida em cada tribunal.

Em entrevista à revista eletrônica Consultor Jurídico, Salise justifica a medida. Segundo ela, as mulheres enfrentam dificuldades maiores na magistratura, especialmente para conciliar a profissão com a vida pessoal e o cuidado de familiares. Além disso, sofrem com atitudes discriminatórias, como interrupção e descredibilização de suas falas. A progressão na carreira também é penosa, pois mulheres recebem menos promoções por merecimento ou mesmo indicações para cargos de confiança.

A conselheira ainda rebate argumentos que questionam a constitucionalidade da resolução aprovada. Para Salise, o CNJ pode editar atos normativos “voltados à concretização de princípios constitucionais”, mesmo que não haja lei sobre o tema correspondente.

ConJur — Quais são as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres para ingressar na magistratura e progredir na carreira?

Salise Monteiro Sanchotene — As principais barreiras das mulheres para ingresso na magistratura e progressão na carreira estão relacionadas aos papéis sociais, ao modo de vida e à divisão sexual do trabalho que ainda existe na sociedade.

De acordo com pesquisas, as barreiras mais comuns são: a maior afetação da carreira profissional sobre a vida pessoal; um número mais elevado de oportunidades de ascensão perdidas por dificuldade no deslocamento de todo o grupo familiar com filhos pequenos ou familiares sob seus cuidados (circunstância que é mais custosa para as mulheres do que para os homens); maior dificuldade no exercício do cargo, ou exercício por um período mais extenso do que os homens, quando com filhos pequenos ou familiares sob seu cuidado; atitudes discriminatórias — como comportamentos masculinos de interrupção da mulher durante sua fala, explicação mais didática à mulher do que aos demais sobre temas nos quais ela tem expertise, apropriação do conteúdo de fala da mulher e grande descredibilização para abalo de sua confiança —; e menos indicações para cargos de confiança ou promoções, especialmente por merecimento.

ConJur — Como surgiu a ideia da regra de alternância de gênero no preenchimento de vagas para a segunda instância do Poder Judiciário?
Salise Monteiro Sanchotene — No Brasil, a ideia de alternância de gênero já foi objeto de debate em outras oportunidades. Para aplicação no Poder Judiciário, há notícia de que esta possibilidade já foi discutida durante o processo da
Emenda Constitucional 45/2004, conhecida como reforma do Judiciário. Além disso, ao menos desde 2007 as listas alternadas entre homens e mulheres são objeto de debate dentro da pauta da reforma política.

No âmbito do CNJ, a forma de acesso das magistradas aos tribunais de segundo grau esteve em discussão pública ao menos desde o evento “Mulheres na Justiça: Novos Rumos da Resolução 255/2018“, realizado em novembro de 2022.

ConJur — Em seu voto no Plenário do CNJ, a senhora disse que a ausência de mulheres nos tribunais compromete interesses sociais relevantes. Quais são eles?
Salise Monteiro Sanchotene — A ausência de mulheres nos tribunais representa a inexistência de uma das perspectivas da sociedade. O poder decisório dos tribunais será tão melhor exercido quanto mais representar, na sua composição, a diversidade da sociedade brasileira.

A ausência da perspectiva feminina, ou sua existência minoritária, prejudica de uma maneira geral o acesso à Justiça por mulheres e meninas. A concessão de direitos no Poder Judiciário está permeada por uma visão que tem origem em perspectiva masculina e isso, por inúmeras vezes, reduz a percepção de que a Justiça implica a concessão de determinados direitos àquela mulher.

O tratamento conferido, há poucos dias, por um tribunal a uma advogada gestante que, em razão do possível parto, requereu o adiamento do processo pautado com pedido de sustentação oral e recebeu como resposta o argumento de que gravidez não é doença é bem representativo da perspectiva masculina no acesso à Justiça. Há uma incompreensão, fundada em estereótipos, sobre determinadas questões femininas que são rotineiramente desconsideradas.

Fonte: CONJUR

 

TJMA divulga edital de chamamento de credores de precatórios

Edital é para precatórios inscritos nos orçamentos de 2021, 2022 e 2023

Como previsto no Edital Conjunto TJMA/PGE-MA nº 01/2023, foi disponibilizado nesta sexta (13/10) o Edital da 3ª Rodada de Chamamento, com a convocação de credores para apresentação de requerimento de habilitação para pagamento de precatórios inscritos nos orçamentos de 2021, 2022 e 2023, mediante a realização de acordo direto.

De acordo com o Edital TJMA/PGE-MA nº 01/2023, é condição para celebração do acordo a concessão de deságio no percentual de:
I. 20% (vinte por cento) para os precatórios com valor de até R$ 250.000,00;
II. 30% (trinta por cento) para os precatórios com valor superior a R$ 250.000,00 e até o limite de R$ 500.000,00;
III. 40% (quarenta por cento) para os precatórios com valor superior a R$ 500.000,00.

“É importante reforçar sobre a necessidade da leitura do edital para verificação de todos os requisitos, como por exemplo a obrigatoriedade da assinatura do requerimento pelo credor e por seu advogado, assim como observar que o envio deve ocorrer, exclusivamente, por meio do sistema PJe (2º Grau), com o tipo de petição “pedido de homologação de acordo”, no prazo estabelecido no edital”, explicou o Juiz Gestor de Precatórios do TJMA, Anderson Sobral de Azevedo.

O modelo do requerimento de habilitação consta no Anexo Único do Edital Conjunto TJMA/PGE-MA nº 01/2023, disponibilizado nos portais do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão e da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão.

É imprescindível a observância às disposições do edital, tendo em vista que serão indeferidos liminarmente os pedidos entregues fora do prazo estipulado, ou que sejam relativos a exercícios orçamentários diversos dos previstos neste edital de convocação. No caso de precatórios com vários titulares, é indispensável que todos assinem o requerimento de adesão, sob pena de ver seu pedido indeferido.

Confira a íntegra do Edital Conjunto TJMA/PGE-MA nº 01/2023, de 13 de Junho de 2023 e do Edital EDT-AGP 12023, de 10 de outubro de 2023, da 3ª Rodada de Chamamento.

MAIS INFORMAÇÕES

Para mais informações, acesse: https://www.tjma.jus.br/midia/prec/pagina/hotsite/505861 .

Agência TJMA de Notícias
asscom@tjma.jus.br

 

Decisão do STF sobre Guardas Municipais não as autoriza a abordar e revistar pessoas, diz ministro Fachin

Ainda que as Guardas Civis Municipais sejam reconhecidamente parte do sistema de segurança pública listado no artigo 144 da Constituição Federal, isso não as autoriza a exceder sua competência, que é de proteger bens, serviços e instalações do município.

O entendimento é do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, em decisão monocrática que manteve a absolvição de uma pessoa que foi abordada e revistada por guardas municipais e processada por tráfico de drogas. O Tribunal de Justiça de São Paulo observou que não havia qualquer situação de flagrante de crime, situação excepcional que permitiria uma ação ostensiva de guardas municipais. Eles simplesmente abordaram e revistaram uma pessoa, com a qual encontraram drogas.

O caso chegou ao STF em recurso do Ministério Público de SP. Inicialmente, o ministro Fachin deu provimento para determinar o prosseguimento da ação. Após recurso da Defensoria Pública de São Paulo, reconsiderou a decisão e manteve a absolvição.

Fachin fez menção ao recente julgamento do próprio STF, em que concluiu que as GCMs integram o sistema de segurança pública.  Como mostrou a revista eletrônica Consultor Jurídico, o caso gerou discussão sobre a real competência de atuação da corporação.

“Embora esta Corte Suprema, no julgamento do ADPF 995, tenha definido que as Guardas Municipais estão incluídas no Sistema de Segurança Pública previsto no artigo 144 da CF/88, é de se notar que o julgado não promoveu alteração na competência constitucionalmente atribuída a tal categoria de agentes públicos”, disse o ministro.

 Essa competência é a do parágrafo 8º do artigo 144 e diz respeito à defesa de bens e patrimônio municipais. A posição é a mesma que foi recentemente reafirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. Rafael Muneratti, da Defensoria Pública de São Paulo, classifica a decisão como fundamental por deixar claro que não houve alteração ou ampliação das competências constitucionais das GCMs, como equivocadamente vislumbrado por alguns intérpretes.

“Reafirma, portanto, que as Guardas Municipais exercem atividade de segurança pública exclusivamente relacionada à proteção de bens e serviços municipais, e não policiamento ostensivo ou investigativo desvinculado dessa atribuição.”

Fonte: CONJUR

 

Governo Lula mantém ‘estoque de mordomia’ de 9 apartamentos

O pagador de impostos é um santo. A Presidência da República é dona de dezenas de imóveis funcionais, onde residem os integrantes do governo sem pagar por isso, e ainda mantém uma espécie de “estoque de mordomia” de 9 apartamentos vazios nas quadras mais valorizadas de Brasília. São seis na Asa Sul, onde o metro quadrado pode passar dos R$20 mil, e outros três na Asa Norte, área igualmente “nobre”. O “estoque” é reservado para “melhorar” as vantagens para figurões.

‘Filé’ da cidade

Apartamentos na Asa Norte, por exemplo são alugados por R$9,2 mil mensais ou vendidos em média por R$3 milhões.

Como Copacabana

Na Asa Sul, o metro quadrado de apartamentos menos vistosos rivaliza com imóveis residenciais de Copacabana, no Rio: R$11,3 mil.

Península dos Ministros

O Planalto também mantém mansões de luxo para ministros como da Casa Civil e Relações Exteriores e comandantes militares.

Bico calado

O Palácio do Planalto foi questionado sobre seu “estoque de mordomia”, exposto no Portal da Transparência, mas ninguém se dignou a explicar.

Coluna do Claudio Humberto

 

Cara a cara com a PF, General diz duras verdades sobre o STF, 8 de janeiro e o fantasioso “golpe”

O general Eliéser Girão Monteiro, que atualmente exerce o mandato de deputado federal como representante do PL/RN, compareceu à Polícia Federal para prestar depoimento em relação às alegações de seu envolvimento em supostas “atividades antidemocráticas”.

Durante o interrogatório, o general negou veementemente qualquer participação em tentativas de golpe de Estado ou envolvimento em ataques às instituições democráticas.

General Girão assumiu a responsabilidade por várias de suas postagens nas redes sociais, enfatizando que todas elas tinham um caráter institucional e estavam amparadas pelo seu direito à liberdade de expressão e à inviolabilidade. Ele destacou que nunca participou de organizações que promovem ações antidemocráticas.

Além disso, o deputado reiterou o direito constitucional dos cidadãos de se reunirem e se manifestarem de forma pacífica e ordenada. Ele negou ter tido reuniões com membros do governo Bolsonaro ou das Forças Armadas para discutir questões relacionadas ao Artigo 142 da Constituição.

O deputado também mencionou que foi um dos primeiros a solicitar ação por parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública após os eventos de 8 de janeiro de 2023. Ele negou qualquer envolvimento financeiro com as manifestações e explicou sua presença na frente do 16º Batalhão de Infantaria Motorizada, afirmando que estava a caminho de sua casa e, emocionado, fez uma saudação de Natal. Ele também mencionou ter desmaiado durante esse episódio.

 General Girão expressou sua esperança de que os responsáveis pela desordem fossem identificados e punidos. No entanto, ele destacou que, em sua opinião, os detidos receberam tratamento desumano. Ele encerrou seu depoimento mencionando sua percepção de um período excepcional devido à suposta aplicação de censura pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Jornal da Cidade Online

 

Ministros de Lula já acumulam 264 convocações pela Câmara e Flavio Dino detém 71 pedidos

Tramitam na Câmara mais de duas centenas de pedidos de convocação de ministros de Lula para explicarem desarranjos de suas pastas. O Alvo preferido é o ministro da Justiça, Flávio Dino, com 71 pedidos, quase todos ignorados. Só seis nomes não receberam convocação: a demitida Ana Moser (Esporte), os novatos André Fufuca (Esporte) e Silvio Costa Filho (Portos), André de Paula (Pesca) e Celso Sabino (Turismo), do centrão, e a apagadíssima Luciana Santos (Ciência e Tecnologia).

Nísia leva prata

Nísia Trindade aparece atrás de Dino, ainda que em colossal diferença. Em segundo lugar nas convocações, a ministra da Saúde é alvo de 23.

Enrolou

Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário) tem 22 convocações batendo à porta. A maioria quer explicações sobre MST e invasões criminosas.

Efeito Hamas

O chanceler de enfeite Mauro Vieira (Relações Exteriores) tem 18 convocações na Câmara, mais que “G. Dias”, o obscuro general do Lula.

Coluna do Claudio Humberto

 

Governo de Israel confirma que Hamas decapitou bebês

Cerca de 40 bebês foram mortos no kibutz de Kfar Aza durante ataques do grupo terrorista em território israelense

O governo de Israel confirmou, nesta quinta-feira (12), que o grupo terrorista Hamas decapitou bebês durante os ataques iniciados no último sábado (7).  As últimas informações eram que cerca de 40 bebês haviam sido mortos no kibutz de Kfar Aza, segundo o perfil oficial de Israel no X (antigo Twitter).

De acordo com um repórter do canal de notícias i24 News, no entanto, algumas das crianças teriam sido decapitadas. O jornalista ouviu o relato de um general israelense, mas não chegou a ver os corpos do suposto crime de guerra. Em uma publicação nas redes sociais, o perfil oficial do Estado de Israel confirmou o ato de crueldade e publicou a foto de um dos bebês que teria tido a cabeça cortada. 

“Esta é a imagem mais difícil que já postamos. Enquanto escrevemos isso, estamos tremendo. Estivemos discutindo sobre postar isso, mas precisamos que cada um de vocês saiba. Isso aconteceu”, afirmou o governo israelense.

O Hamas negou, nesta quarta-feira (11), ter decapitado os bebês. “Afirmamos que as acusações propagadas por alguns meios de comunicação são falsas, incluindo a alegação de matar e decapitar crianças”, disse o grupo terrorista em um comunicado.

Fonte: R7

 

Mandado de prisão de líder do Comando Vermelho some do sistema e Flavio Dino dá estranha declaração

O nome do criminoso Wilton Quintanilha, o Abelha, considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho, simplesmente sumiu do Banco Nacional de Mandados de Prisão. Nesta quarta-feira (11), o ministro Flávio Dino garantiu que vai conversar sobre o assunto com o presidente do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Luís Roberto Barroso.

Abelha é um dos homens mais procurados nas operações que ocorrem nesta semana no Rio de Janeiro. Mas até o início da tarde desta terça poderia ficar solto caso conseguisse sair do estado.

O nome dele não estava no BNMP (Banco Nacional de Mandados de Prisão), apesar de ele ser considerado pela Justiça fluminense como foragido. Após denúncia da imprensa, o nome rapidamente voltou a aparecer no sistema.

Flavio Dino deu uma estranha declaração:

“Lidamos com infiltrações em vários sistemas institucionais porque infelizmente essas facções foram se fortalecendo ao longo do tempo ao ponto de também conseguirem invadir sistemas, cooptar agentes públicos para suas operações. Claro que não estou afirmando [que] isso [aconteceu], mas isso certamente será investigado”.

Dino ainda frisou que o BNMP é coordenado pelo Conselho Nacional de Justiça e que o Ministério da Justiça, faz o acompanhamento por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Muito estranho. Isso faz lembrar os tais ‘diálogos cabulosos’.

Jornal da Cidade Online

 

Paulo Vitor agride colegas de parlamento por terem exercido o direito democrático ao contraditório

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Paulo Victor (PSDB), deu plena demonstração no último dia 04, de que não entende de política, gestão e muito menos de respeito ao direito democrático ao contraditório. Até hoje, ainda repercute uma frase proferida por Paulo Victor, em que ofendeu e tentou humilhar os vereadores que não rezam na sua cartilha, assumindo posição autoritária de querer impor ao colegiado do Legislativo Ludovicense a sua vontade e interesses particulares com manifestação, onde a sua voz deveria prevalecer sobre a dos demais.

Após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), de São Luís, para o ano de 2024, revoltado com os vereadores que democraticamente se opuseram à inclusão de um pacote de emendas modificativas à matéria, ele foi enfático e infeliz ao comentar a determinação do pequeno grupo de vereadores.

“Quando você anda com Cristo no peito, a gente pode escolher entre ser Judas, Pedro ou João. Judas traiu, Pedro negou, mas João sempre amou. Parabéns aos ‘Joãos’ aqui desse plenário, que estão trabalhando pela cidade e pela manutenção da ordem deste parlamento. Parabéns pela coragem de cada João que está aqui. Parabéns”, teria dito o então pretenso à prefeitura de São Luís, com comparações distorcidas do evangelho, para saciar os ímpetos do seu autoritarismo exacerbado e revolta com os interesses contrariados.

Ele acabou mostrando a todos, o quanto ainda carece de preparo para a atuação política e sem um mínimo de respeito aos colegas de parlamento, dando a entender que o grupo e vereadores não está ao alcance do seu respeito e admiração apenas, os que votaram de acordo com a sua vontade e muitos até de maneira subserviente. Mostrou mais uma vez, que lhes falta capacidade, tirocínio administrativo, conhecimentos, e acima de tudo noções básicas da boa educação com princípios e valores, necessárias ao desempenho do cargo. Qualquer político em exercício de mandato, mesmo nas cidades tratadas como atrasadas, sabe que quem dirige um órgão colegiado tem e dever de tratar os seus pares com o necessário respeito e agir como um magistrado.

Apesar de decantar como ostentação que é filho de um desembargador aposentado, que o adotou na infância, infelizmente tem demonstrado que não foi um bom aluno, mesmo tendo o pai como professor e dentro de casa. Deveria, o presidente do Legislativo da capital, rever a sua postura e o péssimo comportamento no contexto político. A sua arrogância e prepotência já manifestada a vários vereadores, já levantava dúvidas quanto a pré-candidatura a prefeito de São Luís. Por falta de articulação, visão e mais precisamente respeito e seriedade, acabou naufragando em águas turvas e as consequências podem ser bem maiores por falar demais e ainda usando nomes de pessoas, o que inclusive já lhe teria valido algumas advertências.

Isso, lhe tirou o possível prestígio e liderança junto aos vereadores, que segundo comentários de lamentos por terem embarcado numa canoa furada. Agora, com a falta de respeito que dispensa aos companheiros que ali também chegaram pelo respaldo popular, Paulo Victor dá mais um passo rumo a abrir as portas do ostracismo.

Os vereadores que votaram contra a vontade de Paulo Victor foram: Karla Sarney (PSD), Francisco Chaguinhas (Podemos), Rosana da Saúde, Domingos Paz (Podemos), Gutemberg Araújo (Republicanos), Daniel Oliveira e Marcos Castro. Todos, por questões de respeito ao parlamento e mais precisamente ao povo de São Luís, decidiram de que não valeria a pena uma resposta para atitudes nada republicanas e antidemocráticas.  Houve somente uma ausência que foi Thiago Freitas.

Triste caminho escolhido por mais um dos inúmeros Ícaros, que se aventuram na política de São Luís, tentando alcançar o Sol e acabam derretidos. É importante lembrar que prosperar é um direito de todos, porém se deve competir e lutar com lealdade e ser bem transparente. Devemos sempre refletir, antes de agir. Como as redes sociais, acompanham todas as movimentações políticas e é quem avalia cada um dos políticos, daí que a arrogância, a prepotência e principalmente o desrespeito não fazem parte do contexto, para quem pretende construir uma trajetória digna na política.

Fonte: AFD