O ‘menosprezo’ do Planalto às pretensões do ministério comandado por Flávio Dino

A situação do ministro Flávio Dino dentro do governo não é nada boa. O PT não engole o comunista. Pouca gente tolera o tom debochado do ex-governador do Maranhão. Demonstração clara dessa situação é que o plano de reestruturação do Ministério da Justiça segue sem aprovação pelo governo Lula e áreas importantes da pasta estão sem servidores.

A informação é do site Metrópoles:

“O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) entrou em seu décimo mês de funcionamento no governo Lula sem conseguir montar a estrutura desejada pelo ministro Flávio Dino quando ele assumiu, em 2 de janeiro deste ano.

Falta pessoal para que seja aplicado o plano de trabalho planejado pelo ministro, e isso influencia diretamente no funcionamento de partes importantes do ministério, como o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e a assessoria de Direitos Digitais, que operam apenas com o cargo de chefia, sem uma equipe de servidores.

Sem as vagas de servidores previstas no desenho inicial, a atual assessora especial Estela Aranha não pode comandar uma Secretaria Nacional Direitos Digitais, que até agora funciona apenas no papel.

Já o Pronasci, coordenado por Tamires Sampaio, não pode tocar mais projetos e ampliar sua área de atuação, ainda bem aquém do que foi o programa na época da sua criação, no segundo governo Lula.

Outra área afetada é a Secretaria de Assuntos Legislativos, extinta no governo Bolsonaro, e que hoje funciona com sete servidores, de vagas herdadas de duas antigas diretorias que foram fundidas.

A falta de servidores estaria impedindo, por exemplo, a formação de grupos de trabalho para elaborar projetos que seriam levados ao Congresso Nacional. A área é comandada pelo ex-deputado federal Elias Vaz (PSB).

Também entram na lista de áreas prejudicadas, a Secretaria de Acesso à Justiça (SAU), comandada por Marivaldo Pereira, que deveria ganhar mais estrutura com adicional de funcionários, e a criação da Diretoria de Dignitários dentro da Polícia Federal (PF), que seria uma área específica para a segurança de autoridades que visitam o país.

Essas novas vagas para o Ministério da Justiça estão previstas em um plano de reestruturação que foi apresentado ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI), comandado por Esther Dweck, em abril.

Número dois de Dino, o secretário executivo Ricardo Cappelli cuida pessoalmente dessa situação no MGI, cobrando pela tramitação do plano de reestruturação, que já estaria na fase final antes de seguir para a Casa Civil, comandada por Rui Costa.”

Metrópoles e Jornal da Cidade Online

O passamento do jornalista Antonio Carlos Lima

Causou um profundo pesar nos mais diversos segmentos sociais do Maranhão e em outras unidades da federação, o passamento do jornalista Antonio Carlos Lima, conhecido carinhosamente como Pipoca. Era acima de tudo uma grande pessoa, pela sua simplicidade de profissional competente e dedicado. Pelo seu potencial, ocupou vários cargos de destaque no Maranhão e em instituições do governo federal, sempre marcado pelas suas referências intelectuais. Foi Secretário de Comunicação do Governo do Maranhão e por obras publicadas e conceitos altamente valorizados, Antonio Carlos Lima foi eleito membro da Academia Maranhense de Letras. O sepultamento do corpo do jornalista será  hoje em São Luís e o seu velório está sendo realizado no salão nobre da Academia Maranhense de Letras. Aqui faço o meu registro de solidariedade a todos os seus familiares.

Fonte: AFD

 

Desistência da candidatura de Paulo Vitor à revelia dos apoiadores foi um desastre político ao vereador

                A iniciativa do vereador Paulo Vitor, presidente da Câmara Municipal de São Luís, em desistir da pré-candidatura à prefeitura de São Luís, foi uma atitude considerada intempestiva pelos então aliados, uma vez que ele não teve um mínimo de respeito de comunicar ao grupo de apoiadores. Estive conversando com vários políticos e colegas jornalistas, quando do anúncio feito por Paulo Vitor à sua pré-candidatura pelo PSDB, num evento pomposo em que deu como certo, importantes apoios capitaneados pelo governador Carlos Brandão. A maioria me afirmou, não será candidato e se tinha realmente apoio do governador perdeu e também da legenda do PSDB, uma vez que ainda não detinha cacife para disputar uma convenção. O desastre que já vinha de outras práticas do vereador tomou proporções maiores, e o que resultou, já era previsto.

               Paulo Vitor não tem um mínimo de experiência política, não sabe transitar por falta de habilidade e a seu desfavor é autoritário e sua própria postura fechada afasta qualquer possibilidade de carisma. Ele recebeu do governador Carlos Brandão, oportunidades para se viabilizar como candidato a prefeito de São Luís, mas por falta de sensibilidade e habilidade jogou os burros n’agua. As suas duas passagens pela Secretaria de Estado da Cultura e a coordenação política da candidatura do governador Carlos Brandão, ele conseguiu mostrar fragilidades e desacertos até no trato com a administração pública.

O vereador Paulo Vitor tem ainda contra muitas das suas ações, por falar muito e na maioria das vezes, o que não deve e promete sempre para nunca honrar, além de demonstrar não ter a mínima noção do jogo político. A sua decisão de recuar da pré-candidatura deve ter sido orientação de alguém sensato, que o advertiu que mais à frente, o que poderia enfrentar transtornos, e que o levou à interpretação da desistência.

              O presidente da Câmara Municipal de São Luís, com a arrogância e autoritarismo, que lhes são inerentes, com a decisão considerada intempestiva de desistência da pré-candidatura, causou revolta, indignação e para muitos, até traição em decorrência dele não ter sido leal com o grupo de políticos, líderes comunitários e cabos eleitorais, a maioria que estava numa campanha antecipada a partir do ato de filiação dele ao PSDB. A repercussão foi tão grande, que vereadores que se alinhavam à candidatura do presidente da casa, alguns se sentiram órgãos e outros decepcionados por não terem merecido a confiança do colega de parlamento, que poderia, antes do anúncio, ter socializado a sua intenção, evitando surpresas e agora as chacotas naturais.

              O que se especula é que o vereador Paulo Vitor quer se recompor com o parlamento, principalmente com os vereadores que lhes eram solidários e que foram açoitados pela sua arrogância e prepotência, por terem princípios e valores, de que na política há o devido espaço e necessidade do respeito institucional. Se não houver alguém para orientar o vereador Paulo Vitor, que o momento exige uma trégua, diante da sua tentativa de querer ser negociador com barganha, a queda poderá ser maior e o tombo pode não fazê-lo levantar.

Fonte: AFD

 

 

Terroristas do Hezbollah se juntam ao Hamas e já são mais de 1.300 mortos em Israel

Exército israelense continua localizando corpos de pessoas executadas

O número oficial de mortos em território israelense chegou a 1.120 pessoas neste domingo (8), segundo informações oficiais. Do total de vítimas, mais de 700 são moradores de Israel. O Exército do país encontrou corpos em cidades perto da Faixa de Gaza.

O conflito se ampliou com a participação do Hezbollah, grupo terrorista que resolveu se associar aos terroristas do Hamas disparando foguetes contra a população civil.

Israel declarou estado de guerra neste domingo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu se posicionou duramente contra o Hamas e afirmou que o estado israelense prepara vingança. Netanyahu detalhou que o Hamas matou crianças, mulheres e idosos e que em, contra-ataque, Israel fará “entrada com força em cada lugar onde tiver um militante de Israel escondido”.

Diário do Poder

 

‘Israel vai vingar cada um dos reféns’, diz primeiro-ministro Benjamin Netanyahu

Estado israelense acaba de oficializar estado de guerra contra o Hamas

O gabinete de segurança de Israel oficializou, na manhã desse domingo (8), estado de guerra, segundo informou a assessoria de imprensa do governo. A guerra “foi imposta ao Estado de Israel num ataque terrorista assassino a partir da Faixa de Gaza”, afirmou o governo.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se posicionou duramente contra o Hamas e afirmou que o estado israelense prepara vingança.

Netanyahu detalhou que o Hamas matou crianças, mulheres e idosos e que em, contra-ataque, Israel fará “entrada com força em cada lugar onde tiver um militante de Israel escondido”. E completou: “Israel vai vingar cada um dos reféns”.

As forças terrestres de Israel devem atuar na Faixa de Gaza nas próximas horas. Netanyahu alertou aos palestinos que não fazem parte do Hamas que deixem os lugares onde o grupo terrorista está escondido em virtude do contra-ataque que ocorrerá.

Diário do Poder

 

Deputada mostra a Flavio Dino dados relevantes da violência e afirma. “É o maior mentiroso do Brasil”

A situação de Flávio Dino perante a opinião pública é cada vez mais deprimente. Envolto num emaranhado de declarações duvidosas e comprovadas fake news, o ministro está cada vez mais desmoralizado. Recentemente, em evento na Bahia, Flavio Dino voltou a extrapolar, tentando justificar o injustificável sobre a violência no estado que é governado há 17 anos pelo PT. A deputada Julia Zanatta, desmascarou o ministro com um texto esclarecedor.

Leia o texto abaixo:

“Flávio Dino: O pior ministro do Brasil

Bahia é o estado com o maior número de mortes violentas no primeiro semestre de 2023. Entre janeiro e junho deste ano, 2.515 pessoas morreram em casos de feminicídios, homicídios dolosos, latrocínios ou lesões corporais seguidas de morte, segundo o Monitor da Violência.

O número absoluto significa uma média de 13,89 mortes por dia no primeiro semestre. Janeiro foi o mês com o maior número de assassinatos na Bahia e também no Brasil.

A Bahia também não consta na lista dos estados mais armados do país, ocupando apenas a 12ª posição. Lula ganhou na Bahia no primeiro e no segundo turno. O atual governador da Bahia é do PT, Jerônimo Rodrigues. E a Bahia é governada pelo PT desde 2007.

Mais uma vez Flávio Dino usa o espantalho do armamento e coloca a culpa em algo que nada tem a ver apenas para atacar uma bandeira de seu adversário político e assim escapar de suas responsabilidades.”

Jornal da Cidade Online

 

A força, amizade e lealdade do jornalista Udes Cruz

                                                                                              *Djalma Rodrigues

A gratidão não é apenas a maior de todas as virtudes, ela é a mãe de todas as outras, conforme concepção do político, escritor, orador e filósofo romano Marcus Tulius Cícero, (106 – 43 a.C.). Sou adepto dessa tese, gosto de externar tal sentimento àqueles que me dispensaram e me dispensam auxílio nas horas necessárias. Por conta disso, decidi escrever, em forma de agradecimento, sobre as pessoas que me apoiaram na carreira de jornalista. Tudo começou com Udes Cruz, um dos mais talentosos, competentes e brilhantes comunicadores do Maranhão. Chegou a assumir cargos de destaque, como chefe da Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de São Luís, Secretário de Comunicação da Prefeitura e também do governo do Estado.

Ele me abriu as portas do mundo mágico do jornalismo como fruto de mera casualidade. Eram aproximadamente 13h do dia 14 de junho de 1979, quando fui procurá-lo na redação do O Jornal, que ficava localizado na Rua Cândido Ribeiro, para pedir-lhe um favor. Ele era destacado repórter e imediatamente me diz que o matutino estava precisando de um revisor de texto, indagando se eu topava assumir a função, para começar naquela mesma tarde.
À época, eu trabalhava como colocador de acessórios na Casa Califórnia, no Canto da Fabril, para onde fui levado por Luziberto Souto (Pinto), depois que deixei o Exército, no final de 1977. Nunca mais voltei lá. Udes me apresentou a Mauro Bezerra, que formava o grupo dirigente do jornal, juntamente com Dejard Ramos Martins, Ruy Ilayno Coelho de Abreu e Raimundo Nonato Cordeiro Filho.

Almocei na cantina, fui conhecer a redação, a gráfica e depois o local de trabalho. Era pura magia para mim. Estava extasiado com o movimento dos repórteres em suas máquinas datilográficas, o barulho intermitente do aparelho de telex, na recepção de matérias das agências de notícias. Um mundo novo se abria. O Jornal tinha uma seleção de célebres jornalistas: Benedito Buzar, Jersan Araújo, Othelino Filho, Aldir Dantas, Samuel Filho, Batista do Lago, José Salim, que era o editor, Eloy Cutrim, Douglas Cunha, Adenis Matias e Ribamar Cardoso, dentre outros, além de vários colaboradores, entre os quais se destacava om poeta e escritor Carlos Cunha e os colunistas sociais Flor de Lys e Chico Coimbra

Minha função era ler todas as matérias e fazer correções gramaticais. Ainda estávamos a anos-luz das comodidades e rapidez que a internet nos propicia atualmente. Jornais eram de feitura quase que artesanal, mas de forma tecnológica avançada para a época. Eram vários processos até a fase final, a impressão. Às vezes, uma pane ou falta de energia elétrica fazia com que a impressão só viesse a ser encerrada pela manhã.

Estava morto de feliz naquele primeiro dia. Comecei no período da tarde e semanas depois, o outro revisor, Fernando Campelo, filho do lendário radialista Murilo Campelo, da Rádio Difusora, pediu que trocasse de horário com ele, porque precisava estudar para um concurso da Polícia Federal, de onde hoje ele é aposentado.
Trabalhava até a madrugada, sempre curioso em aprender todo o funcionamento daquela engrenagem, tanto na parte jornalística como gráfica. Aprendi a operar máquina de fotomecânica, montagem de páginas e outras operações. Tinha bastante tempo à noite.

Meu passaporte para a redação foi por conta de um impulso, em decorrência de uma tragédia. No início de agosto, estava na redação, por volta das 22h, esperando a composição de matérias para revisão, quando atendo a um telefonema. Era do Instituto Médico Legal (IML), com o plantonista afirmando que havia acontecido um acidente em frente à Universidade Federal do Maranhão (UFMA), com resultado de duas mortes.

O forte do O Jornal era matéria policial. Vi que a manchete que estava pronta para o dia seguinte era assunto sem muito impacto. Chamei o motorista e pedi que ele fosse comigo no Bairro de Fátima. De lá rumamos para o local do acidente. As vítimas era o diretor do Colégio Santos, que funcionava no Anjo da Guarda e sua secretária.
Fiz o texto. Mudei a manchete.

Quando, no dia seguinte chegou ao local de trabalho, alguém me diz que estavam querendo minha presença numa reunião na redação. Fiquei preocupado. Sem sentido a preocupação, pois na realidade queriam me parabenizar pela iniciativa. Estavam a me esperar o editor, José Salim, Aldir Dantas, Udes Cruz e o próprio Cordeiro Filho, que dirigia a redação e a gráfica do matutino. O Aldir sugeriu que fosse deslocado direto para a redação. Mas não havia substituto para a noite. Decidi da minha forma. Aos domingos, eu faria a ronda policial. Daí iniciei a carreira.
O ano de 1979 foi de muita agitação política e social pelo Brasil afora.

João Castelo foi escolhido, no ano anterior, governador, pelo presidente Ernesto Geisel cuja opção evitou um confronto entre as facções arenistas de José Sarney e Nunes Freire. Assumiu em 15 de março de 1979. Sua indicação, atendeu a um pedido de seu primo, o brigadeiro Paulo Sobral Ribeiro Gonçalves.

Quem me fez tal revelação foi o engenheiro João Rodolfo Ribeiro Gonçalves, que foi secretário de Obras e Transportes durante a administração castelista, realizando a execução de uma série de obras estruturantes em todo o Estado. Rodolfo ressalta que o próprio Sarney queria voltar ao governo, mas enfrentava a rejeição do então governador Nunes Freire e de outras correntes arenistas.
Em 1979, o Brasil registrou inflação de 77,21%, a mais alta desde o início da ditadura militar.

O então presidente João Baptista Figueiredo e sua equipe econômica buscavam soluções para o problema que cada vez mais afetava o poder de compra da população e gerava instabilidade na economia.
O ano foi marcado também por uma importante mudança política, com a promulgação da Lei da Anistia, que permitiu o retorno de exilados políticos e a retomada de atividades políticas de muitos opositores ao regime militar. Isso marcou o início do processo de redemocratização do país.

São Luís vira palco de um dos maiores movimentos populares de sua história, a lendária Greve da Meia Passagem, visando a adoção da meia passagem para estudantes. A greve foi marcada por forte repressão policial às passeatas e assembleias. Desenvolvida entre 14 a 22 de setembro, marcou São Luís pelo grande número de adesões e pela brutalidade policial empreendida.

Foi iniciada após o terceiro aumento das passagens de ônibus no mesmo ano pelo prefeito Mauro Fecury. Estudantes da Universidade Federal do Maranhão declararam greve e foram reprimidos ao sair em passeata para o centro da cidade ao entrarem na Rua de São Pantaleão.

Apesar da repressão e da vigilância presentes na época conseguiram angariar apoio dos outros estudantes da cidade e dos mais variados segmentos da sociedade ludovicense.
Os dias 17 e 18 de setembro concentraram a maior parte da violência. O ato público na Praça Deodoro reuniu 15 mil pessoas no dia 17 e foi brutalmente reprimido por forças policiais. O dia 18 amanheceu com o comércio fechado, transporte público parado e mais enfrentamento entre a polícia e manifestantes.

O Governador do Estado, João Castelo, decidiu negociar e determinou a libertação de alguns presos e concede parte do estádio Nhozinho Santos para uma assembleia dos grevistas. Eles decidem diminuir os enfrentamentos devido a postura de negociação do governo, mas continuam a greve até o dia 22. No dia 28 foi sancionada a leia da meia passagem e no dia 1º de outubro entrou em vigor.
A greve foi de grande significado para a política do Maranhão e João Castelo foi muito criticado pela brutalidade da repressão policial aos manifestantes. Mesmo na eleição municipal de 2008, 29 anos depois, Castelo foi teve que responder politicamente com repressão policial. Vale registrar, aqui, que a meia passagem para estudantes foi fruto de uma lei de autoria do vereador Carlos Alberto Pinto, em 1958. Sancionada, jamais havia sido colocada em vigor.

Nesse ano, o Brasil registrou inflação de 77,21%, a mais alta desde o início da ditadura militar. O então presidente João Baptista Figueiredo e sua equipe econômica buscavam soluções para o problema que cada vez mais afetava o poder de compra da população e gerava instabilidade na economia.
O ano foi marcado também por uma importante mudança política, com a promulgação da Lei da Anistia, que permitiu o retorno de exilados políticos e a retomada de atividades políticas de muitos opositores ao regime militar. Isso marcou o início do processo de redemocratização do país.Atento a tudo, trabalhava de domingo a domingo. Me sentia orgulhoso, principalmente quando o Fusca ostentando a logomarca do O Jornal me apanhava nas manhãs de domingo no Anjo da Guarda. Virei celebridade no bairro. Estava iniciando uma carreira de muitos percalços, mas de ações que considero de vitórias.

Udes Cruz foi um exemplo de profissional. Começou como repórter no Diário da Manhã, com Amorim Parga, depois se transferiu para O Jornal, foi redator político do Jornal de Hoje e, em 1994, fundou, em formato de revista, o ATOS E FATOS. Em dezembro de 1997, me convidou para que transformássemos esse semanário em jornal diário. Aceitei o desafio e, às 3 horas da manhã do dia 18 daquele mês, estava nas bancas o primeiro número do mais novo matutino de São Luís.

Foi um profissional que deixou enorme lacuna no jornalismo do Estado, ao falecer, no dia 4 de fevereiro de 2012. Legou uma história de vida, ao lado de sua esposa, a pedagoga Maria do Rosário Azevedo da Cruz, uma mulher extraordinária, minha amiga, como se fosse minha irmã. Deixou registrada uma bela página na comunicação e os filhos Udes Filho, jornalista, Jusse Cruz, jornalista e professora universitária na Itália, Maira, serventuária do Tribunal de Justiça do Maranhão e Saíle, advogada e professora universitária e o Hilário Marques, empresário.
Hoje, ainda percorro com os mesmos princípios e valores os caminhos da comunicação com a força marcada por lembranças do inesquecível irmão Udes Cruz.

*Djalma Rodrigues é jornalista

 

Luciano Huck ressurge ao afirmar: “A esquerda no Brasil é atrasada”

Durante sua participação no Rio Innovation Week, Luciano Huck, conhecido apresentador de TV e figura pública no Brasil, criticou a esquerda brasileira, descrevendo-a como “atrasada”. “Quero que todo mundo vá bem. Não estou fazendo discurso de esquerda. Até porque não acho que a esquerda no Brasil seja radical. A esquerda no Brasil é atrasada.”

Huck enfatizou que o Brasil é um país muito desigual, mas declarou que não tem nada contra o capital, afirmando:

“Sou um liberal progressista. As pessoas têm que ganhar dinheiro, lucro não é pecado. Se a gente não endereçar as nossas questões não só de desigualdade, mas de geração de oportunidade, isso aqui vai colapsar um dia. Se não fundamentar as bases, você vai entrar errado.”

O apresentador ainda continuou:

“Não estou discutindo aqui posicionamento político ou ideológico. Estou discutindo a gente enquanto nação, um país potente, que tem mercado, rico por natureza e pobre por escolha.”

Jornal da Cidade Online

 

Ministério da Saúde exonera diretor depois de dança erótica em evento nacional de saúde básica

O Ministério da Saúde informou, neste sábado (7), que vai exonerar “a pedido” o diretor do Departamento de Prevenção e Promoção da Saúde, Andrey Roosevelt Chagas Lemos. A pasta afirma em nota que ele assumiu integralmente a responsabilidade pelo episódio ocorrido durante um evento promovido pelo ministério em que uma

Pelas imagens que viralizaram nas redes sociais, é possível ver o momento em que uma dançarina faz movimentos provocativos durante a apresentação. Segundo o Ministério da Saúde, a dança ocorreu durante o intervalo do encontro, que contou, ao todo, com a apresentação de sete grupos artísticos. “Uma das apresentações surpreendeu pela coreografia inapropriada. O Ministério da Saúde lamenta pelo episódio isolado, que não reflete a política da Secretaria nem os propósitos do debate sobre a promoção à saúde realizado no encontro, e adotará medidas para não acontecer novamente”, admitiu a pasta.

“Para evitar que situações semelhantes ocorram novamente, a pasta imediatamente criou uma curadoria de eventos, vinculada ao gabinete da ministra [Nísia Trindade], que avaliará se as participações artísticas propostas estão adequadas com a conduta e com a missão institucional do Ministério da Saúde”, acrescenta a pasta.

O diretor exonerado, Andrey Lemos, é doutorando no Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Mestre em políticas públicas em saúde pela Fiocruz, coordenou o Programa Municipal de IST, Aids e Hepatites Virais.

No Ministério da Saúde, como servidor da carreira de tecnologista, atuou nas políticas de Saúde Integral da População Negra e população LGBT e foi apoiador institucional na atenção básica junto a estados e municípios. Assessorou a Comissão Intersetorial de Recursos Humanos e Relações de Trabalho e a Câmara Técnica da Atenção Básica do Conselho Nacional de Saúde (CNS).

Dança em evento do governo gera revolta da oposição

A apresentação causou a indignação de opositores ao governo. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) afirmou que a situação retrata uma ideologia. “É um seminário de Atenção Primária do Ministério da Saúde!!! Atenção primária é isso aí? É isso que salva vidas num sistema que a OMS colocou em 125º lugar? O cupim identitário está corroendo o governo por dentro. E o Brasil real vê chocado tudo isso”, disse ele em uma rede social.

O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) apresentou um requerimento para que Nísia Trindade preste esclarecimentos sobre o encontro. O documento pede à pasta que informe o custo total do evento, além de nomes e matrículas dos funcionários e servidores envolvidos em sua organização.

Fonte: R7

 

Senadores já comeram R$20,9 milhões do cotão para ressarcir despesas pessoais até em restaurantes de luxo

Os 81 senadores gastam sem piedade a indecorosa “Cota para Exercício da Atividade Parlamentar”, conhecida popularmente como “cotão”, que eles utilizam para ressarcir quaisquer despesas, do restaurante de luxo ao aluguel de jatinho. De 1º de janeiro até sexta (6), suas excelências embolsaram R$20.932.948,03, apontam registros dos próprios gabinetes na Transparência. Com esse dinheiro, eles também pagam aluguéis, propaganda do mandato, passagens e até serviço de segurança privada.

Topo do cotão

O senador que mais gastou foi Omar Aziz (PSD-AM), R$507,5 mil. É o único que supera o meio milhão de reais.

Renúncia

Já o senador Jorge Kajuru (PSB-GO) tem custo zero para o pagador de impostos no Cotão: ele abriu mão da verba, não usou um único centavo.

Econômicos

No ranking dos que consomem menos a verba do Cotão tem ainda Leila Barros (PDT-DF), R$12,9 mil; e Eduardo Girão (Novo-CE), R$15 mil.

Coluna do Claudio Humberto