Por que os índios lideram o ranking dos suicídios no Brasil? O Mapa da Violência

 

“Por que os índios estão se matando em taxas tão elevadas? O debate é uma oportunidade para pensarmos também sobre o Brasil e nossa identidade errática, ainda em processo de construção”. O questionamento e comentário é de Bruno Paes Manso em artigo publicado no seu blog no jornal O Estado de S.Paulo.

Eis o artigo.

Entre os mais de 5 mil municípios brasileiros, a cidade de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste da Amazônia, ficou na primeira posição do ranking brasileiro de suicídios. Fiquei surpreso por dois motivos. Primeiro, porque em 1998 estive nesse lugar inesquecível, cortado pelo Rio Negro e no meio da Floresta Amazônica. Mas a razão principal do espanto é que a população de São Gabriel é quase toda indígena.

Os novos dados do Mapa da Violência 2014 revelam que, entre 2008 e 2012, a taxa de suicídios na cidade foi de 50 casos por 100 mil habitantes, dez vezes maior do que a média brasileira. Entre os que se mataram, 93% eram índios. Oito entre dez se enforcaram. O suicídio por ingestão de timbó, raiz venenosa que causa sufocamento, foi o segundo método mais usado.

Além de São Gabriel da Cachoeira, outras cidades com assentamentos indígenas estão nas primeiras posições da lista dos suicídios, como São Paulo de Olivença e Tabatinga, no Amazonas, Amambai, Dourados e Paranhos, no Mato Grosso do Sul.

Nos últimos dez anos, entre 2002 e 2012, o Amazonas foi o estado onde o suicídio de jovens mais cresceu (134%). Lá, onde os índios representam 4,9% da população, 20,9% dos suicídios foram praticados indígenas, número quatro vezes maior que o esperado.  A situação é parecida no Mato Grosso do Sul, onde a proporção de índios entre os que se mataram é sete vezes maior do que a fatia deles na população.

Em 2012, a ameaça de morte coletiva dos Guarani Kaiowá sul-mato-grossenses causou comoção nacional. É como se o processo, entre diversas etnias de distintas cidades, fosse ocorrendo agora em conta gotas.

Em época de Copa, o primeiro lugar de São Gabriel da Cachoeira no ranking dos suicídios não repercutiu nada nos jornais, internet e nas redes sociais. Acho necessário nos informarmos a respeito. Creio que esse fenômeno é semelhante, em alguma medida, ao que vivemos como nação nos últimos 500 anos. Ainda buscamos ser algo que não somos, negando nossas origens sem sequer compreendê-las. Essa crise de identidade, a meu ver, nos faz mais violentos.

São Gabriel da Cachoeira é a maior cidade do Brasil em extensão territorial, cem vezes maior que o município do Rio de Janeiro. No centrinho da cidade fica metade dos 30 mil habitantes, que começaram a chegar das zonas rurais e das aldeias principalmente depois dos anos 1990. Situação que vem provocando certo desconforto cultural e urbano típico das migrações intensas. A outra metade da população se divide em 750 povoados e aldeias. Do ponto mais distante de São Gabriel, leva-se até 12 dias de canoa pelo Rio Negro para se chegar ao centro. Tudo nessa cidade é surpreendente, ainda mais para um jornalista urbano que aterrissou por lá aos 20 e poucos anos de idade.

O município é um dos raros no Brasil com mais de uma língua oficial: português, nheengatu, baniwa e tukano. Conheci em São Gabriel um padre indígena, que usava batina, cocar e fazia paralelos inteligentes entre a cultura indígena e o cristianismo. “Jesus dizia que devemos doar ao próximo. Essa pregação comunitária tem muito a ver com a cultura indígena. Mais do que com a sua. Comparo os índios aos judeus, que durante anos lutaram pela terra prometida”, ele me disse.

O exército era formado por índios, os mais aptos a se embrenhar pelo mato e vigiar as fronteiras do Brasil com a Venezuela e a Colômbia. As escolas decretavam feriado no Dia da Formiga. Nos hospitais, havia pajés que trabalhavam com médicos para enfrentar a tuberculose. Fui a uma aldeia Yanomami e aspirei paricá, tipo forte de rapé que me foi soprado nas narinas pelo cacique. Era uma substância usada para rituais religiosos. O pajé, que não falava português, ficou me olhando como se estivesse curioso para saber o efeito que o paricá exercia sobre mim. O índio fazia o papel de antropólogo, observando aquele jornalista deslumbrado no meio de sua aldeia. Tentei usar alguns gestos para lhe explicar o que eu estava sentindo. Acho que o pajé não entendeu, mas imitou meus gestos e acabamos dançando juntos no terrão da aldeia. Depois, todo pintado de vermelho e embaixo do sol quente, eu pulei no rio. Tinha um monte de indiozinhos em volta.

Minha matéria ficou entre ingênua e otimista. Fiquei em São Gabriel uma semana. Na Revista Veja (que em 1998 era muito diferente da de hoje, acredite…), eu descreveria uma cidade que parecia a caminho de encontrar, com sucesso, uma fórmula para misturar as visões de mundo indígena com a ocidental. Prefeitura, bicicleta, carro, televisão, em meio a um cotidiano mais integrado à natureza, onde os seres humanos são apenas mais uma das espécies na terra, assim como os bichos e as plantas. A crença na lenda da serpente criadora de todas as aldeias do Rio Negro. Espíritos, curumins, urucum, o Rio Negro, gentileza. Escrevi com a alegria de quem conheceu os índios mais de perto, em plena Floresta Amazônia.

 Fonte IHUSINOS

Só que a realidade não costuma ser tão romântica quanto nossas projeções. Claro que tudo é muito mais complicado e difícil. As taxas elevadas de suicídio entre jovens indígenas são um dos principais sintomas dessa crise. No centro de São Gabriel, a cultura rural dos índios foi muitas vezes menosprezada e ridicularizada, já que desvinculada dos valores universais do crédito e do consumo levado a todos pela televisão e internet. Traçando um paralelo, me parece algo parecido com a crise de identidade nas periferias de São Paulo nos anos 1970 e 1980, quando as novas gerações urbanas negaram e ridicularizaram a cultura rural dos antepassados nordestinos e migrantes.

Na cidade de São Gabriel, as mulheres diziam preferir homens que não eram indígenas, como apontam investigações que tentaram entender essa epidemia. Muitos dos pais, ao casar seus filhos, se negavam a dar o nome indígena aos netos. Para as etnias do Rio Negro, o nome familiar está ligado à alma do indivíduo e existem aspectos sagrados que acabam se perdendo. A morte também é vista de forma diferente pelos índios, o que talvez contribua para essa escolha suicida.

Eu não tenho a pretensão nem a capacidade de apresentar respostas para esse triste fato. Mas acho fundamental levantarmos essa pergunta: por que os índios estão se matando em taxas tão elevadas? O debate é uma oportunidade para pensarmos também sobre o Brasil e nossa identidade errática, ainda em processo de construção.

Ok, posso até ser piegas, mas nada melhor do que um vídeo para encerrar a matéria. Música cantada por Maria Bethânia no documentário Doces Bárbaros, antecedida por uma bela entrevista em que as perguntas e o tom do repórter se parecem com Gregório Duvivier em um vídeo do Porta dos Fundos. A linda letra de Caetano é inspirada nos mergulhos antropofágicos dos modernistas, fonte constante de inspiração do poeta e cantor baiano. Como eles, também acredito que saber quem somos é mais importante do que saber quem devemos ser.

Oswald de Andrade, Darci Ribeiro, Gilberto Freire, Viveiros de Castro, para citar alguns, podem nos orientar na busca por essas respostas. Aqui vai uma pista sobre como os índios veem o mundo: “O chocalho do xamã é um acelerador de partículas”, como nos explica Viveiros de Castro, nessa incrível entrevista

Acidentes de trabalho no Brasil: uma tragédia não denunciada

“O número de acidentes do trabalho no Brasil é tsunâmico. A média é de 700.000 por ano. Milhares de trabalhadores e suas famílias sofrem com mortes, mutilações, distúrbios mentais provocados por ambientes do trabalho inseguros”. O comentário é de Jacqueline Carrijo, auditora fiscal do Trabalho em artigo publicado pelo Brasil de Fato.

Eis o artigo.

É com pesar e muito respeito a todas as vítimas que escrevo as linhas abaixo.  O número de acidentes do trabalho no Brasil é tsunâmico. A média é de 700.000 por ano. A má gestão, a falta de educação e cultura de segurança nas empresas, falta de fiscalização pela falta de auditores fiscais do trabalho e estrutura eficaz do MTE, as economias perigosas, o lucro a todo custo favorecem as tragédias humanas  que atingem trabalhadores todos os dias no Brasil. E enquanto o Governo brasileiro e todas as autoridades do trabalho não tratarem esse assunto com a seriedade, responsabilidade que ele exige, não temos expectativas que haverá reduções.

Para conhecimento leiam os dados oficiais da previdência social para ter uma noção, pequena amostra da quantidade de acidentes. Eu digo amostra por que os dados não revelam a dimensão real, fiel do problema.  Afinal de contas a regra nacional é a sub notificação ou a não comunicação do acidente do trabalho. Todas as autoridades do trabalho (juízes, procuradores, auditores fiscais) sabem disso.

Enfrentamos esse problema todos os dias,  mas a não comunicação é uma realidade nos vários setores econômicos. Há falta de dados dos informais e informação insuficiente dos militares, servidores públicos (munic/est/federais – professores, policiais, profissionais da saúde, motoristas não têm dados de acidentes do trabalho fiéis à sua real condição de trabalho).

Milhares de trabalhadores e suas famílias sofrem com mortes, mutilações, distúrbios mentais provocados por ambientes do trabalho inseguros. Isso é muito sério, grave. Além da dor,  sofrimento que cada pessoa carrega, desagregação familiar, de aumentar a pobreza haja vista que a morte, mutilação, afastamentos temporários e permanentes das pessoas do trabalho agravam a pobreza – será que alguém duvida ou não conhece as dificuldades de sobrevivência dos trabalhadores acidentados e suas famílias? -,  mostra de maneira evidente e sangrenta a que ponto chega a discriminação, desigualdade social no Brasil.

A falta de acesso à educação pública de qualidade em todo o território nacional, a falta de boas e seguras oportunidades de trabalho/emprego empurram os trabalhadores para correr riscos de doença e morte no trabalho para garantir a sobrevivência. Eu fui formada com o conceito de que TRABALHO É VIDA, e como AFTocupo cargo que existe para proteger a vida, mas o que vejo no meu exercício funcional é que o trabalho está matando, mutilando, adoecendo crianças, jovens, velhos, homens, mulheres. E sim, há muito trabalho infantil no Brasil e muitas crianças adoecem e morrem no trabalho, também…O trabalhador está sendo tratado com insignificância e a construção de uma sociedade livre, justa, pacífica, solidária considerada apenas um sonho bonito dos idealistas, e não um objetivo fundamental do Estado brasileiro.

Nós, auditores do trabalho, estamos no esforço nacional para reduzir os acidentes, as desigualdades que atingem trabalhadores rurais, do setor de transportes, saúde, frigoríficos, teleatendimento, construção civil, indústria…. Mas hoje estamos num momento crítico, além do nosso número super reduzido de auditores que prejudica a aplicação das normas de proteção e do trabalho eficaz incessante do setor patronal de retirar a autoridade dos AFTs, temos que dedicar esforços e lutar muito  para manter normas de proteção.

NR 12, 31, a Lei 12619 (revogada) vieram da conquista tripartite, da luta da classe trabalhadora, mas que hoje estão sob ataque,  e os trabalhadores cada vez mais ameaçados de doença e morte nos ambientes do trabalho. É essa a herança dos políticos desse governo? O selo institucional de morte e abandono da classe trabalhadora? A regulação da restrição de direitos? Eu digo isso com profunda tristeza. Eu coordeno e executo missões institucionais, faço investigações de acidentes, trabalho, realizo fortemente trabalhos para prevenção de agravos mas não sem me comover, sem sofrer junto com os trabalhadores, famílias com todos que buscam no Estado a esperança de justiça.

Eu tenho posição definida. A desregulamentação, a suspensão, a revogação de normas protetivas existentes por outras que desprotegem a vida coloca o Estado, a União, os Governos e todas as entidades que apoiam as mudanças prejudiciais são tão responsáveis quanto os gestores públicos e privados que desprezam a vida, a saúde e segurança dos trabalhadores.
Não podemos admitir retrocessos sociais. Isso é inconstitucional, ilegal, imoral, desumano. Entidades de classe, defendam os trabalhadores não permitam que isso aconteça.

A NR 12  veio para salvar vidas, mas os interesses econômicos novamente estão falando mais alto e há risco grave de suspensão desse norma de máquinas e equipamentos. Nós, auditores do trabalho, junto com o SINAIT (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho) lutamos pela manutenção da NR 12, NR 31 (trabalho rural) , da Lei 12619 (lamentavelmente revogada na semana passada e que também veio para salvar vida de trabalhadores motoristas), defendemos o art. 149 do CP, lutamos por mais AFTs. Lutamos para defender os trabalhadores de todos os abusos que são cometidos, até mesmo os praticados pelo governo. É dessa instituição ISENTA que faço parte, e que tem a obrigação legal de velar pelo fiel cumprimento das normas de proteção dos trabalhadores.

Mas a nossa luta, que é a luta de todos os trabalhadores brasileiros, está sendo perdida. Os trabalhadores estão perdendo todos os dias direitos, garantias, e onde está a reação contundente das entidades de classe? Denúncias na OIT, pedidos para as entidades…nada resolve. O MPT, MPF entrou com medidas judiciais para contratação de mais AFTs, mas até agora continuamos com o quadro super reduzido. Matam nossos colegas e não há punição, matam trabalhadores no trabalho e tudo fica por isso mesmo sem condenação criminal, retiram direitos da classe trabalhadora e as entidades de classe não reagem…Que País é esse? Da injustiça, da impunidade, da indiferença com os interesses coletivos relevantes para a elevação social.

Eu confesso que fiquei muito abalada com os últimos acontecimentos, com as batalhas que estamos perdendo, mas mesmo assim continuamos, realizamos esforço nacional para defender a classe trabalhadora de todos os ataques que estão sofrendo as normas conquistadas para proteger os trabalhadores.

Mas eu pergunto: aonde está a classe trabalhadora para defender os seus direitos e interesses? É preciso que as Centrais Sindicais, Confederações, Federações, Sindicatos impeçam todos esses retrocessos, prejuízos iminentes que ameaçam a integridade física, mental, identidade moral dos trabalhadores brasileiros. Como cidadã e auditora fiscal do trabalho estou indignada com todos os esforços exitosos dos maus empregadores que favorecem as mortes, doenças, a pobreza dos trabalhadores brasileiros. E mais indignada ainda com a falta de reação eficaz das entidades de classe. Mas a minha revolta não provoca constrangimento algum, não muda nada. O que eu posso fazer é desabafar e continuar trabalhando.

Eu fico analisando tudo que está “sobrando” para defender os trabalhadores, e pensando: até quando os trabalhadores ficarão inertes, expectantes? É intolerável tanto desrespeito, tantos maus tratos. É preciso reagir.

 Fonte IHUSINOS

Liminar da Justiça Federal impede que a Suzano Papel Celulose continue devastando o Baixo Parnaíba

A liminar da justiça federal que impede a Suzano Papel e Celulose de continuar o seu projeto de devastação no Baixo Parnaiba maranhense permanece de pé, após um ano. A empresa fez o possível para derrubar a liminar por diversas vezes com auxilio da Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão durante o ano de 2013.  Eles não derrubaram a liminar porque recorreram ao STJ que confirmou a liminar do Tribunal Regional Federal. O STJ corroborou a tese do Ministério Público Federal que insistia na falta de legitimidade do estado do Maranhão para licenciar um empreendimento que impactava a bacia do rio Parnaiba. O MPF perdera na primeira instancia da justiça federal. A Suzano, provavelmente, pensou que continuaria cantando de galo na segunda instância da justiça federal num provável novo embate com o Ministério Publico Federal.  Não seria estranho, ela pensar dessa forma, afinal as instâncias superiores da justiça federal, quase sempre, atendiam os interesses do Estado brasileiro, principal propagador e idealizador de empreendimentos agrícolas e industriais no interior do Brasil. Prevalecera na decisão em primeira instância a ideia de que o MPF não demonstrara em seu pedido de liminar como o desmatamento de 42 mil hectares de Cerrado para o plantio de eucalipto afetaria a bacia do rio Parnaíba. Depreende-se, por uma decisão dessas, que o rio Parnaíba em seu percurso seria pouco afetado por um desmatamento localizado. A decisão em segunda instância propõe outro discernimento. O desmatamento pode acontecer em apenas um estado, mas, dependendo do tamanho do desmatamento e dependendo de que salvaguardas constitucionais o projeto ferraria em todo o seu percurso, sim, seria o caso de, para evitar danos duradouros, paralisar o empreendimento por completo até que o empreendedor corrigisse o processo de licenciamento ambiental desde o inicio. Fácil associar a decisão de primeira instância aos interesses empresariais e políticos e a decisão de segunda instância à defesa do meio ambiente e das comunidades tradicionais. A sociedade se satisfaz muito bem com essas associações. Ela também se satisfaz muito bem com associações que impliquem em desfechos. Cioran, filósofo romeno, é um mestre em frases que se encerram em si sem encerrarem o assunto. As decisões em primeira e em segunda instância da justiça federal do Maranhão e a decisão dada pela STJ não sinalizam para um desfecho em torno do licenciamento do empreendimento da Suzano ou de qualquer empresa no leste maranhense.

 

Mayron Régis

Jornalista e assessor do Fórum Carajás

Bequimão: “Minha Casa, Minha Esperança” ou “Zé de Barro”

Onde está a Secretaria de Assistência Social do município de Bequimão? Cadê os agentes de saúde do município, que são os intermediadores entre as comunidades e as secretarias de saúde e social? Eu preciso de uma resposta…Estive no último final de semana no município de Bequimão e constatei inúmeras irregularidades na região. A culpa é de quem? Não sei, mas vou tentar descobrir e púlblicisar ao povo do município. A primeira descoberta foi com relação às moradias construídas nas terras de Santana, através de assentamento do INCRA. O que eu não entendi até agora, foi como escolheram as pessoas que seriam beneficiadas com o projeto. Visitei os povoados beneficiados e constatei que existem casas abandonadas sem moradores, já que os proprietários moram e trabalham aqui em São Luís, há mais de 20 anos.barro

Quem bate no peito e se diz pai da criação do projeto, é o enrolado advogado e desastroso ex-Superintendente do INCRA,Zé Inácio (PT) que mesmo sendo filho daquela terra, não conhece a realidade de seu povo. De acordo com informações precisas, foram construídas 230 moradias e divididas a ponta de dedo, já que o presidente da Associação na época era compadre de Zé Inácio.

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Ganharam casas pessoas aposentadas, funcionários públicos municipais, pessoas que moram em São Luís e até comerciantes. E o pior, deixaram pessoas que moram em casebres, em situação de calamidade pública. É o caso do morador do povoado Floresta, identificado como Antônio José de 64 anos, que é um senhor idoso, doente, não é aposentado, mas mesmo assim, não ganhou uma casa para morar. Antônio José mora em uma casa construída há 30 anos, que pode desabar a qualquer momento. São inúmeras pessoas vivendo nessa situação.

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Agora fica a pergunta, como Zé Inácio instruiu os técnicos do INCRA a selecionarem os moradores? Foi pela beleza, cor ou poder aquisitivo? O certo mesmo, é que os mais pobres das comunidades, ainda continuam morando em casa de taipa.

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Conversando com muitos moradores, o projeto foi apelidado de “PROJETO ZÉ DE BARRO”, em homenagem a Zé Inácio, já que os pobres continuaram morando em casas de barro. Outra informação triste foi quando um morador que foi beneficiado com uma casa contou a nossa reportagem, que Zé Inácio ordenou que os beneficiados, assinasse o contrato de recebimento da casa antes mesmo de ser construída.

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Uma fonte fidedigna dentro do INCRA, contou a nossa reportagem, que a pessoa que assumiu o lugar de Zé Inácio, é apenas uma laranja e só faz o que o ex-superintendente do órgão manda. De acordo com o regimento do INCRA, o dinheiro das casas só sai quando a residência estiver pronta. Mas Zé Inácio mandou sua substituta, liberar R$ 500 mil reais a empresa prestadora do serviço, mesmo sem colocar um tijolo na casa. Nessa nova remessa, o material usado é de péssima qualidade e por esse motivo, muitas casas estão rachando, haja vista que nenhuma residência tem pilar de concreto e nem amarração de cinta, o que é obrigatório pelo conselho regional de engenharia.

O atual presidente da Associação de Terras de Santana, Dialquino Amorim, já entrou na justiça contra algumas atitudes de Zé Inácio, que embargou um projeto da associação, que requeria casas que seriam construídas através da Caixa Econômica Federal. Ciente e conhecedor das necessidades de vários moradores, Dialquino pleiteou na justiça o direito de cada morador.

 Fonte – Blog do João Filho

 

Ministério Público promove debate sobre conflitos agrários

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Foi muito importante a participação de entidades da sociedade civil organizada

O Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos (CAOp-DH) promoveu na manhã de ontem ( 8), uma reunião com organizações da sociedade civil, órgãos públicos e entidades que atuam na prevenção e acompanhamento de conflitos agrários. O objetivo é traçar estratégias de atuação conjunta, contribuindo para combater a violência no campo no Maranhão. O estado é o campeão nacional de conflitos envolvendo a posse de terras.

Ao iniciar o encontro, a procuradora de justiça e coordenadora do CAOp dos Direitos Humanos, Sandra Lúcia Mendes Alves Elouf, deu as boas vindas aos participantes e destacou que, além de atuar nos processos, o Ministério Público vai trabalhar como negociador nos conflitos. “Esse é um tema que nos preocupa e merece a nossa atenção e esforços conjuntos contra a violência no campo”.

Em seguida, o titular da 1ª Promotoria de Justiça Especializada em Conflitos Agrários, Haroldo Paiva de Brito, que também é coordenador do Núcleo de Conflitos Agrários do CAOp-DH, explicou que o Ministério Público está à disposição para trabalhar de forma coordenada com as comunidades e lideranças rurais a fim de dirimir conflitos e buscar acordos. “A violência no campo, no Maranhão, evidencia um massacre dos trabalhadores rurais. Não podemos acabar com os conflitos, mas podemos atuar para reduzir a violência”.

O promotor de justiça destacou que, ao atuar nos processos de reintegração de posse, o Ministério Público tem questionado o Poder Judiciário por não cobrar a prova da aplicação da função social da terra nos litígios. “A ausência de comprovação tem garantido vitórias para o MP nessa seara. Essa  exigência está expressa na Constituição Federal”.

Na avaliação do representante da Comissão Pastoral da Terra no Maranhão, pe. Clemir Batista existe uma tentativa de difundir a ideia que os povos tradicionais, que vivem e trabalham no campo há várias gerações, não produzem. “Não aceitamos essa política e não podemos aceitar a criminalização das lideranças e dos movimentos sociais”.

Já o representante do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o ouvidor agrário regional Paulo Jorge Sabá, enfatizou a gravidade dos conflitos no Maranhão. “A situação agrária é muito difícil. Nos lugares onde o Estado está ausente, maior a gravidade dos conflitos”.

O promotor de justiça Ossian Bezerra Pinho Filho, titular da Comarca de Montes Altos, falou sobre o conflito entre índios e posseiros no município. Com a demarcação da área indígena, os produtores rurais têm prazo de 30 dias para desocupar a área.

Ao final da reunião, todos os presentes aceitaram a proposta do MPMA de criar uma comissão para atuar, de forma integrada, nos conflitos agrários.

Participaram do encontro, representantes da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Maranhão (Aconeruq), Comissão Pastoral da Terra de Pinheiro, Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Maranhão, Conselho Estadual de Igualdade Racial, Comissão de Direitos Humanos da OAB, Instituto de Colonização e Terras do Maranhão, Núcleo Itinerante e de Projetos Especiais da Defensoria Pública do Maranhão, Secretaria de Estado da Igualdade Racial, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e União dos Moradores do Cajueiro.

(CCOM-MPMA)

CAMPANHAS A GOVERNADOR PODEM CHEGAR A R$ 2,1 B

Vocês acham que eles querem reforma politica? Só uma constituinte pode salvar a política institucional

 

Em 2010, as 85 principais campanhas estimaram teto de R$ 1,8 bi em 2010; o valor mais alto do país é previsto pelo candidato ao governo de São Paulo Paulo Skaf (PMDB) com custo de até R$ 95 milhões; no Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz (PT) dobrou sua estimativa em relação a 2010 – a atual é de R$ 70 milhões

Portal  brasil247.com  

 Os gastos dos candidatos a governador em 2014 podem atingir a soma histórica de R$ 2,1 bilhões – na eleição passada, as 85 principais campanhas estimaram teto de R$ 1,8 bilhão, embora tenham gasto R$ 939 milhões com a correção.

Entre os candidatos de SP, maior colégio eleitoral do Brasil, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) estima orçamento na casa de R$ 90 milhões. Em 2010, o tucano estimou gastos em R$ 58 milhões.

O valor mais alto do país até agora no entanto, é de Paulo Skaf (PMDB), adversário de Alckmin: R$ 95 milhões.

No Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz (PT) dobrou sua previsão em relação a 2010 – a atual é de R$ 70 milhões.

Em Minas, o PSDB também prevê desembolsar quase o dobro por Pimenta da Veiga, com R$ 60 milhões. Há quatro anos, informou R$ 35 milhões para eleger Antonio  Anastasia.

 Fonte Portal Brasil

 

Papa diz que ‘abusos sexuais profanam Deus’

O papa Francisco rezou hoje(07) uma missa com seis vítimas de abusos sexuais de padres católicos. As três mulheres e os três homens sofreram os crimes na Alemanha, na Irlanda e na Grã-Bretanha e ouviram o Papa pedir perdão pelos “pecados da Igreja”.

    “Perante Deus e ao seu povo, estou profundamente machucado pelos pecados gravíssimos de abusos sexuais cometidos por membros do clero e, humildemente, peço perdão. Esses atos profanam a imagem de Deus”, falou Francisco durante a homilia. Ele continuou com um discurso forte, afirmando que esses abusos em crianças e os suicídios causados por eles “pesam no meu coração, na minha consciência e na consciência de toda a Igreja”.

Francisco ainda ressaltou que “a presença de vocês aqui é um sinal do milagre da esperança, que sobressai a mais profunda obscuridade. Isso porque os abusos causam um efeito rompedor da fé e da esperança em Deus”.

    ?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????A homilia do Papa fez com que as vítimas chorassem e comovessem o Pontífice. “Esse choro é de uma dor profunda, um sofrimento por muito tempo escondido, dissimulado na cumplicidade que não tem como explicar”, disse Francisco. Ele pediu para que a Igreja e as pessoas ajam com mais efetividade, afirmado que “aqueles que estão chorando, estão contagiando nossa consciência sobre esse crime que é um grave pecado”. Ele afirmou ainda que “quem não ajuda aqueles que choram traíram sua missão na Igreja”.

O Papa ainda pediu na celebração que a Comissão que está investigando esses crimes ajude as crianças “que pertencem a qualquer religião” criando e dando ideias para novas políticas e procedimentos para a proteção dos menores “para que esses pecados não se repitam mais”.

Romário desabafa e diz que Marin e Del Nero deveriam estar presos

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Romário faz acusações pesadas a CBF de corrupção e interesses escusos

Do UOL, em São Paulo

Após a goleada histórica sofrida pelo Brasil diante da Alemanha nas semifinais da Copa do Mundo, o ex-jogador e deputado federal Romário desabafou. Através das redes sociais, afirmou que José Maria Marin, presidente da CBF, e seu vice e sucessor eleito, Marco Polo Del Nero, deveriam estar na cadeia. O parlamentar fez duras críticas à corrupção e à gestão no futebol brasileiro, e falou em “falência” do esporte no país.

“Passado o luto das primeiras horas seguidas da derrota, vamos ao que verdadeiramente interessa! Quem tem boa memória, vai lembrar da minha frase: Fora de campo, já perdemos a Copa de goleada!

Infelizmente, dentro de campo, não foi diferente.

Ontem foi um dia muito triste para nosso futebol. Venceu o melhor e ninguém há de questionar a superioridade do futebol alemão já há alguns anos. Ainda assim, o mundo assistiu com perplexidade esta derrota, porque nem a Alemanha, no seu melhor otimismo, deve ter imaginado essa vitória histórica.

Porém, se puxarmos da memória, vamos lembrar que nossa seleção já não vinha apresentando nosso melhor futebol há muito tempo. Jogamos muito mal. Infelizmente, levamos sete e, por mais que isso cause mal-estar, devemos admitir que a chuva de gols foi apenas reflexo do pânico, da incapacidade de reação dos nossos jogadores e da falta de atitude do treinador de mudar o time.

Vivemos uma crise no nosso esporte mais amado, chegamos ao auge dela. Acha que isso é problema só dos jogadores ou do Felipão? Nem de longe.

Nosso futebol vem se deteriorando há anos, sendo sugado por cartolas que não têm talento para fazer sequer uma embaixadinha. Ficam dos seus camarotes de luxo nos estádios brindando os milhões que entram em suas contas. Um bando de ladrões, corruptos e quadrilheiros!

O meu sentimento é de revolta.

Estou há quatro anos pregando no deserto sobre os problemas da Confederação Brasileira de Futebol, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano, nossos jogadores. Porque não se iludam, futebol é negócio, business, entretenimento e move rios de dinheiro. Nunca tive o apoio da presidenta do País, Dilma Rousseff, ou do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Que todos saibam: já pedi várias vezes uma intervenção política do Governo Federal no nosso futebol.

Em 2012, eu apresentei um pedido de CPI da CBF, baseado em um série de escândalos envolvendo a entidade, como o enriquecimento ilícito de dirigentes, corrupção, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e desvio de verba do patrocínio da empresa área TAM. O pedido está parado em alguma gaveta em Brasília há dois anos. Em questionamento ao presidente da Câmara dos Deputados, sr. Henrique Eduardo Alves, mas ouvi como resposta que este não era o melhor momento para se instalar esta CPI. Não concordei, mas respeitei a decisão. E agora, presidente, está na hora?

Exceto por um vexame como o de ontem, o Brasil não precisaria se envergonhar de uma derrota em campo, afinal, derrotas fazem parte do esporte. Mas vergonha mesmo devemos sentir de ter uma das gestões de futebol mais corruptas do mundo. A arrogância dessa entidade é tão grande que até o chefe da assessoria de imprensa chega ao absurdo de bater em um atleta de outra seleção, como fez o Rodrigo Paiva contra um jogador do Chile Pinilla. Paiva pegou quatro jogos de suspensão e foi proibido de acessar o vestiário dos jogadores. Este ato foi muito simbólico e diz muito sobre eles. O presidente da entidade, José Maria Marin, é ladrão de medalha, de energia, de terreno público e apoiador da ditadura. Marco Polo Del Nero, seu atual vice, recentemente foi detido, investigado e indiciado pela Polícia Federal por possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção e formação de quadrilha. São esses que comandam o nosso futebol. Querem vergonha maior que essa?

Marin e Del Nero tinham que estar era na cadeia! Bando de vagabundos!!!

A corrupção da CBF tem raízes em todos os clubes brasileiros, vale lembrar que são as federações e clubes que elegem há anos o mesmo grupo de cartolas, com os mesmos métodos de gestão arcaicos e corruptos implementados por João Havelange e Ricardo Teixeira e mantidos por Marin e Del Nero. Vale lembrar, que estes dois últimos mudaram o estatuto da entidade e anteciparam a eleição da CBF para antes da Copa. Já prevendo uma possível derrota e a dificuldade que eles teriam de se manter no poder com um quadro desfavorável.

E os clubes? Sim, eles também são responsáveis por essa crise. Gestões fraudulentas, falta de investimento na base, na formação de atletas. Grandes clubes brasileiros estão falindo afogados em dívidas bilionárias com bancos e não pagamentos de impostos como INSS, FGTS e Receita Federal.

E toda essa má gestão que tem destruído o nosso futebol, infelizmente, tem sido respaldada há anos pelo Congresso Nacional com anistias e mais anistia destes débitos. Este ano tivemos mais um projeto desses vexatórios para salvar os clubes. Um projeto que previa que clubes pagassem apenas 10% de suas dívidas e investissem 90% restante em formação de atletas. Parece até deboche. Uma soma de aproximadamente R$ 4 bilhões ou muito mais, não se sabe ao certo. Corajosamente, o deputado Otávio Leite, reconstruiu o texto e apresentou uma proposta honesta estruturada em responsabilidade fiscal, parcelamento de dívidas e a criação de um fundo de iniciação esportiva, com obrigações claras para clubes e CBF.

Em resumo, a nova proposta além de constituir a Seleção Brasileira de Futebol e o Futebol Brasileiro como Patrimônio Cultural Imaterial – obrigava a CBF a contribuir com alíquota de 5% sobre as receitas de comercialização de produtos e serviços proveniente da atividade de Representação do Futebol Brasileiro nos âmbitos nacional e internacional. O tributo também incidiria sobre patrocínio, venda de direitos de transmissão de imagens dos jogos da seleção brasileira, vendas de apresentação em amistosos ou torneios para terceiros, bilheterias das partidas amistosas e royalties sobre produtos licenciados. O valor seria destinado a um fundo de iniciação esportiva para crianças e jovens de todo o Brasil. Esses e outros artigos dariam responsabilidade à CBF, punição à entidades e outros gestores do futebol, a CBF estaria sujeita a fiscalização do TCU e obrigada a ter participação de um conselho de atletas nas decisões.

Mas este texto infelizmente não foi para a frente. Sete deputados alemães fizeram os gols que desclassificaram nosso futebol e nos tirou a chance de moralizar nosso esporte. Estes deputados, como todos sabem, fazem parte da Bancada da CBF, mudei o nome porque Bancada da Bola é muito pejorativo para algo que amamos tanto. Gosto de dar os nomes: Rodrigo Maia (DEM -RJ), Guilherme Campos (PSD-SP), Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), José Rocha (PR-BA) , Vicente Cândido (PT-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Valdivino de Oliveira (PSDB-GO).

Essa partida ainda pode ser revertida com a votação do projeto no Plenário da Câmara. Será que esses sete deputados voltarão a prejudicar o nosso futebol?

O futebol brasileiro tomou uma goleada e a derrota retumbante, infelizmente, não foi só em campo. Nem sequer tivemos o prazer de jogar no Maracanã, um templo do futebol mundial, reformado ao custo de mais de R$ 1 bilhão. Acha que foi porque não chegamos a final? Não. Poderíamos ter jogado qualquer outro jogo lá. A resposta disso é ganância e arrogância. É a CBF que escolhe onde o Brasil vai jogar, mas, obviamente, poderia ter tido interferência do Ministério do Esporte e da presidência da República, mas nenhum destes se manifestou. Quem levou com essas escolhas?

Para fechar com chave de ouro, a CBF expulsou do vestiário Cafú, capitão de seleção do pentacampeaonato. Cafú foi expulso do vestiário enquanto cumprimentava os jogadores ontem. Este é o retrato do nosso futebol hoje, não honramos a nossa história.

 “Dilma tem sim que entregar, a taça para a seleção vencedoraEste gesto será o retrato do valor que ela deu ao nosso futebol nos últimos anos! Eles levarão a taça e nós ficaremos com nossos estádios superfaturados e nenhum legado material, porque imaterial, mostramos para o mundoque com toda nossa dificuldade, somos um povo feliz

Novas regras para serviços de telecomunicações entraram em vigor ontem

Desde ontem, (8), está mais fácil cancelar serviços de telefonia fixa e móvel, internet e TVs por assinatura. O cancelamento poderá ser feito por telefone, terminais ou internet, sem necessidade de falar com atendentes. O bloqueio das contas será automático, com prazo máximo de dois dias para conclusão, podendo ser feito por meio de ligação telefônica, pela internet ou pelos terminais.

Esses benefícios estão previstos no Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços de Telecomunicações (RGC), que entra em vigor nesta terça-feira. Com o RGC, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) busca diminuir o número de reclamações feitas por consumidores a sua central de atendimento.

Além de ter a atribuição de cancelar as contas, caso seja a vontade dos clientes, as lojas associadas às operadoras terão também de fazer registro de reclamações, bem como atender a clientes que buscam resolver problemas em suas contas. O retorno sobre reclamações relativas a cobranças terão de ser feitos em, no máximo, 30 dias. Se a empresa não cumprir o prazo, terá de corrigir automaticamente o valor da fatura. Se ela já tiver sido paga, a operadora terá de devolver o valor em dobro.

Outra vantagem, do ponto de vista do consumidor, é que as empresas operadoras terão a obrigação de retornar as ligações, caso estas caiam. As novas regras fixam, ainda, validade mínima de 30 dias para os créditos das contas pré-pagas. Caberá às empresas informar aos clientes pré-pagos a data de expiração dos créditos e, aos pós-pagos, que os limites de serviços de mensagem (SMS) e internet móvel estão próximos de atingir os limites previstos no plano contratado.

No caso dos pós-pagos, as novas regras preveem, ainda, faturas mais detalhadas, de forma a dar mais clareza e transparência ao serviço. O regulamento prevê que os pacotes de serviços conjuntos (combos) estejam agrupados no mesmo contrato.

Ofertas e planos de vendas terão de ser disponibilizados nos sites das operadoras. Com isso, a Anatel tenta evitar que planos iguais sejam comercializados com valores diferenciados, prejudicando alguns clientes – prática relatada em queixas reportadas à Anatel. Além disso, os contratos com fidelização terão validade máxima de 12 meses

Contatada pela Agência Brasil, a Oi informou já estar implementando as mudanças exigidas pelo novo regulamento, apesar de considerar alguns prazos “incompatíveis com a complexidade das alterações necessárias”. A Telefônica Vivo informa também confirma que está implantando e trabalhando para cumprir as obrigações do novo RGC, com cerca de 200 pessoas “engajadas para adaptar os sistemas de atendimento ao cliente às novas regras em um prazo extremamente curto”.

A Claro, igualmente, informou que está implementando as disposições do RGC, para “cumprir o grande volume de determinações previstas”. Já a Tim disse que “trabalha para se adequar” ao regulamento nos prazos apresentados. Para a Tim “mudanças que reforcem os direitos dos consumidores e contribuam para a melhoria da relação entre clientes e empresas são sempre benéficas”.

A GVT informou que está “trabalhando intensamente” para cumprir, até amanhã (8) as regras previstas. Segundo a empresa, devido ao grande número de mudanças exigidas e ao curto prazo concedido para sua implementação, “estão sendo realizadas várias adequações em todos os sistemas e rotinas de relacionamento com o cliente”.

Governo do Estado banaliza a vida com mais um assassinato de preso no Complexo de Pedrinhas.

mortoO retrato é de uma rotina constante dentro do Complexo de Pedrinhas

 À noite de ontem foi registrado o décimo primeiro assassinato no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no presente exercício. O crime foi registrado na Central de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas, no mesmo local em eu no último dia primeiro do corrente, outro preso teve a vida sacrificada por enforcamento. A grande indignação que fica reside em que neste Estado, não existem instituições públicas capazes de dar uma basta na selvageria e muito menos uma sociedade civil organizada para gritar e cobrar providências, quanto a questão do respeito a dignidade humana. Até mesmo a Pastoral Carcerária, que deveria ter a missão profética da denúncia, está plenamente silenciosa e cega, dando demonstrações bem claras da própria inexistência ou conivência.

                 O desrespeito do Governo do Maranhão com a população é que as práticas criminosas são as mesmas e nos mesmos locais. Apesar das somas fabulosas gastas em contratos viciados para a prestação de serviços terceirizados, será que dentro do Sistema Penitenciário do Estado não existe alguém que tenha um mínimo de visão e conhecimentos de gestão e sensibilidade para o exercício ações de prevenção aos assassinatos, fugas, escavações de túneis, e o tráfico de drogas e armas? O que impede o Ministério Público, os juízes das Varas das Execuções Criminais, o Conselho Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil, a Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos, a Comissão de Direitos Humanos e das Minorias da Assembleia Legislativa do Estado de tomarem atitudes para as constantes execuções dentro dos cárceres do Complexo de Pedrinhas? Infelizmente a pena de morte está instituída nas unidades prisionais com a conivência dos poderes constituídos.

      Presos refugiados em refeitório para não morrerem

            Quando afirmo aqui, que são iminentes novas barbáries dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, alguns subservientes e gestores desprovidos de um mínimo de responsabilidade, chegam a esbanjar criticas, mas não se manifestam publicamente temendo principalmente pela realidade e pela corrupção que infesta toda a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária. Para uma perfeita análise de que o problema é muito maior do que tenho procurado mostrar, desde ontem e continuava na manhã de hoje, um grupo de aproximadamente 35 presos refugiado no refeitório da Casa de Detenção, com receio de ser assassinado por outros internos. Desde a destruiçãode pavilhões da Casa de Detenção, centenas de presos estão soltos e perambulam dia e noite pelas dependências da unidade prisional e assustam monitores. Apesar do problema ser de amplo conhecimento da Sejap, e dela ter a responsabilidade maior de resolve-lo em caráter emergencial, a indiferença faz parte de que ninguém está preocupado com o pior que vier a acontecer, o ratifica a banalização da vida pelo Governo do Estado.