Quando foi entregue o primeiro trecho da Via Expressa, exatamente no dia em que São Luís completou 400 anos, a governadora Roseana Sarney anunciou para o final daquele ano a conclusão das obras interligando ao conjunto do Ipase. Dezembro de 2012 se foi, veio 2013 e agora estamos em 2014 e as obras caminham a passos de cágado, muito embora já tenham consumido milhões de reais em termos aditivos, talvez maiores do que os valores contratados para a execução do trecho rodoviário. Não é preciso ser engenheiro e construtor para verificar, que caso não haja fiscalização do Ministério Publico, mais termos aditivos serão acrescentados e sem previsão de conclusão total da Via Expressa. Essas morosidades propositais e de acordo com interesses de construtores e instituições governamentais é que elevam os valores das obras e sangram criminosamente os cofres públicos. Seria até dever e em respeito ao povo de São Luís, que a governadora Roseana Sarney, declare por ocasião da inauguração, por quanto foi contratada a obra e quanto chegou ao seu final e o povo cobre em praça pública. Comenta-se que a mais nova previsão para a inauguração, a princípio seria o mês de setembro no aniversário dos 402 anos de São Luís, o que significa um atraso de dois anos, prática da administração deste governo para facilitar sucessivos termos aditivos.
Inoperância da Vigilância Sanitária favorece a venda de produtos estragados em supermercados, feiras e mercados públicos
A ausência somada à ineficiência da Vigilância Sanitária permite que todos os dias a população leve para as suas residências doenças na compra de produtos estragados, colocados à venda em feiras e mercados e nas redes de supermercados indistintamente. Enquanto nos estabelecimentos públicos o problema é mais agravante na questão de pescados, crustáceos e a carne, nos privados as hortaliças, verduras, frutas, são vergonhosamente colocados à venda produtos totalmente estragados, na certeza de que clientes inexperientesleve-os para casa para colocar em risco a saúde dos seus familiares.
Os infratores têm absoluta certeza de que não há fiscalização, que abusam com produtos estragados, que podem ser vistos claramente sem a necessidade de uma avaliação, e assim vão explorando consumidores, com a absoluta certeza da inoperânciados órgãos que têm a responsabilidade de zelar pela saúde pública, levando-se em conta, que mesmo comprando produto estragado, o cidadão e a cidadã também está pagando imposto, que muito pouco retorna ao povo em forma de serviços ou investimentos para a saúde para cuidar das vítimas que consumiram alimentos impróprios para alimentação humana.
Para exemplificar a verdade, hoje encontramos na loja dos supermercados Bom Preço, da avenida Kennedy, maxixes estragados no valor de R$ 12;30 o quilograma. Se verifica-se detalhadamente, não teríamos dificuldades em identificar outros produtos, assim como em todos os estabelecimentos das redes de supermercados. Se formos atentar mais de perto paraas feiras e mercados públicas, não iriamos longe para mostrar a verdadeira esculhambação, inclusive com a sujeira, basta verificar os setores de venda de pescado e crustáceos do Mercado Central e da Feira do João Paulo.
Canindé Barros quer melhorar o tráfego dos coletivos para diminuir o tempo das viagens
Por sucessivas vezes tenho criticado a administração municipal, por deficiências e até mesmo inoperância de alguns gestores de pastas integrantes do executivo municipal. Recentemente mostrei algumas ruas do centro histórico da área da Praia Grande, que estavam dificultando o tráfego de veículos e colocando em risco a integridade física de cidadãos e cidadãs, além de causar péssima impressão para turistas, e que agora estão passando por um processo de recuperação.
Geralmente mudanças causam apreensões e expectativas, mas quando se conhece a capacidade do gestor, a sua competência e a sua identificação com o trabalho que vai ser executado, as apreensões e expectativas são substituídas por esperanças de concretização de ações efetivas. Sem qualquer demérito aos seus antecessores, o engenheiro Canindé Barros, ao chegar à Secretaria de Trânsito e Transporte, já tinha um planejamento para a pasta, inclusive submetido a apreciação do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Ele é um profundo conhecedor dos problemas do trânsito de nossa capital e um estudioso sobre mobilidade urbana, planos diretores urbanos e trânsito com a aplicabilidade da legislação. Há poucos dias conversei com ele, quando me disse que o tráfego dos coletivos varia entre 10 e 15 quilômetros. Com algumas medidas emergenciais, dentro de pouco tempo espera elevar o tráfego para 35 km, e com as obras de construção de corredores de coletivos com várias obras, inclusive já licitadas, espera melhorar ainda mais, muito embora saiba que é crescente o número de veículos emplacados diariamente em São Luís. Com a orientação de guardas municipais, o sério congestionamento de veículos que procedem das avenidas Jeronimo de Albuquerque e Expressa, bem no Cohafuma, diminuiu consideravelmente. Canindé Barros, enfrentauma grande deficiência no número de guardas municipais na SMTT, mas espera resolver o problema com o prefeito, o mais breve possível para a aplicação de ações emergenciais em outros pontos da cidade, enquanto serão executadas obras que estão dentro do planejamento de mobilidade urbana da Prefeitura de São Luís, que deverão interligar vários bairros com a construção de avenidas. Canindé Barros, constantemente verifica de perto o congestionamento procurando sentir as dificuldades dos condutores de veículos no dia a dia.
“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós”, disse o papa Francisco
“Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós: um amor tão grande que nos nutre com Si mesmo; um amor gratuito…”, disse o papa Francisco na homilia durante missa da Solenidade de Corpus Christi celebrada na Basílica de São João Latrão, em Roma, na quinta-feira, 19.
Uma multidão de fiéis participou da celebração e ouviu as palavras do papa que meditou o significado da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. Francisco disse que “além da fome material o homem leva consigo outra fome, uma fome que não pode ser saciada com comida comum. É a fome de vida, fome de amor, fome de eternidade”.
O papa comentou que “viver a experiência da fé significa deixar-se alimentar pelo Senhor e construir a própria existência não sobre bens materiais, mas sobre a realidade que não perece: os dons de Deus, sua Palavra e seu Corpo”.
Confira a íntegra da homilia:
“O Senhor, teu Deus, (…) te alimentou com o maná, que tu não conhecias” (Dt 8,3).
Estas palavras de Moisés fazem referência à história de Israel, que Deus fez sair do Egito, da condição de escravidão, e por quarenta anos o guiou no deserto para a terra prometida. Uma vez estabelecido na terra, o povo eleito atingiu uma autonomia, um bem-estar, e correu o risco de esquecer as tristes vicissitudes do passado, superadas graças à intervenção de Deus e à sua infinita bondade. Então as Escrituras exortam a recordar, a fazer memória de todo o caminho feito no deserto, no tempo da penúria e do desconforto. O convite de Moisés é o de voltar ao essencial, à experiência de total dependência de Deus, quando a sobrevivência foi colocada em suas mãos, para que o homem compreendesse que “não vive apenas de pão, mas de tudo aquilo que procede da boca do Senhor” (Dt 8,3).
Além da fome material o homem leva consigo outra fome, uma fome que não pode ser saciada com comida comum. É a fome de vida, fome de amor, fome de eternidade. O sinal do maná – como toda experiência do êxodo – continha em si também esta dimensão: era figura de uma comida que sacia esta fome mais profunda que existe no homem. Jesus nos dá este alimento, assim, é Ele mesmo o pão vivo que dá vida ao mundo. Seu Corpo é verdadeira comida sob a espécie de pão; seu Sangue é verdadeira bebida sob a espécie de vinho. Não é um simples alimento com o qual sacia nossos corpos, como o maná; o Corpo de Cristo é o pão dos últimos tempos, capaz de dar vida, e vida eterna, porque a substancia deste pão é Amor.
Na Eucaristia se comunica o amor do Senhor por nós: um amor tão grande que nos nutre com Si mesmo; um amor gratuito, sempre à disposição de todos os famintos e necessitados de restaurar as próprias forças. Viver a experiência da fé significa deixar-se alimentar pelo Senhor e construir a própria existência não sobre bens materiais, mas sobre a realidade que não perece: os dons de Deus, sua Palavra e seu Corpo.
Se olharmos ao nosso redor, daremos conta de que existem tantas ofertas de alimento que não vem do Senhor e que aparentemente satisfazem mais. Alguns se nutrem com o dinheiro, outros com o sucesso e com a vaidade, outros com o poder e com o orgulho. Mas a comida que nos alimenta verdadeiramente e que nos sacia é somente aquela que nos dá o Senhor! O alimento que nos oferece o Senhor é diferente dos outros e talvez não nos pareça assim saboroso como certas iguarias que nos oferecem o mundo. Agora sonhamos com outros alimentos, como os hebreus no deserto que choravam a carne e as cebolas que comiam no Egito, mas esqueciam que aqueles alimentos eram comidos na mesa da escravidão. Eles, naqueles momentos de tentação, tinham memória, mas uma memória doente, uma memória seletiva.
Cada um de nós, hoje, pode se perguntar: e eu? Onde quero comer? Em que mesa quero me alimentar? Na mesa do Senhor? Desejo comer comidas gostosas, mas na escravidão? Qual é minha memória? Aquela do Senhor que me salva ou a do alho e das cebolas da escravidão? Com que lembrança eu satisfaço minha alma?
O Pai nos diz: “Te alimentei com o maná que tu não conhecias”. Recuperemos a memória e aprendamos a reconhecer o pão falso que ilude e corrompe, porque fruto do egoísmo, da auto-suficiência e do pecado.
Daqui a pouco, na procissão, seguiremos Jesus realmente presente na Eucaristia. A Hóstia é nosso maná, mediante o qual o Senhor nos dá a si mesmo. A Ele nos dirigimos com fé: Jesus, defende-nos das tentações do alimento mundano que nos faz escravos; purifica nossa memória, para que não se torne prisioneira da seletividade egoísta e mundana, mas seja memória viva da tua presença ao longo da história do teu povo, memória que faz “memorial” do teu gesto de amor redentor. Amém. (CAS).
CNBB com Rádio Vaticano.
Organização Mundial de Saúde detecta vírus da poliomielite no Brasil
A Organização Mundial da Saúde (OMS) detectou o poliovírus selvagem tipo 1, que causa a poliomielite, durante coleta de amostras feita em março, no sistema de esgoto do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, São Paulo. A OMS informou que novas coletas subsequentes realizadas no mesmo local deram resultado negativo para o WPV1, sigla do vírus em inglês, ou então acusaram positivo para outros tipos de vírus. A agência da Nações Unidas para saúde informou que a cepa do vírus detectada em Campinas é da mesma família da que foi encontrada em um caso de pólio na Guiné Equatorial. Segundo a OMS, o vírus foi detectado numa coleta de rotina nos sistemas de esgoto e não há nenhuma evidência de transmissão do WPV1. O Brasil está livre do vírus da pólio desde 1989 e a região das Américas, desde 1991. As autoridades de saúde brasileiras aumentaram a vigilância para detectar sinais do WPV1 e de possíveis casos da doença. A vacinação contra a poliomielite em São Paulo cobre 95% da população infantil. A próxima campanha está marcada para novembro e o alvo são as crianças de 6 meses a 5 anos.
Felipão critica Globo por leitura labial: “grande palhaçada”
O técnico Luiz Felipe Scolari aproveitou a entrevista após a vitória por 4 a 1 sobre Camarões na tarde desta segunda-feira para criticar a detentora dos direitos de transmissão da Copa do Mundo, Rede Globo. O treinador reclamou do quadro Jogo Falado, do programa Fantástico, no qual as falas do técnico são identificadas por leitura labial e expostas ao público.
Felipão reclamou da Globo enquanto falava sobre o posicionamento de Oscar, que no primeiro tempo jogou próximo demais aos atacantes, o que fez com que deixasse vazio no meio-campo. A consequência disso foram os chutes longos da defesa para o ataque, já que o meia deveria fazer essa ligação. O técnico tentou alterar isso antes do intervalo, mas encontrou dificuldades para passar instrução.
“No jogo, ninguém escuta ninguém. O problema é que agora tem uma TV querendo ouvir, e eu acho isso uma grande palhaçada. Não temos nem liberdade para trabalhar em campo”, afirmou Felipão. Na estreia, na vitória por 3 a 1 sobre a Croácia, o treinador foi flagrado, entre outras coisas, cobrando mais vontade do jogador, enquanto dizia “está muito morno, muito morno”.
O quadro é usado pela emissora desde a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, quando expunha as frases do técnico Carlos Alberto Parreira, hoje assistente-técnico de Felipão, e do então assistente Mario Jorge Lobo Zagallo. A leitura labial já era uma preocupação de Scolari, que nos treinos na Granja Comary chegou a dar instruções cobrindo a boca – os jogadores também têm usado essa tática.
Curiosamente, o Fantástico não fez a leitura labial do segundo jogo da Seleção Brasileira, o empate contra o México por 0 a 0, no Castelão, em Fortaleza. No programa de domingo, escolheu a vitória do Chile por 2 a 0 sobre a Espanha, depois de flagrar o volante Marcelo Díaz gritando “Fuera. Adiós, España” (“Fora. Adeus, Espanha”) na comemoração de um dos gols. O resultado eliminou os atuais campeões mundiais.
IGREJA CATÓLICA E A FETAEMA PREOCUPADOS COM OS CONFLITOS AGRÁRIOS DE CODÓ
A Fetaema é a referência de defesa de direitos e da dignidade de homens e mulheres no meio rural maranhense.
Os problemas tomam dimensões inimagináveis. Caso não haja uma intervenção imediata das forças de segurança pública, muitas vidas poderão ser sacrificadas pela violência imposta por jagunços a serviço de grileiros e latifundiários. A Fetaema já esteve em várias comunidades do município de Codó, defendendo os direitos de quilombolas e denunciando a omissão dos poderes constituídos, o que favorece os grupos que tentam massacrar trabalhadores e trabalhadoras rurais, procurando retirá-los das suas posses seculares. O presidente da Fetaema, Chico Miguel, advogados e secretários da entidade já estiveram por inúmeras vezes em algumas áreas e participaram de atos públicos, mas de nada tem adiantado, uma vez que a força política dos elementos é mais forte. Embora os fatos sejam de conhecimento do Governo do Estado, até o momento ele não deu qualquer sinal para evitar a iminência de atos sangrentos. Hoje, uma equipe da Fetaema retornou a Codó, com vistas a uma nova avaliação dos fatos para fazer nova denúncia ao Ministério da Justiça, a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e a Anistia Internacional, além de ratificar o que já foi encaminhado as autoridades locais.
Reunido em São Luis, o episcopado maranhense expressou em documento de solidariedade ao povo sofrido de Codó, principalmente da comunidade Vergel, que teve incendiada uma capela da Igreja Católica, integrante da Paróquia de São Raimundo. Há poucos dias estive conversando com o bispo, Dom Sebastião Bandeira Coelho, da Diocese de Coroatá, que abrange o município de Codó. Ele me afirmou que o problema é muito sério em várias comunidades, destacando-se asquilombolas. O mais grave é que a violência é pública e as autoridades locais responsáveis pela ordem, respeito e garantia dos direitos dos cidadãos, se omitem totalmente aos fatos, garantido o trânsito e as ameaças diárias feitas por jagunços a serviço de grileiros e latifundiários. Dom Sebastião Bandeira irá à comunidade Vergel celebrar com povo que vem sendo oprimido pelas forças dos poderes e, não se curvará a qualquer ameaça. A sua missão profética, a defesa dos pobres, oprimidos e excluídos são compromissospara a construção do Reino de Deus, afirmou o Bispo de Coroatá.
As preocupações declaradas pelo bispo Dom Sebastião Bandeira, da Diocese de Coroatá, foram após reunião do Episcopado Maranhense, quando foram analisados os graves problemas no meio rural de Codó e outros municípios, causados pela opressão e violência armada sob o comando de políticos, empresários, latifundiários, grileiros e gente do agronegócio, com o apoio integral do Governo do Estado.
Nota Pública de Exigências de Direitos aos Povos Tradicionais de Codó
Comunidades quilombolas de Codó prometem não abandonar a luta.
Nossa luta não é contra a carne e o sangue. Efésios 6:12
Representantes de 10 comunidades tradicionais da cidade de Codó estiveram reunidoscom a coordenação da CPT/MA, do Moquibom e com a assessoria jurídica da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos. Na pauta, graves denúncias relacionadas aos conflitos no campo, criminalização e ausência de políticas públicas para comunidades rurais.
Codó, cidade distante 300 km da capital do Maranhão, São Luís, concentra, de acordo com o estudo Conflitos no Campo 2013, da CPT, o maior número de conflitos agrários no Maranhão. Situada na mata dos cocais, a cidade também concentra um do maiores números de terreiros do Brasil, locais sagrados onde comunidades quilombolas cultuam entidades do terecô, religião nascida nas matas de Codó. Além da violência no campo, representada por assassinatos, prisões, despejos forçados e trabalho escravo, atotalidadedas comunidades rurais codoenses sofrem com a presença de escolas de taipa, falta de postos de saúde e falta de estradas.
Diante deste quadro lamentável, no último 26 de maio, mais de 1.200 trabalhadores rurais bloquearam, por mais de 12 horas, a BR 316 (ligação do Nordeste ao Norte do Brasil), exigindo a titulação de territórios quilombolas, a desapropriação de latifúndios, a reforma de estradas, construção de postos de saúde e pelo fim das escolas de taipa. Apesar da enorme pressão social, a sinalização dada pelos governos estadual e federal soou como palavras jogadas ao ar. Passados mais de 20 dias, nada efetivamente foi feito para reverter a situação de violência e exclusão que explora e mata homens e mulheres do campo.
A fim de garantir o direito de viver bem, representantes de 10 comunidades tradicionais estiveram na sede da CPT-MA, ocasião em que denunciaram as diversas mazelas a que são submetidos e articularam ação de denúncia do Estado Brasileiro aos organismos internacionais de proteção dos direitos humanos. Por mais de 3 horas, as lideranças expuseram o quadro à coordenação na CPT/MA, à representação do Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM) e ao assessor da Sociedade Maranhense dos Direitos Humanos, Luís Antônio Pedrosa.
De acordo com Sergilson Rodrigues Souza, representante do território quilombola de Santa Maria dos Moreiras, são várias as perseguições realizadas pelo deputado estadual Cesar Pires (DEM-MA) contra os quilombolas, que vão desde a proibição de realizar roçado, ameaças e intimidações, bem como a criminalização de várias lideranças, por meio de ações movidas pelo parlamentar. Segundo o quilombola, até mesmo manifestações culturais e religiosas são proibidas no território. Da mesma maneira, a liderança aponta como responsável pela atual situação o o Governo Federal, que titulou, nos últimos 11 anos, apenas uma única comunidade quilombola em Codó, apesar dos inúmeros processos e conflitos que ocorrem na região.
Há mais de duas décadas, a Comissão Pastoral da Terra tem atuado na defesa de comunidades codoenses, em violentos conflitos. Na comunidade Vergel, 4 mortes ocorreram nos últimos anos, sem que houvesse uma única condenação dos assassinos. No território de Queimadas, o grupo empresarial Costa Pinto tentou impedir, à força, que trabalhadores realizassem o plantio e até mesmo tentou proibir a realização de missas na comunidade. Na comunidade Livramento, um lavrador ficou por mais de 12 horas algemado, por ação ilegal da Polícia e do fazendeiro Heron Simões (vereador em São Luís pelo PSL), que tenta expulsar famílias tradicionais de suas terras. No quilombo Puraquê, mais de 20 pistoleiros invadiram a comunidade e durante uma semana, tentaram realizar a expulsão da mesma, a mando do ex-prefeito de Codó, BinéFiguereido (PDT-MA). Em Buriti Corrente, apesar da área já ter sido desapropriada, após anos de luta, o grupo Costa Pinto tenta despejar famílias, por meio de manobras judiciais. Até mesmo o prefeito de Codó, Zito Rolim (PV-MA) foi autuado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE/MA), que encontrou 24 pessoas – incluindo um jovem de 17 anos – em condições análogas à escravidão na Fazenda São Raimundo/São José.
Em razão da extrema violência, a Anistia Internacional lançou duas ações urgentes exigindo do governo brasileiro proteção à vida de lideranças rurais de Vergel e Santa Maria dos Moreiras e no Informe 2013- O Estado dos Direitos Humanos no Mundo, a organização internacional sediada em Londres destacou que em Santa Maria dos Moreiras, o ataque (do fazendeiro) foi uma das tentativas sistemáticas dos proprietários de terras locais de expulsar a comunidade, recorrendo a métodos como a destruição de plantações e ameaças de morte contra líderescomunitários.
Apesar das inúmeras denúncias nacionais e internacionais, os governos municipal, estadual e federal permanecem inertes no que se refere à garantia de acesso à terra e território dos povos tradicionais maranhenses, ao acesso a políticas públicas inclusivas, como escolas com infraestrutura que garanta ao aluno bem-estar, hospitais de referência e estradas que garantam a mobilidade dos camponeses maranhenses.
Nesta direção, a CPT/MA exige, imediatamente:
Ao Governo Federal
A titulação dos territórios quilombolas de Codó, com a devida destinação de recursos pelo governo federal, para a elaboração do RTID e garantia de desapropriação;
A desapropriação de latifúndios improdutivos de Codó, cujos processos tramitam no INCRA há décadas;
A fornecer proteção total aos trabalhadores rurais ameaçados de morte, cuja relação se encontra há mais de 2 anos com a SDH/PR, contudo sem nenhuma medida concreta a efetivar a proteção dos defensores dos direitos humanos;
Ao governo estadual
A garantia de segurança das comunidades em conflito, em especial Santa Maria dos Moreiras, Puraquê, Livramento, Três Irmãos, Montabarro, Queimadas, bem como a investigação completa de todas as alegações de ameaças, destruição de bens e assassinatos contra trabalhadores rurais, já apresentado diversas vezes ao estado por meio de numerosos ofícios;
A pavimentação da MA-026, que garantirá a mobilidade de centenas de comunidades de Codó, em especial as mais distantes da sede municipal
Ao governo municipal
A construção de escolas de alvenaria, nos termos do Termo de Ajustamento de Conduta firmado entre o Munícipio de Codó e o Ministério Público do Maranhão;
São Luís, 18 de junho de 2014
A Coordenação Estadual da CPT-Maranhão
Refinaria Premium: mais um estelionato eleitoral contra os maranhenses
O grupo dominante já estava devidamente articulado para requentar a construção de uma refinaria no município de Bacabeira, inclusive com declarações da presidente da Petrobrás, Graça Foster de que as obras seriam retomadas em 2015. A Petrobrás está envolvida em um mar de lama de corrupção, com as compras superfaturadas de duas refinarias, uma nos Estados Unidos e a outra no Japão, o que deu origem a queda de suas ações na bolsa de valores de 62 reais para um pouco mais de 14 reais.As primeiras denuncias envolveram o Palácio do Planalto, e diretamente a presidenta Dilma Rousseff, e logo dominaram os negócios ilícitos feitos pela empresa com a rede de corrupção instalada dentro dela em negociatas e com o protecionismo de políticos afinados com o ex-presidente Lula e a atual Dilma Rousseff. O caso da corrupção denunciada na terraplanagem da Refinaria Premium foi tão vergonhoso, que o orçamento inicial de 789 milhões de reaischegou a 1,5 bilhão de reais sem a conclusão.
Com o anuncio da suspensão das obras, já de conhecimento da classe politica, em razão dos elevados prejuízos que a Petrobrás vinha acumulando, causados por sucessivas negociatas como foi o caso registrado em nossa capital, começou um jogo em que os senadores José Sarney e Edison Lobão, ministro das Minas e Energia exerceriam pressão para retomada da sonhada ilusão de construção de uma refinaria nas proximidades do Porto do Itaqui, com investimentos superiores a 20 bilhões de reais, que foi o carro chefe da campanha eleitoral de Roseana Sarney. Com os seus interesses plenamente garantidos e pouco se importando com a população, aos poucos tudo foi levado para o esquecimento.
As empresas contratadas pela Petrobrás para as obras de terraplanagem, quando receberam a ordem de cancelamento de contratos, começaram a desativar canteiros de obras e com rapidez deixaram a nossa capital e aplicaram muitos calotes no comércio local, principalmente em fornecedores.
Mais doloroso foi o sofrimento de muitos jovens e famílias que fizeram esforços, em que pais contraíram empréstimos, outros venderam bens e fizeram sacrifícios para que os filhos fossem capacitados para trabalhar na refinaria. A governadora Roseana Sarney contabilizava todos os dias na mídia oficial os números de empregos que seriam gerados, tanto os diretos e os indiretos. Hoje temos milhares de jovens em todo o Maranhão, acusando o estelionato de que foram vítimas.
O elemento Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobrás, bastante ligado ao senador José Sarney e a governadora Roseana Sarney, por algumas vezes esteve em São Luís, concedendo entrevistas para a mídia oficialrelatando prazos e investimentos que não existiam. Ele foi preso à semana passada pela Policia Federal por envolvimento como participante de quadrilha de lavagem de dinheiro e de aplicação de golpes em instituições públicas, mais tarde foi posto em liberdade e posteriormentenovamente preso, diante dos riscos de fugir do país, uma vez que é detentor de contas com milhões de dólares no exterior.
O mais vergonhoso é que o grupo da governadora Roseana Sarney já estava articulando um plano para requentar informações sobre a Refinaria Premium, com prazos para 2017, quando a casa caiu. Entendo que os milhares de jovens e suas famílias, que foram criminosamente ludibriadas deveriam cobrar do Governo do Maranhão, os prejuízos que tiveram e o estelionato de que foram vítimas, uma vez que ele foi o maior divulgador e beneficiado eleitoralmente com a farsa da Refinaria Premium.
Papa condena qualquer forma de tortura
O papa Francisco condenou neste domingo, na festa de Corpus Christi (Corpo de Cristo), a tortura e instou os fiéis católicos a trabalhar para abolir esta prática, assim como para ajudar as vítimas dela e suas famílias. “Na próxima quinta-feira, terá lugar a Jornada Internacional das Nações Unidas para a apoiar as vítimas de tortura. Nesta circunstância, reitero a firme condenação de qualquer forma de tortura”, disse o pontífice perante milhares de pessoas que estavam na Praça São Pedro.
Antes, o papa recordou a importância de praticar a caridade com o próximo, de “dar esperança aos que a perderam e de acolher os excluídos”, em uma reflexão após a oração doAngelus (oração do Anjo, rezada ao meio-dia). Francisco também se referiu ao dom que Jesus deu aos católicos, no dia em que se celebra a festa do corpo e sangue de Cristo. “Jesus não veio ao mundo para dar qualquer coisa, e sim para dar a sua própria vida como alimento aos que têm fé nele”, disse o sumo pontífice.
A festa de Corpus Christi foi instituída pelo papa Urbano IV em 1264. Em 1263, um sacerdote da Boêmia, Pedro de Praga, dirigia-se a Roma quando parou na cidade vizinha de Bolsena para celebrar missa. Na ocasião, o padre duvidou da presença real de Cristo na Eucaristia e pediu a Deus “um sinal”. Segundo a tradição católica, algumas gotas de sangue emanaram de forma imprevista da hóstia sagrada e caíram sobre o tecido que se estende no altar para colocar o pão e vinho sagrados, pano que está guardado na catedral de Orvieto, no centro de Itália.
