CNBB publicou “Desafios diante das eleições de 2014”

cnnbA Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou a mensagem “Pensando o Brasil: desafios diante das eleições 2014”, disponível nas Edições CNBB e nas livrarias católicas. O texto, aprovado durante a 52ª Assembleia Geral da Conferência, realizada em Aparecida (SP), entre os dias 30 de abril e 09 de maio, contém orientações sobre o período eleitoral, no qual os brasileiros escolherão representantes para os cargos de presidente da República, governador, senador e deputados estaduais/distritais e federais.

Focado no voto consciente e na participação política, o texto está dividido em tópicos que tratam dos desafios da realidade sociopolítica, da participação dos cristãos na política, da urgência da Reforma Política, do desenvolvimento econômico e da sustentabilidade social.

Na apresentação da publicação, o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, afirma a importância do processo eleitoral, uma vez que “está em jogo o projeto político, social e econômico para o Brasil”.

“Os cristãos comprometidos com a sua fé e todos os homens e mulheres de boa vontade são chamados a uma participação ativa e efetiva. Esta participação é um modo de contribuir para a construção de nosso país”, lembra dom Leonardo.

Ainda a respeito da participação, o texto propõe uma experiência cristã “madura”, capaz de impor “o enfrentamento da realidade e sua transformação para que todos tenham vida em plenitude”. Uma frase do papa Francisco a respeito da participação política busca motivar as ações dos cristãos. “Devemos envolver-nos na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade, porque busca o bem comum”, recorda o texto.

O acompanhamento do trabalho dos representantes eleitos faz parte, de acordo com a mensagem, da responsabilidade cristã, juntamente com o diálogo, a participação em grupos e espaços institucionais, monitoramento dos poderes públicos (executivo, legislativo e judiciário) e no combate à corrupção, com a “defesa dos valores éticos, da inviolabilidade da vida humana, da promoção e resgate da unidade e estabilidade da família, do direito dos pais a educar seus filhos de acordo com suas convicções, da justiça e da paz, da democracia e do bem comum”, escreve.

O engajamento da juventude na realidade política é tratado como insistência na abertura de canais de participação, por conta da “especial confiança” da Igreja na “força transformadora que brota dos jovens”.

O texto ainda reforça a urgência da Reforma Política, iniciativa da CNBB e da Ordem dos Advogados do Brasil que deu origem à Coalizão Democrática pela Reforma Política e Eleições Limpas, apoiada por quase cem entidades e por 170 parlamentares. O projeto buscar efetivar a democracia participativa, por meio de melhor representação e evitar a desigualdade na disputa eleitoral, que acontece atualmente por conta do financiamento de campanhas por empresas.

Outras preocupações abordadas na mensagem “Pensando o Brasil” dizem respeito ao desenvolvimento econômico, à sustentabilidade social e ao direito de a livre manifestação. Três princípios de orientação de pensamento e de ações foram apresentados: o respeito ao ser humano; a equidade, com partilha justa e imparcial de bens, recursos e oportunidades; e o bem-estar das sociedades contemporâneas e futuras. O texto ainda chama atenção para os discursos e práticas que privilegiem aspectos econômicos e que geram exclusão.

Conselhos dos profissionais de Serviço Social e de Psicologia repudiam Prefeitura de Araioses

conselhoO Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) – 2ª região/MA e o Conselho Regional de Psicologia (CRP) – 22 ª região/MA externam seu repúdio à administração municipal de Araioses  MA por seu completo descaso e desconsideração com o trabalho do Assistente Social e do Psicólogo.

Em concurso público convocado pela Prefeitura de Araioses, pelo edital 01/2014, de 06 de junho de 2014, aquele município disponibiliza vagas para 06 categorias com cursos de nível superior, dentre as quais a de Assistente Social e de Psicólogo. No entanto, em tratamento diferenciado e desvalorizado, os profissionais de Serviço Social e os de Psicologia figuram como aqueles que não merecem o devido reconhecimento salarial frente aos demais profissionais de curso superior. Ao Assistente Social e ao Psicólogo estipula-se um salário mínimo de remuneração, nivelando-os com os de Ensino Médio.

Uma cidade como Araioses, que figura entre as mais pobres do País, a principal política no município tem sido a da Assistência Social, que requer desde o dificílimo trabalho de organização do Cadastro Único para os programas sociais do Governo Federal até as constantes elaborações de projetos e motivação de processos participativos na gestão, afora as políticas específicas de combate ao trabalho infantil e das políticas voltadas à criança e ao adolescente, ao idoso, as pessoas com deficiências, a organização dos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social), dentre outros. Diante de todas essas responsabilidades, o profissional de Serviço Social e de Psicologia mantem-se com apenas UM SALÁRIO MÍNIMO?

REPUDIAMOS ESSA DESVALORIZAÇÃO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL E DO PSICÓLOGO POR PARTE DA PREFEITURA DE ARAIOSES!

REPUDIAMOS O CONVITE AO CLIENTELISMO, AO PATRIMONIALISMO, À GESTÃO PRIVADA DA COISA PÚBLICA, pois com um salário tão baixo, o que sobra é buscar compensar com benesses, por fora da legislação trabalhista e de uma remuneração digna, para que o assistente social e o psicólogo se mantenham na Prefeitura.

O Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) – 2ª região/MA e o Conselho Regional de Psicologia (CRP) – 22 ª região/MA tomarão as medidas cabíveis para reverter esse lamentável quadro no concurso de Araioses.

PELA VALORIZAÇÃO DO TRABALHO DO ASSISTENTE SOCIAL E DO PSICÓLOGO!

 São Luís (MA), 16 de junho de 2014.

 CONSELHO REGIONAL DE SERVIÇO SOCIAL – 2ª REGIÃO/MA

Gestão “Tocando em frente”

CONSELHO REGIONAL DE PSICOLOGIA – 22ª REGIÃO/MA

Gestão “Diálogo, União e Crescimento”

Fonte: CRESS/MA

Manifesto reúne artistas e intelectuais em apoio à participação social no governo

velhoO jurista Dalmo Dallari é um dos signatários do manifesto em favor da democracia popular

Movimentos sociais, juristas e entidades lançaram um manifesto de apoio e defesa à Política Nacional de Participação Social. Lançada no final de maio, a política nacional é uma resposta às mobilizações de junho e tem o objetivo de fortalecer e articular mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo entre o Estado e a sociedade civil.

Para os movimentos, a presidenta Dilma Rousseff, ao assinar decreto que cria mecanismos de participação social na administração pública, através de conselhos populares consultivos, fez sua obrigação de regulamentar o que a Constituição Federal prevê desde 1988.

O manifesto aponta que “o decreto contribui para a ampliação da cidadania de todos os atores sociais, sem restrição ou privilégios de qualquer ordem, reconhecendo, inclusive, novas formas de participação social em rede.”

Os movimentos reagem ao que chamam de “histeria geral da direita, nos seus meios de comunicação e no parlamento”, referindo-se à parlamentares e setores da sociedade que são contra a iniciativa do governo.

Em defesa do decreto, os movimentos coletam assinaturas pela internet até o dia 25 de junho, quando serão entregues ao presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros. Além disso, sugere que sejam enviadas mensagens diretamente ao presidente do Congresso.

Leia a Íntegra do manifesto em favor da Política Nacional de Participação Social

“Em face da ameaça de derrubada do decreto federal n. 8.243/2014, nós, juristas, professores e pesquisadores, declaramos nosso apoio a esse diploma legal que instituiu a Política Nacional de Participação Social.

Entendemos que o decreto traduz o espírito republicano da Constituição Federal Brasileira ao reconhecer mecanismos e espaços de participação direta da sociedade na gestão pública federal.

Entendemos que o decreto contribui para a ampliação da cidadania de todos os atores sociais, sem restrição ou privilégios de qualquer ordem, reconhecendo, inclusive, novas formas de participação social em rede.

Entendemos que, além do próprio artigo 1º CF, o decreto tem amparo em dispositivos constitucionais essenciais ao exercício da democracia, que prevêem a participação social como diretriz do Sistema Único de Saúde, da Assistência Social, de Seguridade Social e do Sistema Nacional de Cultura; além de conselhos como instâncias de participação social nas políticas de saúde, cultura e na gestão do Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza (art. 194, parágrafo único, VII; art. 198, III; art. 204, II; art. 216, § 1º, X; art. 79, parágrafo único).

Entendemos que o decreto não viola nem usurpa as atribuições do Poder Legislativo, mas tão somente organiza as instâncias de participação social já existentes no Governo Federal e estabelece diretrizes para o seu funcionamento, nos termos e nos limites das atribuições conferidas ao Poder Executivo pelo Art. 84, VI, “a” da Constituição Federal.

Entendemos que o decreto representa um avanço para a democracia brasileira por estimular os órgãos e entidades da administração pública federal direta e indireta a considerarem espaços e mecanismos de participação social, que possam auxiliar o processo de formulação e gestão de suas políticas.

Por fim, entendemos que o decreto não possui inspiração antidemocrática, pois não submete as instâncias de participação, os movimentos sociais ou o cidadão a qualquer forma de controle por parte do Estado Brasileiro; ao contrário, aprofunda as práticas democráticas e amplia as possibilidades de fiscalização do Estado pelo povo.

A participação popular é uma conquista de toda a sociedade brasileira, consagrada na Constituição Federal. Quanto mais participação, mais qualificadas e próximas dos anseios da população serão as políticas públicas. Não há democracia sem povo.

Brasil, junho 2014

Prof. Fabio Konder Comparato
Prof. Celso de Mello
Prof. Dalmo Dallari
Jose Antonio Moroni, Inesc
Joao Pedro Stédile, MST

Prefeito Filuca Mendes é complicador para a indicação do filho e deputado Victor Mendes para vice de Edinho Lobão

 filucaO prefeito Filuca Mendes é o complicador para a indicação do seu filho, o deputado estadual Victor Mendes para compor como vice a chapa do pré-candidato a governador Edinho Lobão Filho. O prefeito da cidade de Pinheiro é o maior interessado em que não seja construída uma ponte sobre o rio Pericumã, por dentro da cidade de Bequimão, que reduzirá bastante a distância a vários municípios da região como:Cedral, Central, Mirinizal, Guimarães, Cururupu, Bacuri, Apicum-Açu e inúmeros outros. A denúncia pública foi feita pelo pré-candidato Edinho Lobão, durante reunião com dirigentes municipais, o que gerou uma grande indignação e revolta, principalmente contra a governadora Roseana Sarney, que teria acatado a imposição do prefeito de Pinheiro.

               O cerne do problema não seria a redução de interesses comerciais do município, mas de negócios particulares do prefeito, que vão desde hotéis, postos de venda de combustíveis, distribuidoras de mercadorias, que serão afetados com a redução considerável de distância. A leitura que a maioria faz é que uma composição envolvendo o filho do prefeito de Pinheiro, irá certamente fortalecer ainda mais os interesses pessoais de Filuca Mendes. Será um impasse sério, uma vez que prefeitos que apoiam a candidatura de Edinho Lobão, não aceitam a composição e prometem tomar outro rumo.

Campanha Politica com programa do governo federal: Zé Inácio participa de assinatura de convênio de assentamento em Morros

morrosZé Inácio fala com os beneficiados do Minha Casa, Minha VidaRural

O ex-superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Zé Inácio participa da assinatura de convênio do Programa Minha Casa, Minha Vida Rural, de sete (07) assentamentos do município de Morros. A assinatura do convênio foi realizada na Sede da Associação do Povoado de Bom Jardim e no Rio Pirangi.

Mais de 190 famílias estão sedo beneficiadas pela reforma e construção de 26 casas pelo programa Minha Casa Minha Vida Rural. Para Zé Inácio este momento torna-se uma conquista. “Este é um momento que mostra que as nossas lutas são valiosas, pois enquanto estive à frente do Incra lutei para a concretização deste momento”, comenta.

morros

Zé Inácio acompanha assinatura de convênio no povoado de Bom Jardim em Morros

Em um segundo momento, a assinatura do convênio aconteceu no povoado Rio Pirangi, também com a presença de sete (07) associações, beneficiando 500 famílias.

Zé Inácio é formado em direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e desde então atuou em defesa dos direitos humanos, dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e de outros seguimentos. “Sempre fui um homem que lutou pelos direitos do homem do campo e de outros seguimentos da sociedade que ao longo desses anos ficaram esquecidos. Estou nesta trajetória com o objetivo de mudar essa realidade”.

Vale lembrar que o programa Minha Casa, Minha Vida Rural é um dos instrumentos do governo federal para assegurar a construção de moradias aos assentados da Reforma Agrária. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal são as instituições financeiras responsáveis pela análise, aprovação e liberação de recursos para financiamento das construções e reformas de unidades habitacionais nos assentamentos.

 Blog do Luis Cardoso

 

O Ministério Público Eleitoral deve com urgência investigar a utilização do programa federal Minha Casa, Minha Vida, para campanha politica, levando-se em conta que o ex-superintendente do INCRA, José Inácio Rodrigues desafia as autoridades e abertamente faz campanha eleitoral em assinatura de convênio de trabalhadores e trabalhadoras rurais e agentes financeiros federais. 

‘Corrupção mata sem sujar as mãos’, diz o Papa Francisco

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????O Papa Francisco condenou o crime de corrupção durante a homília da última terça-feira (17), afirmando que quem “entra na estrada da corrupção mata, usurpa e se vende. Aproveita-se dos inocentes com luvas brancas, sem sujar as mãos”. Ele ainda declarou que o “corrupto irrita Deus e o Senhor diz claramente o que fará: ‘Eu farei cair um desastre contra vós'”.

O Pontífice continuou a homília declarando que “nossa obrigação como cristãos é pedir perdão por eles e que o Senhor lhes dê a graça de arrepender-se”.

Apesar das duras críticas a quem se corrompe, Francisco declarou que há uma saída para quem entrou nesse caminho. “Há uma porta de saída para os corruptos, para os corruptos políticos, para os empresários corruptos e para os corruptos da Igreja: pedir perdão! Isso agrada ao Senhor. O Senhor perdoa, mas perdoa quando os corrompidos fazem o que fez Zaqueu: ‘Eu roubei, Senhor! Darei quatro vezes aquilo que roubei”, falou o Papa.

Ele ainda pediu punição da Justiça para quem cometer crimes de corrupção, pedindo para que os juízes ajam com “prudência e tenham uma imparcialidade inconfundível”. Que eles consigam se manter sempre com “independência e objetividade” e que vivam de acordo com as “aspirações legítimas” do povo. E que consigam, em seu trabalho ter um “equilíbrio interno para não deixar que prevaleça o seu próprio caráter, as próprias convicções pessoais e as convicções ideológicas”.

‘A maior grilagem do mundo’– Getat (3)

MONTEZUMA CRUZ

Editor de Amazônia

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Autoridades maranhenses alardeavam a reforma agrária, mas insistiam em tapar o sol com a peneira. Até Reinaldo Ricupero, o responsável pelo Getat em Imperatriz, na região do Bico do Papagaio, manobrava para legalizar uma área de terras em seu próprio nome, deixando ao léu centenas de famílias de posseiros.

Somando 1,5 milhão de hectares, a conhecidíssima grilagem do Pindaré chegou a ser classificada como “a maior do mundo”, reunia dezenas de pessoas físicas e jurídicas contempladas (*).

Esse tráfico de influência na rota Imperatriz-São Luís motivou o pedido de exoneração do cargo do diretor da Divisão Fundiária do Incra, Marcos Kowarick. Antes de sair ele denunciava o retrocesso na reforma agrária, patrocinado por uma minoria de mandatários contra os esforços de funcionários do Incra maranhense, esmagados pelo rolo compressor do Getat.

jornal

Reforma Agrária passa ao largo do imenso latifúndio do Getat

 

São Luís –Decorridos mais de 40 dias das reuniões de Marabá e Imperatriz, a primeira entre funcionários do Incra e do extinto Getat, e a segunda entre sindicalistas, com a supervisão da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura, era praticamente nula a ação governamental no sentido de vistoriar, para fins desapropriatórios, o imenso latifúndio do Getat –assim eu abria a matéria de 22/6/87 no 1º caderno do JB.

 

Ao lado dela, o JB informava de Brasília que o ministro da Reforma Agrária, Marcos Freire, havia passado o fim de semana trancado em seu gabinete com uma equipe de procuradores, advogados e assessores do Incra e do ministério, “reexaminando os processos de desapropriação de terras, para evitar que, ao assinar os decretos, o presidente Sarney sofra o constrangimento de ver seu ato anulado pela Justiça por erros de funcionários subalternos.”.

 

A corda sempre arrebentava do lado mais fraco e poucos percebiam que corria dinheiro entre fazendeiros e alguns juízes, algo só palpável após a firme atuação do Conselho Nacional de Justiça em 2011 – 24 anos depois.

 

No final daquela maratona do ministro a equipe examinou 36 processos envolvendo 244 mil ha e assentamento de 6,8 mil famílias; desses, 22 não apresentavam “nenhum pecado venial”, afirmava Freire. Ele devolveria 14 ao Incra, para sindicância.

 

No entanto, a reforma agrária seguia mesmo em letargia entre o Maranhão, Goiás e o Pará. No Maranhão o Incra previa investimentos de 100 milhões de cruzados em assentamentos, contudo a falácia não convencia os pobres de Lima Campos e Vitória do Mearim, que, incentivados por sindicatos e pela Igreja Católica, decidiram acampar na sede da autarquia.

 

Famílias da Gleba Riachuelo, em Lima Campos, se indignavam, pois haviam sido expulsas de uma área de 2,6 mil ha desapropriada pouco tempo antes. Cadê a imissão de posse? O novo governador, Epitácio Cafeteira, chamava ao Palácio dos Leões diversas lideranças sindicais do interior, iniciando uma esfarrapada “descentralização da reforma agrária.” Sob holofotes, distribuía cheques totalizando cerca de quatro milhões de cruzados, dinheiro que não beneficiaria mais que 27 mil lavradores.

 

Mesmo vasculhando volumosas edições de legislação agrária, em busca de erros pequenos, mas fatais, o Mirad e o Incra pulavam para outro campo de batalha: a Constituinte de 1988, que pretendiam municiar com sugestões que tornassem menos retrógrado o relatório produzido pela Comissão de Ordem Econômica.

 

Bem antes disso, em abril de 1987 o interior maranhense fervilhava: em São Luiz Gonzaga o delegado de polícia civil de Bacabal, Paulo Augusto Melo, então com 49 anos, morria assassinado com dois tiros. O corpo seria levado para Goiânia. O delegado ali estivera numa operação desarmamento num piquete armado por trabalhadores rurais em conflito com os fazendeiros Francisco Inácio dos Santos, o Chico Galalau, e Antonio Valentim Brito.

 

 

NOTA

(*) Entre as quais: Antônio de Pádua Freitas – considerado um dos principais articuladores da grilagem –, Fernandino Nunes Vilela, Yasuchi e Toshio Momura, Carlos Alberto Calixto, Olynto Garcia de Oliveira, capitão reformado da Aeronáutica, e sua mulher; Adão Alves Ribeiro, espécie de sócio do deputado Davi Silva; Colonizadora Império (irmãos Cordeiro do Valle) e Fause Maluf. José Vieira Pontes, União Agropastoril, Reinaldo Bertoni, Luiz Alberto Franco Junqueira, Sociedade Agropecuária e Industrial Santa Fé Ltda., Paulo de Meira Lins e mulher, Tarcísio Meira Lins e mulher – ambos do Recife, Companhia Vale do Rio Sereno Agroindustrial; José Costa Cavalcanti Júnior, presidente da Companhia Agrícola Vale do Zutina; Irapuã Costa Júnior, João Afonso Borges, Luciano Afonso Borges e Marcos Afonso Borges – todos dentro da colonização de Buriticupu, e Agroindustrial Matary S/A (Aimasa).

 

 Fonte – Arquivo da CPT

 

 

 

 

Sancionado porte de arma para agentes e guardas prisionais

armasAgentes e guardas prisionais poderão portar arma de fogo legalmente fora de serviço. A medida, aprovada pelo Senado em maio, consta da Lei 12.993/2014, sancionada pela presidente Dilma Rousseff nesta terça-feira (17). Dilma vetou, no entanto, a concessão do mesmo direito aos guardas portuários, que havia sido incluída durante a tramitação da proposta do Executivo (PLC 28/2014) no Congresso.

De acordo com a nova lei, agentes e guardas prisionais ficam autorizados a portar arma de fogo, particular ou fornecida pela corporação, desde que se adequem a três requisitos: enquadramento em regime de dedicação exclusiva; formação funcional (nos termos de regulamento a ser adotado); e subordinação a mecanismos de fiscalização e de controle interno.

Ao vetar o direito aos guardas portuários, Dilma argumenta que não foram verificadas quanto a essa categoria as mesmas condições que justificam o porte de arma para agentes e guardas prisionais. Assim, a ampliação da medida “poderia resultar em aumento desnecessário do risco em decorrência do aumento de armas em circulação”, contrariando a política nacional de combate à violência e o Estatuto do Desarmamento.

Agência Senado

Quem envergonhou o Brasil aqui e lá fora

bandeiraO que ocorreu revelou aos demais brasileiros e ao mundo que tipo de tipo de lideranças temos ainda no Brasil

Pertence à cultura popular do futebol  a vaia a certos jogadores, ajuízes  e  eventualmente  a  alguma  autoridade  presente.  Insultos  e xingamentos com linguagem de baixo calão que sequer crianças podem ouvir  é coisa inaudita no futebol  do Brasil.  Foram dirigidos à mais alta autoridade do pais, à Presidenta Dilma Rousseff, retraída nos fundos da arquibancada oficial.

Esses insultos vergonhosos só podiam vir de um tipo de gente que ainda têm visibilidade do pais, “gente  branquíssima e de classe A, com falta  de  educação  e  sexista’  como  comentou  a  socióloga  do  CentroFeminista de Estudos, Ana Thurler.

Quem conhece um pouco a história do Brasil ou quem leu Gilberto Freyre, José Honório Rodrigues  ou Sérgio Buarque de Hollanda  sabe logo identificar tais grupos. São setores de nossa elite, dos mais conservadoresdo  mundo  e  retardatários  no  processo  civilizatório  mundial,  comocostumava enfatizar Darcy Ribeiro, setores que por 500 anos ocuparam oespaço  do  Estado  e  dele  se  beneficiaram a  mais  não  poder,  negandodireitos cidadãos para garantir privilégios corporativos. Estes grupos nãoconseguiram ainda se livrar da Casa Grande que a tem entrenhada nacabeça e nunca esqueceram o pelourinho onde eram flagelados escravosnegros. Não apenas a boca é suja; esta é suja porque sua mente é suja. São velhistase pensam ainda dentro dos velhos paradigmas do passado quando  viviam no  luxo  e  no  consumo  conspícuo  como  no  tempo  dos príncipes renascentistas.

Na linguagem dura de nosso maior historiador mulato Capistrano de Abreu, grande parte  da  elite  sempre  “capou  e  recapou,  sangrou  e ressangrou” o povo brasileiro. E continua fazendo. Sem qualquer senso delimite e por isso, arrogante, pensa que pode dizer os palavrões que quiser e desrespeitar qualquer autoridade.

O que ocorreu revelou aos demais brasileiros e ao mundo que tipo de tipo de lideranças temos ainda no Brasil. Envergonharam-nos aqui e lá fora.  Ignorante, sem educação  e  descarado  não  é  o  povo,  como costumam pensar e dizer. Descarado, sem educação e ignorante é o grupo que pensa e diz isso do povo. São setores em sua grande maioria rentistas que vivem da especulação financeira e que mantém milhões e milhões de dólares fora do país, em bancos estrangeiros ou em paraísos fiscais.

Bem disse a Presidenta Dilma: “o povo não reage assim; é civilizado e extremamente generoso e educado”. Ele pode vaiar e muito. Mas não insulta com linguagem xula e machista a uma mulher, exatamente aquela que  ocupa a mais alta representação do país. Com serenidade e senso de soberania pessoal deu a estes incivilizados uma respota de cunho pessoal:”Suportei agressões físicas quase insuportáveis e nada me  tirou do rumo”. Referia-se às suas torturas sofridas dos agentes do Estado de terror que se havia instalado no Brasil a partir de 1968. O pronunciamento que fez posteriormente na TV mostrou que nada a tira do rumo nem a abala porque vive de outros valores e pretende estar à altura da grandeza de nosso país.

Esse fato vergonhoso recebeu a repulsa da maioria dos analistas e dos que sairam a público para se manifestar. Lamentável, entretanto, foi a reação dos dois candidatos a substitui-la no cargo de Presidente. Praticamente  usaram as mesmas expressões, na linha dos grupos embrutecidos:”Ela colhe o que plantou”. Ou o outro deu a entender que fez por merecer os insultos que recebeu. Só espíritos tacanhos e faltos de senso de dignidade podiam reagir desta forma. E estes se apresentam como aqueles que querem definir os destinos do país. E logo com este espírito! Estamos fartos de lideranças medíocres que quais galinhas continuam ciscando o chão, incapazes de erguer o voo alto das águias que merecemos e que tenham a grandeza proporcional ao tamanho de nosso país.

Um amigo de Munique que sabe bem o português, perplexo com os insultos comentou:”nem no tempo do nazismo se insultavam desta forma as autoridades”. É que ele talvez  não sabe de que pré-história nós viemos e que tipo de setores elitistas ainda dominam e que de forma prepotente se mostram e se fazem ouvir. São eles os principais agentes que nos mantém no subdesenvolvimento social, cultural e ético. Fazem-nos passar uma vergonha que, realmente, não merecemos.

Leonardo Boff, éprofessor emérito de Etica e escritor.

Anatel aprova norma para reduzir preços de ligações entre operadoras de celular

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou ontem (18) uma proposta para reduzir os valores das ligações de celulares entre operadoras diferentes. Até 2019, o Valor de Remuneração de Uso de Rede da telefonia móvel (VU-M) deverá ser reduzido em mais de 90%, passando dos atuais R$ 0,23 para R$ 0,02 . O VU-M é o valor que as operadoras de celular pagam para usar a rede de outras empresas.

“Esta redução de preços de interconexão deverá se refletir nos preços dos serviços de telefonia ofertados pelas empresas ao consumidor, pois haverá aumento da competição no setor”, diz a agência. De acordo com a norma aprovada hoje, os valores dessas tarifas estarão referenciados aos custos e serão reduzidos gradativamente até o nível de custo eficiente de longo prazo

Com a medida, a Anatel espera que os preços das ligações entre operadoras diferentes fiquem mais próximos dos preços praticados para chamadas entre usuários da mesma empresa. Assim, o consumidor não precisará de váriosaparelhos celulares ou vários chips em um mesmo celular para realizar chamadas para outras operadoras.

As reduções nos valores de interconexão também deverão impactar o preço das chamadas fixo-móvel, que deverão ter uma redução substancial, segundo a Agência.

Para aprovar a norma, o conselho diretor da Anatel analisou os impactos das reduções de VU-M já implementadas em 2012 e 2013, que não geraram resultados negativos para o setor nem redução de investimentos ou lucros das empresas.