MPMA leva a Justiça a bloquear quase R$ 22 milhões das contas da Caema e do Governo do Estado

aldirA partir de Ação Civil Pública (ACP) proposta pela 1ª Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural de São Luís, em 1994, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 10,95 milhões das contas da Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) e o mesmo valor das contas do Estado do Maranhão. Os valores bloqueados referem-se às verbas destinadas à publicidade institucional dos dois condenados.

A ação proposta pelo Ministério Público buscava a construção de estações de tratamento de esgotos sanitários ao longo dos rios Anil, Bacanga e Bicas e à realização da limpeza dos ambientes degradados pelo despejo dos esgotos in natura, tornando-os compatíveis com o desenvolvimento da vida aquática. Também foi pedido que não fossem mais lançados esgotos in natura em quaisquer ambientes da ilha de São Luís.

Outra solicitação foi a de que fosse determinado ao presidente da Caema e à governadora do Maranhão que se abstivessem de empenhar qualquer valor destinado à publicidade dos órgãos, até que iniciado o efetivo cumprimento da sentença.

A ACP, de autoria do promotor de justiça Luís Fernando Cabral Barreto Júnior, obteve decisão favorável em 2001 e transitou em julgado (decisão final, sem possibilidade de recursos) em 2006. Na época, foi dado prazo de três anos para que a Caema e o Estado do Maranhão cumprissem a determinação. O prazo se encerrou em 3 de março de 2009 e a sentença não foi cumprida.

Na decisão da última terça-feira, 2, o titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha de São Luís, Douglas de Melo Martins, ressalta que, embora exista o relato de obras de saneamento básico, não houve especificação da influência dessas obras no cumprimento da decisão judicial. Além disso, não foi apresentado qualquer cronograma de execução de obras pelos réus, além de não ter sido constatada qualquer atuação visando à limpeza dos ambientes degradados, o que também faz parte da condenação.

Na decisão, além do bloqueio de R$ 21,9 milhões das contas do Estado do Maranhão e da Caema, a título de multa por descumprimento da ordem judicial, foi determinado que os gestores se abstenham de empenhar qualquer valor destinado à publicidade dos órgãos estatais até que seja apresentado o cronograma para o cumprimento integral da decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão.

 

(CCOM-MPMA)

Constatada corrupção na Unidade Prisional de Balsas. Agente corrupto participou da operação

SEJAPBem na frente com macacão sem camisa por baixo e com metralhadora, o poderoso agente corrupto Carlos Eduardo Sousa Aguiar esteve no comando da operação  realizada em Balsas

         Por sucessivas vezes, o Ministério Público, Juiz da Vara das Execuções Criminais e o delegado da Policia Civil denunciaram a corrupção exacerbada na unidade prisional de Balsas, ao ex-secretário Sebastião Uchôa, de Justiça e Administração Penitenciária, mas todas foram ignoradas, levando-se em conta que o diretor, o agente penitenciário Moisés Mota Cunha é uma pessoa da mais absoluta confiança do ex-secretário com poderes para  as mais diversas praticas criminosas, a exemplo do Cláudio Barcelos, preso por negociar fugas de assaltantes da Casa de Detenção do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, quando por determinação expressa de Sebastião Uchôa era o diretor da Cadet.

        O atual secretário Paulo Rodrigues da Costa, que poderia ter tomado providências para o problema, só acatou agora devido a informação de que a justiça iria interditar o presidio, decorrente dos lesivos atos de práticas corruptas pelo diretor Moises Mota Cunha.  Uma força integrada por agentes penitenciários Núcleo de Escolta e Custódia da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária chegou inesperadamente em Balsas e fez uma ampla revista na unidade prisional, apreendendo armas, celulares, fogões elétricos, serras, facas, martelos, drogas, bebidas alcóolicas, vídeo game, televisores e outros instrumentos que não são permitidos dentro de estabelecimentos penais. Pesa também sobre o diretor, acusações de negociatas para presos passarem finais de semanas em casas de parentes e amigos, o que tem se constituído em suspeitas que seriam facilitações para ações criminosas.

      Mesmo com a corrupção vergonhosa e a constatação de que o agente penitenciário Moisés Mota Cunha é indigno para exercer a direção da unidade prisional, mesmo assim o o defensor público Paulo Rodrigues Costa, atual Secretário de Justiça e Administração Penitenciária o mantém no cargo, devido a intervenção de assessores próximos, os mesmos da época de Sebastião Uchôa, que favorecem interesses ao então poderoso ex-secretário.

   Secretário da SEJAP incluiu agente corrupto na operação

O secretário Paulo Rodrigues da Costa tem dado demonstrações vergonhosas de protecionismo ao agente penitenciário Carlos Eduardo Sousa Aguiar, autor da farsa na campanha eleitoral contra o governador Flavio Dino, inclusive corrompendo um preso para dar declarações envolvendo o nome do governador eleito na autoria de incêndios a  coletivos na capital e participação em grupos de bandidos. Como a farsa criada por políticos adversários e implementada pelo agente penitenciário não se sustentou e verdade veio a tona e Carlos Eduardo Sousa Aguiar foi exonerado da direção da Central de Custódia de Presos de Justiça de Pedrinhas. Passados alguns dias foi nomeado para a direção do Núcleo de Escolta e Custódia. Com as denúncias, inclusive de que deveria ser afastado das funções para responder inquérito administrativo e o indiciamento em inquérito policial pela Secretaria de Segurança, foi retirado da direção do NEC, mas os privilégios continuaram com favorecimentos de veículo, telefone, arma da instituição, combustíveis e gratificações.

      Mais uma vez, o secretario Paulo Rodrigues da Costa voltou a favorecer o agente penitenciário farsante Carlos Aguiar, colocando-o no grupo tarefa para fazer a revista no presidio de Balsas. Será que o secretário não tem noção de juízo de valor indicando um elemento corrupto para investigar outro corrupto. Infelizmente, o defensor público Paulo Rodrigues da Costa tem demonstrado muita fragilidade  com gestor da SEJAP, e aos princípios de seriedade e compromisso com a sociedade pela transparência, zelo e probidade, como Defensor Público, dentro do mais elevado conceito perante a sociedade maranhense. A verdade é que atos isolados que irão atingir a instituição, levando-se em conta que se trata de um ato isolado, um desvio de comportamento.

Servidor da Sejap no exercício do desvio de função baleou acidentalmente um monitor na Cadet

    SEJAP O desvio de função incentivado pelo ex-secretário Sebastião Uchôa, com o único objetivo de preterir os agentes penitenciários e favorecer a contratação de pessoal terceirizado sem qualquer preparação e dar dimensão a corrupção deslavada implantada dentro da Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, alguns servidores da pasta foram irresponsavelmente guindados a uma falsa promoção para agentes penitenciários, passando inclusive a receber gratificações. A exclusão dos agentes penitenciários foi uma articulação que passou pelo Palácio dos Leões com o interesse de favorecimentos políticos. Apesar das enormes aberrações, principalmente no desrespeito aos princípios emanados da Lei das Execuções Penais, os juízes das Varas das Execuções Criminais e os promotores de justiça simplesmente fecharam os olhos e concorreram para muitos assassinatos, fugas e outras práticas delituosas dentro das unidades prisionais do Complexo Penitenciário de Pedrinhas.

   Um monitor foi baleado hoje na perna com um servidor administrativo que exerce função específica de agente penitenciário. Os desvios de funções permanecem  e o atual secretário entrou totalmente no caminho do seu antecessor, a partir do momento em que é assessorado pelo pessoal viciado do ex-secretário.

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE: 748 MILHÕES DE PESSOAS NÃO TÊM ACESSO À ÁGUA POTÁVEL NO PLANETA

Agência Lusa

                       agua  Um total de 748 milhões de pessoas não tem acesso à água potável de forma sustentada em todo o mundo e calcula-se que outros 1,8 bilhão usem uma fonte que está contaminada com fezes, segundo relatório divulgado hoje (19) pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O estudo mostra que 2,5 bilhões de pessoas não têm acesso a saneamento adequado e que 1 bilhão defecam ao ar livre, nove em cada dez, em áreas rurais.

Os dados constituem as principais conclusões do relatório Glass 2014, estudo feito a cada dois anos pela OMS cujo título, este ano, é investir em água e saneamento, aumentar o acesso e reduzir as desigualdades.

O texto informa que o acesso a água potável e ao saneamento adequado tem implicações num amplo leque de aspectos, desde a redução da mortalidade infantil, passando pela saúde materna, o combate às doenças infecciosas, a redução de custos sanitários e no meio ambiente.

O estudo mostra que, nas duas últimas décadas, 2,3 bilhões de pessoas conseguiram ter acesso às fontes de águas melhoradas.

No mesmo período, o número de mortes de crianças devido às doenças diarreicas – relacionadas com o saneamento precário – caiu de 1,5 milhão em 1990 para 600 mil em 2012.

“Claro que podemos dizer que se melhorou muito, mas 600 mil crianças continuam a ser um número muito elevado”, disse, em entrevista, Maria Neira, diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS.

Segundo dados da OMS, se o acesso a água potável fosse melhorado e se fossem implementados serviços de saneamento adequado, as mortes por diarreia poderiam ser reduzidas em cerca de 70%.

O estudo calcula que a cada dólar investido em serviços de água e saneamento pode-se obter um retorno de 4,3 dólares, com a redução dos custos de saúde, o aumento da produtividade no trabalho e a criação de novos empregos em indústrias relacionadas com a gestão de resíduos.

“A água e o saneamento são temas básicos de direitos humanos e têm um componente de gênero essencial. No mundo são, majoritariamente as meninas que vão buscar água, o que as impedem muitas vezes de frequentarem à escola”, disse Maria Neira.

MPMA recomenda à Uema fim de cobrança de taxa

balançoO Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Humanos, encaminhou, no dia 15 de outubro, Recomendação à Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). A manifestação ministerial foi emitida para que haja a devolução dos valores pagos da “Taxa de Outorga de Grau Especial”, cobrada a alunos obrigados a pagá-la, sob o argumento do art. 99, parágrafo 7º, da Resolução nº 1045/2012 – Uema.

A promotora Márcia Lima Buhatem, responsável pela Recomendação, afirmou que a cobrança é contrária ao princípio da gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais, assegurado pela Constituição Federal, além de já ter sido extinta pela Resolução nº 1075/2013 – Uema.

O caso concreto em análise é o do aluno Jorge Elias Castro Júnior, que necessitava do diploma de nível superior por ter sido aprovado em concurso e não poderia aguardar a colação de grau regular. Mesmo declarando que possuía renda familiar até dois salários mínimos, a taxa foi cobrada.

O reitor da Uema, Gustavo Pereira da Costa, respondeu, por meio de ofício, enviado no dia 25 de novembro, que está fazendo um levantamento dos dados dos alunos compelidos ao pagamento para cumprir a obrigação recomendada. Também foi enviada à Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos Humanos a lista dos alunos que pagaram a taxa citada.

Fonte (CCOM-MPMA)

Escolas precisam adaptar-se a novos tempos, adverte Cristovam

deputadoO senador Cristovam Buarque (PDT-DF) alertou, nesta segunda-feira (1), que a educação brasileira precisa de mudanças radicais para adequar-se aos novos tempos e aos estudantes.

Ele afirmou que os alunos brasileiros não podem mais continuar estudando com livros e aulas no quadro negro e advertiu que a tecnologia precisa ser levada para a sala de aula.

Na opinião do senador, os professores precisam aprender a lidar com a tecnologia da informação e com os alunos, que chegam á escola com uma mentalidade diferente da dos alunos do passado.

Cristovam Buarque contou que essas e muitas outras questões relativas à educação no Brasil foram discutidas há poucos dias em um seminário na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, do qual ele participou a convite do empresário Jorge Paulo Lemann. Ele espera que outros empresários também se interessem pela educação.

– Que outros empresários se envolvam, porque só aí é que a gente vai conseguir fazer o que é preciso: ter consciência do que é preciso fazer e descobrir como fazer. E, na marcha, ir descobrindo o que é que a gente precisa fazer para que o Brasil, um dia, tenha todas as suas escolas da máxima qualidade, de tal maneira que nenhuma criança fique excluída, de fora.

Agência Senado

Como rasgar a Constituição e massacrar índios, segundo o governo Dilma Rousseff

 “Está em curso mais um capítulo sombrio da história do Brasil. O mais nocivo governo para os povos indígenas e para a Amazônia desde a ditadura militar começa a escrever mais um capítulo vergonhoso do seu legado”, escreve Eliane Brum, escritora, repórter e documentarista, em artigo publicado pelo sítio desacontecimentos.com

Eis o artigo.

O segundo mandato nem começou e o governo Dilma Rousseff já escreve mais um capítulo de violência contra os povos indígenas, desta vez no rio Tapajós, na Amazônia. Depois de impor Belo Monte, que já considera fato consumado, o governo concentra seus esforços em esmagar toda a resistência contra as hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e Jatobá, no município de Itaituba, no oeste do Pará. E, como já fez em Belo Monte, atropelando também a Constituição e qualquer princípio de respeito aos direitos e à dignidade humana. Um vídeo gravado pelos Munduruku, etnia que vive na área afetada pelas usinas, mostra a então presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Maria Augusta Assirati, afirmando a lideranças indígenas, durante uma reunião no mês de setembro, que o relatório da demarcação da sua terra ancestral não tinha sido publicado ainda porque estava no caminho das barragens. “Eu tô em débito com vocês, sim, vocês têm toda razão, mas eu acredito, e quero acreditar, porque o dia que eu não acreditar eu não tenho que estar mais aqui falando com vocês”, afirmou Maria Augusta. Nove dias depois, ela deixou a presidência da Funai.

A Funai não publicou o relatório que comprova a terra indígena Munduruku Sawré Muybu porque, segundo a Constituição, os povos indígenas só podem ser retirados de sua terra em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua população, ou no interesse da soberania do país. E isso só após deliberação do Congresso e garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco. Assim, ainda que o governo federal, quando se trata de impor seu projeto de desenvolvimento e o interesse das grandes empreiteiras, não costume demonstrar qualquer prurido antes de rasgar a Constituição, com a terra Sawré Muybu demarcada, ficaria bem mais complicado, porque ela é atingida diretamente por São Luiz do Tapajós. E o escândalo internacional teria proporções muito maiores.

Para evitar riscos e atrasos na sua sanha de barrar o Tapajós com obras megalômanas, o processo de demarcação foi paralisado. No vídeo, Maria Augusta deixa bem claro os motivos e as pressões sofridas pela Funai. Em maio deste ano, o Ministério Público Federal entrou com uma ação exigindo a publicação do relatório. No final de outubro, a Justiça Federal, na vara de Itaituba, deu uma liminar determinando a publicação do documento em 15 dias. Curiosamente, a Funai, órgão que por lei deveria defender os interesses indígenas, entrou com agravo de instrumento, pedindo a suspensão da liminar para não publicar o relatório pronto há mais de um ano. E a Justiça Federal, em Brasília, acatou o pedido, liberando a Funai para continuar sentada em cima do futuro dos Munduruku.

Ameaçados de ter sua terra ancestral alagada e traídos pela Funai, guerreiros Munduruku protagonizam, desde o final de outubro, uma cena impressionante: a autodemarcação do seu território. Veja.

 Está em curso mais um capítulo sombrio da história do Brasil. O mais nocivo governo para os povos indígenas e para a Amazônia desde a ditadura militar começa a escrever mais um capítulo vergonhoso do seu legado. E tudo isso acontece, neste exato momento, sem que parte da imprensa brasileira dê qualquer destaque, sem que a maioria da população brasileira pareça se importar. Nesse ritmo, quando os brasileiros acordarem, não só estarão sem água nas torneiras, como não haverá um rio vivo e uma árvore em pé na mais mítica floresta tropical do planeta.

Fonte – IHUSINOS

 

PT quer manter os controles das superintendências do INCRA e do MDA no Maranhão

aldirPolíticos, grileiros, fazendeiros e empresários do agronegócio continuam perseguindo os povos quilombolas de Codó. A violência muitas vezes protegida por militares, é praticada até com incêndios.

          Segmentos do Partido dos Trabalhadores, que antes eram controlados pelo ex-vice-governador e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Washington Oliveira e hoje são direcionados pelo ex-Superintendente do INCRA e deputado estadual eleito José Inácio Rodrigues Sodré, estão se articulando para manter o controle em nosso Estado, das Superintendências do INCRA e do MDA. Para o INCRA, José Inácio Defende o nome da sua namorada a ex-deputada estadual Vete Botelho, que seria uma marionete para ele continuar praticando desmandos na instituição e defendendo interesses de políticos, grileiros, fazendeiros e do agronegócio. Ele se constituiu como o maior opressor das comunidades quilombolas do município de Codó, postergando desapropriações de áreas e regularizações de áreas quilombolas, proporcionando conflitos constantes pelo grupo liderado pelo coronel reformado da PM e deputado estadual César Pires, o prefeito Zito Rolim e o ex-prefeito Binè Figueirêdo, além do empresário Francisco Carlos de Oliveira.

     O interesse de José Inácio Rodrigues Sodré é que com uma pessoa que ele possa manipular no INCRA e com o mandato de deputado estadual continue tripudiando com milhares de famílias quilombolas. Ele é também o causador de todos os problemas relacionados ao assentamento de 165 famílias que foram cadastradas e deixaram as terras Awá Guajá. O ex-superintendente  assumiu compromisso de fazer o assentamento das famílias, perante a Procuradoria Federal e a Justiça Federal, com a intermediação da Fetaema, mas não honrou nenhum dos compromissos assumidos e a sua substituta Fátima Santana, foram inoperantes e até irresponsáveis quanto aos compromissos que continuam causando graves consequências. Como havia afirmação da existência de recursos para a execução do assentamento  e desapropriações regularizações fundiárias para áreas quilombolas, as entidades  estão se organizando para pedir a Controladoria Geral da União uma auditoria na Superintendência do INCRA do Maranhão, relacionadas a anterior e atual administração da instituição.

Acreditem: O PT pretende expulsar filiados envolvidos na corrupção da Petrobrás

   aldir O diretório nacional do Partido dos Trabalhadores aprovou no último sábado, documento pelo qual prevê a expulsão de qualquer filiado envolvido comprovadamente em escândalos de corrupção. Para mostrar que tudo não passa de mais uma articulação com o objetivo de tentar amenizar a situação do PT do mar de lama em que está atolado, principalmente na corrupção deslavada da Operação Lava Jato, que apura desvios de mais de 50 bilhões de reais da Petrobrás, a estratégia seria de um posicionamento sério.

   Se efetivamente o Partido dos Trabalhadores fosse uma agremiação séria, transparente e comprometida com os anseios coletivos teria expulsado todos os filiados comprovadamente envolvidos e condenados pelos crimes praticados com o Mensalão. Quem não se lembra das ameaças feitas aos Poderes Judiciais pelos quadrilheiros do PT liderados por José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e outros bandidos condenados pela mais alta Corte de Justiça do País e com sentença transitada em julgada, mas mesmo assim ainda são apoiados pela direção do PT. Os criminosos com financiamentos escusos viajaram por todo o país pregando a desobediência civil e tentando denegrir a justiça com ameaças de recorrerem a tribunais internacionais, mas em momento algum trataram de provar inocência.

   A iniciativa tomada pelo PT no último sábado é decorrente de que a corrupção envolvendo o Partido dos Trabalhadores atingiu uma dimensão séria e grave que não pode mais sofrer interrupção em seu andamento e nem deixar de responsabilizar os envolvidos e os beneficiados.

    O todo poderoso Luís Inácio Lula da Silva está recluso por não dispor mais discursos nefastos para responsabilizar a oposição e Dilma Rousseff está totalmente perdida e quando fala mostra claramente que não dispõe de argumentos justificáveis, principalmente quando o assunto é a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que apresenta um superfaturamento de 16 bilhões de dólares e o escândalo da refinaria de Pasadena. O sentimento do povo brasileiro é que foi vítima de um estelionato politico, uma vez que logo após as eleições vieram aumentos de energia elétrica e dos combustíveis e agora virão mais outros, inclusive já está praticamente definido mais um imposto para a gasolina. A inflação já corrói bastante os salários e os serviços sociais que deveriam ser sempre melhorados, estão em amplo declínio, principalmente nos campos da saúde, da educação e da habitação, todos se constituindo em antro de corrupção. Começa a ser desenhada uma crise sem precedentes no país, toda ela gerada pela corrupção deslavada instituída no país a partir do governo Lula da Silva, para garantir a sua reeleição e partir dali a porteira ficou aberta para a compra de apoios políticos, com a sangria de recursos da Petrobrás através de empreiteiras bem identificadas com o Palácio dos Leões.

A operação Lava Jato deve chegar ao Maranhão, para apurar a fortuna gasta com a terraplanagem do local onde seria construída a Refinaria Premium. A obra estava orçada em um bilhão e meio de reais, mas apesar de terem sido gastos mais de um bilhão  seiscentos milhões de reais, ela não chegou nem a metade, o que caracteriza desvios e naturalmente corrupção que deve ser apurada.

 

Francisco relaciona o “evangelho social” na unidade entre católicos e ortodoxos

?????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????????Às vezes, o que um papa não diz pode ser tão importante quanto o que ele faz, e este foi o caso na Turquia domingo, onde o Papa Francisco apresentou o que pensa sobre a unidade entre os católicos e o cristianismo ortodoxo.

A reportagem é de  John L. Allen Jr

Francisco apresentou vários motivos para se estabelecer laços mais estreitos entre estas igrejas. No entanto, deixou claramente de lado o imperativo mais vezes citado pelos católicos conservadores e ortodoxos: firmar uma posição comum contra o secularismo, em particular a moralidade sexual permissiva.

Com efeito, o dizer do papa repousou não nas guerras culturais, mas no evangelho social.

O motivo oficial para a viagem do pontífice à Turquia era o de se reunir com o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, considerado o “primeiro entre iguais” dos líderes ortodoxos.

No domingo, o pontífice participou numa liturgia na Igreja de São Jorge, no Fanar, sede do Patriarcado de Constantinopla, o que lhe forneceu uma plataforma para apresentar a sua visão ecumênica.

Francisco manifestou um apoio irrestrito para uma “plena comunhão”, ou seja, que católicos e ortodoxos reconheceriam um conjunto comum de ensinamentos e sacramentos além de terem uma estrutura comum de governança. Em essência, eles se considerariam como membros de uma única igreja.

Ao saber que questões sobre o poder papal são, há muito, um obstáculo nesse sentido, Francisco insistiu que uma plena comunhão “não significa submissão de um ao outro, ou assimilação”.

Ele, em seguida, enumerou três motivos pelos quais os ortodoxos e católicos deveriam se unir: para defender os pobres, para terminar com os conflitos e curá-los, e para ajudar os jovens a superarem o materialismo e abraçar o “verdadeiro humanismo”.

“Há muitas mulheres e muitos homens sofrendo com os graves problemas causados pela desnutrição, pelo desemprego crescente, pelo aumento de jovens desempregados e com a exclusão social crescente”, disse.

“Não podemos ficar indiferentes diante do grito dos nossos irmãos e irmãs. Eles e elas nos pedem para combater, à luz do Evangelho, as causas estruturais da pobreza: a desigualdade, a escassez de trabalho digno e moradia, a negação dos seus direitos como membros da sociedade e como trabalhadores” complementou.

O papa falou também sobre a guerra.

“Tirar a paz de um povo, cometendo atos de violência – ou consentir com tais atos –, especialmente quando dirigidos contra os mais fracos e indefesos, é um pecado profundamente sério contra Deus”, disse.

“O grito das vítimas exorta-nos a agirmos de pressa ao longo do caminho da reconciliação e comunhão entre os católicos e ortodoxos”.

Num acréscimo de última hora em seu texto, Francisco também recordou as vítimas de um ataque contra a mesquita de Kano, na Nigéria, na sexta-feira que deixou 100 mortos, considerando o ato “um grave pecado contra Deus”.

Numa declaração conjunta que Francisco e Bartolomeu assinaram, eles acrescentaram mais um motivo para esta união: defender os fiéis perseguidos no centro tradicional da fé, dizendo que “não podemos resignar-nos a um Oriente Médio sem cristãos”.

É válido comparar a visão do papa com os argumentos apresentados por um destacado líder ortodoxo russo convidado a discursar no recente Sínodo dos Bispos.

Na ocasião, o bispo metropolitano Hilarion, de Volokolamsk, chefe do departamento de relações internacionais do Patriarcado de Moscou, sustentou que os fiéis ortodoxos e os católicos devem colocar-se, lado a lado, contra a maré secular.

Na sociedade atual, disse Hilarion, “há uma propagação cada vez mais agressiva da ideia de relativismo moral aplicada também à instituição da família, considerada sagrada por toda a humanidade”.

Entre tais desafios, falou, estão a “desintegração da família, o aborto, a legalização das uniões homoafetivas e a difusão de tecnologias inaceitáveis do ponto de vista cristão, tais como as barrigas de aluguel”.

Hilarion pediu que os ortodoxos e católicos “reúnam esforços e saiam como uma frente unida para o nobre objetivo de proteger a família quando confrontados pelos desafios do mundo secular”.

A conclusão a que Francisco e Hilarion chegaram é a mesma, um apoio à unidade, mas a lógica que os leva aí difere claramente.

Por algum tempo, os católicos tradicionais priorizaram aproximar-se dos ortodoxos e evangélicos, opondo-se aos anglicanos ou protestantes históricos, em parte porque eles acham que as opiniões tais como estas, expressadas por Hilarion, estão mais próximas das deles.

Diferentemente, Francisco apresentou, neste domingo, uma versão do argumento para o ecumenismo que pode ser chamado de argumento do evangelho social: uma agenda cristã de paz e justiça.

É uma abordagem que se adequa bem a Bartolomeu, líder apelidado de o “Patriarca Verde” por seu forte envolvimento na defesa do meio ambiente. Resta saber como esta proposta de evangelho vai ser recebida nos centros mais tradicionais dos ortodoxos, tais como as igrejas ortodoxas russas e grega.

Em termos de população, a Rússia é, de longe, a maior entre as igrejas ortodoxas. Dos cerca de 225 milhões de fiéis ortodoxos no mundo, aproximadamente 150 milhões, ou dois terços, são ortodoxos russos.

Até certo ponto, o resultado pode depender de se os católicos e ortodoxos vierem a perceber as opiniões contrastantes apresentadas por Francisco e Hilarion como uma escolha do tipo “ou uma ou outra”, ou uma combinação do tipo “tanto uma quanto a outra”. Se for a primeira possibilidade, o ecumenismo pode ainda enfrentar tempos difíceis ainda; se for a segunda, ele poderia atrair uma ampla coalizão a favor de um progresso rápido

Fonte – IHUSINOS