Volkswagen é denunciada por crime de violação aos direitos humanos na ditadura

A Volkswagen será denunciada por violação de direitos humanos dentro de sua planta de São Bernardo do Campo (SP) durante os anos da ditadura civil-militar (1964-1985).

A reportagem é de Camilla Feltrin, publicada por Carta Capital

A representação será protocolada no Ministério Público Federal (MPF) por uma série de sindicatos e pela Comissão Nacional da Verdade nesta terça-feira 22 em São Paulo, e pedirá a abertura de um inquérito civil para averiguação de responsabilidade sobre perseguições e tortura que “configuram crimes contra a humanidade”.

          A iniciativa baseia-se em documentos e relatos colhidos pelo grupo de trabalho “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores, às Trabalhadoras e ao Movimento Sindical”, da CNV. O pedido alega que a multinacional teve atuação conspiratória junto ao empresariado para manter um rígido controle sobre as atividades políticas de seus trabalhadores, tais como elaboração de dossiês internos e repasse de informações para o Departamento de Ordem Política e Social (Dops).

O requerimento será endereçado ao procurador regional dos Direitos dos cidadãos do Estado de São Paulo, Pedro Antônio de Oliveira Machado.

A indústria alemã, que conviveu com a ascensão do sindicalismo no ABC paulista, é a primeira empresa acionada na Justiça pelo fato de haver um vasto material em relação às formas de opressão. “Dezenas de empresas podem ser judicializadas nos mais diferentes estados, a exemplo do Rio de Janeiro com a Petrobras. Queremos fazer isso em todo o Brasil”, falou Sebastião Neto, envolvido com a petição.

Além de exigir admissões em colaboração com o regime militar, os militantes da CNV pedem reparações coletivas de caráter pedagógico. “Há inúmeras formas de como fazer a reparação, sobretudo com o apoio a projetos de pesquisa e educativos, tratamento psicológico, de memória e elaboração de material didático. O promotor que deve estabelecer a reparação cabível, mas não queremos ressarcimentos individuais”, analisou Neto.

Repressão civil-militar

Mais que participação na Operação Bandeirantes junto a outras entidades jurídicas ligadas à Fiesp, o pedido de inquérito civil mostra a elaboração de “fichas sujas” com nomes de funcionários acusados de “subversão”, como era considerado o envolvimento com causas sociais, eram práticas frequentes na Volkswagen, uma das primeiras representantes da indústria automobilística a instalar-se no Brasil em 1959.

Em 1980, quando deflagrada uma greve de 41 dias comandada por Luiz Inácio Lula da Silva, o Dops recebeu uma lista com 436 trabalhadores grevistas de grandes fábricas do Grande ABC, como Volks, Mercedes-Benz e Villares. Entre outras queixas, a luta, à época, era de um reajuste de 15% nos salários – não conquistados.

Nos documentos, além de endereço residencial, ao lado do nome completo de cada pessoa, há uma anotação do setor do trabalhador dentro da fábrica. Conforme participação em audiência pública em março de 2015, a firma alemã negou ter sido responsável pelo repasse de dados ao órgão de repressão estatal, mas não soube explicar como informações dos trabalhadores estavam de posse dos agentes.

“Os representantes da Volkswagen falaram diversas vezes que a empresa não cometeu nenhuma violação, parecia um mantra de tão repetido”, criticou Neto.

Fotos que estão no relatório final da CNV indicam endereço completo e setor dos trabalhadores “subversivos”

Crime contra a humanidade

O requerimento assinado por centrais sindicais justifica a acusação de crime de lesa-humanidade segundo convenções assinadas pelo Brasil para criação da Organização das Nações Unidas (ONU) em que consta agravantes para “ato desumano cometido contra a população civil” motivados por “perseguição por motivos políticos, raciais ou religiosos” e que seria o caso da perseguição à sindicalistas e militantes de esquerda.

Há indicações de normas instauradas para mediação de conflitos em todo o mundo e, em especial, documento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em que orienta a liberdade e direito da classe trabalhadora em pertencer a “um sindicato ou deixar de fazer parte de um sindicato” e nega a jurisprudência de “dispensar um trabalhador ou prejudicá-lo, por qualquer modo, em virtude de sua filiação a um sindicato ou de sua participação, em atividades sindicais”.

Torturado no Departamento Pessoal

Uma das histórias símbolo do autoritarismo dentro da indústria é do aposentado Lúcio Antônio Bellantani, 71. Então funcionário do setor de ferramentaria, o trabalhador conta ter sido preso em 1972, aos 28 anos, pelo encarregado de segurança da própria empresa, o coronel Adhemar Rudge, e entregue aos policiais.

“Comecei a apanhar dentro do Departamento Pessoal, com ponta-pés e socos. Na época, eu distribuía o jornal ‘Voz Operária’ e discutia política com as pessoas com a intenção de levá-las para o sindicato e lutarmos contra a ditadura e pela democracia. Esse foi meu crime”, relatou.

Levado ao Dops, Bellantani passou por sessões de tortura por mais de um mês para que falasse sobre sua militância e reconhecesse cidadãos envolvidos com o PCB e movimentos sociais.

“A minha pretensão é que a Volkswagen construa um memorial e relate o papel que desempenhou neste período de repressão. A luta é para que a história seja registrada e ensinada para as crianças, para que nunca mais se repita. A reparação moral e da verdade são importantes. É por este resgate histórico que trabalho”, falou o ex-operário.

Coronel Rudge, inclusive, ficou na fábrica instalada às margens da Via Anchieta até 1991 e foi contratado para substituir um nazista. O sistema de segurança da Volks, conforme sustenta a CNV, tinha ficado à cargo do austríaco Franz Paul Stangel, deportado em 1967 após três pedidos de extradição por envolvimento por trabalhos nos campos de concentração Sobibor e Treblinka, ambos na Polônia.

O caso da empresa automobilística não é isolado. A aliança civil-militar foi observada em outras instalações industriais. Dados do relatório da CNV indicam prisões arbitrárias e violentas em locais como a Taurus, em Porto Alegre (RS), e a Tupy, em Joinvile (SC), que “emprestou” uma sala para militares por mais de 20 anos.

Os trabalhadores, atingidos pela repressão do braço empresarial da ditadura seguem buscando reparação e reconhecimento.

Procurada por Carta Capital, a empresa não se manifestou.

Fonte – IHUSINOS

Congresso Nacional mantém vetos presidenciais, mas adia análise do veto ao reajuste dos servidores do Judiciário

                          aldir

   O Congresso Nacional manteve a maioria dos 32 vetos presidenciais votados pelos parlamentares. Mas, por falta de quorum e de acordo entre os parlamentares, a sessão que começou por volta das 20h45 da terça-feira (22), foi encerrada pelo presidente Renan Calheiros às 2h20 desta quarta-feira (23). Ainda não há data marcada para a votação dos seis vetos que não foram votados, entre eles o do reajuste dos servidores do Judiciário, o que trata de terrenos de marinha e o que atrela aposentadorias ao reajuste do salário mínimo.

Durante todo o dia, milhares de servidores do Poder Judiciário ocuparam o gramado, as galerias do plenário da Câmara e as dependências do Congresso, com muito barulho, carros de som, vuvuzelas e protestos verbais, para tentar sensibilizar os congressistas a derrubarem o veto da presidente Dilma Rousseff. A mesma cena já havia se repetido por várias vezes desde que o reajuste foi vetado, no final de julho.

A derrubada de qualquer veto da Presidência da República exige apoio de pelo menos 41 senadores e 257 deputados. Poucos foram os parlamentares que defenderam a manutenção dos vetos durante a sessão conjunta, entre eles o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE). Enquanto o deputado falava, servidores do Judiciário que estavam nas galerias viraram as costas para o parlamentar. O deputado disse que o impacto nas contas do governo com a derrubada dos vetos seria da ordem de R$ 127 bilhões. Ele também afirmou que o reajuste do Judiciário pode gerar um efeito cascata nos estados e que o governo já negociou aumento de 43% em quatro anos para os servidores do Judiciário, percentual acima do que foi aplicado para outras categorias.

O veto integral (VET 26/2015) ao projeto de lei que reajusta os salários do Poder Judiciário em até 78,56% foi publicado no Diário Oficial da União em 22 de julho. A justificativa da presidente Dilma Rousseff foi que o projeto geraria impacto financeiro de R$ 25,7 bilhões para os próximos quatro anos, ao fim dos quais passaria dos R$ 10 bilhões por exercício, sendo “contrário aos esforços necessários para o equilíbrio fiscal na gestão de recursos públicos”.

Durante a sessão, o senador Magno Malta (PR-ES) defendeu a derrubada do veto ao reajuste do Judiciário. Ele lembrou que o reajuste foi aprovado nas duas Casas do Congresso antes de ser vetado pela presidente. Também criticou os parlamentares que mudaram o seu voto para seguir a orientação do líder do partido.

– Não é possível que a minha consciência desminta aquilo que ela me disse no momento anterior. O líder do meu partido pode negociar até seus interesses pessoas, ele só não vai negociar a minha consciência – ressaltou.

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) fez críticas gerais ao governo Dilma e disse que o Executivo deveria cortar gastos com cartões corporativos e cargos comissionados, ao invés de “penalizar o povo brasileiro”.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) anunciou que votaria pela derrubada do veto ao reajuste do Judiciário. Segundo ele, o argumento do governo por “responsabilidade” é apenas uma desculpa para “colocar a crise nas costas dos trabalhadores e dos servidores públicos”.

– Se tem crise, que os ricos paguem por ela, não aqueles que sempre foram sacrificados. A responsabilidade, para existir, deveria ser o governo dizer ao capital financeiro e aos banqueiros que não se curva a eles – defendeu.

Randolfe criticou também o ajuste fiscal promovido pelo Executivo, que, para ele, é ineficaz, injusto com a população e incoerente com a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. As medidas mais adequadas para correção da economia, na opinião do senador, deveriam ser redução de juros, prolongamento do pagamento da dívida, controle de câmbio, tributação de grandes fortunas e execução de dívidas fiscais não pagas de bilionários.

– Eu queria poder ajudar o governo, mas queria que o governo tivesse compromisso com o que prometeu na eleição. Esse ajuste neoliberal só beneficia os ricos e não tem resolvido os problemas do povo – afirmou Randolfe.

O líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO), também defendeu o reajuste ao Judiciário, mesma posição adotada pelo senador Reguffe (PDT-DF). Vários deputados da oposição acusaram o governo e parlamentares governistas de fazerem acordos não republicanos para que os vetos fossem mantidos. A possível ida de um peemedebista para o Ministério da Saúde foi citadada como uma das moedas de troca.

Também defenderam a derrubada do veto ao reajuste do Judiciário deputados do DEM, PSDB, PTN, PROS, PMDB, PDT, PSB, PP e PPS.

Fator previdenciário

Foi mantido o Veto 19/2015, que atingiu o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 4/2015 que, entre outras mudanças nas regras da previdência social, acabava com o fator previdenciário. A proposição foi aprovada pelo Congresso no fim de maio. À época do veto, a Presidência da República editou a Medida Provisória (MP) 676/2015, com uma proposta alternativa de cálculo.

Pelo texto da MP, o segurado que preencher o requisito para a aposentadoria por tempo de contribuição poderá optar pela não aplicação do fator previdenciário e escolher a fórmula 85/95 no cálculo de seu benefício — mas ela será acrescida em 1 ponto em diferentes datas, a partir de 2017 — atrasando um pouco mais o acesso ao benefício.

Domésticas

O Veto 14/2015 atingiu dois dispositivos do PLS 224/2013-Complementar, projeto que regulamentou a chamada PEC das Domésticas, transformada na Emenda Constitucional 72/2013. O veto eliminou a possibilidade de estender o regime de 12 horas trabalhadas por 36 de descanso aos trabalhadores de outras categorias, como os vigilantes ou os transportadores. Também retira da lei a possibilidade de a “violação de fato ou circunstância íntima do empregador ou da família” ser motivo de demissão por justa causa.

BNDES

O Veto 15/2015 foi aplicado PLV 5/2015 (MP 663/2014), que repassou R$ 50 bilhões do Tesouro ao BNDES. Foi vetado dispositivo que determinava que, na concessão de financiamentos a taxas subsidiadas, no mínimo 30% dos recursos fossem direcionados a tomadores situados nas regiões Norte e Nordeste.

Ex-territórios

O Veto 10/2015 atingiu 18 dispositivos da MP 660/2015, que se transformou na Lei 13.121/2015, entre os quais o que garantia ao grupo de fiscalização tributária dos ex-territórios do Amapá, Roraima e Rondônia a mesma remuneração dos auditores fiscais da Receita Federal. Da mesma forma, os servidores desses ex-territórios da área de planejamento e orçamento receberiam o salário dos servidores federais dessa área.

Este veto também atingiu dispositivo que concedia aos policiais e bombeiros militares ingressantes os mesmo ganhos dos policiais militares do Distrito Federal. Também caiu uma nova tabela de vencimentos e gratificações para os servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), que havia entrado no texto da MP.

A justificativa do Executivo para o veto é que esses dispositivos extrapolariam os limites estabelecidos pela Emenda Constitucional 79, tratando de servidores de Rondônia. Dilma Rousseff argumentou ainda que a matéria é de iniciativa privativa do presidente da República e as emendas apresentadas no Legislativo não podem resultar em aumento de despesa.

Educação básica

O Veto 16/2015 invalidou totalmente o PLS 572/2011, que alterava o Estatuto da Criança e do Adolescente para obrigar as escolas da educação básica a identificar, no ato da matrícula, as pessoas autorizadas a ingressar no estabelecimento de ensino para cuidar de assuntos de interesse do estudante.

O Ministério da Educação manifestou-se pelo veto ao projeto por entender que o “dispositivo trata de regra específica para estabelecimentos de ensino de educação básica que, nos moldes da organização dos sistemas de ensino estabelecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, é matéria de incumbência dos Estados e municípios. Além disso, a própria escola, em diálogo com sua comunidade, pode estabelecer medidas desta natureza”.

CPC

O Veto 5/2015 foi aposto ao PLS 166/2010, que deu origem à Lei 13.105/2015, que instituiu o novo Código de Processo Civil. A presidente da República, Dilma Rousseff, aplicou sete vetos ao texto aprovado pelo Congresso e encaminhado ao Executivo, composto de 1.072 artigos. Desses, três foram integralmente suprimidos, entre eles o que permitia converter uma ação individual em coletiva, e outros quatro tiveram cortes parciais.

Fusão de partidos

O Veto 6/2015 atingiu o PLC 4/2015, que originou a Lei 13.107/2015. O dispositivo vetado exigia o mínimo de cinco anos de existência para partidos políticos pleitearem fusão de legendas.

Resíduos sólidos

Veto 7/2015 diz respeito ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 114/2013 (ou PL 4.846/2012, na Casa de origem), que incluía a realização de campanhas educativas sobre limpeza urbana e manejo de lixo entre os itens obrigatórios dos planos estaduais e municipais de resíduos sólidos.

O projeto alterava a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). Ao vetá-lo, a presidente Dilma Rousseff alegou que o acréscimo da exigência das campanhas nos planos de manejo era “desproporcional” e poderia gerar um efeito contrário ao pretendido.

Exportações

Por meio do Veto 8/2015, a presidente retirou um dispositivo do Orçamento 2015 que tratava dos coeficientes de rateio do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX) entre os estados. Criado em 2004, o FEX é tradicionalmente repartido por meio de medida provisória após deliberações do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O Executivo argumenta que o tema é matéria estranha às atribuições da LOA.

Ainda na Lei Orçamentária, Dilma também vetou o provimento de cargos e funções previsto para o Banco Central e para a Receita Federal. A alegação é que a prerrogativa de definir sobre a criação de vagas no serviço público cabe unicamente ao Executivo.

Lei Geral das Antenas

Veto 9/2015 retirou trechos da Lei Geral das Antenas. Um dos pontos rejeitados dá à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) o poder de conceder autorização à prestadora de serviço que não conseguir emissão de licença para instalação de torres em área urbana no prazo de 60 dias. A presidente Dilma argumenta que o dispositivo viola o pacto federativo, ao transferir para órgão regulador federal algo que é da competência de estados e municípios.

Agência Senado

Câmara concede título de cidadão de São Luís a pastor da Igreja Batista do Angelim

           A Câmara Municipal de São Luís, por meio de proposição do vereador Gutemberg Araújo (PSDB), concedeu, na terça-feira, 22, título de cidadão ludovicense ao odontólogo Joaquim Ferreira Santos Neto.
O homenageado é também pastor da Igreja Batista do Angelim (IBA) e ministro da Ordem de Ministros Batistas Nacionais (Ormiban). O secretário do Município de Comunicação, Batista Matos, pastores evangélicos, membros da IBA, familiares e amigos do homenageado, além de parlamentares da Casa, prestigiaram a solenidade de outorga do título.

Joaquim Ferreira Santos Neto é natural da cidade de Lago da Pedra (MA). Em 1974, mudou-se para a capital São Luís, onde fixou residência. Graduou-se cirurgião dentista, pelo curso de Odontologia da Universidade Federal do Maranhão, no ano de 1982, época em que também ingressou no serviço público do município e estado, onde trabalha até os dias atuais. Em 1992, fundou a Igreja Batista do Angelim, a qual lidera, tendo se consagrado ao ministério pastoral pela Ormiban, em 1995. Joaquim Neto fundou, em 2013, a Comunidade Terapêutica Ágape, para acolhimento e tratamento de mulheres dependentes químicas, que funciona em parceria com outros centros de recuperação do país.

Sob a liderança de Joaquim Neto, a IBA desenvolve um trabalho relevante em São Luís, contribuindo para o bem dos cidadãos ludovicenses, por meio da evangelização e, também, de forte ação social junto aos mais necessitados. A prestação de serviço evangelizador e social do pastor tem o reconhecimento das autoridades da capital e do estado.

Joaquim Neto já foi agraciado com a medalha “Simão Estácio da Silveira” da Câmara Municipal de São Luís; medalha do Mérito Militar da Polícia Militar do Maranhão; medalha “Alferes Moraes Santos” do Corpo de Bombeiros Militares do Maranhão; e, recentemente, a medalha do Mérito Timbira da Ordem de Cavalheiro, concedida pelo Governo do Estado.

“Esse ato é de merecimento, reconhecimento e justiça com o pastor Joaquim Neto, que tem uma história de fé e perseverança. Por isso, neste dia, esta Casa cumpre uma das suas obrigações, que é reconhecer e homenagear aqueles que lutam e contribuem para o progresso da nossa cidade e do nosso povo. Parabéns pastor Joaquim, cidadão de São Luís”, disse Gutemberg Araújo. Joaquim Neto agradeceu à Câmara e ao vereador tucano pela concessão do registro.
“Recebo este título de cidadania com um sentimento de profunda gratidão e me sentindo, de fato, extremamente honrado por entender o valor desta homenagem, o que ela representa. Ao mesmo tempo, me sinto na incumbência de ser ainda mais fiel, comprometido, mais empenhado na minha missão a favor da cidade”, declarou o pastor.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Câmara concede título de cidadão de São Luís a pastor da Igreja Batista do Angelim

           A Câmara Municipal de São Luís, por meio de proposição do vereador Gutemberg Araújo (PSDB), concedeu, na terça-feira, 22, título de cidadão ludovicense ao odontólogo Joaquim Ferreira Santos Neto.
O homenageado é também pastor da Igreja Batista do Angelim (IBA) e ministro da Ordem de Ministros Batistas Nacionais (Ormiban). O secretário do Município de Comunicação, Batista Matos, pastores evangélicos, membros da IBA, familiares e amigos do homenageado, além de parlamentares da Casa, prestigiaram a solenidade de outorga do título.

Joaquim Ferreira Santos Neto é natural da cidade de Lago da Pedra (MA). Em 1974, mudou-se para a capital São Luís, onde fixou residência. Graduou-se cirurgião dentista, pelo curso de Odontologia da Universidade Federal do Maranhão, no ano de 1982, época em que também ingressou no serviço público do município e estado, onde trabalha até os dias atuais. Em 1992, fundou a Igreja Batista do Angelim, a qual lidera, tendo se consagrado ao ministério pastoral pela Ormiban, em 1995. Joaquim Neto fundou, em 2013, a Comunidade Terapêutica Ágape, para acolhimento e tratamento de mulheres dependentes químicas, que funciona em parceria com outros centros de recuperação do país.

Sob a liderança de Joaquim Neto, a IBA desenvolve um trabalho relevante em São Luís, contribuindo para o bem dos cidadãos ludovicenses, por meio da evangelização e, também, de forte ação social junto aos mais necessitados. A prestação de serviço evangelizador e social do pastor tem o reconhecimento das autoridades da capital e do estado.

Joaquim Neto já foi agraciado com a medalha “Simão Estácio da Silveira” da Câmara Municipal de São Luís; medalha do Mérito Militar da Polícia Militar do Maranhão; medalha “Alferes Moraes Santos” do Corpo de Bombeiros Militares do Maranhão; e, recentemente, a medalha do Mérito Timbira da Ordem de Cavalheiro, concedida pelo Governo do Estado.

“Esse ato é de merecimento, reconhecimento e justiça com o pastor Joaquim Neto, que tem uma história de fé e perseverança. Por isso, neste dia, esta Casa cumpre uma das suas obrigações, que é reconhecer e homenagear aqueles que lutam e contribuem para o progresso da nossa cidade e do nosso povo. Parabéns pastor Joaquim, cidadão de São Luís”, disse Gutemberg Araújo. Joaquim Neto agradeceu à Câmara e ao vereador tucano pela concessão do registro.
“Recebo este título de cidadania com um sentimento de profunda gratidão e me sentindo, de fato, extremamente honrado por entender o valor desta homenagem, o que ela representa. Ao mesmo tempo, me sinto na incumbência de ser ainda mais fiel, comprometido, mais empenhado na minha missão a favor da cidade”, declarou o pastor.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Barragem do Bacanga volta a debate na Câmara Municipal

A tragédia ocorrida com o rompimento de uma comporta da barragem do Bacanga voltou a debate no plenário da Câmara Municipal de São Luís, com mais intensidade nesta quarta-feira, (23). Após algumas discussões proveitosas, tendo como protagonista os vereadores José Joaquim (PSDB), que concedeu uma entrevista ao programa “Câmara em Destaque”, veiculado pela Rádio Difusora AM e aprovação de uma indicação de sua autoria, reiterando proposições apresentadas anteriormente, foi realizada uma sessão extraordinária para a limpeza da pauta que se encontrava trancada a algumas sessões.

José Joaquim fez um histórico da situação daquele elo de ligação entre o eixo Itaqui-Bacanga com o centro da cidade e outros bairros. Já a vereadora Rose Sales falou sobre uma reunião agendada para acontecer no plenário do Legislativo Ludovicense com a participação de parlamentares e técnicos da Ufma (Universidade Federal do Maranhão) para tratar do assunto barragem do Bacanga.

Com uma vasta documentação José Joaquim apresentou proposições solicitando providências quanto a manutenção da barragem do Bacanga, datando desde o ano de 2001. Numa abordagem técnica até como engenheiro por formação e atuação, José Joaquim disse que “como sempre procurei deixar claro qualquer obra depois de concluída deve ser passar por manutenção, e a barragem do Bacanga necessariamente enquadra-se nessa situação, pois sua construção data do na de 1970, idealizada e executada pelo notável engenheiro e prefeito Haroldo Tavares e sua brilhante equipe”.

Sobre indicações e requerimentos apreciados e votados o vereador tucano lamentou uma falta de retorno das autoridades chamadas para tratar do assunto, e voltou a tratar da falta de manutenção, ao tempo que lembrou o trabalho executado durante a gestão Jackson Lago em uma das comportas da barragem.

José Joaquim fez u alerta sobre as pedras que estão sendo jogadas para amenizar a situação, já que “precisamos dimensionar as pedras que estão sendo atiradas, até porque temos de ficar está preparados para a próxima maré de sizígia”. Para concluir ele fez questão de enfatizar que “não é de hoje que esta Casa (Câmara Municipal) vem tratando desse problema”.

INTERVENÇÃO RECORRENTE – Fazendo uso da palavra Rose Sales destacou a “intervenção recorrente desta Casa”, para voltar a colocar em pauta a reunião de trabalho entre vereadores, pesquisadores da Ufma, representantes governamentais, do Corpo de Bombeiros, Exército e outros. Para ela esse encontro tem por objetivo a construção de uma ação integrada emergencial.

Já o vereador Pavão Filho (PDT) aproveitou para manifestar acerca do tema abordado por seus pares, corroborando com o que foi discutido anteriormente. Na oportunidade ele parabenizou o governador Flávio Dino e sua equipe “por está enfrentando de frente essa situação com essa providência bastante oportuna que se encontra em andamento para no momento buscar amenizar o atual quadro até ser tomada uma decisão definitiva”.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Bandidos assaltaram sitio de ex-vereador fizeram o raspa e ainda o agrediram. A violência avança em Caxias

    aldir

A violência vem tomando proporção cada vez mais grave em todo o Maranhão, A capital que conta com unidades militares e delegacias distritais, o avanço é constante, quanto mais o interior do Estado, em que pela ausência do Sistema de Segurança Pública ou a precariedade, a população fica a mercê da bandidagem.

     À semana passada o sitio do engenheiro agrônomo Wilton Logo, ex-vereador em Caxias, foi invadido durante a madrugada por bandidos portando armas de grosso calibre. Fizeram um verdadeiro raspa na casa levando aparelhos de televisão e inúmeros bens móveis, os quais foram colocados em uma camioneta da vítima. Agrediram com coronhadas de revólver o ex-vereador, mas felizmente não usaram da truculência contra a esposa dele e uma cunhada deficiente.

      Os dois assaltantes vasculharam toda a casa em busca do que podiam levar. Um dos bandidos mostrava a cara e o outro bem encapuzado, deixaram o sitio depois de praticamente uma hora, quando o dia já começava a clarear, fazendo ameaças.

       O veículo do engenheiro agrônomo Wilton José Lobo e Silva foi abandonado poucos quilômetros do local do crime e todo o produto do furto deve ter sido colocado em outro veículo e levado, acreditam as autoridades policiais.

        O ex-vereador mora em um sitio de sua propriedade à margem da BR e distante 14 quilômetros da sede do município de Caxias. O local é bem movimentando em virtude da existência de um posto de combustíveis ao lado. As autoridades policiais acreditam que o assalto tenha sido organizado por pessoas conhecidas do ex-vereador, observando-se a preocupação de um dos bandidos em se manter encapuzado dizem as autoridades policiais, que inclusive em suas investigações já teriam detido suspeitos.

        Wilton Lobo, que está se organizando com vistas ao retorno ao legislativo municipal de Caxias, tem procurado se manter calmo, aguardando as providências policiais. Lembrou que em quase todas as comunidades rurais que constantemente visita, quer sejam em períodos eleitorais ou não, desde quando extensionista da EMATER-MA, diz que há muita cobrança por segurança no meio rural.

         Apesar da violência física sofrida por Wilton Lobo e de novos riscos a que pode ser exposto em sua propriedade, mesmo assim ele vai fazer investimentos em segurança preventiva e continuar residindo no local. Ele vem recebendo a solidariedade de vários segmentos sociais caxiense, da classe politica e dezenas de lideranças comunitárias.A violência de que foi vítima o ex-vereador Wilton Lobo, pela repercussão causou preocupações a muitas famílias que têm seus negócios na séde de Caxias e residem em propriedades rurais.

Preços disparam nos supermercados e os serviços aos consumidores são cada vez deficientes por falta de fiscalização

aldir

Os preços disparam nos supermercados com demonstrações claras de que a inflação está muito mais além da projetada e da divulgada. Os gêneros alimentícios eram majorados semanalmente, agora estão em período menor e diante da iminência de aumento da carga tributária, os impostos serão repassados para os consumidores e descontrole terá consequências graves. Produtos como a carne, o arroz e o feijão estão cada vez mais crescentes. Quanto as frutas, verduras e legumes, sem a observância dos produtos sazonais, os preços assustam os consumidores e a divergência de preço entre as redes de supermercados , remetem os consumidores se tornarem mais pesquisadores.

         Um serviço que precisa de medidas urgentes por parte da fiscalização, reside na falta de empacotadores em todas as redes de supermercados da nossa capital. O Mateus é um dos grandes infratores e também não se pode excluir o Maciel e o Bom Preço, todos tripudiam dos consumidores, talvez contando com a importante colaboração pela falta de fiscalização. Apesar de ser lei estadual, a fiscalização é bastante precária  e o desrespeito é simplesmente mais contundente ao consumidor e de maneira mais ostensiva  para os atendimentos preferenciais.

STF apreciará amanhã proposta de cancelamento de súmula vinculante sobre uso de algemas em prisões

 

             Na pauta da sessão plenária do STF de amanhã estará a proposta de cancelamento da súmula vinculante 11, que tem o seguinte teor : “Só é lícito o uso de algemas em casos de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade disciplinar, civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado”.

              De acordo com a Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis, a edição da súmula estaria usurpando função típica do Legislativo, na medida em que a lei de execução penal, em seu art. 199, estabelece que o emprego de algemas será disciplinado por decreto Federal.

Com 87 anos Corina Serra Martins há mais de 30 anos ganha o pão de cada dia com a venda de pirulitos

     aldir

  Hoje, finalmente consegui conversar com a senhora Corina Serra Martins, 87 anos, residente no Maiobão, que ao ficar viúva aos 57 anos, decidiu buscar uma alternativa para ganhar o pão de cada dia. Fazendo pirulitos e vendendo em diversos pontos da cidade, conseguiu manter viva uma tradição antiga e ao mesmo tempo  seguir a sua vida com dignidade.

       Muito arredia, dona Corina Martins, não me respondeu aos inúmeros questionamentos sobre filhos, netos e outros aspectos inerentes ao seu trabalho, principalmente a disposição física para a batalha cotidiana, mas deixo bem claro que nada a se queixar. Ela distribui cartões dos os seus telefones e me entregou um, dizendo: “Quando você estiver interessado em pirulitos para uma festinhas de crianças, procure-nos que temos como atender, colocando inclusive várias opções de sabores”.

       Ao preço de um real cada pirulito, dona Corina registra que consegue vender bastante nas ruas da cidade, principalmente nos centros comerciais no entro Histórico de São Luís para turistas, A sua maior clientela,  no entanto são as pessoas idosas que lembram das suas infâncias, quando o pirulito era vendido de porta em porta e também havia o pirulito açucarado para diferenciar os dois produtos idênticos.

       Quem estiver interessado em comprar pirulitos para fazer a festa da criançada poderá solicitar através dos 98226-0239 e 99933-7788. Dona Corina Martins, que hoje vendia pirulitos com sabores de gengibre e morango, diz que tem preferência  pelos sabores naturais, evitando as essências artificiais.

Documento Final: Luto, lágrimas e luta na XXI Assembleia Geral do Conselho Indigenista Missionário (Cimi)

aldir

A XXI Assembleia Geral do Cimi aconteceu entre os dias 15 e 18 de setembro, no Centro de Formação Vicente Cañas, no município de Luziânia, Goiás. Confira o Documento Final da Assembleia:

      Não foram lágrimas de boas-vindas. Foram lágrimas de dor e compaixão dos participantes da XXI Assembleia Geral do Conselho Indigenista Missionário causadas pelo terror que se alastra sobre os povos indígenas no Brasil. Contudo, todos partiram hoje, dia 18 de setembro, depois de quatro dias de Assembleia no Centro de Formação Vicente Cañas, Luziânia (GO), com a soma de pequenas esperanças que emergem das contradições do sistema que é a mola mestra do Estado Brasileiro. Esse sistema, sustentado pelos poderes Legislativo, Judiciário e Executivo e os canhões do grande capital e do agronegócio, procura encaminhar os povos indígenas para a solução final de extermínio.

Animados pelas palavras da recente encíclica do Papa Francisco, que “o direito por vezes se mostra insuficiente devido à corrupção, requer-se uma decisão política sob pressão da população” (LS 179), os cerca de 200 participantes dessa Assembleia procuraram aprofundar essa pressão e se debruçaram sobre questões dos ‘Estados Plurinacionais e Autodeterminação dos Povos Indígenas: Em Defesa da Vida dos Povos e do Direito da Mãe Terra’. Essas reflexões nos levam a somar nossas forças às dos indígenas e outros setores da sociedade brasileira que lutam por direito e justiça, por pão e vida que serão o resultado de uma luta dos que, aparentemente, estorvam o progresso do país. E o Papa Francisco mais uma vez nos dá força para nossa luta, quando diz que precisamos redefinir o progresso e o desenvolvimento: “Um desenvolvimento tecnológico e econômico, que não deixa um mundo melhor e uma qualidade de vida integralmente superior, não se pode considerar progresso” (LS 194). As instituições do Estado buscam derrotar projetos coletivos de futuro; cerrando portas e lançando a todos e todas na mais profunda escuridão. A propriedade privada converteu-se em direito absoluto, acima de qualquer outro. Os indígenas, por sua vez, forçam brechas de luz sobre este luto inconcluso.

Violências de todas as ordens se sucedem numa escala sem precedentes na história contemporânea do país. Nomeamos apenas um caso entre uma sequência quase diária de assassinatos, espancamentos e duvidosas reintegrações de posse: o assassinato de Simeão Vilhalva Guarani e Kaiowá da Terra Indígena Ñanderú Marangatú, no último dia 29 de agosto. O recurso ao marco temporal para revogar terras demarcadas é uma intervenção perversa porque retoma o tratamento de uma injustiça pré-constituinte. O poder Legislativo trabalha em dezenas de projetos de lei e emendas à Constituição para desfazer os direitos assegurados. Milícias e pistoleiros funcionam como a polícia deste Estado genocida. Ruralistas coordenam atentados declaram publicamente a utilização de armas contra os indígenas. Nada os incomoda. “A vida de uma criança vale menos que um boi”, lamenta Anastácio Peralta Guarani. O cacique Valdomiro Vergueiro Kaigang denuncia: “O governo não está respeitando por onde nosso povo passou, onde enterramos nossos mortos, onde deixamos nossas cinzas”.

Desde a primeira Assembleia do Cimi, em 1975, defendemos a Mãe Terra como condição necessária para a autodeterminação dos povos indígenas. Defendemos, igualmente, um Estado Plurinacional como alternativa ao modelo atual, subserviente aos interesses privados, ao capital internacional.  Os povos indígenas enfrentam a lógica opressora desse sistema político que promove a concentração de riquezas, terras, lucros gerando depredação ambiental e desigualdades sociais.

Tudo isso espelha a lógica da colonialidade na qual é preciso colonizar o ser, o saber e o viver convertendo estes povos em despossuídos. As cosmologias indígenas nos ensinam que os ataques aos indígenas recaem sobre toda a sociedade. O genocídio leva a perder a oportunidade ímpar de aprender com eles o Bem Viver com o planeta Terra, nossa Casa Comum como adverte o Papa Francisco: “Entre os pobres mais abandonados e maltratados, conta-se a nossa terra oprimida e devastada, que ‘geme e sofre as dores do parto’ (LS 2)”.

Renovamos a aliança histórica do Cimi com os povos indígenas, mesmo em meio às lágrimas. Seguiremos, descalços, rumo à Terra Sem Males que virá, eis a nossa certeza e a Esperança que nos anima!

Luziânia, 18 de setembro de 2015

Conselho Indigenista Missionário – Cimi