Feirantes ficam cada vez mais indignados com o prefeito de São Luís pelo abandono ao tradicional Mercado Central

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Os tradicionais comerciantes do Mercado Central, quando do incêndio registrado no dia 20 de abril do presente exercício que destruiu algumas lojas e causou sérios prejuízos para quem já vivia em dificuldades, alimentaram as esperanças de que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, viesse a honrar compromisso assumido com eles na campanha passada.

Eles avaliam como pura ilusão, de que por ocasião do incêndio, o prefeito tivesse sensibilidade retomar o diálogo com eles até mesmo para ver de perto as condições do mercado e estabelecer um prazo para a recuperação de um dos grandes e importantes prédios históricos de São Luís. O comerciante Sebastião Mendes, proprietário da loja Artesão Maranhense, totalmente consumida pelo fogo, chegou a receber a informação de que recebia uma ajuda da prefeitura, o que ficou apenas em palavras. Hoje ele diz que as tais perícias feitas no seu prédio e outras providências que teriam sido adotadas, ele não tem qualquer conhecimento. A verdade é que com os seus mais de 80 anos e quase 60 anos de trabalho no local, teve que começar tudo de novo. Vendeu alguns bens, a poupança para casos de emergência  e empréstimo bancário proporcionaram a que honrasse débitos e adquirisse mercadorias para continuar lutando pelo pão de cada dia. Ele me disse que, conseguiu um pouco mais de 400 mil reais para arcar com todas as despesas e a princípio chegou a ter esperanças de que eles e os demais colegas que sofreram prejuízos recebessem ajuda, mas se desfez das possibilidades em razão do prefeito não ter credibilidade.

A indignação dos comerciantes com o prefeito Edivaldo Holanda Júnior é muito grande, uma vez que a maioria alimenta esperanças de que o Mercado Central volte a ser referência para a população e possa vir a se tornar uma atração turística.

Deputados custam R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte

 Além do salário de R$ 33,7 mil, parlamentares têm direito a ajuda de custo, cotão, auxílio-moradia e verba de gabinete para contratar até 25 funcionários. Veja a lista completa dos benefícios em valores atualizados

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Juntos, os 513 deputados custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês

Salário de R$ 33.763, auxílio-moradia de R$ 4.253 ou apartamento de graça para morar, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 por mês para gastar com alimentação, aluguel de veículo e escritório, divulgação do mandato, entre outras despesas. Dois salários no primeiro e no último mês da legislatura como ajuda de custo, ressarcimento de gastos com médicos. Esses são os principais benefícios de um deputado federal brasileiro, que somam R$ 168,6 mil por mês. Juntos, os 513 custam, em média, R$ 86 milhões ao contribuinte todo mês. Ou R$ 1 bilhão por ano. Os dados são de levantamento do Congresso em Foco com base nos valores atualizados dos benefícios dos parlamentares na Câmara (veja a lista abaixo).

No último dia 18, em decisão administrativa, a Mesa Diretora decidiu diminuir os gastos com assinatura de veículos de imprensa e, por outro lado, aumentar em R$ 2,3 milhões o valor anual da verba destinada à cota parlamentar – verba pública que deputados usam com gastos como alimentação, combustível e passagens aéreas. Os valores de ambas as despesas são semelhantes, o que sugere uma escolha na aplicação orçamentária – no ano passado, R$ 1,96 milhão foi consumido com a compra de jornais e revistas. Como foi uma deliberação interna, a medida não precisa passar pela análise dos 513 deputados.

O aumento na verba de mandato vai custar aos cofres públicos mais R$ 371,86 por mês para cada um dos 513 deputados – que, a depender dos estados que representam, recebem entre R$ 30 mil e R$ 45 mil a título de cota parlamentar. A decisão foi da Mesa Diretora da Câmara, encabeçada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que alega não haver aumento de gastos, mas redistribuição de valores.

Além de jornais e revistas, a Casa resolveu cortar o fornecimento de materiais de escritório para os gabinetes (papel-ofício, etiquetas, envelopes etc). No comunicado aos deputados, a Câmara diz que a medida vai ter positivo impacto ambiental devido à redução de papéis utilizados, e lembra que os parlamentares podem usar a cota para repor as assinaturas.

Veja a tabela de benefícios (até fevereiro de 2016):

Benefício Média mensal Por ano
Salário R$ 33.763,00 R$ 438.919,00
Ajuda de custo (1) R$ 1.406,79 R$ 16.881,50
Cotão (2) R$ 39.884,31 R$ 478.611,67
Auxílio-moradia (3) R$ 1.608,34 R$ 19.300,16
Verba de gabinete para até 25 funcionários R$ 92.000 R$ 1.104.000,00
Total de um deputado R$ 168.662,44 R$ 2.023.949,28
Total dos 513 deputados R$ 86.523.831,72 R$ 1.038.285.980,64

Carros oficiais.  São 11 carros para uso dos seguintes deputados: o presidente da Câmara; os outros 6 integrantes da Mesa (vice e secretários, mas não os suplentes); o procurador parlamentar; a procuradora da Mulher; o ouvidor da Casa; e o presidente do Conselho de Ética.

OBSERVAÇÕES

(1) Ajuda de custo. O 14º e o 15º salários foram extintos em 2013, restando apenas a ajuda de custo. O valor remanescente se refere à média anual do valor dessa ajuda de custo, que é paga apenas duas vezes em 4 anos.

(2) Cotão. Valor se refere à média dos 513 deputados, consideradas as diferenças entre estados. A média não computa adicional de R$ 1.353,04 devido a líderes e vice-líderes partidários. O Cotão inclui passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança. O telefone dos imóveis funcionais está fora do cotão: é de uso livre, sem franquia. O cotão varia, de estado para estado, de R$ 30,4 mil a R$ 45,2 mil, conforme a relação abaixo (valores em R$):

AC 44.260,60
AL 40.572,24
AM 43.198,26
AP 43.002,92
BA 38.638,99
CE 42.079,91
DF 30.416,80
ES 37.052,05
GO 35.135,20
MA 41.779,83
MG 35.720,85
MS 40.170,98
MT 39.056,17
PA 41.855,59
PB 41.660,70
PE 41.304,94
PI 40.599,91
PR 38.500,00
RJ 35.388,11
RN 42.360,13
RO 43.300,63
RR 45.240,67
RS 40.504,04
SC 39.505,92
SE 39.767,40
SP 36.671,67
TO 39.131,75

(3) Auxílio-moradia. O valor indicado representa a média de gastos de acordo com o uso do benefício em cada época. Atualmente, o valor é de R$ 4.253,00. Mas só quem não usa apartamento funcional tem direito ao benefício. Atualmente, 319 deputados ocupam os apartamentos localizados na Asa Sul e na Asa Norte.

(4) Saúde. Os deputados só são ressarcidos em serviços médicos que não puderem ser prestados no Departamento Médico (Demed) da Câmara, em Brasília.

Fonte – Congresso em Foco

Deputadas de Brasília brigam em público por desvio em emendas e aqui se protege assessores com aumentos salariais

Presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão chama a agora ex-vice-presidente da Casa Liliane Roriz de “invejosa” e “mau-caráter”. Responsável por gravação e denúncia, Liliane acusa Celina de participar de esquema de desvio de emendas da saúde. Infelizmente é uma realidade nos parlamentos estaduais e federais e uma demonstração clara de que a corrupção é generalizada.

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Acusada de envolvimento em esquema de corrupção, Celina Leão (PPS) atacou a ex-vice-presidente, Liliane Roriz, e o governo

 A presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PPS), reagiu nesta quinta-feira (18) às acusações feitas pela agora ex-vice-presidente da Casa Liliane Roriz (PTB) de envolvimento em um esquema de corrupção e chamou a colega de “invejosa” e “mau-caráter”. Segundo Liliane, a negociação envolvia a Mesa Diretora em um esquema de uso indevido de emendas para desviar recursos de áreas como educação e saúde. O caso é apurado pelo Ministério Público com base em conversas gravadas por ela com Celina.

“As gravações são uma armação de uma parlamentar da base do governo que responde a um processo por quebra de decoro e está prestes a ter o mandato cassado”, disse a presidente da Câmara Legislativa. “A emenda da acusação foi feita pela própria Liliane Roriz. E esta não foi a única emenda dela para a saúde”, rebateu em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira (18).

Em entrevista à TV Globo ontem (quarta, 17), Liliane contou que a negociação tratava de uma “sobra orçamentária” de R$ 30 milhões, destinada originalmente à reforma de escolas e unidades de saúde. Em dezembro, os distritais aprovaram uma mudança no texto, direcionando o aporte para pagar dívidas do Palácio do Buriti com prestadoras de serviço em UTIs. “[O dia da gravação] Foi quando eu comecei a entender as coisas, que já tinha um negócio que estava sendo concluído por um deputado. Que esse deputado estava trazendo esse negócio e que esse negócio seria dividido em seis partes, e que seriam R$ 30 milhões. Eu não sabia de onde vinha, nem tampouco o percentual disso”, disse Liliane à Globo.

A conversa entre as duas foi gravada logo após a votação do texto. De acordo com o trecho divulgado, a presidente da Câmara conversa com Liliane sobre “o negócio do recurso”, e diz que vai incluir a vice-presidente da Casa “no projeto”. A filha do ex-governador Joaquim Roriz afirmou que a conversa ocorreu porque ela ficou “muito chateada” com a alteração no destino das verbas.

“Deixa eu contar. O que aconteceu? Hoje, nós vamos falar com o secretário de Saúde. A gente colocou recurso para ele agilizar a… o negócio do recurso. Mas você tá no projeto, entendeu? Você não tá fora do projeto não. Você tá no projeto, mandei Valério falar com você”, continua a presidente da Câmara”, diz Celina, referindo-se ao então secretário-geral da Casa, Valério Neves.

Em outra conversa, entre Liliane, que é filha de Joaquim Roriz – quatro vezes governador do Distrito Federal – e Valério Neves, o então secretário-geral diz que o distrital Cristiano Araújo (PSD) conseguiu o “negócio” das UTIs. Segundo Valério, o “negócio” de Cristiano poderia render “no mínimo 5% e no máximo 10, em torno de 7%”.

“Quem sabe disso são só os cinco membros da Mesa e o Cristiano”, acrescenta Valério. Fazem parte da Mesa Diretora Bispo Renato Andrade (PR), Júlio César (PRB), Raimundo Ribeiro (PPS) e Celina Leão.

Celina Leão sustenta que os áudios “estão evidentemente editados e as conversas estão fora de contexto”. Disse ainda que “rejeita qualquer acusação de prática de ato ilícito e que confia nas investigações para a apuração da verdade”. O Ministério Público do Distrito Federal, por sua vez, informou que foi aberto um procedimento investigativo na esfera criminal para apurar as denúncias apresentadas por Liliane Roriz.

Rixa antiga

Celina Leão e Liliane Roriz são adversárias políticas desde a campanha de 2010. Na ocasião, o clã de Roriz preferiu apoiar Celina, que foi assessora de Jaqueline Roriz – condenada pela Justiça do Distrito Federal, em vez de investir em Liliane. Quando ambas foram eleitas presidente e vice da Câmara Legislativa, em 2015, houve uma calmaria na relação entre as parlamentares – interrompida com as gravações divulgadas pela filha de Roriz.

Segundo Celina, uma das gravações foi feita exatamente neste contexto apaziguador vivido pelas duas. “Ela me chamou para um almoço na casa dela. A conversa foi totalmente coloquial. Falamos de tudo. Mas, fiquei sabendo ontem que ela gravou”, conta a presidente da Casa. Nos áudios desta conversa na casa de Liliane, a presidente fala abertamente que seu gabinete é “cheio de analfabetos”. “Ela falou coisa muito pior”, defende-se Celina sem dizer o que a adversária política teria falado.

No contexto político, a Câmara Legislativa e o Governo do Distrito Federal passam por um período de turbulência desde que foram denunciados esquemas fraudulentos na Secretaria de Saúde pela sindicalista Marli Rodrigues. O material apresentado por Marli, porém, não envolvia a cúpula da Câmara Legislativa.

Cassação

Internamente, após as denúncias, a cassação de Liliane Roriz é dada como certa na Casa. Já tramita na corregedoria da Câmara Legislativa uma denúncia contra a deputada apresentada pela OnG Adote Um Distrital com base na condenação dela por improbidade administrativa.

Segundo o corregedor da Câmara Legislativa, deputado Rafael Prudente (PMDB), as denuncias apresentadas por Liliane devem dar início a uma nova investigação que será posteriormente encaminhada à Comissão de Ética da Casa. Prudente, porém, ressaltou que ainda não se tem dimensão da punição que Celina Leão e os outros parlamentares citados podem sofrer. “É cedo para dar uma opinião sobre o assunto”, afirmou ao Congresso em Foco o parlamentar que é filho do ex-deputado Leonardo Prudente, envolvido no escândalo da Caixa de Pandora – que acabou tirando do poder o então governador José Roberto Arruda.

Em maio deste ano, a Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia contra Liliane Roriz por lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia do Ministério Público, a deputada recebeu dois apartamentos em Águas Claras, bairro de classe média do DF, fruto de crimes contra a administração pública. Por unanimidade, o Conselho Especial do Tribunal de Justiça local decidiu tornar a parlamentar ré no processo. Os promotores alegam que os imóveis foram dados a Liliane em troca de favores políticos.

Repercussão

Companheiro de partido de Celina Leão, o deputado Raimundo Ribeiro (PPS) saiu em defesa da presidente da Casa e afirmou que Liliane está denunciando um ato assinado por ela mesmo. “Até o momento as informações são desencontradas”, disse o parlamentar.

Por outro lado, Chico Vigilante (PT) ressalta a gravidade das informações a lamenta o fato de a Câmara Legislativa está novamente no foco de denúncias de corrupção. “Nós podemos estar vendo o início de uma nova Caixa de Pandora, e Brasília não suportará outro escândalo dessa magnitude”, lamentou.

Fonte – Congresso em Foco

Concursos só podem proibir tatuagens que violem “valores constitucionais”, diz o STF

Editais de concursos só podem proibir candidatos com tatuagens se elas violarem “valores constitucionais”. De resto, a proibição de tatuagens em candidatos é inconstitucional, conforme definiu o Plenário do Supremo Tribunal Federal nesta quarta-feira (17/8).

A decisão foi tomada em um recurso extraordinário com repercussão geral reconhecida. Por maioria, o Plenário seguiu o voto do ministro Luiz Fux, relator e fixou a seguinte tese: “Editais de concurso público não podem estabelecer restrição a pessoas com tatuagem, salvo situações excepcionais, em razão de conteúdo que viole valores constitucionais”.

De acordo com o voto de Fux, a proibição de tatuados em concursos fere o princípio da isonomia e da razoabilidade, ainda que ela esteja descrita em lei específica. No entendimento dele, as proibições de participação em concurso público só podem ser aceitas se estiverem relacionadas com o cargo para o qual o concurso foi aberto.

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Fux afirmou que tatuagens não podem ser confundidas com transgressão.

Fux afirmou ainda que tatuagens não podem ser confundidas com atos de transgressão, porque estão mais relacionadas com arte e com a liberdade de manifestação dos indivíduos. Segundo ele, o Estado “não pode representar o papel de adversário da liberdade de expressão”. “A máxima de que cada um é feliz à sua maneira deve ser preservada pelo Estado.”

O caso concreto é o de um candidato a vaga de soldado de 2ª classe nas Forças Armadas. Ele foi desclassificado do concurso por ser tatuado, mas conseguiu anular a desclassificação na Justiça.

As Forças Armadas recorreram, e o Tribunal de Justiça de São Paulo reformou a sentença. Entendeu que a proibição a tatuagens estava prevista no edital de convocação do certame, e o edital é “a lei do concurso”. Portanto, quem se candidatou ao cargo concordou com suas regras, concluiu o TJ.

O Supremo reformou o acórdão, dando razão ao candidato. Ficou vencido apenas o ministro Marco Aurélio, que não viu inconstitucionalidade na decisão do TJ-SP.

O especialista em Direito do Servidor Rudi Cassel elogiou a decisão do STF. Para ele, com a definição, o tribunal “demonstra que a Corte não pactua com preconceitos de qualquer espécie”. “Era totalmente descabida essa proibição genérica de ter o corpo tatuado, feita para candidatos a cargos públicos, como policiais, militares e bombeiros usando traje para a prática de esportes (calção, camiseta e tênis).”

Com informações da assessoria de imprensa do STF.

Lewandowski divulga roteiro para sessão de julgamento do impeachment

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O presidente do STF e do processo de impeachment, ministro Ricardo Lewandowski, definiu, em reunião nesta quarta-feira, 17 com o presidente do Senado, senador Renan Calheiros, e líderes partidários, o roteiro para a sessão de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff, por suposto crime de responsabilidade.

A sessão extraordinária foi convocada para o próximo dia 25, às 9h. Durante o julgamento, o Senado se reunirá na forma de Órgão Judiciário, sob a presidência do ministro Lewandowski, com a participação dos senadores como juízes.

A sessão será iniciada às 9 horas, suspensa às 13 horas e retomada às 14 horas, depois haverá uma nova pausa das 18 horas às 19 horas. Depois de retomada, passadas quatro horas, os trabalhos poderão ser interrompidos por 30 minutos, conforme a necessidade, ou a qualquer tempo, a critério do presidente.

Os trabalhos poderão continuar no dia 26, até a oitiva de todas as testemunhas admitidas. As testemunhas serão chamadas na ordem constante do rol apresentado pela acusação e pela defesa.

A sessão será retomada no dia 29, podendo ser suspensa, a qualquer tempo, retomando-se os trabalhos no dia 30, a partir das 9 horas, e assim sucessivamente, até o encerramento definitivo dos trabalhos.

Caso compareça, Dilma terá direito à palavra por 30 minutos. Senadores, a acusação e a defesa disporão de até cinco minutos cada para suas perguntas. Encerrada a instrução, serão realizados os debates orais, sendo concedido 1h30 para acusação e defesa. Após os debates, os senadores inscritos serão chamados um a um para discutir o objeto da acusação, por até dez. Somente após o fim da discussão e apresentação de um relatório por Lewandowski, é que será iniciada a votação.

Fonte – Migalhas

Mais de 10% das doenças que matam são decorrentes da falta de saneamento básico

Casos em que a saúde pública mundo afora é sintoma e retrato da desumanidade no mundo pós-moderno. “Nada menos que 10% das doenças que afetam a humanidade e 6,3% de todas as mortes delas decorrentes poderiam ser evitadas se as pessoas dispusessem de saneamento básico!”

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Pedro Valls Feu Rosa

Nunca conheci quem seja contra melhorias no sistema de saúde da humanidade. Muito pelo contrário, eis aí uma bandeira erguida universalmente – dos EUA ao mais pobre país africano, da elite mais privilegiada ao miserável mais carente, não há quem deixe de prestar apoio a causa tão nobre.

Diante de tamanha unanimidade, e já que habitamos um planeta tão rico, seria de se esperar que os sistemas de saúde oferecidos à humanidade fossem um primor de eficiência e refúgio seguro aos nossos semelhantes, nos momentos difíceis de doença.

 Daí minha surpresa ao tomar conhecimento, há poucos dias, que apenas um terço dos portadores de HIV do planeta tem acesso a tratamento e medicamentos. É realmente inacreditável: em meio a tantos recursos e tantas declarações de amor à causa da saúde, dois terços dos doentes vagam por aí – sem medicamentos e sem esperança.

Li uma outra notícia sobre o mesmo tema, revelando que 90% (sim, 90%) dos tratamentos dispensados aos portadores de HIV na África são custeados por fontes externas, sem a participação dos governos locais – que, convidados à reserva de 15% do orçamento para a saúde, ainda resistem. Aliás, há que se dizer que apenas seis países em todo o continente aderiram a essa proposta.

Decidi lançar-me a uma pequena pesquisa. Em poucos minutos descobri que a cada 30 segundos morre uma criança vítima de malária lá na África – o problema é que, em um continente tão rico, não se consegue comprar nem inseticidas para protegê-las. Aliás, apenas 2% delas conseguiam um simples mosquiteiro.

A informação seguinte veio da Organização Mundial da Saúde: anunciou-se que 40% de todos os tratamentos de saúde no mundo são proporcionados por organizações religiosas. Diante de um número tão sério seria o caso de se perguntar: cadê o Estado? Por onde andam os recursos públicos destinados à saúde pelo mundo afora?

Minha descoberta seguinte foi assustadora: nada menos que 10% das doenças que afetam a humanidade e 6,3% de todas as mortes delas decorrentes poderiam ser evitadas se as pessoas dispusessem de saneamento básico – um simples serviço de saneamento básico!

Continuei a estudar o tema. Apurei que os hospitais norte-americanos arrancam de seus pacientes nada menos que US$ 10 bilhões, a cada ano, em valores indevidos. Em tempo: a expressão “arrancam” deve-se a que 90% das contas lá pagas são claramente fraudulentas.

Ainda sobre aquele país, assustei-me ao saber que 52 milhões de habitantes não têm qualquer assistência médica – daí 41% da população estarem pagando prestações de tratamentos médicos ou às voltas com os tribunais por não terem tido condições de pagá-los. A propósito, 25% dos norte-americanos jogam suas receitas no lixo por não terem condições de adquirir os medicamentos prescritos.

Esse quadro insustentável, segundo aprendi, é sustentado em razão de existirem em Washington quatro lobistas da área da saúde para cada membro do Congresso. Aos resultados: uma criança nascida em El Salvador enfrenta taxa de mortalidade de 9,7%, enquanto a de Detroit é de 15,5% – algo tão surpreendente quanto repulsivo, consideradas as diferenças entre os dois países.

Por falta de espaço, encerro este texto anotando que, a cada ano, 2,3 milhões de semelhantes nossos morrem vítimas de apenas oito doenças por não terem acesso a simples vacinas.

E é assim, diante destes números, que chego a uma conclusão: o problema da saúde está no coração – mais precisamente na falta dele.

Fonte – Congresso em Foco

Dr. Washington reúne mais de duas mil pessoas na caminhada “Chegou a Hora da Largada da Vitória”

A vitória do médico Washington Oliveira no município de Vitória do Mearim fica cada vez mais consolidada
A vitória do médico Washington Oliveira no município de Vitória do Mearim fica cada vez mais consolidada

A caminhada “Chegou a Hora. Largada da Vitória” do candidato a prefeito de Vitória do Mearim pela coligação “Juntos por Vitória”, Dr. Washington (Solidariedade-77), reuniu mais de mil pessoas e entusiasmou o candidato que, confiante na vitória em 02 de outubro declarou: “nosso trabalho vai continuar. Vamos trabalhar, ainda mais, para que a nossa cidade seja muito mais desenvolvida e um município próspero e de oportunidades para todos”.

A caminhada, que saiu do conjunto da Vale até a Praça da Santa – numa extensão de quatro quilômetros, reuniu todos os candidatos a vereador da coligação “Juntos por Vitória”, além de lideranças políticas e comunitárias de Vitória. “A nossa caminhada rumo à prefeitura se consolida a cada dia. Hoje, estou muito feliz em receber o carinho da população de Vitória. Esse afeto, essa solidariedade e toda essas manifestações de apoio nos enche de energia positiva”, enfatizou Dr. Washington, que garantiu: “vamos retribuir a partir de 1º de janeiro com muito trabalho, dedicação para que nossa cidade seja economicamente desenvolvida, de oportunidade e de respeito a todos: dos jovens aos idosos”.

A coligação “Juntos por Vitória” é formada pelo Partido Verde (PV), Partido Ecológico Nacional (PEN), Partido Pátria Livre (PPL), Partido da Mulher Brasileira (PMB), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro  (PRTB), Partido Trabalhista do Brasil (PT do B) e Partido Trabalhista Cristão  (PTC) e conta com o apoio de, dentre outras lideranças, da atual prefeita de Vitória do Mearim, Dóris Rios, do presidente do Diretório Estadual do Partido Solidariedade, Simplício Araújo, do presidente do Diretório Municipal do partido, deputado Ricardo Rios, além da candidata a vice prefeita, professora Zena Silva, que tem mobilizado diversos setores da sociedade para a vitória em 02 de outubro.

 

Benedito junior

Dia dos Pais

Advogado e poeta José Olívio Cardoso Rosa
Advogado e poeta José Olívio Cardoso Rosa

De todas as palavras encontradas

Nenhuma me satisfaz

Por ser uma data festiva

Para homenagear nossos pais

 

Pai, expressão sempre usada

No sentido lato senso

Pois assim posso externar

Aquilo tudo que penso

 

E que tipo de pai

Você acha que é o seu?

É um pai uni presente?

Que interage e tudo sente

Mesmo estando distante

Parece estar presente

 

Deu o seu amor paternal

Na expressão a candura

Quando falava dos seus filhos

Falava com tanta ternura

 

Ao dialogar com os filhos

Revela sua intenção

Se o filho estiver errado

Chama logo sua atenção

 Com rigidez nas palavras

Parecendo um pai leão

 

Agradeço à Deus a todo instante

Pelo pai que ele me deu

É uma verdadeira ternura

Com os netos e filhos seus,

Roga, interroga, tudo presta atenção

E para cada um dos problemas

Ele tem a solução

 

Que benção, Jesus amado

Por esse pai bem feitor

Louvando sempre a ele

Por tudo aquilo que sou

 

Deus lhe dê longevidade

Carinho e proteção

Vivendo na paz de Cristo

É meu desejo de coração

 

Pai que letrinhas sacrossantas

Que além de nos dar a vida

Deu exemplo e devoção

Sempre estando conosco

Na escola, na rua ou em casa em oração.

 

Nos tornamos grandes amigos

Quero viver sempre contigo

Mesmo estando distante

Esquece-lo não consigo

 

José Olívio de Sá Cardoso Rosa é advogado, poeta e escritor

 

 

 

Assembleia Legislativa do Maranhão concede 34,5% de aumento para assessores que ganham acima de R$ 16 mil

        A Assembleia Legislativa do Maranhão hoje está mais a serviço dos parlamentares do que ao Maranhão
A Assembleia Legislativa do Maranhão hoje está mais a serviço dos parlamentares do que ao Maranhão

A farra com o dinheiro público não para na Assembleia Legislativa do Maranhão. Como se não bastasse a conivência e privilégios para os funcionários “fantasmas”, os deputados maranhenses decidiram conceder, a partir de julho de 2016, o aumento faraônico de 34,5% aos servidores comissionados de nível XVIII, os popularmente conhecidos “ISO”.

O Projeto de Lei nº 145/2016, de autoria da Mesa Diretora, foi publicado no Diário da Assembleia nº 98, de 07/07/2016. Após aprovação “relâmpago”, foi promulgado pelo presidente da Casa, o deputado Humberto Coutinho, e publicado no Diário Oficial do Estado do Maranhão em 03/08/2016.

O reajuste, equivalente a cinco anos de inflação acumulada (2012 a 2016 – INPC/IBGE), beneficia, especialmente, os assessores de gabinete dos parlamentares e os diretores da Casa, comprovando que a crise financeira que assola o país passa longe do Poder Legislativo Estadual, ainda mais quando se trata de agraciar os apaniguados políticos.
De acordo com a folha de pagamento da Alema referente a junho de 2016, os custos com os cargos comissionados nível XVIII chegavam, antes do aumento, a aproximadamente R$ 7.000.000,00 (sete milhões de reais) ao mês. Com o reajuste, esse valor saltará para R$ 9.500.000,00 (nove milhões e quinhentos mil reais) mensais, ou seja, um impacto de R$ 33.000.000,00 (trinta e três milhões de reais) ao ano, ceifados – injustamente – do bolso do cidadão trabalhador.

O Sindsalem alerta, que esse montante pode ser ainda muito maior, visto que uma interpretação ampliada da lei que concedeu o reajuste dá margem para que o aumento contemple não só os servidores de nível XVIII (atualmente, mais de 400), mas TODOS OS COMISSIONADOS da Casa, ou seja, mais de 1.500 servidores, que não pertencem aos quadros de estáveis e efetivos (concursados) da Alema.

Em regra, os cargos de nível XVIII são reservados à Administração da Casa e aos Gabinetes de Parlamentares, sendo que estes possuem em torno de 10 cargos “ISO”, que já recebiam mais de R$ 16 mil por mês e, agora, receberão quase R$ 22 mil.

Para o Sindsalem, esse aumento nababesco aos apadrinhados políticos e cargos “top” da Alema evidencia, mais uma vez, a falta de compromisso com a verdade e, sobretudo, a falta de palavra do presidente da Casa, deputado Humberto Coutinho, que – alegando a atual crise financeira – impôs barreiras à aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores estáveis e efetivos, recusando-se, inclusive, a conceder um mísero reajuste de 5% à categoria, índice que equivale à metade da inflação acumulada em 2015, chegando a divulgar através do eminência parda Carlos Alberto Ferreira, Diretor de Comunicação, que o governador Flavio Dino, foi quem travou o reajuste.

Vale ressaltar, ainda, que o nobre deputado Humberto Coutinho cortou ilegalmente o ponto e até a gratificação de servidores que exerceram o direito constitucional de greve, expulsando – por fim – o Sindsalem da sede da Alema, no Calhau, na tentativa de calar o Sindicato e sua diretoria, pelo simples fato de lutarem intransigentemente em defesa dos servidores e contra a corrupção que impera vergonhosamente no Poder Legislativo do Maranhão.

O silêncio dos deputados é bastante comprometedor e todos perdem legitimidade para fazer promessas em campanhas politicas que estão postas desde ontem (16), uma vez que temem se manifestar contra o coronelismo que os compromete com mordaças em troca de leitinho na chupeta.

Há uma necessidade urgente de manifestação do Ministério Público Estadual, uma vez que diante das investigações que estão sendo feitas sobre a folha de pagamento  do parlamento estadual, o novo aumento beneficia diretamente os servidores fantasmas.

 

Fonte – Sindsalem

Ministério Público Estadual pede ao Estado a construção de hospital de 50 leitos em Rosário

Os problemas na área da saúde no município de Rosário são bem graves.
Os problemas na área da saúde no município de Rosário são bem graves.

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) propôs Ação Civil Pública, em 10 de agosto, requerendo à Justiça que determine ao Estado do Maranhão o início, no prazo de 90dias, da construção de hospital com 50 leitos, no município de Rosário. A obra está prevista no contrato nº 78/2014, celebrado entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Ires Engenharia, mas teve a construção interrompida, não passando da fase de terraplanagem.

A manifestação foi formulada pela promotora de justiça Maria Cristina Lima Lobato Murilo. Em caso de descumprimento, foi sugerido o pagamento de multa diária no valor de R$ 10 mil.

Na ação, a 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rosário pede também que estejam em funcionamento todos os 50 leitos da unidade hospital, no prazo de um ano.

Consta na ACP que, tanto no governo anterior quanto na atual gestão, o hospital nunca foi erguido, mesmo tendo o governo repassado parte do valor à empresa responsável pela edificação.

“De fato, vê-se que as irregularidades cometidas no ano de 2014 prejudicaram o andamento dos trabalhos de construção do hospital, mas ainda que se credite isso à má gestão do governo anterior, não é concebível que até os dias atuais haja paralisação das obras”.

NECESSIDADE

A promotora de justiça Maria Cristina Murillo alerta que o único hospital público existente em Rosário está com o centro cirúrgico interditado e é objeto de processo por não atender as condições exigidas pela Vigilância Sanitária. Em situação semelhante, está a única clínica particular da cidade, que também é alvo de processo no qual é pedido o seu fechamento.

A representante do Ministério Público ressalta, ainda, que o município de Rosário é uma unidade regional de saúde, para onde se dirigem muitos moradores das cidades vizinhas em busca de atendimento.

Conforme a Resolução nº 44/2011, da Comissão de Intergestores Bipartite, subordinada à Secretaria de estado da Saúde, Rosário é uma das 19 regiões de saúde do Maranhão, englobando 12 cidades.

“Os prejuízos causados pela interrupção na construção do hospital de Rosário não trazem reflexos negativos apenas locais, mas sim regionais, atingindo uma gama de municípios”, ressaltou, na ação, a promotora de justiça.

Fonte – (CCOM-MPMA)