Assembleia com a interferência do Governo do Estado faz mudança no Plano de Cargos para prejudicar servidores efetivos

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A Assembleia Legislativa do Maranhão tem se constituindo m referência de denuncias de desmandos e corrupção deslavada.

Artifício estranho ao devido processo legislativo visa prejudicar os servidores efetivos da Assembleia Legislativa do Maranhão. A denúncia é do Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Maranhão – SINDSALEM

              De modo pueril e ardiloso, os deputados estaduais maranhenses, em conluio com o Governo Flávio Dino, recorreram a um artifício estranho ao devido processo legislativo para prejudicar o Sindsalem e os servidores efetivos da Assembleia Legislativa do Maranhão.

               Numa verdadeira manobra legislativa, digna dos piores legisladores, os parlamentares aprovaram nesta terça-feira (11/10) o Projeto de Lei nº 161/2016, de autoria do Executivo, que deveria tratar exclusivamente sobre o Sistema Tributário Estadual.

                No entanto, no texto do referido Projeto, foi enxertado ardilosamente o artigo 4º, que revogou o parágrafo primeiro do artigo 14 da Lei nº 8.388/2008 – que instituiu o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) dos servidores efetivos da Casa. Ou seja, numa lei que tratava sobre o Sistema Tributário Estadual, os deputados, em conchavo com o Governo Flávio Dino, alteraram – às escondidas – um artigo do PCCV, sem qualquer participação do Sindsalem e longe dos olhos da sociedade.

                 Com a alteração, os servidores efetivos poderão, a partir de agora, receber gratificações pontuais, que visam, principalmente, enfraquecer a luta coletiva do funcionalismo. Para o Sindsalem, o objetivo da manobra é evidente. Primeiramente, visa “limpar a imagem” dos deputados, que concederam 34,5% de aumento a assessores [que já ganhavam R$ 16 mil], mas – em contrapartida – se recusaram a pagar a reposição inflacionária de 5% já acordada com os servidores estáveis e efetivos.

                  Em segundo lugar, possibilita ao Governo dar um afago aos aliados da Assembleia sem entrar em choque com os demais servidores públicos, visto que propala aos quatro cantos que não tem dinheiro para conceder reajustes.

                  Em terceiro lugar, pretende fazer um “racha” na categoria, pois a gratificação será concedida pontualmente, ou seja, somente para alguns servidores, enquanto os demais amargarão o arrocho salarial.

                  Vale ressaltar – por fim – que a medida tem como objetivo isolar o Sindicato e enfraquecer a luta por salários e condições dignas de trabalho para todos, uma vez que os servidores gratificados não poderão mais participar de greves e outras manifestações sob pena de perderem a vantagem pecuniária, enterrando, de vez, a esperança de novas conquistas para a categoria.

                     Diante do exposto, o Sindsalem repudia a atitude da Assembleia Legislativa e do Governo do Estado e informa já ter acionado sua assessoria jurídica para anular essa alteração fraudulenta, que afronta a transparência, a moralidade, o direito e, sobretudo, a inteligência e a dignidade dos servidores e de toda a população maranhense.

Fonte – SINDSALEM

 

Decisão da justiça obriga a Caema regularizar o fornecimento de água no município de Alto Parnaíba

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Pedido do MPMA foi acolhido pela Justiça

               Provocada por Ação Civil Pública do Ministério Público do Maranhão, a Justiça deferiu em 10 de outubro, pedido de tutela antecipada, determinando que a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (Caema) apresente, no prazo de 30 dias, projeto de obras para melhorar o fornecimento de água no município de Alto Parnaíba. A companhia também está obrigada a destinar a água potável, que há mais de 30 anos é desperdiçada no Brejo São José, para a população da cidade, no prazo de 45 dias. A ACP foi formulada, em 10 de agosto, pelo promotor de justiça Tiago Quintanilha Nogueira. Proferiu a decisão a juíza Nuza Maria Oliveira Lima. 

DESPERDÍCIO

               Na ação, o Ministério Público do Maranhão (MPMA) questionou o desperdício de água potável derramada há mais de 30 anos pela Caema no Brejo São José. “E isso por um cano do sistema de abastecimento desta cidade, de responsabilidade da Caema, enquanto rotineiramente falta água para boa parte da população”, relatou o promotor de justiça, na ação.

               A investigação foi iniciada em fevereiro deste ano, com a instauração de Inquérito Civil Público. À época, quase todos os bairros de Alto Parnaíba ficaram sem água. Questionada pela Promotoria de Justiça de Alto Parnaíba, a Caema reconheceu o problema, confirmando que uma das interrupções ocorrera do dia 1º ao dia 7 de fevereiro de 2016.

               Em uma outra ACP ajuizada pelo MPMA, a Caema já havia sido condenada a regularizar o fornecimento de água no município. “A ré nunca respeitou essa ordem judicial e não tem o menor interesse em resolver os problemas de fornecimento de água em Alto Parnaíba”, afirmou Tiago Quintanilha Nogueira. O município de Alto Parnaíba fica localizado a 986 km de São Luís.

Fonte: CCOM-MPMA 

Operação da Policia Federal desarticula quadrilha com ex-governadores do Tocantins e chega ao Maranhão

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A Polícia Federal é a instituição brasileira que detém maior confiabilidade da população.

  A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União, deflagrou nesta quinta-feira (13/10) a Operação ÁPIA com o objetivo de desarticular organização criminosa que atuou no Estado do Tocantins fraudando licitações públicas e execução de contratos administrativos celebrados para a terraplanagem e pavimentação asfáltica em diversas rodovias estaduais.

                 Participam da operação cerca de 350 policiais federais. Ao todo estão sendo cumpridos 113 mandados judiciais expedidos pela Justiça Federal sendo, 19 mandados de prisão temporária, 48 de condução coercitiva e 46 de busca e apreensão nas cidades de Araguaína, Gurupi, Goiatins, Formoso do Araguaia, Riachinho e Palmas, no Tocantins. Em Goiás, nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia e Anápolis. No Maranhão, em São Luís, Governador Nunes Freire e Caxias. Também estão sendo cumpridos mandados em Belo Horizonte/MG, São Paulo/SP, Brasília/DF e Cocalinho/MT.

               A investigação apontou um esquema de direcionamento de concorrências envolvendo órgãos públicos de infraestrutura e agentes públicos do Estado, nos anos de 2013/2014. Essas obras foram custeadas por recursos públicos adquiridos pelo Estado, por meio de empréstimos bancários internacionais e com recursos do BNDES, tendo o Banco do Brasil como agente intermediário dos financiamentos no valor total de cerca de R$1,2 bilhão de reais. Os recursos adquiridos tiveram a União como garantidora da dívida.

             O foco da investigação são as obras nas rodovias licitadas e fiscalizadas pela secretaria de infraestrutura, que correspondem a 70% do valor total dos empréstimos contraídos.

            Chamou a atenção dos investigadores o fato de que, em um dos contratos, uma empreiteira pediu complemento para realização da obra de mais de 1.500 caminhões carregados de brita. Se enfileirados, esses veículos cobririam uma distância de 27 km, ultrapassando a extensão da própria rodovia. Em outra situação, a perícia demonstrou que para a realização de determinadas obras, nos termos do contrato celebrado, seria necessário o emprego de mão de obra 24 horas por dia, ininterruptamente, o que, além de mais oneroso, seria inviável do ponto de vista prático.

            Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos gire em torno de 25% dos valores das obras contratadas, o que representa aproximadamente R$ 200 milhões de reais.

Os investigados responderão pelos crimes de formação de cartel, desvio de finalidade dos empréstimos bancários adquiridos, além de peculato, fraudes à licitação, fraude na execução de contrato administrativo e associação criminosa. Somadas as penas podem ultrapassar 30 anos. O nome da operação se refere à Via Ápia, uma das principais estradas da antiga Roma.

Fonte – Ascom – Policia Federal

Francisco denuncia os riscos de “uma religião da maquiagem” e convida para percorrer “o caminho da humildade”

           

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Papa Francisco sempre semeando o amor e a paz ao Povo de Deus

Jesus nos pede para fazermos o bem com humildade, fugindo do aparecer ou do fingir que se faz algo, disse o Papa Francisco em sua homilia na missa matutina celebrada na Capela da Casa Santa Marta, na memória litúrgica do Papa São João XXIII.

A reportagem é e publicada por Religión Digital

O pontífice chamou a atenção para o perigo de uma “religião da maquiagem” reafirmando que o caminho do Senhor é o da humildade.

A liberdade cristã vem de Jesus e “não das nossas obras”. O Santo Padre desenvolveu sua homilia nesta terça-feira, 11, a partir da Carta de São Paulo aos Gálatas para então refletir sobre o Evangelho do dia, em que Jesus repreende um fariseu que só dava atenção às aparências e não à essência da fé.

Jesus pede que aceitemos a justiça que vem de Deus

           Ao doutor da lei que criticou Jesus porque não havia feito o rito de purificação antes do almoço – recordou o Papa –, a resposta do Senhor é clara. “‘Vocês fariseus limpam o externo do copo e do prato, mas por dentro estão cheios de avidez e de maldade’. Jesus repete isso muitas vezes no Evangelho a esta gente: ‘vocês são maus por dentro, não são justos, não são livres. Vocês são escravos porque não aceitaram a justiça que vem de Deus, a justiça que Jesus nos deu’”.

Em outra passagem do Evangelho – prosseguiu dizendo o Papa Francisco –, Jesus pede que se reze sem que se seja visto, sem aparecer. Alguns, destacou, eram “caras de pau, não tinham vergonha”: rezavam e davam esmolas para que fossem admirados. O Senhor, ao contrário, indica a estrada da humildade.

Não à “religião da maquiagem”: rejeitar as aparências

           Francisco enfatizou que “o que importa é a liberdade que deu a redenção, que deu o amor, que deu a recriação do Pai”. “Aquela liberdade interna, aquela liberdade de se fazer o bem escondido, sem tocar os trompetes, porque a estrada da verdadeira religião é a mesma de Jesus: a humildade, a humilhação. E Jesus, diz Paulo aos filipenses, humilhou-se a si mesmo, esvaziou-se a si mesmo. É a única estrada para arrancar de nós o egoísmo, a cobiça, a soberba, a vaidade, o mundanismo. Ao contrário, esta gente que Jesus repreende é gente que segue a religião da maquiagem: a aparência, o aparecer, fingir parecer, mas por dentro… Jesus usa para esta gente uma imagem muito forte: ‘Vocês são túmulos reluzentes, bonitos por fora, mas por dentro são cheios de ossos de mortos e podridão’”.

“Peçamos ao Senhor que nos ajude a rejeitar a religião do aparecer”

          “Jesus” acrescentou o Bispo de Roma, “nos chama, nos convida para fazermos o bem com humildade”. “Você pode fazer todo o bem que quiser, mas se não o fizer humildemente, como nos ensina Jesus, este bem não serve, porque é um bem que nasce de você mesmo, de sua segurança, e não da redenção que Jesus nos deu”. A redenção – acrescentou o Papa – “vem pelo caminho da humildade e das humilhações, porque jamais se chega à humildade sem as humilhações. E vermos Jesus humilhado na cruz”.

“Peçamos ao Senhor que não nos cansemos de caminhar por esta estrada, de não nos cansarmos de rejeitar esta religião da aparência, do parecer, do fingir ser… E caminhar silenciosamente fazendo o bem gratuitamente como nós gratuitamente, recebemos a nossa liberdade interior. E que Ele proteja esta liberdade interior de todos nós. Peçamos esta graça”.

Fonte – IHUSINOS

 

CNJ pune juíza que manteve menina em cela com 30 homens

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A juíza Clarice Maria de Andrade foi punida com o afastamento por dois anos das suas funções

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu nesta quarta-feira (12/10) afastar de suas funções a juíza Clarice Maria de Andrade, apontada como responsável por manter uma jovem de 15 anos presa por 26 dias numa cela com cerca de 30 homens na delegacia de polícia de Abaetetuba (PA), em 2007.

            Por maioria, o plenário seguiu o voto do conselheiro Arnaldo Hossepian, relator do processo no CNJ. Apesar de ficar proibida de trabalhar, Andrade receberá salário proporcional ao tempo de serviço e, após dois de cumprimento da pena, pode ser convocada a atuar novamente como magistrada.

             A juíza chegou a ser julgada pelo caso em 2010, quando o CNJ decidiu por sua aposentadoria compulsória. Dois anos depois, o Supremo Tribunal Federal (STF) pediu que o caso fosse revisto alegando que não havia provas de que Andrade sabia da circunstância em que foi cumprida a prisão.

             De acordo com os autos, a magistrada recebeu uma notificação da polícia local no dia 7 de novembro de 2007 que solicitava “em caráter de urgência” a transferência da menina, detida por furto, uma vez que ela corria “risco de sofrer todo e qualquer tipo de violência por parte dos demais”.

             Segundo as investigações, apesar da gravidade do caso, Andrade levou 13 dias para encaminhar o pedido de transferência à Corregedoria de Justiça do Pará. Nesse meio tempo, segundo a denúncia do Conselho Tutelar da cidade na época, a jovem foi vítima de violência física e sexual dentro da cela.

             Em defesa, a juíza alegou ter delegado a outro funcionário a tarefa de comunicar a Corregedoria, o que teria acontecido no mesmo dia em que recebeu a notificação policial. O argumento, porém, foi desmentido pelo servidor em questão e por outros funcionários da delegacia.

             Ainda que a versão da juíza fosse comprovada, Hossepian, relator do processo, afirmou que seria inadmissível a delegação da tarefa a um subordinado diante de tal situação de prisão. “É evidente, portanto, a falta de compromisso da magistrada com suas obrigações funcionais”, declarou.

Fonte – CNJ

Policia Federal desarticula organização criminosa de tráfico de cocaína no Maranhão

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A Polícia Federal deflagrou hoje (11/10), nas cidades de São Luis/MA, Vitorino Freire/MA, Pinheiro/MA, Vitória do Mearim/MA, Santa Inês/MA, Olho d’Água das Cunhãs/MA, Castanhal/PA, a Operação Thunderbolt, com objetivo desarticular associação criminosa especializada no tráfico transnacional de cocaína oriunda da Colômbia e Peru, tendo como destino um grupo de traficantes atuantes no Maranhão.

Cerca de 68 policiais federais estão cumprindo 16 mandados de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 10 mandados de busca e apreensão. Além disso, o Juízo da Vara Federal da Subseção Judiciária de Bacabal/MA também determinou o sequestro de bens e bloqueio de valores dos investigados. Ainda está sendo cumprido mandado de prisão preventiva contra um traficante colombiano, cujo nome foi incluído na difusão vermelha da Interpol.

A investigação, que teve início há cerca de dois anos, identificou três núcleos de uma estruturada organização criminosa de traficantes especializados na venda de cocaína, principalmente na capital maranhense e nas macrorregiões de Bacabal/MA e Santa Inês/MA.

Um dos núcleos da organização adquiria a droga produzida na Bolívia e a transportava até o território maranhense por aeronaves e/ou veículos terrestres. Outros dois núcleos, chefiados por traficantes atuantes em Bacabal/MA e São Luís/MA, recebiam a cocaína de um traficante colombiano, residente em Letícia, na Colômbia. O entorpecente era transportado, por via fluvial, até cidades ribeirinhas do Pará, de onde era levado de carro ao Maranhão.

O acompanhamento dos alvos pela Polícia Federal, durante o período da investigação, possibilitou a apreensão de cerca de 200 kg de cocaína e a prisão em flagrante de oito envolvidos, além da apreensão de veículos de luxo e valores em espécie.

Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão

Ministério Público define em reunião com promotores de justiça ações de fiscalização efetiva no SUS

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Com o objetivo de discutir a atuação funcional, ações e serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), foi realizada nesta segunda-feira, às 9h, na sede da Procuradoria Geral de Justiça, em São Luís, uma reunião de trabalho com promotores de justiça com atribuição na defesa da saúde na Macrorregião de São Luís.

O encontro foi aberto pelo procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga Martins Coelho, que destacou o propósito de atuar de forma coordenada por região a fim de direcionar esforços institucionais, planejando as ações e garantindo resultados eficazes na saúde. “Nosso desafio é grande, pois o Maranhão detém os piores indicadores sociais do país, o que enseja maior esforço institucional para garantir a transformação social no âmbito em saúde”, avaliou.

Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAOp) de Defesa da Saúde, Herberth Costa Figueiredo, a reunião é uma oportunidade ímpar para dirimir as dúvidas e debater os problemas comuns e também específicos da área e traçar alternativas de atuação ministerial. “O planejamento do Ministério Público prevê avaliação e correção anual das atividades”.

Na reunião, foram tratados os instrumentos operacionais para efetivar ações, por meio do Contrato Organizativo de Ações Públicas (Coap), Termos de Ajustamento Sanitário, Termos de Ajustamento de Conduta, Ações Civis Públicas, Ações de Interdição, Programação Geral de Ações e Serviços de Saúde (PGASS), Programa Anual de Saúde e Relação Nacional de Ações e Serviços de Saúde.

Além de representantes da Secretaria Municipal de Saúde de São Luís, a reunião contou com promotores de justiça e representantes das comarcas de Anajatuba, São José de Ribamar, Raposa, Rosário, Santa Rita, Morros, Icatu, Magalhães de Almeida, Urbano Santos, Santa Quitéria e Itapecuru-Mirim.

Fonte: CCOM-MPMA 

“O agir pastoral que integra e não marginaliza”

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O título é de um artigo do padre Geraldo Martins Dias, presbítero da Arquidiocese de Mariana, coordenador arquidiocesano de pastoral e pároco da paróquia Nossa Senhora da Glória, em Passagem de Mariana – Minas Gerais e publicado pela Revista Vida Pastoral, de novembro e dezembro. Para quem não a conhece, embora tenha mais de meio século de publicação pela editora Paulus é destinada para sacerdotes e agentes de pastoral.

O padre Geraldo Dias oferece uma importante contribuição sobre a Exortação Apostólica Pós-Sinodal do papa Francisco, Amoris Laetitia ( A Alegria do Amor), depois do Sínodo da Familia, com o objetivo de ajudar agentes de pastoral a ter uma visão geral da Exortação e apontar algumas chaves de leitura na perspectiva vivencial e pastoral. O artigo é bastante contextualizado e com analises sobre as pessoas aceitarem a si mesmo, saber conviver com as próprias limitações e inclusive perdoar-se, para poder ter essa mesma atitude com os outros, além de outras citações do papa Francisco.

Retirei do artigo o seguinte trecho: A lógica da integração é a chave do seu acompanhamento pastoral, para saberem que não só pertencem ao Corpo de Cristo, que é a Igreja, mas podem também ter disso mesmo uma experiência feliz e fecunda. São batizados, são irmãos e irmãs, o Espírito Santo derrama neles dons e carismas para o bem de todos. A sua participação pode exprimir-se em diversos serviços eclesiais, sendo necessário,  por isso discernir quais das diferentes formas de exclusão atualmente praticadas em âmbito litúrgico, pastoral, educativo e institucional possam ser superadas. Não só não devem sentir-se excomungados, mas podem viver maturar como membros vivos da Igreja, sentindo-a como uma mãe que sempre os acolhe, cuida afetuosamente deles e encoraja-os no caminho da vida e do Evangelho.

Em outro trecho do excelente artigo, o padre Geraldo Dias, dá um destaque a misericórdia relatando: Em consonância com esse tema geral da misericórdia e caridade, o papa Francisco relata que a eucaristia “não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos”. O papa não chega a expressar uma permissão geral da admissão à comunhão das pessoas divorciadas e recasadas sem anulação, mas está claro que ele deixa a admissão aberta em casos de discernimento. Não abre automaticamente a porta para a mudança, mas certamente nos informa onde está a chave da porta, a saber, como já explicamos, sob o capacho do discernimento pastoral orientado e da decisão de uma consciência informada.

O que deve prevalecer, portanto é a misericórdia, e isso vai exigir da Igreja verdadeira conversão, uma vez que temos dificuldade, na pastoral, de dar lugar “ao amor incondicional de Deus”. “Pomos tantas condições à misericórdia, que a esvaziamos de sentido concreto e real significado, e esta é a pior maneira de frustrar o Evangelho.”

Quatro Propostas de Emenda Constitucional em tramitação no Senado extinguem a reeleição para o Executivo

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O Senado retomará a discussão e votação de temas da reforma política ainda neste ano, como uma de suas pautas prioritárias. Entre os temas recorrentes, está o fim da reeleição para cargos do Executivo. Na quinta-feira (7) uma nova PEC foi apresentada sobre o assunto.

O senador Romero Jucá entregou na quinta a PEC 48/2016. Ela se soma a dois textos que já tramitam no Senado desde o ano passado: a PEC 19/2015, do senador Telmário Mota (PDT-RR), e a PEC 4/2015, do senador Reguffe (sem partido-DF). Eles são idênticos no conteúdo: retiram da Constituição a possibilidade de o presidente da República, os governadores e os prefeitos serem eleitos para o mesmo cargo na eleição seguinte ao fim de seus mandatos.

Jucá acredita que já existe no país “um grande consenso” em favor dessa alteração. Para ele, os pleitos realizados nos 20 anos desde que a reeleição foi estabelecida demonstram que esse instrumento tem causa distorções no processo democrático.

“O instituto compromete a moralidade pública, a probidade da administração, a igualdade nas eleições e o combate ao abuso do poder econômico e de autoridade, além de impedir a renovação dos quadros políticos”, enumera ele, em sua justificativa para o projeto.

Já Reguffe argumenta que os candidatos que concorrem buscando a reeleição já obtêm de largada, uma vantagem na disputa – o que o senador chama de “disparidade de armas”.

“É notória a vantagem e a exposição de quem detém o controle da máquina administrativa durante o pleito eleitoral, seja por meio da nomeação de milhares de pessoas para cargos em comissão, seja pela inauguração de obras públicas, implementação e aumento de programas governamentais, seja pelo uso intensivo dos bens públicos em favor próprio, inclusive para a perseguição de adversários”, argumenta.

Por sua vez, Telmário Mota observa que normas paralelas tentam contornar esses problemas, mas sem sucesso.

“Apesar de a legislação ter tentado impor limites aos candidatos à reeleição, esses têm sido totalmente insuficientes e o instituto da reeleição tem gerado distorções e vícios no sistema eleitoral”, afirma em sua justificativa para a PEC.

Caso o fim da reeleição seja aprovado, na forma de alguma dessas propostas, isso pode ser apenas um primeiro passo. Romero Jucá propõe que o Congresso vá além e proíba até mesmo a reeleição para mandatos não-consecutivos – ou seja, um político não poderia, pelo resto da vida, voltar a ocupar um cargo no Executivo que já tenha exercido. O senador que é necessária uma “radicalização” no futuro, para evitar o “continuísmo”. No entanto, ele não propõe isso em sua PEC atual.

As três PECs estão na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), ainda à espera de relatores. Uma quarta proposta na CCJ (PEC 35/2014), do senador licenciado Walter Pinheiro (sem partido-BA), também trata do fim da reeleição, mas abrange também outros temas eleitorais.

Para qualquer uma delas ser incorporada à Constituição, é necessário o voto favorável de 60% das composições do Senado e da Câmara, em dois turnos de votação em cada Casa.

Histórico

A Constituição de 1988 não previa originalmente a possibilidade de reeleição para os cargos de presidente, governador e prefeito. O instituto foi criado pela Emenda Constitucional 16, de 1997. A PEC que a originou foi proposta no segundo mês do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, que se beneficiaria da mudança para obter um segundo mandato em 1998.

Desde então, a reeleição tem sido prática comum no Poder Executivo. Os dois presidentes seguintes, Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, buscaram e conseguiram se manter no cargo. Dos 120 governadores que estiveram habilitados a concorrer à reeleição desde 1998, 95 tentaram – pouco mais de 79% deles. Desses, 61 tiveram êxito – uma taxa de sucesso de 64,2%. O mesmo se aplica a 84% dos prefeitos de capitais: entre 2000 e 2012, 43 de 51 postulantes ao “bis” foram reeleitos.

Agência Senado

Ministério Público Federal do Maranhão propõe ação de improbidade contra prefeito de Godofredo Viana

Foram constatadas irregularidades no pagamento e na prestação de serviços relativos a obras de educação no município

O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação por improbidade administrativa contra o prefeito do município Godofredo Viana (MA), Marcelo Jorge Torres, e a empresa Comal Construtora Maranhense Ltda por desvio de recursos federais destinados à educação. No total, o município recebeu mais de R$ 130 mil do Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação (FNDE) para construção de duas escolas e uma quadra escolar, obras que estão paradas e abandonadas.

Foram constatadas irregularidades nos pagamentos e comprovação de despesas. As obras estavam sob a responsabilidade das empresas Comal Construtora Maranhense Ltda, representada por Romualdo Oliveira de Araújo Júnior e Ivanessa Barroso Schalcher, e pela empresa JP Construções.

De acordo com a ação, a JP Construções recebeu indevidamente valor referente às obras de responsabilidade da Comal e não consta como credora dos pagamentos feitos pela prefeitura. “A JP Construções figura como mera empresa de fachada, contribuindo para o esquema encabeçado por Marcelo Jorge Torres de desviar as verbas públicas destinadas à educação em favor da Comal”, destacou o procurador Juraci Guimarães Júnior, autor da ação.

Na ação, o MPF/MA pede que o prefeito Marcelo Jorge Torres, a empresa Comal Construtora Maranhense Ltda e seus responsáveis, Romualdo Oliveira de Araújo Júnior e Ivanessa Barroso Schalcher, sejam condenados a ressarcir ao erário o valor de R$ 249.902,86 e às penas previstas pela Lei de Improbidade Administrativa, que inclui perda da função pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios.

O procurador da República Juraci Guimarães Júnior também requer o envio de cópia da investigação à Procuradoria Regional da República da 1ª Região (PRR1) para analisar a repercussão criminal, pois o prefeito de Godofredo Viana goza de foro privilegiado na ação penal.

Assessoria de Comunicação

Procuradoria da República no Maranhão