Não foi só a banana, mas uma infinidade de produtos que tiveram os seus preços elevados, com perspectiva de tomarem proporções mais sérias. Para um Estado, reconhecido como o maior importador de alimentos e que até o conhecido cheiro verde para abastecer a cidade de São Luís vem do interior do Ceará, imaginemos os demais produtos.
O Maranhão tem vivido a politica do engodo com informações e maquiagem que remetem a que está em curso uma revolução na agricultura familiar, com estimativas de produção bem acentuada de alimentos. Os dois principais fatores primordiais estão bem inalterados, como a assistência técnica massiva e as desapropriações e regularizações fundiárias para que efetivamente possamos ter uma agricultura familiar capaz de responder com uma produção que não fique apenas as famílias, povoados e no máximo chegue até a sede dos municípios.
Sinceramente, pensei, que quando criaram a Secretaria da Agricultura Familiar, havia compromisso de se fazer mudanças no meio rural e que finalmente a pequena agricultura teria vez. Um contrato de 15 milhões de reais com o INAGRO para prestar assistência assessoria a Secretaria da Agricultura Familiar, causou muitas desconfianças por algumas entidades do meio rural e até suspeitas de que outros interesses que estão por trás da pasta, não o da produção de alimentos.
