STF vai atropelar o legislativo para julgar e regular o Marco Civil da Internet e impor a censura no Brasil

O julgamento do Marco Civil da Internet será retomado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A sessão já está marcada para o dia 4 de junho. A análise da matéria havia sido suspensa em dezembro do ano passado, após pedido de vista do ministro André Mendonça. Recentemente, o ex-presidente Jair Bolsonaro soltou o verbo em suas redes sociais alertando para os riscos da “Farsa da Regulação das Redes no Brasil”:

“O Disfarce da Censura: A Farsa da Regulação das Redes no Brasil.

Jair Bolsonaro sempre alertou sobre os riscos crescentes de censura e do silenciamento da população sob pretextos democráticos. Hoje, o que era previsão virou realidade. O governo do PT avança de forma acelerada sobre a liberdade de expressão dos brasileiros, empurrando o país rumo a um modelo de controle autoritário da informação – tudo disfarçado sob o manto da ‘regulação das redes sociais’.

A justificativa é sempre a mesma: combater fake news, discurso de ódio, desinformação. Mas por trás dessa retórica existe algo muito mais grave – a tentativa de controlar a narrativa pública, calar vozes divergentes e estabelecer um monopólio estatal sobre a verdade. Projetos como o PL das Fake News (PL 2630) e ações judiciais que silenciam perfis, censuram conteúdos e intimidam comunicadores independentes não são defesa da democracia; são ataque direto a ela.

E o mais absurdo é que não há sequer necessidade de novas leis para lidar com abusos reais. O Código Penal já contempla os crimes de calúnia, injúria e difamação. Ou seja, quando há ofensa, já há meios legais para punir os responsáveis. A estrutura jurídica está posta. O que se busca com essa nova ‘regulação’ não é justiça – é controle. É censura, pura e simples.

Estamos vendo o Estado se posicionar como o único intérprete legítimo da realidade. É o governo decidindo o que você pode ou não dizer, ler, compartilhar. Isso é incompatível com qualquer democracia séria. A liberdade de expressão não é um privilégio concedido pelo Estado – é um direito inegociável do povo.

A verdade é clara: a tal regulação das redes é uma falácia. Um pretexto. Um instrumento de dominação política. Se permitirmos que isso avance, amanhã não será só a sua opinião que estará em risco- será o seu direito de pensar livremente.

O Brasil precisa reagir, dentro da lei, antes que seja tarde demais.”

Jornal da Cidade Online

IOF “Reborn”

                                                                                                      *Paulo Rabello de Castro

Devo à minha amiga Adriana Di Salvo, do Instituto Atlântico, a sacada do ano, quando assim se referiu à mais recente tentativa de tunga ao pagador de impostos brasileiro: “Paulo, esse é o IOF Reborn!” A exclamação não poderia ser mais inspirada e precisa. O boneco tributário criado na semana passada pela equipe de Fernando Haddad, com a concordância de Lula, revela até que ponto viramos um País desrespeitado por Brasília e seus ocupantes políticos. A tentativa de elevar a taxa do IOF sobre quase todas as operações de crédito, câmbio e seguros, com finalidade declaradamente arrecadatória, é um golpe baixo no estômago dos já agredidos contribuintes nacionais. Se mantida, a medida tem potencial de elevar o custo dos empréstimos e financiamentos entre 20 e 30%, dependendo da incidência nesse ou naquele segmento e de como se faça a conta do IOF majorado sobre o custo efetivo de uma operação de crédito. Se realmente a questão mais grave da economia brasileira é o absurdo custo financeiro e tributário, que recai sobre as atividades produtivas e de consumo, debilitando a capacidade de competição do País, por que diabos haveria o ministro da Fazenda, encarregado da orquestra da economia, desafinar a ponto de propor uma medida que, justamente, vem agravar os encargos financeiros por meio de mais um tributo da pior qualidade técnica?

Brasília, mais uma vez, pariu um “reborn”. Trata-se de uma medida que já nasce sem vida. Do lado jurídico, não demorou um minuto para os especialistas em direito constitucional apontarem a inviabilidade legal do Decreto. De fato, numa democracia não se pode manipular as regras tributárias sem antes combinar “com os índios”. Quer dizer, para alterar regras de arrecadação, o governo deve ir ao Congresso para obter aprovação da medida pretendida. Se o Congresso concordar, então se respeitará um prazo (em geral o exercício fiscal seguinte) para a nova regra vigorar. Numa verdadeira democracia, o cidadão não leva sustos nem sofre bullying dos inquilinos do poder. A Constituição protege o contribuinte de arbitrariedades. Aqui não foi esse o caso. O IOF Reborn nasceu da imaginação curta de assessores mal informados da Fazenda, que desconhecem o comando constitucional. O IOF – Imposto sobre Operações Financeiras- tem finalidade, estritamente, de regular fluxos monetários na economia e não pode servir para fazer caixa, ainda que sua incidência, quando positiva, até gere alguma receita fiscal. Em outras palavras, o IOF é um imposto feito para ser ZERO em condições normais dos mercados, sendo ativado apenas quando algum freio financeiro se torna imperativo em certas condições de mercado. Por isso, não depende, neste caso específico, de prévia aprovação parlamentar.

O IOF Reborn não poderá prosperar. É obrigação do Congresso brasileiro agir contra o famigerado Decreto, aliás já parcialmente revogado na primeira chiadeira dos bancos contra a medida, no âmbito cambial. Resta agora defender o lado dos pequenos, já que o tal IOF incide sobre créditos para pequenos negócios e sobre financiamentos em geral. Tudo indica que o governo terá que recuar. É um papelão que a Fazenda não precisaria praticar. O ministro alega, perdido no baile, que “por ora, a medida permanece, por falta de alternativas”. Mas há alternativas. Uma delas é parar de inventar e começar a fazer o dever de ministro da Fazenda: controlar e, se necessário (esse é o caso), revisar todo o orçamento ora em execução. Os gastos públicos exorbitam há muito tempo. Existe um suposto “arcabouço fiscal “destinado a pautar os limites do gasto público. É na despesa que reside o desafio de controle, e não no bolso do contribuinte onde o governo Lula gosta de ir buscar a solução para financiar sua inveterada gastança.

O recente episódio da funcionária apegada a um bebê reborn, que resolveu apelar à justiça trabalhista para reivindicar sua “licença maternidade”, negada pelos insensíveis patrões de uma mãe de boneca, dá uma dimensão do teatro do absurdo praticado hoje por Brasília sobre seus súditos. Brasília também reivindica que o País continue ninando e dando de comer às bonecas reborn criadas pelo Planalto. Todos sabemos que bonecas não falam porque nem vivas são. Mas as consequências do grave descolamento da realidade são, sim, um grave problema para um País que pretende voltar a se reencontrar com a porta da prosperidade.

*Paulo Rabello de Castro, formado em Economia e Direito, M.A. e Ph.D pela Universidade de Chicago, ex-Presidente do BNDES e do IBGE, fundador e sócio da RC Consultores.

 

A roubalheira no INSS vem de servidores com a venda de cadastros de aposentados e pensionistas

Por apenas R$ 150 é possível ter uma lista com 500 pessoas cadastradas no sistema do INSS com os seguintes dados: Nome completo, CPF, data de nascimento, endereço completo, nome da mãe, valor da aposentadoria, telefones, e-mails. As listas são vendidas para advogados e contemplam todos os estados brasileiros. Um pacote com até 10 mil nomes sai por R$ 450; um estado completo, por R$ 600.

A revelação foi feita pela CNN

O público-alvo é formado por advogados que usam dos dados para prospectar clientes. A origem dos dados, são dos arquivos do INSS, o que proporciona, a que a instituição de maneira criminosa coloque aposentados e pensionistas a mercê de bandidos e organizações, inclusive várias entidades sindicais que se transformaram em verdadeiros sindicatos de ladrões. O uso desses compilados de dados obtidos de forma ilegal é vetado pela OAB. A ação ainda fere a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impede o uso de informações pessoais sem o consentimento dos titulares dos dados.

Jornal da Cidade Online

Câmara dos Deputados aprova punição maior para quem provocar incêndio em floresta

A Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que aumenta as penas do crime de provocar incêndio em floresta e em outras formas de vegetação, proibindo o condenado de contratar com o poder público ou receber subsídios. O texto agora será enviado ao Senado. De autoria do deputado Gervásio Maia (PSB-PB), o Projeto de Lei 3.339/2024 foi aprovado nesta segunda-feira (2/5) na forma de um substitutivo do relator, deputado Patrus Ananias (PT-MG). A proibição prevista será por cinco anos após o trânsito em julgado da sentença penal condenatória e envolve ainda subvenções ou doações recebíveis da administração pública.

O texto aprovado também prevê novo agravante de todos os crimes tipificados na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998) relacionados à prática do delito que tenha dificultado a plena prestação de serviços públicos, a exemplo de queimadas cuja poluição impeça o trânsito em estradas ou o funcionamento de aeroportos.

Pena maior

A pena do crime de provocar incêndio em floresta e em outras formas de vegetação aumenta de reclusão de dois a quatros anos e multa para reclusão de três a seis anos e multa, além da proibição de contratar com o poder público. Se o crime for culposo, a pena de detenção de seis meses a um ano e multa aumenta para um a dois anos e multa. Outros agravantes são criados para esse crime, como o caso de ter sido praticado expondo a perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outro, o que permitirá o aumento da pena de um sexto a um terço.

Haverá ainda aumento da pena, de um terço à metade, se o crime for praticado:

— Expondo a perigo iminente e direto a população e a saúde pública em centros urbanos;

— Atingindo áreas de unidades de conservação ou áreas sujeitas, por ato do poder público, a regime especial de uso;

— Por duas ou mais pessoas;

— Com a finalidade de obter vantagem pecuniária para si ou para outro; e

— Expondo a perigo iminente e direto espécies que constem de lista oficial de espécies ameaçadas de extinção.

Neste último item, foi aprovado, por acordo das lideranças partidárias, um destaque do PL que retirou desse agravante a exposição a perigo iminente e direto de espécies raras. A queima controlada ou o seu uso tradicional e adaptativo disciplinados na Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (Lei 14.944/2024) não se incluem nesse tipo penal.

Crimes contra a flora

Em todos os crimes listados na lei que sejam contra a vegetação, o projeto propõe novos casos em que haverá aumento de um sexto a um terço da pena:

— Se o crime for cometido com impacto ambiental extrarregional ou nacional;

— Se o agente promove, financia, organiza ou dirige a atividade dos demais agentes para a prática criminosa;

— Se do crime resulta lesão corporal de natureza grave em outrem. Quando do ato resultar a morte de alguém, a pena será aumentada até o dobro.

Com informações da Agência Câmara.

 

Caos Fiscal e aumento do IOF: O Brasil à beira da falência

O Brasil vive um momento crítico. A escalada do déficit público e a dificuldade do governo em cumprir metas fiscais revelam não apenas uma crise de gestão, mas uma ausência completa de projeto econômico. Em maio de 2025, o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) escancarou a desordem fiscal e a tendência do governo Lula de adotar soluções emergenciais, penalizando diretamente a população e o setor produtivo.

A decisão de elevar o IOF, que incidiu sobre operações de crédito, câmbio e seguros, foi vendida como ajuste técnico. Na prática, representou um aumento de até 300% na carga tributária sobre algumas operações financeiras. Empresas de médio e grande porte passaram a recalcular investimentos, enquanto consumidores foram diretamente atingidos com encarecimento do crédito, parcelamentos e seguros.

A tentativa de justificar o aumento como necessário para conter o rombo fiscal foi duramente criticada por parlamentares e economistas. O senador Rogério Marinho classificou a medida como punitiva para o setor produtivo. Já Ciro Nogueira apontou impactos diretos sobre empresas que contratam crédito em larga escala, chamando o aumento de “tiro no pé” do crescimento econômico.

Mais grave do que a medida em si foi a forma como ela foi implementada. Sem diálogo com o Banco Central, sem discussão com o Congresso, e com recuo parcial após pressão pública, o episódio revelou a desorganização da equipe econômica. O próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad, admitiu a ausência de coordenação prévia com autoridades monetárias, gerando ainda mais insegurança entre investidores e analistas.

Essa desarticulação também se reflete na relação com o Congresso. O presidente da Câmara, Davi Alcolumbre, acusou o Executivo de atropelar prerrogativas do Legislativo ao editar decretos com impacto direto sobre a arrecadação, sem debate ou aprovação parlamentar. O embate entre os Poderes se intensifica, enquanto o país carece de soluções estruturais. Por trás das decisões fiscais está uma lógica populista: o governo amplia gastos, lança novos programas sociais com viés eleitoral e evita o enfrentamento de privilégios corporativos e ineficiências estatais. O resultado é um Estado inchado, ineficiente e cada vez mais dependente de aumento de impostos para sobreviver.

Enquanto isso, reformas fundamentais, como a administrativa e a tributária, seguem em compasso de espera. Em vez de cortar despesas, o governo prefere repassar a conta para empresas e consumidores. O aumento do IOF é a ponta do iceberg de uma política que prioriza o curto prazo em detrimento da estabilidade futura. Especialistas alertam que esse tipo de política econômica pode empurrar o Brasil para uma espiral semelhante à vivida por países como Argentina e Venezuela, onde o excesso de intervenção estatal e a má gestão fiscal comprometeram a sustentabilidade econômica. Um levantamento citado por O Globo mostrou que mais de 70% das menções ao aumento do IOF nas redes sociais foram negativas. O sentimento popular é de revolta, não apenas com o imposto, mas com a postura de um governo que parece alheio à realidade.

A crise fiscal brasileira não será resolvida com medidas paliativas nem com mais impostos. Exige responsabilidade, diálogo institucional e coragem para enfrentar reformas profundas. Enquanto o governo continuar optando por canetadas unilaterais e decisões de impacto imediato, o país seguirá refém de um ciclo vicioso de estagnação, desconfiança e desigualdade. O aumento do IOF não foi apenas um erro econômico. Foi um sintoma claro de uma condução irresponsável que, se mantida, nos levará inevitavelmente a um colapso de credibilidade, de crescimento e de confiança. O Brasil está à beira da falência.

Carlos Arouck

Policial Federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

 

Ministros do STF, reagem após Lula virar as costas para a defesa de Alexandre de Moraes

A CNN Brasil acaba de revelar, em artigo, que ministros do STF estão frustrados ante ao “descaso” do Governo Lula com a iminente reação dos EUA contra Alexandre de Moraes e aliados. De acordo com o artigo, “ministros aguardavam postura mais proativa contra ameaças de Trump”.

Leia na íntegra o texto da CNN:

“Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) relatam estar decepcionados com a conduta do Itamaraty diante das possíveis sanções do governo norte-americano contra autoridades brasileiras. Nos bastidores da Corte, a avaliação é de que o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já deveria ter se manifestado contra as ameaças do governo do presidente Donald Trump.

A diplomacia, no entanto, tem optado pela cautela neste primeiro momento. Auxiliares do chanceler dizem que qualquer iniciativa mais enfática seria precipitada, uma vez que ainda não há medidas concretas por parte dos Estados Unidos. Por outro lado, para o STF, a gravidade das declarações do secretário de Estado americano, Marco Rubio, que admitiu a hipótese de aplicar sanções ao ministro Alexandre de Moraes, já seria o suficiente para que o Itamaraty desse uma resposta pública.

Some-se a isso o anúncio de que os EUA vão restringir a entrada de estrangeiros que forem avaliados por Trump como “censores” de empresas ou cidadãos norte-americanos — uma crítica constantemente feita pelo governo e por congressistas americanos a Alexandre de Moraes. A insatisfação no Supremo cresceu ainda mais depois que Vieira desmarcou reuniões que teria na Corte para tratar do assunto.

Os ministros interpretaram o cancelamento como um “descaso” — ou, no mínimo, um sinal de que o caso não está recebendo a atenção devida.

Na semana passada, em audiência na Câmara dos Deputados, Vieira disse que o interesse nacional dita as relações do Brasil com outros países e que os EUA não podem aplicar a chamada Lei Magnitsky – ponto de partida para as sanções a Moraes – fora do seu território. Nas interlocuções entre o Itamaraty e o Supremo, o chanceler tem reforçado esse entendimento e garantido aos ministros que a situação está sob constante monitoramento.”

Jornal da Cidade Online

 

Rombo fiscal: 54% dos municípios brasileiros estão no vermelho com déficit de R$ 33 bilhões

De acordo com a Confederação Nacional de Municípios, o cenário em 2023 era preocupante, quando 51% dos municípios estavam no vermelho e com um déficit de R$ 17 bilhões. Como não houve controle, o rombo dobrou e tende a crescer muito mais. Um novo estudo divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que a situação fiscal das prefeituras atingiu o pior cenário da história. Dados parciais referente ao encerramento de exercício mostram que 54% dos entes estão no vermelho. O déficit chega a R$ 33 bilhões. 

De acordo com o levantamento, entre os fatores que contribuíram para esse quadro estão a crescente necessidade de pessoal para a prestação de serviços. Além disso, são apontados como motivos para o déficit as contratações de prestadores de serviços, despesas de custeio e com funcionalismo, locação de mão de obra e investimentos em obras e instalações. A entidade já considerava o cenário em 2023 preocupante, quando 51% dos municípios estavam no vermelho, com um déficit de R$ 17 bilhões. O novo estudo revela que, agora, a deterioração é mais generalizada, afetando os entes independentemente do porte populacional. Além disso, dos 26 estados, 19 também acumulam déficits primários referentes a 2024. 

Crise fiscal dos municípios: volume de despesas

O estudo da CNM também aponta que o volume de despesas tem aumentado frente às receitas. Confira a situação de déficit por porte do município: 

  • Pequeno porte: passou de R$ 0,4 bilhões para R$ 5,8 bilhões, 
  • Médio porte: passou de R$ 2,2 bilhões para R$ 8,4 bilhões, 
  • Grande porte: passou de R$ 12,7 bilhões para R$ 18,5 bilhões 

Mesmo que o levantamento revele que a situação atinge todos os portes de municípios, os casos mais graves estão nas localidades populosas, com 65% de déficit; e nos pequenos municípios, com 57% de déficit.

Aumento de despesas primárias

Ainda segundo a CNM, a partir dos dados que constam no Relatório Resumido de Execução Orçamentária de 2024, corrigidos pela inflação, pelo IPCA, a entidade tem chamado atenção para as consequências do aumento de despesas primárias, influenciado pelo custeio da máquina pública, no processo de deterioração das contas públicas. 

“O funcionalismo público da União e dos estados cresceu 2,4% e 10,2% maior, entre 2010 e 2022. E a folha de pagamento dos municípios aumentou 31%, para dar conta das políticas públicas; o número de funcionários passou de 5,8 milhões para 7,6 milhões”, destacou o presidente da Confederação, Paulo Ziulkoski.

Além disso, para a CNM, a Lei Complementar 173/2020 – de enfrentamento à Covid-19 – congelou as despesas de pessoal e vedou a admissão de pessoal até dezembro de 2021, exceto para reposições. “Ficou proibida a concessão de aumentos e reajustes salariais e medidas que levassem à despesa obrigatória acima do IPCA. Como resultado, o aumento da arrecadação no período superou o crescimento das despesas, gerando uma elevação substancial dos recursos em caixa”, pontuou a entidade. A confederação afirmou que, depois que lei deixou de vigorar, foi preciso “reaparelhar a máquina pública, contratar servidores e revisar os contratos e as estruturas salariais.” 

“Por conta disso, do primeiro para o segundo semestre de 2022, os municípios voltaram a se endividar e o acúmulo registrado em caixa recuou 63% em um ano, passando de R$ 112,5 bilhões para R$ 41,7 bilhões. Os municípios no vermelho explodiram de 8% para 34%”, informou a CNM.

BRASIL 61

Boninho volta com força a televisão: O SBT e a Disney terão realities com grandes inovações

O executivo e produtor de televisão, José Bonifácio de Oliveira, o Boninho, anunciou duas novas parcerias estratégicas após encerrar sua longa trajetória na TV Globo. Ele será o responsável pela produção de um novo reality show de confinamento no SBT, com estreia prevista para entre março e abril de 2025. O projeto será desenvolvido por meio de sua produtora, em colaboração com o empresário Júlio Casares, presidente do São Paulo Futebol Clube.

Além disso, Boninho firmou um acordo com a Disney para desenvolver realities voltados ao streaming, com previsão de estreia para 2026. Ele assumirá o papel de principal executivo do gênero na empresa multinacional, atuando como elo entre a plataforma e o SBT. O formato do “The Voice Brasil”, por exemplo, será exibido tanto na TV aberta quanto no catálogo do Disney+.

Essas movimentações marcam uma nova fase na carreira de Boninho e prometem trazer inovações ao cenário dos realities no Brasil, unindo forças entre a televisão tradicional e as plataformas digitais.

Fonte: O Republicano

Nota de Apoio ao SINSDETRAN e Repúdio a práticas antissindicais

                                                                                                      NOTA DE APOIO E REPÚDIO

O SINTSEP Maranhão vem a público manifestar irrestrito apoio ao SINSDETRAN – Sindicato dos Servidores do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão – diante das recentes e inaceitáveis tentativas de cerceamento à sua atuação sindical.

Repudiamos veementemente os atos antissindicais praticados por setores que buscam interferir na autonomia e na liberdade sindical, direitos garantidos constitucionalmente. É inadmissível que, em pleno Estado Democrático de Direito, ainda sejam empreendidas ações com o objetivo de fragilizar a legítima organização dos trabalhadores.

Rechaçamos também a tentativa de tomada do prédio do SINSDETRAN, que há mais de 45 anos serve como referência de luta e acolhimento aos servidores do Detran/MA.

Sobre o parecer emitido pelo Detran/MA, que alega a impossibilidade de arrecadação da contribuição sindical mensal em razão da ausência de registro sindical formal, destacamos que há farta jurisprudência e respaldo jurídico que garantem o direito à contribuição espontânea dos servidores a suas entidades representativas, independentemente de registro no Ministério do Trabalho, desde que haja autorização expressa dos filiados. O SINSDETRAN, portanto, atua legitimamente, com base na vontade soberana de seus associados.

O SINTSEP Maranhão reafirma sua solidariedade ao SINSDETRAN e alerta para os riscos de práticas que atentam contra os direitos sindicais e a livre organização dos trabalhadores. Seguiremos vigilantes e firmes na defesa da democracia, do respeito institucional e da valorização de cada entidade que representa com dignidade o funcionalismo público maranhense.

São Luís (MA), 30 de maio de 2025.

Diretoria Executiva do SINTSEP Maranhão

 

Desgraça em tempo real

O artigo “Desgraça em tempo real”, assinado por J.R. Guzzo e publicado no Estadão em 1º de junho de 2025, é uma radiografia brutal e precisa da tragédia institucional comandada diretamente do Palácio do Planalto. O Brasil é um país doente. E a infecção está instalada na cadeira da Presidência da República. Ele não é uma vítima da crise. É o principal vetor dela. A metáfora inicial é irônica e poderosa: o Brasil perdeu o relógio no quintal, mas insiste em procurar no jardim. Ou seja, o país está à deriva porque ninguém no poder quer admitir que o verdadeiro problema está no comando.

Transcrevemos o texto na íntegra:

“O Brasil de hoje está numa fase – e que fase, aliás – em que as coisas mais simples se tornam charadas sem solução. Sabe-se há muito tempo, por exemplo, que se o sujeito perdeu o relógio no quintal e está procurando no jardim, uma coisa é certa: ele não vai achar o relógio. Estamos desse jeito. O Brasil deu obviamente errado, mas ninguém procura as soluções no lugar certo. Fica impossível achar.

Falam, falam e falam, tipo moto perpétuo, mas como poderiam achar a solução se não conseguem identificar o problema? Os atuais atores da vida pública passam o tempo todo olhando para o chão do jardim, que certamente está precisando de um trato, mas é no quintal que está o problema. Ele se chama Lula. O Brasil está doente, e o foco da infecção é ter um curandeiro na Presidência da República.

Pense em alguma coisa errada que um governo possa fazer, qualquer uma: o governo Lula já fez. Não aceita que as facções do crime organizado sejam classificadas como terroristas: fica a favor do PCC e do Comando Vermelho. Tenta trapacear um desavergonhado aumento do IOF no Congresso. Implora ao STF, sordidamente, a imposição da censura nas redes sociais. Está fechado com ditadores, gangsters e criminosos de guerra mundo afora.

A lista não acaba mais. O Brasil tem, após 22 anos de governo Lula e o curto intervalo das duas gestões anteriores, os piores níveis de ensino público, crimes violentos e corrupção do mundo. Nunca se destruiu tanto a Amazônia. O programa oficial de perpetuação da miséria mantém 52 milhões de pessoas na esmola do Bolsa Família. O país é um triplo zero em competência tecnológica, produtividade e condição de competir na economia mundial.

Exatamente ao mesmo tempo, o Brasil tem como presidente da República um condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, que se orgulha de ser semianalfabeto e diz coisas assim, como acaba de fazer: ‘Deus deixou o Nordeste sem água por 179 anos porque sabia que eu ia ser presidente e trazer água para o povo’. Precisa dizer mais alguma coisa? Estamos, aí, em nível de Idi Amin. Se o problema não é esse, qual seria?

É evidente que os autores físicos do naufrágio brasileiro são os altos parasitas que ocupam o governo de uma ponta à outra, na roupa de ministros, burocratas-mor e escroques de todas as naturezas. Mas eles só fazem o mal porque Lula os colocou e os mantém onde estão. É muito simples: sem Lula não existiria o governo Lula e sem o governo Lula não haveria a desgraça em tempo real que está aí.

O Estado vai arrecadar este ano R$ 4 trilhões em impostos – e qual é a última notícia que Lula nos dá? Que é pouco, já gastou tudo e quer mais.”

Fonte: J R Guzzo – O ESTADÃO