Procurador Geral do Maranhão denuncia ‘atuação criminosa’ de assessores do ministro Flávio Dino

O Procurador Geral do Maranhão, Valdênio Caminha, denunciou ao STF e à PGR uma suposta atuação criminosa de dois assessores do ministro Flávio Dino. Segundo ele, Túlio Simões e Lucas Souza teriam invadido o sistema interno da Procuradoria Estadual para obter documentos usados numa ação que favorece o deputado estadual Othelino Neto, aliado de Flavio Dino com ações no STF contra o Governo do Maranhão.

A ação, movida pelo Solidariedade, acusa a gestão estadual de nepotismo e tenta afastar Caminha do cargo. O procurador, por sua vez, afirma que os documentos foram acessados ilegalmente com login institucional da PGE, sem autorização, num claro uso político da máquina pública. Os acusados negam qualquer irregularidade, dizem ter usado senhas próprias e que os documentos seriam públicos. No entanto, a denúncia aponta que os acessos ocorreram com login institucional da PGE, sem qualquer autorização formal, levantando sérias dúvidas sobre quebra de sigilo e violação institucional.

A denúncia traz à tona um possível escândalo de uso político de estruturas estatais e levanta uma pergunta incômoda: assessores de um ministro do STF podem acessar sistemas estaduais para intervir em disputas políticas locais? O caso promete gerar desdobramentos graves. E pode ser apenas a ponta de um iceberg.

Karina Michelin. Jornalista.

 

O Maranhão poderá ter canceladas, 108 obras na área da educação paralisadas e inacabadas, adverte o FNDE

O prazo para que estados e municípios respondam às diligências técnicas do Pacto Nacional pela Retomada de Obras na Educação Básica e Profissionalizante termina nesta segunda-feira (31).

O prazo para que estados e municípios respondam às diligências técnicas do Pacto Nacional pela Retomada de Obras na Educação Básica e Profissionalizante termina nesta segunda-feira (31). De acordo com o Ministério da Educação, 863 obras em todo o país ainda estão pendentes de resposta. A presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Fernanda Pacobahyba, afirma que a falta de regularização dos empreendimentos resultará no cancelamento do projeto. Segundo ela, o prazo foi prorrogado diversas vezes, mas agora a data é definitiva. 

Confira quantas obras por unidade da federação ainda não responderam às diligências técnicas iniciais:

  • AC – 5                AL -14         AM -27           AP – 12
  • BA – 96             CE – 60       DF – 1            ES – 3
  • GO – 63             MA – 108    MG – 38       MS – 3
  • MT – 24             PA – 104     PB – 15          PE – 60
  • PI – 51                PR -19          RJ – 19          RN – 17
  • RO – 4                 RR – 15        RS – 21          SC – 9
  • SE – 22               SP – 19        TO – 34

O intuito do pacto é contribuir para a retomada e conclusão de obras paralisadas em escolas de educação básica e profissionalizante. Até o fechamento desta reportagem, 1.849 empreendimentos foram aprovados. Desse total, 287 já foram concluídos. 

Confira a situação das obras

Inacabadas (1.537)   Em andamento (1.008   Paralisadas (694)
Concluídas (287)   Obras paralisadas (258)

O programa prevê um investimento total de R$ 4,1 bilhões. Os recursos serão utilizados na criação de mais de 552 mil vagas em tempo integral ou até 1,1 milhão de vagas em dois turnos nas redes públicas de ensino.

Fiscalização

O Tribunal de Contas da União (TCU) deu início ao trabalho de fiscalização sobre empreendimentos de municípios que aderiram ao Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Educação Básica e Profissionalizante (Pacto).

O TCU informou que o trabalho vai contar com a colaboração do Observatório Social do Brasil (OSB), instituição sem fins lucrativos que reúne mais de 3.500 voluntários em 17 estados brasileiros. A ideia é que os voluntários façam coleta de dados sobre contratos, projetos arquitetônicos, planilhas de preços, cronogramas físico financeiros e execução dos serviços, com o objetivo de garantir maior controle social sobre o uso dos recursos públicos.

O FNDE disponibiliza três painéis de monitoramento online com o intuito de dar maior transparência acerca do andamento das obras. Um deles é o Painel FNDE Power BI. Outro canal disponível é a Plataforma Antonieta de Barros. As informações também podem ser consultadas no Portal SIMEC. O Tribunal coloca à disposição do cidadão canais de atendimento pelo e-mail cacidadao@tcu.gov.br e pelo telefone 0800-644-2300.

BRASIL 61

Justiça condenou o plano Humana Saúde Nordeste por exigir laudo médico trimestral de terapia de autismo


A empresa Humana Saúde Nordeste também foi condenada a pagar danos morais coletivos de R$ 200 mil ao Fundo Estadual Direitos Difusos. A “Humana Saúde Nordeste” foi condenada na Justiça estadual a suspender a exigência de atualização de laudo médico a cada três meses, para a autorização das terapias, garantindo acesso irrestrito às terapias. A empresa também deverá pagar indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 200 mil ao Fundo Estadual de Direitos Difusos. A decisão do Douglas de Melo Martins (Vara de Interesses Difusos e Coletivos de São Luís) acolheu parte dos pedidos do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON/MA), que questionou a legalidade a exigência de laudos médicos trimestrais para autorizar terapias para Transtorno do Espectro Autista (TEA).

TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA)

Segundo denúncia dos pais de uma criança, a Clínica “Acolher”, que atende pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), comunicou sobre a imposição dessa nova norma, pelo plano Humana Saúde, para oferecer o atendimento. Essa norma exige que os usuários do plano apresentem documentos e realizem avaliações médicas periódicas a cada três meses para obter autorização das terapias especiais e manter a continuidade do tratamento multidisciplinar. Outra reclamação feita na Justiça foi que a Humana Saúde apresentava apenas três médicos neurologistas e nenhum neuropediatra.

RELAÇÃO DE CONSUMO

No caso em análise, o juiz entendeu que se trata de uma relação de consumo, uma vez que os planos de saúde prestam serviço médico-hospitalar mediante remuneração dos clientes, e estão sujeitos às normas do Código de Defesa do Consumidor Lei 8.078/90.

A decisão também foi fundamentada na Lei Estadual nº 11.465/2021, que estabeleceu a validade indeterminada do laudo médico que atesta o transtorno de autismo.

Além disso, a Resolução Normativa ANS nº 539/2022, também mencionada na decisão, garante a cobertura ilimitada para terapias essenciais no tratamento do autismo, como como fonoaudiologia, psicologia, terapia ocupacional e fisioterapia.

AUTISMO É DEFICIÊNCIA

Na sentença, o juiz declarou que quem possui autismo é considerado pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais, conforme a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (Lei nº 12.764/2012), e tem direito à atenção integral à saúde e atendimento multiprofissional.

“Dessa forma, ao impor a exigência de avaliações médicas com frequência para o acesso ao tratamento em questão, sem qualquer respaldo legal, a ré cria empecilhos desnecessários a pessoas vulneráveis, principalmente pelo fato de o autismo configurar uma neuro divergência permanente e incurável”, ressaltou Douglas Martins.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

 

CBF demite Dorival Júnior, e Seleção fica sem técnico a um ano da Copa

Treinador não resiste à goleada para a Argentina e deixa o cargo após 16 jogos. Dorival Júnior não é mais o técnico da Seleção Brasileira. O treinador foi demitido pelo presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, na tarde desta sexta-feira (28), após reunião realizada na sede da entidade. Além de Dorival, deixam a Seleção Brasileira os auxiliares Lucas Silvestre e Pedro Sotero, além do preparador físico Celso Resende. O coordenador de Seleções, Rodrigo Caetano, o auxiliar Juan e o gerente de Seleções, Cícero Souza, permanecem nos cargos.

Agora, Ednaldo Rodrigues corre atrás de um substituto para o treinador. E o foco é num profissional estrangeiro. Nomes como o do português Jorge Jesus, do italiano Carlo Ancelotti e do espanhol Pep Guardiola estão no radar. Com pouco apoio popular e a pouco mais de um ano do início da Copa do Mundo de 2026, Ednaldo sabe que não há mais nenhuma margem para erro e que precisa encontrar para a Seleção um treinador que seja quase consenso entre a torcida.

Oficializada nesta sexta-feira, a demissão de Dorival Júnior era dada como certa após a goleada por 4 a 1 para a Argentina, na terça-feira (25), em Buenos Aires. Um dia antes, ao ser reeleito presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues não cravou a permanência do treinador. E, em Buenos Aires, saiu às pressas do Monumental de Nuñez de semblante fechado e sem falar com a imprensa.

Queda de Dorival Júnior foi selada após goleada na Argentina

O trabalho de Dorival Júnior começou a ser questionado logo depois da Copa América do ano passado, disputada nos Estados Unidos. O treinador teve cerca de um mês de trabalho com o grupo de jogadores, mas não conseguiu dar padrão de jogo ao time. Na competição, foram três empates e uma vitória, com eliminação nas quartas de final nos pênaltis, para o Uruguai.

Na sequência, foram oito jogos pelas Eliminatórias, com uma única partida tranquila — a vitória por 4 a 0 sobre o Peru, pela 10ª rodada. Nos demais, três vitórias, dois empates e duas derrotas. A gota d’água foi a goleada por 4 a 1 diante da Argentina.

Nota oficial da CBF sobre a demissão

“A Confederação Brasileira de Futebol informa que o técnico Dorival Júnior não comanda mais a Seleção Brasileira. A direção agradece ao profissional e deseja sucesso na continuidade de sua carreira. A partir de agora, a CBF vai trabalhar em busca do substituto.”

UOL Notícias

Jornalista da Globo faz seríssimas “acusações” contra o STF

Militante de redação da Rede Globo, a jornalista Natuza Nery, sugere que se a Câmara avançar com a Anistia, deputados passarão a ser investigados pela PF, por ordem do ministro Flavio Dino.

“O custo político para o Centrão patrocinar o avanço da Anistia é enorme, porque compra uma briga direta com o Supremo. Imagine que a Anistia passe. Imagine uma decisão do ministro Flávio Dino: bom, estou decidindo aqui que vamos abrir tudo, Polícia Federal entra, Tribunal de Contas, me passa tudo aqui. Vai sobrar o que?”

Natuza Nery está sugerindo o seguinte:

1 – Há corrupção sistêmica nas emendas parlamentares.

2- Essa corrupção NÃO ESTARIA SENDO INVESTIGADA como deveria.

3- Se os parlamentares não votarem uma matéria – Anistia – de acordo com o desejo do investigador, no caso o Supremo, parlamentares passariam a ser investigados.

Numa só fala, ela está acusando o Supremo de prevaricação, e ainda por cima de atuação político-partidária, que é um motivo previsto em lei para impeachment de ministro. É uma acusação gravíssima. Deputados e senadores ficarão inertes diante dessa denúncia? O Supremo não se manifestará?

Leandro Ruschel Jornalista

 

Senador Hamilton Mourão acusa ministro Flavio Dino de preconceito e diz que ele mente contra militares

Ministro disse em sessão do STF que militares “gostam mais de armas do que de suas esposas.” Afirmação preconceituosa do ministro Flávio Dino, durante a sessão da primeira turma do STF que oficializou a decisão de tornar réus os acusados de suposto “golpe”, motivou protesto do senador e general da reserva Hamilton Mourão, ex-vice-presidente da República. Flavio Dino declarou que os militares “gostam mais de armas do que de suas esposas”. Mourão publicou texto em suas redes sociais afirmando que o ministro do STF “ofende, generaliza de maneira maldosa e demonstra claramente seu preconceito em relação aos homens e mulheres que integraram e integram as nossas Forças Armadas.”

“Na mesma direção” diz o senador, “ao afirmar que militares da ativa e na inatividade estão sempre armados, fala o que não pode provar, ou seja, mente e mostra desconhecer a realidade da categoria composta por cidadãos que antes de serem soldados são cidadãos.”

O senador Mourão também comentou a afirmação de Flavio Dino de que haveria “armas” nas manifestações do 8 de janeiro, como canos de PVC. “Seria mesmo um golpe de estado ou uma reunião de encanadores?”, pergunta o senador, com ironia.

“Lembro, ainda, que todas as pessoas que compareceram ao ato, sendo vários com suas famílias, foram revistados na rodoviária de Brasília”. disse ele em sua nota. “Por fim, ao falar o que falou, Dino se contradiz em sua própria afirmação de que ‘não julgamos pessoas, mas fatos e provas.’ Lamentavelmente, a sua retórica elegante, serena e bem formulada tecnicamente, é totalmente dissociada da sua conduta, comprometendo, em absoluto, a imparcialidade do processo”.

Para Hamilton Mourão, “o ministro Flavio Dino deveria se desculpar pelas palavras e visão inconsequentes proferidas, jamais recomendáveis para um integrante da maior Corte de Justiça do Brasil. O Ministro da Defesa deveria exigir dele, desculpas, em respeito as Forças Armadas” e o povo brasileiro, registrou o senador Mourão.

Jornal da Cidade Online

 

Jogador Daniel Alves é absolvido da acusação de estupro pela justiça da Espanha

O Tribunal Superior de Justiça da Catalunha anunciou nesta sexta-feira (28) a anulação da sentença que condenava Daniel Alves por estupro. O ex-jogador de futebol havia sido condenado a 4 anos e 6 meses de prisão e estava em liberdade condicional desde março do ano passado. Em decisão considerada surpreendente, o júri, formado por três mulheres e um homem, apontou “inconsistências” no depoimento da suposta vítima.

Acusado de ter abusado sexualmente de uma mulher em uma boate na Espanha em dezembro de 2022, Daniel Alves foi preso preventivamente em janeiro de 2023. Em março de 2024, a Justiça aceitou recurso da defesa e estabeleceu fiança de 1 milhão de euros. Ele pagou o valor na ocasião e foi liberado. Com a decisão, todas as medidas cautelares contra Daniel Alves foram revogadas. A sentença foi assinada pelas magistradas María Àngels Vivas (relatora), Roser Bach e María Jesús Manzano, além do magistrado Manuel Álvarez.

Diante da absolvição de Daniel Alves, os seus advogados começarão a articular ações judiciais na justiça espanhola, a reparação dos acentuados prejuízos, dentre os quais, uma fiança superior a um milhão de euros e outros pagamentos determinados pela justiça em favor da suposta vítima. A desmoralização pública, a perda de contratos de imagens e o impacto violento sobre a sua família, em que a esposa se separou dele e os filhos continuam sofrendo com a execração pública, devem ser algumas das ações judiciais que os advogados de Daniel Alves protocolarão na Justiça da Espanha.

Jornal da Cidade Online

Justiça condena CAEMA por venda de área do Parque Estadual do Bacanga e reparação dos danos ambientais

Denúncia partiu do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Maranhão. A CAEMA também deve reparar os danos ambientais causados nessa área alienada a particular. Sentença da Vara de Interesses Difusos e Coletivos declarou nula a matrícula de imóvel situado na área do Parque do Bacanga e alienado pela Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão (CAEMA), junto ao 2º Cartório de Registro de Imóveis de São Luís, contrariando a legislação ambiental e do parcelamento urbano.

A CAEMA foi condenada a deixar de ceder ou permitir o uso de áreas do Parque Estadual do Bacanga, e a reparar os danos ambientais causados nessa área, no prazo de um ano, seguindo um Projeto de Recuperação de Área Degradada (P.R.A.D). O Ministério Público (MP), autor da ação, tomou conhecimento de desmatamento em área de propriedade da CAEMA – inserida no Parque Estadual do Bacanga desde sua criação pelo Decreto Estadual nº 7.545/1980 -, por meio de denúncia do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Maranhão.

PENHORA DA ÁREA

O MP instaurou inquérito civil para apurar a denúncia, e concluiu que a CAEMA penhorou 40.000m² dos imóveis que possui dentro da área do Parque Estadual do Bacanga, para garantir o pagamento de dívida em execução fiscal realizada pelo Município de São Luís, sem o desmembramento da matrícula original. O desmembramento ocorreu somente por ordem judicial em 2007, após compra do imóvel em leilão por terceiro, em 2006, no valor de R$100 mil. O imóvel foi arrematado por R$2,50 o metro quadrado, com grave prejuízo para a CAEMA e de forma ilegal, porque não poderia ser vendido ou desmembrado, por integrar unidade de conservação integral.

Em contestação, a CAEMA alegou a falta de prova do dano ambiental e que, se houvesse, não estaria diretamente atrelado a sua conduta. E o Cartório do 2º Registro de Imóveis de São Luís condicionou o cancelamento da matrícula a decisão judicial transitada em julgado.

POLÍTICA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE

O juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca da Ilha de São Luís, fundamentou a sentença na Constituição Federal e outras normas, como a Lei nº 6.938/81 (Política Nacional do Meio Ambiente), que determina a criação de espaços territoriais especialmente protegidos pelo Poder Público Federal, Estadual e Municipal. De acordo com a decisão, a Lei nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza, regulamentou o artigo. 225, da Constituição Federal, e criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza – SNUC, estabelecendo o “Parque Estadual” como uma unidade de proteção integral, com o objetivo de preservar a natureza, como o Parque do Bacanga.

O juiz concluiu, ao final, que houve a devastação ambiental na área que integra a matrícula nº 32.400, registrada no 2º Cartório de Registro de Imóveis de São Luís, originada do desmembramento da matrícula nº 60 do mesmo cartório de Imóveis e que se refere a imóvel de propriedade da CAEMA, inserido no Parque Estadual do Bacanga.

“Dessa forma, pode-se concluir que a CAEMA dispôs de terras de posse e domínio público, inseridas no Parque Estadual do Bacanga e insuscetíveis de exploração econômica (…)”, declarou.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça

 

Pesquisa da Futura Inteligência, diz que Bolsonaro tem 51,1% intenções de votos contra 37,3% para Lula em 2026

Segundo levantamento da Futura Inteligência divulgado nesta quarta-feira (26), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) venceria o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual disputa de segundo turno na eleição presidencial de 2026. De acordo com a pesquisa, Bolsonaro tem hoje 51,1% das intenções de voto, enquanto Lula soma 37,3%. Apesar de estar atualmente inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro aparece como favorito na simulação realizada pela Futura. A sondagem mostra uma ampliação da vantagem do ex-presidente em relação à última pesquisa, feita em novembro de 2024, quando ele registrava 46% contra 41,1% de Lula.

O estudo entrevistou 1.000 pessoas por telefone entre os dias 19 e 22 de março. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.A pesquisa também revelou que 11% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou nenhum dos candidatos — número levemente superior ao de novembro do ano passado (10,5%). Já os que disseram não saber ou não quiseram responder somam 0,6%, uma queda expressiva em relação aos 2,4% anteriores. Esses dados reforçam um movimento de desgaste do atual governo e de fortalecimento da imagem de Bolsonaro junto ao eleitorado, mesmo fora da disputa oficial.

Jornal da Cidade Online

Senado aprova Projeto de Lei para monitoramento eletrônico de agressor de mulher

Proposta segue agora para sanção presidencial. O Plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (26) o Projeto de Lei que determina o uso obrigatório de dispositivo eletrônico para monitoramento de agressores durante a vigência das Medidas Protetivas de Urgência em casos de violência doméstica e familiar. O texto que foi apresentado na Câmara, pelo deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ), foi relatado no Senado pela senadora Leila do Vôlei (PDT-DF), líder da Bancada Feminina na Casa. A proposta estabelece que o dispositivo seja vinculado a um aparelho eletrônico que avisa a vítima em caso de aproximação do agressor, garantindo uma resposta rápida e mais eficaz das autoridades.

O texto também prevê que a vítima e a polícia sejam alertadas sobre uma aproximação indevida do agressor.

“Medida protetiva não pode ser só um pedaço de papel. É preciso garantir que ela realmente proteja quem está em risco. Com esse sistema de monitoramento e alerta, a vítima poderá ter a chance de procurar um local seguro e acionar as autoridades”, afirma Leila.

Projeto 5.427/2023 vai à sanção presidencial.

Diário do Poder