Começam as especulações sobre o novo secretariado do prefeito Edivaldo Holanda Júnior

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O prefeito Edivaldo Holanda Júnior ainda nem foi diplomado para o segundo mandato, começa a enfrentar cobranças de aliados políticos quanto a formação do seu novo secretariado. Atualmente são em torno de 27, mas diante das faturas que devem ser apresentadas, o dirigente municipal deve atender alguns, mas ele já teria garantido de que não irá aumentar e nem diminuir o número de pastas.

Algumas secretarias como a de Governo e Comunicação, devem merecer uma atenção especial do prefeito, inclusive pelo frágil desempenho delas e dos inúmeros problemas causados que tiveram repercussão negativa na sua campanha. As dificuldades, como o diálogo com políticos e falta de um trabalho sério para a construção da imagem da administração municipal e do prefeito, o que acabou sendo feito por ele durante a campanha, são problemas que não podem continuar existindo, teria dito o prefeito a políticos diante de inúmeras criticas.

               São inúmeros os secretários atuais que se movimentam intensamente para continuar nas suas pastas. As criticas contundentes sobre os trabalhos precários realizados pelas pastas da Saúde e da Educação, devem merecer uma decisão muito determinada pelo prefeito, se realmente tiver a intenção de fazer as coisas acontecerem nos dois setores mais criticados de toda a sua administração e que teriam contribuído decisivamente para a perda da sua popularidade e que dificultou bastante a sua reeleição.

               O prefeito Edivaldo Holanda Júnior tem ao seu lado dois fortes caciques. O deputado federal Wewerton Rocha e o governador Flavio Dino devem influenciar bastante no secretariado, levando-se em conta que o primeiro pretende ser senador e o segundo com certeza é candidato à reeleição e vão querer mudar totalmente a administração municipal sob pena de colherem frutos amargos.

Prefeita afastada Malrinete Gralhada de Bom Jardim tem 24 horas para devolver documentos subtraídos

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Malrinete Gralhada é acusada de ter se apropriado indevidamente de documentos da prefeitura de Bom Jardim. Ela corre o risco de ser presa.

Além de determinar o afastamento de Malrinete Matos do cargo de Prefeita de Bom Jardim, o Poder Judiciário determinou em decisão proferida nesta quinta-feira, dia 3, que a requerida devolva todos os documentos subtraídos e/ou ocultados indevidamente, especialmente os referentes a folhas de pagamentos e contratos licitatórios do Município de Bom Jardim. Esses documentos deverão ser entregues ao atual Prefeito mediante recibo, no prazo improrrogável de 24 (vinte e quatro) horas, sob pena de multa no importe de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por dia de descumprimento, nos termos do art. 537 do CPC, independente da configuração de crime de responsabilidade nos termos do inciso XIV, art. 1º, da Dec. Lei nº201/67 (Lei dos Prefeitos). A decisão e mandado tem a assinatura do juiz titular Raphael Leite Guedes.

        O Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça de Bom Jardim, protocolou Ação Civil Pública por ato de Improbidade Administrativa contra Malrinete dos Santos Matos, e outros réus, no dia 20 de outubro, atribuindo a eles a prática de contratações ilícitas, seja por dispensa indevida de licitação, seja por direcionamento de licitações, e que na data de 21 de outubro 2016 foi proferida decisão deferindo o pedido liminar de afastamento cautelar do cargo de Prefeita Municipal de Bom Jardim.

          Diz a decisão: “Afirma que conforme o Regimento Interno e a Lei Orgânica do Município, tomou posse no cargo de Prefeito de Bom Jardim o presidente da Câmara de Vereadores, o Sr. Manoel da Conceição Ferreira Filho. Aduz que, tão logo empossado, Manoel da Conceição compareceu à Promotoria de Justiça, em ata de 25 de outubro de 2016, e informou uma série de irregularidades encontradas pelo mesmo na sede da Prefeitura e nas Secretarias Municipais de Bom Jardim. Juntou aos autos declaração do Sr. Manoel da Conceição que afirmou, em sínteses, que inexistiam quaisquer documentos ou registros de folha de pagamento ou procedimentos licitatórios, bem como os servidores responsáveis não foram localizados ou se escusavam de prestar informações”.

         Ficou comprovado que a ex-prefeita procedeu à subtração e ocultação de documentos públicos, razão pela qual entende que ela deve ser responsabilizada por ato de improbidade administrativa, diante dos atos atentatórios contra os princípios da administração pública. Ressalta o MP que a conduta de Malrinete Matos teria sido dolosa, pois, ao ser afastada temporariamente do cargo de Prefeita, valendo-se da condição de Prefeita e de fiel depositária de todo acervo documental da Prefeitura, teria retirado dolosamente todos os documentos importantes da Prefeitura, em evidente intuito de prejudicar as investigações em curso no Ministério Público e procedimentos judiciais perante este Juízo.

      “O MP pontua que a requerida intenta criar obstáculos intransponíveis à administração do seu sucessor no cargo de Prefeito, manobra esta que afrontaria a decisão deste Juízo que determinou o afastamento da mesma e a posse do seu substituto legal”, ressalta o juiz na decisão. O Ministério Público requer ainda, a notificação da ré para apresentar manifestação escrita e, com ou sem manifestação, a ação seja recebida com a consequente citação da ré para, caso queira, contestar a ação.

       Ao fundamentar a decisão, escreveu o magistrado: “Assim, diante da verossimilhança do direito alegado, em especial, do direito a publicidade, e da obrigatoriedade de acesso a informação e aos documentos públicos, passa-se a análise do requisito do periculum in mora, consistente na possibilidade de destruição de documentos e no prolongamento indeterminado de ato atentatório aos princípios constitucionais previsto no art. 37 da C.R.F.B., entendo necessário o deferimento da tutela provisória de urgência no tocante a determinar obrigação de fazer consistente na devolução de todos os documentos subtraídos e ocultados indevidamente, especialmente os referentes a folhas de pagamentos e contratos licitatórios, que deverão ser entregues ao Atual Prefeito mediante recibo, no prazo de 24 horas”. O prazo é contado a partir da notificação da parte ré sobre a decisão/mandado.

        Por fim, decidiu: “Ante o exposto, concedo a liminar pleiteada, sustentado na Lei de Improbidade Administrativa, e com o fim de resguardar a instrução processual e a preservação e integridade do erário e obediência aos princípios constitucionais inerentes a Administração Pública, determino o imediato afastamento da requerida Malrinete Matos do exercício do cargo de Prefeita Municipal de Bom Jardim/MA até o fim de seu mandato (31/12/2016), inclusive, em razão da subtração de documentos públicos e tentativas de interferências indevidas praticadas pela ex-gestora na atual gestão municipal, conforme narrado nesta decisão”.

         E segue: “Determino, ainda, que a requerida proceda a devolução de todos os documentos subtraídos e/ou ocultados indevidamente, especialmente os referentes a folhas de pagamentos e contratos licitatórios do Município de Bom Jardim/MA, que deverão ser entregues ao Atual Prefeito mediante recibo, no prazo improrrogável de 24 (vinte e quatro) horas, sob pena de multa no importe de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por dia de descumprimento, nos termos do art. 537 do CPC, independente da configuração de crime de responsabilidade nos termos do inciso XIV, art. 1º, da Dec. Lei nº201/67 (Lei dos Prefeitos). O magistrado expicou que a ré já havia sido afastada supostos desvios de dinheiro publico e fraude em licitacoes.

         “Considerando os fortes indícios da prática de atos penais ilícitos pela gestora afastada provisoriamente, conforme narrado nos autos e demais provas colacionadas, remeta-se cópia integral dos autos ao procurador-geral de Justiça para analisar possível prática delitiva pela Prefeita Municipal afastada, adotando-se as providências que entender cabíveis”, finaliza a decisão, em anexo, no item Arquivo Publicado.

Assessoria de Comunicação
Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão

 

Ministério Público denuncia ex-deputados federais envolvidos na farra das passagens. Na relação estão 12 do Maranhão

Em 52 denúncias apresentadas na última sexta, procurador acusa 443 ex-parlamentares de se apropriarem indevidamente de recursos públicos para fins particulares. Conclusão chega à Justiça sete anos após caso ser revelado pelo Congresso em Foco
Mais de sete anos após o Congresso em Foco revelar que parlamentares utilizavam indevidamente a cota de passagens aéreas da Câmara e do Senado para fins particulares, a Procuradoria da República na 1ª Região denunciou, na última sexta-feira (28), 443 ex-deputados por uso indevido de dinheiro público. O crime atribuído a eles é de peculato, cuja pena varia de dois a 12 anos de prisão em caso de condenação. O caso ficou conhecido, em 2009, como a farra das passagens.
Entre os ex-parlamentares denunciados, há representantes dos principais partidos políticos do país e figuras de expressão nacional, como o atual secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do governo Michel Temer, Moreira Franco, o prefeito reeleito de Salvador, ACM Neto (DEM), o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência da República. Os ex-deputados Antonio Palocci (PT) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presos em razão das investigações da Operação Lava Jato, também são alvos da Procuradoria.
Aparecem na lista os seguintes ex-deputados federais do Maranhão: Albérico Ferreira Filho, Gastão Vieira, Nice Lobão, Carlos Orleans Brandão Junior, Remi Trinta, Clovis Fecury, Sétimo Waquim, Sebastião Madeira, Pedro Novais, Antonio Costa Ferreira, Domingos Dutra e Julião Amin. Deixam de aparecer na lista, alguns parlamentares que estão em pleno exercício dos seus mandatos.
Fonte – Congresso em Foco

 

Brasil lidera ranking mundial em volume de arrecadação para governo com repatriação

       O senador Renan Calheiros pretende propor lei para reabrir o programa de repatriação de ativos, que se encerrou na última segunda-feira, 31. O RERCT garantiu a entrada de R$ 50,9 bi nos cofres públicos, com a regularização de recursos que totalizam R$ 169,9 bi.

       A proposta do presidente do Senado deve ser apresentada na próxima terça-feira (08), e embora o projeto inicialmente apenas reabra o prazo do programa, não se descartam outras alterações. A expectativa é que o governo arrecade outros R$ 50 bi com a nova etapa.

         Apesar das críticas à norma e a expectativa em relação a uma nova fase, não há como negar, em comparação com outros países, que o programa foi exitoso no Brasil. Vale destacar, em vários países o prazo para adesão ao programa foi aumentado ou reaberto em busca de nova arrecadação para solucionar a crise econômica.

País Status do Programa Arrecadação
África do Sul Em andamento. Término em junho/2017
Argentina Terminou dia 30 a 1ª etapa

Faltam 2 fases: 31/12/16 e 30/3/17

US$ 4,6 bi
Brasil Terminou em 31/10/16 R$ 50,9 bi
Canadá Até 2018
Chile US$ 1,5 bi
Colômbia Até 2018
Espanha €1,193 bi
EUA Desde 2009 US$ 8 bi
França Até 2017 Menos de R$ 2 bi
Índia Até 2017
Itália Scudo Fiscale (2009) Voluntary Disclosure (2014/15)

Reabre em 2017

2009 – R$ 23 bi

2015 – R$ 16 bi

México Terminou em 30/6/16 $ 92 mi de pesos
Portugal € 200 mi
UK Até 2018

        O secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, declarou que o programa atingiu seus objetivos. “Se compararmos com os programas de outros países, veremos como foi bem-sucedido: os Estados Unidos, por exemplo, arrecadaram US$ 8 bi.”

        O sucesso só foi possível porque, apesar de problemas e dúvidas pontuais em relação à lei, seu cerne era, de fato, bem feito – obra do ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy e do professor da Faculdade de Direito da USP Heleno Torres.

       Dado importante em relação à repatriação que se encerrou dia 31 é a fonte dos recursos que foram declarados. São elas:

País %
EUA 52
Ilhas Cayman 23
Reino Unido 5,7
Bahamas 3,9
Suíça 3,4

Na Suíça, esse percentual equivale a US$ 1,5 bi (cerca de R$ 4,7 bi). Ressalta-se que os recursos neste país são, em sua maioria, de origem ilícita, eis que as regras são bem menos rígidas, o que comprova que o programa brasileiro conseguiu cumprir o objetivo de garantir a repatriação dos recursos lícitos.

Em uma possível nova fase como quer Renan Calheiros, permitindo-se a adesão ao programa de cidadãos até então proibidos – como parentes de agentes públicos -, não é de espantar uma eventual alteração no quadro da origem dos recursos, com aumento significativo da participação da Suíça.

Fonte – Migalhas

 

Comitê de Imprensa manifesta apoio ao vereador Astro de Ogum à presidência da Câmara Municipal

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Vereador Astro de Ogum tem o apoio da maioria dos vereadores para presidir a Câmara Municipal no primeiro período da próxima legislatura.

  Jornalistas, radialistas e blogueiros que integram o Comitê de Imprensa da Câmara Municipal de São Luís acabam de divulgar uma nota de Manifestação de Apoio ao vereador Astro de Ogum (PR) para presidir o Legislativo Ludovicense no biênio 2017/2018. Justificando essa decisão, os profissionais de comunicação citam o programa de trabalho que vem sendo desenvolvido por Astro de Ogum à frente do parlamento, como a modernização do Comitê de Imprensa, ações administrativas, como a de propiciar um ambiente saudável e honrar compromissos da Câmara com a sociedade, entre outros. Segue abaixo o manifesto. 

                       MANIFESTAÇÃO DE APOIO

          Por conta da amistosa relação estabelecida entre o presidente da Câmara Municipal de São Luís, vereador Astro de Ogum, e a imprensa de um modo geral, o que possibilita um trabalho sem obstáculos na  cobertura diária das ações desta casa parlamentar, estamos manifestando o mais irrestrito e  incondicional apoio para que ele possa a reeditar seu trabalho como dirigente da  Mesa Diretora para o biênio 2017/2018.

Como presidente do Legislativo Ludovicense, o vereador Astro de Ogum criou um paradigma de trabalho que resultou em grandes avanços. São ações inovadoras que modificaram por completo a imagem da Câmara Municipal de São Luís.

            Podemos elencar, desde a modernização do Comitê de Imprensa, à instalação da sala de reuniões, propiciando um ambiente mais acolhedor e humanizado, além de haver criado condições que garantiram ao Legislativo de São Luís, honrar todas as dívidas junto aos credores, estando, no momento, com reservas financeiras suficiente para o pagamento do 13º salário e quitação de outros compromissos.

           Outro destaque da administração do vereador Astro de Ogum foi a implementação do programa radiofônico Câmara em Destaque, levado ao ar de segunda a sexta-feira, pela Rádio Difusora AM, na cobertura diária das sessões deste parlamento. Isso faz com que o povo de São Luis possa tomar conhecimento do trabalho de cada um dos 31 vereadores, além de haver aberto o mercado de trabalho para comunicadores e técnicos.

            Como atuamos diariamente, temos conhecimento do funcionamento da máquina administrativa, em decorrência de um trabalho dinâmico e totalmente transparente. Por estes motivos é que estamos manifestando nosso total apoio para que o vereador Astro de Ogum venha a se reeleger e dar continuidade a esse importante trabalho como dirigente da Mesa Diretora da Câmara Municipal da capital maranhense.

         São Luís, 05 de novembro de 2016

  Comitê de Imprensa da Câmara Municipal de São Luìs

Maioria do STF proíbe réus na linha sucessória da Presidência

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Pedido de vista do ministro Dias Toffoli, contudo, adiou o julgamento.

           O STF iniciou nesta quinta-feira, 3, o julgamento da ADPF 402, que discute se réus perante a Corte podem exercer cargos que estão na linha de substituição da presidência da República. O julgamento foi interrompido por pedido de vista do ministro Dias Toffoli, contudo já há seis votos contrários a possibilidade.

          Relator da ADPF, o ministro Marco Aurélio votou no sentido de que réus em processo-crime no Supremo não podem ocupar cargo cujas atribuições constitucionais incluam a substituição do presidente da República.

          Para ele, dizer que réu em processo-crime a tramitar no Supremo pode, no desempenho de certa função, assumir a presidência da República gera “estado de grave perplexidade”.

“A razão é simples: a teor do disposto no artigo 86 da Carta Federal, admitida acusação contra o Presidente da República, por 2/3 da Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo, isso nas infrações comuns. Recebida a denúncia, tem-se como automática a suspensão das funções exercidas. Então, decorre do sistema constitucional ser indevido quem se mostre réu em processo-crime ocupar o relevante cargo de Presidente da República.”

          O entendimento foi acompanhado pelos ministros Edson Fachin, Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux e Celso de Mello.

          A ação foi ajuizada pela Rede Sustentabilidade em maio, quando se analisava o afastamento de Eduardo Cunha, que era, na época, presidente da Câmara e réu no Supremo. Na época, o ministro Teori determinou o afastamento de Cunha do mandato, em análise de ação cautelar proposta pela PGR. Agora, como o caso se amolda exatamente ao que pode vir a acontecer com o presidente do Senado, o tema voltou à pauta.

         Sustentando oralmente hoje, pelo partido, o advogado Daniel Sarmento, defendeu que a ADPF não perdia o objeto devido ao afastamento de Cunha, uma vez que esse era apenas um dos pedidos do partido. De acordo com ele, se faz necessário o reconhecimento em caráter genérico da impossibilidade de que um réu no Supremo ocupe cargo na linha de substituição da presidência.

“Trata-se aqui do respeito a honorabilidade do Estado brasileiro. Não se trata aqui de qualquer tipo de punição, então não cabe falar em violação a presunção de não culpabilidade, ou qualquer coisa do gênero. Trata-se de preservar a imagem do Estado Brasileiro, a partir da premissa que determinadas manchas, determinadas suspeitas, determinadas nódoas, elas abalam a imagem interna e internacional do Estado brasileiro. Portanto, ninguém pode ocupar um cargo que dê acesso a chefia de Estado, se contra essa pessoa pesar uma ação penal instaurada por essa Suprema Corte.”

Em sua manifestação, o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, disse concordar com o autor da ADPF: “o cidadão réu em ação penal no STF não pode ocupar cargo que esteja na ordem de vocação Constitucional para substituir Sua Excelência, Presidente da República. Quer a acusação tenha sido recebida pela Suprema Corte ou por outro órgão do Poder Judiciário.”

         O ministro Barroso não participou do julgamento porque se declarou impedido, por razões pessoais. O ministro Ricardo Lewandowski não estava presente na sessão.

Fonte – Migalhas

Vereadores começam a apreciação da Lei Orçamentária de 2017 nesta segunda-feira

      aldir

Entrará em pauta a partir da próxima segunda-feira a apreciação do orçamento pela Câmara Municipal

A partir da próxima segunda-feira, (07), a Comissão de Orçamento da Câmara Municipal de São Luís começa a fazer a apreciação da LOA (Lei Orçamentária Anual) do ano de 2017. O anúncio foi feito na manhã desta sexta-feira, (04), pelo vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), presidente dessa comissão técnica, durante entrevista concedida ao programa Bom dia Maranhão, da TV Difusora.

        Conforme declarou, ele estará reunido com mais dois membros da Comissão de Orçamento, os vereadores José Joaquim (PSDB) e Pedro Lucas (PTB). No encontro será feita uma análise prévia da peça orçamentária, bem como a elaboração de um calendário de pauta para a tramitação da matéria.

        Nessa programação constam compromissos como a realização de audiência pública, encontro com representantes de secretarias relacionadas com a análise da LOA, como as de Planejamento, Fazenda, Orçamento Participativo, prazo para recebimento de emendas parlamentares, além de outros assuntos pertinentes ao tema.

         Ivaldo Rodrigues faz a previsão de que a Lei Orçamentária seja votada pelo plenário da Câmara dos Vereadores até o final deste mês de novembro, e que o prefeito conta com o apoio do Legislativo para aprovação desse projeto. “Até porque existe um clima de harmonia entre os poderes Legislativo e Executivo, e por essa razão não vejo dificuldade para aprovação da matéria”, afirma o pedetista.

Fonte – Diret – Comunicação – CMSL

Por que a vaquejada foi proibida se o rodeio é permitido?

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Vaquejada em Campina Grande (PB): falta de regulamentação atrapalha

             Com o veto do STF (Supremo Tribunal Federal) à lei cearense que tornava a vaquejada como prática esportiva e cultural no Estado, os seus defensores se uniram e passaram a pressionar o Congresso para aprovar o projeto de lei que regulamenta e define regras para a atividade.

           Mas por que a vaquejada entrou na mira do STF e os rodeios — também questionados por defensores de animais –, ocorrem sem problemas?

           A diferença básica é que a prática de rodeios foi regulamentada por duas leis federais em 2002, que estabeleceram regras que minimizam os maus-tratos aos animais. No caso da vaquejada, não há leis desse tipo.

            A vaquejada é uma prática onde o vaqueiro, montado no cavalo, precisa segurar o rabo do boi e derrubar o animal na área demarcada. Para isso, outro vaqueiro vai ao lado do animal para evitar que ele fuja para as pontas da pista. Já no rodeio, o montador vence ao se segurar por mais tempo em cima de um boi ou cavalo, que salta para o derrubar.

Demora em criar regras

           Segundo o consultor jurídico da Abvaq (Associação Brasileira de Vaquejada) e representante do Nordeste da Associação Brasileira de Criadores de Quarto de Milha (raça de cavalo usada na prática), o advogado Henrique Carvalho, o problema da vaquejada foi que a definição de regras para proteção animal e divulgação ao público demoraram a ocorrer.

           “A vaquejada demorou a vir a público mostrar que não há maus-tratos, como já fez o rodeio. Agora é que os meios de comunicação de grande alcance estão chegando, diferente do que houve com o rodeio”, explica, citando que a solução agora é votar o projeto de lei sobre o assunto.

              Segundo Carvalho, todas as questões relativas a maus-tratos aos animais foram sanadas. “Resolvemos todos os passivos. Existia, antigamente, uma fratura de cauda do boi, e existe um protetor desenvolvido e patenteado que é usado há dois anos. Esse problema foi solucionado completamente, com 100% de êxito. Outro problema que dizem, e que é mentira, que na vaquejada e no rodeio usava choque no animal. Quando se dá choque no boi, ele fica mais lento, e precisamos que ele corra e, no rodeio, pule. Já em relação à queda do boi, foi resolvido com um colchão de areia de mais de 30 cm, que garante a segurança do animal”, disse.

             O advogado explica ainda que os bois usados em rodeio são caros e não sofrem qualquer tipo de ferimento, sob pena de prejuízo aos participantes.

           “O boi participa da corrida apenas uma vez na vida, porque após isso ele cria uma habilidade, passa a ter uma destreza que ninguém consegue derrubar. Esses bois maiores, da fase final da vaquejada, vão da prova direto para o abate. Se machucasse, os frigoríficos não receberiam. O custo de um boi desse varia de R$ 2 mil a R$ 4.000, ou seja, ficaria completamente inviável sob a perspectiva econômica”, explica.

            Sobre a decisão do STF, Carvalho conta que é necessário ainda esperar a publicação do acórdão e dos votos dos ministros. Por ora, o calendário de vaquejadas segue normalmente.

           “A votação foi apertada (6×5), e o que vai atingir as outras vaquejadas não é a decisão, mas sim o motivo pelo qual os ministros votaram. Se julgaram que a lei é ilegal porque causa maus-tratos, transcenderá para todos os Estados. Se isso não ficar específico, se algum ministro votou contra porque a lei não tinha previsão de colchão de areia, do protetor de cauda, aí muda tudo”, conta.

Fonte – UOL Noticias

Medo de ser assassinado atinge 03 em 04 brasileiros; 67% de jovens temem a Policia Militar.

aldir

Há um clamor popular de um basta para a violência

O número de assassinatos no país em 2015 caiu 1,2% em relação a 2014; no entanto, o medo de ser morto aterroriza o brasileiro

O medo de ser assassinado ou de ser agredido por bandidos ou policiais atinge a maioria dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados fazem parte do 10° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado nesta quinta-feira (3).

              Segundo o levantamento, o medo de ser assassinado chega a 76% dos entrevistados. Apesar de ser vítima em mais de 90% desses crimes, os homens são menos amedrontados: 69% disseram que temem ser mortos, contra 83% das mulheres.

             Outra constatação é que, quanto menor a renda, maior o medo da morte violenta, que chega a 78% entre os que ganham até cinco salários mínimos e 65%, nos que ganham acima de 10 salários.

Outro medo da população é o de ser vítima de agressão de criminosos. Na pesquisa, 85% disseram que temem ser agredidos por bandidos –índice que fica em 90% para as mulheres e 80% para os homens.

As mulheres também sofrem mais de outro grande medo: o de sofrer agressão sexual. Segundo a pesquisa, 85% temem ser vítimas. Já entre os homens, esse índice cai para 46%.

Medo da polícia

A pesquisa também revelou que, além do medo do bandido, a maioria dos brasileiros teme ser agredida pela polícia, especialmente a PM (Policia Militar).
Segundo a pesquisa, 59% teme ser vítima de agressão da PM, e 53%, da Polícia Civil. Esses índices crescem conforme diminui a idade, chegando a 67% entre jovens de 16 a 24 anos que temem ser agredidos pela PM.

“Existe uma dificuldade histórica entre juventude e polícia no mundo todo. Quase sempre a juventude é o publico que acaba sendo alvo da maior interação da polícia, e a conduta de jovens acaba sendo mais vigiada. Então, esse estranhamento precisa ser enfrentando caso a gente queira que a polícia goze da confiança e preste um bom serviço”, disse Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Além de temerem ser vítima, 70% dos entrevistados afirmam que os policiais brasileiros cometem excessos de violência na função. Entre os jovens de 16 a 24 anos, essa sensação sobe para 75%. Por outro lado, 64% dos entrevistados acreditam que os policiais são caçados por criminosos. Em 2015, 393 policiais foram mortos, segundo os dados do Anuário.

Falta de estrutura e eficiência

O Datafolha também questionou a percepção dos brasileiros sobre a atuação das polícias. Ao todo, 63% acreditam que as polícias não têm boas condições de trabalho.

Sobre eficiência, 52% acreditam que a PC faz um bom trabalho esclarecendo crimes, enquanto 37% não acreditam –os 11% demais não sabem ou não responderam. Já a PM tem o crédito de 50% dos entrevistados, que afirmaram que ela garante a segurança da população. Já 42% discordam e dizem que ela é ineficiente.

“Os brasileiros são claros ao perceber que as policias são reconhecidas como uma instituição importante e que não têm estrutura. Mas ela diz que tem medo de sofrer violência, que há dificuldade de enfrentar o crime e há excesso de violência ao agir. Ou seja, a forma como a polícia está agindo não é aquela que a população gostaria. Temos que pensar que polícia nós queremos”, disse Lima.

Para a pesquisa foram ouvidas 3.625 pessoas, em 217 municípios, entre os dias 1º e 5 de agosto. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: UOL Noticias

Justiça do Trabalho condenou o prefeito Ubiratan Jucá, de Carolina por irregularidades em matadouro público

       aldir

Prefeito Ubiratan Jucá, de Carolina – MA

    O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) obteve uma liminar na ação civil movida contra o município de Carolina e o prefeito Ubiratan da Costa Jucá, em razão de irregularidades trabalhistas encontradas no matadouro municipal. Os dois réus foram condenados a pagar, juntos, R$ 200 mil de indenização por dano moral coletivo e a cumprir 11 obrigações de fazer para regularizar o meio ambiente de trabalho no matadouro público.

        De acordo com o procurador do Trabalho Ítalo Ígo Ferreira Rodrigues, da Procuradoria de Imperatriz, uma ação fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego constatou que o local não possuía condições sanitárias em espaços como vestiário, banheiro, lavanderia e bebedouro; os trabalhadores não recebiam equipamentos de proteção individual (EPI); não houve análise ergonômica do trabalho, resultando na exposição dos empregados responsáveis pelo transporte manual de cargas a riscos de saúde, entre outras irregularidades.

         O MPT-MA chegou a propor a assinatura de um termo de ajuste de conduta (TAC) para sanar os problemas, mas a prefeitura de Carolina não firmou o acordo, resultando na ação civil pública. Sobre a inclusão do prefeito no polo passivo da ação, o procurador Ítalo Ígo Ferreira Rodrigues explica: “As irregularidades perpetradas devem ser imputadas ao prefeito que, durante o mandato, responde pelos atos praticados no exercício da Administração Pública”.

          Em sua sentença, o juiz titular da vara do Trabalho de Estreito, Maurílio Ricardo Néris, condenou os réus a fornecer, gratuitamente, equipamentos de proteção individual aos trabalhadores; observar o uso de uniforme ou guarda-pó, dispondo de local apropriado para vestiário com armários individuais e separação por sexos; lavar as vestimentas de trabalho em lavanderia adequada para tal fim, de modo a evitar que sejam lavados nos domicílios dos trabalhadores; fornecer água potável, filtrada e fresca, em quantidade suficiente, e não permitir o uso de copos coletivos; dotar as instalações sanitárias de chuveiros e de vasos sanitários, em quantidade suficiente e em perfeito estado de conservação, asseio e higiene.

          O município e o prefeito de Carolina também foram condenados a adequar a organização do trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores e à natureza do trabalho a ser executado; não permitir o transporte manual de cargas cujo peso seja suscetível de comprometer a saúde ou a segurança do trabalhador; dispor os resíduos (vísceras e sangue) conforme previsto nas legislações sanitária e ambiental, entre outras obrigações.

           Em caso de descumprimento da sentença, os réus pagarão R$ 5 mil por item desrespeitado, acrescidos de R$ 1 mil por trabalhador exposto à infração. Segundo o juiz, os R$ 200 mil de dano moral poderão ser revertidos para instituições e programas sociais mantidos pelo Município de Carolina. Da decisão, cabe recurso.

Fonte: Ascom MTP-MA