CPMI do INSS descobre roubo em empréstimos fraudulentos no BPC de 500 mil crianças deficientes

Imagine o pesadelo: Mais de 500 mil crianças brasileiras deficientes que recebem o BPC, carregando nas costas um fardo de dívidas criminosas, impostas por uma quadrilha que transformou o INSS em um verdadeiro antro de corrupção!

Foi o que trouxe a público o senador Izalci Lucas em uma das sessões do INSS: denúncias graves de empréstimos consignados ilegais, amarrados aos nomes de mais de 500 mil crianças e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).  “É aquele empréstimo que você tira, vão renovando e fica a vida toda pagando”, apontou o senador. Os pais das crianças que buscam informações sobre os valores a que deveriam receber, temem represálias, diante de ameaças que recebem no INSS.

Jornal da Cidade Online

O Maranhão com 8402 focos de Queimadas é o maior destruidor do Cerrado do Brasil

Clima seco mantém alerta aceso e risco de novos focos em várias regiões do país, salientando que no Maranhão, destacam-se em queimadas os municípios de Barra do Corda, Alto Parnaíba e Mirador. O ano de 2025 segue entre os mais críticos para queimadas no Brasil. Entre janeiro e agosto, quase 187 mil quilômetros quadrados foram atingidos pelo fogo, com destaque para o Cerrado, que sozinho concentrou cerca de 64% dessa área. O bioma aparece novamente como o mais afetado do país. Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Apenas quatro anos desde 2003 tiveram áreas queimadas superiores às registradas em 2025: 2010, 2024, 2007 e 2005.

Estados e cidades mais afetados

Até agora, em 2025, o Brasil registrou 74,1 mil focos de queimadas, concentrados principalmente nas regiões Norte (26 mil) e Nordeste (25 mil), que somam mais de 70% do total. O Centro-Oeste contabiliza 11,9 mil focos, impulsionado pelo Mato Grosso. Sudeste e Sul registram 6,5 mil e 3,6 mil focos, respectivamente.

Estados com mais focos em 2025:

  • Maranhão: 8.402
  • Mato Grosso: 8.119
  • Tocantins: 6.782
  • Bahia: 5.089
  • Pará: 4.610

Cidades com mais focos de queimadas:

  • Colniza (MT) – 851
  • Mirador (MA) – 772
  • Lagoa da Confusão (TO) – 578
  • Apuí (AM) – 495
  • Porto Velho (RO) – 458
  • Barra do Corda (MA) – 451
  • Alto Parnaíba (MA) – 442
  • Uruçuí (PI) – 442
  • Formoso do Araguaia (TO) – 436
  • Nova Maringá (MT) – 420

Fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e BRASIL 61

 

Inovações inconstitucionais na Ação Penal 2668, chamada tentativa de golpe de Estado


                                                                            * Jurista Ives Gandra Martins

Conforme havia anunciado, só comentarei o julgamento da Ação Penal (AP) 2668, sobre a chamada tentativa de golpe de Estado, agora que o resultado foi proferido. O Supremo Tribunal Federal, em Brasília, decidiu pela condenação de Jair Bolsonaro. Vou fazer duas considerações sobre o relatório do Ministro Alexandre de Moraes, a partir do que li nos jornais, reiterando, desde logo, a pessoal admiração que tenho por sua obra doutrinária. Entendo, todavia, que ele inovou em matéria de relatórios de magistrados dos órgãos colegiados do Poder Judiciário. Normalmente, o relator conta os fatos para, depois, expor a decisão. Embora já traga o seu voto, ele só o apresenta após a defesa, podendo, inclusive, mudar sua decisão de acordo com os argumentos apresentados.

Muitas vezes, ao sustentar oralmente perante o desembargador ou o ministro, presenciei a sessão ser suspensa para continuidade do julgamento na sessão seguinte, a fim de modificarem o voto previamente trazido, haja vista os novos argumentos por mim apresentados. Ora, os relatórios servem apenas para expor os fatos, para que a defesa ocorra e, posteriormente, haja o voto, que pode ser lido ou falado, independentemente de estar escrito. Ocorre que o Ministro Alexandre de Moraes anunciou antecipadamente como irá julgar, declarando que a punição teria que ser cumprida, que seria fundamental para a pacificação nacional e que a lei de anistia não poderia prevalecer. Assim, já declarou, de maneira prévia, como decidiria e declarou que não aceitaria que o Congresso definisse a anistia, apesar de ser prerrogativa exclusiva do Congresso Nacional. Trata-se, pois, de uma inovação.

Em todos os casos em que tive de sustentação oral em Tribunais de Justiça Estaduais, no Supremo Tribunal Federal, no Superior Tribunal de Justiça, nos Tribunais Regionais Federais, foram realizados relatório, defesa e voto; jamais ocorrendo antecipação do voto, como fez, de acordo com a imprensa, o Ministro Alexandre de Moraes. Embora não tenha assistido à leitura do relatório, li o que os jornais publicaram e preocupou-me esta inovação de dar conhecimento do resultado muito antes de ter sido feita a defesa final e a sustentação oral. O segundo aspecto que também me causou surpresa foi a observação feita pelo Ministro Alexandre Moraes: “Nós temos que obedecer rigorosamente à Constituição.”

O que eu tenho procurado mostrar nos últimos anos, em minhas manifestações e escritos, é que o Supremo Tribunal Federal tem adotado correntes doutrinárias que admitem ao Poder Judiciário legislar e, portanto, mudar a Constituição. A Suprema Corte, por exemplo, mudou a Constituição no que diz respeito ao casamento que, de acordo com a Carta Magna, teria que ser “entre homem e mulher”, sendo esta, a vontade dos Constituintes expressa tanto no artigo 226 do texto constitucional quanto nos anais da Constituinte. Admitiam o homossexualismo com direito a segurança, garantias e união, mas a instituição do casamento teria que ser entre homem e mulher, mas o Supremo mudou.

O artigo 231 da Constituição Federal diz que os índios tinham o direito de permanecer nas terras que possuíam naquele momento; no presente do indicativo. O Supremo, entretanto, estendeu esse direito para abranger as terras que possuíam no passado.

O artigo 128 do Código Penal declara que o aborto só pode ser realizado em casos de estupro ou terapêutico. O Supremo criou o aborto de anencéfalo, isto é, o aborto eugênico, legislando positivamente.

Recentemente, no caso do próprio Marco Civil da Internet, no artigo 19, mudou-se a legislação feita pelo Congresso Nacional, que reproduzia o que está no artigo 5º da Carta da República, de acordo com a qual o abuso na liberdade de expressão seria punido “a posteriori”. Com as alterações implementadas pelo STF, passamos a ter a censura prévia por parte das plataformas.

Outro exemplo é o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que é um tributo regulatório, mas que o Supremo transformou em arrecadatório, contrariando decisão expressa do Congresso Nacional.

O próprio artigo 53 da Constituição diz que o parlamentar, que representa dezenas, centenas, milhares de cidadãos, não poderia ser punido nem julgado por suas manifestações. O Supremo mudou tal disposição de acordo com seu entendimento e, segundo ele, a manifestação parlamentar pode levar, inclusive, à prisão. Ou seja, o Supremo tem legislado, tem invadido competência e modificado a Constituição, reescrevendo-a. Respeito a corrente doutrinária que eles seguem, mas não é a minha. Passei 20 meses na Constituinte, discutindo e demonstrando o que seria o retorno ao princípio dos três poderes harmônicos e independentes.

A Constituição Federal de 1988 divide os Poderes da República em Executivo, Legislativo e Judiciário, buscando harmonia e equilíbrio. O Executivo, liderado pelo Presidente, administra o país e executa leis. O Legislativo, composto pelo Congresso Nacional (Câmara e Senado), elabora e fiscaliza leis. O Judiciário interpreta leis e resolve conflitos, garantindo a Constituição. Essa separação, com o sistema de freios e contrapesos, evita a concentração de poder e assegura a democracia.

A Constituição Federal estabelece essa separação dos Poderes, mas também prevê mecanismos de interação e delegação. O Poder Executivo pode, por exemplo, editar Medidas Provisórias (MPs), que têm força de lei e precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional para se tornarem leis definitivas. A própria Constituição, no artigo 62, detalha esse processo, permitindo que o Presidente da República edite medidas provisórias sobre matéria de competência da União, que deverão ser apreciadas pelas duas Casas do Congresso Nacional e aprovadas com modificações ou rejeitadas

Ora, a Constituição deve ser, de fato, cumprida, mas não é o que o Supremo tem feito hoje. Ele adota uma corrente doutrinária que reescreve dispositivos da nossa Lei Maior de acordo com a interpretação pessoal dos Ministros, e não com a intenção que presenciei dos Constituintes durante os 20 meses de 1987 a 1988.

São essas as duas observações que quero fazer, sem nenhum juízo de crítica, apenas apresentando a minha posição. Primeiro, a inovação de já no relatório revelar como vai ser o julgamento. Segundo a necessidade de respeitar a Constituição, pois estamos vendo o reescrever da mesma, inclusive do chamado juízo natural, em que pessoas que não têm foro privilegiado estão sendo julgadas pelo Supremo. Inúmeras, portanto, tem sido as inovações. Tenho 90 anos, 68 de advocacia e 61 como professor universitário. Relato neste artigo o que presenciei durante a discussão de 20 meses dos Constituintes, quando eu defendia o retorno a três Poderes sem um poder dominante.

A meu ver, respeitar a Constituição significa acatar o que os constituintes escreveram, e não interpretá-la ou adaptá-la ao momento político atual. Admiro o Ministro Alexandre de Moraes; temos livros escritos juntos, participamos de bancas de doutoramento, mantendo sempre uma relação cordial. Contudo sou obrigado a divergir porque o Supremo está reescrevendo a Constituição. Confesso que também fiquei surpreso ao constatar que, já no relatório, foi antecipado como seria o julgamento e a impossibilidade de uma lei de anistia.

São outros tempos, mas por coerência de vida, prefiro manter a minha maneira de ver o direito com a rígida divisão de Poderes, que defendi nestes 68 anos de advocacia e 61 de magistério universitário.

 *Ives Gandra da Silva Martins é professor emérito das universidades Mackenzie, Unip, Unifieo, UniFMU, do Ciee/O Estado de São Paulo, das Escolas de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), Superior de Guerra (ESG) e da Magistratura do Tribunal Regional Federal

 

Declaração de Flavio Dino sobre Charlie Kirk chega ao EUA e irrita o Departamento de Estado Americano

Uma fala do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, durante o julgamento do suposto plano de golpe de Estado, repercutiu negativamente no governo dos Estados Unidos e provocou irritação entre aliados do presidente Donald Trump. A informação foi divulgada pela âncora Débora Bergamasco no programa CNN Arena.

Na sessão de quinta-feira (11), que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete acusados, Dino comentou o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, morto a tiros em Utah. O ministro afirmou: “Ontem, infelizmente, houve um grave crime político: um jovem, que ocupa uma posição política aparentemente ao lado do atual presidente dos EUA, mas isso pouco importa, levou um tiro. 

 É curioso notar porque há uma ideia segundo a qual anistia e perdão seriam iguais à paz. Foi feito perdão nos Estados Unidos, mas não há paz. Na verdade, o que define a paz que devemos buscar não é a existência do esquecimento. Às vezes, a paz se obtém pelo funcionamento adequado das instâncias repressivas do Estado”.  De acordo com a apuração da CNN, após a tradução e envio da declaração a membros do Departamento de Estado, uma autoridade reagiu de forma ríspida, dizendo: “he’s crazy” (“ele é louco”).

Jornal da Cidade Online

STF livra ‘Careca do INSS’ de depor na CPMI e revolta relator: ‘Vagabundo, um ladrão’

O principal suspeito pela gatunagem contra aposentados estava convocado para depor segunda-feira na CPMI. O deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator da CPI Mista que investiga o roubo a 9 milhões de aposentados e pensionistas denunciou neste sábado (13) que o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, o direito de não prestar depoimento para o qual foi convocado. O suspeito de operar o desconto em milhões de aposentadorias foi preso nesta sexta (12) por decisão do ministro André Mendonça, a pedido da comissão. O deputado não menciona o nome do ministro responsável pela decisão que livra de prestar depoimento o principal suspeito pela gatunagem contra aposentados e pensionistas.

“Careca, o maior ladrão dos aposentados e pensionistas do Brasil, recebeu autorização do STF para não depor na CPMI do INSS”, afirmou indignado o relator Alfredo Gaspar, em vídeo gravado e postado do interior de Alagoas, onde visita suas bases eleitorais. “O povo brasileiro não entende por que tanto privilégio para um criminoso como esse Careca,” disse o parlamentar, que interrogar o principal suspeito pela gatunagem, “o Brasil quer pena dura para esse vagabundo”.

 Alfredo Gaspar se dirige diretamente ao suspeito blindado com a decisão do STF: “Olha, Careca, você não tardará a ser recebido na CPMI, mas de forma dura, ninguém suporta ais a bandidagem. Nós queremos saber de você quais foram os seus padrinhos, quais gabinetes você visitou no Congresso Nacional, quais ministérios colocaram tapete vermelho para que você roubasse o povo brasileiro, nós não aceitaremos de forma nenhuma a impunidade. Você é um vagabundo, que maltratou e roubou os aposentados e pensionistas do Brasil”.

Diário do Poder

STF reescreve a Constituição, afirma o jurista Ives Gandra Martins

                                                                                                                                                *Jurista Ives Gandra

Jurista de 90 anos expõe surpresa com Alexandre de Moraes ter antecipado uma condenação sem anistia, já no relatório, antes de ouvir as defesas. Professor e jurista Ives Gandra Martins expôs discordâncias com julgamento de Jair Bolsonaro no STF.  Do auge de sua experiência de 68 anos de advocacia e 61 anos ensinando Direito, o jurista Ives Gandra Martins concluiu que o Supremo Tribunal Federal (STF) está reescrevendo a Constituição, ao condenar o ex-presidente da República Jair Bolsonaro por crimes em “trama golpista”, na quinta-feira (11).

O professor de 90 anos de idade ainda revelou surpresa, ao constatar que o ministro-relator do caso, Alexandre de Moraes, antecipou, já em seu relatório e antes de proferir o voto, como seria a punição. E ainda adiantou posição sobre uma suposta impossibilidade de anistiar o líder da oposição a Lula (PT) e os demais condenados. A posição contra anistiar os condenados teve o aval declarado do ministro Flávio Dino, no julgamento na Primeira Turma do STF.

“Respeitar a Constituição significa acatar o que os constituintes escreveram, e não tentar interpretá-la ou adaptá-la ao momento político atual. Admiro o Ministro Alexandre de Moraes […]. Contudo sou obrigado a divergir porque o Supremo está reescrevendo a Constituição. Confesso que também fiquei surpreso ao constatar que, já no relatório, foi antecipado como seria o julgamento e a impossibilidade de uma lei de anistia”, escreveu Ives Gandra, no texto divulgado na noite de ontem (12) com o título “Inovações inconstitucionais na Ação Penal 2668”.

Equilíbrio nos Três Poderes 

Ives Gandra cumpre o compromisso que assumiu de comentar o julgamento somente após seu resultado ter sido proferido. E afirma relatar o que presenciou nos 20 meses de debates dos Constituintes, quando defendeu o retorno de Três Poderes sem um poder dominante, no Brasil.

“Moraes anunciou antecipadamente como irá julgar, declarando que a punição teria que ser cumprida, que seria fundamental para a pacificação nacional e que a lei de anistia não poderia prevalecer. Assim, já declarou, de maneira prévia, como decidiria e declarou que não aceitaria que o Congresso definisse a anistia, apesar de ser prerrogativa exclusiva do Congresso Nacional. Trata-se, pois, de uma inovação”, concluiu Ives Gandra.

Apesar das críticas a Moraes, ressalta sua admiração pessoal por sua obra doutrinária, lembrando que têm livros escritos juntos, participaram de bancas de doutoramento e mantêm relação cordial. Mas não deixa de expor que o ministro-relator inovou em matéria de relatórios de magistrados dos órgãos colegiados do Judiciário. Porque, normalmente, o relator conta os fatos para, depois, expor a decisão. E somente apresenta seu voto, após a defesa, cuja argumentação pode levar o julgador a mudar sua decisão. E reagiu à fala de Moraes durante o julgamento, sobre a obrigação de se obedecer rigorosamente à Constituição: “Ora, a Constituição deve ser, de fato, cumprida, mas não é o que o Supremo tem feito hoje. Ele adota uma corrente doutrinária que reescreve dispositivos da nossa Lei Maior de acordo com a interpretação pessoal dos Ministros, e não com a intenção que presenciei dos Constituintes durante os 20 meses de 1987 a 1988”, avaliou o jurista.

Jair Bolsonaro foi condenado por quatro dos cinco ministros da Primeira Turma do STF a uma pena de 27 anos e três meses de prisão, no julgamento que também sentenciou outros sete réus, entre militares e ex-auxiliares de seu governo. O colegiado do Supremo considerou o ex-presidente culpado por crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

*Jurista Ives Gandra Martins

Diário do Poder

Emendas-pix do deputado Márcio Jerry à prefeitura onde o filho é contratado estão na malha de Flavio Dino?

As emendas pix de Márcio Jerry para São José de Ribamar não entraram na malha fina do ministro Flávio Dino? Caetano Barroso fez negócio da China (ou do Maranhão) ao adquirir em abril de 2023 a Fênix Serviços e Construção Ltda: a empresa era dona de ótimo contrato com a prefeitura de São José de Ribamar, destinatária de emendas-pix milionárias do deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA). Olha que coincidência: Cândido é filho de Jerry. Três meses após o negócio, Jerry despachou emenda-pix de R$1 milhão, de acordo com documentos em poder da coluna, inclusive do Portal da Transparência. No mesmo ano, a Fênix de Cândido, o visionário, receberia R$2 milhões, R$540 mil acima do aditivo válido até fevereiro de 2024.

E a investigação?

Revoltado com emendas-pix, Flavio Dino poderia mandar investigar isso, mas adversários no Maranhão lembram que são aliados e amigos.

Pix à vontade

Em maio de 2024, Jerry enviou emenda-pix de R$750 mil à prefeitura de Ribamar. Achou pouco e três dias depois mandou mais R$601 mil.

Cliente generoso

No mesmo 2024, a empresa do filho de Jerry receberia da prefeitura R$706 mil, apesar do contrato aditivo encerrado em fevereiro.

Faz Tudo Ltda

A Fênix faz capina e jardinagem, mas seu contrato social prevê qualquer coisa, de desratização a montagem de palcos e eventos.

Coluna do Claudio Humberto

“O sistema perdeu a vergonha de mostrar que a corrupção saiu vencedora”, diz magistrado que se sente vítima

A afirmação é de quem também foi vítima desse atual sistema, o juiz Marcelo Bretas, aposentado compulsoriamente em razão de sua atuação na Operação Lava Jato. O próprio magistrado assevera o seguinte: “O Brasil vive um momento em que a inversão de valores é exibida em rede nacional sem constrangimento algum. Gente que deveria responder por crimes comemora, brinda e celebra como se a injustiça fosse vitória.

Mas toda festa construída sobre corrupção é frágil. Porque a memória do povo não se apaga e a história cobra o preço daqueles que tentam transformar o erro em espetáculo.

A justiça pode ser atacada, mas não será derrotada. Ela sempre encontra um caminho para se levantar novamente.”

Jornal da Cidade Online

O ex-deputado Roberto Freire, esquerdista histórico desnuda a farsa do regime lulopetista

O ex-deputado Roberto Freire, que, sabidamente, nunca foi de direita, denuncia a desonestidade do discurso esquerdista. Fazendo lembrar que Lula e Dilma governaram o Brasil por 17 dos últimos 25 anos, ele usa de ironia para criticar o lulopetismo dizendo: 

“E o nosso atraso é culpa, apenas, dos outros governos… isso é muito cinismo!”.

Aos mais jovens convém informar: em 1989, Roberto Freire foi candidato a presidente pelo Partido Comunista. Hoje, apesar de suas raízes, só por ter ousado criticar as “trapalhadas” e a demagogia do governo, é tachado de fascista por gente que se apresenta como democrata. A fala de Roberto Freire vem desnudar duas características da esquerda: a de reduzir a realidade a narrativas e a de transferir a culpa de seus próprios erros aos adversários.

A retórica populista não tem compromisso com a verdade. Pelo contrário, objetivando manipular a opinião pública, é articulada de modo a propagar crenças, amestrar o pensamento, ofuscar a percepção da realidade e obter uma submissão incondicional da massa para manutenção do poder.

Para o esquerdismo, a culpa de todo mal que aflige o Brasil é dos ricos, do agronegócio, dos Estados Unidos, do governo anterior e até da Odete Roitman – jamais de quem está hoje no poder.

Ora, as estatais voltaram a ser deficitárias, a dívida pública cresceu brutalmente, o desvio de dinheiro da conta dos aposentados deslanchou neste governo chegando a proporções astronômicas etc., mas toda a culpa é do governo anterior e – oh, sim! – dos conservadores. O que vale é a retórica, a lábia, o discurso espertinho, é ter caradura para projetar suas próprias indignidades nos outros, que serão sempre culpados pelos fracassos do governo.

Domina-se o pensamento manipulando palavras. Expressões como “fascista”, “conservador”, “elites” etc., usadas para atacar opositores, não passam de clichês. Esvaziadas de significado, comunicam só pelo tom raivoso com que são ditas. Um exemplo gritante na história é o de Trótski, obcecado comunista-raiz: como ousou divergir de Stalin, então dono do poder, foi fichado como “fascista” e morto a golpes de picareta. (Eis, aliás, como eram as coisas na União Soviética que Putin quer ressuscitar.)

É nessa lógica absurda, sem um pingo de honestidade, que estão chamando Roberto Freire de fascista, apesar de sua trajetória política. Mas as ofensas a Freire, em verdade, mais do que atingi-lo, têm a expectativa de contar com cabeças baldias que assimilem o que vai nas entrelinhas e acreditem nas mentiras governistas. É o “vale tudo” oficial.

Renato Sant’Ana

Advogado e psicólogo. E-mail do autor: sentinela.rs@uol.com.br

 

Brasileiro quer saúde, educação e emprego. Menos impostos e corrupção, diz pesquisa encomendada pela CNI

Saúde, ensino e combate à corrupção são outras prioridades exigidas pelos brasileiros na pesquisa Retratos da Sociedade, da CNI. O povo brasileiro apontou que as prioridades para o País nos próximos dois anos devem ser mais saúde, educação e empregos, e menos impostos. Os anseios da população governada pelo presidente Lula (PT) foram divulgados nesta sexta-feira (12) na 65ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) à Nexus.

O governo petista deve focar na melhoria da saúde pública para 43% dos brasileiros entrevistados. Esta política pública aparece como prioritária em todos os recortes socioeconômicos analisados. E a educação aparece de forma consistente como segunda prioridade, para 28% do povo, em quase todas as esferas da população, exceto para quem tem pós-graduação completa, que elegeu o controle da inflação como 2ª maior prioridade. Enquanto a criação de emprego aparece como foco para o governo de Lula para 16% dos brasileiros, na terceira posição.

Já no âmbito da economia, 30% dos entrevistados consideram a criação de empregos como prioridade máxima, enquanto 28% cobram a redução da carga de impostos no Brasil. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, pontuou que famílias com renda acima de cinco salários-mínimos priorizaram a redução dos impostos. Enquanto a principal preocupação foi a geração de empregos para quem está fora do mercado de trabalho. A Agência de Notícias da Indústria detalhou que a Nexus entrevistou presencialmente 2.013 cidadãos com idade a partir de 16 anos, nas 27 Unidades da Federação, entre 29 de abril e 5 maio. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A amostra é controlada a partir de quotas de sexo, idade, região e escolaridade.

Veja a análise de Marcelo Azevedo:

Foco nas políticas públicas

Na área da saúde, 23% dos entrevistados indicam que a prioridade deve ser combater a corrupção e desvios de verbas. E a segunda prioridade, com 21% da preferência, é a contratação de médicos e enfermeiros. Na sequência, com 20%, os focos indicados para a saúde pública são reduzir filas ou espera por consultas e atendimentos e melhorar as condições dos hospitais e postos de saúde.

Na educação, 18% dos brasileiros avaliaram que o combate ao uso de drogas nas escolas deve ser prioritário. As demais prioridades são a melhoria da segurança nas escolas (16%), o aumento do salário dos professores (15%) e melhoria da capacitação desses profissionais (14%).

A política de segurança teve o enfrentamento ao tráfico de drogas como prioridade apontada por 25% dos entrevistados. O combate à corrupção policial é a segunda prioridade, com 21%. E o aumento de efetivo policial nas ruas ficou com 17% das prioridades apontadas.

Diário do Poder