Casos de meningite no Complexo Penitenciário de Pedrinhas? Supervisora de saúde foi afastada

Existe uma forte tensão dentro das unidades do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, de que já foram detectados alguns casos de meningite entre os internos e que pelo menos três pessoas teriam sido internadas e chegaram até a comentar caso de morte, mas não foram confirmadas.

O afastamento intempestivo da supervisora de saúde do Complexo Penitenciário teria sido a motivação de preocupação sobre a seriedade do problema, inclusive com o desaparecimento dos presos, que teriam sido levados para consultas e não retornaram. Apesar das comemorações da semana do encarcerado, em que há muita movimentação dentro das unidades prisionais, os presos estranharam que de um momento para outro houve a redução acentuada de pessoas.

Se existe ou não o registro de casos de meningite no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, não se tem absoluta a informação, mas a movimentação do pessoal da saúde dentro de unidades do sistema é um fato surpreendente. As expectativas estão concentradas nas visitas deste final de semana.

Políticos oportunistas estão se chegando ao Residencial da Ribeira e o povo vai dar o troco para eles

Estive conversando hoje com um grupo de moradores do Residencial da Ribeira, que inclusive foi quem fez a denuncia  do sofrimento de crianças, idosos e deficientes para terem acesso ao transporte coletivo, além de buraqueira e a violência exacerbada com a droga dominando toda a comunidade.

Eles relembraram, que em 2015, quando da inauguração do Residencial da Ribeira, o governador Flavio Dino e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, disseram que o conjunto seria uma das maiores referências e modelo para outras comunidades, destacando os serviços de água, luz, transporte coletivo de qualidade, posto de saúde, escolas modelos, segurança pública delegacia e posto da Polícia Militar e outro benefícios.

Por momentos de fraqueza chegamos a acreditar, mas tudo não passou de uma deslavada mentira, não apenas conosco, mas com toda cidade de São Luís e o Estado do Maranhãos. Depois das denuncias que fizemos e que se tornaram públicas com o seu blog, ontem (23), começaram a aparecer alguns políticos na Ribeira, alguns figurinhas marcadas, se dizendo preocupados com a população e os clientelistas falando em cestas básicas, mas ficaram desconfiados diante da péssima receptividade. Esses políticos pensam que somos burros e que querem a todo custo nos manter como massa de manobra, mas estamos nos organizando para dar o troco. Queremos nossos direitos e se vier cesta básica vamos receber e depois não votamos em nenhum deles, principalmente que tem alguns elementos pedindo votos para o governador e para o pai do prefeito. Chegou a oportunidade de darmos o troco e vamos fazer valer os nossos direitos, afirmou o grupo.

Justiça do Trabalho diz que futebol é profissão de risco e manda clube indenizar jogador acidentado em campo

Decisão da Justiça do Trabalho de Santa Catarina pode complicar muitos clubes.

Futebol é uma profissão com grande risco de acidentes e por isso não é inesperado que haja uma lesão séria. Com esse entendimento, a 5ª Câmara do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC) manteve decisão que condenou o clube de futebol Criciúma a pagar R$ 20 mil em danos morais e materiais ao meia Luizinho Mello, que hoje atua na Geórgia. Em 2013, o atleta teve uma lesão permanente no olho direito após tomar uma bolada no rosto, durante um treino coletivo da equipe. Corte catarinense entende que a lesão não é algo inesperado no futebol.

O clube já havia sido condenado em janeiro deste ano, por decisão da juíza da 1ª Vara de Criciúma Janice Bastos, e apresentou recurso ao TRT-12 pedindo a extinção da pena. Segundo a defesa, o acidente foi um caso fortuito, sem qualquer culpa ou omissão do Criciúma, o que deveria afastar a responsabilidade jurídica da empresa e o dever de reparação.

No julgamento, contudo, os desembargadores da 5ª Câmara ponderaram que o raciocínio não deve ser aplicado a profissões em que há um alto risco de acidentes para o trabalhador, como é o caso dos atletas de futebol. Nessa situação, a responsabilidade da empresa sobre os acidentes passa a ser objetiva, ou seja, independe de eventual culpa ou omissão do empregador.

Lei Pelé
“O risco é inerente à profissão”, observou em seu voto a desembargadora Gisele Pereira Alexandrino, que atuou como relatora do processo. “Tanto que o artigo 45 da Lei 9.615/1998 (Lei Pelé) prevê a obrigação da empregadora de contratar seguro de vida e de acidentes pessoais, pois os atletas de futebol estão mais sujeitos a acidentes do que outros trabalhadores em atividade distinta”, completou.

A magistrada lembrou ainda que a aplicação da responsabilidade objetiva nesse tipo de situação também é referendada pela jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e decidiu assim manter a condenação da primeira instância, cujo valor considerou justo. O voto foi acompanhado por unanimidade no colegiado.

Com informações da Assessoria de Imprensa do TRT-12.

 

Partidos recebem mais de R$ 1,3 bilhão para financiar campanhas, Saiba a quanto cada um tem direito

Políticos vão fazer farra com o dinheiro  público nas eleições

As campanhas eleitorais não são baratas e uma grande fatia do dinheiro para financiá-las vem do bolso dos contribuintes. 22 dos 35 partidos políticos têm direito ao Fundo Especial de Financiamento de Campanha, cerca de R$ 1,3 bilhão do total de R$ 1,7 bilhão disponíveis.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, os partidos DEM, Avante, PRB, Pros, PSC, PT, PTC, MDB, Patriota, PHS, PMN, Pode, PPS, PR, PRP, PRTB, PSD, PSDB, PSL, PSOL, PV e SD receberam a verba e mais 12 partidos, PSTU, PDT, PMB, PP, PTB, Rede, PCB, PCdoB, DC, PCO, PPL e PSB, já tiveram o processo aprovado e devem receber o dinheiro nos próximos dias.

Como funciona?

Para receber o dinheiro, o partido deve realizar um pedido ao TSE e enviar uma ata da reunião do diretório nacional onde foram definidos os critérios para a distribuição do dinheiro – mantendo algumas obrigações, como por exemplo destinar 30% do valor total para as candidatas da legenda.

O fundo foi criado no ano passado, em uma tentativa de barrar a prática do caixa 2. Os valores, previstos no Orçamento Geral da União, são a principal fonte de dinheiro das campanhas.

Confira abaixo quanto recebeu cada partido:

Partido Valor
MDB R$ 230.974.290,08
PT R$ 212.244.045,51
PSDB R$ 185.868.511,77
PP R$ 131.026.927,86
PSB R$ 118.783.048,51
PR R$ 113.165.144,99
PSD R$ 112.013.278,78
DEM R$ 87.503.080,78
PRB R$ 66.983.248,93
PTB R$ 62.260.585,97
PDT R$ 61.475.696,42
SD R$ 40.127.359,42
Pode R$ 36.112.917,34
PSC R$ 35.913.889,78
PCdoB R$ 30.544.605,53
PPS R$ 29.203.202,71
PV R$ 24.640.976,04
PSOL R$ 21.430.444,90
PROS R$ 26.124.350,14
PHS R$ 18.064.589,71
Avante R$ 12.438.144,67
Rede R$ 10.662.556,58
Patri R$ 9.936.929,10
PSL R$ 9.203.060,51
PTC R$ 6.334.282,12
PRP R$ 5.471.690,91
DC R$ 4.140.243,38
PMN R$ 3.883.339,54
PRTB R$ 3.794.842,38
PSTU R$ 980.691,10
PPL R$ 980.691,10
PCB R$ 980.691,10
PCO R$ 980.691,10
PMB R$ 980.691,10
Novo  R$ 980.691,10
 

 

 

 

Fonte: Yahoo Noticias

Brasil paga R$ 104 milhões por mês em auxílios a magistrados. Ministérios Públicos omitem valores

O que teria impedido o Ministério Público de fornecer as informações sobre os valores dos penduricalhos

O Poder Judiciário brasileiro gastou R$ 104,6 milhões em pagamentos de auxílios a juízes, desembargadores e ministros em abril. O número aparece em levantamento feito pelo UOL nas folhas de pagamento de todos os tribunais do país durante o mês –o último com dados completos divulgados. A reportagem também buscou os dados para fazer o mesmo levantamento com os auxílios pagos a procuradores, mas os MPs (Ministérios Públicos) não divulgam essa informação detalhada.

Tanto os magistrados como os membros do MP querem um reajuste de 16% em seus vencimentos a partir de 2019. O aumento faz parte da discussão do orçamento no Congresso.

Somados os 12 meses de um ano, o valor dos auxílios pago aos magistrados chega a R$ 1,25 bilhão, valor similar ao orçamento inteiro da cidade de Palmas (capital do Tocantins) em 2018.

Em média, cada um dos 18 mil magistrados do país recebe R$ 5,8 mil de auxílios ao mês, ou seja, quase o triplo da renda média de um trabalhador brasileiro, que ficou em R$ 2.178 em 2017, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

As folhas de pagamento dos magistrados dos 93 tribunais do país estão disponíveis no site do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). O valor somado pelo UOL para chegar à cifra leva em consideração cinco tipos de auxílios: moradia, alimentação, saúde, pré-escolar e natalidade.

Moradia, o mais caro auxílio

Entre os auxílios pagos pelo Judiciário, o que mais custa aos cofres públicos é o de moradia. Em abril, o pagamento desse benefício somou a cifra de R$ 75 milhões. Esse auxílio beneficia mais de 70% dos magistrados brasileiros, que não precisam comprovar aluguel de casa para receber o valor mensal médio de R$ 4.377,73. A legalidade do benefício, entretanto, está em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

Em seguida, vêm os gastos com o auxílio-alimentação, com R$ 18 milhões. Nesse caso, há variações entre a verba paga pelos tribunais, com valores que variam de R$ 884 a 1.925.

MPs omitem valores

No caso dos membros do Ministério Público, o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) divulga a lista de pagamento sem especificar os auxílios destinados aos promotores e procuradores. Há apenas um campo com valores de indenizações, que englobam todos os tipos de auxílio. Entretanto, poucos órgãos estaduais informam o valor e a maioria prefere omiti-lo, dando apenas o valor final das remunerações de seus membros.

No caso do MPF (Ministério Público Federal), as indenizações somaram R$ 7,29 milhões em abril –o que dá um valor médio de R$ 5.400 por procurador. No caso do MPT (Ministério Público do Trabalho), o valor de indenizações inclui valores a mais que os auxílios –o que impossibilita a soma. O mesmo vale para os MPs estaduais, já que muitos órgãos não informam os valores indenizatórios pagos.

Em nota encaminhada ao UOL, o CNMP informou que tramita uma proposta de resolução que estabelece que as unidades do MP “divulguem discriminadamente, nos respectivos portais da transparência, todas as verbas que compõem a remuneração de seus membros”

Fonte: UOL Noticias

Projeto equipara a OAB a autarquia Federal para prestação de contas ao Ministério Público Federal

Se o projeto for aprovado todos os Conselhos Federais de Categorias Profissionais também passarão a ser autarquias para efeito de fiscalização.

 

PL 9.523/18 também retira obrigatoriedade de mais de um registro para atuação de advogados em Estados diferentes.

Projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados equipara a OAB a autarquia Federal para fins de prestação de contas ao MPF. Trata-se do PL 9.523/18, que altera o Estatuto da Advocacia – lei 8.906/94 – e estabelece que cabe ao MPF emitir parecer sobre as contas da OAB.

De acordo com o autor da proposta, deputado Federal Cabo Sabino, a transparência total cobrada pela OAB para acabar com a corrupção também deve ser aplicada a ela. “Uma entidade de Justiça também deve ter suas contas verificadas pela sociedade, o que justifica a necessidade moral de prestação de contas”, afirma.

Além da equiparação da Ordem a autarquia Federal para prestação de contas, o texto também propõe alterações em relação ao exercício da profissão de advogado, entre elas, a retirada da exigência de inscrição suplementar para o exercício da advocacia em Estados diferentes daquele em que foi feito o registro.

Conforme consta no projeto, uma única inscrição na Ordem será suficiente para que o advogado atue em todo o território nacional. “É inconcebível no mundo atual que um membro tenha de se registrar em cada unidade da Federação para efetuar seu trabalho livre de custos adicionais”, afirma Sabino.

O PL 9.523/18 ainda permite aos profissionais do Direito integrarem mais de uma sociedade de advogados, constituírem mais de uma sociedade unipessoal de advocacia ou integrarem, simultaneamente, uma sociedade de advogados e uma sociedade unipessoal de advocacia. A matéria tramita em caráter conclusivo e ainda deve ser analisada pela CCJ da Câmara dos Deputados.

Fonte: Migalhas

Quais os deputados da Assembleia do Maranhão defendem a Lei Maria da Penha?

De a muito várias pessoas, na maioria mulheres me perguntam se posso informa-los quantos dos 42 deputados estaduais que formam o parlamento estadual defendem ou pelo menos têm respeito para com a Lei Maria da Penha.

Diante de não ter a mínima ideia, muito embora o silêncio das mulheres parlamentares cause mais indignação para as pessoas, a verdade é que hoje impera no parlamento estadual, um silêncio obsequioso em torno da covarde e violenta agressão do deputado Cabo Campos à sua esposa Maria José Brandão Marques Campos. Há uma denuncia na Comissão de Ética, que tem como integrante da subcomissão que está com toda a documentação para se pronunciar a deputada Graça Paz, que está em plena campanha como candidata a vice-governadora e um filho a deputado estadual.

O que fica cada vez mais evidente é que pode ter havido um pacto parlamentar unânime de proteção ao Cabo Campos, mas naturalmente se for o caso, deve ter havido entendimentos diversos, nenhum parlamentar vai receber pedradas de graça. Diante das perguntas quase que diárias que são dirigidas à minha pessoa, principalmente nas ruas, feiras e mercados por onde circulo me interagindo com as opiniões dos cidadãos de bem e de respeito, que têm percepções bem importantes dentro dos contextos políticos, sociais e econômicos é que decidi transferir a pergunta para todos os segmentos sociais. A verdade é que a população tem o direito de não apenas de perguntar, mas de cobrar um posicionamento dos parlamentares, afinal de contas o ato torpe praticado pelo deputado Cabo Campos merece um esclarecimento público, a não ser que a Assembleia Legislativa do Estado não esteja identificada com a questão dos direitos e da dignidade das mulheres maranhenses.

Maranhão tem mais de 700 mil eleitores idosos que são vistos pelos políticos apenas com discursos de piedade

Importante sob todos os aspectos a Campanha Idoso Consciente Voto Inteligente, lançada esta semana pela Promotoria Especializada do Idoso com o apoio do Tribunal Regional Eleitoral, Defensoria Pública do Maranhão, Associação do Ministério Público e outras instituições e empresas privadas. Um dos aspectos importantes dentro do contexto amplo da campanha é dar efetivamente visibilidade para as pessoas idosas e a sua participação dentro das decisões politicas, sociais e econômicas do país e do Maranhão, diz o promotor de justiça José Augusto Cutrim Gomes, titular da Promotoria Especializada do Idoso, afinal de contas, as pessoas idosas devem manter vivas e bem efervescentes, os seus protagonismos de participações e decisões, e não podem ser vistos apenas como tutelados, registra o promotor de justiça.

O promotor de justiça José Augusto Cutrim Gomes com dinamismo, competência, seriedade e transparência, juntamente com a assistente social Isabel Lopzic, da Defensoria Pública e a juiza de direito Oriana Gomes, independente das instituições que representam e trabalham, entendem que as suas sensibilidades de seres humanos para o com próximo em situação de risco de vida e até exclusão social é de fundamental importância, daí a luta com ações contínuas em defesa dos direitos e da dignidade humana das pessoas idosas.

Hoje procurei o promotor de justiça José Augusto Cutrim Gomes e conversei com ele sobre a Campanha Idoso Consciente Voto Inteligente. Ele me disse que hoje temos no Brasil mais de 27 milhões de pessoas idosas aptas a votar no dia 07 de outubro, o correspondente a 20% do eleitorado brasileiro. No Maranhão são 700 mil eleitores idosos, o que atinge 15% do atual eleitorado maranhense.

A motivação da campanha é decorrente de que nas eleições de 2014 a abstenção do eleitorado idoso maranhense chegou a 68% e no país ela atingiu 55%. Como a maioria do  eleitorado brasileiro está ficando idoso, a cada ano 1,1 milhão de pessoas ficam idosas no país, há uma necessidade de se fazer um trabalho de informação e motivação à conscientização para que as pessoas idosas não deixar de exercer a sua cidadania com direito de escolha de acordo com as proposições da politicas públicas dos candidatos. Os idosos devem ter observância ao orçamento público e se constituam grupo de pressão organizada para não serem vistos em muitas ocasiões em discursos como portadores de piedade e invisíveis para gestores públicos e parlamentares, destacou o titular da Promotoria Especializada do Idoso.

TSE pode anular candidatura impulsionada por notícias falsas, diz Fux

Ministro diz que fake news podem ser enquadradas em artigo do Código Eleitoral que prevê anulação de votação viciada por falsidade ou fraude

– O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a dizer nesta quarta-feira, 22, que o Código Eleitoral brasileiro prevê a anulação de uma eleição caso seu resultado tenha sido influenciado pela disseminação de notícias falsas, conhecidas como fake news. Ele participou do painel “Sociedade da informação e os desafios da desinformação” do 28º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, promovido pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). 

“Com relação à tutela do campo eleitoral em si, nós temos o direito de resposta, que tem muita eficiência, nós temos multas, temos a cassação de diplomas e nós temos uma previsão que está expressa no artigo 222 do Código Eleitoral, no sentido de que se houver a comprovação de que uma candidatura se calcou preponderantemente em fake news, essa candidatura pode ser anulada”, afirmou.

Prazo. Presidente do TSE, Luiz Fux, concedeu mais tempo para partidos prestarem contas. Foto: Andre Dusek / Estadão – 20/4/2018

O artigo 222 do Código Eleitoral prevê que “é também anulável a votação, quando viciada de falsidade, fraude, coação, uso de meios de que trata o art. 237 (interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder), ou emprego de processo de propaganda ou captação de sufrágios vedado por lei”.

“Numa democracia, é importante que haja uma lisura informacional para que o cidadão conheça das aptidões daquele que vai representá-lo no Parlamento. Uma fake news pode criar uma poluição informacional capaz de gerar no eleitor uma dúvida e colocá-lo em uma posição em que ele não vai indicar aquele que pretendia fazê-lo no prévio eleitoral”, disse Fux.

A legislação eleitoral também prevê que a divulgação de fatos inverídicos em relação a partidos ou candidatos na propaganda eleitoral que possam exercer influência perante o eleitorado pode ser punida com detenção de dois meses a um ano ou pagamento de 120 a 150 dias-multa, de acordo com o artigo 323.

Já o artigo 324 diz que quem “caluniar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente fato definido como crime” estará sujeito à detenção de seis meses a dois anos e pagamento de 10 a 40 dias-multa. O ministro destacou ainda que todos os crimes contra a honra do cidadão são replicados no Código Eleitoral, como a calúnia eleitoral, a injúria eleitoral, a difamação eleitoral, além de propaganda fraudulenta.

Segundo Fux, as informações fraudulentas violam não só o princípio da moralidade nas eleições, como também o princípio da igualdade de chances. “Imaginem se os candidatos tiverem de se preocupar, no momento do debate, em ficar se defendendo sobre fake news. Vão perder tempo que têm para a difusão de seus programas defendendo-se daquelas notícias maliciosas que são veiculadas com o afã de derreter uma candidatura.”

Na avaliação do ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral, a sociedade tem que se conscientizar de que primeiro tem de checar a fundo para depois compartilhar a notícia. “A viralização sem checagem e o compartilhamento sem checagem podem iludir profundamente a vontade do eleitor e podemos não ter o que tanto queremos: uma evolução ética a partir do voto consciente que só pode sê-lo através da lisura informacional e que não combina com fake news.”

Fonte: Estado de São Paulo

 

Ministros do TST são favoráveis à rescisão do jogador Scarpa com o Fluminense

O caso do jogador Gustavo Scarpa está prestes a ganhar uma decisão definitiva. Nesta terça-feira, 21, os ministros Alexandre de Souza Agra Belmonte, Delaíde Miranda Arantes, Maria Helena Mallmann e Emmanoel Pereira, do TST, votaram no sentido de confirmar liminar que havia autorizado o jogador a estar livre para exercer suas atividades profissionais perante o clube que escolher. O julgamento foi suspenso por pedido de vista do ministro Douglas Alencar Rodrigues.

O caso

O jogador impetrou HC no TST contra decisão da 70ª vara do Trabalho do RJ e do TRT da 1ª região que indeferiram pedido de rescisão indireta do contrato especial de trabalho do jogador com o time carioca Fluminense Football Club. Na ação, o atleta alegou atraso de salário e de outras verbas trabalhistas, além de argumentar que o time não quitou os valores devidos a título de direito de imagem.

O pedido liminar foi deferido pelo TST e o recurso, em que o Fluminense buscava barrar HC concedido pela Corte, foi negado pelo ministro Agra Belmonte. Neste mês, a desembargadora Mery Bucker Caminha, do TRT da 1ª região deferiu liminar para determinar ao juízo da 70ª VT do Rio de Janeiro que se abstenha de bloquear R$ 200 milhões da conta do jogador de futebol Gustavo Scarpa. De acordo com o advogado que defende o jogador, Mauricio de Figueiredo, este é um julgamento histórico:

“É um julgamento histórico na medida em que o que se discute é a liberdade do atleta, palavra esta que, de forma proposital, foi cunhada no artigo 31 da Lei Pelé, por se tratar do bem mais precioso desse trabalhador diferenciado que diante das peculiaridades da atividade tem uma carreira curta. No caso em questão o atraso no pagamento de salários é incontroverso, sendo que essa é a obrigação primeira de qualquer empregador. Em razão de suas especificidades o presente caso guarda semelhanças com o Caso Afonsinho e o Caso Bosman, símbolos de uma quebra de paradigma.”

O clube carioca ainda segue com um histórico de inadimplência em relação ao jogador devido ao não pagamento do FGTS e outras verbas vencidas que totalizam um montante de R$735 mil.

Fonte: Migalhas