Grupo de magistrados pede ao governo fim do Conselho Nacional de Justiça

Um grupo organizado de juízes de diversas áreas do Direito, chamado “Magistratura Independente” pediu ao governo federal, nesta semana, o fim do Conselho Nacional de Justiça. A solicitação, em um documento com dez páginas, foi entregue ao ministro da Secretaria de Governo, general Santos Cruz. O grupo se identifica como um movimento de juízes que “anseiam por um Poder Judiciário aperfeiçoado e eficiente” e guardam “profunda preocupação com a crise e institucional que está a assolar a Nação nos últimos anos”.

De acordo com os magistrados, o CNJ é uma instituição pública com orçamento alto que não deveria existir. “Isso porque há corregedorias e outros dispositivos legais de controle e fiscalização do Judiciário, como a OAB, o Ministério Público, e os Conselhos Superiores de Justiça”, diz trecho do documento. Segundo o grupo, o CNJ não é primordialmente composto por magistrados de carreira. “É um órgão onde predominam as indicações políticas e ideológicas”, afirmam.

“A grande maioria de decisões do CNJ é de arquivamento sumário e tem um gasto anual de muitos milhões. Além disso, suas decisões de correição afetam a independência da magistratura”, dizem os juízes. No documento, os juízes afirmam também que “não há como imaginar o crescimento econômico em um país onde impera a incerteza das relações público-privadas”. “É necessário e urgente que se fortaleça o Poder Judiciário, pois sua fragmentação e deterioração representam, em última instancia, um fator de instabilidade”, diz trecho do documento.

PEC da Bengala
Os juízes também abordam temas como a Emenda Constitucional 88/2015, conhecida como “PEC da Bengala”, além da extinção do que eles chamam de “critérios políticos” de acesso à magistratura. “A PEC da Bengala mostrou-se um daqueles momentos em que os pilares dos motivos políticos se projetam muito mais profundos que as razões jurídicas. Além disso, estagnou a carreira no Judiciário ao ampliar a permanência de magistrados nas cortes”, afirmam os magistrados.

Quinto Constitucional
O grupo também critica o quinto constitucional, dispositivo jurídico que determina que um quinto das vagas de determinados tribunais brasileiros seja preenchido por advogados e membros do Ministério Público Federal e não por juízes de carreira. “O risco de nomeação não-profissional, de caráter eminentemente político é que a composição de um poder pode se tornar a replicação de um partido, desequilibrando a relação entre os poderes”, defendem.

Escritórios de Advocacia
Os manifestantes também argumentam que algumas medidas do Projeto de Lei 8.347/2017, como a proteção dos escritórios de advocacia de investigações, transferem poder dos juízes para os advogados. Para os juízes, a medida provocaria insegurança jurídica, e poderia ser utilizada para a “prática de crimes”, por dar, nas palavras dos magistrados, “imunidade” a advogados e escritórios de advocacia.

Afronta à Constituição
A extinção do CNJ não é simples. Uma emenda constitucional só será revogada por outra emenda constitucional. Mesmo assim, caberá ao Supremo Tribunal Federal julgar a matéria e decidir se é ou não inconstitucional. Instalado em junho de 2005, o CNJ foi criado na Emenda Constitucional 45. De seu papel originário de órgão de controle, tornou-se uma ferramenta de planejamento estratégico do Judiciário e foi responsável por adoção de medidas importantes, como a proibição do nepotismo e realização de correições.

Conforme estabelecido na Constituição Federal, o CNJ é composto por 15 conselheiros oriundos de distintas estruturas entre os diferentes tribunais, Ministério Público, OAB e cidadãos indicados pela Câmara dos Deputados e Senado Federal e, hoje, se apresenta como instrumento de transparência e uma importante porta de acesso para que a sociedade possa buscar a reparação de seus direitos, inclusive, quanto à conduta de magistrados.

Fonte: CONJUR

 

Câmara Municipal de São Luís realizará recadastramento de servidores a partir do dia 23

A Câmara Municipal de São Luís realizará, a partir da próxima semana, o trabalho de recadastramento dos servidores da Casa.  A coleta de informações terá início no dia 23 e se prolongará até o dia 13 de fevereiro no setor de Protocolo. O atendimento será feito das 8h às 17h.

Os servidores (efetivos, comissionados e contratados) deverão apresentar os seguintes documentos: foto 3×4, cópia da identidade, cpf, pis/pasep e título de eleitor, cópia de certidão de nascimento ou casamento; cópia da certidão de nascimento dos filhos; cópia do comprovante de residência; cópia da carteira de trabalho; cópia do cartão do banco e cópia da portaria ou termo de posse.

Vale destacar que o recadastramento é obrigatório. O servidor que não o fizer estará sujeito a penalizações, como a suspensão do pagamento.

Agência de Noticias CMSL

SINTSEP destaca aos servidores públicos estaduais a implantação da diferença da URV nos contracheques

Começou a ser implantado no contracheque de alguns servidores o percentual referente à diferença da URV. Mais de 4 mil cálculos com o percentual de diferença já foram homologados pela Justiça. O cumprimento da sentença é uma vitória da categoria e dos servidores filiados ao SINTSEP, uma vez que a causa está ganha desde 2008, não cabendo mais recurso por parte do Estado, que deve seguir com a implantação da diferença e o pagamento das indenizações.

A ação da URV diz respeito à reposição das perdas ocorridas com a conversão da moeda de cruzeiro real para real, com efeito retroativo ao ano de 2000.                 Têm direito todos os servidores públicos estaduais da ativa, aposentados e pensionistas (administrativos, professores e profissionais de nível superior).

Ressaltamos que continuamos recebendo a documentação daqueles servidores que ainda não deram entrada na ação. Os documentos necessários são cópias do RG, CPF, comprovante de residência e contracheque atual. Para maiores informações, basta dirigir-se à sede do sindicato, na Casa do Trabalhador, ou pelos números (98) 3236-5897 ou 3236-5873.

Fonte: SINTSEP Noticias

 

O Vaticano publicou conjunto de “orientações pastorais sobre o tráfico de pessoas”

O Vaticano, por meio de seu Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, publicou esta quinta-feira, 17/01, dois documentos com um conjunto de “orientações pastorais sobre o tráfico de pessoas”, nas quais alerta para os perigos crescentes do “contrabando de migrantes” e pede uma ação concertada, a nível internacional, na defesa das vítimas.

“Orientações pastorais sobre o Tráfico de Pessoas” é resultado de um processo de consulta junto às Conferências Episcopais, organizações católicas e congregações religiosas e traz recomendações para compreender, reconhecer, prevenir e vencer o tráfico de seres humanos, proteger as vítimas e promover a reabilitação dos sobreviventes.

Já “Luzes nos Caminhos da Esperança – Ensinamentos do Papa Francisco sobre migrantes, refugiados e tráfico” reúne ensinamentos do pontífice de 2013 até o fim de 2017 e tem como suplemento uma versão eletrônica com um programa de busca atualizado a cada semestre para a incorporação de novas ponderações “O contrabando de migrantes conduz com frequência ao crime do tráfico de seres humanos. Muitos adultos, ao procurarem escapar à guerra ou aos desastres naturais, acabam por se tornar vítimas do tráfico ou por ser forçados à escravidão”, adverte a seção ‘Migrantes e Refugiados’ do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé), criado pelo Papa Francisco.

O novo “manual” para as comunidades católicas e instituições religiosas adverte para a linha “cada vez mais tênue” que separa o contrabando de migrantes e o tráfico humano. Nos últimos anos, em fluxos maciços de migrantes e refugiados, muitas pessoas desesperadas, compelidas pela falta de acesso legal e de alternativas – também devido a políticas de migração cada vez mais restritivas -, começaram como clientes de contrabandistas e acabaram por tornar-se vítimas de traficantes”.

A Santa Sé defende um reforço dos programas humanitários governamentais e não governamentais, bem como do investimento no campo do desenvolvimento, considerando que “a cooperação e coordenação entre organizações nacionais e internacionais são cruciais e fundamentais para erradicar o tráfico humano”. As orientações destinam-se ao acompanhamento das vítimas, nos locais de origem, trânsito ou destino, insistindo na importância da sua “reintegração”. “Os Estados devem estabelecer ou melhorar programas e mecanismos para proteger, reabilitar e reintegrar as vítimas, atribuindo-lhes os recursos econômicos apreendidos aos traficantes”, diz o documento.

As orientações, fruto de uma consulta que durou seis meses, evocam as vítimas da “escravidão sexual” e apelam para migrações mais seguras e regulares. O texto do Vaticano lamenta que a opinião pública centre as atenções apenas nos traficantes e no lado da “oferta”, do tráfico humano, esquecendo quem procura estas pessoas, em esquemas criminosos, para as escravizar. “Estas orientações pastorais podem servir como um quadro para planejar, estabelecer, conduzir e avaliar todo um conjunto de ações voltadas para o importante e urgente objetivo de superar o tráfico humano”, conclui o documento.

Fonte: CNBB Nacional

 

Apoio do PCdoB a Maia desgasta de vez relação com o PT

O vermelho do PCdoB começa a incorporar o verde e amarelo do Bolsonaro

Além do PCdoB e PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, 11 bancadas que somam mais de 300 deputados embarcaram na campanha de Rodrigo Maia

O indicativo do PCdoB de apoio à reeleição do democrata Rodrigo Maia (RJ) para a presidência da Câmara irritou militantes do partido Brasil afora e desgastou de vez a relação com o Partido dos Trabalhadores (PT), aliado histórico.

Além do PCdoB e PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, 11 bancadas que somam mais de 300 deputados embarcaram na campanha de Maia. Para o ex-ministro da Justiça do governo Lula, Tarso Genro (PT-RS), o apoio do PCdoB favorece Bolsonaro e “não a união democrática”.

Tarso Genro diz não ter visto “argumento consistente” na nota do também ex-ministro do governo Lula e líder do PCdoB, Orlando Silva (SP): “PCdoB erra gravemente”. No comunicado, Silva diz que o objetivo (com o apoio a Maia) dos comunistas é criar “as melhores condições possíveis para que a oposição exerça a resistência democrática”.

Fonte: Leandro Manzzini – O Dia

 

PENÍNSULA SOB ATAQUE SONORO

Lino Raposo Moreira, PhD
Economista
Da Academia Maranhense de Letras

A passagem do Ano Novo foi comemorada em São Paulo com fogos capazes de gerar tão somente 20% de ruído, em comparação com aqueles usados até o ano passado. A administração municipal merece aplausos pela iniciativa. A Constituição do Brasil garante a todos os cidadãos um meio ambiente saudável, livre de ruídos exagerados, e a legislação infraconstitucional estabelece os limites legais, que não podem ser ultrapassados, sob qualquer pretexto. Se o for, o infrator arrisca-se a ser acusado do cometimento de crime ambiental.

Infelizmente, porém, a legislação nem sempre é cumprida. Por toda nossa cidade, em todos os bairros, ouvem-se reclamações de moradores contra a emissão sonora excessiva. Os maiores problemas ocorrem justamente nas áreas nas quais reside gente supostamente equipada com boa educação formal, adquirida em boas escolas. Ilusão. Muita gente entrou na escola, mas a escola não entrou nela.

As leis de trânsito são outras das preferidas dos infratores. Basta postar-se em frente de qualquer escola, para ver o caos criado no horário de saída dos alunos e chegada dos pais, ansiosos por levar os filhos para casa. É um festival de “é rapidinho”, “volto já”, “foi só uma buzinadinha”, na tentativa de justificar o injustificável: o desrespeito à lei.

O mesmo, ou pior, acontece com respeito à Lei do Silêncio, ou melhor, sem respeito à Lei do Silêncio. A legislação sobre o uso do solo de São Luís permite a implantação de bares, restaurantes e casas semelhantes, na área onde moro, conhecida como Península da Ponta da Areia, que é classificada no zoneamento municipal como Zona Diversificada. No entanto, é claro, a autorização para funcionamento, não é uma “autorização para matar”, metáfora que uso para dizer que ela não é um liberou-geral; é tão só permissão para funcionamento, sob certos condicionantes, cujo descumprimento enseja sua revogação. Os limites estabelecidos na Lei do Silêncio continuam vigendo após o licenciamento. Mude-se para perto de um desses estabelecimentos para saber como é morar perto de uma dessas fontes poluentes.

De igual modo, acontece de o poluidor ser flagrado no ato de cometer possível crime ambiental. Sua primeira desculpa é esta: “Mas eu estou criando empregos”. É verdade. No entanto, a criação de emprego é objetivamente mero subproduto do investimento feito com o fim de gerar lucros. Quem aplica seu capital num negócio o faz com o objetivo de lucrar, não de dar empregos. Quem faria investimentos com a meta de ter prejuízo? Contudo, essa benéfica busca pelo interesse próprio (o lucro), natural, legítima e necessária ao aumento da riqueza da sociedade, não dispensa estrita obediência às regras do jogo, ou seja, as leis, decretos, regulamentos, etc. Infelizmente, sempre há os infratores. Esses sempre são minorias punidas pelo sistema judiciário. Não há jeitinhos nem carteiradas capazes de mudar isso.

Vem crescendo com o passar do tempo nesta área casos de agressão à Lei do Silêncio. Por isso, os moradores de quatro condomínios, inclusive o meu, das proximidades de um bar que funcionava atrás do Iate Clube, reuniram-se, alguns anos atrás, e contra o estabelecimento entraram com uma ação, pela emissão sonora acima do permitido. Simultaneamente fui ao IPHAN, em meu próprio nome; aquele órgão, por sua vez, dirigiu-se ao Ministério Público Federal e este propôs uma Ação Civil Pública – ACP contra o bar, que foi aceita pela justiça federal. No fim, a sentença de mérito colocou severas restrições às atividades do estabelecimento e seus proprietários avaliaram como inviável financeiramente a continuidade de sua operação no local e foram embora daqui. Na minha denúncia original, eu mostrava ao IPHAN que a estrutura do Forte de Santo Antônio, bem tombado como do patrimônio histórico nacional, estava ameaçada pelos eventos realizados perto daquela estrutura histórica.

Logo a seguir, o Iate Clube se candidatou a substituto do bar e tentou fazer os mesmos eventos ou eventos semelhantes, em suas dependências, com a mesma poluição sonora. Os moradores foram à justiça estadual novamente, de que resultou uma liminar, impondo a obrigação de isolamento acústico ou, na ausência deste, a não realização de eventos no clube. Estamos no aguardo da decisão de mérito.

Mais recentemente, tomei conhecimento, por meu amigo Moacir de Moraes, que mora há décadas na rua das Gardênias, aqui na Península, de situação bastante estressante, criada por forte poluição sonora, cuja fonte está a pouquíssimos metros de sua casa. Como todo mundo sabe, tal circunstância prejudica a saúde das pessoas de qualquer faixa etária e prejudica ainda mais Moacir e Márcia, sua esposa, idosos ambos.

O caso é este. Bem em frente da residência de Moacir, do outro lado da rua, a não mais de dez passos de distância, funciona o bar Azeite e Sal. O ruído produzido no local supera em muito o nível permitido legalmente, segundo laudo técnico feito sob a supervisão do promotor de Defesa do Idoso, José Augusto Cutrim Gomes, do MPE, obedecendo a todos os critérios técnicos e de bom senso pertinentes a esse tipo de avaliação. Esse documento encontra-se na Promotoria do Idoso. Outro laudo, contratado pelos moradores do entorno do Azeite, foi feito, também constatando a infração, e serviu de fundamento tanto à propositura de ação contra o Azeite, quanto à liminar da justiça estadual. Essa liminar foi derrubada pelo desembargador Luiz Gonzaga Almeida.

O interessante aqui é que o restaurante Bangalô, situado num lote lindeiro com o da casa de Moacir, chegou a promover festas pré-carnavalescas num determinado ano; mas, após diálogo com os moradores, prometeu tomar medidas para evitar a poluição sonora e tomou mesmo, evitando incômodos aos vizinhos. Os sócios do Azeite também foram igualmente convidados a reunir-se com moradores na casa de Moacir. Concordaram em manter o ruído dentro do limite legal, mas nunca cumpriram o prometido, como os laudos mostraram. Após muitas reclamações, pelo não cumprimento da promessa, um dos sócios fez a sugestão a Moacir: “Procure seus direitos”. Acreditando leis são para ser cumpridas, ele procurou a Justiça, como é direito de todo cidadão, mas depois de ano e meio de peregrinação pelos órgãos de fiscalização.

Apesar de Moacir ter usado o direito constitucional, de reclamar nas cortes por direito líquido e certo, a ação contra o Azeite parece ter despertado contra o idoso, em um minúsculo subgrupo do grupo de WhatsApp da Península, ira de tubarão, como na canção de Djavan. Outra ação há contra o Azeite, a do condomínio Monte Olimpo, tendo como objeto o uso irregular do estacionamento do prédio onde o Azeite funciona. Mas não se viu agressividade nenhuma contra seus autores. Moacir chegou a receber a sugestão de se mudar para outro local. Segundo penso, fica implícito aí o seguinte aviso: quem não gostar de poluição sonora não venha morar na Península. Dou abaixo o print da tela do WhatsApp onde se vê a grosseria.

Esse só um de vários exemplos recolhidos por Moacir, da hostilidade, desrespeito e violência psicológica contra ele e a esposa, apenas porque eles não se intimidaram e não deixaram de lutar pelos seus direitos e os dos outros moradores.

Essa atitude pode ser caracterizada como agressora do Estatuto do Idoso, em seus art. 4º e 6º, e nos incisos I a V, § 1o, do art. 19 (Lei No 10.741, de 1º de outubro de 2003):

Art. 4o Nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei.

Art. 6o Todo cidadão tem o dever de comunicar à autoridade competente qualquer forma de violação a esta Lei que tenha testemunhado ou de que tenha conhecimento.

Art. 19. Os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos serão objeto de notificação compulsória pelos serviços de saúde públicos e privados à autoridade sanitária, bem como serão obrigatoriamente comunicados por eles a quaisquer dos seguintes órgãos:

I – autoridade policial;

II – Ministério Público;

III – Conselho Municipal do Idoso;

IV – Conselho Estadual do Idoso;

V – Conselho Nacional do Idoso.

  • 1oPara os efeitos desta Lei, considera-se violência contra o idoso qualquer ação ou omissão praticada em local público ou privado que lhe cause morte, dano ou SOFRIMENTO FÍSICO OU PSICLÓGICO. (As maiúsculas e o negrito são meus).
  • 2o …………………………………………………………………………………………………………………………………..

A continuar essa tendência de aumento da poluição sonora na Península, teremos de dar razão ao blogueiro Aldir Dantas, que recentemente disse com acerto: “Do jeito que as coisas vão na Península, de bairro chique ela ainda vai ser conhecida como bairro brega”. Ou, acrescento, poderá ser conhecida como Baixo Península, por analogia com Baixo Leblon, denominação usada no Rio de Janeiro, referindo-se ao bairro de mesmo nome e ponto de encontro de pessoas em que a obediência às leis é suspensa durante eventos lá realizados.

Finalmente alerto os moradores acerca de uma consequência negativa do descontrole sonoro prevalecente na Península. Se situação atual prevalecer daqui em diante, o patrimônio dos moradores, na parte constituída de apartamentos e outros imóveis localizados nesta área, sofrerá desvalorização, pois quem deseja morar num lugar sujeito à instalação a seu lado, de uma hora para outra, de um potencial poluidor sonoro, que irá perturbar suas atividades e seu repouso diários, principalmente sua noite de sono? A atratividade da área poderá diminuir e, portanto, reduzir os preços desses imóveis. Se hoje Moacir desejasse vender sua casa não obteria o mesmo preço de antes da instalação do Azeite e Sal, a poucos metros de seu portão de entrada. Não é perda pequena.

Presidente Osmar Filho prestigiou a posse do novo presidente do Sebrae-MA

Osmar Filho e Raimundo Coelho costuram parcerias entre a Câmara Municipal e o Sebrae.

O presidente da Câmara Municipal de São Luís, Osmar Filho (PDT), prestigiou, na noite da última quinta-feira (17), no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, a solenidade de posse do presidente do novo Conselho Deliberativo do Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas, Raimundo Coelho de Sousa, eleito para comandar a entidade no quadriênio 2019-2022.

O chefe do legislativo municipal propôs a parceria do Sebrae para discutir algumas ações junto com a Casa visando uma parceria para gerar mais emprego e renda na capital maranhense.

“A parceria Câmara Municipal de São Luís e Sebrae é importante por ser uma instituição que visa dar apoio ao pequeno e micro empresário, e tenho certeza que está parceria resultará em políticas públicas de geração de emprego e renda”, afirmou Osmar Filho.

O novo presidente disse que vai encarar o cargo com muita responsabilidade e honra. “E vamos procurar saber sobre a necessidade do micro e pequeno empreendedor, saber o que ele indica, qual a sua vocação”, acrescentou Raimundo Coelho.

Osmar Filho falou, ainda, que os projetos de parceria com o Sebrae, “serão discutidos com as comissões técnicas da Casa, que versa sobre o assunto, e com o colegiado, também, buscando audiência pública com a sociedade civil organizada envolvendo todos, para que, a partir daí, se construa projetos que de fato fomentem a geração de emprego e renda”.

Raimundo Coelho ressaltou que é fundamental discutir projetos de interesse econômico com a Câmara Municipal de São Luís em diversos segmentos como na agricultura, comércio, indústria e serviços.

Na ocasião, o novo presidente destacou a importância dos vereadores de São Luís na parceria com o Sebrae, por tratar-se de legítimos representantes do povo e das comunidades.

Fonte: Agência CMSL

 

PCdoB questiona no STF decreto sobre posse de armas

Para o partido, o presidente invadiu reserva legal destinada ao Congresso para editar norma.

O PCdoB – Partido Comunista do Brasil ajuizou ADIn no STF para questionar dispositivos do decreto 9.685/19, assinado na última terça-feira, 15, pelo presidente Jair Bolsonaro, que flexibilizou as exigências para a posse legal de armas de fogo de uso permitido.

Segundo o partido, o chefe do Poder Executivo extrapolou de sua competência e invadiu reserva legal destinada ao Congresso Nacional para editar norma sobre o tema. A ADIn 6.058 foi distribuida ao ministro Celso de Mello.

Para a legenda, o presidente da República, com o apoio dos ministros da Justiça e da Defesa, usou o decreto para usurpar atribuições do Poder Legislativo, uma vez que a norma traz inovações que não representam a regulamentação de dispositivos do Estatuto do Desarmamento (lei 10.826/03). “Trata-se de normas que inovam o conteúdo normativo contido na lei 10.826/2003, que somente o Poder Legislativo, por deliberação de suas duas Casas – a Câmara dos Deputados e o Senado Federal – podem adotar”, salienta o PCdoB. Ao presidente da República caberia, de acordo com a artigo 84, inciso III, da CF, iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos no próprio texto constitucional, explica a legenda.

Índice de violência

Para o partido político, impressiona “a audácia do chefe do Poder Executivo” ao considerar como efetiva necessidade para a posse de arma de fogo o fato de o interessado viver em área urbana com elevados índices de violência, consideradas as localizadas em unidades federativas com mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes. Segundo os dados de 2016 do Atlas da Violência 2018, usados como parâmetro na norma questionada, todas os estados brasileiros e o Distrito Federal tiveram mais de 10 homicídios por 100 mil habitantes.

Com isso, o presidente da República permite que  brasileiros e brasileiras, bem como estrangeiros e estrangeiras residentes no país, possam adquirir até quatro armas. O PCdoB argumenta que, não havendo previsão legal para que a população brasileira possa adquirir armas de fogo de uso permitido, é evidente que o presidente da República, ao inserir essa possibilidade, atentou contra o princípio constitucional da reserva legal e contra a competência legislativa do Congresso Nacional em relação a matérias de competência da União.

Cofre

Outro ponto questionado pela legenda é a exigência de declaração, por parte do interessado em adquirir uma arma de fogo que conviva com criança, adolescente ou pessoa com deficiência mental, de que possui cofre ou local seguro em casa. Trata-se de inovação normativa sem qualquer relação com o Estatuto do Desarmamento, a demonstrar o caráter abusivo da norma editada pelo presidente.

Veracidade

Também é questionada a parte da norma que presume verdadeiras as informações prestadas pelo interessado em adquirir arma de fogo, sem necessidade de comprovação. Para o PCdoB, o Estado não pode renunciar à sua competência discricionária, outorgando ao cidadão uma fé pública que, no caso, ele não deve ter, pelos riscos à segurança pública envolvidos.

Efetiva necessidade

O dispositivo que trata das hipóteses de efetiva necessidade que permitem aos interessados adquirirem até quatro armas também é alvo de questionamento. Para a legenda, a leitura do dispositivo deixa claro que o chefe do Poder Executivo esvazia, por completo, a necessidade de aferição da efetiva necessidade eventualmente declarada pelo interessado, bem como a necessidade de decisão devidamente fundamentada por parte do Sistema Nacional de Armas (Sinarm/PF) para que o cidadão possa comprar uma arma.

Pedidos

O PCdoB pede a concessão de liminar para que o inciso VIII e os parágrafos 1º, 7º, 8º e 10, do art. 12, do decreto 5.123/04, com a redação dada pelo decreto 9.685/19, sejam suspensos até o julgamento definitivo da ação. E que no julgamento de mérito seja confirmada a liminar, com a declaração de inconstitucionalidade dos dispositivos questionados.

Fonte: Migalhas

Deputado César Pires prega amplo debate público sobre programa de incentivos fiscais

O Grupo Mateus caminha para ter o monopólio dos supermercados em São Luís e avança em vários municípios do Estado. O privilégio “quebra” as outras redes locais e com o apoio do governo impede a livre concorrência com outros empresários nacionais, que não conseguem disputar o mercado. Os aumentos constantes de preços já são reclamados por muitos consumidores.

O deputado César Pires vai colocar em discussão, em audiência pública a ser realizada em fevereiro, o programa de benefícios fiscais adotado pelo governo Flávio Dino. Ele pretende convidar representantes do ramo atacadista e dos trabalhadores do setor para avaliar as consequências da Lei 10576, de 10 de abril de 2017, que estaria provocando o fechamento de estabelecimentos e o consequente desemprego de centenas de maranhenses.

A Lei 10576 instituiu o Programa de Incentivo ao Desenvolvimento dos Centros de Distribuição no estado do Maranhão, beneficiando somente “estabelecimento comercial atacadista com capital social mínimo de R$ 100 milhões e que gere 500 ou mais empregos diretos”. As empresas que se encaixam nesse perfil têm direito a alíquota de 2% do ICMS, enquanto que dos demais estabelecimentos é cobrado o percentual de 18%.

“Na época da votação desse projeto de lei do governo Flávio Dino, nós alertamos que somente uma rede de supermercados no Maranhão seria beneficiada, em detrimento de centenas de outras empresas que estavam sendo massacradas com alíquota maior do ICMS. Mas o governo não nos deu ouvido e hoje o que vemos é centenas de maranhenses ficarem desempregados em decorrência da concorrência desleal que tem causado o fechamento de vários estabelecimentos comerciais”, declarou César Pires, após acompanhar a discussão que predominou nas redes sociais nesta semana.

Para o parlamentar, é necessário debater essa questão gravíssima com empresários e demais representantes do ramo atacadista, e principalmente com os trabalhadores do setor, para avaliar a situação e buscar soluções. Ele ressalta que o problema atinge todo o estado, já que a única rede atacadista beneficiada por essa lei está abrindo lojas no interior do Maranhão e destruindo os comerciantes locais.

“Não podemos aceitar inertes a falência de várias empresas que há anos geravam divisas e empregos no Maranhão, e hoje estão sem condições de funcionamento, pela concorrência desleal que se estabeleceu em nosso estado”, enfatizou ele.

 

Maranhenses terão projetos apresentados e votados pela Assembleia através da Lei Eduardo Braide

Já está em vigor a Lei 10.991/2019, de autoria do deputado Eduardo Braide (PMN), que institui novo marco legal para o exercício da democracia direta. Em resumo, a população maranhense vai poder, agora, de forma digital e mais prática, apresentar projetos de lei de iniciativa popular à Assembleia Legislativa.

“Até hoje, a Assembleia do Maranhão nunca apreciou um projeto de lei de iniciativa popular. Foi a dificuldade na coleta de assinaturas, por meio de papel, que fez com que essa Casa nunca pudesse discutir um projeto dessa natureza. Pensando nisso, que busquei essa alternativa ágil e moderna para os maranhenses. Por isso, a partir de agora – com base na Lei 10.991/2019 de nossa autoria – os cidadãos vão ter o acesso facilitado à iniciativa para propor leis ao Parlamento estadual, adequando-se assim pelo momento por qual passa o país, que é esse da coleta digital das assinaturas, por meio de aplicativos ou programas que facilitem esse trâmite”, explicou o deputado.

Eduardo Braide destacou a sanção da Lei 10.991/2019 na íntegra, o que permite a maior amplitude e aplicação do instrumento. “A nossa lei foi mantida na íntegra, sancionada sem nenhum veto. Isso permite que todo trâmite necessário para o exercício da iniciativa popular seja respeitado, com base no que diz a nossa Constituição Estadual (art. 44, parágrafo 1°). Dessa forma, o cidadão poderá, agora, com mais facilidade, ter um projeto de sua autoria apresentado e votado pela Assembleia Legislativa”, destacou o parlamentar.

Com a Lei em vigor, o deputado ressaltou que tratará das questões de implantação da ferramenta junto à Assembleia Legislativa. “A Lei está em vigor e eu mesmo, antes do término do mandato de deputado estadual, tratarei com a Mesa Diretora da Casa sobre a implantação da ferramenta, que vai permitir ao maranhense sugerir, de forma mais ágil, ideias, projetos e propostas para o Parlamento. Dessa forma, vamos deixar uma contribuição efetiva de democracia direta para os cidadãos, que continuará sendo a marca de nosso trabalho na Câmara dos Deputados”, concluiu Eduardo Braide.

Fonte: Agência Assembleia