Decisão do ministro Barroso contra o líder do governo no senado pode atingir Dias Toffoli e Gilmar Mendes

Luís Roberto Barroso é, indubitavelmente, um dos mais decentes e bem preparados ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

É ele o responsável pela mais forte e firme reprimenda já sofrida por um ministro em toda a história do STF. No caso, Gilmar Mendes.

“Vossa Excelência envergonha, desonra este tribunal! É só ódio, bílis, ofensa! Você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com o atraso e pitadas de psicopatia.”

Covarde, sem peito e argumentos para enfrentar Barroso, Gilmar ouviu em silêncio. Quando tentou reagir, foi impedido pela então presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que encerrou a sessão.

Mais recentemente, sem citar nomes, o mesmo Barroso denunciou a corrupção no STF.

“Menos de 1% dos presos do sistema está lá por corrupção ou por crime de colarinho branco. Tem alguma coisa errada nisso. E ainda assim, no Supremo, você tem gabinete distribuindo senha para soltar corrupto. Sem qualquer forma de direito e numa espécie de ação entre amigos”

Esta semana, no momento em que senadores são pressionados pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre para que retirem suas assinaturas da CPI da Lava Toga, sob a tola argumentação de que um poder não deve interferir em outro, Barroso determina uma busca e apreensão dentro de um gabinete de um senador no Senado Federal.

Noutras palavras, pisoteou na retórica que vinha sendo utilizada por Alcolumbre. Assim, o próprio presidente do Senado, evidentemente, ficou possesso com a operação autorizada pelo STF.

Dias Toffoli, por sua vez, durante a semana, segundo relata a Revista Crusoé, tentou atuar como ‘bombeiro’ para diminuir a irritação de Alcolumbre.

Na realidade, Toffoli teme que a crise acabe instigando o Senado a levar em frente a CPI da Lava Toga. É desta forma que a decisão de Barroso pode atingir diretamente aos dois ministros que possuem dezenas de pedidos de impeachment engavetados no senado.

Jornal da Cidade Online

 

 

Deputada Tabata Amaral e a senadora Simone Tebet: As mulheres conquistam o Congresso

Maioria na sociedade, minoria no Congresso, as mulheres são as grandes vencedoras do Prêmio Congresso em Foco 2019, na avaliação do júri especializado. O corpo de jurados escolheu Tabata Amaral (PDT-SP) como a melhor deputada do ano e Simone Tebet (MDB-MS) como a melhor senadora, esta pelo segundo ano consecutivo. Com trajetórias de vida distintas, as duas são conhecidas no Parlamento por não fugirem do enfrentamento político, inclusive dentro de seus partidos, terem posições firmes e seguras e militarem na defesa da educação.

A escolha das melhores parlamentares pelo júri foi o ponto mais alto de uma cerimônia que contou com dezenas de deputados e senadores e um público formado por cerca de 400 pessoas. Foram premiados também os melhores congressistas, conforme votação da internet e de jornalistas que cobrem o Congresso, e os que mais se destacaram em três áreas temáticas. O suspense só acabou quando a jornalista Cristina Serra, mestre de cerimônia, anunciou e chamou ao palco do Porto Vittoria Espaço de Eventos os premiados.

Os principais vencedores na votação da internet foram Major Olimpio (PSL-SP), no Senado, e Carla Zambelli (PSL-SP), na Câmara. Entre os jornalistas, os preferidos foram o deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) e o senador Paulo Paim (PT-RS). Os três primeiros colocados foram agraciados com troféus. Os demais premiados receberam certificados.

A homenagem foi estendida ainda aos parlamentares que mais se destacaram em três categorias especiais: “Clima & Sustentabilidade”, promovida pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), “Apoio ao Empreendedorismo” e “Valorização dos Bancos Públicos”, apoiada pela Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb). Cinco nomes foram agraciados em cada uma dessas categorias.

Aos 25 anos, Tabata exerce os seus primeiros meses de deputada. Em seu discurso de agradecimento, a jovem deputada exaltou “”a todos os nossos jovens, em especial as meninas, e a toda população que não se vê nas vagas de vestibular e emprego”.

“Me comprometo pelo resto de nossa vida para que a gente tenha mais mulheres jovens e periféricos no Congresso”, discursou a deputada.

Bicampeã na votação do júri, a presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet, defendeu a convivência harmônica entre os divergentes. Ela também ressaltou a importância da política nas grandes questões nacionais. “O Brasil tem pressa, tem fome, tem desemprego. Mas, acima de tudo, o país ainda tem esperança na sua classe política”, enfatizou.

O Brasil é um dos países com menos mulheres no Parlamento. Neste momento exercem o mandato apenas 12 senadoras (entre os 81 integrantes do Senado) e 76 deputadas (entre os 513). Além de Simone, Tabata e Carla, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) também levou o primeiro lugar, pelo apoio ao empreendedorismo, na votação da internet. Outras parlamentares, como Luiz Erundina (Psol-SP) – única a participar de todas as 12 edições do prêmio – também foram agraciadas.

Da Vila Missionária a Harvard

Uma das principais lideranças jovens do país,Tabata é um caso raro dentro do Congresso. Filha de um cobrador de ônibus e de uma bordadeira e diarista, ela deixou a Vila Missionária, na periferia de São Paulo, para cursar astrofísica e ciência política na Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo. De volta ao Brasil, ajudou a fundar o Movimento Acredito, grupo político suprapartidário que prega a renovação das práticas políticas, e o Mapa Educação, iniciativa voltada para a melhoria da educação.

Um dos momentos mais marcantes de Tabata neste começo de mandato foi quando questionou duramente o então ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez. O vídeo da audiência pública ganhou as redes sociais e o noticiário político. A deputada o chamou de incapaz e sugeriu que ele, diante da falta de projetos, pedisse demissão: “Mude de atitude ou saia do cargo”. Dias depois Vélez foi demitido.

A deputada também desafiou o PDT e o ex-candidato a presidente Ciro Gomes, sua principal liderança atualmente, ao votar a favor da reforma da Previdência. Por causa disso, foi suspensa das atividades partidárias, ao lado de outros sete pedetistas.

Aprovada em outras oito universidades americanas, além de Harvard, Tabata se graduou com honras máximas e recebeu o Prêmio Kenneth Maxwell em estudos brasileiros e o Prêmio Eric Firth para o melhor ensaio sobre o tema de ideais democráticos por sua tese.

Na política desde o berço

Aos 49 anos, Simone Tebet herdou do pai, o ex-presidente do Senado Ramez Tebet (MDB-MS), falecido em 2006, o gosto pela política. Uma das principais vozes do Senado, a senadora está em seu quinto ano de mandato. Com bom trânsito entre governistas e oposicionistas, a sul-mato-grossense é conhecida pelo seu poder de articulação política. Em fevereiro, foi o fiel da balança na eleição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

A senadora enfrentou os caciques do próprio partido, como Renan Calheiros (MDB-AL), Jader Barbalho (MDB-PA) e Fernando Bezerra (MDB-PE), para concorrer como candidata da legenda na disputa pelo comando da Casa. Derrotada por Renan, escolhido pelos colegas como o nome da bancada, Simone lançou candidatura avulsa.

Chegou como uma das favoritas à eleição, mas renunciou na última hora em favor de Alcolumbre, para quem seus votos migraram. No comando da CCJ, a emedebista ditou o ritmo da reforma da Previdência e articulou acordos que resultaram na elaboração de uma versão paralela, que reúne as principais alterações feitas pelo relator, Tasso Jereissati (PSDB-CE), impedindo assim que o texto principal volte à Câmara, o que retardaria a promulgação da emenda constitucional.

Formada em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Simone é especialista em Ciência do Direito, mestre em Direito do Estado e doutoranda em Direito Constitucional. Foi professora universitária, prefeita de Três Lagoas, sua cidade natal, deputada estadual e vice-governadora, antes de chegar ao Senado, em fevereiro de 2015.

Por que premiar político

O Prêmio Congresso em Foco tem como finalidade distinguir os melhores parlamentares do Parlamento e estimular a sociedade a acompanhar seus representantes de modo ativo, assim como a participar plenamente da vida política.

A iniciativa, que chegou este ano à sua 12ª edição, pretende reconhecer o trabalho dos deputados federais e senadores que se destacam positivamente no exercício do mandato, valorizar os bons exemplos e, ao mesmo tempo, sinalizar ao eleitorado que melhorar a qualidade da nossa representação política é possível.

O prêmio busca reconhecer o trabalho dos deputados federais e senadores que se destacam positivamente no exercício do mandato, valorizar os bons exemplos e, ao mesmo tempo, sinalizar ao eleitorado que melhorar a qualidade da nossa representação política é possível. A mensagem é clara: defender a democracia, por meio da valorização de uma de suas principais instituições – o Poder Legislativo.

Congresso em Foco

 

Senador petista que atacou Sérgio Moro é condenado por improbidade e tem direitos políticos cassado

Mais um petista condenado por má gestão do sagrado dinheiro da saúde. O atual senador Rogério Carvalho na época em que foi Secretário de Saúde de Sergipe foi acusado de improbidade administrativa e acaba de ser condenado pela Justiça daquele estado.

Ele terá que ressarcir ao erário, prejuízos na monta de R$ 589.991,74 e teve os seus direitos políticos cassados por 5 anos. A decisão diz que o senador praticou “atos ímprobos graves”.

Curiosamente, foi esse petista um dos mais destacados nos ataques ao ministro Sérgio Moro, quando este esteve na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal para prestar esclarecimentos sobre as mensagens roubadas pelo gangster Verdevaldo. O castigo veio a galope…

Jornal da Cidade Online

 

Mais de cinco mil crianças estão sem escolas e a justiça deu prazo para a prefeitura de São Luís concluir 25 creches

Muita gente que ver a prefeitura de São Luís fazer propaganda intensiva nos veículos de comunicação, principalmente de obras sem consistência e que logo desaparecerão, como é o caso do asfalto que não resistirá às primeiras chuvas do inverno, desconhece o verdadeiro abandono, incompetência e até mesmo irresponsabilidade da administração municipal em desrespeito aos direitos e a dignidade de crianças e adolescentes da nossa capital.

Atualmente ultrapassa o número de cinco mil crianças que estão fora das salas de aulas e das creches em São Luís, simplesmente pela irresponsabilidade da prefeitura de São Luís. Recentemente, a Vara dos Direitos Difusos e Coletivos da Comarca de São Luís, condenou a prefeitura a concluir algumas obras e construir outras no total de 25 creches para atender a necessidade de crianças e adolescentes. Elas estão fora das salas de aulas por negação aos seus direitos constitucionais e irresponsabilidade da prefeitura de São Luís.

Há mais de três anos, a prefeitura firmou um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público da Educação para a reforma de 52 unidades escolares até hoje, ela ainda não concluiu a metade, daí o fracasso criminoso da educação, apesar das dezenas de denúncias feitas na Câmara Municipal por 10% dos vereadores e do Sindeducação, feitas publicamente.

Falar de saúde é mais doloroso, principalmente pelo engodo que vem sendo praticado para a conclusão das obras do Hospital da Criança. Do inferno desgraçado imposto a pessoas idosas que tentam marcar consultas e exames nas tais centrais da Semus e pior ainda é a luta de muitas pessoas pobres lutando para serem internadas nos Socorrões, muitas das quais fazendo apelos por um lugar nos corredores. É uma realidade vergonhosa, enquanto se vê o dinheiro público saindo pelo ralo em jogo de interesses com empreiteiras para fazer recapeamento asfáltico, em locais que já foram feitos os serviços precários e a mesma prática vem sendo utilizada para desvio vergonhoso de recursos públicos.

Por falta, inoperância ou omissão dos órgãos de controle, verifica-se claramente que em São Luís, o poder executivo tudo pode.

 

Procuradoria Geral da República se manifesta contrária ao pedido da defesa de Lula para anular condenação

Na visão do procurador interino, Alcides Martins, o objetivo dos advogados é criar situações ‘reprováveis’ protagonizadas pelos procuradores da Lava-Jato

Repórter Raphael Costa

O Procurador Geral da República interino, Alcides Martins, enviou um parecer para o Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo que seja mantida a decisão do ministro Edson Fachin, de negar o recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os advogados do petista queriam anular a condenação, no caso do apartamento no Guarujá (SP), por considerarem os procuradores da “Lava Jato” suspeitos. O argumento é de que os diálogos vazados e publicados pelo site The Intercept mostram irregularidade dos procuradores.

Sobre essa situação, Alcides destaca que as mensagens não tiveram a autenticidade e integridade confirmadas pela perícia, logo, não servem como prova.

Na nota publicada no site da PGR, Alcides destaca que “foram asseguradas todas as garantias constitucionais aplicáveis à espécie, em especial o direito à ampla defesa e ao contraditório, tendo sido confirmadas por mais de uma instância jurisdicional”.

Na visão do procurador interino, o objetivo dos advogados é criar situações ‘reprováveis’ protagonizadas pelos procuradores da Lava-Jato.

Agência Rádio Mais

Opções para solucionar conflitos

Carlos Nina*

O ser humano vê-se comumente envolvido em disputas pelo que entende serem seus direitos. As mais simples, resolve-as imperceptivelmente. Sem sequelas, confrontos ou conflitos. As mais complexas, às vezes as resolve, também, sem litígios.

Comumente, porém, esses choques de pretensões descambam para órgãos públicos de resolução de demandas, varas judiciais, quando não para delegacias de polícia, promotorias e varas criminais. E duram décadas até uma decisão final, que não significa, necessariamente, a satisfação de quem tem o direito reconhecido. Prevalece o velho bordão: “ganha, mas não leva”.

O espírito de beligerância parece fazer parte da cultura, contrariando a necessidade de harmonia, cooperação, colaboração e fraternidade para a convivência pacífica entre as pessoas.

Muitas vezes os conflitos não nascem de equívocos de percepção sobre direitos pessoais, mas de consciente conduta egoística, ambiciosa, perversa, por parte de quem, sabendo estar abusando, quer fazer prevalecer sua vontade, valendo-se de sua insensatez e insensibilidade, ou algum poder, político, econômico ou mesmo da violência. São os que mandam suas vítimas para o Judiciário, porque sabem que os processos durarão longo tempo e, enquanto isso, estarão usufruindo o que não lhes pertence ou flauteando lépidos e fagueiros, protegidos pelo caos que o volume de processos causa, cada vez mais, no Poder Judiciário.

Ocupam o Judiciário o máximo possível, exatamente porque sabem que não têm direitos. Não querem que sua demanda tenha uma decisão, nem fazem acordos.

Por outro lado, há os litigantes de boa-fé, convictos de que têm, cada um, o mesmo direito que, entretanto, só a um assiste. Querem ver o problema resolvido, mas estão sujeitos à mesma demora que atormenta os jurisdicionados. Para estes, porém, há soluções: conciliação, mediação e arbitragem.

A conciliação sempre foi uma etapa no processo judicial e pode ser feita a qualquer tempo, inclusive depois da sentença. Veio, com a mediação, reforçada na última versão da legislação processual brasileira. Se as partes quiserem efetivamente resolver sua pendenga, podem valer-se da conciliação ou da mediação, mesmo com a demanda já ajuizada. E podem fazê-lo em órgão do Judiciário ou fora dele, em Câmaras privadas de Conciliação, Mediação e Arbitragem ou com pessoas habilitadas para esse fim.

Por fim, a arbitragem também é um caminho para a solução de conflitos, de forma célere, com menor custo, garantida pela confiança das partes nas pessoas que farão a arbitragem e protegidos pela confidencialidade do caso, como preveem as normas que a regulamentam.

A arbitragem, aparentemente nova no Brasil, é praticada há muito tempo no mundo. Precisa, porém, ser melhor conhecida, especialmente no Brasil, onde a cultura de judicialização de tudo não causa apenas o estrangulamento do Judiciário, mas desperdiça opções que podem contribuir para a pacificação social.

Se você tem uma demanda e quer vê-la resolvida, tente uma dessas opções: a conciliação ou a mediação, no Judiciário ou fora dele, e a arbitragem, com árbitros ou Câmaras de Arbitragem nos quais as partes em litígio confiam.

 

*Advogado. carlos.nina@yahoo.com.br

Carlos Nina
(98) 9 8899 8381

 

Polícia Federal encontra milhões na conta de hacker, parceiro de Vermelho

Thiago Elieser Santos, conhecido como “chiclete”, o programador preso na semana passada pela Polícia Federal, repentinamente teve um salto enorme em seu padrão de vida, conforme atestaram as investigações.

Tido como um respeitado hacker no submundo da internet, tudo indica que ele seja o mentor de Walter Delgatti Neto, o Vermelho, responsável pelas invasões das contas de Telegram de centenas de autoridades, entre elas o coordenador da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol.

A PF já rastreou, segundo fontes ligadas a investigação, mais de R$ 3 milhões em contas de uma pessoa ligada a Chiclete e vem apurando toda a procedência do dinheiro, o que pode chegar ao Intercept e ao próprio Verdevaldo.

O outro preso, Luiz Molição, ligadíssimo a Vermelho, amigo inseparável, que teria sido o depositário de inúmeras mensagens roubadas, foi encontrado por intermédio de um áudio onde conversa com um interlocutor com sotaque estrangeiro, que pode ser também o Glenn, e que serão determinadas pelas investigações.

Gradativamente as provas vão se encaixando e tudo vai sendo descoberto, inclusive sobre o montante do dinheiro envolvido com a venda de material roubado e utilizado criminosamente pelo Intercept com grosseiras alterações.

Jornal da Cidade Online

 

Os 10 principais inimigos de Jair Bolsonaro, que tentam ferozmente inviabilizar o governo

O experiente jornalista Percival Puggina, em brilhante análise, identificou os 10 principais inimigos do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Alguns por questão ideológica, a grande maioria por interesses mesquinhos, mas todos torcendo e agindo para que a gestão fracasse, atuando deliberadamente contra o país.

Abaixo, a lista de Puggina:

  1. Eleitores dos candidatos de esquerda derrotados na eleição de 2018. Aqueles que votaram em Haddad, Ciro, Marina e Boulos.
  2. Estatistas, privilegiados que não querem perder suas regalias.
  3. Seitas do Movimento Comunista.
  4. Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), um grave problema nacional a visão de mundo totalitária do STF.
  5. Aparelho burocrático do Estado, totalmente aparelhado pela esquerda.
  6. Os partidos de esquerda, não possuem votos para parar o governo, mas utilizam intensamente suas bancadas para atrapalhar o andamento de todas as ações e projetos.
  7. Veículos de imprensa, o jornalismo militante.
  8. Organismos que orbitam na esquerda brasileira, OAB, CNBB, Centrais Sindicais, entre outros.
  9. Movimento Comunista Internacional, construção incessante de factoides, com apoio de organismos de direitos humanos.
  10. Ambiente cultural e acadêmico, os artistas perderam dinheiro e perderam espaço.

Em contrapartida, em sua análise, o jornalista enumera quem está ao lado do governo e são os seus principais apoiadores na luta árdua pela transformação do país.

Percival Puggina

A farra do fundo partidário e como votou cada partido político

Vamos esclarecer pontos importantes sobre a votação do fundo partidário que está causando confusão na população. Pela tabela abaixo, você poderá perceber que partidos como o PSL e o NOVO votaram “SIM”, enquanto o PT votou “NÃO”, a confusão é essa: Quem votou SIM votava por um texto mais enxuto, sem as regalias que foram aprovadas. Já quem votou NÃO queria o texto completo, com direito a pagar advogados de candidatos com dinheiro dos impostos.

Todos os 45 deputados do PT e 6 do PCdoB, que votaram, escolheram o NÃO (o que APROVA o texto cheio de regalias).

Todos os 43 deputados do PSL, os 8 do NOVO e (surpresa!!!) 10 do PSOL votaram SIM (para o texto com menos regalias).

O DEM e o PDT se dividiram, 2 votos do DEM e 6 do PDT foram pelo texto mais light, já 19 democratas e 13 brizolistas votaram pela farra com o dinheiro público.

Kim Kataguiri e David Soares foram os dois únicos votos que contrariaram o colega de partido e presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Além de permitir que o dinheiro público seja usado para pagar advogados, há ainda:

– A recriação da propaganda eleitoral (que volta a irrigar as emissoras com dinheiro público).

– A simplificação de comprovações de gastos.

E um parágrafo em especial que para mim, estrategista, penso ser o mais importante e colocará muitos partidos de direita em confronto com seus eleitores:

– Os partidos podem abrir mão espontaneamente do uso desse fundo eleitoral, porém, o valor correspondente será dividido entre os que usarem.

Ou seja, se um partido não quiser usar o dinheiro ele estará contribuindo com o financiamento de campanhas dos concorrentes. Como sair deste paradoxo?

Usa para ficar competitivo e acaba desagradando alguns eleitores que não admitem que seus candidatos usem o fundo, ou, não usa e acaba contribuindo para eleger os oponentes?

Qual a sua opinião sobre isso?

Ps: O presidente pode vetar alguns parágrafos, assim como fez com a lei do abuso de autoridade, mas o congresso pode derrubar o veto e aplicar a lei – assim como aconteceu com o projeto das Fake News.

Raquel Brugnera

Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político – Universidade Estácio de Sá – RJ.

 

Mais de 300 parlamentares não respeitam o povo e agem sorrateiramente na calada da noite

Sou pacífico. Mas esse é um texto de ódio. Ódio por perceber que pouco mais de 300 parlamentares simplesmente não respeitam o povo, e fazem o que bem entendem dentro do Parlamento, na calada da noite.

Eles impõem a sua vontade de cima para baixo, autoritariamente, e aprovam os projetos que querem, sem que ninguém consiga impedir, já que dos mais de 500 habitantes da cidadela chamada Câmara dos Deputados, apenas 200 têm a honestidade e a ética como um valor inegociável, e fazem do mandato parlamentar um meio de tentarem realmente mudar o “status quo” e melhorar a situação do país.

O exemplo gritante disso é esse esdrúxulo projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (18), que diz que o povo, ou melhor, o pagador de impostos, é que arcará com as multas punitivas impostas pela Justiça Eleitoral aos candidatos que desobedecerem  as regras do jogo eleitoral, e que o dinheiro desse mesmo povo pagador de imposto poderá ser usado pelo partido político para comprar imóveis.

Meu ódio aumentou quando assisti a um vídeo do Rodrigo Maia, em meio à sessão que culminou na aprovação desse projeto de lei aberrante e infamante, dizendo, de forma arrogante e presunçosa, a uma deputada que não precisa de requerimento de ninguém para ele agir como agiu porque é “presidente da Casa”.

É precisamente uma forma de ele dizer à deputada: “fica quieta aí que quem manda aqui sou eu”.

Com efeito, saber que parlamentares eleitos quase na “rabeira” do coeficiente eleitoral fazem do mandato parlamentar um método de legislar em causa própria, esquivando-se da obrigação de atuar em prol da sociedade brasileira e especialmente dos seus representados, que neles votaram, me dá ódio.

E esse ódio me consome. Corrói minhas entranhas. Certamente esse meu ódio se junta ao de milhões de brasileiros indignados que, assim como eu, veem, inertes, 300 deputados desonestos e mal-intencionados fazer o que bem entendem contra o Estado Brasileiro, elaborando leis que autorizam que eles surrupiem legalmente o dinheiro do pagador de impostos.

Para quem afirma que o Parlamento nada mais é do que reflexo da sociedade, mais uma vez eu digo que isso está errado. A sociedade não é formada por pessoas desonestas ou com valores morais e éticos enviesados; o Parlamento é que é.

Os brasileiros comuns são muito melhores do que esses deputados. Como eu já escrevi em um texto, o Parlamento não é consequência; ele é a causa dos problemas brasileiros.

É óbvio que a frase-chavão que diz que “o amor vence o ódio” está correta, e que não devemos alimentar o nosso monstro interior do ódio, que habita nas profundezas do nosso subconsciente.

Mas, tal qual água e óleo, é incompatível entre si a coexistência de amor ao Brasil e ao nosso país, com tudo o que ele representa para nós, com esses parlamentares a que me refiro: nesse caso, o amor não vence o ódio jamais; o ódio sempre ganhará.

Portanto, não há nada mais urgente no país do que uma reforma política, reduzindo o número de Deputados Federais por Estado, e modificando o sistema eleitoral proporcional, corrigindo a distorção que faz com que alguém consiga se eleger com poucos votos.

Paralelamente a isso, é preciso também que se escreva um novo Regimento Interno para a Câmara dos Deputados, considerando que o que está em vigor se encontra totalmente desatualizado e ultrapassado, servindo apenas para concentração de poderes nas mãos desses que pretendem manipular as sessões parlamentares para atingirem os seus objetivos espúrios de aprovação de leis em benefício próprio.

Apenas assim conseguiremos vencer o ódio. Mas até lá ele continuará nos consumindo por dentro. Porque nós, brasileiros comuns, temos ódio de grande parte dos integrantes do Congresso Nacional.

Guillermo Federico Piacesi Ramos

Advogado