PF começa a tirar a máscara de Glenn e mostra trecho de diálogo com hacker

O conluio entre o pseudo jornalista Glenn Greenwald e os hackers que roubaram as mensagens de autoridades da República está praticamente evidenciado.

O americano permanece completamente emudecido.

Segundo a Revista Crusoé, “Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, não apenas falou com integrantes do grupo preso pelo roubo de mensagens trocadas por autoridades pelo aplicativo Telegram como tratou com eles da estratégia de publicação do material roubado”.

“O diálogo ocorreu em 07 de junho deste ano — três dias após o surgimento da notícia de uma tentativa de invasão ao celular de Sergio Moro, ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, e dois dias antes da publicação das primeiras reportagens do Intercept com base nas mensagens roubadas”.

A conversa de Glenn é com Luiz Molição, parceiro do hacker Vermelho, preso na semana passada.

Eis um trecho:

Glenn Greenwald – Tudo bom?

Luiz Molição – Então, é… A gente… Eu estava discutindo com o grupo… Eu queria falar com você um assunto.

Glenn – Hã…

Luiz Molição – É… Como tá agora tá saindo muita notícia sobre isso, a gente chego… Nos…

Glenn – Sim.

Molição – Chegamos à conclusão que eles estão fazendo um jogo para tentar desmoralizar o que está acontecendo.

Glenn – Hã hã…

Molição – Igual o que aconteceu com o Danilo Gentili, e… o MBL, o Holiday… A gente pegou outubro do ano passado. Eles estão começando a falar agora…

 Revista Crusoé

 

Sistema Tributário da Semfaz fora do ar causa revolta por falta de pagamento a empresa operadora

O Sistema Tributário da Secretaria Municipal de Fazenda está fora e do ar desde a última segunda-feira, e segundo as informações que são repassadas às pessoas que buscam serviços na sede da instituição é que estaria o sistema em manutenção, mas a realidade não é diferente de outras, em que a empresa que faz o aluguel dos serviços o retira do ar, por falta de pagamento. Diante do sério problema que também é decorrente da Prefeitura de São Luís não ter um Sistema Tributário próprio, ficando a mercê de um serviço terceirizado, que quando não recebe o aluguel dos serviços, cria problemas que acabam ocasionando sérios prejuízos para a arrecadação municipal.

Nos últimos dias foram centenas de casos de pessoas que ficaram impossibilitadas de pagar tributos para retirar notas fiscais, além de outros serviços atendimentos nos balcões da Semfaz, sem falarmos nos serviços que são feitos por inúmeras empresas através do site.

Como a prefeitura de São Luís não tem Sistema Tributário próprio, recorre ao aluguel. Como não honra com os seus compromissos, a empresa deixa de executar os serviços de operação de todo o sistema e os prejuízos com a arrecadação refletem negativamente. A prática da Prefeitura de São Luís em não honrar compromisso é antiga, principalmente com a população da capital, que por não dispor um mecanismo de pressão, fica a mercê da incompetência dos gestores municipais. O caso da paralisação do Sistema Tributário e semelhante ao da empresa de sinalização de trânsito, que andou desligando o sistema de fiscalização por conta da falta de pagamento.

Hoje, precariamente e restrita a sede da Semfaz estão fazendo o atendimento com vistas aos vários protestos feitos na porta do órgão público. Interessante sob todo aspecto é que a Prefeitura de São Luís ao se recusar a receber tributos, demonstra de que deve estar com uma situação financeira de fazer inveja ao Governo do Estado.

 

 

 

STF forma maioria que pode detonar a Lava Jato e colocar dezenas de corruptos em liberdade

O plenário do Supremo Tribunal Federal formou maioria para fixar o entendimento de que réus delatados têm o direito de falar por último nos processos em que também há réus delatores. O presidente da Corte, ministro Dias Toffoli, suspendeu o julgamento às 19h desta quinta-feira (26/9).

Na sessão da próxima quarta-feira no STF serão conhecidos os votos dos ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio

O presidente do Supremo disse que vai apresentar um voto que contém regras para delimitar a aplicação da decisão do Plenário. Apesar de ter anulado a condenação específica de Márcio Ferreira, ficou decidido que a definição sobre a abrangência da decisão será na quarta-feira (2/10).

A favor da tese que pode anular sentenças do consórcio formado a partir da 13ª Vara Criminal Federal em Curitiba votaram até o momento os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Rosa Weber e Celso de Mello.

Contra a tese estiveram o relator Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Luiz Fux. Cármen Lúcia ficou no meio do caminho, porque defende a tese, mas com definições estabelecidas caso a caso. O ministro Marco Aurélio esteve ausente.

Os ministros analisam processo do ex-gerente da Petrobras Márcio de Almeida Ferreira, condenado pelo então juiz federal Sergio Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Ele pede a anulação da sentença com base no novo paradigma definido pela 2ª Turma do STF, de que os delatados têm de ser ouvidos no processo sempre depois dos delatores.

Debate
No início da sessão, na quarta (25), o relator, ministro Edson Fachin, defendeu que a lei não definiu a “imposição de ordem de colheita das argumentações de cada defesa, tampouco potencializou para esse escopo eventual adoção ou não de postura colaborativa”.

Segundo ele, isso deveria ter sido feito na Reforma Processual Penal de 2008, e agora não deve o “judiciário legislar, e não deve fazê-lo em hipótese alguma”.

“O legítimo manejo de meio atinente a ampla defesa não autoriza, a meu ver, distinção entre as manifestações defensivas igualmente asseguradas aos colaboradores e não colaboradores, sob pena de indevida categorização cerceadora do devido processo legal. Ou seja, adoção de certa estratégia defensiva não funciona como causa determinante da ordem de manifestação processual de cada acusado”, afirmou.

O entendimento foi seguido pelos ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso. “No Código de Processo Penal não há nenhuma distinção entre réu colaborador e réu delatado. Além disso, o CPP diz que nenhum réu pode ser assistente de acusação. O réu é parte da defesa, colaborador ou não colaborador”, disse Barroso.

Divergência
Já o ministro Alexandre de Moraes explicou que o delatado tem o direito de falar por último. “O devido processo legal não é ‘firula jurídica’, o devido processo não atrapalha o combate à corrupção. Nada custa ao Estado respeitar o devido processo legal, o contraditório e ampla defesa. Nenhum corrupto deixará de ser condenado porque o Estado respeitou o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório”, disse.

Segundo o ministro, os interesses do MP e réus são conflitantes no processo penal, mas Promotoria e delator, não, uma vez que o delator também precisa da condenação. “O MP quer a condenação, e o réu quer a absolvição. O MP e o réu têm ideias diversas”, disse.

O entendimento foi seguido pela ministra Rosa Weber. Para ela, não há “amparo” para prazos diferentes em alegações. “O Código de Processo Penal e a lei de organizações criminosas não estipulam prazos sucessivos para delatados e delatores apresentarem alegações finais”, disse.

“O combate a corrupção é um compromisso de todos nós, mas não se pode combater a corrupção cometendo crimes”, disse o ministro Gilmar Mendes, ao acompanhar o ministro Alexandre.

Fonte: Consultor Jurídico

 

Previdência no Senado e acordo da Base de Alcântara dominam discussões no Congresso

Texto-base da proposta que altera as regras de aposentadoria deve ser analisado pelos senadores em Plenário na próxima terça-feira (1º)

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), anunciou nesta semana que a votação em primeiro turno da reforma da Previdência ocorrerá na próxima terça-feira (1º). No mesmo dia, pela manhã, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa vai analisar as emendas acatadas pelo relator da PEC 6/2019, Tasso Jereissati (PSDB-CE). Segundo Alcolumbre, a alteração da data não impede o cumprimento do calendário divulgado inicialmente para aprovação da reforma, previsto para 10 de outubro.

“Nós restabelecemos esse prazo porque no acordo construído, vota-se na CCJ na terça pela manhã, e na terça à noite no Plenário, em primeiro turno. Ou seja, continua o prazo estabelecido da primeira quinzena de outubro”, ressaltou Alcolumbre.

Para ser aprovado, o texto principal da reforma da Previdência precisa de pelo menos 49 votos favoráveis dos 81 senadores, em dois turnos de votação no Plenário. O mesmo vale para a PEC paralela, que também tramita na Casa. Esse texto alternativo foi criado para inserir, por exemplo, estados e municípios na reforma, ideia que foi rejeitada na Câmara dos Deputados.

“Reforma ampla”

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados, Felipe Francischini (PSL-PR), defendeu, nesta semana, a aprovação de uma reforma da Previdência ampla, com a inclusão de estados e municípios.

“O texto agora está quase aprovado no Senado Federal. Ele é importante porque tira o Brasil do abismo econômico. A gente estava caminhando para uma deterioração muito rápida das finanças públicas, e para os estados será muito importante. O Senado fez uma PEC paralela, que vai retornar à Câmara e à CCJC, que estou presidindo neste momento, para reincluir os estados e municípios. Dessa forma, acredito que teremos uma reforma bastante ampla”, afirmou o parlamentar.

Base de Alcântara

A maioria dos deputados federais da bancada maranhense defendeu nesta semana o acordo com os Estados Unidos para uso comercial da Base de Alcântara. Ao todo, 16 parlamentares se disseram favoráveis ao projeto de decreto legislativo (PDL 523/2019) que permite lançamento de foguetes, espaçonaves e satélites para fins pacíficos.

O texto do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST), assinado entre Jair Bolsonaro e Donald Trump em março deste ano, garante que as tecnologias e patentes norte-americanas usadas em Alcântara sejam protegidas contra uso ou cópias não autorizadas, além de proteger equipamentos de outros países que utilizarem a base com permissão do Brasil e Estados Unidos.

O deputado Juscelino Filho (DEM-MA) visitou a base este ano. Para ele, a aprovação é importante para o desenvolvimento do estado e do país. “Vai ficar muito mais fácil trazer investimentos das grandes empresas do mundo, trazer muitas multinacionais do setor. É uma cadeia que movimenta toda a economia local, gera emprego e agrega ao turismo”, pontua.

A proposta tramita em caráter de urgência na Câmara dos Deputados e pode ser colocada em pauta no Plenário a qualquer momento. Se aprovado, o texto segue para análise no Senado.
Agência do Rádio

 

 

Presidente da Câmara de São Luís convocou vereadores para reunião nesta sexta-feira. Na pauta as emendas parlamentares.

A princípio seria realizada na última quarta-feira, mas foi transferida para esta sexta-feira na sala vip, a reunião convocada pelo vereador Osmar Filho, presidente da Câmara Municipal de São Luís com todos os vereadores. Dentre os inúmeros assuntos que deverão fazer parte da pauta, está a questão das emendas parlamentares, que têm gerados sérios problemas nos últimos anos. A prefeitura de São Luís, geralmente atende os interesses dos vereadores da base partidária e os que não rezam no catecismo do executivo municipal são tratados com indiferença e totalmente desrespeitados.

Como as emendas são impositivas, os vereadores do grupo de oposição, podem perfeitamente recorrer à justiça, defendo além do direito do pagamento delas, o tratamento de respeito aos princípios da igualdade.

Outros naturalmente devem fazer parte da pauta, dentre eles, o caso do vereador Astro de Ogum, que recentemente recebeu a solidariedade de 12 vereadores do parlamento municipal, em que apareceram entre os solidários, apenas o vereador Francisco Chaguinhas, entre os titulares da mesa diretora, mas os suplentes Nato Júnior e Concita Pinto tomaram a posição e seguiram Chaguinhas.

Há também a grande expectativa de que o vereador Osmar Filho, destaque para todos e venha a pedir apoio para a sua candidatura a prefeito de São Luís, que já teria uma definição do PDT, mas como se fala que estão mantidos os entendimentos com os caciques do PCdoB, para a definição de apenas um candidato entre os dois grupos e postulantes chegam próximo de uma dezena é um sinal claro de muita indefinição, daí a necessidade de que cada um busque a sua viabilização. A verdade é que o assunto será apenas socializado, uma vez que o debate maior está reservado para o grupo da maioria da base política. A reunião tem o seu início previsto para às 11 horas.

Rodrigo Janot revela plano de matar Gilmar Mendes e depois se suicidar

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deu uma declaração fortíssima ao jornal Estado de São Paulo nesta quinta-feira (26). Ele afirmou que o momento mais tenso da sua passagem pelo cargo foi quando chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes.

“Não ia ser ameaça não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele [Gilmar] e depois me suicidar”, revelou Janot. De acordo com o ex-procurador-geral, a ideia veio logo após ele apresentar uma exceção de suspeição contra Gilmar. Segundo Janot, Gilmar difundiu “uma história mentirosa” sobre sua filha que teria o tirado do sério.

Em 2017, Janot pediu o impedimento de Gilmar na análise de um habeas corpus de Eike Batista, com o argumento de que a mulher do ministro, Guiomar Mendes, atuava em um escritório que advogada para o empresário.

No ofício que enviou ao STF para se defender, Gilmar afirmou que a filha de Janot, Letícia Ladeiro Monteiro de Barros, advogava para a empreiteira OAS em processo no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

Janot disse que a história contada por Mendes era mentirosa. “Ele inventou uma história que a minha filha advogava na parte penal para uma empresa da Lava Jato. Minha filha nunca advogou na área penal…e aí eu saí do sério”, admitiu o ex-procurador-geral.

A história não acabou em tragédia por causa da “mão de Deus”, segundo Janot. “Ele estava sozinho [quando Janot encontrou Gilmar no STF], mas foi a mão de Deus. Cheguei a entrar no Supremo [com a intenção de matar]. Eu vi, olhei, e aí veio uma ‘mão’ mesmo”.

A relação entre o ex-procurador-geral da República e Gilmar Mendes já não era boa como o próprio Janot admite, mas hoje não há contato. “Eu sou um sujeito que não se incomoda de apanhar. Pode me bater à vontade. Eu tenho uma filha, se você for pai…”

Até o momento, Gilmar Mendes não se pronunciou sobre a fala de Rodrigo Janot.

Fonte: Folhapress e Yahoo Notícias

 

Tumulto de manifestantes no STF acabou com policial ferido e gás lacrimogêneo dentro da corte

Caso ocorreu na tarde desta quarta-feira, 25.

Nesta quarta-feira, 25, a Praça dos Três Poderes foi palco de tumulto com manifestantes, e teve até uso de gás lacrimogêneo. Houve confronto entre grupo de manifestantes que apoia a operação Lava Jato e outro que pedia a liberdade do ex-presidente Lula. O conflito foi imediatamente isolado pela Polícia Militar.

Por volta das 16 horas, um grupo de manifestantes vestido de verde e amarelo tentou derrubar as grades que cercam a área externa do STF, o que levou policiais a disparar gás lacrimogêneo para dispersar a multidão. No meio da confusão, um policial militar foi ferido a pedradas, e foi socorrido às pressas pelo departamento médico do Supremo. Conforme narra o matutino Estadão, o gás lacrimogêneo dispersado por policiais chegou ao edifício-sede da Corte, o que levou seguranças a fecharem às pressas as janelas do Tribunal para tentar evitar a circulação da substância dentro das instalações. Mas o gás invadiu as dependências do Supremo, assustando visitantes e servidores que acompanhavam a sessão plenária – inclusive máscaras foram distribuídas pelos bombeiros ao público. As portas do plenário foram fechadas por seguranças para impedir que o gás lacrimogêneo chegasse ao local onde atuam os 11 ministros da Corte.

Fonte: Migalhas

 

Os engodos da prefeitura de São Luís não conseguem ofuscar a realidade de uma cidade destruída e abandonada

Muitas vezes, a administração municipal manifesta a nítida impressão de que a população de São Luís e integrada por pessoas, que não têm noção de princípios, valores, seriedade, transparência, direitos e dignidade. Daí é que inventou, há apenas um ano das próximas eleições municipais, uma farsa intitulada São em Obras. O que na realidade o prefeito Edivaldo Holanda Júnior e todo seu grupo político falastrão é recapear ruas e avenidas em que anteriormente colocou asfalto de péssima qualidade, naturalmente através de entendimentos escusos para que no inverno ele seja levado pelas chuvas e uma nova camada com um novo programa seja feito, numa demonstração clara de desonestidade e desvio de dinheiro público.

Já denunciei a farsa, que está ocorrendo no bairro do Vinhais, inclusive citei que o caso da avenida 02, local em que já foram feitos vários recapeamentos e dezenas de operações tapa buracos. A princípio se tem a impressão de que é falta de gerenciamento do poder público, mas na realidade, a impressão que fica para a população é de corrupção, entre empresários e gestores públicos para os dois se derem muito bem.  A foto acima é de um trecho da Travessa da Passagem, no Centro Histórico a menos de cem metros da praça João Lisboa, que com certeza não está inserido no contexto de São Luís em Obras.

            A Educação da Exclusão e a Saúde da Doença

Enquanto o poder público faz a farra com o dinheiro em recapeamento asfáltico, nos mesmos bairros em que o prefeito Edivaldo Holanda Júnior vista, lá estão dezenas e centenas de crianças e adolescentes fora das salas de aula e das creches, unicamente por descaso e falta de um mínimo compromisso do poder público para os direitos constitucionais. Recentemente o juiz da Vara dos Direitos Difusos e Coletivos, determinou ao prefeito de São Luís, a conclusão de algumas obras e construção de outras para um total de 25 creches, em que algumas delas, já foram repassados recursos federais.

A vergonhosa questão da saúde é uma espécie de violência contundente que o poder público pratica contra a população sofrida de São Luís. Aqui se faz a saúde da doença, uma vez que a demora, o desrespeito aos direitos e os tratamentos indignos, aumentam a doença das pessoas. Há os casos dos que dormem nas filas de marcações e consultas e não são atendidos e feliz daquele, que consegue uma vaga em um dos corredores dos socorrões, quando da necessidade de atendimento de urgência. O vergonhoso é a maneira de tripudiar do poder público, são as falácias dos gestores públicos nos veículos de comunicação.

Os problemas são muitos e voltarei constantemente a tratar do assunto, mostrando muitas realidades da nossa cidade de São Luís.

 

 

 

 

Congresso mantém cobrança de bagagens em viagens aéreas. Dois deputados do Maranhão foram a favor

O Congresso Nacional decidiu manter o veto presidencial que elimina a franquia gratuita de bagagens em voos comerciais no Brasil. A manutenção da cobrança pelas bagagens foi aprovada na noite desta quarta-feira (25) em uma votação apertada, em que a maior parte do plenário até indicou ser favorável à derrubada do veto. A bancada do Maranhão de 18 deputados federais, 12 se fizeram presentes e votaram contra a cobrança de bagagens, com a exceção dos parlamentares Gildenemyr (PL) e Marreca Filho (Patriotas), que foram favoráveis a cobrança.

Para ser derrubado, o veto precisava de 257 votos. Nesta quarta, porém, 247 deputados votaram pela derrubada e 187 pela manutenção do veto, que, por isso, não foi nem avaliado pelos senadores. A oposição lamentou o fato de o veto não ter sido derrubado por apenas 10 votos.

Parlamentares aliados ao governo, por sua vez, comemoraram a decisão. Eles argumentaram que manter o veto é importante para aumentar a concorrência no mercado aéreo brasileiro, que hoje só conta com os voos da Gol, Latam e Azul. “Temos poucas empresas. Não é isso que vai fazer o preço da passagem baixar”, afirmou a deputada Bia Kicis (PSL-DF), dizendo que, ao contrário, a cobrança poderia atrair companhias low cost para o Brasil. “Tem quatro low cost querendo vir. Por isso queremos manter o veto”, afirmou.

Líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) revelou até que representantes da Anac e do Ministério da Infraestrutura conversaram com vários parlamentares para mostrar que o veto seria uma forma de atrair essas empresas low cost, que trabalham mundo afora oferecendo passagens a baixo custo com a contrapartida da cobrança das bagagens que são despachadas nos aviões.

Líder do PP na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP) disse esperar que a decisão realmente atraia empresas low cost que ampliem a oferta de voos domésticos a baixo custo no Brasil. Ele cobrou, contudo, um prazo para que esse aumento de concorrência seja sentido pelo consumidor. É que, apesar do argumento do governo, a oposição segue resistente à manutenção do veto.

Muitos deputados e senadores da oposição lembraram que a possibilidade de despachar uma mala de até 23 quilos nos voos nacionais foi extinta em 2016 para reduzir o preço das passagens áreas cobradas àqueles passageiros que viajam apenas com a mala de mão, sem despachar bagagens. Esse argumento, contudo, parece não ter surtido efeito, pois o sentimento dos consumidores é de que as passagens não ficaram mais baratas e, em alguns casos, até encareceram.

Foi essa percepção, por sinal, que fez os parlamentares incluírem o retorno da gratuidade das bagagens na Medida Provisória 863, que abre o setor aéreo para o capital estrangeiro e foi aprovada em maio deste ano – decisão que foi vetada pelo presidente Bolsonaro e reavaliada na sessão do Congresso desta quarta.

“Quero propor… E não é dar um crédito ao governo porque o governo não regula o mercado, devemos dar um crédito ao mercado. O desafio que quero fazer é, se nós, no início do ano, em fevereiro, não tivermos empresas de low cost operando com concorrência no país votaremos um PDC [projeto de decreto legislativo] para que possamos impedir esses efeitos”, afirmou, então, Aguinaldo Ribeiro, dizendo que já um PDC na Câmara cuja intenção é garantir a gratuidade de uma bagagem de até 23 quilos nos voos domésticos.

Votação

O veto imposto a medidas provisórias é analisado em uma sessão do Congresso, mas primeiro é votado pelos deputados. Só se os deputados aprovarem a derrubada do veto é que a matéria é analisada pelo Senado, para que os senadores tomem a decisão final sobre o assunto. Para ser derrubado pelos deputados, contudo, o veto precisa de 257 votos – 10 a mais do que o recebido pelo veto das bagagens. Foi por isso que, mesmo com a maioria da Câmara votando pela derrubada da cobrança das bagagens, o veto foi mantido.

Congresso em Foco

 

Por 68 votos a 10 Augusto Aras é aprovado como novo Procurador Geral da República

Indicado pelo presidente Jair Bolsonaro como novo titular da Procuradoria-Geral da República, o subprocurador Augusto Aras teve seu nome aprovado no plenário do Senado, nesta quarta-feira (25), por 68 votos favoráveis, dez contra e uma abstenção, em votação secreta.

Agora ele está apto a ocupar a vaga na PGR que nos últimos dois anos esteve a cargo de Raquel Dodge. Caberá ao presidente da República nomeá-lo, por meio de decreto.

A sessão ocorreu logo após aprovação do indicado na Comissão de Constituição e Justiça, onde recebeu 23 votos a favor 3 contrários.

Sabatina
“Toda e qualquer experiência nova traz também dificuldades […] Sempre apontei os excessos, mas sempre defendi a “lava jato”, porque a “lava jato” não existe per se. A “lava jato” é o resultado de experiências anteriores, que não foram bem-sucedidas na via judiciária.”

É o que disse Aras durante a sabatina na CCJ do Senado, Citou também uma série de operações que antecederam o consórcio formado no entorno da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba.

“Esse conjunto de experiências gerou um novo modelo, modelo esse passível de correções, e essas correções eu espero que possamos fazer juntos, não somente no plano interno do Ministério Público, mas com a contribuição de vossas excelências”, disse.

Ao mencionar problemas da “lava jato”, defendeu que agentes públicos se manifestem apenas nos autos e somente na fase de ação penal. Ele também afirmou que faltaram “cabeças brancas” na operação.

“Talvez tenha faltado nesta lava jato a cabeça branca para dizer que tem muitas coisas que pode, mas que tem muitas coisas que não podemos fazer”, afirmou. Disse que “o PGR pode muito, mas não pode tudo” e que “281 dias de prisão provisória não são razoáveis”.

Aras foi abordado especificamente sobre a atuação do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do MPF em Curitiba, e que teve sua conduta exposta em trocas de mensagens hackeadas.

“Em relação ao colega Deltan, não há de se desconhecer o grande trabalho que fez. Mas, se houvesse lá alguma cabeça branca, poderíamos ter dito que podíamos ter feito tudo o que foi feito, mas com menos holofote”, afirmou.

O então subprocurador negou o tempo todo que haja corporativismo no Ministério Público e que não haja punição a seus quadros. Dallagnol é alvo de ação no Conselho Nacional do Ministério Público.

Lista tríplice

A indicação feita por Bolsonaro para procurador-geral marca a primeira vez, desde 2001, em que o presidente da República escolhe um nome fora da lista tríplice formada em eleições internas do órgão. Aras não estava entre os candidatos.

Antônio Augusto Brandão de Aras era um dos 23 subprocuradores-gerais da República, que representam o Ministério Público Federal perante os tribunais superiores.

Natural de Salvador, ingressou no MPF em 1987. É especialista em direito eleitoral e econômico, já atuou junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e integrou a comissão de juristas que trabalhou na reforma eleitoral de 2009. Foi corregedor-auxiliar do Ministério Público e é professor universitário.

Fonte: Consultor Jurídico