Pesquisa do Ministério da Saúde revela comportamentos dos brasileiros na pandemia

                           Parte dos entrevistados relatou distúrbios do sono e de alimentação

Mais de 40% dos entrevistados em um estudo do Ministério da Saúde apontaram dificuldade para dormir ou dormir mais do que de costume durante a pandemia do novo coronavírus. Outros 39% relataram falta ou aumento de apetite e 87% disseram que precisaram sair de casa ao menos uma vez na semana anterior à entrevista com o órgão.

Os dados fazem parte da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico COVID-19 (Vigitel), que entrevistou mais de dois mil brasileiros. O estudo revela que compra de alimentos (75,3%), trabalho (45%), procurar serviço de saúde ou farmácia (42,1%) e tédio ou cansaço de ficar em casa (20,5%) foram os principais motivos para que as pessoas saíssem de suas residências.

Em relação aos problemas de saúde mental, 35,3% dos entrevistados apontaram falta de interesse em fazer as coisas; 32,6% se sentiram para baixo ou deprimidos; 30,7% sentiram-se cansados ou com pouca energia, entre outros. A pesquisa mostra que o percentual de adultos que disseram higienizar as mãos e objetos tocados com frequência foi maior entre as mulheres. A pesquisa Vigitel contou com a parceria da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e não pergunta ao cidadão o número do CPF, RG ou dados bancários.

Agência do Rádio MAIS

 

 

87% dos brasileiros sairam de casa durante isolamento social, mostra pesquisa

                           Pesquisa também mostra que pandemia afetou a saúde mental dos brasileiros

Apesar das medidas de isolamento social, 87,1% dos brasileiros precisaram sair de casa na última semana. É o que mostra uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde. O órgão entrevistou 2 mil pessoas por meio da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico COVID-19 (Vigitel). Apesar de 20,5% dos entrevistados relatarem que saíram de casa por tédio, os três motivos mais relatados foi a compra de alimentos (75,3%), trabalho (45%) e procurar serviço de saúde ou farmácia (42,1%).

A pesquisa também investigou os efeitos psicológicos da pandemia nos brasileiros. 35,3% dos entrevistados relataram sentir falta de interesse em fazer as coisas, 32,6% disseram se sentir para baixo ou deprimido e 30,7% se sentiam cansados ou com pouca energia. Além disso, 41,7% dos entrevistados apontaram distúrbios do sono, como dificuldade para dormir ou dormir mais do que de costume e 38,7% relataram falta ou aumento de apetite.

Agência do Rádio MAIS

 

 

 

 

 

Flavio Dino não tem tempo para denuncias de Roberto Rocha, mas tem para exacerbar criticas

O governador Flavio Dino é um político bastante afiado para criticas, e em se tratando de adversários é contundente e contumaz, e quem acompanha o contexto político partidário, sabe e até conhece perfeitamente a postura do chefe do executivo estadual. Ele é amplamente democrático, quando lhes interessa e verdadeiramente comunista quando é para impor a sua vontade e seus interesses. Para ilustrar o contexto acima, basta citarmos os servidores públicos estaduais há mais de 05 anos, sem qualquer reajuste salarial ou reposição. Quanto a luta bem determinada liderada pelo Sintsep, avança em defesa de direitos, ela esbarra no judiciário como é o caso dos 21,7%, que acaba favorecendo o governo do estado, com as suas sucessivas postergações e sempre acatadas pelo judiciário.

Há poucos dias o senador Roberto Rocha, dentro do seu exercício parlamentar de fiscalizar as administrações públicas, decidiu pedir informações ao governador Flavio Dino sobre hospitais fechados e outros em lentas construções no interior do estado. A iniciativa do senador feita, diante dos avanços da covid-19 e praticamente todos os 217 municípios, naturalmente em busca de como está sendo feita a prevenção e outras estratégias, sendo uma delas a questão de que com o isolamento social como é que ficará a maioria das famílias do meio rural maranhense.

O Maranhão que é hoje o Estado mais miserável do país com mais da metade da sua população na extrema pobreza com fome e miséria em que o crescimento bem acentuado foi no governo Flavio Dino o que muito sério a problemática, que ganha avanços nas desigualdades sociais. É uma questão preocupante, levando-se em conta que em São Luís não houve uma estratégia para o enfrentamento do covid-19, que não avançou mais graças a solidariedade da população e de muitas entidades privadas, além do envolvimento de políticos candidatos de maneira descarada e desrespeitando as orientações da Justiça Eleitoral, procurando trocar voto por cesta básica.

O questionamento em defesa da população do Maranhão que corre sérios riscos com os avanços do covid-19, relacionados a hospitais e mais precisamente a saúde, não foi bem recebido pelo governador Flavio Dino. Como naturalmente não tem explicações justificáveis, a exemplo das suas conhecidas maneiras de ações, que geralmente são manifestadas através da arrogância ou da omissão, também existem oportunidades para a indiferença. No primeiro caso, quando encontra fragilidade e no segundo é quando o problema lhes causa embaraços para uma resposta convincente.

Não questiono se por conta das divergências políticas, o senador Roberto Rocha esteja cobrando, mas de qualquer maneira tem o devido respaldo para tanto, como parlamentar.

Quando o governador Flavio Dino se manifesta de maneira incorreta e até inconveniente para um dirigente de um Estado, ao destacar que a sua concentração nos problemas relacionados à saúde, o impede de se posicionar sobre uma situação que também está dentro do contexto do sistema estadual saúde, não havendo qualquer motivação para a omissão dos fatos permite, a elevação das cobranças, além de suscitarem outros questionamentos.

O interessante é que enquanto o governador Flavio Dino se justifica dizendo que não tem disponibilidade para tratar, ou de apenas fornecer informações de um assunto da mais alta responsabilidade, relacionada ao seu governo, se disponibiliza constantemente para diversos veículos de comunicação do país para criticar o presidente da república, o que não é incorreto, mas também não se pode tentar justificar com a falta de disponibilidade para questões inerentes a interesses coletivos.

Como a pandemia vem avançando no interior do Estado e aqui em São Luís, ela continua ainda com sérios riscos, o governador Flavio Dino se negar a uma resposta pública para o fato, principalmente que o governo recebeu emendas parlamentares em que o senador Roberto Rocha foi parte integrante é simplesmente não fazer pelo menos, uma demonstração de como os recursos foram aplicados e agradecer pelo menos a confiança que o parlamento depositou em sua pessoa. A recusa em se eximir da responsabilidade de prestar os devidos e necessários esclarecimentos cobrado por um parlamentar, se constituiu em uma resposta de que a recíproca quanto a questão de confiança não é verdadeira.

 

 

Pandemia abala tratamento ao câncer, doenças cardíacas e diabetes, diz a OMS

                      Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus fez a revelação durante coletiva virtual.

Os serviços de prevenção e tratamento de doenças não transmissíveis têm sido severamente interrompidos desde o início da pandemia. Uma pesquisa revelada nesta segunda-feira pela OMS revela como, em dezenas de países, pacientes tiveram o acesso a serviços médicos abalados. A pesquisa foi realizada em 155 países durante um período de 3 semanas. A constatação é de que o impacto é global, mas que os países de baixa renda são os mais afetados.

“Esta situação é de grande preocupação porque as pessoas que vivem com doenças não-transmissíveis estão em maior risco de doenças graves relacionadas à COVID-19 e de morte”, diz a OMS.

As doenças não transmissíveis matam 41 milhões de pessoas por ano, o equivalente a 71% de todas as mortes no mundo. A cada ano, 15 milhões de pessoas morrem de uma dessas doenças entre 30 e 69 anos de idade. De acordo com a OMS, mais de 85% dessas mortes “prematuras” ocorrem em países de baixa e média renda.”A principal descoberta é que os serviços de saúde têm sido parcial ou completamente interrompidos em muitos países”, diz o estudo.

“Mais da metade (53%) dos países pesquisados interromperam parcial ou completamente os serviços para tratamento de hipertensão; 49% para tratamento de diabetes e complicações relacionadas ao diabetes; 42% para tratamento de câncer, e 31% para emergências cardiovasculares”, alerta a pesquisa.

“Os serviços de reabilitação têm sido interrompidos em quase dois terços (63%) dos países, embora a reabilitação seja fundamental para uma recuperação saudável após uma doença grave da COVID-19”, afirma.

Na maioria (94%) dos países que responderam à pesquisa, o pessoal do Ministério da Saúde que trabalha na área de doenças transmissíveis foi parcial ou totalmente remanejado para apoiar a pandemia.

“O adiamento dos programas públicos de monitoramento (por exemplo, para o cancro da mama e do colo do útero) também foi generalizado, reportado por mais de 50% dos países”, diz o estudo.

As razões mais comuns para descontinuar ou reduzir os serviços foram o cancelamento dos tratamentos planejados, a diminuição dos transportes públicos disponíveis e a falta de pessoal porque os profissionais de saúde tinham sido remanejados para apoiar os serviços da COVID19.

“Em um em cada cinco países (20%) que relataram interrupções, uma das principais razões para a interrupção dos serviços foi a escassez de medicamentos, diagnósticos e outras tecnologias”, constata a OMS.

Mas a agência considera que pode existir uma correlação entre os níveis de interrupção dos serviços de tratamento de doenças não-transmissíveis e a evolução do surto da COVID-19 em um país.

“Vai demorar algum tempo até sabermos a extensão total do impacto das interrupções nos cuidados de saúde durante a COVID-19 nas pessoas com doenças não transmissíveis”, disse Bente Mikkelsen, Diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis da OMS.

“O que sabemos agora, porém, é que não só as pessoas com essas doenças são mais vulneráveis a ficarem gravemente doentes com o vírus, mas muitas não conseguem ter acesso ao tratamento de que precisam para lidar com suas doenças. É muito importante não só que os cuidados com as pessoas que vivem com doenças não-transmissíveis estejam incluídos nos planos nacionais de resposta e preparação para a COVID-19 -̶, mas que sejam encontradas formas inovadoras de implementar esses planos”. Devemos estar prontos para “construir melhor,” fortalecendo os serviços de saúde, para que eles estejam equipados em que possam, prevenir, diagnosticar e cuidar no futuro dos pacientes, em qualquer circunstância”, afirmou.

“Os resultados desta pesquisa confirmam o que temos ouvido dos países há algumas semanas”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde. “Muitas pessoas que precisam de tratamento para doenças como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes não têm recebido os serviços de saúde e medicamentos necessários desde o início da pandemia da COVID-19. É vital que os países encontrem formas inovadoras de garantir que os serviços essenciais continuem, mesmo quando eles lutam contra a COVID-19”, completou.

UOL Notícias

 

STF suspende julgamento sobre lei que autoriza corte de energia

Se preservado o núcleo da regulação sobre o fornecimento de energia elétrica e água, de competência da União, lei estadual pode tratar da prestação desses serviços. Com esse entendimento, o ministro Marco Aurélio negou pedido de suspensão de lei do Paraná editada para impedir o corte de energia, por inadimplência, durante a epidemia.

O julgamento, que acontece em Plenário Virtual, foi suspenso nesta quinta-feira (28/5) após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes. No centro da discussão está a determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em suspender por 90 dias os cortes no fornecimento de energia elétrica motivados por inadimplência.   Posteriormente, leis estaduais foram editadas para impedir o corte de energia por inadimplência durante o período de epidemia.

De acordo com Marco Aurélio, a Constituição “não impede a edição de lei estadual, que sem versar especificamente a prestação dos serviços de fornecimento de energia elétrica e água, venha a produzir impacto na atividade desempenhada pelas concessionárias de serviço público federal”.

O relator citou que a corte tem precedentes pela inconstitucionalidade de normas estaduais que interferiram diretamente na atividade das concessionárias de energia.

No entanto, considerou que a lei estadual em questão não substituiu ou contradisse a norma federal, “mas a complementa, sob o ângulo da ampliação da proteção do consumidor, consideradas as peculiaridades locais, tal como facultado na Constituição Federal”.

Até o momento votaram para acompanhar o relator os ministros Luiz Edson Fachin, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. Outras quatro ações diretas de constitucionalidade questionam as normas estaduais que confrontam com a regulação já definida pela autarquia. As ADIs foram ajuizadas pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abrade), que pede para anular os dispositivos das leis estaduais.

Fonte: CONJUR

 

Procuradores da República pedem suspensão de nota do SUS sobre uso de cloroquina

Procuradores da República em São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Pernambuco afirmam que o Ministério da Saúde não cumpriu a legislação do SUS e recomendam a suspensão da nota informativa que trata do “uso da cloroquina como terapia adjuvante no tratamento de formas graves da Covid-19”. Ela foi publicada no último dia 20 de maio.

A recomendação foi encaminhada para a 1ª Câmara de Revisão e Coordenação do Ministério Público Federal para ser enviada ao Ministério da Saúde. Em 22 de maio, foram publicados na revista médica britânica “The Lancet” os resultados de uma nova pesquisa sobre o uso de cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com Covid-19, baseada em dados internacionais dos seis continentes e que contemplou 96.032 pacientes.

Além de não constatar benefício aos pacientes, o estudo verificou que o uso de cloroquina ou hidroxicloroquina com ou sem macrolídeo (antibiótico) está associado ao aumento das taxas de mortalidade e arritmias cardíacas em pacientes hospitalizados com Covid-19.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) suspendeu os ensaios clínicos que estavam sob sua coordenação em todo o mundo até a confirmação de que essas drogas são seguras para os pacientes e levou à mudança da recomendação da entidade para o tratamento da doença em 27 de maio de 2020.

A decisão da OMS levou em conta o princípio da precaução, empregado quando há dúvida científica sobre potenciais danos graves e irreparáveis. Esse princípio também tem sido aplicado pela jurisprudência brasileira.

Em voto no julgamento recente de medidas cautelares de ações diretas de inconstitucionalidade (números 6.421, 6.422, 6.424, 6.425, 6.427, 6.428 e 6.431), o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a crise gerada pela epidemia impacta o ordenamento jurídico e há aspectos preocupantes, como a “utilização de determinados medicamentos, de eficácia ou segurança controvertida na comunidade científica, para o combate à enfermidade, como é o caso da hidroxicloroquina”.

Além disso, o SUS também não possui capacidade para realizar o monitoramento adequado das pessoas tratadas com esses medicamentos. Para a Sociedade Brasileira de Cardiologia, em alguns casos é essencial que sejam feitos pelo menos três eletrocardiogramas ao longo do tratamento. Se o paciente não está internado, esse acompanhamento torna-se mais difícil e expõe o paciente ao risco das reações adversas.

Além da recomendação enviada para a 1ª CCR, os procuradores encaminharam ofícios para a Anvisa e Conselho Federal de Medicina (CFM), nos quais solicitam esclarecimentos sobre a revisão das autorizações com base na publicação de novo estudo e das orientações da OMS, e representação ao Tribunal de Contas da União (TCU) para suspensão da nota informativa sobre o uso da cloroquina e hidroxicloroquina.

Fonte: CONJUR

Bolsonaro reage, enumera 14 motivos e avisa: “Tudo aponta para uma crise”

O presidente Jair Bolsonaro acaba de fazer a sua mais dura manifestação sobre os ataques que vem recebendo do Supremo Tribunal Federal (STF), notadamente dos ministros Celso de Mello e Alexandre de Moraes.

A crise institucional parece iminente.

Eis abaixo o que publicou o presidente em suas redes sociais.

  1. Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados.
  2. O ministro do STF, Celso de Mello, fez um pedido de investigação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à Procuradoria Geral da República, por crime de incitação à subversão da ordem política ou social. A prática viola a Lei de Segurança Nacional.
  3. A notícia-crime foi protocolada na Corte depois do parlamentar dizer, em um vídeo publicado nas redes sociais, que não se trata de uma questão de “se”, e sim “quando” haverá uma ruptura político-institucional.
  4. Nas primeiras páginas dos jornais, o pedido da Polícia Federal para a prorrogação das investigações do inquérito, no âmbito do STF, que apura se o PR interferiu politicamente, ou não, na PF, segundo a acusação do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. PF que ouvir oficialmente o PR sobre a denúncia.
  5. Estadão e O Globo publicam, em suas primeiras páginas, o pedido do ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral, para que a chapa Bolsonaro/Mourão se manifeste, em três dias, sobre a inclusão de informações do inquérito das fakenews em dois processos da Justiça Eleitoral, que questionam a diplomação dos dois.
  6. A acusação é a de que a chapa usou empresas para efetuar disparos em massa de mensagens com notícias falsas contra opositores. ?

*- Estadão realça que esse seria o caminho mais próximo para retirá-los do Poder.*

  1. Segundo o Estadão, a investigação do STF para apurar ameaças, ofensas e fakenews contra ministros e familiares da Corte pode chegar ao chamado “gabinete do ódio”, que trabalharia próximo ao PR e seria comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro. Faltando 45 dias para ser concluído, o jornal já fala da intenção dos investigadores de prorrogar o inquérito.
  2. Estadão noticia que o “gabinete do ódio” também entrou na mira do Tribunal de Contas da União. O subprocurador, Lucas Furtado, ingressou com uma representação para que o plenário do TCU analise se a ação do grupo de servidores é financiada, ou não, por recursos públicos. O grupo teria 23 servidores trabalhando na assessoria especial do gabinete presidencial.
  3. A Rede desistiu da ação que apresentou no ano passado, que solicitava o fim do inquérito aberto para apurar ataques e ofensas ao Supremo Tribunal Federal. Agora, o partido não quer o final do inquérito, que serviu para o ministro-relator do caso, ministro do STF, Alexandre de Moraes, acusar um rol de pessoas ligadas ao PR. E que a PGR quer suspender.
  4. O inquérito, diz o partido, apresentava “inquietantes indícios antidemocráticos”, mas, um ano depois, “se converteu em um dos principais instrumentos de defesa da democracia”. Oportunismo jurídico. O ministro Edson Fachin decidirá se aceita ou não o pedido da Rede.
  5. Jornais também destacaram na suas capas o manifesto dos procuradores da República, com a assinatura de 590 de 1.150 integrantes do MPF, para a adoção da lista tríplice para a nomeação do chefe da instituição.
  6. Segundo a leitura política da mídia, o manifesto é uma reação à postura do atual PGR, Augusto Aras, que estaria favorecendo o PR, e foi escolhido fora da lista tríplice encaminhada ao Presidente da República.
  7. Na capa da Folha de S. Paulo e do O Globo o fato do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter ficado calado no depoimento à Polícia Federal, no prédio do MEC, sobre suas declarações contra os ministros do STF na reunião ministerial do dia 22 de abril.
  8. PR lhe concedeu a medalha do mérito naval, que a mídia entendeu como uma “provocação.” Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a atacar Weintraub, lamentando o país ter um “ministro tão desqualificado.”

                             Jornal da Cidade Online

Reprovação ao Congresso e ao STF despenca em meio à crise do governo Bolsonaro, aponta Datafolha

A reprovação da população brasileira à atuação do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF) teve uma forte queda, segundo dados do Datafolha, publicados neste sábado. A mudança de opinião ocorre em meio à crise política do governo de Jair Bolsonaro.

A pesquisa indica que 32% das pessoas consideram como ruim ou péssimo o desempenho de senadores e deputados. Essa taxa era de 45% em dezembro passado. E 18% avaliam seu desempenho como ótimo ou bom, acima dos 14% identificados seis meses atrás. A avaliação como regular subiu de 38% para 47%.

Os assalariados sem registro são o grupo que melhor aprova os parlamentares, com uma taxa de 31%. Entre as pessoas que têm ensino fundamental, 26% consideram seu trabalho ótimo ou bom. A taxa é de 24% entre quem aprova o trabalho de Bolsonaro no combate à pandemia.

Entre empresários, a rejeição é de 47%. Entre quem tem ensino superior, de 43%. E entre quem aprova o governo Bolsonaro, a taxa é de 39%. O levantamento foi feito entre segunda e terça-feira passadas, quando o instituto ouviu 2.069 pessoas de todo o Brasil. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo. As entrevistas precisaram ser feitas por telefone em razão das medidas de distanciamento e isolamento sociais, em razão da pandemia do novo coronavírus.

A aprovação do STF também aumentou. Hoje, 30% dos entrevistados consideram o trabalho dos ministros do Judiciário como ótimo ou bom, ante 19% em dezembro. A avaliação como ruim ou péssimo caiu de 39% para 26%. A taxa de avaliação como regular se manteve quase sem mudanças. Foi de 39% na pesquisa anterior para os atuais 40%.

As melhores avaliações dos membros do Tribunal são de pessoas que estão totalmente isoladas socialmente. Nesse grupo, a avaliação como ótimo ou bom é de 40%. Entre quem está desempregado, em busca de emprego, essa taxa é de 36%. Entre quem tem ensino fundamental, de 34%.

Do outro lado, quem ganha mais de dez salários mínimos é quem mais desaprova o desempenho do STF. São 48% entre esse grupo. A taxa é de 36% para as pessoas que aprovam o governo Bolsonaro. Entre empresários, de 40%.

Nas últimas semanas, o presidente tem participado de manifestações de apoiadores em Brasília que pedem o fechamento do STF e do Congresso. A atitude de Bolsonaro tem gerado atrito entre ministros da Corte e parlamentares, que repudiam as reivindicações antidemocráticas dos manifestantes.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou neste sábado que o presidente Jair Bolsonaro “desorganiza e gera insegurança” ao adotar uma postura de enfrentamento aos demais Poderes da República. A declaração foi dada numa transmissão ao vivo pelo Instagram com o chefe do Departamento de Ciência Jurídicas da Uniara, Fernando Passos.

Ao ser perguntado sobre a relação entre Legislativo e Executivo, Maia disse que Bolsonaro sempre teve o mesmo perfil. Mas, de acordo com sua avaliação, o cargo de presidente da República exige outro tipo de atitude.

— Quando você chega à Presidência da República, o seu papel é considerar. Você não é o presidente apenas dos que o elegeram. Você é o presidente de todos os brasileiros. Como o presidente foi eleito com muita força de  muitos ideológicos, o pessoal de extrema-direita nas redes sociais, ele tende a ser mais comprometido com eles. E quando tem um conflito, ele acaba atacando mais na linha do que ele fazia antes. Só que, como presidente do Brasil, cada vez que ele vai para o enfrentamento, ele desorganiza e gera insegurança — disse o parlamentar.

Folhapress

 

Auxílio emergencial poderá ser prorrogado ‘com outro perfil’, diz o Ministério da Economia

Representante do Ministério da Economia defende que benefício continue, mas com valor menor ao do distribuído atualmente

O secretário especial da Fazenda, Waldery Rodrigues, afirmou que o auxílio emergencial, benefício destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais, autônomos e desempregados, do Governo Federal poderá ser prorrogado por mais três meses.  A declaração foi dada nesta quinta-feira (28), em videoconferência promovida pela Comissão Mista criada pelo Congresso Nacional para discutir os impactos do novo coronavírus na economia brasileira.

Rodrigues representou o ministro Paulo Guedes na reunião. O Ministério da Economia chegou a sugerir a continuidade do benefício por mais três meses, mas em valores menores dos atuais. A pasta propõe a concessão de R$ 600, divididos em três parcelas de R$ 200.

“O auxílio emergencial será prolongado, muito provavelmente sim, mas com outro perfil, outro formato. É um programa valiosíssimo e de alta efetividade, mas é também um programa caro”, defendeu.

Segundo a Caixa Econômica Federal (CEF), até 11 de maio, 50,5 milhões de brasileiros foram contemplados com o auxílio de R$ 600. O governo federal já desembolsou, até o momento, R$ 35,5 bilhões para a concessão do benefício. Ao todo, o programa é estimado em R$ 152,6 bilhões.

Waldery Rodrigues disse que, mesmo em meio à uma situação de emergência, os gastos federais têm que ser prudentes. De acordo com ele, o poder público precisa pensar a longo prazo nos impactos das despesas que cria.

“Tem que ser um jogo em que todos possamos ter condições de combater o coronavírus. Mas existe um pós coronavírus… Por mais grave que seja essa crise, ela tem início, meio e, por isso, temos que nos preparar para momentos à frente.”

Responsabilidade
O relator da comissão, deputado federal Francisco Jr. (PSD-GO), defendeu a aplicação de recursos, por parte do governo federal, de uma forma mais “eficiente” e que não prejudique as contas públicas após o fim da pandemia. “Hoje, temos dificuldade para gastar e gastar bem é o maior desafio”, disse o parlamentar.

Agência do Rádio MAIS

 

 

 

Deputados representam contra o ministro Alexandre de Moraes no MPF por abuso de autoridade

                                                         Ministro Alexandre de Moraes e deputada Bia Kicis

O ministro Alexandre de Moraes terá que responder a uma representação proposta nesta sexta-feira (29) junto ao Ministério Público Federal, pelos deputados Bia Kicis, Aline Sleutjes, Carlis Jordy, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Filipe Barros e Junior Amaral, por abuso de autoridade.

A prática ilícita cometida pelo magistrado do STF parece bem clara. Aliás, conforme enumerou a deputada Bia Kicis, são inúmeros os abusos cometidos.

A representação demonstra ainda que o inquérito 4781, o malfadado ‘inquérito das fake News’, é totalmente ilegal e fere a sistemática processual penal de investigação e a Constituição Federal.

A deputada Bia Kicis, logo após dar entrada no documento na sede da Procuradoria-Geral da República, fez uma explanação sobre a medida impetrada, que Moraes terá que responder e possivelmente será punido, caso a Justiça prevaleça.

Jornal da Cidade Online