Flavio Dino não tem tempo para denuncias de Roberto Rocha, mas tem para exacerbar criticas

O governador Flavio Dino é um político bastante afiado para criticas, e em se tratando de adversários é contundente e contumaz, e quem acompanha o contexto político partidário, sabe e até conhece perfeitamente a postura do chefe do executivo estadual. Ele é amplamente democrático, quando lhes interessa e verdadeiramente comunista quando é para impor a sua vontade e seus interesses. Para ilustrar o contexto acima, basta citarmos os servidores públicos estaduais há mais de 05 anos, sem qualquer reajuste salarial ou reposição. Quanto a luta bem determinada liderada pelo Sintsep, avança em defesa de direitos, ela esbarra no judiciário como é o caso dos 21,7%, que acaba favorecendo o governo do estado, com as suas sucessivas postergações e sempre acatadas pelo judiciário.

Há poucos dias o senador Roberto Rocha, dentro do seu exercício parlamentar de fiscalizar as administrações públicas, decidiu pedir informações ao governador Flavio Dino sobre hospitais fechados e outros em lentas construções no interior do estado. A iniciativa do senador feita, diante dos avanços da covid-19 e praticamente todos os 217 municípios, naturalmente em busca de como está sendo feita a prevenção e outras estratégias, sendo uma delas a questão de que com o isolamento social como é que ficará a maioria das famílias do meio rural maranhense.

O Maranhão que é hoje o Estado mais miserável do país com mais da metade da sua população na extrema pobreza com fome e miséria em que o crescimento bem acentuado foi no governo Flavio Dino o que muito sério a problemática, que ganha avanços nas desigualdades sociais. É uma questão preocupante, levando-se em conta que em São Luís não houve uma estratégia para o enfrentamento do covid-19, que não avançou mais graças a solidariedade da população e de muitas entidades privadas, além do envolvimento de políticos candidatos de maneira descarada e desrespeitando as orientações da Justiça Eleitoral, procurando trocar voto por cesta básica.

O questionamento em defesa da população do Maranhão que corre sérios riscos com os avanços do covid-19, relacionados a hospitais e mais precisamente a saúde, não foi bem recebido pelo governador Flavio Dino. Como naturalmente não tem explicações justificáveis, a exemplo das suas conhecidas maneiras de ações, que geralmente são manifestadas através da arrogância ou da omissão, também existem oportunidades para a indiferença. No primeiro caso, quando encontra fragilidade e no segundo é quando o problema lhes causa embaraços para uma resposta convincente.

Não questiono se por conta das divergências políticas, o senador Roberto Rocha esteja cobrando, mas de qualquer maneira tem o devido respaldo para tanto, como parlamentar.

Quando o governador Flavio Dino se manifesta de maneira incorreta e até inconveniente para um dirigente de um Estado, ao destacar que a sua concentração nos problemas relacionados à saúde, o impede de se posicionar sobre uma situação que também está dentro do contexto do sistema estadual saúde, não havendo qualquer motivação para a omissão dos fatos permite, a elevação das cobranças, além de suscitarem outros questionamentos.

O interessante é que enquanto o governador Flavio Dino se justifica dizendo que não tem disponibilidade para tratar, ou de apenas fornecer informações de um assunto da mais alta responsabilidade, relacionada ao seu governo, se disponibiliza constantemente para diversos veículos de comunicação do país para criticar o presidente da república, o que não é incorreto, mas também não se pode tentar justificar com a falta de disponibilidade para questões inerentes a interesses coletivos.

Como a pandemia vem avançando no interior do Estado e aqui em São Luís, ela continua ainda com sérios riscos, o governador Flavio Dino se negar a uma resposta pública para o fato, principalmente que o governo recebeu emendas parlamentares em que o senador Roberto Rocha foi parte integrante é simplesmente não fazer pelo menos, uma demonstração de como os recursos foram aplicados e agradecer pelo menos a confiança que o parlamento depositou em sua pessoa. A recusa em se eximir da responsabilidade de prestar os devidos e necessários esclarecimentos cobrado por um parlamentar, se constituiu em uma resposta de que a recíproca quanto a questão de confiança não é verdadeira.

 

 

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